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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

PATRÍSTICA E ESCOLÁSTICA



     A escola dos padres, através de ideologias filosóficas, fundiu a filosofia do mundo das ideais de Platão às ideias maniqueístas e o judaísmo ao Cristianismo elaborado pela Patrística. Determinando que os religiosos e ateus da Idade Média, Moderna e Contemporânea, deveriam aceitar como sendo a verdade teológica a respeito da vida pós-morte. Platão foi o idealizador da mitologia conhecida como “O mundo das ideias”. O judeu Filon, conhecido como o Platão judeu, foi o primeiro religioso denomonacional a dizer que a Bíblia é um livro de contos mitológicos, desqualificando-a como sendo a palavra de Deus à humanidade. Com os maniqueístas, Deus e Satanás perderam a personalidade, passando a serem conhecidos como meras forças metafisicas, bem e mal. O maniqueísta Agostinho de Hipona (África), após se converter ao Cristianismo, assumiu o cargo de Bispo da igreja Católica Apostólica Romana; com o poder teológico em mãos, fundiu o mundo das ideias de Platão ao maniqueísmo e à filosofia de Filon, elaborando uma teologia universal para o Cristianismo.
Dentro desse contexto filosófico-teológico, as verdades bíblicas seriam lançadas por terra, como sendo meras alegarias judaicas; e o Cristo que nasceu, viveu e morreu crucificado segundo indicavam as profecias da torá judaica, passou a ser o “nada”. Assim, o plano de salvação e as religiões passaram a ser meio de alienação do conhecimento e um grande negócio. Aí, os filósofos não perderam tempo elegendo um dos seus com autoridade máxima para o cristianismo denominando-o Papa, o representante de Deus na Terra, com poder para perdoar pecados; prerrogativa do Criador que ressuscitara e subira ao céu para essa função santa (divina), perdoando quem O reconhecer e aceita-Lo como seu salvador.
Por isso concluiu Nietzsche (1844-1900): “Cristianismo é a mais niilista das religiões”, ou ainda, “Cristianismo é Platonismo”. Com isso, Satanás está alcançando seus objetivos, fazendo que muitos creiam que Deus não existe, dificultando que até mesmo os sinceros religiosos compreendam o plano de salvação, preferindo ideias filosóficas, tendo o mesmo fim que ele, a morte eterna. 
     Os professores da Patrística eram os Padres, e os que tinham o direito a estudar eram somente aqueles que entravam para o convento e os filhos da elite aristocrática que podiam pagar. Aos pobres trabalhadores, a plebe, a ignorância generalizada; meio por excelência para o Estado enganar a todos privilegiando uma elite que governa, não permitindo que os trabalhadores tenham acesso ao conhecimento. Queiramos ou não, esses mesmos ideais medievais continuam sendo defendidos e aplicados através de todas as políticas de educação pública, privadas e todos os seguimentos cristãos, independentemente de que sejam católicos, protestantes, evangélicos, espíritas e outros.
   
Escolástica

     A Escolástica refere-se às escolas superiores ou universidades. No ano 800, os árabes muçulmanos, após estudarem Aristóteles e outros filósofos gregos, capacitou-lhes fundarem universidades no Oriente Médio. Séculos depois, por influência dos filósofos Avicena e Averróis, o espírito Escolástico chegou ao Ocidente, agigantando-se frente às ideologias da Patrística, possibilitando a fundação de universidades na Europa.

A casa da sabedoria

A atitude do Islã histórico diante do conhecimento tem sua melhor apresentação em uma passagem da vida do califa Al-Mamum (século IX), filho de Harum al-Rachid, o célebre personagem de As mil e uma noites. Diz a tradição que, inspirado em um sonho no qual o filósofo Aristóteles lhe pedia que traduzisse suas obras para a língua árabe, Al-Mamum fundou em Bagdá a Bayt al-Hikmad, Casa da sabedoria. Nela, reuniu um notável grupo de tradutores. E, para compor seu acervo, enviou nada menos do que três delegações do mais alto nível ao imperador de Bizâncio, solicitando-lhe que mandasse, em troca de presentes suntuosos, o maior número de livros possível. Quando o imperador se recusou a atender o terceiro pedido, Al-Mamum mobilizou um exército para marchar contra os bizantinos. A “sutileza” do argumento fez com estes rapidamente mudassem de opinião e logo fizessem chegar a Bagdá um incontável número de pergaminhos, com obras filosóficas de Platão, e Aristóteles, tratados médicos de Hípócrates e Galeno, textos matemáticos e astronômicos de Euclides e Ptolomeu, entre outras preciosidades literárias. . (ARANTES, José Tadeu. O Maior Perigo do Islã: não conhecê-lo. p, 61)


     Entre os séculos XI e XIII aconteceram várias cruzadas militares (guerras santas) de caráter parcialmente cristão, que partiram da Europa ocidental com objetivo de colocar a terra santa (Palestina e Jerusalém) que estavam sob a soberania dos turcos muçulmanos, sob a dos cristãos. Logo, as cruzadas foram as responsáveis por aumentar o movimento de pessoas entre o Oriente Médio e o Ocidente europeu. Nesse contexto, através dos filósofos Avicena (980-1037) e Averróis (1126-1198), a filosofia de Aristóteles voltou ao Ocidente medieval.

Filosofia ocidental e o mundo árabe

     A filosofia de Aristóteles, diferente da de Platão que sempre ficou no Ocidente, por causa das guerras entre os gregos e outros povos, foi parar no Oriente Médio; O primeiro filósofo peripatético muçulmano foi Abu Yusuf ou Al-Kindi, nasceu no Iêmen por volta do ano 800. “Sua obra apresenta forte acento místico, mas não se restringe à filosofia pura, enveredando por várias disciplinas científicas ou afins, como a óptica, a astronomia, a astrologia, a geografia, a meteorologia e a medicina”.

Al-Kindi afirmou a extensão infinita do universo, a propagação retilínea da luz e a relação entre os efeitos qualitativos dos remédios e a composição quantitativa de seus ingredientes. Antes que intrigas palacianas minassem sua posição, gozou de enorme prestígio na corte da dinastia abássida, tendo desempenhado a função de tutor de Al-Mutasim, filho sucessor de Al-mamun. Um índice do alcance de suas ideias na Europa cristã é a quantidade de vezes que seu nome aparece citado na obra do inglês Roger Bacon, um dos maiores filósofos e cientistas medievais. (Ibid. p, 63)


     Filosofia pura, despreocupada com a metafísica ou existência de Deus, aconteceu apenas no primeiro período filosófico, conhecida como filosofia da natureza ou Pré-Socrática; suas pesquisas duraram dois séculos. Após suas decepções por não ter encontrado o elemento responsável pela origem da vida e do universo, os filósofos aderiram ao estudo da metafísica, ou seja, “admitiram a existência de Deus”; não que eles passaram crer em Deus, fora apenas uma jogada filosófica para negar Deus em nome do próprio Deus. Por isso surgiram religiões e milhares de denominações religiosas enganando a todos, crentes e ateus. Se fosse racionalismo puro, os escritos bíblicos, por afirmar que há um Deus criador da vida e do universo, seriam ignorados, e o Deus de Israel não seria prioridade para os questionamentos filosóficos. Até porque, para a o racionalismo filosófico Deus não existe. A questão que me incomoda é: se algo não existe, por que os doutos do conhecimento se preocupam com o que não existe, não será esta a prova inequívoca sobre a existência de Deus? Assim sendo, nessa guerra epistemológica-e-mística entre os escritos bíblicos e os filosóficos, vê-se claramente o antagonismo entre Deus e Satanás influenciando seres humanos através da ignorância generalizada e do conhecimento acadêmico para concretizar seus ideais na arte de enganar.

Origem do sufismo

Depois da morte de Muhammad (Maomé), os companheiros se dispersaram e cada um constituiu seu próprio conjunto de discípulos. Desse modo, começaram a se formar as diferentes tariqas ou ordens que compõem o sufismo. Mas foi apenas no início do século VIII que esses muçulmanos esotéricos começaram a ser chamados de sufis. Nesse momento, tornou-se claro que, assim como outras religiões, o Islamismo possuía uma dimensão esotérica que poucas pessoas estavam preparadas para compreender. Esses poucos, aos quais a tradição se refere como os companheiros do profeta, foram os primeiros sufis. (Ibid. p, 50)


As fontes do sufismo

A primeira fonte do sufismo foi, evidentemente, o próprio Corão, que os muçulmanos afirmam conter a palavra de Deus, comunicada a Muhammed pelo Arcanjo Gabriel. Mas ao longo dos séculos, os sufis também receberam e sintetizaram outras influências: a filosofia grega, em especial o pitagorismo, o platonismo e o neoplatonismo (eles atribuem aos filósofos Platão, Plotino e Iâmblicos o título de shaikb ou mestre espiritual); o hermetismo desenvolvido em Alexandria, no Egito, entre os séculos I e IV (Hermes Trismegisto, personagem semi-histórico e semimitológico, é igualmente citado pelos sufis como um de seus precursores); a mística cristã dos primeiros tempos (especialmente o autor anônimo do século V conhecido na literatura filosófica como Pseudo-Dionísio Areopagita); o zoroastrismo persa; o siddhantba indiano; até o taoísmo chinês. (Ibid. p, 51 e 52)

Personagens sufistas

Avicena (980-1037), o grande médico medieval, considerado um dos três pilares da filosofia islâmica, era sufi. Omar Khayyam (1040-1114) o afamado poeta, matemático e astrônomo, também. O emir abd el-Kader (1808-1883), que liderou a revolta argelina contra o colonialismo francês, era sufi. Dag Hammarksjold, o célebre secretário geral da ONU, também. Entre os muitos cristãos influenciados pelo sufismo, o mitologista e estudioso das religiões Robert Graves menciona Hugues de Payns (1070-1136), fundador da ordem dos Cavaleiros Templários, São Francisco de Assis (1182-1226) e o filósofo Roger bacon (1214-1292), considerado o avô da ciência moderna. (Ibid. p, 49)

Ritual sufis

Quinta-feira. Numa casa de classe média em São Paulo, cerca de vinte pessoas, homens e mulheres, se reúnem a noite. Com os rostos voltados para o Nordeste, que corresponde à direção de Meca, na Arábia, os participantes declaram sua intenção de buscar a comunhão com a verdade (al-Haqq). Depois de invocar a Baraka (Bênção) do profeta Muhammad, dos mestres do passado e de todos os buscadores, recitam a Surat al-Fatiha, a oração que inicia o Corão. Forma-se então um círculo. Com ritmados movimentos de cabeça, da direita para a esquerda ou de cima para baixo, acompanhados por uma respiração cada vez mais forte e cadenciada, as pessoas repetem por cerca de quinze minutos a frase La ilaha ill' allah (“Não há deus senão Deus”).
Recitação musical, acompanhada de instrumentos. Segue-se um silêncio de aproximadamente meia hora, no qual cada um se volta para o interior de si mesmo, em uma invocação muda. Depois os presentes tornam a olhar para Meca, recitam outra oração corânica, reafirmam sua intenção de buscar a verdade e enceram o ritual. (Ibid. p, 47)


     Estudando a filosofia de Aristóteles, Tomás de Aquino (1221- 1247), fez com que a Escolástica se agigantasse diante da Patrística. Das críticas de Tomás e outros, desencadeou o espírito renascentista humanista na Itália do século XIV difundindo-se por toda Europa; derrubando, no século XV, o domínio da igreja medieval, pondo fim à Idade Média. Nesse contexto nascem os ideais protestantes do século XVI influenciando os novos príncipes; consequentemente, muitas nações abandonaram os ideais do catolicismo medieval que estava fundamentado na manutenção da pobreza, surgindo os protestantes que pregavam o acúmulo de riquezas como sendo bênçãos divinas; com a queda do monopólio católico, os protestantes fundam suas instituições de ensino fundamental ao superior, mas seguiram com a mesma ideologia católica de ensinar quem tinha grana para pagar; iniciara a exploração capitalista justificada pela nova visão filosófica protestante. Nesse contexto acontece a revolução científica do século XVII, com a França fazendo a diferença não participando dos ideais religiosos, se tornando a nação mais cética da Europa a apoiar o desenvolvimento dos ideais iluministas do século XVIII que vão depor contra a religião e a existência do próprio Deus. Como os iluministas abandonaram os ideais religiosos, retomaram a análise da natureza com o objetivo de torná-la útil ao homem moderno e progressista, promovendo o intercâmbio intelectual como ferramenta para neutralizar o avanço dos ideais religiosos que estavam fundamentados em Deus. Nesse contexto, vários príncipes apoiam as ideias dos filósofos Baruch Spinoza (1632- 1704), John Locke (1632-1704), Pierre Bayle (1647-1706), Isaac Newton (1643-1727), Immanuel Kant (1724-1804), entre outros e Charles Darwin (1809-1882), fazendo da teoria da seleção natural uma “ciência”, onde, os “melhores adaptados ao meio sobreviveriam mantendo suas espécies”. “Por último” temos as conclusões dos cientistas George Gamow (1904-1968) da Rússia e do padre e astrônomo belga George lemaître (1894-1966) apresentando a teoria do Big Bang (grande explosão) como sendo a causa do universo e das diferentes formas de vida dos seres racionais, dos irracionais e dos vegetais pelo processo evolutivo. Agora, difícil é explicar como as diferentes espécies interromperam seu processo evolutivo, optando por ser o que é.
     Pois é, meus caros céticos e religiosos, não tem como desqualificar, através de teorias filosóficas e religiões antropocêntricas, os fatos do criacionismo descritos na Bíblia que se mostra estável desde que tudo fora criado; ainda hoje, quando analisamos o universo e a Terra, tudo coincide com a descrição bíblica. Então, resta-nos, entendermos que, o fim da maldade e de todas as formas de engano e o estabelecimento da paz e da justiça, só serão possíveis aqueles (as) que fizerem dos princípios e das leis de Deus explícitos na Bíblia, a religião verdadeira. Aí sim, confiantes no amor e graça de Jesus Cristo, obteremos forças para encaixar nosso jeito de ser religioso ao expresso na Bíblia. O que passar disso é falácia de filósofos e religiosos que não querem saber de Deus e nem de Sua palavra revelada à humanidade através dos escritos bíblicos. Só compreendendo seremos religiosos conscientes; pois, segundo Paulo, a fé tem que ser racional. Logo, a crença e a fé cega são para os que não conhecem ou preguiçosos. O que passar disso só Deus pode avaliar; mas não esqueçamos, Deus, além de amor é Onisciente e justo, e todos nós seremos julgados segundo o que está escrito na Bíblia. 

   
Esse precioso legado chegou à Europa cristã por meio de um complexo intercâmbio cultural, que as Cruzadas favoreceram em vez de dificultar. Foi ele que revitalizou o pensamento europeu e, direta ou indiretamente, criou condições para a intensa fermentação intelectual e espiritual do século XIII, ei que brilharam as figuras de Francisco de Assis e São Boaventura, Robert Grosseteste e Roger Bacon, Alberto Magno, e Tomás de Aquino, Raimundo Lúlio e Mestre Eckhart. Quase quatrocentos anos depois, a revolução científica do século XVII, que deu à luz a ciência moderna, foi fruto tardio, e um tanto desvirtuado, dessa exuberante árvore do conhecimento. (Ibid. p. 68)


Ideais protestantes

     O espírito crítico filosófico ao medievalismo fez nascer o espírito protestante, foram os de dentro da própria igreja Católica Apostólica Romana, agora, conhecedores de outras ideias além das de Platão e Santo Agostinho que denunciaram os abusos que a igreja praticava em nome de Deus e do Estado. Da pena desses doutores escolásticos surgem as teologias protestantes que os príncipes europeus abraçaram para reformar os novos Estados ou nações que nasciam com o fim da política medieval. O que devemos perceber é: essa nova postura filosófica protestante surgira dentro de um ideal religioso-político capitalista, contrário à exploração totalitária da igreja medieval que valorizava a pobreza dos plebeus como meio de alcançar o perdão e salvação da alma, logo, o que estava mudando era o modo de exploração, onde, cada indivíduo, fazendo uso de sua inteligência estava livre para explorar o outro em nome do acúmulo de capital particular, nesse embalo, algumas nações preferiram seguir o modelo medieval de exploração através do Estado, são as nações socialistas, que defendiam a utopia de um Estado comunista, que Karl Marx, mais tarde, chamou-as de comunismo científico. No entanto, o protestantismo que surgira não estava preocupado em enaltecer os escritos bíblicos que foram alterados e desqualificados pela igreja medieval. A única mudança que os protestantes fizeram em sua teologia foi retirar as imagens de esculturas de dentro de seus templos e abolir a venda de indulgências (perdão dos pecados). Os outros princípios bíblicos continuaram sendo transgredidos segundo as interpretações e orientações da igreja medieval. E assim, as forças religiosas, políticas e epistemológicas continuaram lutando para tutelar as pessoas, fazendo delas um meio de exploração e, para que eles tenham sucesso continuaram com a mesma ideologia medieval: mantendo o maior número possível de pessoas na ignorância, praticando o mesmo crime medieval quando educa somente quem têm condições de pagar. Nessa lógica capitalista de exploração, a educação pública que é gratuita tem que ser ruim, meio legal para manter a ignorância generalizada e a escravidão dos pobres através da má educação. Logo, o povo continua sendo massa de manobra de políticos, religiosos e das academias universitárias. Mas a conta pelo descaso com o outro está chegando e os exploradores não sabem mais o que fazer para parar o alto índice de criminalidade e guerras políticos-religiosas em todas as partes do mundo. Cultivaram a ignorância como meio de domínio e exploração do outro, agora, todos, ricos e pobres, letrados e iletrados, religiosos e céticos são vítimas dos que ficaram sem perspectivas de vida pela falta de educação de qualidade que lhes foram e continuam sendo usadas pelos que querem explorar o outro mantendo os pobres na ignorância.

Iluminismo

O iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem. É-se culpado da própria tutelagem quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento, mas da falta de resolução e coragem para se fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem para fazer uso da tua própria razão! - esse é o lema do iluminismo. (KANT, Immanuel, 1724-1804)

Tomás de Aquino (1221-1274)

     O tomismo foi uma das mais importantes correntes do pensamento escolástico do final do período medieval. Embora inicialmente condenado no ano 1277, teve inúmeros seguidores, sobretudo na ordem dos Dominicanos que pertencia Santo Tomás de Aquino, sendo de grande importância no combate ao protestantismo durante a Contrarreforma do século XVI.

Não há mais que um Deus e esse Deus é o ser: essa é a pedra angular da filosofia cristã – e não foi erigida por Platão nem por Aristóteles, mas por Moisés (E. Gilson). Deus é o ser supremo e perfeito, o ser verdadeiro. Todo o resto é fruto do seu ato criativo, livre e consciente. Essas são as duas teses aceitas por fé, que cumpre a função de guias do discurso racional, ou melhor, esse é o metro de avaliação com que Tomás examina qualquer outro discurso filosófico e se aproxima de Aristóteles para repropor suas teses mais qualificadas. Para Tomás, “quando (...) uma proposição filosófica obtida através do raciocínio contradiz uma afirmação de fé, pode-se sem dúvida concluir que o erro está do lado da filosofia”. (REALE/ANTISERI. História da Filosofia, V.I, p. 570).

Filósofos fundadores do protestantismo

     João Calvino, Ulrich Zwingli, John Huss, Jerônimo de Praga, John Wycliffe, Guilherme Farel, Teodoro de Beza, John Knox, entre tantos outros, culminando com Martinho Lutero. Logo, o protestantismo primitivo ou tradicional fora fundado por pensadores que conheciam filosofia e teologia; mas, a Bíblia como um todo, para eles, não era a regra de fé cristã, apenas o Novo Testamento desvinculado do politeísmo filosófico que a igreja medieval adotara. Tanto é, que, todas as outras teologias da igreja católica, os protestantes, evangélicos e espíritas continuam praticando como se fosse verdade bíblica.   
As denominações religiosas que atinge a casa de milhares existentes hoje saíram do protestantismo tradicional; isso acontece quando os mais espertos abandonam suas comunidades e funda outra, como se tudo não passasse de um grande negócio empresarial. Na mesma lógica segue o movimento pentecostal com as centenas de divisões que acontecem anualmente.

     A religiosidade voltada às práticas de todos os ensinamentos bíblicos se deu com o deísta Guilherme Miller (1782-1849) que acreditava na existência de Deus, mas não tinha a Bíblia como Sua palavra revelada à humanidade através dos profetas. Como não encontrara paz e resposta no deísmo para o estado do homem após a morte, desafiou Deus, caso a Bíblia fosse revelação divina, após estuda-la, alcançaria a paz e respostas não encontradas no deísmo. Com esse intuito começou fazendo um estudo sistemático, se tornando no principal personagem contemporâneo que fez da Bíblia o único livro como regra de fé, que nos conduz à salvação por meio de Jesus Cristo. Foi esse homem que interpretara as profecias de Daniel que haviam sido seladas no século VI antes de Cristo e que seriam interpretadas e compreendidas no início do fim dos tempos. Juntamente com o mesmo espírito de Miller, Deus suscitou o espírito de profecia que findara com os Apóstolos no ano 100 depois de Cristo; dando-o à jovem Ellen Gould Harmon (1827-1915) que aceitara o chamado divino a missão de redirecionar os novos religiosos aos escritos bíblicos como um todo, sendo o norteador do comportamento cristão segundo a vontade divina; isto é, destituídos dos ideais políticos e filosóficos que até então dominara a religiosidade dos povos.

     Dentro desse contexto, em 1863 foi organizada a igreja Adventista do Sétimo Dia que adotara toda bíblia como orientadora de suas práticas religiosas e o Espírito de Profecia dado à Ellen G. White como revelação divina que ajudaria a nova igreja se apegar aos escritos bíblicos como única regra de fé e prática enquanto se prega e se prepara para a segunda vinda de Cristo. No entanto, nem por isso, os adventistas estão isentos de cair nas mesmas estratégias do astuto inimigo de Cristo, Satanás; perito na arte de enganar em nome do conhecimento teológico, filosófico e científico. Dos adventistas, por divergências teológicas, já surgiram os adventistas da Reforma e os pentecostais adventistas da Promessa.

     Através da Andrews University, e outros campus espalhados pelo planeta, a igreja Adventista do Sétimo Dia, abre suas portas à entrada dos ideais do racionalismo que sempre destruiu os ideais bíblicos através do conhecimento antropocêntrico. O método utilizado pela filosofia é o da dúvida, pois esta, uma vez posta na mente do indivíduo, a própria dúvida se encarrega de corromper qualquer princípio contrário aos ideais antropocêntricos e teocêntricos. A comunidade adventista, “Nova Semente”, já contrata artistas que não têm nenhuma ligação com a fé adventista para fazer shows em seu templo para tornar-se popular; é a mornidão religiosa da igreja Laodiceana se cumprindo ao pé da letra. Mas é profético que os verdadeiros adoradores vão se levantar contra essa banalização da fé nos princípios bíblicos; pregando o evangelho em alto clamor, denunciando todos os pecados que se cometem no mundo social, político e religioso, alertando a todos que a porta da graça se fechará com o decreto divino: “Está feito”. Iniciando a demonstração de quem eu sou e tu és:

Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está suje-se ainda; e quem é santo seja santificado ainda. E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, o Primeiro e o Derradeiro. Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que tenham vida e possam entrar na cidade pelas portas. (Apocalipse, 22: 11-14)


     Em meio ao desespero dos que começam ter consciência que estão perdidos em busca dos salvos para matá-los, mas não conseguem porque eles já estão selados para a vida eterna, pragas semelhantes às que caíram no Egito antigo cairão sobre os perdidos, não atingindo os santos salvos. No Horizonte aparecerá uma pequena nuvem do tamanho de uma mão que vai aumentando até aparecer nitidamente. É Jesus voltando como prometera, para buscar os fieis que reinarão com ele mil anos! Nesse período de mil anos todos os ímpios estarão mortos e Satanás preso pelas circunstâncias, pois não há quem tentar, passando os mil anos refletindo sobre sua antiga decisão de fazer a sua vontade em detrimento da de Deus que o criou. Após o milênio haverá a ressurreição dos perdidos, aí, juntos com Satanás, serão eliminados do universo, iniciando a perfeição que era antes de rebelião de Lúcifer! Dando continuidade à perfeição edênica, reiniciando da paz eterna!

Este é um dos cinquenta capítulos dos livro FILOSOFIA versos BÍBLIA que estarei lançando pela livraria online AMAZON. Assim que estivar à venda avisarei! 

domingo, 17 de setembro de 2017

PROVAS SOBRE A EXISTÊNCIA DE DEUS

Prova filosófica

      Todo ser vivo nasce, tem um período de vida e morre. Independentemente de onde viemos cabe o questionamento: Qual a lógica em nascer, viver e morrer se o originador da vida tem, necessariamente, que ser metafísico e eterno? Os seres humanos diferem dos outros seres vivos porque somos os únicos dotados de razão; capaz de questionar e buscar respostas a fim de compreender de onde viemos e para onde vamos. Logo, entender filosofia e Bíblia é condição necessária para inferir a verdade sobre os “mistérios”’ que envolvem a vida e a morte temporal. Não se engane com a coesão e beleza da retórica filosófica, pois, a verdade sobre a existência literal de Deus como criador da vida e do universo é passível de ser comprovada logicamente, filosoficamente e empiricamente como são a matemática, a álgebra, a geometria e as ciências humanas.
     Todas as ciências são criações centralizadas no ser humano (antropocêntricas). Logo, a matemática, a álgebra e a geometria não existem além de sinais gráficos nomeados, quantificados e formulados segundo as leis atribuídas por seus criadores. Elas são passíveis de ser comprovadas empiricamente porque seguem leis e fundamentos inalteráveis estabelecidos por seus criadores. Altere alguma fórmula das ciências exatas e tente aplicá-las na prática, com certeza sua engenharia não será concluída com eficiência. Por isso, poucos são os que gostam das ciências exatas; pois, para entendê-las a que seguir o raciocínio de seu criador; ou seja, tem que pensar e demonstrar na prática. Já, as ciências humanas, mesmo não sendo exatas, possuem status de ciência, é que cada uma tem seu método de análise para separar a verdade do falso.  
     Todas as diferentes formas de vida existentes no planeta Terra e no Universo são criações a priori, elaborações da mente de Deus. Segundo Sócrates, “do Deus Inteligência Superior”. Segundo o cético Platão que, embora queira zombar da Onipotência divina e negar os escritos bíblicos, não consegue ficar sem admitir que o Deus bíblico seja “o demiurgo ou manipulador” da matéria física (barro), depois, através do sopro divino, fez da matéria um ser vivo à Sua semelhança. Para o cientista Aristóteles: “Deus é o motor imóvel, causador de tudo sem ser causado”; Aquele que tudo criara com a possibilidade de continuar existindo em potência e ato. Logo, o ser humano é semelhante a seu Criador, capaz de criar a partir da razão pura e prática, fazendo objetos para seu bem estar segundo as necessidades exigem. Assim sendo, eu e você somos provas inquestionáveis da existência literal de Deus. Segundo o filósofo Sóren Kierkegaard, a minha e sua existência são provas que Deus existe.
     As criações da mente humana, sejam exatas ou não, são passíveis de serem comprovadas cientificamente através de sua existência contingente. Isto é, existe, mas poderia não existir. Por isso, ainda hoje, as criações humanas, exatas ou não, podem ser ampliada por outros que compreenda o raciocínio e sua aplicabilidade.
     As criações da mente divina são comprovadas pelo que existe de fato através das diferentes formas de vida animada e da natureza inanimada. Logo, toda natureza são provas inquestionáveis de que há um criador da vida e de tudo que há no cosmo (ordem universal). Como somos criados a semelhança de nosso criador, através da inteligência, uma vez compreendida as leis sob as quais Deus sustenta o universo e a vida, é possível alterá-las modificando o que existe como natureza animada e inanimada. Não é isso que faz a engenharia genética com a vida animada e os engenheiros e pessoas comuns quando intervém na natureza inanimada? As criações da mente humana são contingentes (existem, mas poderiam não existir). As criações da mente divina são eternas como seu criador, elas se sustentam em potência e ato, onde potência é a possibilidade de um novo ser existir em ato (todas as espécies se mantêm através dos diversos meios de reprodução). A atual morte é consequência do pecado de Eva e Adão; após a segunda vinda de Cristo a eternidade da vida de todos os indivíduos voltará novamente! Percebeu? É mais fácil comprovar logicamente a verdade sobre a existência de Deus que um dos teoremas de Pitágoras.

Prova histórica

     O laboratório divino para comprovarmos cientificamente as afirmações de Deus ditas através das profecias bíblicas é o planeta Terra e a história da humanidade através das evidências correspondentes às descrições bíblicas. Por isso, está escrito: “não havendo profecia o povo se corrompe” (Provérbios, 29: 18). “O meu povo perece por falta de conhecimento” (Oséias, 4: 6). “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é vosso culto racional” (Romanos 12: 2). [...]. Logo, toda pessoa sem patologia cognitiva e psíquica que se disponha a conhecer racionalmente as ciências humanas conhecê-las-ão, tendo a oportunidade de participar do processo investigativo através de análise científica, comprovando para si mesmo a existência literal do Deus ‘‘inteligência superior’’. E mais, o cumprir-se das profecias bíblicas têm como um dos objetivos justificar e comprovar Sua Onisciência ao revelar por meio dos profetas todo movimento divino através do Estado de Israel ao longo de toda história da humanidade. Assim sendo, a existência literal de Deus é uma realidade inquestionável através de Seu movimento na história.
     Então, entende-se que, com a Segunda vinda de Cristo não ocorrerá o fim do mundo; mas o recomeço da eternidade sem a presença do mal, do pecado, da morte e do originador do pecado, Satanás!

Prova lógica

"DEUS É O NADA" ou “DEUS ESTÁ MORTO” (Friedrich W. Nietzsche)

     Mas senhores nietzschianos, o nada não existe de forma alguma, e o que existe de alguma forma não pode ser o nada; logo. Deus existe!
Definir o que existe dos que não existem é um problema fácil de ser resolvido; difícil é comprovar cientificamente a origem da vida no planeta Terra e do universo. Logo, não é por acaso que o problema das origens proposto há mais de dois mil e quinhentos anos pelos filósofos da natureza ou pré-socráticos, continua sem respostas.

As religiões e as coisas não existem porque ambas, como tudo o que o ser humano inventa ou cria, apenas consiste. As religiões consistem em teorias religiosas; e a consistência das coisas inventadas pelos humanos consiste dos materiais que são fabricados. Por exemplo: o lápis consiste em madeira, tinta e grafite; também faz parte do mundo das consistências as ideologias e teorias que buscam respostas sobre as origens. Assim sendo, tudo que o ser humano inventa não existe, apenas consiste em objetos/coisas e teses.
Quanto às religiões, somente uma existe, ou seja, apenas uma tem origem divina, foi elaborada para uma nação que Deus elegera para ser Seu representante entre todas as nações do planeta Terra. Essa nação ou esses povos são reconhecidos historicamente como Hebreus, Israelitas e judeus. A religião é o Judaísmo. Como os judeus rejeitaram Jesus Cristo como sendo o filho de Deus profetizado ao longo de sua história, o judaísmo perdeu seu status de representante de Deus, caindo no niilismo (no nada). No entanto, o Deus criador, por ser eterno, continua com seu projeto de salvar quem Nele crer! Como a Bíblia também é criação de Deus através daqueles que Ele convida para representa-Lo como escritor do revelado para compor o livro sagrado, no caso, os profetas, será através do contido na Bíblia em forma de leis e mandamentos, que Deus irá julgar ou avaliar quem tem direito à vida eterna após a história do pecado. Logo, tudo que Deus cria, mesmo sendo um livro ou uma religião, têm valor eterno.

     Entre os profissionais humanos e o que eles criam, existe uma hierarquia de existência e consistência; nessa hierarquia, o profissional existe e o invento não; a consistência do invento apenas comprova a existência de seu inventor que, necessariamente, é superior ao invento. Quando o artista cria uma obra de arte ele registra seu nome em sua obra, e a obra o eterniza, comprovando que tal artista existiu em alguma época na história. Por que o ser humano existe e o invento não se ambos são percebidos pelos sentidos? Porque as criações humanas são contingentes, porque elas dependem da existência do ser humano; ou seja, a consistência das coisas depende da existência do homem inteligente para fabricá-las; mais, uma questão: Por que o ser humano tem consciência da existência e o objeto que ele criou não? Porque o ser humano pensa e o objeto fabricado não; por isso a máxima de René Descartes: “Penso, logo existo”. Outra característica dos que existem é a capacidade de se reproduzir, essa caraterística engloba tudo o que existe na natureza animada como os racionais, os irracionais e os vegetais em geral. Já, a natureza inanimada é tão antiga quanto o universo astral.
Ser humano algum questiona sua existência, a dos animais e dos vegetais. Logo, logicamente pensando, se o ser humano, os animais e os vegetais existem; é necessário que exista um “Ser em si” superior a todos que existem. Encontrar esse “Ser em si” que é o maior problema já posto pelos filósofos que têm como prioridade descobrir a origem de tudo que existe; pois, para os céticos, o Ser em si (Deus) descrito na Bíblia dos israelitas e cristãos é uma invenção humana. Como os filósofos da natureza, após procurar por dois séculos e levantar várias hipóteses (teses) e não apresentar nenhuma conclusão satisfatória sobre as origens, para não cair definitivamente no descrédito, Parmênides de Eleia elaborou um novo método de pesquisa para definir o que é a verdade diante do problema levantado sobre a existência de um Ser em si, Aquele que É; pois, para o próprio Parmênides (530 – 460 a. C.), o Ser É; já, para Heráclito, seu opositor, o “Ser é e não é concomitantemente”, ou seja, só existe o movimento (nascer, viver, e perecer) nada mais.
     Diante da lógica ontológica de Parmênides, só restou a Sócrates (469 – 399 a, C.) exclamar: “só sei que nada sei”! De imediato, Sócrates, não tendo como questionar a dedução de Parmênides, admite um Deus para si e o denomina “Inteligência Superior”; e passa a ensinar os jovens nas ruas e praças de Atenas sobre a existência de um Deus que trouxe tudo à existência, fazendo os ateus o condenarem à morte bebendo cicuta. Platão e Aristóteles conforme estudamos, pensando logicamente, também admitiram a existência de Deus.  

Dilema sobre a existência de Deus

     Essa questão Leva muitos à busca por demonstrar que o que não existe não existe de fato. Mas esses, como cegos, não percebem que o que não existe não produz fatos. Se algo não existe ou, segundo Nietzsche, “é o nada ou está morto”; não há o porquê se preocupar com sua existência. Mas como muitos céticos e os filósofos se preocupam, não será essa a prova inequívoca, sobre a existência literal de Deus e de um povo que O represente? Pense em algo que não existe e faça uma relação: E daí, conseguiu? Relacionaste alguma coisa? Se sim, todas elas existem, pois, o que não existe de forma alguma, segundo David Hume, não chega à mente (cérebro). É que nossos sentidos não capta o nada, capta o espaço vazio, mas o espaço vazio não é o nada (niilismo), é alguma coisa entre outras. Logo, o nada não existe de forma alguma e o que existe de alguma forma não pode ser o nada. Assim sendo, Deus existe.

Prova científica 

     Atualmente a existência de um Deus criador e mantenedor do universo e da vida, grosso modo, divide a humanidade entre religiosos e ateus. Somam-se a eles os seus admiradores, os crentes e os descrentes; aqueles que têm preguiça de se conscientizar estudando. Dessa multidão forma-se a atual babilônia mundial, mantenedora das atuais e futuras intrigas entre religiosos e ateus.  
Com o nascimento, vida, morte, sepultamento e ressurreição de Jesus, as guerras do Antigo Testamento entre israelitas monoteístas e ismaelitas politeístas, chegaram aos cristãos e ateus atuais. Mas as desavenças entre cristãos e ateus não substituíram as intrigas do mundo antigo, apenas somam para incrementar as intrigas que vemos na atualidade, que, num futuro bem próximo, todas as pessoas do planeta vivenciarão tais atrocidades bélicas. Assim sendo, querendo ou não, é dessa babilônia que eu e você temos que encontrar a verdade universal que nos livra da morte eterna.

Jesus é Deus

Ouvi agora ó casa de Davi! Pouco vos é afadigardes os homens, senão que ainda afadigareis também a meu Deus? Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel. (Isaias, 7: 14)
No princípio era o verbo, o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não o compreenderam. (São João, 1: 1-5)

     Emanuel (Deus conosco). As muitas profecias do velho testamento sobre o nascimento do filho de Deus cumpriu-se com a agraciada virgem Maria que dera à luz a Jesus. Ele nasceu para mostrar aos anjos, homens e mulheres que caíram nas tentações de Satanás, que era possível eles serem fieis a Deus não cedendo às tentações. Além disso, Jesus nasceu para morrer no lugar da humanidade que estava condenada à morte eterna. Logo, quem aceita Jesus como seu salvador pessoal e vive em novidade de vida segundo Sua vontade e graça, alcançará a vida eterna! Só pelo cumprimento dessas profecias bíblicas na história e o nascimento de Cristo, são provas incontestáveis de que há um Deus criador de tudo que há no universo.
 
Jesus

     Em nenhum outro homem, por mais ilustre que tenha sido na história universal, se compara ao Jesus que nascera de Maria segundo a vontade do Espírito Santo. Desde o seu nascimento, Satanás, através de homens poderosos tentou matá-Lo; mas Maria e José, seguindo as instruções de anjos que os assistiam, se livraram das ciladas de Satanás fugindo para o Egito. Enquanto criança e jovem, Jesus, como qualquer outro ser humano brincou e trabalhou sob os cuidados dos pais. Aos trinta anos começou seu ministério pessoal se revelando como o filho de Deus que viera cumprir as profecias contidas nos rolos proféticos. Por três anos e meio Jesus demonstrara que era Deus através das boas obras que fazia em prol da humanidade, curando, ressuscitando, consolando e alimentado famintos.  
Mas os poderosos políticos e filósofos que não acreditavam em Deus e os falsos religiosos que não gostavam de ver o que estava acontecendo, afirmaram que Jesus fazia o bem em nome dos maus espíritos, em busca do poder e popularidade secular; por isso, mais uma vez, planejaram matá-Lo. Dessa vez, como quando estava sob os cuidados dos pais, Jesus não fugiu, pois era chegada a hora de cumprir com a missão (ser morto no lugar dos pecadores que quisessem ser salvos); por isso, apesar das ameaças dos religiosos judeus, pagãos romanos, filósofos e outros, Ele prosseguiu com seu objetivo. Até que a corte dos ilustres poderosos da época se reuniu e O condenaram à morte. Após ser crucificado numa sexta-feira, O enterraram e colocaram guarda com medo que seus discípulos roubassem o corpo de seu mestre, alegando que ele ressuscitara. Mas passado o santo sábado, um anjo enviado do céu O chamou à vida ressuscitando-O, pois Ele, como homem à semelhança dos anjos, de Adão e Eva que não conhecia o mal, não caíra nas tentações de Satanás. Depois de passar mais quarenta dias e sendo visto por muitos, aos olhos de cento e vinte pessoas subiu ao céu para interceder por aqueles que O aceitarem como seu salvador pessoal até que ele volte para dar-lhes a vida eterna!

Desde que os guardas constataram que o túmulo estava vazio, eles buscam encontrar o corpo ou a ossada de Jesus para provar que ele não ressuscitara, comprovando cientificamente que Ele não era o filho de Deus, jogando por terra a certeza de que existe um Deus criador de tudo que há. Como o corpo e nem a ossada de Jesus foram encontrados até hoje e jamais será, está comprovado cientificamente que Jesus é Deus. Logo, Deus existe!  Pois o criador da vida e do universo habitara entre nós por trinta e três anos e os de seus dias, cegados por Satanás não O reconheceram como Deus, crucificando-O. 

terça-feira, 29 de agosto de 2017

PARA OS FILÓSOFOS CLÁSSICOS SÓCRATES, PLATÃO E ARISTÓTELES - DEUS EXISTE

Dilema sobre a existência de Deus

"DEUS É O NADA" (Friedrich W. Nietzsche)

"Nada é melhor que Deus";
"Nada é pior que o Diabo";
"Quem não comer nada, morre".
(Edson Clemente dos Santos, estudante do EJA da E.E. Pio Telles Peixoto, Professor)

O nada não existe de forma alguma, e o que existe de alguma forma não pode ser o nada; logo. Deus existe! (Ribas, Isaías Correia professor de filosofia)


Essa questão Leva muitos à busca por demonstrar que o que não existe não existe de fato. Mas esses, como cegos, não percebem que o que não existe não produz fatos. Se algo não existe ou, segundo Nietzsche, está morto; não há o porquê se preocupar com sua existência. Mas como muitos céticos se preocupam, não será essa a prova inequívoca, sobre a existência literal de Deus e de um povo que O represente? Pense em algo que não existe e faça uma relação; e daí, conseguiu? Relacionaste alguma coisa? Se sim, todas elas existem, pois, o que não existe de forma alguma não chega à mente. Nosso cérebro não capta o nada, capta o espaço vazio, mas o espaço vazio não é o nada (niilismo), é alguma coisa entre outras. Logo, o nada não existe de forma alguma e o que existe de alguma forma não pode ser o nada. Assim sendo, Deus existe.

Sócrates
     Para Sócrates, Deus é "Inteligência Superior", por fazê-Lo reconhecido nas praças públicas de Atenas, o condenaram à morte bebendo cicuta. Assim, a filosofia teve seu primeiro mártir.

Platão
     Platão, discípulo de Sócrates, ao ver o que acontecera com seu mestre, fugiu de Atenas. Após doze anos voltou e fundou sua Academia. A fim de reabilitar Sócrates, filosofou em seu nome, como se Sócrates escrevera sua filosofia. Deus para Platão é o Demiurgo o "manipulador da matéria"; aquele que fizera um ser à sua semelhança e soprou seu fôlego de vida trazendo o ser humano à existência; alguém capas de pensar e executar o pensado.

Aristóteles 
     Aristóteles (384-322 a. C.), filósofo grego de Estagira, frequentou a Academia de Platão, destacando-se como um de seus maiores discípulos. Aristóteles foi professor de Alexandre Magno, o grande. Graças à amizade que tinha com seu pai, Felipe, possibilitou-lhe construir um laboratório para suas pesquisas, fazendo de Aristóteles o primeiro cientista empirista à busca da verdade por métodos práticos e raciocínios logicamente bem ordenados (silogismo), definindo-os como meios de chegar à verdade. 

Silogismo clássico
     Estrutura do silogismo é: Premissa maior (P), premissa menor (p), e conclusão (c).
P – Todo o homem é mortal.
p – Sócrates é homem.
c – Logo, Sócrates é mortal.
E três termos: Maior (T), médio (M) e menor (t)
T – Mortal.
M – Sócrates.
 t – menor ou conclusão, feita pela junção dos termos médio e maior (Sócrates é mortal).

     No silogismo, dos juízos afirmados, infere-se a consequência. Na premissa um, o termo maior é o predicado da conclusão; a premissa dois é consequência da primeira; onde, o termo menor é o sujeito da conclusão; e a conclusão é consequência das duas premissas que define o que é a verdade, isso se faz pela junção do sujeito da Segunda e o predicado da primeira. A palavra ‘logo’ e outras semelhantes indicam a conclusão: logo, Sócrates é mortal.
Aristóteles aos cinquenta anos fundou sua própria escola, o Liceu. Esta fora construída perto de um bosque, onde ensinava seus discípulos caminhando pelas trilhas que havia no jardim que fora dedicado a Apolo Lício. Daí o nome de seus alunos, os peripatéticos (aprendia caminhando com o professor). Aristóteles também lutou como político; mas, com a retomada do poder pelo partido nacional, ele se exilou na Eubeia, onde morreu.
Ele abordou todos os ramos do saber da época: Empirismo, silogismo, física, filosofia, botânica, zoologia e metafísica. Seus livros fundamentais são: Retórica, Ética a Nicômaco, Ética a Eudemo e Organon.

Metafísica de Aristóteles
     Para Aristóteles Deus é o “motor imóvel”, “Ato Puro”, Inteligência e pensamento. O Deus de Aristóteles é a causa primeira de tudo. Aquele que causou tudo sem ser causado, moveu tudo sem se mover, colocou tudo em movimento, deixando todos e tudo submetidos às leis imutáveis da natureza. Aristóteles discorda da filosofia do mundo das ideias de Platão. Ele critica essa ideia de existência separada entre alma imortal e corpo mortal. Para ele, o homem é um composto, isto é, alma e corpo compõem o indivíduo, se há separação não pode ser indivíduo, pois, indivíduo ou pessoa, significa indivisível. Logo, é impossível aprender e apreender sem esforço intelectual, assim sendo, a alma imortal, segundo a filosofia de Platão não cabe no mundo do conhecimento. Para Aristóteles a alma é racional quando se refere ao ente dotado de razão; é instintiva ou determinada quando se trata dos entes irracionais; e vegetativa quando se fala de botânica. Então, esse conceito de alma migratória que reencarna para ensinar sem consciência do indivíduo é falacioso do ponto de vista das ciências empírica e lógica das proposições.
A ideia ou pensamentos está presente apenas nos racionais e é variável de um indivíduo para o outro, Aristóteles a chama de “forma”. Preocupado com as primeiras causas e com as interferências do homem na natureza para compreendê-la e transforma-la em bens úteis, ele acaba com o ideal epistemológico-metafísico de Platão.

Física em Aristóteles
E desde Aristóteles continua empregando-se a palavra “filosofia” na história da cultura humana com o sentido de totalidade do conhecimento humano.
Na filosofia, então, distinguimos diferentes partes. Na época de Aristóteles a distinção ou distribuição corrente da filosofia eram: lógica, física, metafísica e ética.
A lógica, na época de Aristóteles, era a parte da filosofia que estudava os meios de adquirir o conhecimento, os métodos do pensamento humano para chegar a conhecer ou as diversas maneiras de que se vale para alcançar o conhecimento do ser das coisas.
A palavra “física” designava a segunda parte da filosofia. A física era o conjunto de nosso saber acerca de todas as coisas, fossem quais fossem. Todas as coisas, e a alma humana entre elas, estavam dentro da física. Por isso a psicologia, para Aristóteles formava parte da física, e a física, por sua vez, era a segunda parte da filosofia. (MORENTE. Fundamentos da Filosofia Pág. 26 e 27)

     Então, para Aristóteles, a física era o conjunto de todo nosso saber empírico, e este se dá através da experiência. E a alma ou pensamento que é estudado pela psicologia compõem a física e não a metafísica, esta, a metafísica, refere-se somente a Deus ou motor imóvel, causador de tudo sem ser causado e ao pensamento ainda não revelado. Já, a ética, é uma ciência útil à formação moral e de boa conduta dos indivíduos.
Potência
     Potência significa possibilidade e o ato é o existir de fato, a realidade. Isto é, o ato é o fato de uma coisa existir na realidade e a potência, a possibilidade do existir de fato. A natureza está em constante potência, mas que parte da natureza existe enquanto potência? Todas as sementes não alteradas geneticamente estão em potência, isto significa que encontrando condições favoráveis ela germina, perpetuando as espécies. Os animais sexuados estão em potência através dos óvulos das fêmeas e dos espermatozoides dos machos, e assim, cada espécie dentro de suas características de reprodução estão em potência, aptas a manterem suas espécies em ato. Todo pensamento está em potência até ser explicitado de alguma forma.

Ato
     O ato é o existir na realidade. Tudo o que existe está em ato, e em todos os existentes saudáveis há possibilidade de um novo existir em potência. Logo, o Ser é, (ontologia ou estudo do ser de Parmênides); para seu opositor e confuso Heráclito, o ser é e não é. Veja, Heráclito vale-se de uma contradição para fazer sua filosofia  do devir (movimento). Assim sendo, Parmênides está correto quando estabelece o Ser e Heráclito errado quando nega o ser estabelecendo o não ser, ou movimento como sendo o Ser. E, se o indivíduo é indivisível, Aristóteles está correto e Platão equivocado.
Física em Aristóteles
     Para Aristóteles o homem é um “animal político” submetido à Cidade Estado (Polis) que, pela educação patriarcal e matriarcal aprende ser ou não virtuoso vivendo em sociedade de modo ético. Assim sendo, a vida social e política são os meios de se revelar ao outro se sou ou não um indivíduo de comportamento moral e ético quando, através do livre-arbítrio, devo escolher entre os antagonismos existentes neste planeta. Aristóteles prossegue detalhando a capacidade do homem em transformar a natureza citando quatro causas: ‘‘material, eficiente, formal e final’’.

Material
     A matéria é a substância necessária a se fazer algo; eficiente é o artista que transforma a matéria; formal é a forma dada à matéria transformada segundo sua finalidade em uma cadeira, carro, computador, nave espacial e qualquer outra coisa que consista em algo que venha ser útil. Essa existência denomina-se contingente (existe, mas poderia não existir). A existência contingente difere da existência natural. A natureza animada e inanimada existe independentemente da vontade humana, a contingente depende do artista eficiente para sua existência, logo, não existindo artistas eficientes, a transformação da natureza em bens utilitários deixa de existir. Como existe o artista inteligente e eficiente capaz de transformar a natureza, é necessário que exista um ser de inteligência superior a do ser humano, que seja Onipotente, Onisciente e Onipresente, um Ser que seja em si, para que trouxesse tudo o que há, e o universo à existência. Logo, logicamente pensando, o Deus explícito nos escritos bíblicos existe!
     Contrapondo a lógica de Aristóteles, os cientistas e filósofos Modernos e contemporâneos, querendo descartar as conclusões de Aristóteles, preferiram ignorá-lo, compondo uma filosofia mais ousada cientificamente; assim, confiando no avanço tecnológico e desenvolvimento do silogismo que agora o conhecemos como lógica dividida em diversos níveis, entenderam eles que é possível chegar a outros planetas e desenvolver melhores argumentos em busca de uma certeza mais palpável sobre a origem do universo e das diferentes formas de vida; eliminando a certeza lógica deduzida pelos filósofos clássicos. Mas, os atuais cientistas e filósofos, como os pré-socráticos, após criarem várias hipóteses e novos argumentos sobre as origens do universo e da vida, semelhantes aos filósofos da natureza, todos os dias, se decepcionam. Por isso, os ateus ou céticos atuais, diferentes de Platão que preferiu negar a Deus em nome de Deus criando alegorias religiosas; eles preferem, através de novos truques lógicos, negar a existência do Deus criador contido na Bíblia.
É dentro desse contexto que Friedrich W. Nietzsche (1844-1900), um protestante filho de pastores protestantes que queria ser como o avô e o pai, pastor; após estudar filosofia e filologia, achou que poderia ser mais útil à humanidade como ateu negando a existência de Deus com novos truques lógicos, esquecendo que a mesma lógica poderia desconstruí-lo. Nietzsche inspirou-se na contraditória filosofia aforística do Pré-socrático Heráclito e no conceito de vontade de seu compatriota Artur Schopenhauer para fazer sua filosofa cética. Deus para Nietzsche é o “nada”, ou seja, não vai além de uma mera palavra. Para um filósofo religioso começar assim, subestimando futuros conhecedores da Bíblia e da filosofia,  fica difícil para enganar religiosos e ateus por muito tempo. Nietzsche inicia com a mesma tática dos religiosos, transformando a massa de ignorantes em ateus para tê-los como seguidores, montando seu exército tais quais muitos religiosos que exploram os fieis nome de Deus, como fazem os padres, pastores e evangélicos atuais que usam partes da bíblia que lhes convêm, ignorando que a verdade deve ser deduzida do-todo contido na Bíblia e, se possível, na filosofia. Nietzsche e seus seguidores acadêmicos fazem isso com os ateus que nada conhecem da Bíblia e não a querem conhecer, preferindo crer na aparente verdade demonstrada por meio de truques lógicos; assim sendo, religiosos e ateus que não buscam conhecer o-todo filosófico e bíblico são presas fáceis dos espertalhões religiosos e ateus que precisam se realizar tendo seguidores que lhes deem crédito sem questionamentos. Contrapondo-os, temos os relatos bíblicos e suas afirmações absolutas: tudo que existe é criação do Deus que é o Ser em si, que tudo criara a partir de Sua palavra (logos).
É Nietzsche, sua ansiedade o cegou, Deus não é o “nada”, é uma palavra, mas mais que uma simples palavra, é a principal das palavras, o verbo que tudo trouxe à existência.

Cada um fala com falsidade ao seu próximo; falam com lábios lisonjeiros e coração dobrado. O Senhor cortará todos os lábios lisonjeiros e a língua que fala soberbamente. Pois dizem: Com a nossa língua prevaleceremos; os lábios são nossos; quem é o senhor sobre nós? (Salmos, 12: 02-04)

No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. (João, 01: 01- 05)

     Atualmente há grande esforço por parte das universidades cristãs na busca por provar que as teorias antropocêntricas sobre as origens são falaciosas. Contrapondo-as, têm as universidades céticas buscando evidências para confirmar as antigas teorias filosóficas como verdadeiras. É essa disputa por evidências que movimenta o conhecimento teocêntrico e antropocêntrico, fazendo a verdade aparecer melhor fundamentada. Isso é fundamental para o desenvolvimento consciente dos que defende a existência de Deus e os racionalistas que defendem a não existência de um Deus criador e mantenedor de tudo que há. Logo, religiosos e ateus buscam fundamentos racionais para agir conscientemente, pois, sem conhecimento comprovado empiricamente, na visão acadêmica, somos todos néscios, simples crentes. Por isso disse o filósofo e Apóstolo Paulo, o verdadeiro culto deve ser racional.
     O texto acima do apóstolo João deixa claro que o verbo do Gênesis é o próprio Jesus Cristo que viera morrer no lugar do ser humano, dando condições aqueles (as) que O aceitar como seu salvador pessoal, possa, por ocasião da segunda vinda, voltar ao perfeito Éden do princípio, onde aconteceu a maior das tragédias, a introdução do pecado e da morte no planeta. Como Jesus é o adaptador do planeta Terra à vida e é também o salvador, a existência de Deus pode ser comprovada através da história, das ciências empíricas, da lógica e da ética. Assim sendo, o ateísmo como o cristianismo sem comprovação lógica e empírica, são apenas crenças. Como Deus disse a Adão e Eva: se pecarem morrerá; os cemitérios são provas inequívocas sobre a existência do verbo (Deus) o criador de todas as coisas, que falou cara a cara com o ser humano antes do pecado. Assim sendo, acertou Aristóteles com sua máxima proverbial: Deus é o “causador de todas as causas sem ser causado”.
Quanto a Deus sendo o “nada” segundo a fala de Nietzsche, ele está equivocado; pois, o nada não existe de forma alguma e o que existe de alguma forma não pode ser o nada. Logo, Deus existe!
  
 O Ser
     Para Aristóteles o Ser metafísico foi resolvido. Porém, a estrutura do ser em geral foi um problema que o preocupou; então, ele formulou as categorias em seu aspecto lógico predicando o ser.

Categorias
1ª – Substância. Aristóteles é uma substância. A substância é a primeira categoria que ele enumera em sua lista, algo “é”: este é o homem, este é o cavalo, este é o peixe. Quando diz de algo que é isto ou aquilo, aquilo que é, é; então, considera-se este algo como uma substância e o que dele se diz, isto é ele.
2ª – Quantidade. Podemos predicar de algo como sendo muito ou pouco, grande ou pequeno.
3ª – Qualidade. Isto ou aquilo têm qualidades, é vermelho, verde, nobre, ignóbil, feio, bonito, mal, bem, bom, mau ou ruim.
4ª – Relação. Predicamos fazendo relações: é maior, menor ou igual ao outro.
5ª – Lugar. Pode-se determinar o lugar onde o ser em geral pode estar: está aqui, lá, em Atenas.
6ª – Tempo. Pode-se relacioná-lo ao tempo: é, foi, será.
7ª – Fazer. Determinar o que o ser faz: o machado corta, a semente germina, os seres comem, bebem, todos são úteis segundo o ser de sua natureza.
8ª – Paixão. Podemos dizer que todos os seres padecem, vivem, sofrem e morrem. São estas as oito categorias do ser em geral que Aristóteles listou.

     Com a guerra de Alexandre Magno da Macedônia contra os Medos-Persas que dominavam o mundo de então, ao vencê-los, a partir de 331 a. C., a Grécia passou a ser o Império mundial. Cenário propício para o desenvolvimento e propósitos dos ideais da filosofia grega, pois, a religiosidade dos judeus teria que ser posta em dúvida, e, se possível, destruída. É dentro deste contexto que a filosofia de Platão vai assumindo características religiosas e as diferentes classes sociais judaicas vão sendo influenciadas pelo racionalismo filosófico dos helenos; onde, alguns passaram a crer na existência, imortalidade e migração da alma segundo ensinavam os helenísticos platônicos.

     Em 146 a. C., Roma vence o Império Grego passando a ser o novo império mundial. É o início da cultura greco-romana que vai determinar a cultura do Ocidente. Seu reinado superou o dos gregos, onde, o Sumo Sacerdote dos judeus passou a ser cargo político determinado por Roma, quebrando a linhagem judaica dos levitas, cenário excelente para as ideias filosóficas suplantar de vez a esperança dos judeus no Messias que nasceria para livrá-los como nação da condenação à morte eterna imputada no Éden. Assim, juntos, romanos e judeus, influenciados pela filosofia platônica, concordaram em condenar a morte o filho de Deus, Jesus Cristo. Então, entende-se, que, a filosofia grega suplantou a fé dos judeus nos escritos bíblicos que prometera um salvador que os livrariam da condenação eterna imputada no Éden. Esse salvador nasceria literalmente de uma mulher. Ao matarem Cristo, consolidou-se o plano de salvação segundo Deus o pai, Jesus o filho e o Espírito Santo planejaram!