Pesquisar este blog

Carregando...

domingo, 26 de outubro de 2014

A BÍBLIA NÃO É LITERATURA MÍTICA


     Os mitos gregos surgiram quando ainda não havia escrita, eram transmitidos por poetas ambulantes chamados aedos e rapsodos, que os recitavam em praça pública. Nem sempre é possível identificar a autoria desses poemas, por serem produção coletiva e anônima. Dois desses poetas foram: Homero (séc. IX ou VIII a.C.), com as epopeias Ilíada e Odisseia e Hesíodo (séc. VIII e VII a.C.), a obra de Hesíodo tende superar a poesia impessoal e coletiva das epopeias homéricas. Hesíodo, autor da Teogonia (genealogia dos deuses e do mundo) é também uma cosmogonia, na medida em que narra como todas as coisas surgiram do Caos para compor a ordem do cosmo.
Teogonia-Cosmológica de Hesíodo
     “Do Caos surgiu a Gaia, ou Géia (a terra, elemento primordial), que, sozinha, deu origem a Urano (o céu). Em seguida, uniu-se a Urano, gerando os deuses e as divindades femininas. Um de seus filhos é Cronos (Tempo), que toma o poder do pai que é destronado pelo filho Zeus”. (ARANHA/MARTINS, p. 32)
     Os deuses gregos permaneceram por muito tempo na cultura ocidental da antiguidade e foram assimilados pelos romanos, com outros nomes. Por exemplo, Cronos é Saturno, Zeus é Júpiter, Atena é Minerva, Afrodite é vênus e assim por diante.         A civilização grega teve início por volta do século XX a.C.; a religião dos gregos era politeísta. Os deuses, habitantes do monte Olimpo, eram imortais, embora tivessem comportamento semelhante ao dos homens, sendo as vezes benevolentes e também agiam por inveja ou vingança. Entre as obrigações a eles devidas, como oferendas, preces e sacrifícios, destacam-se as peregrinações aos grandes santuários, tais como Delfos, onde se consultava o oráculo.
     Intelectuais afirmam que mito não é lenda, pura fantasia, mas, verdade como processo de compreensão da realidade. Porém, ressaltam: a verdade mítica resulta de uma intuição compreensiva da realidade, cuja raízes se fundam na emoção e na efetividade. E não na coerência lógica, garantida pelo rigor da argumentação e pela apresentação de provas empíricas. Logo, assim sendo, para a razão lógica, mito é lenda, pura fantasia criada pela própria razão. Por isso, entendo, que a razão, além de garantir-nos o que é a verdadeira realidade, ela é capaz de criar fantasias que possuem verdades folclóricas-culturais povoadas de deuses envoltos em “mistérios místicos”.
São esses “mistérios místicos” de Hesíodo, que servem de premissas para criar hipóteses científicas que têm por finalidade pesquisar as origens das formas de vida e a gênese do movimento universal. Logo, conclui-se, que, as ciências que buscam compreender as origens, creem que o mito de Hesíodo seja verdade fundamental, premissa básica para investigar o universo, o que nele há e como pode ser autossustentável. Logo, as ciências que investigam as origens partem de premissas alegóricas; ou seja, falácias.
Bíblia x mito
     Quem afirma que a bíblia é uma coleção de contos míticos, não sabe o que está falando, mas se sabe, então, tem a intenção de enganar o outro pela sua autoridade acadêmica ou outro título popular. Porém, ressalto, autoridades acadêmicas e fama, não são, em si, autoridades absolutas para determinar o que é a verdade sobre a gênese do que existe no universo e na Terra.
     Atualmente, letrados e ignorantes bebem de uma mesma fonte: o engano. Graduados de todas as áreas do conhecimento são os responsáveis para disseminar, com autoridade, as falácias acadêmicas que as Universidades sustentam como verdades. Por isso a humanidade está cada vez mais cética com relação a existência de um Deus criador e mantenedor de todas as coisas. Logo, não é sem causa o aumento da maldade em todo o planeta Terra; como também a crescente falsa religiosidade mantidas pelas instituições religiosas que só planejam enriquecer-se explorando seus fiéis, prometendo-lhes benção sem medidas desde que esses lhes dão seus bens materiais; e não podemos esquecer a exploração capitalista que mantém a escravidão da maioria para enriquecer uma minoria que se acha no direito de ser dona de tudo.
     Nas lendas mitológicas todos os deuses e personagens são invenções da razão, literaturas antropocêntricas que podem servir como cultura de civilizações, logo, nesse sentido, se tornam realidades, verdades culturais, e nada mais que isso.
     Os escritos bíblicos não são criações antropocêntricas. São relatos de fatos. Há também revelações proféticas alertando-nos sobre a relação humanidade e o projeto divino; e como tudo veio a existência através da palavra de Deus, um Deus que é capaz de criar através do que há em si mesmo, a vida. Tudo isso é apreendido pela razão. Compreendendo-as, a fé entra em ação confirmando o que foi apreendido. Em oposição à fé, temos também o critério da dúvida, e este exige provas empíricas para que a ceticismo deixe de atormentar-nos. Então, aquele que duvida, e parte de uma premissa falaciosa, mitológica, está condenado a duvidar enquanto vive, pois, suas hipóteses nunca serão concluídas, pois fundam-se em premissas que precisam sempre de argumentos falaciosos para manter o engano. Parece que a razão humana, através do mal, encontra sentido até mesmo no aventurar-se na arte de enganar a si mesma.
     O bem e o mal maniqueísta, filosofia que defende o ardem do universo baseada nessas forças contrárias, dão sustentabilidade à Teogonia Cosmológica criada por Hesíodo. Porém, O bem e o mal do maniqueísmo, são conceitos retirados dos escritos bíblicos, mas na bíblia o bem e o mal possuem personalidades, sendo: o bem, Deus; e o mal, Satanás. Mas esses dois seres físicos-metafísico não estão unidos em um mesmo propósito, isto é, manter a ordem do universo baseada na oposição de seus ideais, pelo contrário, Deus tem planos para estabelecer o bem em oposição aos objetivos de Satanás; do mesmo modo, Satanás tem planos para estabelecer o mal em oposição aos ideais de Deus. Esses dois objetivos distintos sempre foram as causas das mais diversas intrigas humanas. Para Santo Agostinho, que fora maniqueísta antes de se converter ao cristianismo neoplatônico, o mal é apenas a ausência do bem. Assim, o filósofo e Bispo de Hipona, Santo Agostinho, é o grande responsável pela tentativa de eliminar Deus e Satanás como seres físicos-metafísicos atuantes neste planeta em busca de seus objetivos: Deus, fazendo de tudo para salvar-nos e Satanás empenhando-se para levar-nos todos à perdição eterna.
Realidades bíblicas
1 – O ciclo semanal, segundo a bíblia, surgiu quando Deus criou tudo através de Sua palavra em apenas uma semana.
2 – O maior e melhor código moral, vigente ainda hoje, são os dez mandamentos bíblicos.
3 – Deus e Satanás são seres físicos-metafísicos, atuantes neste planeta, e não invenções míticas como os deuses lendários da Grécia; e nem filosóficos como querem os maniqueístas.
4 – A melhor receita para se ter boa saúde é seguir o regime alimentar bíblico: vegetarianismo acrescido de carnes não imundas e não ingerir bebidas alcoólicas.
5 – Moisés, Abraão, Salomão, Davi, Nabucodonosor, Daniel, Ester, Maria, Jesus, Paulo, Pedro, João, Lucas, Pilatos, Herodes, e tantos outros personagens bíblicos, são pessoas que fizeram parte da história bíblica. Israel, Egito, Assíria, Síria, Judá, Babilônia, Jerusalém, Roma, Éfeso, Cafarnaum, Galileia, Pérsia, Grécia entre centenas de outros povos são regiões geográficas onde desenvolveu-se a história bíblica, logo, a bíblica não é um livro de contos Míticos como querem os ilustres ditos sábios da atualidade.
6 – A tema mais complexo, que é a causa de todas essas intrigas científicas-políticas-e-religiosas diz respeito ao plano de salvação elaborado por Deus desde a entrada do pecado no universo __ A luta de Satanás para boicotar esse plano __ Jesus como sendo o filho de Deus que nasceu neste mundo para selar o plano com Seu sacrifício na cruz __ A promessa de Sua segunda volta para concretizar o ideal de Deus àqueles que O aceitarem. A participação de cada um de nós nesse contexto independe de nossa vontade, logo, todas as pessoas fazem parte desse espetáculo universal colaborando para a salvação ou perdição sua e do outro.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
Lúcia de Arruda Aranha, Maria / Helena Pires Martins, Maria. FILOSOFANDO. Introdução à Filosofia. Ed. Moderna. São Paulo – SP, 2009.

Filósofo Isaías Correia Ribas 


         


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

PMDB - PSDB - PT - E A ESCRAVIDÃO


O Brasil é um país riquíssimo. Desde sua invasão pelos portugueses, as riquezas aqui produzidas e as existentes em forma de minérios, até pouco tempo atrás, eram transportadas para outros países. Nesses quinhentos e quatorze anos o Brasil e seu povo sempre foram explorados. Pessoas de todas as nações, nesse meio milênio de Brasil, sempre migraram para cá afim de explorar essas terras e seu povo. Quando esses imigrantes aqui chegam, geralmente trazem alguma economia; e assim, conseguem educar seus filhos nas melhores escolas e depois os enviam à sua terra de origem afim de prepará-los para assumirem cargos políticos, públicos e empresariais. Pois todos sabem que o brasileiro é preparado apenas para o trabalho braçal, tendo em seu horizonte libertador, após abandonar a vida de lavrador, quando jovem: ser jogador de futebol ou aderir a outro esporte popular para ganhar a vida e fama como desportistas, ser assalariado em alguma empresa, empregada doméstica, camelô e torcedor de futebol; parece ser pessoas sem interesse em estudar para compreender o mundo e ser capaz de administrar sua vida além da visão de um escravo que gosta de pão e circo, pessoas que se contentam em ser assistidas com migalhas ofertadas pelos exploradores que por aqui chegam. Todo político e pretensos, são conscientes dessa realidade. Quando pretensos políticos por causa de algum regime não veem na perspectiva de um dia assumir o Estado em benefício de seus interesses particulares, eles fazem de tudo para derrubar o poder vigente afim de que seus ideais, um dia, se tornem realidade. Essa perspectiva política sempre foi a causa das revoluções e/ou levantes no Brasil. E o povo sempre foi usado como massa de manobra pelos políticos fora do poder para terem acesso ao poder. Vou fazer uma análise resumida para nossa reflexão sobre os interesses dos políticos a partir da ditadura militar de 1964 e pós-ditadura de 1985.
ARENA
     Aliança Renovadora nacional (ARENA), foi um partido político criado em 1965 com a finalidade de dar sustentação política ao governo militar que dera o golpe de Estado em 1964.
MDB
     Movimento Democrático Brasileiro (MDB), era um partido político que abrigou os opositores do regime militar de 1964 ante ao poder governista da Aliança Renovadora nacional (ARENA). Foi organizado em fins de 1965 e fundado no ano seguinte para fazer enfrentamento ao governo militar. Com seu crescimento e fortalecimento, no governo de Ernesto Geisel, obrigou os militares a extinguir o bipartidarismo, e assim, em 1980 surgiu o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).
Com o fim do bipartidarismo as correntes que formavam o MDB fundaram legendas como o PT, PDT e outras que vieram mais tarde desde os anos oitenta. Em 1988, uma cisão no PMDB deu origem ao PSDB.
PT
     Partido dos Trabalhadores (PT) foi criado em 1980, um dos maiores partidos políticos da América do Sul. Seu símbolo é a bandeira vermelha. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff são amplamente reconhecidos como seus membros mais notórios. Lula foi presidente de 01/01/2003 a 01/01/2011, sucedido pela atual presidenta Dilma.
PFL
     Com o fim da ditadura militar em 1985, deu-se início a mais uma tentativa de instalar a democracia no Brasil. Nas eleições de 15/01/1985, Tancredo Neves, líder do MDB, foi eleito presidente do Brasil. Porém, antes da posse foi internado vindo a óbito em 21/04/1985. José Sarney assumiu em seu lugar. Em 24/10/1985 foi fundado o PFL (Partido da Frente Liberal) para dar sustentabilidade ao governo de Tancredo, mas, com sua morte, essa sustentabilidade foi dada a José Sarney, primeiro presidente civil pós-ditadura.
     Fernando Collor de Mello iniciou sua carreira política no ARENA, após sucessivas migrações partidárias, filiou-se ao PRN e foi eleito presidente por esse partido. Após dois anos sofreu impeachment, preferiu renunciar e Itamar Franco, vice presidente assumiu como representante do PMDB. Itamar Franco, como Collor, migrou por vários partidos até voltar ao PMDB em 1992.
PSDB
     O PSDB chegou à presidência do Brasil através de Fernando Henrique Cardoso. FHC iniciou sua carreira política no MDB, depois, PMDB; após participar da fundação do PSDB, deixou os cargos de liderança que tinha no PMDB, passando a líder dos Tucanos. De 13/05/1993 – 30/03/1994, FHC foi ministro da fazendo do governo de Itamar Franco. Deixou o cargo para concorrer à presidência da República nas próximas eleições e ganhou. Por dois mandatos o PSDB esteve na presidência do Brasil (01/01/1995 – 01/01/2003).
PT
     Nas eleições de 2002 o PT chegou à presidência do Brasil através de Luiz Inácio Lula da Silva. No dia 01/01/ de 2003 o PT assumiu o poder federal e até hoje está instalado por lá.
Educação pública
     Desde a Grécia antiga se sabe que a educação é o único meio eficaz que o homem elaborou para que todos sejam conscientes, livres e responsáveis. Logo, qualquer país que negligencia esse bem a seus cidadãos está fadado à barbárie, exploração e escravidão. Mas os políticos brasileiros seguindo ainda hoje o modelo escravista colonial têm em seus ideais manter o povo brasileiro como escravo das nações que dão educação a seus cidadãos.
     Nesses quase trinta anos de democracia brasileira, todos os políticos eleitos para o executivo e legislativo idealizaram manter o povo trabalhador na ignorância. Como se faz isso com uma nação? Através de políticas assistencialistas e de má educação para as crianças, adolescentes e jovens. Assim, por meio dessa maligna estratégia, os atuais políticos continuam seguros de suas reeleições para continuar escravizando e mantendo o povo brasileiro na ignorância, obrigando-os a votar naqueles que lhe dão alguma falsa ajuda através do assistencialismo público. O sistema é tão perverso que, basta a criança estar matriculada em alguma escola pública para ganhar a bolsa família. A ajuda aos pobres atrelada a educação será um dia um bom projeto quando exigir-se do aluno e de seus pais que apresente não apenas o relatório de presença e sim o de boas notas em todas as disciplinas. Aliado a essa perversão educacional está a Progressão Continuada instalada e mantida pelos políticos do PSDB, onde, qualquer aluno do primário ao secundário tem a obrigação apenas de frequentar alguns dias do ano letivo; fazendo isso é o suficiente para o “estudante” ter direito à bolsa assistencialista e seguir nas próximas séries até o 3º ano do Ensino Médio. É essa educação pública que, de alguma forma, os governos do PT, PSDB e PMDB, principais protagonistas da corrupção e corruptor da política do Estado democrático dão aos filhos dos trabalhadores brasileiros.
     O PT avançou dando aos pobres o acesso ao ensino superior, isso é muito bom! Porém, o processo está invertido, pois, os atuais jovens pobres que buscam o sonho de ter um curso superior são eliminados do processo seletivo devido à péssima educação recebida nas escolas fundamentais e média. O PSDB é mestre em falsificar a educação básica ao médio; através da Progressão Continuada, que desencadeia uma série de dificuldades para o professor ensinar, pois, os estudantes sabem que não é preciso aprender para ser aprovado. Mas a culpa não é dos estudantes e de seus pais, pois ambos são vítimas do sistema educacional do PSDB. Mas o PSDB passa a ideia à sociedade que a culpa de toda precariedade na educação paulista, são dos professores que não estão preparados para ensinar; com isso, ele desmerece a função do professor, justificando que é uma classe que não merece ter salários dignos. Logo, o PSDB é mais perverso que o PT.
PT e PSDB
     No dia 26/10/2014 teremos a responsabilidade e a obrigação de eleger nossos algozes por mais quatro anos. A dedução é: estamos ferrados e não há ninguém para nos socorrer. Tem o exército, mas essa não é a função das forças armadas num país democrático. Cadê os artistas e a mídia que manobrou o povo para derrubar a ditadura e nada cobram dos atuais políticos para melhorar a educação para as crianças dos trabalhadores brasileiros? Pelo contrário, se unem aos políticos para continuar enganando o povo, claro! Eles fazem parte do espetáculo: “pão e circo para o povo”.
     Parece que o único movimento legítimo contra esses saqueadores do Estado, é o movimento dos presidiários e narcotraficantes que querem os mesmos direitos de seus comparsas, os políticos. Acho que o movimento dos presidiários contra essa elite escravocrata deve pôr em suas reivindicações a melhora da educação dos futuros brasileiros, pois, se formos esperar que os legítimos representantes do povo (os executivos das três esferas do poder e os legislativos municipais, estaduais, federais e senado) façam isso pelo povo, estaremos ferrados para sempre. Logo, se essa lógica continuar, jamais seremos um país desenvolvido, mas eterno seleiro de escravos e ignorantes. Pois, a função dos partidos políticos nanicos é apenas negociar seu apoio político em troca de favores pessoais. Realmente, a classe política não tem moral, é desprovida de todo sentimento altruísta e antiéticos.
     Se o PSDB chegar à presidência novamente toda riqueza do Brasil será privatizada e os escravocratas estarão tendo carta branca para continuar escravizando os brasileiros. Se o PT continuar e nivelar a boa educação para todos desde a escola primária, teremos a esperança de um país desenvolvido e o fim da escravidão.
     Quanto à alta corrupção na política brasileira não dá para avaliar e separar esse daquele, pois todos são corruptos. Por isso, na minha lógica, do mal político, o PT é o menor, porque já legislou a favor da caça aos corruptos e corruptores; logo, para o momento, o PT deve continuar na presidência do Brasil.

Filósofo Isaías Correia Ribas    


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

ATEÍSMO RELIGIOSO, É POSSÍVEL?


     Ateísmo: falta de crença em Deus. Ou ainda, doutrina que nega a existência de Deus, sobretudo a de um Deus pessoal. Pode ser ainda uma simples atitude de negação da existência de Deus. Porém, historicamente, nem sempre foi o caso nas polêmicas filosóficas e religiosas: muitos doutrinários simplesmente rotulavam de ateus aqueles que tinham uma concepção diferente da divindade. Por exemplo: por longo tempo a igreja qualificou como ateísmo o Panteísmo de Espinoza ou o deísmo do século XVIII.
A partir do século XIX, o ateísmo se altera. São também considerados ateus não somente os que colocam Deus entre parênteses, mas negam abertamente sua existência, são eles: a) os partidários do chamado materialismo científico, notadamente os marxistas; b) os partidários do chamado neopositivismo lógico que rejeitam explicitamente as religiões e as metafísicas (Bertrand Russell, por exemplo) c) os partidários da tradição nietzschiana, que se opõem à multidão que continua a viver como se Ele existisse uma vez que “Deus morreu”.
Bíblia
     O livro sagrado dos cristãos, independentemente de denominações religiosas é a bíblia. Logo, todos aqueles ou instituições cristãs que não se enquadram dentro dos princípios bíblicos, de alguma forma é um ateu, embora professem crer em Deus. O fato de professar um credo, não faz desse crente uma pessoa de fé. Porque, segundo a bíblia, o próprio diabo crê na existência de Deus, e até estremece diante desse fato, porém, ele nunca exerceu o dom da fé para reconhecê-Lo como o único Ser Supremo, Criador e Mantenedor do universo. A fé é um dom de Deus creditado a todos os seres racionais, é a providência divina àqueles que querem incorporar os princípios bíblicos ao seu modo de ser cotidianamente. Então, todos os religiosos e instituições que não se enquadram aos princípios bíblicos agem como ateus; não apenas como um ignorante ou hipócrita.
     O assunto é sério porque a bíblia, para os cristãos, além de ser um livro sagrado, é nela que está registrado o plano de salvação, como tudo que há veio a existência, quem criou todas as coisas, como o mal introduziu-se no universo e no planeta Terra, quais as providências divinas para solucionar o problema do pecado e como Deus irá intervir de uma vez por todas nos negócios da humanidade. [...] Assim sendo, todas as pessoas que forem salvas, com certeza elas incorporaram, pela fé, os princípios bíblicos à sua vida. Logo, seja lá qual for a instituição ou pessoas individuais, corre-se o risco de ter posições ateístas mesmo professando reconhecer a bíblia como sendo a palavra de Deus revelada à humanidade. Diante dos princípios bíblicos, teólogo algum ou instituição têm autoridade para pôr-se acima das revelações bíblicas. Se eu for enumerar os principais princípios bíblicos, todas as instituições cristãs e a maioria dos cristãos perceberão que são mais ateus que pessoas de fé, sejam católicos, protestantes e espiritualistas.
     O Deus bíblico é o Criador e Mantenedor do universo. O universo físico-metafísico é sustentado por leis eternas, e essas leis são a expressão de Seu caráter; e todos as pessoas salvas, serão aquelas que seguiram todos os princípios bíblicos, incluindo os dez mandamentos da lei de Deus. Quando Cristo disse: “Examinai as escrituras, porque julgais ter nela a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim; [...] (João 5:39) Ele estava se referindo ao Velho Testamento. Todas as leis lá registradas são para ser obedecidas na atualidade, caso contrário, não farás parte entre aqueles que estarão salvos. Assim sendo, fica fácil para identificarmos se sou um ateu religioso e se a instituição religiosa que professo não é uma instituição com uma teologia falaciosa, ateísta.
Teste-se
     Três perguntas: você como professo cristão come carnes imundas, como o porco, os crustáceos, o pato, etc., sim? Então, estás negando a lei de saúde segundo ensina a bíblia. Você trabalha aos sábado? Sim? Pois é, você está transgredindo o quarto mandamento de lei de Deus. Presta culto às imagens de esculturas? Sim? Está negando a autoridade divina que disse no segundo mandamento: “não farás para ti imagens de esculturas, nem as adorarás” [...]. (Êxodo, 20: 4)   Se assim for, segundo os princípios bíblicos, tens sim, a atitude de um ateu. Citei três casos extremos, inquestionáveis segundo a bíblia. Mas há atitudes ateístas entre os cristãos que não são fáceis de serem comprovadas, e muito menos de serem questionadas, embora sejam contraditórias bíblica e teologicamente.

Na Mira da Verdade
     No dia 02/10/2014, das 10 às 10:30 h, enquanto assistia este ótimo programa do canal de televisão Novo Tempo, um jovem fez uma pergunta ao professor Leandro encima de uma resposta que ele havia dado em programas anteriores. A questão foi, se ir ao cinema é causa pedra de tropeço a outros, quando as mulheres cristãs usam calças cumpridas elas não são causas de pedras de tropeço à outras mulheres? Após rever o programa no sábado, inferi uma conclusão melhor. O professor fugiu da questão calças cumpridas dizendo apenas: Não devemos contribuir e incentivar a ignorância das pessoas e se deteve  no assunto cinema. Há varias versos bíblicos que tratam do assunto vestuário na bíblia, mas nenhum foi citado. A resposta dada não foi coerente com a bíblia, nem com o Espírito de Profecia e nem mesmo com a teologia da igreja Adventista do Sétimo Dia. A síntese da fala do professor foi: quem se preocupa e questiona vestuários está promovendo a ignorância. Meu caríssimo professor, então, quando as apresentadoras dos diversos programas da Novo Tempo tiram suas calças cumpridas nas horas do sábado e passam a usar vestidos, elas deixam de promover a sabedoria e passam a promover a ignorância? Se estão tão certas de que o uso de calças cumpridas não tem nada a ver com práticas mundanas, por que não usá-las nos cultos de adoração? Quando o Programa Está Escrito veda mulheres de calças cumpridas para cantar e apresentar o programa, está promovendo a ignorância? Quando as mulheres da igreja Adventistas do Sétimo Dia não usam calças cumpridas para ir aos cultos de adoração, elas se trajam de ignorantes para adorar a Deus? Professor, neste assunto, "estás mais por fora que aro de barril".
Quanto mais conhecemos a bíblia, mais luz recebemos da palavra revelada, e, consequentemente, temos diante de Deus e dos homens o dever de sermos modelos do ser-cristão. Porém, humanamente falando, corre-se o risco de se aventurar em práticas ateístas. Logo, o fato de ser coerente aos grandes temas bíblicos, não exclui o risco de cair em tentações nos assuntos aparentemente menos importante, no caso, o vestuário. Lembre-se, que, quanto mais luz possui, mais será cobrado. A fato da linha divisória ser mais tênue, não desobriga de ser mais atento, meticuloso e inteligente, pois, a linha divisória sempre existiu entre os filhos de Deus e os dos homens. Assim, os adventistas do sétimo dia têm que estar atentos a tudo o que se faz, fala e usa como representantes dos princípios bíblicos. Se assim não for, corre-se o risco de caírem nas práticas ateístas; por isso tem-se que ser vigilantes mesmo em relação aos vestuários.
Se Deus deu direções assim definidas ao seu povo na antiguidade, acerca de seu vestuário, não tomará ele conhecimento do vestuário de seu povo na atualidade? Não deveria haver em seu vestuário uma diferenciação do vestuário do mundo? Não deveria o povo de Deus, que é seu tesouro peculiar, procurar mesmo no vestuário glorificar a Deus? E não deveriam eles ser exemplo na questão do vestuário, e por seu estilo simples reprovar o orgulho, a vaidade e a extravagância dos que professam a verdade mas são mundanos e amantes dos prazeres? Deus isto requer de Seu povo. O orgulho é reprovado em Sua palavra. (WHITE P. 474)
     Não vou citar versos bíblicos sobre o vestuário porque o professor sabe mais que eu. Mas de uma coisa tenho certeza, o uso de calças cumpridas onde não é necessário por parte das irmãs cristãs é também uma forma de ateísmo; e quando essas irmãs vivem do evangelho, elas são sim causas de tropeços aos neófitos na fé e as irmãs de outras denominações que queiram tornar-se adventistas. E, caro professor, não sou ignorante e nenhum daqueles que continuam reprovando as práticas mundanas dentro da igreja promovem a ignorância. Muitos pioneiros deram sua vida pela pureza da igreja, eles fizeram tudo isso promovendo a ignorância? A teologia da igreja Adventista do Sétimo Dia é coerente com a bíblia, o Espírito de Profecia e com o manual da igreja; porém, o seu ponto de vista quanto a esse assunto não tem fundamento, é contraditório com tudo que a igreja sempre pregou e zelou. Se o seu ideal é defender o mundanismo dentro da igreja e instituições religiosas, não é da minha conta e muito menos se as apresentadoras dos programas usam calças cumpridas; vivemos sob a liberdade e sob esse fundamento divino teremos um julgamento justo, justo que, independentemente do veredito divino, todos os julgados, inclusive o Diabo, se dobrará diante de Deus e O declarará como justo juiz diante de toda multidão dos salvos, dos anjos e dos perdidos.
Um ponto sobre o qual cumpre instruir os que abraçam a fé é o vestuário __ assunto que deve ser cuidadosamente considerado da parte dos recém-conversos. Revelam vaidade no tocante à roupa? Acariciam o orgulho de coração? A idolatria praticada em matéria de vestuário é enfermidade moral; não deve ser introduzida na nova vida. Na maioria dos casos a submissão às reivindicações do evangelho requer uma mudança decisiva em matéria de vestuário. (WHITE, p.
O desejo de uma religião fácil, que não exija esforço, renúncia, nem rupturas com as loucuras do mundo, tem tornado popular a doutrina da fé, e da fé somente; mas que diz a palavra de Deus? Declara o apóstolo Tiago: “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver obras? [...] (WHITE, p. 472)


“Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por eles; e achareis descanso para vossa alma”. (Jeremias, 6:16) 



Filósofo, Isaías Correia Ribas


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
White, G. Ellen. Mensagens Escolhidas – II. Ed. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí – São Paulo, 1986.
White, G. Ellen. Testemunhos Seletos – II. Ed. Casa Publicadora Brasileira. Santo André – São Paulo, 1985.   
 White, G. Ellen. O Grande Grande Conflito - Ed. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí - São Paulo, 2005.    


terça-feira, 30 de setembro de 2014

DEUS EXISTE? PARA A CIÊNCIA E ALGUMAS RELIGIÕES NÃO


     Deus está na mente de todas as pessoas. Logo, ele existe. No início de todo ano letivo e ao longo dele, dependendo do assunto em discussão em sala de aula essa pergunta sempre é feita: professor você crê em Deus? Se digo que sim, de pronto vem a próxima pergunta: se Ele existe, porque não O vemos? Você já O viu? Nesse caso, sou tido como um tolo qualquer. Se digo que não, “todos” ficam espantados passando a ignorar as aulas de filosofia, pois o professor é ateu e nós somos cristãos. Isso se dá porque nossa cultura científica prega que o que existe aparece de uma forma ou de outra e as religiões prega que Deus existe, mas só podemos vê-lo pelos olhos da fé. Como Deus não é percebido pelos limitados meios científicos, a dúvida quanto a sua existência paira na mente de todos e até mesmo dos ditos cristãos que não sabem direcionar sua fé ao conhecimento. Porém, se está na mente Ele existe mesmo que seja em forma de dúvida, pois o fato de duvidarmos de algo, não significa que esse algo não existe. Nesse caso, são as pessoas que decidem o que fazer com o que está em sua mente. Se ignoramos o que está em nossa mente, estamos escolhendo ser o mais limitado entre as pessoas, mas aqueles que buscam compreender o que está em sua mente com certeza estarão acima das limitações científicas e religiosas. “Esses serão filósofos, um sapio, eu saboreio, sapiens, o degustador, sisyphos, o homem de gosto mais apurado; um apurado degustar e escolher, um significativo discernimento constitui, pois, segundo a consciência do povo, a arte própria do filósofo”. (NIETZSCHE, p. 32 ou aforismo 3)
     A ciência é determinista, isto é, determina segundo os seus métodos o que existe e o que não existe. Logo, a ciência não é autossuficiente para tratar do que é indeterminado. E mesmo as religiões que não reconhecem todos os escritos bíblicos como vigentes na atualidade colaboram para que as dúvidas pairam na mente da humanidade.
“Para que o vir-a-ser não cesse, o ser primordial tem de ser indeterminado. A imortalidade e eternidade do ser primordial não estão em sua infinitude e inexauribilidade (inflexibilidade, insensibilidade) ___ como costumam admitir os comentadores de Anaximandro ___, mas em ser destituído de qualidades determinadas, que levam a sucumbir; e é por isso também que ele leva o nome de “o indeterminado”. O ser primordial assim denominado está acima do vir-a-ser. É certo que essa unidade última naquele “indeterminado”, matriz de todas as coisas, só pode ser designada negativamente pelo homem, como algo que não pode ser dado nenhum predicado do mundo do vir-a-ser que aí está, e poderia por isso ser tomada como congênere à “coisa em si” Kantiana. (NIETZSCHE p. 34)
     Semelhante a existência de Deus; a fé é inerente à todas as pessoas, isto é, está na mente de todos, faz parte de nossa constituição físico-metafísica. O problema que enfrentamos é no que ou em quem depositamos nossa fé para desenvolvê-la corretamente, isto é, para que seja uma aliada a nosso desenvolvimento ou embrutecimento com relação ao indeterminado. Assim sendo, quando oriento minha fé às limitações científicas anulando o que é indeterminado, opto pelo viver duvidando pelo duvidar, pelo ignorar do todo. Quando o indeterminado é objeto de minha fé estou no caminho do saber elevado, pois, compreender o Ilimitado é o meu ideal. Aí, fé e saber se completam. Agora sim, a lei de Deus passa a ser o objeto de meu deleite, o princípio de toda sabedoria. E aí, sua fé te leva à obediência aos escritos bíblicos incluindo os dez mandamentos da lei de Deus? não? Então está na hora de rever seus conceitos religiosos, pois, com certeza, há algo errado na direção de sua fé. Assim sendo, sua religião não está te religando com Deus, mas às teorias falaciosas sobre Deus e ao ateísmo religioso.

Filósofo, Isaías Correia Ribas

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

NIETZSCHE – OS PENSADORES. Abril Cultural. 1978

sábado, 30 de agosto de 2014

LIBERDADE, RAZÃO E FÉ


     Esses três conceitos sempre foram fundamentais para o desenvolvimento das mais diversas teorias do comportamento humano. A liberdade é usada como princípio de alegação para incrementar a libertinagem generalizada daqueles que querem viver sem regras morais e éticas para si, e, se possível, para todos. Por outro lado, os racionalistas têm na razão o fundamento seguro de que o homem é capaz de administrar a si mesmo e o mundo fundamentando a moral e a ética na razão do sujeito, admitindo que esta é a verdadeira liberdade, porém, uma liberdade com responsabilidade legal. E a fé é o fundamento daqueles que creem que há um Deus criador, e que esse Deus está acima das convenções do uso da razão e da liberdade. Que a razão e a liberdade encontram seu verdadeiro significado e convenções seguras quando a fé em Deus vir em primeiro lugar. Não uma mera fé com um fim em si mesma, mas, como diz Nietzsche, “um agir, ser como ele foi”¹.
_______________
¹ É falso até o absurdo ver numa “fé”, por exemplo, na fé na redenção de Cristo, o emblema do cristão: somente a prática cristã, uma vida como a dele, que morreu na cruz, é cristã... Ainda hoje uma vida assim é possível, para alguns homens até necessária: o cristianismo verdadeiro, o original, será possível em todas as épocas... Não uma fé, mas um agir, sobretudo não-fazer-muitas-coisas, ser de outra forma. [...] (NIETZSCHE, p. 61)
Liberdade
     Para os seres racionais a liberdade é inata. Logo, tanto os que buscam a libertinagem a partir da liberdade sem parâmetros legais; e os racionalistas por meio da liberdade de agir segundo os ditames da razão; quanto os que confiam em Deus fazendo uso da liberdade, provam que a liberdade é imanente aos racionais.
     A tradição criacionista herdada dos descendentes de Adão e seu filho Sem por Moisés, que foram eternizadas no livro dos Gênesis, e nos outros sessenta e cinco livros da bíblia, mostram que a liberdade é o princípio fundamental sobre o qual Deus criou os seres inteligentes; fundamento capaz de reger todo o universo racional, e que, sem o qual, seria impossível aplicar qualquer juízo. Por isso, Deus é tido como justo quando faz justiça a partir da liberdade. Se Deus determinasse que os seres de razão agissem segundo outro fundamento que não fosse a liberdade, não haveria justiça e, consequentemente um dia de juízo final para julgar a todos segundo suas obras.
Portanto, a liberdade é o fundamento que os racionalistas de todos os tempos, sejam filósofos, cientistas, teólogos e humanistas em geral, têm para questionar e, se possível, anular a veracidade histórica e revelações contidas na bíblia.
     Segundo a bíblia, onde Deus tem estabelecido seu trono, há criaturas racionais dotadas da mesma liberdade que temos no planeta Terra. Esses seres são santos, isto é, não pecaram, obedecem as leis que regem o universo e adoram a Deus livremente. Mas nem sempre foi assim; em uma época remota, um desses seres, fazendo uso da liberdade e seu posto de comandante, utilizou-se da razão para questionar seu próprio criador. Na verdade, esse racionalista, Lúcifer, queria ser reconhecido como superior e adorado pelos anjos como era o criador do universo.  Logo, Lúcifer é o pai do racionalismo, isto é, aquele que usa a razão para enganar a si e, se possível outros desapercebidos. E foi o que ele fez no céu com relativo sucesso; antes de ser julgado e condenado, Deus alertou-o sobre o mal uso da razão; porém, ignorando os apelos e a graça salvadora que Deus lhe oferecera antes de dar lhe o veredito, preferiu continuar no seu projeto de ser adorado como era Deus o criador do universo. Fazendo uso da liberdade Lúcifer argumentou muito bem, tão bem que foi capaz de enganar a terça parte dos anjos que habitavam onde Deus tem seu trono estabelecido. Assim, o voluntarioso Lúcifer e seus anjos preferiram pagar para ver as consequências de sua ousadia que submeter-se ao amor perdoador que Deus lhes oferecera. Não havendo outro meio para salva-los, Deus lançou-os ao inabitado planeta Terra, onde aguardariam o desenrolar das consequências das dúvidas lançadas ao caráter de Deus e o cumprimento da pena que foram condenados, a morte eterna. A partir desse episódio, essas dúvidas pairaram na mente de todos os seres criados: Deus é justo ou injusto? Um ser de amor ou um ditador? Quem está com a razão, Lúcifer ou Deus? O que é melhor, a liberdade sem leis onde se possa viver segundo a vontade própria sem sofrer nenhuma consequência, ou a liberdade segundo os ditames das leis, onde eu posso escolher o que fazer e ser dentro dos limites da lei? Enfim, os seres racionais queriam provas de que Deus é amor a pesar da liberdade, e que lúcifer é um racionalista enganador que usa a liberdade em benefício próprio ignorando o bem do outro. É neste contexto que o planeta Terra fora adaptado à vida vegetal e animal, onde o homem, obra prima do criador, fora criado à semelhança de Deus, isto é, um ser racional capaz de pensar e executar o pensado como eram as outras criaturas do universo. A raça humana e tudo que há no planeta seriam o campo de provas para Satanás e Deus demonstrar para todo o universo o fundamento de seus caráteres. Caso o homem fosse enganado por Satanás Deus providenciaria um meio para que a humanidade tivesse a mesma oportunidade de perdão que Satanás e seus anjos tiveram no céu, depois de todo esse drama, Deus estabeleceria novamente a paz universal.
     São esses os motivos que justificam a existência da bíblia, por isso, seus escritos são frutos de revelações dadas aos profetas e relatos históricos de sinceros homens de todas as classes sociais, que, apesar de pecadores foram fieis em seus relatos segundo a inspiração do Espírito Santo. O Velho Testamento tem como tema principal a promessa de que o filho de Deus, Jesus Cristo, nasceria como homem para vencer a Satanás, provando para todos os seres inteligentes que é possível ser fiel a Deus mesmo diante de argumentos que colocam dúvidas no caráter de Deus. Jesus foi tentado como nenhum outro ser inteligente e venceu. Satanás, no seu desespero para fazer Cristo pecar levou os homens a matarem o prometido salvador. Com a morte de Cristo, todos aqueles que O aceitam como seu salvador pessoal e praticam a lei de Deus segundo está revelada na bíblia serão salvos. E Satanás com seus anjos que levaram a humanidade cair em pecado e matarem a Jesus Cristo, além de demonstrar para todo o universo o seu verdadeiro caráter, selaram a sua destruição eterna, a qual se dará quando Deus for purificar o universo de toda maldade que Satanás causara.
     Assim, através da morte de Cristo, já está comprovado para todo o universo que Deus é amor e Satanás o mal. Mas ainda somos espetáculos para o universo quando correspondemos ao amor de Deus ou a rebeldia de Lúcifer ².
______________
² Pudesse ele voltar a ser como quando era puro, verdadeiro, leal, alegremente abandonaria sua pretensão de autoridade. Mas estava perdido, além da redenção, por sua presunçosa rebeldia! E isto não era tudo; tinha guiado outros à rebelião e à sua própria condição perdida – anjos que nunca pensaram questionar a vontade do céu ou recusar obedecer a lei de Deus, até que ele introduziu em sua mente, argumentando diante deles que podiam desfrutar um bem maior, uma elevada e mais gloriosa liberdade. Tinha sido este o sofisma pelo qual os enganara. (WHITE p. 25)
Razão
     O racionalismo filosófico, científico, teológico, político e humanista, continuam, ainda hoje, fazendo de tudo para anular a influência dos escritos bíblicos como verdade divina. A filosofia é a grande responsável por toda argumentação física, metafísica, lógica, epistemológica e semântica para negar a existência de Deus segundo os escritos bíblicos. O que é pior e lamentável é que os grandes racionalistas são professos crentes em Deus que fazem uso de argumentos lógicos para negar a própria bíblia. Eles estão infiltrados em todas as instituições religiosas, são os grandes super-homens nietzschianos que estão enganando a população em nome de Deus.
     No período metafísico (IV a.C. – XV d.C.) os filósofos se esforçaram para justificar a existência de Deus através de argumentos lógicos. Santo Anselmo (1033 – 1109) fez sua formulação a priori ³ (antes da experiência) e a posteriori ¹ (após a experiência) ficando assim:
_________________
³ A priori, Deus é “aquilo do qual nada de maior pode-se pensar” (id quo maius cogitari nequit). E isso é pensado até pelo ateu e pelo tolo de que fala o Salmo, que, no seu coração diz: “Deus não existe.” Para negar a Deus, ele sabe estar falando de um ser do qual não é possível pensar nada de maior. Portanto, se o ateu pensa em Deus, Deus está em seu intelecto ___ caso contrário, não pensaria nem negaria sua existência. [...] (REALE, p. 496)
_________________
¹ A posteriori, tudo aquilo que existe, existe em virtude de alguma coisa ou em virtude de nada. Mas nada existe em virtude de nada, isto é, do nada não provém nada. Assim, ou se admite a existência do ser em virtude do qual as coisas existem ou o nada existe. Mas, como existe algo, existe o ser supremo. (Ibid, p. 496)

Expressões denotativas
     Expressões denotativas, são denotativas unicamente devido suas formas: 1) pode ser denotativa e não denotar nada, (ex): “o atual rei da França”. 2) Pode denotar um objeto definido, (ex): “o atual rei da Inglaterra” denota um certo homem. 3) Pode ser ambígua, (ex): “um homem” não denota muitos homens, mas um homem ambíguo.
O objeto da denotação é de grande importância para a lógica, a matemática e para a teoria do conhecimento.
Conhecimento de trato
     Podemos chamar conhecimento de trato como literal; coisas que temos representações pelas percepções ___ pelo pensamento temos conhecimento de trato dos objetos de um caráter lógico, os abstratos. Porém, não temos necessariamente conhecimento de trato dos objetos denotados por expressões compostas de palavras de cujos significados não temos conhecimento de trato. (ex): Parece não haver razão para acreditar que temos conhecimento de trato das mentes de outras pessoas, visto que estas não são diretamente percebidas; portanto, o que conhecemos a respeito delas é obtido pela denotação. Todo pensamento deve começar pelo conhecimento de trato; mas ele é bem sucedido em pensar acerca de muitas outras coisas das quais não temos conhecimento de trato (aquilo que é percebido pelos sentidos).
Expressões conotativas
     Expressões conotativas referem, logo, toda denotação tem que haver conotação. Quando uma criança nasce, embora ela não possui um nome, ela tem referências: filho (a) de X e Y, irmão de A, B, C, (...); por ocasião de seu registro de nascimento ela recebe um selo, seu nome. A partir daí, enquanto viver, muitas conotações ou referências boas, más, falsas e verdadeiras estarão ligadas ao seu nome. A partir desse exemplo entendemos que é possível aceitar a existência e feitos de alguém pelas conotações referidas à sua pessoa, quando isso não é possível, a ciência denotativa e conotativa descarta a existência dessa pessoa ou ser, sendo apenas objetos inesistentes ou seres irreais. Fundamentados nessa teoria os ateus consideram falacioso o argumento de Santo Anselmo quanto a existência de Deus.

Argumento ateu que considera falacioso o argumento de Santo Anselmo ²
_______________
² “O mais perfeito Ser tem todas as perfeições; a existência é uma perfeição; logo, o mais perfeito ser existe”, torna-se: “existe uma e somente uma entidade x que é mais perfeita; essa entidade tem todas as perfeições; a existência é uma perfeição; logo essa entidade existe”. Como prova, esta prova falha por falta de prova da premissa “existe uma e somente uma entidade x que é mais perfeita”. [...] Com nossa teoria da denotação somos capazes de sustentar que não existe indivíduos irreais; de tal forma que a classe vazia é a classe que não contém membros e não a classe que contém como membros todos os indivíduos irreais. (RUSSELL, p, 13)

     E aí? Deus existe? Não? E Emanuel, Deus conosco, existe? Há dezenas de referências proféticas que antecederam Seu nascimento; como há também, após receber seu selo, Jesus Cristo; dezenas de referências quanto a Seus feitos além da capacidade humana e, o que não falta, são referências à Sua morte e ressurreição; a história confirma que após Sua ressurreição Ele conviveu com a humanidade mais quarenta dias antes de Sua ascendência ao céu. E para terminar, há dezenas de referências quanto a Sua segunda vinda para pôr fim a esse parêntese feito na eternidade e às condições sub-humanas que chegaria a sociedade mundial próximo à Sua segunda vinda.
Se Jesus não é Deus conosco, então, toda religião que se esforça para justificar suas crenças em Deus ou em alguma entidade metafísica fundamentando-a em argumentos lógicos, e não na observância da lei de Deus, correm o risco de cair em meras formalidades religiosas, ou, fazer destas instituições apenas um bom negócio do século XXI para seus donos, líderes e funcionários. A única coisa que posso dizer é: o Deus bíblico, está acima de todas as convenções racionais, e estas, jamais serão condições necessárias e nem mesmo contingente para Deus existir e ser o que é. O uso da razão alienada de Deus é um argumento contra si mesma. Isto é, o racionalismo se autodestrói e causa mau a todos os que são iludidos pelas falácias lógicas ³; sejam para justificar ou negar a existência de Deus, pois, nosso relacionamento com Deus se dá pela fé mediada pela racionalidade (uso da inteligência).
_________________
³ Deveriam fazer tremer aos que declaram ser de pouca importância obedecer ou não à lei de Deus. Todos os que exaltem suas próprias opiniões acima da revelação divina, todos os que mudem o sentido claro das escrituras para acomodá-lo à sua própria conveniência, ou pelo  motivo de se conformar com o mundo, estão a trazer sobre si terrível responsabilidade. A palavra escrita, a lei de Deus, aferirá o caráter de todo homem, e condenará a todos a quem essa infalível prova declarar em falta. (WHITE, p. 286)
     Quando Pilatos apresentou Cristo e Barrabás ao povo, perguntou, “qual quereis que eu solte? Barrabás, ou Jesus chamado Cristo? [...] Disseram: Barrabás. Que farei de Jesus chamado Cristo? Disseram todos: seja crucificado”. (Mateus 27: 11-26)
O povo preferiu o ladrão que o filho de Deus; e ainda disseram: o sangue dele caia sobre nós e nossos filhos.
E aí? Você é capaz de fazer uma leitura social e política do século XXI de sua cidade, estado e país? Por que os políticos querem o poder? Por que a criminalidade é crescente em todo o globo terrestre? Por que as instituições religiosas e igrejas particulares são o que são? Por que o narcotráfico e maus caráteres comandam muitas políticas públicas? Por que partidos políticos pregam a liberação de todas as drogas como meio de acabar com o narcotráfico? Por que partidos políticos que estão há mais de vinte anos no poder mantém a má educação para os pobres trabalhadores, mascarando-a com a PROGRESSÃO CONTINUADA OU APROVAÇÃO AUTOMÁTICA, certificando assim, a ignorância generalizada? Por que não existe uma política de segurança eficaz? Por que a saúde pública não pode ser boa?  Não são esses ideais políticos o resultado de ignorarmos a existência de Deus, preferindo um ladrão, exemplo de criminalidade generalizada como exemplo a ser seguido?
     Em 2014 vote consciente, vote em novos políticos que defendem uma boa educação para todos, pois, humanamente falando, a educação é o caminho para sanar os problemas de segurança, saúde e ignorância generalizada que dizima cidadãos brasileiros e do mundo.

Filósofo Isaías Correia Ribas

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
NIETZSCHE. O Anticristo – Maldição do Cristianismo. Ed. Clássicos Econômicos Newton – Rio de Janeiro, RJ – 1996.
RUSSELL, Bertrand.(1904) Da Denotação. 
REALE/ANTISERI. História da Filosofia, Vol. 1. Ed. Paulus. São Paulo, SP, 2007
WHITE, Ellen G. História da Redenção. Ed. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí, SP. 2008.
WHITE, Ellen G. – O Grande Conflito. Ed. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí, SP. 2014.




segunda-feira, 18 de agosto de 2014

AS RELIGIÕES E O ESTADO LAICO


     É comum ouvirmos essa expressão o “Estado é laico” quando o assunto é sobre política e religião. Mas o que significa laico? Segundo o dicionário, laico: leigo ou secular; oposição a eclesiástico e a religioso. Isso significa que, diante do Estado politicamente organizado o religioso é o oposto. Esta oposição à influência do religioso nos negócios do Estado se dá por causa das frustrações políticas da Idade Média, quando a igreja assumiu o poder político e religioso e fez do Estado (nações europeias), uma extensão da igreja. Primeiro, precisamos compreender que não foram os cristãos que assumiram o poder político e religioso no período medieval, pois estes eram cassados em todos os lugares para serem eliminados de Roma Pagã. Então, a questão que deve ser feita é: como um grupo de perseguidos (os cristãos primitivos), teriam condições de assumir a posição de líder da igreja e do Estado? O que aconteceu foi o seguinte: quanto mais cristãos morriam na fogueira, pela espada, crucificados e pelos leões sob às ordens de/por Roma Pagã, mais pessoas se convertiam ao cristianismo; assim, diante dessa impossibilidade de acabar com os seguidores de Cristo, Constantino ao assumir o império romano deu um golpe de mestre: converteu-se ao cristianismo! Pronto! Agora, como imperador e cristão tinha o poder para alterar o livro sagrado dos judeus e cristãos, a bíblia. Pois sabia ele que era apenas uma questão de tempo e todo cristianismo seria deturpado, isto é, continuariam sendo cristãos, porém, adorando os deuses pagãos no domingo e não mais no sábado, segundo ensina a bíblia¹.
________________
¹ A partir de 313, o imperador Constantino adotou uma política de tolerância religiosa em relação aos cristãos, que puderam realizar cultos públicos. Em 380, o cristianismo passou a ser considerado a religião do Estado, quando o Imperador Teodósio recebeu o batismo cristão. Cerca de uma década depois, os cultos pagãos foram proibidos, e o cristianismo tornou-se, efetivamente, a religião oficial de Roma, promovendo a organização da igreja Católica Romana, que construiu sua hierarquia tendo como modelo a estrutura administrativa do império. (COTRIM. p. 130)
     No mesmo século um grande filósofo, Aurélio Agostinho (354 - 430), Tagaste, África, filósofo maniqueísta, também se converte ao cristianismo, tornando-se bispo de Hipona, Santo Agostinho.   Antes do nascimento de Cristo as escolas filosóficas neoplatônicas já vinham trabalhando para que a filosofia de Platão, especificamente o “Mundo das Ideias”, alcançasse o status de teologia semelhante ao livro sagrado dos judeus. Foram os neoplatônicos e outras escolas filosóficas que deturparam a crença dos judeus, levando-os a rejeitarem e matarem a Cristo que eles esperavam como seu libertador e salvador. Após o nascimento de Cristo, o neoplatonismo passa a ser escola dos padres (Patrística), assim, quando Agostinho se converte, converte-se à patrística neoplatônica e não a Cristo ou ao cristianismo primitivo que viviam segundo as orientações bíblicas. Foram esses falsos cristãos, Constantino, Agostinho, Teodósio e seus assessores políticos e seguidores, sob a capa de cristãos, quem assumiram o controle dos Estados medievais (Europa) em nome do cristianismo. Assim, com essa jogada político-religiosa, funda-se a igreja Católica Romana que vai tornar-se a “igreja mãe do cristianismo”. “Roma cristã”, para se manter no poder sem ser questionada fechou todas as escolas proibindo o conhecimento para a população, sabiam eles que o conhecimento liberta, e pessoas livres são problemas para a política corrupta como para a religião que quer dominar em nome de Deus. Por isso, a Idade Média é conhecida também, como idade das trevas.
     A partir de 1.170 alguns cristãos percebem a jogada político-religiosa ocorrido em nome de Cristo, dão-se conta do que realmente ocorrera, estavam cientes que fora proibido o estudo da bíblia por aqueles que se diziam representantes de Cristo. Assim, com o surgimento dos Valdenses que queriam viver segundo o que estava escrito na bíblia, o mesmo espírito de Roma Pagã, faz-se presente na Roma Cristã, é o início às perseguições àqueles que insistem fazer da bíblia o livro base de sua fé. Agora Roma Cristã, à semelhança de Roma pagã se levanta contra todos os que se levantam para questionar seu modo de ser cristão. São acesas novamente as fogueiras e as espadas são empunhadas para matar os que se declaram adeptos dos ensinos bíblicos.
     Como a igreja perdia seu poder político na Europa, e, querendo se manter como igreja mãe do cristianismo, por meio de seu Estado político-religioso, o Vaticano, através do Papa, faz-se representante de Deus na Terra, achando-se o único capaz de promover a paz mundial. Infelizmente o Brasil foi o país escolhido pelos colonizadores que assimilaram mais os ideais medievais e os implantaram nos ideais brasileiros. A educação brasileira fundamentada no paradigma “Progressão Continuada”, tem como objetivo principal, a manutenção da ignorância generalizada; mantendo-nos como país periférico, produtor de matéria prima, mão de obra barata e mantenedor dos ideais da igreja medieval.
     Atualmente, quando um religioso confesso candidata-se a cargos eletivos em nosso país sofre preconceito por causa desse histórico medieval. Porém, devemos compreender, como ser político que somos, que o Estado é um bem comum e jamais deve servir a essa ou aquela denominação religiosa. Logo, se há algum religioso que queira administrar instâncias públicas deve ter em mente que lá está para defender os interesses de todos e não aos de sua denominação, pois, religiosos, a grande maioria dos brasileiros são; e, como tais, devemos amar-nos uns aos outros; como seres racionais, independente de crenças, devemos ser altruístas e o altruísmo não faz acepção de pessoas. Assim, estamos em condições de compreender o que significa solidariedade. A política solidária não vê crença, mas seres humanos com direitos iguais, e dentre esses direitos está a liberdade religiosa. Assim, qualquer pessoa solidária pode concorrer a cargos eletivos para administrar o bem público que é de interesse comum à uma sociedade organizada.
Por isso, entendo que o PHS e o PSB despontam como uma nova opção de renovação da política brasileira. Infelizmente nosso candidato à presidente da república e outros que o acompanhavam foram vítimas de um acidente aéreo; minha prece é que Deus conforte seus amigos e familiares.
     Quanto aos ideais políticos do Eduardo Campos, esses, não se foi com ele, pois estes são os ideais do PSB e suas coligações, portanto, vamos lutar para que seus sonhos de um Brasil mais equitativo e solidário se concretize! Não vamos desistir de um Brasil bom para todos os brasileiros.
     Assim, como religiosos ou políticos contemporâneos, votando ou concorrendo a cargos eletivos devemos ter como ideal, eliminar os ideais medievais de nosso país. E isso, só será possível com novos políticos assumindo a administração de nossa política federal, estadual e municipal, pois a velha política já comprovou que não tem como ideal um novo país para todos os brasileiros. Por isso como professor e filósofo apoio os ideais desses três candidatos, pois estes, juntamente com PSB têm como ideal um Brasil livre das trevas medievais.
     Para governador do estado de São Paulo, Laércio Benko Nº 31; para deputado federal, Victor Perina Nº 3131; para deputada estadual, Clélia Gomes Nº 31031.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Cotrim, Gilberto. HISTÓRIA GLOBAL – Brasil e Geral, v. I, Ensino Médio. Ed. Saraiva. São Paulo, 2010.

Filósofo Isaías Correia Ribas.


terça-feira, 12 de agosto de 2014

O PODER DO ELEITOR


     Nós, cidadãos brasileiros, a cada dois anos temos a oportunidade de sermos políticos de verdade, capaz de mudar o precisa ser mudado em nosso país. Entendo que política não é como um jogo de futebol que precisa de uma torcida organizada. Como nação, somos afetados pelas decisões daqueles que governam o país. Logo, não devemos ser torcedores e sim juízes. Isso mesmo, o povo, através do voto, é um juiz em condições legais de expulsar os maus políticos.
     O fundamento básico para o desenvolvimento de uma nação qualquer, está na educação dada ao seu povo. Partindo deste princípio, deduz-se, o governo federal e estaduais do Brasil precisam ser substituídos, pois eles, querem manter o Brasil no mesmo ideal da Idade Média, isto é, ignorância geral a todos os trabalhadores. Por isso a educação brasileira precisa ser ruim. Entende, não é que ela está ruim, ela precisa que ser ruim. Entendo também que o PT e o PSDB, não têm mais o direito de prometer, eles são os únicos protagonistas que estão no poder desde a queda da ditadura e até hoje, no quesito, educação de qualidade, eles só fizeram piorar, pois, educação significa conhecimento, mas o conhecimento de qualidade continua sendo dado somente aos ricos como era feito na Idade Média. A Progressão Continuada aplicada nas escolas públicas brasileira é um crime contra toda uma nação.
     Então, vamos exercer o poder que temos e expulsar os velhos e maus políticos que a vinte anos lutam para que o Brasil seja um país de mão obra barata, uma nação de ideal escravocrata? Como filósofo e Professor, entendo que temos mais uma oportunidade de recomeçar como novos políticos que estão pensando um Brasil desenvolvido a todos os brasileiros.


Filósofo Isaías Correia Ribas