Preconceito: Conceito antecipado; Opinião formada sem reflexão; discriminação racial. (minidicionário da língua portuguesa. Severino Bueno. Ed. FTB S.A. 1996)
Preconceito: Conceito formado antecipadamente e sem fundamento razoável; Opinião formada sem reflexão; convencionalismo; superstição. (Dicionário Moderno da Língua Portuguesa. A-Z. Ed. Rideel Ltda, São Paulo. Seg. edição, 1978).
Preconceito: “Opinião ou crença admitida sem ser discutida ou examinada, internalizada pelos indivíduos sem se darem conta disso, e influenciando seu modo de agir e de considerar as coisas. O preconceito é constituído assim por uma visão de mundo ingênua que se transmite culturalmente e reflete crenças, valores e interesses de uma sociedade ou grupo social. O termo possui um sentido eminentemente pejorativo, designando o caráter irrefletido e frequentemente dogmático dessas crenças, que se revestem de uma certeza injustificada. Ex.: “o preconceito racial”. Entretanto, é preciso admitir que nosso pensamento inevitavelmente inclui sempre preconceitos, originários de sua própria formação, sendo tarefa da reflexão crítica precisamente desmascarar os preconceitos e revelar sua falsidade”. (Dicionário Básico de Filosofia. Hilton Japiassú/Danilo Marcondes. Ed. Zahar. Rio de Janeiro, 2008. Quinta edição).
Quando não conhecemos e não sabemos fazer uma reflexão crítica agimos fundamentados em crenças, com uma postura baseada na ignorância. Isto é, queremos eliminar o diferente, o outro, pela força (batendo, e se não houvesse leis inibindo posturas ignorantes muitos outros morreriam). E acrescentou alguns dos estudantes do terceiro ano do Ensino Médio da E. E. Ana Siqueira da Silva S P (2011): “Todos os dias morrem de dois a três homossexuais vítimas de agressões físicas”.
O homossexualismo ou movimento gay são fenômenos mundiais crescentes e gerador de altas receitas a diversos seguimentos comerciais. Logo, é um bem para o capitalismo. Observaram os estudantes da escola referida: “As paradas Gays geram mais receitas que o carnaval”. Logo, justifica-se a força da mídia local e mundial se impondo acima de tudo e todos pretendendo crescer sem ouvir críticas de seguimento algum da sociedade. Mas esse seguimento é apenas mais um que busca se afirmar, é direito deles, e democracia é isso mesmo, mas não se esqueçam de que é direito daqueles que sabem fazer a devida crítica, fazê-la. Então, fazendo uso do meu direito e dever, darei minha opinião sobre o assunto fundamentado na filosofia, na bíblia e na biologia.
O relato que segue não é minha invenção e nem imaginação, é o resultado de pesquisas feitas por estudantes de psicologia que entrevistaram vários indivíduos de programas homossexuais. As questões feitas foram: vocês gostam de homens ou são profissionais do sexo? Resposta: Somos profissionais do sexo, passivos e ativos. Então, quem é o gay nesse lance? Resposta: Os gays são aqueles que nos procuram na calada da noite ou por telefone, aparentemente são homens, mas são esses quem querem o relacionamento homo, que querem ser penetrados, geralmente são casados, pais de famílias etc. Nós somos o profissional para qualquer obra, somos promíscuos, uma falsa mulher para satisfazer as fantasias masculinas. Assim como há a mulher profissional do sexo, a promíscua que satisfaz as vis imaginações masculinas com uma mulher, nós “homens” criamos também a promiscuidade masculina para completar a promiscuidade geral, onde homossexuais gostam de se relacionar com outro “homem”. Só estamos falando das relações promíscuas mais simples, vocês nem queiram saber dos relacionamentos mais vis, da prática sexual em grupo etc.
Filosoficamente e biologicamente falando: Se todos os homens e mulheres optassem pelo homossexualismo seria o fim da humanidade, o fim da espécie, pois, a sexualidade humana foi criada ou evoluiu para a perpetuação da raça. O que só é possível entre diferentes gêneros. Mas protestou o jovem estudante: A humanidade não acabaria porque o homossexual pode muito bem se relacionar com uma mulher somente para a perpetuação da espécie, então, respondeu o professor de filosofia: Se assim for, está comprovado que o homossexualismo não é uma herança genética e sim uma perversão sexual, pois se fosse herança genética o efeminado não teria ereção. Porém, é preciso admitir a possibilidade pela opção homossexual por outros fatores sociais, e sendo fatores sociais, psíquicos, é possível a reeducação, isso se for do interesse e força de vontade da pessoa.
Reflexão bíblica: Na luta entre o bem, Deus e o mal, Satanás, ente criado que queria ser semelhante ao criador, continua sendo ponto de honra para ele destruir a imagem de Deus refletida no homem e o meio preferido por ele é a promiscuidade, se possível fosse ele acabaria com a humanidade. Segundo os relatos bíblicos, os antediluvianos se distanciaram tanto da orientação divina que preferiram viver voluntariosamente e a promiscuidade sensual era a paixão preferida. Semelhantes a eles, os moradores de Sodoma e Gomorra, cidades que experimentaram a intervenção divina, também eram promíscuas e por isso Deus as destruiu. E o novo testamento nos informa que os efeminados não herdarão a vida eterna, não farão parte do eterno reino de Cristo e que próximo de seu segundo retorno à terra a barbárie sexual seria semelhante aos antediluvianos e os de Sodoma e Gomorra. Alguns estudantes da escola mencionada concordam com a posição bíblica, e outros protestaram: “Deus não faz acepção entre pessoas, todas são iguais e criaturas do mesmo Deus”. Estão corretos, Porém, não devemos esquecer que os juízos divinos não são imediatos, há o momento certo, preestabelecido para o juízo final, onde passaremos pelo julgamento o qual estará baseado na lei divina e nas revelações dadas através de seus eleitos, os profetas. Enquanto isso, todos nós podemos viver segundo a nossa vontade, mas diante do juiz a nossa vontade não está em questão, mas esta estará submetida à vontade de Deus e à sua eterna lei universal. Portanto, fora do tribunal, todos, independentemente de opções sexuais, cor, raça e outras opções quaisquer estão e são livres para demonstrar o que são e o que querem, pois somente assim o julgamento final será justo.
O supremo Tribunal Federal brasileiro a exemplo de outros tribunais de diferentes países aprovou a legalidade da união homossexual no Brasil, dando-lhes todos os direitos civis matrimoniais, e retroativos se comprovada tal união.
Então, do exposto podemos inferir que, o homossexualismo é uma prática inútil à perpetuação da espécie humana, e tal prática não tem fundamentação filosófica, bíblica e biológica, é apenas uma prática promíscua sustentada pelo interesse capital, um modismo enaltecido pelo sensacionalismo das artes cênicas teatrais, telenovelas e cinematográficas.
Finalizando, o termo preconceito significa ignorância, aquele que não sabe, não conhece. Isto é, esse sujeito quer ofender ou destruir o outro por meio de ações ou palavras ofensivas. Então, da ignorância nascem os diversos tipos de conflitos, guerras local e mundial. Agora, posições contrárias todos nós as temos, ignorantes ou letrados, e precisamos tê-las, pois este é o fundamento do crescimento cognitivo. O que está em questão é: qual o modo correto de expor as posições contrárias? Até então entendemos que as agressões físicas são para os ignorantes e enquanto houver ignorantes essas irão continuar existindo. Mas as posições contrárias dos doutos, daqueles que sabem, precisam e fazem-se necessárias, pois somente assim a ignorância generalizada como pretendem o capitalismo e os capitalistas diminuirá. Quando o mundo aprender que o desenvolvimento cognitivo geral só será possível por ouvir o outro, e respeitá-lo a pretensa paz mundial poderá ser uma possibilidade. Mas enquanto grupos poderosos buscam eliminar as posições contrarias pela força bélica e influência da mídia, os conflitos continuarão crescendo em escala geométrica e a paz mundial será apenas uma utopia.
Isaías Correia Ribas, filósofo e professor de filosofia
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terça-feira, 24 de maio de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
PROGRESSÃO CONTINUADA OU APROVAÇÃO AUTOMÁTICA
Progressão continuada é um modelo aplicado nas universidades públicas e privadas. Isto é, quando o estudante não consegue ser aprovado em todas as matérias fica em DP (dependência pedagógica). O graduando passa, mas fica em débito, tendo que procurar em outro horário um professor que esteja ministrando as disciplinas em que ficou em débito. Caso não consiga eliminá-las enquanto cursa não poderá receber a graduação, o que ocorrerá quando todos os seus débitos acabarem.
Os educadores, pedagogos a serviço da educação pública, ou melhor, a serviço dos políticos, aplicaram esse modelo universitário aos ciclos I e II (Fundamental e Médio). Dizem eles que com esse modelo melhorariam a educação dos jovens brasileiros. É claro que eles sabiam que esse sistema é inaplicável a esses estudantes, pois crianças não têm responsabilidade para correr atrás de DP alguma e mesmo que alguns a buscassem, a estrutura e o formato das escolas não propicia essa possibilidade. Portanto, esse modelo é falacioso para as escolas públicas e privadas tanto municipais quanto estaduais. Logo, a progressão continuada só poderia cair na aprovação automática.
Penso que toda essa manobra pedagógica política é apenas mais uma ideologia para manter o Brasil Colônia, brasileiros preparados pra servir, operários capacitados para o labor, mão de obra barata a serviço das elites brasileiras e estrangeiras.
O Brasil é o país cobiçado pela maioria dos líderes mundiais, a partir da primeira invasão por Pedro Alves Cabral e posteriormente por outras nações, esse país, por sua extensão geográfica, riquezas naturais e terra que tudo dá, continua, mais que antes, o alvo de interesses estrangeiros que buscam a qualquer custo a manutenção do status quo colonial. Isto é, a manutenção de uma população alienada do conhecimento, capacitada apenas pra fazer e não pra saber, conhecer, despreparada para administrar o seu próprio país.
Os políticos brasileiros, em grande número, descendem de famílias estrangeiras que vieram para administrar a exploração das riquezas naturais e de seu povo. Como sabemos, essas famílias, buscando manter seus interesses adotaram a mão de obra escrava estrangeira e dos índios naturais. Estou convencido de que essa ideologia da deseducação dos jovens brasileiros, através da aprovação continuada é uma estratégia política para direcionar os jovens para as ETECs e FATECs dos governos estaduais e o PRONATEC do governo federal. Pois pobres, como disse a presidenta Dilma Rousseff, precisa trabalhar para comprar seu celular e o seu carrinho. Trabalhar, senhores políticos é dever de todos nós. Mas também, senhores políticos, temos o direito de conhecer, mais que isso, os atuais jovens pobres que vivem num país “democrático”, não podem ser vítimas dessa política criminosa. O povo já sente saudade do verdadeiro político brasileiro, o brasileiríssimo senhor Luiz Inácio Lula da Silva que, como querem desqualificá-lo os políticos da oposição, sem curso superior, foi o brasileiro que até hoje pensou em melhorar a educação para os nossos jovens construindo várias Universidades federais e programas de Universidades para todos, PROUNI, onde o estudante tinha o direito de escolher qualquer curso superior de ciências humanas ou não, sem forçá-lo às escolas técnicas federais ou estaduais. Diante dessa barbárie sou forçado a concluir que políticos de descendência estrangeira amam o Brasil e detestam os brasileiros descendentes de trabalhadores braçais.
COMO INDENTIFICAR O LEGÍTIMO BRASILEIRO
O nome, geralmente, diz quem sou e de quem descendo, se sou dominador ou dominado, senhor ou escravo. Ex: José João da Silva, a preposição ‘d’ está informando que esse cidadão pertencia à família Silva. Isto é, o Silva é o nome de alguma família européia que veio para o Brasil Colônia e comprou um escravo e esse passou a pertencer-lhe, por isso da Silva. A mulher brasileira descendente de escravo que casou com um estrangeiro, seus filhos possivelmente perdeu a preposição, nesses casos, é só montar uma pequena árvore genealógica (verificar os nomes dos avos ou descendentes mais distantes) e facilmente encontrarás a verdadeira descendência, se és um verdadeiro brasileiro ou de um dominador que quer a manutenção do Brasil Colônia.
ISAÍAS CORREIA RIBAS, FILÓSOFO E PROFESSOR DE FILOSOFIA
Os educadores, pedagogos a serviço da educação pública, ou melhor, a serviço dos políticos, aplicaram esse modelo universitário aos ciclos I e II (Fundamental e Médio). Dizem eles que com esse modelo melhorariam a educação dos jovens brasileiros. É claro que eles sabiam que esse sistema é inaplicável a esses estudantes, pois crianças não têm responsabilidade para correr atrás de DP alguma e mesmo que alguns a buscassem, a estrutura e o formato das escolas não propicia essa possibilidade. Portanto, esse modelo é falacioso para as escolas públicas e privadas tanto municipais quanto estaduais. Logo, a progressão continuada só poderia cair na aprovação automática.
Penso que toda essa manobra pedagógica política é apenas mais uma ideologia para manter o Brasil Colônia, brasileiros preparados pra servir, operários capacitados para o labor, mão de obra barata a serviço das elites brasileiras e estrangeiras.
O Brasil é o país cobiçado pela maioria dos líderes mundiais, a partir da primeira invasão por Pedro Alves Cabral e posteriormente por outras nações, esse país, por sua extensão geográfica, riquezas naturais e terra que tudo dá, continua, mais que antes, o alvo de interesses estrangeiros que buscam a qualquer custo a manutenção do status quo colonial. Isto é, a manutenção de uma população alienada do conhecimento, capacitada apenas pra fazer e não pra saber, conhecer, despreparada para administrar o seu próprio país.
Os políticos brasileiros, em grande número, descendem de famílias estrangeiras que vieram para administrar a exploração das riquezas naturais e de seu povo. Como sabemos, essas famílias, buscando manter seus interesses adotaram a mão de obra escrava estrangeira e dos índios naturais. Estou convencido de que essa ideologia da deseducação dos jovens brasileiros, através da aprovação continuada é uma estratégia política para direcionar os jovens para as ETECs e FATECs dos governos estaduais e o PRONATEC do governo federal. Pois pobres, como disse a presidenta Dilma Rousseff, precisa trabalhar para comprar seu celular e o seu carrinho. Trabalhar, senhores políticos é dever de todos nós. Mas também, senhores políticos, temos o direito de conhecer, mais que isso, os atuais jovens pobres que vivem num país “democrático”, não podem ser vítimas dessa política criminosa. O povo já sente saudade do verdadeiro político brasileiro, o brasileiríssimo senhor Luiz Inácio Lula da Silva que, como querem desqualificá-lo os políticos da oposição, sem curso superior, foi o brasileiro que até hoje pensou em melhorar a educação para os nossos jovens construindo várias Universidades federais e programas de Universidades para todos, PROUNI, onde o estudante tinha o direito de escolher qualquer curso superior de ciências humanas ou não, sem forçá-lo às escolas técnicas federais ou estaduais. Diante dessa barbárie sou forçado a concluir que políticos de descendência estrangeira amam o Brasil e detestam os brasileiros descendentes de trabalhadores braçais.
COMO INDENTIFICAR O LEGÍTIMO BRASILEIRO
O nome, geralmente, diz quem sou e de quem descendo, se sou dominador ou dominado, senhor ou escravo. Ex: José João da Silva, a preposição ‘d’ está informando que esse cidadão pertencia à família Silva. Isto é, o Silva é o nome de alguma família européia que veio para o Brasil Colônia e comprou um escravo e esse passou a pertencer-lhe, por isso da Silva. A mulher brasileira descendente de escravo que casou com um estrangeiro, seus filhos possivelmente perdeu a preposição, nesses casos, é só montar uma pequena árvore genealógica (verificar os nomes dos avos ou descendentes mais distantes) e facilmente encontrarás a verdadeira descendência, se és um verdadeiro brasileiro ou de um dominador que quer a manutenção do Brasil Colônia.
ISAÍAS CORREIA RIBAS, FILÓSOFO E PROFESSOR DE FILOSOFIA
domingo, 24 de abril de 2011
PLATÃO E ARISTÓTELES, BASES DA PSEUDO-TEOLOGIA
Aristóteles (384-322 a.C.) discípulo de Platão e professor de Alexandre o grande, provavelmente foi o filósofo mais universal dos gregos. Todos os filósofos são unanimes em defender a necessidade de um deus para poderem elaborar suas filosofias, logo, deus ou deuses são seres necessários, sem eles, pensador algum consegue formular hipóteses quanto mais argumentar. O deus que Aristóteles criou foi o motor imóvel que move todas as coisas sem se mover, causador de todas as causas sem ser causado. Logo, o mundo não teve um começo, o universo sempre deve ter sido tal como é. Conclui-se então, que Aristóteles, tal qual Heráclito, deduz que o movimento, uma vez movido subsiste, e por si só o movimento é a causa das evoluções das diferentes formas. Aristóteles construiu a doutrina das quatro causas necessárias à compreensão de uma coisa qualquer. São elas: causa material; causa eficiente; causa formal; e causa final. Ele busca ilustrar o poder da natureza à habilidade do homem em construir algo, isto é, toda forma precisa de uma matéria, de um artífice e de um objetivo final.
Aristóteles não concordou com o mundo das idéias de Platão, para ele é possível compreendermos a nossa realidade sem precisar construir utopias, o nosso mundo não é feito de ilusões, pelo contrário, são as nossas limitações ou outro propósito que nos leva a construir utopias. Provavelmente para não discordar totalmente de seu mestre, valorizou e trabalhou melhor o conceito de alma, tirou-a do mundo das idéias e distribuiu-a entre os diversos entes mundanos.
Aristóteles observa: “os corpos vivos têm vida, mas não são vida. Os seres animados se diferenciam dos seres inanimados porque possuem um princípio que lhes dá a vida. E esse princípio é a alma. É necessário que a alma seja substância como forma de um corpo físico que tem vida em potência; mas a substância como forma é enteléquia (ato); a alma, portanto, é enteléquia de um corpo assim. (...) Portanto, a alma é enteléquia primeira de um corpo físico que tem a vida em potência. (...) A alma, que é princípio de vida, deve ter capacidades, funções ou partes que presidem essas operações e as regulam”. Ora, os fenômenos e funções fundamentais da vida são: a) de caráter vegetativo, como nascimento, nutrição e crescimento; b) de caráter sensitivo-motor, como sensação e movimento; c) de caráter intelectivo, como conhecimento, deliberação e escolha. Assim sendo, por essas razões, Aristóteles introduz a distinção entre: a) “alma vegetativa”, b) “alma sensitiva” e c) “alma intelectiva ou racional”.
As plantas possuem só a alma vegetativa, os animais a vegetativa e a sensitiva, ao passo que os homens a vegetativa, a sensitiva e a racional. Para possuir a racional, o homem deve possuir as outras duas; da mesma forma, para possuir a alma sensitiva, o animal deve possuir a vegetativa; no entanto, é possível possuir alma vegetativa sem possuir as almas sucessivas.
Platão e Aristóteles com a teoria das almas são os filósofos que influenciam até os dias atuais tanto as teologias quanto as filosofias panteístas e outras. Sem eles e suas utopias a humanidade estaria livre de muitos enganos teológicos e filosóficos e os espiritualistas ocidentais não se sustentariam com suas teorias da reencarnação das almas e seus deuses criados pela necessidade de anular o Deus criador bíblico que tem o plano de levar o homem novamente à eternidade.
DEUS, UM SER NECESSÁRIO
Há na bíblia a história de um Deus criador e mantenedor do cosmos, esse mesmo Deus deu leis eternas àqueles que O reconhecem como tal. Aceitar esse Deus como o orientador de nossa conduta significa reconhecer a vigência atual de sua legislação, pois ela é eterna e imutável. Como as condições do Criador são imutáveis, os homens criaram outros deuses, pois esses, criaturas dos próprios homens, seriam segundo a visão, vontade e caráter de seus criadores.
A) Os adeptos do politeísmo bíblico criaram representações divinas, deuses de paus, pedras e barros para preencher o vazio, a crise existencial causada pela rejeição das leis do criador.
B) Os gregos criaram deuses antropomorficos, divindades com a forma humana, e para cada deus forjaram uma alegoria, pois tudo o que acontecia aos gregos acontecia pela “vontade” desses deuses.
C) O deus dos filósofos pré-socráticos é o ‘devir’ (movimento), pois este se auto-originou e se auto-sustenta.
D) Os filósofos da Grécia clássica, Sócrates, Platão e Aristóteles criaram deuses racionais, pois segundo o pensamento filosófico, é impossível a ordem cosmológica e a vida terrestre sem a existência de um ser superior que a organizasse. O deus de Sócrates era uma inteligência superior; o deus de Platão era o demiurgo, deus que plasma, que dá forma a partir da matéria existente e o deus Aristóteles é o motor imóvel.
E) A maçonaria, organização mística da atualidade, segue a mesma lógica filosófica: deus é o arquiteto universal.
F) O cristianismo segue o princípio do ecletismo, isto é, adaptou-se às diferentes formas de deuses e santos.
G) Os espíritas e espiritualistas em geral se sustentam graças às idéias panteístas de Aristóteles e Spinoza (1632-1677).
H) Os ateus seguem a doutrina dos filósofos pré-socráticos que está sintetizada na filosofia de Heráclito (séc. VI e V a.C), que tem como principal expoente o filósofo Contemporâneo Friedrich W. Nietzsche (1844-1900).
I) Os Protestantes cristãos, embora rejeitem algumas práticas do catolicismo, na essência, negam e rejeitam os dez Mandamentos da lei do Deus criador, como fazem os seguimentos que criaram deuses particulares. Se Platão e Aristóteles não houvessem criado e trabalhado o conceito de alma como fizeram, possivelmente a falsa teologia não teria tanta força na arte de enganar.
Diz René Descartes (1596-1650): “Caindo os princípios, as conseqüências não poderão mais se manter. Posso supor, portanto, que exista não um verdadeiro Deus, que é fonte soberana de verdade, mas certo gênio maligno, não menos astuto e enganador do que poderoso, que tenha empregado todos os seus recursos em me enganar”. Descartes foi excelente matemático e mecânico, porém, péssimo teólogo. Desconstruiu brilhantemente a teoria das almas de Platão e Aristóteles, mas não conseguiu eliminá-la da composição do homem, pelo contrário, criou a glândula ‘pineal’, alojada ao cérebro como o habitat da alma. Na minha concepção a teoria da glândula foi criada por pressão da igreja, com a intenção de continuar válida a filosofia de Santo Agostinho de que o mal é a ausência do bem e o cristianismo platônico. Diante da indagação do teólogo Henry More: onde se encontra Deus? Que nullibi, isto é, em lugar nenhum. René Descartes concluiu seu filosofar como ateu, onde Deus era apenas um ser necessário, pano de fundo para suas pesquisas. A idéia de Deus não é inata ao homem como afirma Descartes, Deus faz parte de nosso imaginário porque há uma cultura milenar de um povo e de um livro que nos ensina que houve um Deus criador e que é mantenedor de todo o Cosmos até os dias atuais e de que há um plano divino por trás dessa cultura.As Mônodas de Wilhelm leibniz (1646-1716), força mística de partículas metafísicas, representa o desespero filosófico moderno de continuar viva a vida da alma platônica-aristotélica. Isto é, o cristianismo católico procurando manter a validade racional da teoria das almas fundamentada no racionalismo antropocêntrico filosófico.
Referências bibliográficas
Bíblia
História da Filosofia. Giovanni Reale/Dario Antiseri. Ed. Paulus. Vol. I.2003 e II 2007.
Aristóteles não concordou com o mundo das idéias de Platão, para ele é possível compreendermos a nossa realidade sem precisar construir utopias, o nosso mundo não é feito de ilusões, pelo contrário, são as nossas limitações ou outro propósito que nos leva a construir utopias. Provavelmente para não discordar totalmente de seu mestre, valorizou e trabalhou melhor o conceito de alma, tirou-a do mundo das idéias e distribuiu-a entre os diversos entes mundanos.
Aristóteles observa: “os corpos vivos têm vida, mas não são vida. Os seres animados se diferenciam dos seres inanimados porque possuem um princípio que lhes dá a vida. E esse princípio é a alma. É necessário que a alma seja substância como forma de um corpo físico que tem vida em potência; mas a substância como forma é enteléquia (ato); a alma, portanto, é enteléquia de um corpo assim. (...) Portanto, a alma é enteléquia primeira de um corpo físico que tem a vida em potência. (...) A alma, que é princípio de vida, deve ter capacidades, funções ou partes que presidem essas operações e as regulam”. Ora, os fenômenos e funções fundamentais da vida são: a) de caráter vegetativo, como nascimento, nutrição e crescimento; b) de caráter sensitivo-motor, como sensação e movimento; c) de caráter intelectivo, como conhecimento, deliberação e escolha. Assim sendo, por essas razões, Aristóteles introduz a distinção entre: a) “alma vegetativa”, b) “alma sensitiva” e c) “alma intelectiva ou racional”.
As plantas possuem só a alma vegetativa, os animais a vegetativa e a sensitiva, ao passo que os homens a vegetativa, a sensitiva e a racional. Para possuir a racional, o homem deve possuir as outras duas; da mesma forma, para possuir a alma sensitiva, o animal deve possuir a vegetativa; no entanto, é possível possuir alma vegetativa sem possuir as almas sucessivas.
Platão e Aristóteles com a teoria das almas são os filósofos que influenciam até os dias atuais tanto as teologias quanto as filosofias panteístas e outras. Sem eles e suas utopias a humanidade estaria livre de muitos enganos teológicos e filosóficos e os espiritualistas ocidentais não se sustentariam com suas teorias da reencarnação das almas e seus deuses criados pela necessidade de anular o Deus criador bíblico que tem o plano de levar o homem novamente à eternidade.
DEUS, UM SER NECESSÁRIO
Há na bíblia a história de um Deus criador e mantenedor do cosmos, esse mesmo Deus deu leis eternas àqueles que O reconhecem como tal. Aceitar esse Deus como o orientador de nossa conduta significa reconhecer a vigência atual de sua legislação, pois ela é eterna e imutável. Como as condições do Criador são imutáveis, os homens criaram outros deuses, pois esses, criaturas dos próprios homens, seriam segundo a visão, vontade e caráter de seus criadores.
A) Os adeptos do politeísmo bíblico criaram representações divinas, deuses de paus, pedras e barros para preencher o vazio, a crise existencial causada pela rejeição das leis do criador.
B) Os gregos criaram deuses antropomorficos, divindades com a forma humana, e para cada deus forjaram uma alegoria, pois tudo o que acontecia aos gregos acontecia pela “vontade” desses deuses.
C) O deus dos filósofos pré-socráticos é o ‘devir’ (movimento), pois este se auto-originou e se auto-sustenta.
D) Os filósofos da Grécia clássica, Sócrates, Platão e Aristóteles criaram deuses racionais, pois segundo o pensamento filosófico, é impossível a ordem cosmológica e a vida terrestre sem a existência de um ser superior que a organizasse. O deus de Sócrates era uma inteligência superior; o deus de Platão era o demiurgo, deus que plasma, que dá forma a partir da matéria existente e o deus Aristóteles é o motor imóvel.
E) A maçonaria, organização mística da atualidade, segue a mesma lógica filosófica: deus é o arquiteto universal.
F) O cristianismo segue o princípio do ecletismo, isto é, adaptou-se às diferentes formas de deuses e santos.
G) Os espíritas e espiritualistas em geral se sustentam graças às idéias panteístas de Aristóteles e Spinoza (1632-1677).
H) Os ateus seguem a doutrina dos filósofos pré-socráticos que está sintetizada na filosofia de Heráclito (séc. VI e V a.C), que tem como principal expoente o filósofo Contemporâneo Friedrich W. Nietzsche (1844-1900).
I) Os Protestantes cristãos, embora rejeitem algumas práticas do catolicismo, na essência, negam e rejeitam os dez Mandamentos da lei do Deus criador, como fazem os seguimentos que criaram deuses particulares. Se Platão e Aristóteles não houvessem criado e trabalhado o conceito de alma como fizeram, possivelmente a falsa teologia não teria tanta força na arte de enganar.
Diz René Descartes (1596-1650): “Caindo os princípios, as conseqüências não poderão mais se manter. Posso supor, portanto, que exista não um verdadeiro Deus, que é fonte soberana de verdade, mas certo gênio maligno, não menos astuto e enganador do que poderoso, que tenha empregado todos os seus recursos em me enganar”. Descartes foi excelente matemático e mecânico, porém, péssimo teólogo. Desconstruiu brilhantemente a teoria das almas de Platão e Aristóteles, mas não conseguiu eliminá-la da composição do homem, pelo contrário, criou a glândula ‘pineal’, alojada ao cérebro como o habitat da alma. Na minha concepção a teoria da glândula foi criada por pressão da igreja, com a intenção de continuar válida a filosofia de Santo Agostinho de que o mal é a ausência do bem e o cristianismo platônico. Diante da indagação do teólogo Henry More: onde se encontra Deus? Que nullibi, isto é, em lugar nenhum. René Descartes concluiu seu filosofar como ateu, onde Deus era apenas um ser necessário, pano de fundo para suas pesquisas. A idéia de Deus não é inata ao homem como afirma Descartes, Deus faz parte de nosso imaginário porque há uma cultura milenar de um povo e de um livro que nos ensina que houve um Deus criador e que é mantenedor de todo o Cosmos até os dias atuais e de que há um plano divino por trás dessa cultura.As Mônodas de Wilhelm leibniz (1646-1716), força mística de partículas metafísicas, representa o desespero filosófico moderno de continuar viva a vida da alma platônica-aristotélica. Isto é, o cristianismo católico procurando manter a validade racional da teoria das almas fundamentada no racionalismo antropocêntrico filosófico.
Referências bibliográficas
Bíblia
História da Filosofia. Giovanni Reale/Dario Antiseri. Ed. Paulus. Vol. I.2003 e II 2007.
terça-feira, 5 de abril de 2011
LIBERDADE FILOSÓFICA E RELIGIOSA
O pensamento filosófico surgiu como mais uma forma de pensar e explicar o universo a partir de uma visão exclusivamente antropocêntrica. À aproximadamente Três mil anos, o racionalismo filosófico e posteriormente o científico, questionam a origem do universo segundo as revelações bíblicas. E assim, esse embate travado durante esse período trouxe mais confusão que esclarecimentos às pessoas. Por isso, já é passada hora de pensarmos o universo a partir da visão do todo, de Buscar compreender as causas de tantas angústias e do crescimento de tantas catástrofes naturais. Nós, habitantes desse planeta precisamos entender e compreender nosso habitat, analisando-o a partir de um olhar ao sobrenatural e ao natural. Penso eu que a partir da compreensão dos conceitos liberdade, livre-arbítrio e contingência, teremos dado um passo fundamental para a evolução cognitiva filosófica e teológica.
A liberdade na eternidade relaciona-se ao atemporal, quando as escolhas estavam dentro de um contexto de escolher somente entre o que é bom. Quando a mente Criadora ou o Deus criador, criou entes à sua semelhança, criou-os livres para o bem, o bom, o belo, o sublime, etc. A liberdade é o fundamento do Criador universal, e ela não está imposta, determinada. Se assim fosse, não seria liberdade. Como também não estava determinado que um ente celestial tivesse a pretensão de igualdade com o seu criador. Os anjos, criaturas celestiais, dotadas de razão, eram semelhantes ao criador, estavam envoltos do bom, do belo, do sublime e do bem divino. Na eternidade, não havia o lícito e o ilícito, o bem e o mal, o antagonismo não estava presente. Logo, somos livres quando não temos nenhum perigo a evitar. O egoísmo surgiu na mente de um ente que queria ser mais que semelhante, não se contentou em ser ente criado, não estava contente em desfrutar da harmonia que envolvia o universo, ele queria ser igual ao criador. Isto é, ter a vida em si, ser capaz de criar como fizera Deus. Esse ente, a bíblia denomina-o, Lúcifer (anjo de luz), após suas ambições egocêntricas e a perda de seu posto no céu, vários nomes são lhes dado: Satanás, Serpente, Diabo, etc. Logo após decidir que queria ser igual a Deus, começou a espalhar a dúvida entre os anjos, dizendo que Deus era um ditador, egocêntrico, enfim, aquilo que ele queria ser, dissera ser Deus. E assim surgiu o antagonismo, o egoísmo, a dúvida, o mal, o pecado e tudo o que possa ser contrário à harmonia universal. Deus em sua misericórdia mostrou a Lúcifer quais seriam as conseqüências de seus ideais, mas lúcifer rejeitou tais apelos e decidido a conquistar o posto de igualdade a Deus seguiu em sua voluntariosidade. Segundo a bíblia ele conquistou a terça parte dos anjos e levou-os à rebelião, e assim, juntos foram lançados ao planeta Terra.
Nosso planeta foi adaptado à vida após essa intriga celestial e o primeiro casal, Adão e Eva veio à existência dentro do contexto da eternidade, eram entes perfeitos, à semelhança do divino. Porém, como o Cosmos já havia sido contaminado pela dúvida e a ambição de Lúcifer, nem tudo neste planeta, ao ser criado, poderia ser perfeito, por isso, entre todas as coisas boas o símbolo da imperfeição, do antagonismo, da mentira, teria que estar presente e lá estava representada pela árvore do conhecimento do bem e do mal. Com a mesma astúcia que usara no céu, Satanás usou para enganar Adão e Eva. Disse à Eva que eles poderiam ser iguais a Deus e assim, dialogando implantou a dúvida, e ambos, a semelhança da terça parte dos anjos, também duvidaram e conseqüentemente pecaram. Após a entrada do pecado, a eternidade para os terrestres foi interrompida dando lugar à mortalidade. Dentro desse contexto foi possível criar o conceito de livre-arbítrio, isto é, o homem escolhe entre o bem e o mal, o justo e o injusto, o bom e o ruim, o que fazer e o não fazer, surgindo assim o mundo das contingências, e o mais dramático é que ninguém pode escolher pelo outro, por isso, Kierkegaard (1813-1855), teólogo e filósofo diz: “fazer escolhas é angustiante”. Queiramos ou não, somos escravos de nossas escolhas. O que há de bom dentro desse contexto das contingências é que estamos ainda vivendo sob o período da graça, isto é, ainda podemos escolher ao lado de quem estaremos na eternidade, do criador que quer dar-nos o bem eterno ou ao lado de Satanás, recebendo com ele a morte eterna. Somos livres, ou melhor, precisamos escolher, pois as escolhas refletirão na eternidade.
Com a consolidação do pecado, o planeta Terra tornou-se o mundo das contingências. O bem e o mal passaram a fazer parte da natureza humana, distanciando-a da plena paz. Doravante a angústia é a nossa companheira e a paz é o nosso ideal. Nesse contexto dual o homem é paixão e razão, mas há uma força imanente que move o indivíduo a realizar os apelos das paixões e da razão, essa força chama-se vontade. Artur Schopenhauer (1788-1860), filósofo alemão, defende a tese de que o homem é apenas vontade, pois esse é um sentimento que nunca se esgota e não se cansa. Friedrich Nietzsche (1844-1900), também filósofo alemão, defende a tese de que a vontade é a força em potência que movimenta todo o devir do Cosmos. Nietzsche é o filósofo contemporâneo que procura eternizar a filosofia natural dos pré-socráticos. Ellen G. White (1827-1915) profetiza cristã, fala sobre esse domínio volitivo, mas soma às paixões e à razão, o poder do Espírito Santo, força divina à disposição do homem que atua na vontade para levá-lo a desejar o bem supremo, a paz e a liberdade em meio às contingências mundanas. Todo indivíduo consciente entende que há no homem a atuação dessas duas forças porfiando pelo controle da vontade, e ela não respeita faixas etárias e nem os gêneros. Mas há muitos indivíduos sábios que conseguem fazer com que a sua vontade seja racionalizada e dê equilíbrio às suas ações, não permitindo ser controlados pelas paixões. Esse domínio racional é possível a qualquer pessoa. A obra do Espírito Santo está para além do racional. Se permitirmos, Ele qualificar-nos para a eternidade, onde voltaremos possuir à semelhança divina.
A liberdade em Cristo está inserido no contexto de compreensão do plano de salvação que Deus disponibilizou-nos desde a queda de Adão e Eva. É impossível alguém ser salvo sem compreendê-lo. Pois o amor de Deus não pode ser desculpa para a ignorância proposital. Os teólogos da atualidade e pregadores cristãos banalizam o plano de salvação, tornando-o simplista e mercadológico. Só será possível o retorno à eternidade se entendermos o processo, é de graça, porém, envolve um retorno de cento e oitenta graus no nosso modo de vida. Qual modo de vida? O de antes e o depois de compreender o plano divino. Compreendido, nossa vontade começa a desejar o bom que Deus quer nos dar, só que nossa vontade é mundana, e ela tende a atender naturalmente aos apelos das paixões, e assim, trava-se o conflito espiritual. Não é mais paixão e razão e sim a quem desejamos atender, aos apelos mundanos ou aos divinos. Agora, esse novo indivíduo deve pedir que Deus opere mudanças em sua vontade, e assim, inicia-se o processo de santificação, isto é, quanto mais se aprofunda na compreensão da graça salvadora, mais nossa vontade busca um caráter semelhante ao de Cristo, nossa natureza mundana encontra outro sentido para a vida, a vontade tende ao divino e fica mais fácil para vencer aos apelos carnais das paixões. É assim que se processa a liberdade em Cristo, quando permitimos a sua intervenção em nossa vontade, o nosso desejo mais profundo é fazer a Sua vontade e fazendo-a, verdadeiramente seremos livres.
Nota: para a maioria dos cristãos o ente satanás não existe, o que existe é o mal e este é, segundo santo Agostinho (354-430), a ausência do bem. Agostinho, Padre da igreja Católica, errou filosoficamente e teologicamente ao admitir o bem como Deus e o mal como a ausência do bem. Biblicamente, ambos, bem e mal possuem personalidade.
Isaías Correia Ribas, filósofo e professor de filosofia
Referências bibliográficas:
Bíblia.
Confissões. Santo Agostinho. Nova Cultural. Coleção os Pensadores. 2000.
História da Redenção. Ellen G. White. Ed. Casa Publicadora Brasileira. 2008.
História da Filosofia. Giovanni Reale/Dario Antiseri. Paulus. 2003.
Kierkegaard. Coleção os Pensadores.
Mente Caráter e Personalidade. White. Ed. Casa P. Brasileira. 1989.
A liberdade na eternidade relaciona-se ao atemporal, quando as escolhas estavam dentro de um contexto de escolher somente entre o que é bom. Quando a mente Criadora ou o Deus criador, criou entes à sua semelhança, criou-os livres para o bem, o bom, o belo, o sublime, etc. A liberdade é o fundamento do Criador universal, e ela não está imposta, determinada. Se assim fosse, não seria liberdade. Como também não estava determinado que um ente celestial tivesse a pretensão de igualdade com o seu criador. Os anjos, criaturas celestiais, dotadas de razão, eram semelhantes ao criador, estavam envoltos do bom, do belo, do sublime e do bem divino. Na eternidade, não havia o lícito e o ilícito, o bem e o mal, o antagonismo não estava presente. Logo, somos livres quando não temos nenhum perigo a evitar. O egoísmo surgiu na mente de um ente que queria ser mais que semelhante, não se contentou em ser ente criado, não estava contente em desfrutar da harmonia que envolvia o universo, ele queria ser igual ao criador. Isto é, ter a vida em si, ser capaz de criar como fizera Deus. Esse ente, a bíblia denomina-o, Lúcifer (anjo de luz), após suas ambições egocêntricas e a perda de seu posto no céu, vários nomes são lhes dado: Satanás, Serpente, Diabo, etc. Logo após decidir que queria ser igual a Deus, começou a espalhar a dúvida entre os anjos, dizendo que Deus era um ditador, egocêntrico, enfim, aquilo que ele queria ser, dissera ser Deus. E assim surgiu o antagonismo, o egoísmo, a dúvida, o mal, o pecado e tudo o que possa ser contrário à harmonia universal. Deus em sua misericórdia mostrou a Lúcifer quais seriam as conseqüências de seus ideais, mas lúcifer rejeitou tais apelos e decidido a conquistar o posto de igualdade a Deus seguiu em sua voluntariosidade. Segundo a bíblia ele conquistou a terça parte dos anjos e levou-os à rebelião, e assim, juntos foram lançados ao planeta Terra.
Nosso planeta foi adaptado à vida após essa intriga celestial e o primeiro casal, Adão e Eva veio à existência dentro do contexto da eternidade, eram entes perfeitos, à semelhança do divino. Porém, como o Cosmos já havia sido contaminado pela dúvida e a ambição de Lúcifer, nem tudo neste planeta, ao ser criado, poderia ser perfeito, por isso, entre todas as coisas boas o símbolo da imperfeição, do antagonismo, da mentira, teria que estar presente e lá estava representada pela árvore do conhecimento do bem e do mal. Com a mesma astúcia que usara no céu, Satanás usou para enganar Adão e Eva. Disse à Eva que eles poderiam ser iguais a Deus e assim, dialogando implantou a dúvida, e ambos, a semelhança da terça parte dos anjos, também duvidaram e conseqüentemente pecaram. Após a entrada do pecado, a eternidade para os terrestres foi interrompida dando lugar à mortalidade. Dentro desse contexto foi possível criar o conceito de livre-arbítrio, isto é, o homem escolhe entre o bem e o mal, o justo e o injusto, o bom e o ruim, o que fazer e o não fazer, surgindo assim o mundo das contingências, e o mais dramático é que ninguém pode escolher pelo outro, por isso, Kierkegaard (1813-1855), teólogo e filósofo diz: “fazer escolhas é angustiante”. Queiramos ou não, somos escravos de nossas escolhas. O que há de bom dentro desse contexto das contingências é que estamos ainda vivendo sob o período da graça, isto é, ainda podemos escolher ao lado de quem estaremos na eternidade, do criador que quer dar-nos o bem eterno ou ao lado de Satanás, recebendo com ele a morte eterna. Somos livres, ou melhor, precisamos escolher, pois as escolhas refletirão na eternidade.
Com a consolidação do pecado, o planeta Terra tornou-se o mundo das contingências. O bem e o mal passaram a fazer parte da natureza humana, distanciando-a da plena paz. Doravante a angústia é a nossa companheira e a paz é o nosso ideal. Nesse contexto dual o homem é paixão e razão, mas há uma força imanente que move o indivíduo a realizar os apelos das paixões e da razão, essa força chama-se vontade. Artur Schopenhauer (1788-1860), filósofo alemão, defende a tese de que o homem é apenas vontade, pois esse é um sentimento que nunca se esgota e não se cansa. Friedrich Nietzsche (1844-1900), também filósofo alemão, defende a tese de que a vontade é a força em potência que movimenta todo o devir do Cosmos. Nietzsche é o filósofo contemporâneo que procura eternizar a filosofia natural dos pré-socráticos. Ellen G. White (1827-1915) profetiza cristã, fala sobre esse domínio volitivo, mas soma às paixões e à razão, o poder do Espírito Santo, força divina à disposição do homem que atua na vontade para levá-lo a desejar o bem supremo, a paz e a liberdade em meio às contingências mundanas. Todo indivíduo consciente entende que há no homem a atuação dessas duas forças porfiando pelo controle da vontade, e ela não respeita faixas etárias e nem os gêneros. Mas há muitos indivíduos sábios que conseguem fazer com que a sua vontade seja racionalizada e dê equilíbrio às suas ações, não permitindo ser controlados pelas paixões. Esse domínio racional é possível a qualquer pessoa. A obra do Espírito Santo está para além do racional. Se permitirmos, Ele qualificar-nos para a eternidade, onde voltaremos possuir à semelhança divina.
A liberdade em Cristo está inserido no contexto de compreensão do plano de salvação que Deus disponibilizou-nos desde a queda de Adão e Eva. É impossível alguém ser salvo sem compreendê-lo. Pois o amor de Deus não pode ser desculpa para a ignorância proposital. Os teólogos da atualidade e pregadores cristãos banalizam o plano de salvação, tornando-o simplista e mercadológico. Só será possível o retorno à eternidade se entendermos o processo, é de graça, porém, envolve um retorno de cento e oitenta graus no nosso modo de vida. Qual modo de vida? O de antes e o depois de compreender o plano divino. Compreendido, nossa vontade começa a desejar o bom que Deus quer nos dar, só que nossa vontade é mundana, e ela tende a atender naturalmente aos apelos das paixões, e assim, trava-se o conflito espiritual. Não é mais paixão e razão e sim a quem desejamos atender, aos apelos mundanos ou aos divinos. Agora, esse novo indivíduo deve pedir que Deus opere mudanças em sua vontade, e assim, inicia-se o processo de santificação, isto é, quanto mais se aprofunda na compreensão da graça salvadora, mais nossa vontade busca um caráter semelhante ao de Cristo, nossa natureza mundana encontra outro sentido para a vida, a vontade tende ao divino e fica mais fácil para vencer aos apelos carnais das paixões. É assim que se processa a liberdade em Cristo, quando permitimos a sua intervenção em nossa vontade, o nosso desejo mais profundo é fazer a Sua vontade e fazendo-a, verdadeiramente seremos livres.
Nota: para a maioria dos cristãos o ente satanás não existe, o que existe é o mal e este é, segundo santo Agostinho (354-430), a ausência do bem. Agostinho, Padre da igreja Católica, errou filosoficamente e teologicamente ao admitir o bem como Deus e o mal como a ausência do bem. Biblicamente, ambos, bem e mal possuem personalidade.
Isaías Correia Ribas, filósofo e professor de filosofia
Referências bibliográficas:
Bíblia.
Confissões. Santo Agostinho. Nova Cultural. Coleção os Pensadores. 2000.
História da Redenção. Ellen G. White. Ed. Casa Publicadora Brasileira. 2008.
História da Filosofia. Giovanni Reale/Dario Antiseri. Paulus. 2003.
Kierkegaard. Coleção os Pensadores.
Mente Caráter e Personalidade. White. Ed. Casa P. Brasileira. 1989.
domingo, 27 de março de 2011
PLATÃO E AS CONSEQUÊNCIAS DE SUA FILOSOFIA
FILOSOFIA PLATÔNICA
Platão foi o primeiro filósofo pós-socrático a filosofar a partir das estruturas místicas, mítica e racionalista. Sua intenção era mostrar ao mundo ocidental que todas essas estruturas são apenas construções antropocêntricas. Para os três filósofos clássicos: Sócrates, Platão e Aristóteles, impossível a existência de tudo o que há sem que houvesse um ser superior que fosse o organizador do universo. O que eles questionavam era a possibilidade de tudo o que existe ter vindo do nada, sob o comando apenas das palavras do Deus criador segundo ensinava os judeus. Para Sócrates esse ser era uma inteligência superior, única, da qual se dizia missionário: o deus de Platão era o Demiurgo, plasmador e não criador, isto é, moldou o que existe a partir de alguma matéria. Aristóteles admitiu a possibilidade de um deus-motor imóvel que pôs tudo em movimento sem se mover e se sustenta. A cultura ocidental está estruturada segundo a ótica desses filósofos. A partir do humanismo e do renascimento essas estruturas místicas, mítica e racionalista foram questionadas e “derrubadas”, porém, apenas parte da sociedade tem consciência desse redirecionamento. Por isso, ainda hoje, a grande massa vivem sob controle das ideologias estruturadas sobre essa antiga ótica. Platão, impossibilitado de compreender a realidade das contingências do mundo sensível, optou por construir um mundo perfeito a partir de suas próprias ideias, denominou-o, Hiperurâneo, mundo das formas perfeitas, eterno, habitat das almas que ele criara ao dividir o homem em corpo mortal e alma imortal. O mundo racional que Platão idealizara foi tão bem elaborado que Santo Agostinho (354-430 d.C.) adaptou-o ao cristianismo, e a exemplo de Platão criou duas cidades utópicas: a Cidade de Deus e a Cidade dos Homens e como filósofo, atrás da cortina do cristianismo negou o grande conflito sobrenatural ao negar a não existência de Satanás segundo os ensinamentos bíblicos, dizendo que o mal é apenas a ausência do bem. Logo, não existindo um ser sobrenatural, Satanás que se rebelara no céu e aqui está para enganar os homens como fizera no Jardim do Éden com Eva e Adão. Tomás Campanella (1568-1639) adepto das ideologias utópicas criou a “Cidade do Sol”, onde o sol é o deus invisível, símbolo do intelecto, Campanella seguiu as tradições do mágico Hermes Trismegisto, personagem mítico que nunca existiu. O mais drástico é o que os filósofos-cristãos, elaboradores da teologia da libertação estão elaborando, ou melhor, estão questionando: o futuro estabelecimento do reino de Cristo por ocasião de sua segunda volta. Eles estão ensinando que o reino de Cristo é uma utopia de Jesus Cristo, e que o estabelecimento de seu reino se dará por meio de uma revolução política liderada pelos movimentos sociais.
Isaías Correia Ribas, filósofo e professor de filosofia.
Platão foi o primeiro filósofo pós-socrático a filosofar a partir das estruturas místicas, mítica e racionalista. Sua intenção era mostrar ao mundo ocidental que todas essas estruturas são apenas construções antropocêntricas. Para os três filósofos clássicos: Sócrates, Platão e Aristóteles, impossível a existência de tudo o que há sem que houvesse um ser superior que fosse o organizador do universo. O que eles questionavam era a possibilidade de tudo o que existe ter vindo do nada, sob o comando apenas das palavras do Deus criador segundo ensinava os judeus. Para Sócrates esse ser era uma inteligência superior, única, da qual se dizia missionário: o deus de Platão era o Demiurgo, plasmador e não criador, isto é, moldou o que existe a partir de alguma matéria. Aristóteles admitiu a possibilidade de um deus-motor imóvel que pôs tudo em movimento sem se mover e se sustenta. A cultura ocidental está estruturada segundo a ótica desses filósofos. A partir do humanismo e do renascimento essas estruturas místicas, mítica e racionalista foram questionadas e “derrubadas”, porém, apenas parte da sociedade tem consciência desse redirecionamento. Por isso, ainda hoje, a grande massa vivem sob controle das ideologias estruturadas sobre essa antiga ótica. Platão, impossibilitado de compreender a realidade das contingências do mundo sensível, optou por construir um mundo perfeito a partir de suas próprias ideias, denominou-o, Hiperurâneo, mundo das formas perfeitas, eterno, habitat das almas que ele criara ao dividir o homem em corpo mortal e alma imortal. O mundo racional que Platão idealizara foi tão bem elaborado que Santo Agostinho (354-430 d.C.) adaptou-o ao cristianismo, e a exemplo de Platão criou duas cidades utópicas: a Cidade de Deus e a Cidade dos Homens e como filósofo, atrás da cortina do cristianismo negou o grande conflito sobrenatural ao negar a não existência de Satanás segundo os ensinamentos bíblicos, dizendo que o mal é apenas a ausência do bem. Logo, não existindo um ser sobrenatural, Satanás que se rebelara no céu e aqui está para enganar os homens como fizera no Jardim do Éden com Eva e Adão. Tomás Campanella (1568-1639) adepto das ideologias utópicas criou a “Cidade do Sol”, onde o sol é o deus invisível, símbolo do intelecto, Campanella seguiu as tradições do mágico Hermes Trismegisto, personagem mítico que nunca existiu. O mais drástico é o que os filósofos-cristãos, elaboradores da teologia da libertação estão elaborando, ou melhor, estão questionando: o futuro estabelecimento do reino de Cristo por ocasião de sua segunda volta. Eles estão ensinando que o reino de Cristo é uma utopia de Jesus Cristo, e que o estabelecimento de seu reino se dará por meio de uma revolução política liderada pelos movimentos sociais.
Isaías Correia Ribas, filósofo e professor de filosofia.
domingo, 13 de março de 2011
MIOPIA FILOSÓFICA
Todo indivíduo é e sempre foi único. Embora cada um seja herdeiro genético de um casal, herdando características genotípicas, fenotípicas e culturais de seus ancestrais, cada um, mesmo com todas essas influências, continua sendo único. Essa unidade é ainda composta de outros vários elementos físicos e metafísicos, de órgãos autônomos e de outros sob o controle da vontade. E ainda mais, cada um é também um universo de sensibilidades psíquicas, físicas e emocionais, todas finitas, porém, com infinitas possibilidades de combinações. Logo, a diversidade de características em comum são as causas da individualidade. Essa tríade única, corpo, razão e mente/pensamentos são combinações até hoje discutidas. Embora delas façamos uso constantemente, a ciência, as religiões e os filósofos, ainda não chegaram a um denominador comum. O que se sabe com certeza é que o cérebro é um órgão que, por meio de um composto químico, gera tensões elétricas, as quais fazem as conexões através dos nervos ao resto do organismo. E a mente/pensamento, como eles surgem e como se dá essa ligação metafísica com o físico? Por acaso algum racionalista já é capaz de definir? Creio eu, que sem as sensibilidades físicas e psíquicas jamais pensaríamos e consequentemente não haveria o que memorizar. E a razão, é somente um raciocínio lógico ordenado segundo os signos culturais? Não. Não pode ser tão limitada como pretendem os pensadores racionalistas e metafísicos de todos os tempos. A razão é um universo inato, independe de conhecimento escolar e cultural. Ela, naturalmente, dá a qualquer pessoa condição de avaliar e julgar as próprias emoções físicas e psíquicas. Porém, a razão pode ser moldada, pois é predisposta à evolução cognitiva. Agora sim, por meio do conhecimento formal e informal, mais as apreensões culturais, o nível de consciência passa ser a propulsão do desenvolvimento pessoal, que é o causador da evolução social e do meio. Então, se um povo ou nação, quer desenvolver-se em todos os sentidos, precisa dar boa formação escolar aos seus concidadãos. Para que isso ocorra a médio e longo prazo, é preciso anular o idealismo de preparar o povo para o trabalho apenas braçal, pois, quanto maior a visão de mundo da grande massa, mais fácil será para a administração pública implantar ideais desenvolvimentistas.
A federação e os estados precisam acabar com essa ideologia de educação colonial, das terras dos Tupiniquins. Não precisamos mais ficar olhando para trás, os atuais brasileiros já possuem condições de pensar o Brasil a partir dos brasileiros, da nossa atual realidade.
Já se percebe essa nova visão educacional no âmbito federal. Quando os políticos da esfera estadual e municipal tiverem essa consciência, a educação dará à população essa maturidade de conscientização e esse novo indivíduo não vai mais construir a sua casa em um local de risco e o novo político vai também zelar pela vida de seus concidadãos, educando-os quanto à força da natureza e que seus limites devem ser respeitados. E essa educação de que tudo acontece pela vontade de Deus vai diminuir e esse cidadão consciente terá mais precauções racionais.
Todas essas características são comuns a todos os indivíduos, exceto em casos patológicos. A capacidade do homem de se localizar no tempo e no espaço e de compreender o mundo à sua volta só é possível por causa dessas características que é comum a todos e ao mesmo tempo, é a causa da individualidade.
Dividir o indivíduo em corpo e alma, em entidades distintas, mortal e imortal, que se juntam por um período e para um propósito é um erro filosófico e religioso. Pois o indivíduo só é íntegro, enquanto todas essas capacidades estão ativas concomitantemente. Deixando de existir o físico, automaticamente o metafísico se extingue. Deus, quando criou o homem assim o criou: físico e metafísico, capaz de apreender, compreender e criar a partir do que existe na natureza. Logo, o homem é semelhante ao criador, ele pensa com consciência e executa o pensado.
A filosofia, com a intenção de provar seus argumentos antropocêntricos, “dividiu” o indivisível indivíduo em razão e sensibilidade. A primeira foi enaltecida e a segunda depreciada. À razão ligou ao verdadeiro conhecimento, filosófico e científico, portanto, lógico e empírico. E ao sensível ligou o falso conhecimento e entre eles estão todo “conhecimento” revelado, religioso, aquele que é buscado por meio da fé. Mas a questão é: é possível a racionalidade sem as sensibilidades físicas e psíquicas? No meu entender, o erro filosófico é o mesmo do religioso, ambos, buscam por interesses próprios, montar um indivíduo dicotômico, com a finalidade única de questionar a existência e os princípios legais de um Deus criador do universo. Mas a grande realidade natural é que jamais o indivíduo dividido funcionará a contento, na íntegra, sem as inter-relações físicas e metafísicas, isso não é possível nem mesmo no campo das possibilidades. Fato é que o racionalismo filosófico pré-socrático entrou em crise e nela permanece.
Friedrich Nietzsche (1844-1900), de sua filosofia inferiu: “a grande razão é o corpo e a consciência é a razão menor”. Sem o corpo que sofre os afetos externos e internos, jamais existirá alguma consciência. É o corpo com todos os seus dispositivos sensíveis, que dá à razão, pequena consciência, alguma possibilidade de apreender, compreender e pensar o objeto ou a coisa.
No primeiro período filosófico, o pré-socrático, os filósofos naturais compreenderam que estavam enganados: não há nenhum elemento natural que possa ser a causa primeira de toda evolução do Cosmos. De suas pesquisas deduziram apenas o óbvio: o universo é um constante devir (movimento cíclico da vida animada e inanimada), existe por si só, sem nenhuma gênese e sem nenhuma finalidade. E Aristóteles, seguindo o mesmo raciocínio, criou a hipótese de um motor imóvel, causador de todas as causas sem ser causado.
Mas como a pretensão primeira da filosofia sempre foi e é, anular do consciente da humanidade a noção de um Deus criador e salvador, que tudo criou com uma finalidade, não desistiram, e assim, explicitamente, as escolas filosóficas helenísticas se expressavam: “diziam que Deus não se importava com os interesses desse mundo e que a terra não é nem conservada nem governada por essa essência igualmente bem aventurada, incorruptível e onipotente; mas que ele, o mundo, subsiste por si mesmo..., pois tudo o que acontece no mundo acontece por acaso” (Flavio Josefo. História dos Hebreus. Vol. III. Pág. 302. Ed. das Américas). Intelectuais e ignorantes dos dias atuais negam e zombam daqueles que possuem fé em um Deus criador e salvador.
Já é tempo de filósofos e cientistas entender e aceitar que a fé não anula a capacidade filosófica e científica de nenhum indivíduo às pesquisas, e que essa posição é apenas preconceituosa. A fé não é antagônica ao conhecimento e nem mesmo atrapalha, pelo contrário, busca conhecer tanto o físico quanto o metafísico. Logo, é mais lógica. A filosofia foi e é útil ao desenvolvimento humano, o erro está em limitar-se a destruir a fé, algo que é intrínseco, natural do homem. Assim, acabam prestando um desserviço ao desenvolvimento cognitivo integral. A filosofia tem uma tarefa maior que essas preocupações mesquinhas. O indivíduo, o outro igual, é diariamente devorado por sistemas ideológicos, políticos, religiosos, sindicais etc., esses são os lobos do homem, não a fé, pelo contrário, ela dá sentido à vida, dá esperança, felicidade e a possibilidade de pensar no outro, de repensar um capitalismo mais equitativo. Precisamos preocupar-nos em livrar o outro dos sistemas, levando-o a se valorizar, a ter um espírito livre, a produzir mais e não contentar-se em apenas ser ovelha de rebanhos dos mais diversos sistemas que se instalam para sobreviver da exploração do outro. A fé é de utilidade subjetiva, é indestrutível, o máximo que se consegue é redirecioná-la, o que precisa ser questionado e eliminado, se possível for, são os mercadores da fé, aqueles que redirecionam a fé alheia segundo os seus interesses particulares. Por isso os exploradores políticos e religiosos preferem um povo sem conhecimento, logo, inconscientes, preparados apenas para o labor braçal, e à exploração.
As teorias filosóficas da evolução, entre elas a de Charles Darwin (1809-1882), são perspectivas atuais de consolidar a pretensão filosófica pré-socrática.
ISAÍAS CORREIA RIBAS, FILÓSOFO E PROFESSOR DE FILOSOFIA.
A federação e os estados precisam acabar com essa ideologia de educação colonial, das terras dos Tupiniquins. Não precisamos mais ficar olhando para trás, os atuais brasileiros já possuem condições de pensar o Brasil a partir dos brasileiros, da nossa atual realidade.
Já se percebe essa nova visão educacional no âmbito federal. Quando os políticos da esfera estadual e municipal tiverem essa consciência, a educação dará à população essa maturidade de conscientização e esse novo indivíduo não vai mais construir a sua casa em um local de risco e o novo político vai também zelar pela vida de seus concidadãos, educando-os quanto à força da natureza e que seus limites devem ser respeitados. E essa educação de que tudo acontece pela vontade de Deus vai diminuir e esse cidadão consciente terá mais precauções racionais.
Todas essas características são comuns a todos os indivíduos, exceto em casos patológicos. A capacidade do homem de se localizar no tempo e no espaço e de compreender o mundo à sua volta só é possível por causa dessas características que é comum a todos e ao mesmo tempo, é a causa da individualidade.
Dividir o indivíduo em corpo e alma, em entidades distintas, mortal e imortal, que se juntam por um período e para um propósito é um erro filosófico e religioso. Pois o indivíduo só é íntegro, enquanto todas essas capacidades estão ativas concomitantemente. Deixando de existir o físico, automaticamente o metafísico se extingue. Deus, quando criou o homem assim o criou: físico e metafísico, capaz de apreender, compreender e criar a partir do que existe na natureza. Logo, o homem é semelhante ao criador, ele pensa com consciência e executa o pensado.
A filosofia, com a intenção de provar seus argumentos antropocêntricos, “dividiu” o indivisível indivíduo em razão e sensibilidade. A primeira foi enaltecida e a segunda depreciada. À razão ligou ao verdadeiro conhecimento, filosófico e científico, portanto, lógico e empírico. E ao sensível ligou o falso conhecimento e entre eles estão todo “conhecimento” revelado, religioso, aquele que é buscado por meio da fé. Mas a questão é: é possível a racionalidade sem as sensibilidades físicas e psíquicas? No meu entender, o erro filosófico é o mesmo do religioso, ambos, buscam por interesses próprios, montar um indivíduo dicotômico, com a finalidade única de questionar a existência e os princípios legais de um Deus criador do universo. Mas a grande realidade natural é que jamais o indivíduo dividido funcionará a contento, na íntegra, sem as inter-relações físicas e metafísicas, isso não é possível nem mesmo no campo das possibilidades. Fato é que o racionalismo filosófico pré-socrático entrou em crise e nela permanece.
Friedrich Nietzsche (1844-1900), de sua filosofia inferiu: “a grande razão é o corpo e a consciência é a razão menor”. Sem o corpo que sofre os afetos externos e internos, jamais existirá alguma consciência. É o corpo com todos os seus dispositivos sensíveis, que dá à razão, pequena consciência, alguma possibilidade de apreender, compreender e pensar o objeto ou a coisa.
No primeiro período filosófico, o pré-socrático, os filósofos naturais compreenderam que estavam enganados: não há nenhum elemento natural que possa ser a causa primeira de toda evolução do Cosmos. De suas pesquisas deduziram apenas o óbvio: o universo é um constante devir (movimento cíclico da vida animada e inanimada), existe por si só, sem nenhuma gênese e sem nenhuma finalidade. E Aristóteles, seguindo o mesmo raciocínio, criou a hipótese de um motor imóvel, causador de todas as causas sem ser causado.
Mas como a pretensão primeira da filosofia sempre foi e é, anular do consciente da humanidade a noção de um Deus criador e salvador, que tudo criou com uma finalidade, não desistiram, e assim, explicitamente, as escolas filosóficas helenísticas se expressavam: “diziam que Deus não se importava com os interesses desse mundo e que a terra não é nem conservada nem governada por essa essência igualmente bem aventurada, incorruptível e onipotente; mas que ele, o mundo, subsiste por si mesmo..., pois tudo o que acontece no mundo acontece por acaso” (Flavio Josefo. História dos Hebreus. Vol. III. Pág. 302. Ed. das Américas). Intelectuais e ignorantes dos dias atuais negam e zombam daqueles que possuem fé em um Deus criador e salvador.
Já é tempo de filósofos e cientistas entender e aceitar que a fé não anula a capacidade filosófica e científica de nenhum indivíduo às pesquisas, e que essa posição é apenas preconceituosa. A fé não é antagônica ao conhecimento e nem mesmo atrapalha, pelo contrário, busca conhecer tanto o físico quanto o metafísico. Logo, é mais lógica. A filosofia foi e é útil ao desenvolvimento humano, o erro está em limitar-se a destruir a fé, algo que é intrínseco, natural do homem. Assim, acabam prestando um desserviço ao desenvolvimento cognitivo integral. A filosofia tem uma tarefa maior que essas preocupações mesquinhas. O indivíduo, o outro igual, é diariamente devorado por sistemas ideológicos, políticos, religiosos, sindicais etc., esses são os lobos do homem, não a fé, pelo contrário, ela dá sentido à vida, dá esperança, felicidade e a possibilidade de pensar no outro, de repensar um capitalismo mais equitativo. Precisamos preocupar-nos em livrar o outro dos sistemas, levando-o a se valorizar, a ter um espírito livre, a produzir mais e não contentar-se em apenas ser ovelha de rebanhos dos mais diversos sistemas que se instalam para sobreviver da exploração do outro. A fé é de utilidade subjetiva, é indestrutível, o máximo que se consegue é redirecioná-la, o que precisa ser questionado e eliminado, se possível for, são os mercadores da fé, aqueles que redirecionam a fé alheia segundo os seus interesses particulares. Por isso os exploradores políticos e religiosos preferem um povo sem conhecimento, logo, inconscientes, preparados apenas para o labor braçal, e à exploração.
As teorias filosóficas da evolução, entre elas a de Charles Darwin (1809-1882), são perspectivas atuais de consolidar a pretensão filosófica pré-socrática.
ISAÍAS CORREIA RIBAS, FILÓSOFO E PROFESSOR DE FILOSOFIA.
sábado, 12 de março de 2011
BRASIL MEDIEVAL
Nos séculos XIII a XV, o Feudalismo, poder político-religioso que marcou o fim da Idade Média entrou em decadência, isto é, a igreja católica européia perdeu o poder político, passando a preocupar-se apenas com assuntos relacionados à fé. O Estado, recentes nações européias tornaram-se laicos (separados da igreja). Assim, a perspectiva religiosa filosófica da igreja medieval, de harmonizarem os antagônicos conceitos razão e fé não foi mais possível. Tudo isso aconteceu graças à visão de mundo do filósofo grego Aristóteles, que até então não era estudado no Ocidente.
Coincidentemente, no séc. XV, os navegadores portugueses descobriram o Continente Americano, atual América do Sul, fixando-se no atual território brasileiro. Foi assim que o Brasil tornou-se o refúgio da política européia que a igreja perdera na Europa. Como ela detinha o conhecimento escolástico, filosófico e religioso, ficou fácil para o poder eclesiástico católico implantar sua cultura à futura nação brasileira. A principal política cultural dos líderes medievais sempre foi: ignorância generalizada à população, pois só assim conseguiriam formar rebanhos. Ensino de qualidade somente à elite dominadora, padres, burgueses ricos, empreendedores comerciais e latifundiários. À população somente a mão de obra, trabalho sem remuneração e isentos de direitos à cidadania.
Assim, oportunista, a igreja pegou carona nas caravelas portuguesas e com o ideal de evangelização além-mar, fincou sua cruz no território brasileiro. Com o discurso platônico cristão praticado no medievalismo fez e faz história político-religiosa em solo brasileiro. Todos nós pensamos que o Estado brasileiro é laico (separado da igreja), mas isso é apenas um discurso, tanto religioso quanto político. Na última eleição para presidente (2010) deu para percebermos que a igreja ainda faz a diferença na política. O candidato José Serra à presidência, desesperado pelo baixo desempenho político, apelou para as igrejas Católicas e protestantes, e por pouco não vira o jogo, forçando a presidente Dilma a compactuar com a política religiosa, ambas com grande bancada nas esferas políticas do país.
Somos um país cristão, mas pelos cristãos políticos a grande massa cristã brasileira é explorada, levando milhares de brasileiros sem direito a uma boa escola a serem moradores de rua, andarilhos pedintes, pois não receberam boa educação escolar, logo, não sabem administrar a própria vida, fazendo das praças públicas das cidades brasileiras, depósitos de seres humanos abandonados pela política dos políticos cristãos brasileiros. Todas as escolas privadas católicas e protestantes são construídas com o dinheiro das comunidades religiosas, mas os filhos dessas comunidades não têm o direito de nelas estudarem, somente as elites teológicas e empresariais servem-se do alto padrão educacional oferecidos por essas instituições. À comunidade pobre só o trabalho, o ofertar, o dizimar e o evangelizar. Isto é política medieval: Estado fundamentado na ignorância da maioria de seus cidadãos.
A educação pública brasileira possui o mesmo fundamento: formar um indivíduo semi-ignorante, útil apenas para o trabalho braçal. Um cidadão sem consciência política, filosófica e religiosa, fácil de ser arrebanhado, controlado, enganado. Todos, políticos, religiosos, empresários e latifundiários preferem esse cidadão, fácil de ser escravizado.
Representantes da Casa do Saber, Fundação Aprendiz, Fundação Bradesco, Fundação Educar, Instituto Ecofuturo, Instituto Natura, Instituto Unibanco e Parceiros da Educação reuniram-se, prepararam um documento (A TRANSFORMAÇÃO DA QUALIDADE DA EDUCAÇÃO BÁSICA PÚBLICA NO BRASIL) e levaram à presidente da República, Dilma Rousseff. O documento propõe a privatização da educação brasileira. Essa nova escola irá avaliar os alunos e decidirá que disciplinas lhes serão úteis: matemática básica, ler e escrever, ciências e um curso profissionalizante, isto é, a maioria dos brasileiros serão apenas trabalhadores braçais, sem perspectiva de ascensão social e/ou intelectual; os mais interessados em aprender poderão aprofundar seus conhecimentos básicos e se preparem para o vestibular e cursar uma faculdade técnica. Se tal proposta for aceita será o fim da liberdade do sujeito pobre, a maioria jamais terá acesso às disciplinas humanas, serão os futuros humanos-robôs a serviço dos modernos patrocinadores do medievalismo contemporâneo brasileiro, isto é, um novo Brasil colônia a serviço da elite brasileira e mundial.
O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, preocupado com a situação de seus concidadãos e com a tendência de alguns partidos políticos de continuar usando os brasileiros somente como trabalhador braçal, acrescentou ao currículo do ensino médio a sociologia e filosofia, esperando conscientizar os jovens e seus pais que nós brasileiros podemos perder essa maldita cultura medieval: uma nação que baixa a cabeça para tudo e todos. Como filósofo e professor da rede pública estadual, percebo que a reação do governo federal pode ter sido tarde. Nossa educação pública é uma verdadeira barbaria. Chegou ao estágio que os patrocinadores da privatização queriam. Para contornar essa situação é preciso conscientizar a população e isso só será possível com altos investimentos por parte da federação através da mídia, pois, para a maioria dos pais brasileiros seus filhos estão recebendo boa educação escolar da rede pública estadual e municipal.
Para reverter esse estado caótico da educação não é preciso privatizar como querem os exploradores dos brasileiros, basta apenas querer educar os filhos do Brasil com amor, sinceridade e patriotismo. É só acabar com a aprovação continuada da pré-escola ao Ensino Médio, valorizar o trabalho do professor de tal forma que ele consiga tratar de seus filhos sem precisar trabalhar dia e noite em várias escolas: prefeitura, estado e escolas particulares; se os pais colaborarem com os professores, cobrando conhecimento e empenho de seus filhos para aprender, comparecendo às reuniões de pais e mestres para juntos nos empenharmos no desenvolvimento de nossos filhos, facilmente e sem muitos investimentos reverteremos essa situação. Educar é preparar para a vida útil. Os primeiros dezoito anos de vida bem administrado pelos pais e governos são suficientes para preparar a juventude para seguir seu caminho sem privá-los do direito de conhecer todas as matérias de humanas e exatas. Educador nenhum no mundo consegue trabalhar em diferentes instituições educando, ele acaba apenas enganando. Todos os governos sempre souberam que esse modelo de educação chegaria ao caus. Chegou, e agora eles, mais uma vez, querem fazer a revolução da elite governante: aumentar suas contas bancárias à custa da desgraça e ignorância do povo. Se nós, pais e alunos exigirmos que o governo não use a educação contra o nosso desenvolvimento intelectual e ascensão social ele não usará. Porém, se acharmos que eles vão fazer o melhor para nós, será o fim de um Brasil para os brasileiros.
Só chegamos a essa situação porque os instrumentos de conscientização e de educação informais que o Estado confia como sendo colaboradores, não fizeram o seu papel. Igrejas, sociedades amigos de bairros, sindicatos, associações e outros, sempre usaram a inocência e a bondade dos brasileiros para os explorarem e se enriquecerem. Para reverter essa situação e escaparmos da privatização do brasileiro, somente através de um levante popular contra os privatizadores do país. Se nos unirmos, pais, estudantes, professores e políticos que querem um cidadão brasileiro consciente, poderão voltar a ter uma boa escola pública para nossos filhos e anularemos essa nova proposta que é contra o desenvolvimento do brasileiro. Se agirmos, aumentaremos nossa capacidade intelectual e continuaremos sendo pessoas mais capazes de fazermos nossas próprias escolhas. Se isso não ocorrer, a robotização dos brasileiros será certa.
Nós brasileiros precisamos perder essa cultura de achar que no simples ato de votar já estamos fazendo nossa parte, porém, isso é apenas parte do muito que podemos fazer. Precisamos nos conscientizar de que as pessoas que colocamos no poder público dirigem a nossa vida e controlam nossas perspectivas de futuro. Se os que lá estão não fizeram nada para melhorar nossa situação, já é hora de tirarmos esses velhos políticos do poder e pôr no poder sangue novo, pessoas que pensam a cidade, o estado e a federação para todos os brasileiros. Você e eu, conscientes dessa realidade, poderemos fazer a diferença como políticos ou como cidadãos capazes de interferir por meio de protestos organizados e eficientes no destino de nossa nação.
A revolução só é possível pela divulgação de novas idéias, participe dessa revolução indicando este texto e o blog aos seus amigos.
Filósofo e professor Isaías Correia Ribas
Coincidentemente, no séc. XV, os navegadores portugueses descobriram o Continente Americano, atual América do Sul, fixando-se no atual território brasileiro. Foi assim que o Brasil tornou-se o refúgio da política européia que a igreja perdera na Europa. Como ela detinha o conhecimento escolástico, filosófico e religioso, ficou fácil para o poder eclesiástico católico implantar sua cultura à futura nação brasileira. A principal política cultural dos líderes medievais sempre foi: ignorância generalizada à população, pois só assim conseguiriam formar rebanhos. Ensino de qualidade somente à elite dominadora, padres, burgueses ricos, empreendedores comerciais e latifundiários. À população somente a mão de obra, trabalho sem remuneração e isentos de direitos à cidadania.
Assim, oportunista, a igreja pegou carona nas caravelas portuguesas e com o ideal de evangelização além-mar, fincou sua cruz no território brasileiro. Com o discurso platônico cristão praticado no medievalismo fez e faz história político-religiosa em solo brasileiro. Todos nós pensamos que o Estado brasileiro é laico (separado da igreja), mas isso é apenas um discurso, tanto religioso quanto político. Na última eleição para presidente (2010) deu para percebermos que a igreja ainda faz a diferença na política. O candidato José Serra à presidência, desesperado pelo baixo desempenho político, apelou para as igrejas Católicas e protestantes, e por pouco não vira o jogo, forçando a presidente Dilma a compactuar com a política religiosa, ambas com grande bancada nas esferas políticas do país.
Somos um país cristão, mas pelos cristãos políticos a grande massa cristã brasileira é explorada, levando milhares de brasileiros sem direito a uma boa escola a serem moradores de rua, andarilhos pedintes, pois não receberam boa educação escolar, logo, não sabem administrar a própria vida, fazendo das praças públicas das cidades brasileiras, depósitos de seres humanos abandonados pela política dos políticos cristãos brasileiros. Todas as escolas privadas católicas e protestantes são construídas com o dinheiro das comunidades religiosas, mas os filhos dessas comunidades não têm o direito de nelas estudarem, somente as elites teológicas e empresariais servem-se do alto padrão educacional oferecidos por essas instituições. À comunidade pobre só o trabalho, o ofertar, o dizimar e o evangelizar. Isto é política medieval: Estado fundamentado na ignorância da maioria de seus cidadãos.
A educação pública brasileira possui o mesmo fundamento: formar um indivíduo semi-ignorante, útil apenas para o trabalho braçal. Um cidadão sem consciência política, filosófica e religiosa, fácil de ser arrebanhado, controlado, enganado. Todos, políticos, religiosos, empresários e latifundiários preferem esse cidadão, fácil de ser escravizado.
Representantes da Casa do Saber, Fundação Aprendiz, Fundação Bradesco, Fundação Educar, Instituto Ecofuturo, Instituto Natura, Instituto Unibanco e Parceiros da Educação reuniram-se, prepararam um documento (A TRANSFORMAÇÃO DA QUALIDADE DA EDUCAÇÃO BÁSICA PÚBLICA NO BRASIL) e levaram à presidente da República, Dilma Rousseff. O documento propõe a privatização da educação brasileira. Essa nova escola irá avaliar os alunos e decidirá que disciplinas lhes serão úteis: matemática básica, ler e escrever, ciências e um curso profissionalizante, isto é, a maioria dos brasileiros serão apenas trabalhadores braçais, sem perspectiva de ascensão social e/ou intelectual; os mais interessados em aprender poderão aprofundar seus conhecimentos básicos e se preparem para o vestibular e cursar uma faculdade técnica. Se tal proposta for aceita será o fim da liberdade do sujeito pobre, a maioria jamais terá acesso às disciplinas humanas, serão os futuros humanos-robôs a serviço dos modernos patrocinadores do medievalismo contemporâneo brasileiro, isto é, um novo Brasil colônia a serviço da elite brasileira e mundial.
O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, preocupado com a situação de seus concidadãos e com a tendência de alguns partidos políticos de continuar usando os brasileiros somente como trabalhador braçal, acrescentou ao currículo do ensino médio a sociologia e filosofia, esperando conscientizar os jovens e seus pais que nós brasileiros podemos perder essa maldita cultura medieval: uma nação que baixa a cabeça para tudo e todos. Como filósofo e professor da rede pública estadual, percebo que a reação do governo federal pode ter sido tarde. Nossa educação pública é uma verdadeira barbaria. Chegou ao estágio que os patrocinadores da privatização queriam. Para contornar essa situação é preciso conscientizar a população e isso só será possível com altos investimentos por parte da federação através da mídia, pois, para a maioria dos pais brasileiros seus filhos estão recebendo boa educação escolar da rede pública estadual e municipal.
Para reverter esse estado caótico da educação não é preciso privatizar como querem os exploradores dos brasileiros, basta apenas querer educar os filhos do Brasil com amor, sinceridade e patriotismo. É só acabar com a aprovação continuada da pré-escola ao Ensino Médio, valorizar o trabalho do professor de tal forma que ele consiga tratar de seus filhos sem precisar trabalhar dia e noite em várias escolas: prefeitura, estado e escolas particulares; se os pais colaborarem com os professores, cobrando conhecimento e empenho de seus filhos para aprender, comparecendo às reuniões de pais e mestres para juntos nos empenharmos no desenvolvimento de nossos filhos, facilmente e sem muitos investimentos reverteremos essa situação. Educar é preparar para a vida útil. Os primeiros dezoito anos de vida bem administrado pelos pais e governos são suficientes para preparar a juventude para seguir seu caminho sem privá-los do direito de conhecer todas as matérias de humanas e exatas. Educador nenhum no mundo consegue trabalhar em diferentes instituições educando, ele acaba apenas enganando. Todos os governos sempre souberam que esse modelo de educação chegaria ao caus. Chegou, e agora eles, mais uma vez, querem fazer a revolução da elite governante: aumentar suas contas bancárias à custa da desgraça e ignorância do povo. Se nós, pais e alunos exigirmos que o governo não use a educação contra o nosso desenvolvimento intelectual e ascensão social ele não usará. Porém, se acharmos que eles vão fazer o melhor para nós, será o fim de um Brasil para os brasileiros.
Só chegamos a essa situação porque os instrumentos de conscientização e de educação informais que o Estado confia como sendo colaboradores, não fizeram o seu papel. Igrejas, sociedades amigos de bairros, sindicatos, associações e outros, sempre usaram a inocência e a bondade dos brasileiros para os explorarem e se enriquecerem. Para reverter essa situação e escaparmos da privatização do brasileiro, somente através de um levante popular contra os privatizadores do país. Se nos unirmos, pais, estudantes, professores e políticos que querem um cidadão brasileiro consciente, poderão voltar a ter uma boa escola pública para nossos filhos e anularemos essa nova proposta que é contra o desenvolvimento do brasileiro. Se agirmos, aumentaremos nossa capacidade intelectual e continuaremos sendo pessoas mais capazes de fazermos nossas próprias escolhas. Se isso não ocorrer, a robotização dos brasileiros será certa.
Nós brasileiros precisamos perder essa cultura de achar que no simples ato de votar já estamos fazendo nossa parte, porém, isso é apenas parte do muito que podemos fazer. Precisamos nos conscientizar de que as pessoas que colocamos no poder público dirigem a nossa vida e controlam nossas perspectivas de futuro. Se os que lá estão não fizeram nada para melhorar nossa situação, já é hora de tirarmos esses velhos políticos do poder e pôr no poder sangue novo, pessoas que pensam a cidade, o estado e a federação para todos os brasileiros. Você e eu, conscientes dessa realidade, poderemos fazer a diferença como políticos ou como cidadãos capazes de interferir por meio de protestos organizados e eficientes no destino de nossa nação.
A revolução só é possível pela divulgação de novas idéias, participe dessa revolução indicando este texto e o blog aos seus amigos.
Filósofo e professor Isaías Correia Ribas
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