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sábado, 22 de abril de 2017

FILOSOFIA E JESUS



     A plenitude dos tempos chegara! E nasceu, segundo as profecias, o Desejado de todas as nações, Jesus! Satanás, por quatro mil anos mostrara a todo o universo racional o teor dos seus objetivos: vingar-se de Deus corrompendo e, se possível, destruindo suas criaturas; para isso, usou de todos os artifícios possíveis para falsear as verdades bíblicas através da própria religiosidade inerente às pessoas, levando a humanidade às desavenças epistemológicas, políticas, filosóficas, religiosas e bélicas. Assim, ficou claro que o objetivo de Satanás é enganar e matar, meio eficiente para encaminhar o maior número possível de pessoas a ter a mesma recompensa que ele, a morte eterna. Com o nascimento miraculoso e misterioso de Jesus, Seu modo de vida, Sua condenação à morte e ressurreição, Deus, em comum acordo com o próprio filho mostrou às suas criaturas que o Criador é o Bem e Satanás o Mal. A antiga serpente fez de tudo para levar o próprio Cristo cair em pecado, pois, fazendo isso, estaria provado que as leis de Deus são impossíveis de serem cumpridas e que Deus era apenas um ditador destituído de amor.

Como Jesus não foi vencido pelas tentações de Satanás, ficou provado que as decisões dos anjos que o seguiram e de Adão e Eva que caíram em suas tentações, se deu pela falta de fé na palavra de Deus. Logo, o mal existente não é obra de Deus, mas consequências da rebelião de suas criaturas que não souberam fazer uso da liberdade com responsabilidade. Quando Satanás percebera que Jesus o venceria, fez com que a humanidade, cegamente, se levantasse contra Ele, O rejeitando e pressionando-O para que desistisse de Seu objetivo; porém, Jesus, preferiu como um cordeiro ser conduzido ao matadouro pelos judeus e romanos que O crucificaram. Com a morte de Cristo pelos agentes de Satanás, ficou comprovado a todo o universo que Deus age por amor e Satanás pelo ódio.
Com a ressurreição de Cristo a salvação estava garantida aos que O aceitassem como seu salvador pessoal. Os antigos rituais do Velho Testamento que representavam e apontavam o que haveria de suceder cumpriram-se em Cristo. Assim, o único meio de salvação fora estabelecido pelo crucificado salvador, agora, advogado; por ocasião de sua volta, juiz. Aos que desejam ser salvos, basta, como primeiro passo, aceitá-Lo como seu salvador! Daí, como passos seguintes, diz Cristo:

Sois meus seguidores, amigos e irmãos, se fizeres o que Eu vos peço. Assim como Eu vos amei, amais-vos uns aos outros. Amai a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a ti mesmo. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Examinai as escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunhos de mim; (João, 5: 19-47)



     Portanto, a salvação não pode ser resumida numa pretensão de professar aceitar e seguir a Cristo através de uma instituição religiosa; mas, em um compromisso de busca para compreender, através do estudo essa intrincada batalha que joga com todos os seguimentos sociais, políticos, filosóficos e religiosos de cada povo em diferentes épocas. Então, a salvação consiste em conhecer os meios pelos quais podemos alcança-la pelos méritos de Cristo independentemente de teologias das instituições religiosas, onde, muitas delas não incentivam tal atitude, passando a ideia de que a fidelidade à instituição é o caminho que garante a vida eterna. Mas a salvação não se resume em ser fiel à igreja, e sim a Cristo, harmonizando o modo de vida à vontade de Deus expressa na bíblia. Então, embora professes sua fé através de uma igreja qualquer, cuidado para não confundir os ditames teológicos da igreja como sendo os da bíblia, embora os líderes religiosos a usem como pano de fundo. A filosofia sempre faz uso de palavras contidas na bíblia para negá-la, esse método fez com que os judeus rejeitassem a Jesus, o salvador do mundo que estava prometido em seus próprios escritos. Então, este eficiente método de enganar utilizando a própria bíblia, continua sendo aplicado pelos religiosos atuais para tornar o caminho estreito mais largo e as limitações bíblicas mais amenas, enfim, se der para adaptar a bíblia aos gostos dos homens é melhor que adaptar os homens às exigências bíblicas. Eis o perigo de não ser um seguidor consciente de Cristo.

     O contexto filosófico, político e religioso que Cristo nasceu e viveu foi único. Havia passado quatrocentos anos sem profetas entre os judeus, a filosofia triunfara sobre os que defendiam a fé em Deus, todos pensavam que a moral, a ética e outros princípios de boa conduta fora criação filosófica sem sofrer influências dos princípios bíblicos. Por esta ignorância o judaísmo se dividira em várias seitas que faziam da religião um comércio, tornando-se um peso a mais para o povo. Os próprios judeus que professavam aguardar o Salvador segundo as profecias passaram esperar um libertador político que os livrassem do jugo romano, por isso, quando Deus se manifestou para salvá-los do pecado, até os que professavam esperá-Lo, O rejeitaram. Então, o ambiente que Cristo viveu era propício para Satanás vencê-Lo. Diz a bíblia: “Vindo à plenitude dos tempos”, isto é, não havia tido tempo pior para alguém ser fiel a Deus. Jesus, como homem à semelhança de Adão antes do pecado, em tudo fora provado; mas, como homem que confia preferiu fazer a vontade de Deus que dar ouvidos à voz de Satanás, provando a todo universo inteligente que basta confiar nas promessas contidas na palavra de Deus para vencer nosso maior inimigo. Pois Cristo, como homem confiante em Deus, o venceu, abrindo caminho para todos que quisessem vencer pelo seu poder, vencessem! Alcançando a liberdade e prazer em fazer a vontade de Deus independentemente das circunstâncias.

Durante quarenta dias sendo tentado pelo Diabo não comeu coisa alguma; e terminados eles teve fome. Disse-lhe então o Diabo: Se tu és o filho de Deus, mande que estas pedras se tornem em pães. Jesus, porém, lhe respondeu: Nem só de pão viverá o homem. Depois o Diabo mostrou-lhe todos os reinos do mundo de um alto monte, dizendo: Dar-te-ei toda autoridade e glória destes reinos, porque me foi entregue, e a dou a quem eu quiser; se tu, pois, me adorares, será toda tua. Respondeu-lhe Jesus: está escrito: ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Por fim. Levou-O sobre o pináculo do templo de Jerusalém e disse-lhe: Se tu és o filho de Deus, lança-te daqui abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito, que te guardem; e eles te sustentarão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. Respondeu-lhe Jesus: Dito está: Não tentará o Senhor teu Deus. Assim. Tendo o Diabo acabado toda sorte de tentação, retirou-se até ocasião oportuna. (Lucas, 4: 2-13)


Quem foi o Cristo?


     Ainda criança, aos doze anos de idade, fez-se presente entre os rabinos no templo e os confundiu com Sua sabedoria. Era Jesus um filósofo? Não. Era o encarnado filho de Deus mostrando aos “sábios” que havia entre eles o Onisciente nascido como homem. Em um casamento transformou água no melhor vinho até então servido na festa, era Jesus um milagreiro? Não. Era o encarnado filho de Deus mostrando aos homens comuns que, a seu mando tudo viera à existência. A Seu mando, cegos e coxos de nascença foram curados, mortos ressuscitados, mais de cinco mil pessoas por duas vezes se alimentaram com cinco pães e dois peixes. Em alto mar diante de uma grande tempestade dormia em paz, acordado pelos discípulos que estavam com medo da embarcação afundar, a Seu mando a tempestade virou calmaria. Era o encarnado filho de Deus mostrando a seus discípulos que Ele está acima do poder da natureza. Os judeus viram todos estes acontecimentos; porém, queriam ver o Cristo que fosse capaz de construir o templo em três dias, não entendendo que falava de sua morte e ressurreição ao terceiro dia, cujo templo a ser reconstruído referia-se a seu próprio corpo, por isso O rejeitaram. Mas uma questão me perturba: Que templo Ele teria que construir se o templo já fora reconstruído e, segundo a própria profecia de Ageu: a glória do segundo templo reconstruído pelos próprios judeus que voltaram do reino de Babilônia seria maior que a do primeiro construído por Salomão, pois, o segundo receberia o Messias? Os judeus ortodoxos não aceitam que esta profecia se referia à morte e ressurreição de Cristo que, após três dias na sepultura Deus o ressuscitaria, provando a todo universo racional que Jesus, como homem semelhante ao primeiro Adão não pecou. Como o segundo templo fora destruído pelo General romano Tito no ano setenta, atualmente os judeus continuam aguardando outro Cristo, um que reconstrua esse templo em três dias. Mais uma pergunta aos ortodoxos judeus: Continuam eles nas práticas dos sacrifícios para terem seus pecados perdoados como ensina a torá? Dizem eles que não praticam mais porque não há templo para o sacrifício, onde, os atuais rituais se resumem na prática às orações, ofertas voluntárias e o dízimo. Assim sendo, eles continuam sendo enganados pelos filósofos e teólogos judeus. Segundo a tradição dos judeus ortodoxos, somente após os sessenta e quatro anos de idade o judeu tem acesso às profundas verdades da torá, mas que verdades são essas limitadas apenas aos velhos, e aqueles que morrem antes, não têm direito de saber sobre a verdade? Para mim, no meu raciocínio bíblico e filosófico, quem esconde a verdade bíblica quer enganar em nome de falácias teológicas.

domingo, 9 de abril de 2017

O BEM E O MAL



     Este é o momento para uma abordagem mais profunda sobre O-Todo dessas realidades metafísicas que envolveram e continuam envolvendo todos os seres humanos da atualidade. Só temos a visão do-todo se toda produção literária antropocêntrica e teocêntrica forem analisadas. Caso contrário, todas as deduções religiosas e ateias não vão além de retóricas. Então, entende-se que a verdade tão procurada sobre as origens não pode ser deduzida da fração Do-Todo.
As temáticas deste livro seguem o seguinte método: detectando-se um problema ao longo do desenvolvimento dos racionais no tempo e espaço, faz-se um recorte na história e a partir de duas palavras antagônicas ou harmônicas analisa-se o problema, e à medida do desenvolvimento novas intrigas surgem necessitando de novos pares de conceitos para novas análises, possibilitando a reflexão sobre as principais tramas desenvolvidas a partir da primeira discórdia surgida no universo que dera origem ao mal e à todas as discórdias políticas, religiosas, filosóficas e bélicas de todos os tempos.

     Como não poderia ser diferente, esta análise não teria sentido se não fosse analisado uma fração de tempo fora de nosso tempo terrestre, pois, se há um universo sendo desbravado pelos terráqueos, deve-se começar analisando porque se desenrolou a primeira guerra no universo, tendo como consequências a definição dos agentes do Bem e do Mal.

     Não existe nada mais antagônico que esses dois seres metafísicos, segundo a bíblia, é uma batalha entre Deus e Lúcifer, o Criador e a criatura que se rebelara por querer ser igual ao Criador. Ambos são seres suprassensíveis, mas caso quisessem se mostrar poderiam ser vistos fisicamente, algumas pessoas tiveram esse prazer ou desprazer de ver Lúcifer materializado aparentando ser como os humanos. Para a filosofia maniqueísta e algumas crenças fundamentadas em seu princípio filosófico, o bem e o mal não representam seres metafísicos, são duas forças opostas que dão equilíbrio ao movimento universal, onde, “o mal é apenas a ausência do bem”. Os filósofos maniqueístas, do qual santo Agostinho fora adepto, continuam crendo nesse princípio. Agostinho, mesmo depois de convertido ao cristianismo neoplatônico e eleito Bispo católico de Hipona, África, continuou ensinando que o mal é ausência do bem. Com essa jogada retórica, o Bem e o Mal segundo os escritos bíblicos, perderam a personalidade, passando representar energias ou forças positivas e negativas, luz e trevas que mantém o universo em equilíbrio.

O criador segundo a bíblia é um Ser Absoluto, Onipotente, Onisciente e Onipresente. É aquele que É, o grande Eu Sou. A grande indagação de todos é: Como um ser com todas essas características permitiu a origem do mal? Para refletir sobre essa questão temos que retroceder ao passado antes que o planeta terra fosse adaptado à vida. No céu, Deus, ao criar seres racionais, criou-os em um ambiente onde não havia o antagonismo bem e mal, a liberdade acontecia em um contexto onde havia somente o bem, o bom, o justo, o inefável, ou seja, a perfeição. Outra questão: Como em um ambiente perfeito surgiu o imperfeito mal? A liberdade dada aos seres racionais não era determinada; racional algum fora criado programado para ser o originador do mal. Então, pela terceira vez pergunto: Como o mal surgiu?

O Bem e o Mal na literatura bíblica são seres de personalidades antagônicas; onde, Deus é o bem e amor e Satanás, a sós, sem Deus, representa o mal e o ódio. Logo, o mal é ausência do bem. Os maniqueístas, para eliminar as personalidades de Deus e Satanás, definem o bem como sendo a luz e o mal as trevas. Isso é possível quando parte-se da premissa de que a única fonte de energia positiva seja o sol e a noite o polo negativo. No entanto, através do Bem e Mal metafísico é impossível esta dedução, pois, as realidades Bem e Mal, segundo a bíblia referem-se a Deus e Lúcifer que buscam anular um ao outro sem nenhuma intenção de harmonia. Logo, entende-se que a harmonia universal só acontecerá com a anulação de um desses seres. Como Deus é o Ser que É eterno, e Lúcifer o mal que não é; Lúcifer é o não ser temporal que será eliminado, possibilitando a perfeição que existira no princípio.

     Segundo os escritos bíblicos Deus é um ser com vida-em-si, assim é o filho Jesus. Pois Deus o pai Lhe concedeu esse poder. Agora, se tiveram a mesma origem, não nos é revelado, o que sabemos é que o Pai Lhe concedeu o poder de criar a partir da vida que há em si e o Filho era um com o pai desde princípio. (João 14) Logo, O pai e O filho podem criar qualquer coisa pelo poder do logos (palavra). Entre as criaturas que habitavam o céu, Lúcifer (anjo de luz), como todos os outros era belo e inteligente. Lúcifer comandava e regia o coral que louvava a Deus por criá-los à semelhança divina.

Lúcifer no céu, antes de sua rebelião fora um elevado e exaltado anjo, o primeiro em honra depois do amado filho de Deus. Seu semblante, como o dos outros anjos, era suave e exprimia felicidade. A testa era alta e larga, demonstrando grande inteligência. Sua forma era perfeita, o porte nobre e majestoso. Uma luz especial resplandecia de seu semblante e brilhava a seu redor, mais viva do que ao redor dos outros anjos; todavia, Cristo, o amado filho de Deus tinha preeminência sobre toda hoste angélica. Ele era um com pai antes que os anjos fossem criados. Lúcifer invejou a Cristo, e gradualmente pretendeu o comando que pertencia a Cristo unicamente. (WHITE. História da redenção. p. 13)

     Quando Deus planejou adaptar o planeta Terra à vida, quis ele, Lúcifer, ser o agente criador; mas Deus lembrou-lhe que ele, apesar de ser inteligente e comandante, era um ente criado, e, como tal, não tinha vida em si; logo, jamais poderia criar seres vivos a partir de si. Triste! Em pensamentos, questionou a liberdade que Deus lhes dera: não existe liberdade e sim ditadura. Fomos criados apenas para servi-Lo, sou sim capaz de criar seres vivos a partir da vida que está em mim, pensava Lúcifer. Deus em sua Onisciência fez Lúcifer entender de sua incapacidade natural de ser igual ao criador, de ser Deus. O criador mostrou-lhe que era melhor voltar atrás de suas pretensões continuando em seu posto de líder; mas, caso quisesse continuar com seu projeto de rebelião lhe seria dado tempo para desenvolvê-lo livremente.

Foi então que, com espírito voluntarioso, seguiu seus próprios ideais assumindo as consequências, pois entendia que nada poderia limitá-lo de suas pretensões. Assim iniciara sua rebelião no céu: chegou aos anjos que comandava e comunicou-lhes que Deus os criara apenas para o serviço, que não havia liberdade e sim ditadura. Novamente o Onisciente Deus reuniu a todos e explicou-lhes o que estava acontecendo e até onde eles poderiam ir com a rebelião. Mas caso alguém quisesse voltar atrás, seu lugar estava garantido; todavia, quem quisesse continuar estava livre para rebelar-se, mas teriam consequências, seriam expulsos do céu e em alguma parte do universo teriam tempo determinado para desenvolver e apresentar seus planos de um mundo melhor aos racionais, justificando o porquê da rebelião, provando que Deus é injusto, um ditador de regras que estava errado e Lúcifer certo.

O grande Criador convocou as hostes celestiais, para na presença de todos os anjos conferir honra especial a seu Filho. O Filho estava assentado no trono com o pai, e a multidão celestial de santos anjos reunida ao redor dEles. O pai então fez saber que por sua própria decisão Cristo, Seu Filho, devia ser considerado igual a Ele, assim em qualquer lugar que estivesse presente Seu Filho, isto valeria pela Sua própria presença. A palavra do Filho devia ser obedecida tão prontamente como a palavra do pai. Seu filho foi por Ele investido com autoridade para comandar as hostes celestiais. Especialmente devia Seu Filho trabalhar em união com Ele na projetada criação da Terra e de cada ser vivente que devia existir sobre ela. O filho levaria a cabo Sua vontade e Seus propósitos, mas nada fazia por Si mesmo. A vontade do Pai seria realizada nEle. (Ibid. p, 13 e 14)

     Muitos anjos voltaram a trás, apenas a terça parte preferiu seguir Lúcifer na rebelião. Foi então que houve guerra no céu e os rebeldes foram lançados de lá para o planeta Terra que continha apenas trevas e água à vista. Com a rebelião e expulsão de Lúcifer do céu, ele aprendera utilizar a força da dúvida para enganar. Que faria Deus? Continuaria com o projeto de adaptar o planeta Terra à vida? O mal deixara de ser potência e tornara uma realidade no universo, se Deus continuasse criando seres à sua semelhança e livres como eram as criaturas do céu correria o risco de Lúcifer se vingar enganando-as e levando-as a terem a mesma condenação que ele e os anjos que o seguiram. Foi dentro desse contexto que Deus adaptou o planeta terra às diversas formas de vida, e entre elas, criou um casal à Sua semelhança com o mesmo livre-arbítrio dado aos anjos, isto é, criaturas não determinadas, não programadas para a fidelidade e nem para a infidelidade. Logo, não há predestinação para ser fiel ou opor-se a Deus, mas livre-arbítrio e responsabilidade, pois estes são os únicos meios para os seres inteligentes mostrarem o que são e pretendem ser, agindo como bem lhes apraz, condição necessária para que haja justo julgamento, seja para a aplicação da justiça entre os homens, ou para o julgamento final, onde Deus com justiça julgará todos os seres racionais segundo a lei da liberdade universal. Logo, entende-se que os seres humanos foram criados dentro do mesmo contexto de livre-arbítrio dado aos anjos; isto é, são livres para fazer suas escolhas, sendo responsáveis pelas ações que determinarão seu futuro eterno. O contexto atual que vivemos está dentro do tempo determinado por Deus para Satanás e os anjos que o seguiram mostrar ao universo racional que o plano deles é melhor que o de Deus. Logo, eu e você estamos inseridos nesse conflito entre o bem e o mal. Aqui aparece uma questão intransponível para os questionamentos filosóficos. Se não foi Deus quem criou de modo especial o homem e a mulher à Sua imagem e semelhança, como aprendemos a falar, se comunicar? É sabido que, se uma criança ao nascer, for isolada de seus pais, deixando-a entre outras espécies, mesmo que ela sobreviva jamais aprenderá a falar, mas a imitar o jeito de ser da espécie onde ela está inserida. Como a filosofia e nem mesmo a ciência conseguem dizer com certeza como o homem aprendeu a falar, o mais lógico é aceitar o relato bíblico de que houve um criador que se comunicou através da fala com a criatura feita à Sua semelhança, capacitando-a a falar, compreender, pensar e executar o pensado. Voltemos ao tema principal.

     Quando Deus acabou a obra de adaptação do planeta Terra à vida criando as diversas formas de vida vegetal e animais irracionais, coroou-a criando o homem racional e sua companheira. Ao casal fora dado o privilégio de gerar filhos e educá-los segundo a vontade do Criador. Terminada a obra, Deus advertiu o casal sobre a existência de Lúcifer no universo e o que acontecera no céu; e que Lúcifer e seus anjos continuavam livres para fazer sua obra, tentando provar para todo o universo racional que ele estava certo e Deus errado, que o Criador não passa de um ditador, um Ser destituído de amor que joga com suas criaturas, criando-as apenas para Sua diversão, e que eles também iriam ter que passar pela mesma prova de fidelidade que houve no céu. Por isso, plantou Deus no jardim do Éden duas árvores especiais, uma que se chamava árvore da vida e a outra, árvore do conhecimento do bem e do mal, desta última eles não deveriam comer, nem mesmo tocar em seus frutos, todas as outras estavam lá para servir-lhes de alimento e eles poderiam comer livremente. Porém, da árvore do conhecimento do bem e do mal, caso comessem, morreriam. Deus advertiu-os que ficassem juntos, pois Lúcifer iria tentá-los a partir daquela árvore. O que aconteceu, todos nós sabemos e serve até de piadas na boca dos incrédulos. Eva comeu e fez com que Adão também comesse, e assim as finitudes, o pecado, a morte e o mal foram introduzidos no planeta Terra. O tempo que vivemos hoje corresponde ao mesmo período de graça dado por Deus a Lúcifer e os anjos até que eles fizessem suas escolhas. Esse é o período de graça para que todos, homens e mulheres possam compreender o amor de Deus e o mal de Lúcifer que quer vingar-se de Deus. Com o nascimento, vida, morte e ressurreição de Cristo, todos podem compreender o amor de Deus e o mal de Lúcifer. O fim do mal acontecerá com o fim de Satanás, dos anjos que o seguiram e de todas as pessoas que rejeitarem o plano de salvação providenciado por Deus.
O último ato dessa trama ocorrerá mil anos após a segunda vinda de Cristo. Nesse período os salvos estarão no céu e Satanás e seus anjos presos pelas circunstâncias aqui na terra contemplando as consequências de sua rebelião que resultará na morte de todos os seres humanos que os seguiram. No dia do juízo final, todos os seres inteligentes de todos os mundos, inclusive Satanás e seus anjos reconhecerão que Deus é amor e justiça. Mas Satanás e todos que o seguiram tentaram mais uma vez destruir Deus, os salvos e a cidade santa; mas Deus fará descer fogo do céu que consumirá a todos, restabelecendo a paz e a perfeição que haviam antes das pretensões e rebelião de Lúcifer! 

     

sábado, 25 de março de 2017

VESTUÁRIOS E O CARÁTER CRISTÃO

“Achamo-nos um ano mais próximo da eternidade do que estávamos no começo de 1844. – Qual tem sido nossa influência sobre esses companheiros de viagem? Que esforços desenvolvemos a fim de levá-los a Cristo?”
“Um ponto sobre o qual cumpre instruir os que abraçam a fé é o vestuário – assunto que deve ser cuidadosamente considerado da parte dos recém-conversos. Revelam vaidade no tocante à roupa? Acariciam o orgulho de coração? A idolatria praticada em matéria de vestuário é enfermidade moral; não deve ser introduzida na nova vida. Na maioria dos casos a submissão às reivindicações do evangelho requer mudança decisiva em matéria de vestuário. O que, porém, a palavra de Deus não aprova são as mudanças pelo mero amor à moda – a fim de nos conformarmos com o mundo. Os cristãos não devem enfeitar o corpo com vestidos custosos e adornos preciosos. – O próprio feitio da roupa há de comprovar a veracidade do evangelho”. (Testemunhos Seletos, Vol. 2, p. 167,393 e 394)

     Percebam que a profetisa Ellen G. White está se referindo aos vestidos; já imaginou o que ela falaria se a atual moda: uso do modelo masculino pelas irmãs adventistas fosse moda em seus dias? Não usaria ela o explícito na Bíblia?

“Não haverá trajo de homem na mulher, e não vestirá o homem veste de mulher; porque qualquer que faz isto abominação é ao senhor teu Deus”. (Deuteronômio 22:5)

     Mas os teólogos da teologia da conveniência, nervosos, esbravejam: essa passagem se refere aos homossexuais, não aos heterossexuais. Mas os homossexuais masculinos, normalmente, usam vestes masculinas inclusive ternos; diferente são os trejeitos. Assim sendo, o modo de se vestir não define a homossexualidade e nem a heterossexualidade, mas, referindo-se aos religiosos, à conversão e o caráter.

Quer ser cristão? Então, “seja como ele, Cristo foi”. (Nietzsche)

“A vinda de Cristo não nos mudará o caráter; fixa-o apenas para sempre, além da possibilidade de qualquer mudança. Apelo novamente para os membros da igreja, para que sejam cristãos, para que sejam semelhantes a Cristo”. (Idem, p. 167)

P1 – A u B
P2 – B    c
P3 – C    d

     Todas as pessoas estão a caminho da morte ou da vida eterna. / Havendo vida eterna, é para quem faz a vontade de Deus, mas a vontade de Deus só é possível pela fé. / Logo, aqueles que fazem a vontade de Deus, terão vida eterna.


Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outras coisas, fazei tudo para a glória de Deus! Não vos torneis causa de tropeço nem a judeus, nem a gregos, nem à igreja de Deus; assim como também eu em tudo procuro agradar a todos, não buscando o meu próprio proveito, mas o de muitos, para que sejam salvos. I Coríntios 10: 31-33

“Não há fim do conflito do lado de cá da eternidade. Mas ao passo que há constantes batalhas a ferir, há também preciosas vitórias a alcançar; e o triunfo sobre o próprio eu e o pecado é tão valioso que nosso espírito não o pode apreciar”. (White, Ellen G. Mente, Caráter e Personalidade – Vol. I, p. 6)

Ou quente, ou frio, ou morno – rico, ou pobre

     São esses os estados possíveis à igreja de Laodiceia (Adventista do Sétimo Dia). No princípio do movimento, século XIX, fora quente e pobre; no XX, enquanto se enriquecia era morna; e no XXI, rica e fria.
Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu) aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha de tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas. Eu repreendo a todos quanto amo; sê, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo. Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu pai no seu trono. Quem tem ouvidos ouça o que o espírito diz às igrejas. (Apoc. 3: 17-22)

     Segundo o texto, pessoas serão salvas, aquelas que ouvirem a voz de Jesus, não a igreja. Assim sendo, quem está embalado e defendendo o mundanismo adotado pela cúpula da igreja, caso não se arrependa, matando o velho jeito de ser, não será salvo. 





domingo, 19 de março de 2017

RAZÃO PURA E A MORTE DE DEUS



Razão pura
     A matemática e outras ciências exatas são as disciplinas das grades curriculares consideradas as mais difíceis, isso acontece porque sua criação e desenvolvimento didático, por mais simples que seja a operação, passam por três etapas simultaneamente, por isso exige-se concentração por parte do estudante que quer entender seu desenvolvimento que é a priori, empírico e a posteriori. Dizem que foram os egípcios que desenvolveram o raciocínio abstrato para criar a matemática, base de todas as ciências exatas, depois os gregos as universalizaram. Mas, na verdade, muitas pessoas de diferentes povos continuam colaborando para o seu desenvolvimento. 

A priori
     A priori significa razão pura, ou, antes da experiência. Do raciocínio puro surgem as criações hipotéticas (teses e teorias), que se tornam problemas que precisam de soluções, mas essa solução não pode ser teórica, tem que ser empírica, ou seja, demonstrada na prática. Mas os problemas não pertencem apenas às áreas das ciências exatas, cada uma tem os seus, e, logicamente, seus métodos de demonstração empírica. Por exemplo: Na matemática, cria-se primeiro o signo (sinal gráfico), 0, 1, 2; +, -, =, $ as raízes e muitos outros símbolos que devem ser memorizados; em seguida, como operá-los entre si (demonstração prática), para chegar-se ao resultado a posteriori (após a experiência) e por fim, como tirar a prova para confirmar se chegou à verdade do problema. Essas operações são simultâneas, por isso exige-se muita concentração por parte do criador, do professor que ensina e do aluno que precisa compreender. Mas o maior problema para compreender as ciências exatas e todas as outras, é a preguiça que temos de usar o cérebro em benefício próprio, consequentemente, da nação e da humanidade.

Empírico
     É o processo de demonstração prática para provar ser ou não verdadeira a hipótese, solucionando o problema que fora elaborado a priori. Nessa etapa criam-se ferramentas adequadas para dar respostas que confirme ou negue a hipótese. Enquanto hipótese é apenas teoria sem valor de verdade; depois de passada pelo processo empírico, a hipótese, caso não seja confirmada empiricamente, poderá ser descartada ou, se confirmada, alcança o status de ciência cientificamente comprovada.

 A posteriori
     Isto é, após a experiência prática, o cientista/pesquisador tem condições de confirmar ou negar a hipótese. Até o presente momento, nenhuma hipótese sobre as origens da vida no planeta Terra e do universo foi confirmada empiricamente. Logo, nessa intriga entre criacionistas e hipotético-filósofo-cientistas, os criacionistas, fundamentados nos escritos Bíblicos, continuam à frente, pois, o Cristo nascido, morto e ressuscitado segundo as profecias Bíblicas, é um fato comprovado cientificamente.
     Tudo que é produzido racionalmente sejam ciências exatas, humanas e religiosas, exige-se racionalidade, seriedade e muito estudo para compreendê-las. Por isso, as ciências exatas, textos lógicos, históricos e proféticos não são fáceis de serem compreendidos. Nessa, aos preguiçosos, restam-lhes a crença e a descrença. É por isso que a vontade e as opiniões soltas dos sujeitos, de pesquisadores e estudantes não tem valor de verdade diante do processo científico; assim sendo, são sábios os que se guiam fundamentados nos resultados a posteriores porque são a expressão da verdade.
 
Racionalismo
     O racionalismo é o resultado das criações da razão pura, aquilo que é elaborado pelo homem sem interferências teológicas ou religiosas, é o famoso antropocentrismo. A definição de racionalismo é ampla:
1.    Doutrina que privilegia a *razão dentre todas as faculdades humanas, considerando-a como fundamento de todo conhecimento possível. O racionalismo considera que o *real é em última análise racional e que a razão é, portanto, capaz de conhecer o real e de chegar à verdade sobre a natureza das coisas. Segundo Hegel: “Aquilo que é racional é real, e o que é real é racional”.
2.    Racionalismo crítico: doutrina kantiana dos limites internos da razão em sua aplicação no conhecimento do real.
3.    Contrariamente ao empirismo (valorizando a *experiência) e ao *fideísmo (valorizando a *revelação religiosa), o racionalismo designa doutrinas bastante variadas suscetíveis de submeter à razão todas as formas de conhecimento. Em seu sentido filosófico, ele tanto pode ser uma visão do mundo que afirma o perfeito acordo entre o racional e a realidade do universo quanto uma ética que afirma que as ações e as sociedades humanas são racionais em seu princípio, em sua conduta e em sua finalidade.
4.    O racionalismo muda de figura segundo se opõe a outras filosofias. Ele se opõe ao pensamento arcaico por seu estilo argumentativo e crítico. Opõe-se ao empirismo fazendo-se metódico, recorrendo à lógica e à matemática (p, ex., em Leibniz). Opõe-se ao fideísmo, fazendo-se sistemático; ao misticismo, fazendo-se positivo e crítico. Pode ainda limitar-se a um domínio ou aspecto da experiência humana: racionalismo moral, racionalismo religioso (Feuerbach), racionalismo político (Montesquieu) etc.

Razão
1. Faculdade de julgar que caracteriza o ser humano. “a capacidade de bem julgar e distinguir o verdadeiro do falso, que é o que propriamente se denomina de bom senso ou razão, é naturalmente igual em todos os homens” (Descartes, Discurso do método)

2.Em sentido mais específico, a razão é a capacidade de, partindo de certos princípios a priori, isto é, estabelecidos independentemente da *experiência, estabelecer determinadas relações constante entre as coisas, permitindo assim chegar à verdade, ou demonstrar, justificar, uma hipótese ou uma afirmação qualquer. Nesse sentido, a razão discursiva, ou seja, articula conceitos e proposições para deles extrair conclusões de acordo com princípios lógicos.

3.  A razão identifica-se ainda a *luz natural, ou o conhecimento de que o homem é capaz naturalmente, por oposição a fé e à revelação. “A razão é o encadeamento de verdades; mais particularmente, a ser comparada com a fé, das verdades que podem ser atingidas pelo espírito humano naturalmente sem o auxílio das luzes da fé”. (Leibniz, Teodiceia)

(Dicionário Básico de Filosofia, Hilton Japiassú Danilo Marcondes. Ed. Zahar, 5ª Edição. Rio de Janeiro, 2008).

Jesus histórico
     O Jesus que nasceu no Império Romano foi profetizado na Bíblia dos israelitas e judeus, Seu nascimento é uma prova de que as profecias Bíblicas são passíveis de serem comprovadas cientificamente por diferentes métodos.

Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será seu nome Emanuel. (Isaías 7: 14)

E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. (Miqueias 5: 2)
(Isaias e Miquéias viveram por volta do século sete antes de Cristo).

     Assim sendo, o Jesus que nascera sob o poder Romano, foi o prometido filho de Deus; como filho, foi Ele quem organizou o planeta Terra ao desenvolvimento das diferentes formas de vida. Logo, não há mais dúvidas sobre as origens, a existência de um Deus Criador e Seu plano de salvação. E mais, está cientificamente comprovado que aquele Jesus é o Deus que criara todas as coisas. A prova científica está ligada à Sua ressurreição. Assim que O mataram e O sepultaram, os romanos, com medo que Seu corpo fosse roubado pelos seus discípulos, pôs a guarda romana para vigiar o túmulo. Mas no terceiro dia, conforme a profecia, um anjo O ressuscitou!  (Mateus 28: 1-7)
     Por mais quarenta dias Jesus foi visto por muitos, e aos olhos de 120 pessoas foi elevado aos céus.
Como seus ossos até hoje não foram encontrados; está cientificamente comprovado que aquele Jesus é o filho de Deus que adaptara o planeta Terra à todas as formas de vida, que a Bíblia é o livro que compõe a verdade sobre as origens, o desenrolar de toda história do passado, presente e futuro que findará com a segunda vinda de Jesus que voltará para pôr fim às intrigas milenar entre o bem (Deus) e o mal (Satanás) representados pelos humanos que fazem a vontade de Deus e os que seguem Satanás opondo-se aos escritos bíblicos!

A questão que me incomoda é: Se algo não existe, por que os doutos do conhecimento se preocupam com o que não existe, não será esta a prova inquestionável sobre a existência de Deus? Assim sendo, nessa guerra epistemológica-mística entre os escritos bíblicos e os filosóficos, vê-se claramente a oposição de Satanás a Deus, influenciando pessoas através da ignorância generalizada e do conhecimento acadêmico para concretizar seus ideais na arte de enganar.

Ainda hoje Jesus aguarda que todos os habitantes do planeta compreendam Seu amor e O aceite como seu salvador pessoal; mas este tempo de graça está terminando, terminado, a porta da graça fechará e trevas espirituais baixarão sobre a humanidade, em meio as trevas Jesus aparecerá pela segunda vez para buscar os que O aceitaram como seu salvador.

Temer e golpe de Estado
     No Brasil, com os atuais políticos que deram o golpe de Estado, estamos sentindo que o amor pelo outro está chegando ao fim com o próximo modelo de escravidão que está sendo imposta aos que mais precisam, tirando destes o direito de se aposentar com as novas relações trabalhistas através da terceirização de todas as produções de bens manufaturados; com isso, todos irão morrer trabalhando caso não queiram morrer de fome, isto significa que Satanás, através de homens e mulheres que fazem sua vontade, está trabalhando para que todos os seres humanos que buscam sanar suas necessidades básica de sobrevivência, tenham o mesmo fim que ele, a perdição eterna. 

Nietzsche e a morte de Deus
     Disse Nietzsche: “Cristianismo é platonismo”. Quer ser cristão? Indaga Nietzsche as pessoas de fé; Então, “seja com Ele, Cristo foi”. Nietzsche era ateu ou estava jogando com o ateísmo contemporâneo que é composto por “ateus” e falsos cristãos que vivem explorando e enganando o outro em nome da fé em Deus?  O que é a verdade para os atuais religiosos na perspectiva de Nietzsche?

Certo, queremos a verdade: mas por que não, de preferência a inverdade? Ou a incerteza? – O problema do valor da verdade apresentou-se à nossa frente – ou fomos nós a nos apresentar diante dele? Como poderia algo nascer de seu oposto? Por exemplo, a verdade do erro? Ou a vontade de verdade da vontade de engano? Ou a ação desinteressada do egoísmo? Ou a pura e radiante contemplação do sábio da concupiscência? Semelhante gênese é impossível; quem com ela sonha é um tolo, ou algo pior. 


     Os “assassínios de Deus”, na perspectiva de Nietzsche, sempre existiram ao longo da história da humanidade. Não O matamos literalmente; mas quando agimos contrários aos escritos Bíblicos que expressam a Sua vontade. No entanto, no mundo acadêmico, essa tentativa começou com os filósofos gregos quando buscaram um elemento natural que fosse comprovado cientificamente ser a origem da vida e do cosmos. Nessa perspectiva, caso comprovassem cientificamente a existência desse elemento, todos os escritos Bíblicos, proféticos ou não, cairiam no nada, no niilismo. Como isso não foi possível, a estratégia para matar Deus em nome do próprio Deus foi sendo adaptada ao longo da história. Os filósofos gregos, Sócrates, Platão e Aristóteles, diante das frustrações dos Pré-Socráticos, admitiram a existência de um deus segundo eles preferiram. O objetivo era falsear os escritos Bíblicos ou sua teologia em nome de uma ideia de deus, o que Platão fez como nenhum outro criando a teologia da existência e imortalidade da alma através do “Mundo das ideais”, encorajando Filon, filósofo Judeu, a dizer que os escritos Bíblicos eram alegóricos; Santo Agostinho, filósofo Maniqueísta, compreendeu o mundo das ideias de Platão e fez de sua filosofia, teologia para o cristianismo medieval. Santo Tomás de Aquino estudou a filosofia de Aristóteles que os médicos Avicena e Averróis, filósofos árabes, trouxeram para o Ocidente; ele compreendeu que Santo Agostinho errara fazendo da filosofia de Platão uma teologia. Com seus questionamentos chegou o fim da Patrística, (escola dos padres) iniciando um novo movimento político/religioso, conhecido como Renascimento que culminou com período Moderno, onde, os próprios padres criaram o movimento evangélico/protestante tirando as imagens de escultura de dentro das igrejas, mudando sua arquitetura e liturgia; mas continuaram na mesma prática da teologia Medieval que decidira ser contraria as leis de Deus explícitas na Bíblia, o mesmo acontecendo com o movimento Pentecostal do século XX. Para Nietzsche, essa ousadia de ações contrárias aos escritos Bíblicos são os causadores da “morte de Deus”.

Adventista do Sétimo Dia
     Com a babilônia filosófica e religiosa iniciada nas idades Antiga e desenvolvida na Medieval e Moderna; no século dezenove (1863), organizou-se a igreja Adventista do Sétimo Dia defendendo fidelidade a todos os escritos Bíblicos, onde, Deus, através da profetisa Ellen G White, acrescentou-lhe mais algumas práticas religiosas que deveriam marcar sua trajetória no período contemporâneo. É para esse novo movimento profético que Satanás, como fizera com as outras instituições religiosas do passado, faria à nova igreja que se estruturava para cumprir com a missão divina de pregar o evangelho eterno a todos os habitantes do planeta. A primeira fase desse movimento foi de uma igreja pura, mas, com o passar dos tempos e a morte dos pioneiros, as novas gerações que compõem a atual elite, através do racionalismo acadêmico científico-filosófico, estão preferindo defender o racionalismo que viver segundo as orientações Bíblicas e do Espírito de Profecia. Com os artistas (cantores pops, de estilos MPB e outros dançantes, preparados por dramaturgos (as) que os apresentam mascarados com todos os costumes e maquiagens mundanas, os apresentadores jornalistas, psicólogos, biólogos, geólogos, médicos, economistas e os novos teólogos adventistas da TV Novo Tempo), toda igreja está se adaptando aos costumes e modas mundanas antes condenadas pelos pioneiros que abraçaram o ideal de Deus para o seu povo dos últimos dias. Com isso, os atuais adventistas, como os religiosos do passado estão preferindo a popularidade contemporânea que os ideais de Deus para o seu povo. Assim sendo, todas as atuais instituições religiosas espiritualistas, católica, protestantes, evangélico-pentecostais e a maioria dos atuais adventistas compõem a Babilônia denunciada no Apocalipse.

Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomaras que foras frio ou quente! Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei de minha boca. [...] Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha de tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quanto amo; sê, pois, zeloso e arrepende-te. (Apocalipse, 3: 14-22)
E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados e para que não incorras nas suas pragas. (Apocalipse, 18: 4)

Leia, a partir do capítulo dezoito, os últimos capítulos do Apocalipse que entenderás porque a maioria dos habitantes que nasceram neste planeta irão se perder.

Sai dela povo meu 
   Este convite é para todos os religiosos de todas as denominações que compõem a Babilônia referida no Apocalipse. Sair dela e ir pra onde? Vá viver o evangelho segundo as orientações de Deus, Ele está à espera destes para terminar a pregação do evangelho eterno em alto clamor! Comece financiando com seu dízimo e ofertas o seu modo de pregar o evangelho, demonstrando o amor de Deus por todos ajudando os que precisam com alimentos, roupas, remédios e o que for preciso, pois, ninguém melhor que você conhece as necessidades de seus vizinhos, e assim, as portas vão se abrindo para falares do plano de salvação e do breve retorno de Cristo através da prática isento de falácias teológicas. Leve-os ás suas igrejas para serem batizados, faça de sua igreja a porta do céu, afinal de contas, fomos nós que construímos e continuamos financiando essas instituições e pastores com nosso suor, dízimos e ofertas. Muito em breve, não se terá mais templos para cultuar porque Deus porá fim às estruturas do engano, com isso, Satanás instigará os seus a iniciarem as perseguições aos que estão testemunhando sobre a existência de Deus, Seu plano de salvação e breve retorno! Enquanto isso, os sinceros continuarão sendo fieis a Deus onde estiverem sem precisar de ir a templo algum, pois, cada um será o templo do Espírito Santo!  
A salvação não está garantida por ser fiel a qualquer denominação religiosa, pelo contrário, segundo a Bíblia, é mais provável a perdição que a salvação de quem confia em retóricas de teólogos capitalistas. Então, quem é o povo de Deus? Aqueles que fazem a vontade de Deus segundo as orientações Bíblicas e do Espírito de Profecia.
     Analise as instituições religiosas, independentemente de sua teologia, todas elas possuem as mesmas estratégias de exploração dos que mais precisam, usando-os para construir seus impérios eclesiásticos, mas os benefícios são somente da cúpula e seus familiares; aos fieis que queiram usufruir de uma educação formal e religiosa, assistência médica, social etc. têm que pagar; e nenhuma delas incentiva seus membros a estudarem, pois, como a igreja medieval, preferem fieis ignorantes, que apenas financie e sustentem o império. Toda corrupção da igreja começa pelos filhos (as) da cúpula que se acham donos do que não lhes pertence, com direito de corromper tudo agindo contrário ao assim diz o Senhor que eles dizem servir. Estamos vivenciando o que aconteceu com Israel após a morte de Josué. Quando preferimos os ideais racionalistas ignorando o revelado, toda prática religiosa perde o sentido, levando-nos a adotar como verdade as práticas e costumes dos que ignoram ou protestam contra existência de Deus.
Então, entende-se que chegou a hora dos fieis usarem a razão para honrarmos a Deus e não para desonra-Lo através do racionalismo filosófico-religioso defendido pelos acadêmicos das instituições religiosas que as usam em benefícios próprios negando o revelado na Bíblia.  









quinta-feira, 16 de março de 2017

DE VOLTA AO PASSADO


     A REFORMA DA PREVIDÊNCIA DOS GOLPISTAS, TEMER E SEUS PAUS MANDADOS, USURPADORES DO PODER TEM COMO OBJETIVO FAZER O BRASILEIRO TRABALHAR ATÉ MORRER. 49 ANOS DE CONTRIBUIÇÃO PARA SE APOSENTAR COM 100%, SIGNIFICA QUE A MAIORIA MORRERÁ ANTES DE SE APOSENTAR. SE O INDIVÍDUO COMEÇAR A TRABALHAR COM 16 ANOS, MAIS 49 DE CONTRIBUIÇÃO VOCÊ IRÁ SE APOSENTAR COM: 16+49= 65 ANOS. A MÉDIA  DE PERSPECTIVA DE VIDA DOS TRABALHADORES DO NORTE, NORDESTE E DAS PERIFERIAS DAS GRANDES CIDADES, VARIA ENTRE 52-55 ANOS; LOGO, ELES MORRERÃO ANTES DE SE APOSENTAR. MAS VAMOS SUPOR QUE ELE PRECISE SE APOSENTAR COM 25 ANOS DE CONTRIBUIÇÃO, ELE RECEBERÁ 40% DO SALÁRIO QUE GANHA NA ÉPOCA, SE FOR R$: 2.000,00 ELE RECEBERÁ R$: 800,00, MENOS DE UM SALÁRIO MÍNIMO; LOGO, ELE VAI VIVER NA MISÉRIA.
E OS DAS CLASSES MÉDIAS E ALTAS? ESSES SÃO PRIVILEGIADOS, POIS, TERÃO DIREITOS A FAZER FACULDADE, PÓS GRADUAÇÃO, MESTRADO, DOUTORADO E PÓS DOC, DEPOIS, POR VOLTA DOS 25 A 30 ANOS COMEÇARÃO A TRABALHAR. FAÇA A CONTA, 25 + 49= 74 OU 79 ANOS, LOGO, COMO TODOS OS POBRES, MORRERÃO TRABALHANDO. OS PRIVILEGIADOS SERÃO APENAS OS POLÍTICOS QUE CONTINUARÃO TENDO SUAS APOSENTADORIAS POR MANDATO.

É ESSA A REFORMA QUE OS GOLPISTAS REAFIRMAM QUE VÃO FAZER A QUALQUER CUSTO. OS CARAS ESTÃO A SERVIÇO DE ALGUÉM, MENOS DO EM ESTAR DOS BRASILEIROS. 

quarta-feira, 1 de março de 2017

LIBERDADE E LIVRE-ARBÍTRIO

“Tu deves escolher” (Immanuel Kant)

     A liberdade nunca pertenceu ao mundo dos seres humanos, pertence ao mundo dos metafísicos. Os primeiros seres humanos foram criados dentro do contexto do livre-arbítrio, isto é, tinham que escolher. Por isso Immanuel Kant interpretou-o como sendo um dever: “Tu deves escolher”. Ignorar essa máxima filosófica querendo não escolher já é uma escolha. Logo, queiramos ou não, o imperativo categórico é inato a todos os seres humanos em todas as situações, ninguém está livre de fazer escolhas. Assim sendo, em todos os momentos estamos escolhendo quando dizemos sim ou não, ou quando preferimos não expressar nossa decisão, ou ainda quando optamos por não conhecer, pensando que a ignorância possa livrar-nos de nosso dever, dessa responsabilidade inata, que, queiramos ou não, é imperativa. 
  
Liberdade

     O conceito de liberdade é aplicado somente em ambientes perfeitos, onde não aja o certo e o errado e o bem e o mal; por isso, a ambição, a inveja, o pecado e todos os tipos de males a partir de criaturas que habitavam ambientes perfeito nos-é um mistério. Mas liberdade é isso mesmo, Deus criou os seres racionais semelhantes a Ele, livres, sem controle algum de sua vontade, pois, caso houvesse qualquer tipo de controle não seria liberdade, muito menos perfeição. Por isso Deus é justo, perfeito.

Onde estava tu quando eu fundava a terra? Faze-me saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se tu o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as tuas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam? (Jó, 38: 4-7)

Estou falando da criação dos anjos antes de Lúcifer e os anjos que o seguiram ambicionarem o lugar do Filho de Deus, Jesus Cristo. Satanás e todos os anjos foram criados com total liberdade de ação. Mas a grande indagação de todos nós é: Como em um ambiente perfeito surgiu o imperfeito, o agente do mal?

Lúcifer no céu, antes de sua rebelião foi um elevado e exaltado anjo, o primeiro em honra depois do amado filho de Deus. Seu semblante, como a dos outros anjos, era suave e exprimia felicidade. A testa era alta e larga, demonstrando grande inteligência. Sua forma era perfeita, o porte nobre e majestoso. Uma luz especial resplandecia de seu semblante e brilhava a seu redor, mais viva do que ao redor dos outros anjos; todavia, cristo, o amado filho de Deus tinha preeminência sobre toda hoste angélica. Ele era um com o pai antes que os anjos fossem criados. Lúcifer invejou a Cristo, e gradualmente pretendeu o comando que pertencia a Cristo unicamente.
     O grande Criador convocou as hostes celestiais, para, na presença de todos os anjos, conferir honra especial a Seu Filho. O Filho estava assentado no trono com o Pai, e a multidão celestial de santos anjos reunidas ao redor dEles. O Pai então fez saber que por Sua própria decisão, Cristo, Seu filho, devia ser considerado igual a ele, assim que em qualquer lugar que estivesse presente seu Filho, isto valeria pela sua própria presença. A palavra do Filho devia ser obedecida tão prontamente como a do Pai. Seu Filho foi por Ele investido com autoridade para comandar as hostes celestiais. Especialmente devia Seu Filho trabalhar em união com Ele na projetada criação da Terra e de cada ser vivente que devia existir sobre ela. O filho levaria a cabo Sua vontade e Seus propósitos, mas nada faria por Si mesmo. A vontade do Pai seria realizada nEle. (Ellen G. White, História da Redenção, pág. 13 e 14)

Guerra no céu

     Então houve guerra no céu. O filho de Deus, o príncipe do céu, e os anjos leais empenharam-se num conflito com o grande rebelde com aqueles que se uniram a ele. O filho de Deus e os anjos verdadeiros e leais prevaleceram; e Satanás e seus simpatizantes foram expulsos do céu. Toda hoste celestial reconheceu e adorou o Deus da justiça. Nenhuma mácula de rebelião foi deixada no céu. Tudo voltara a ser paz e harmonia como antes. Os anjos do céu lamentaram a sorte daqueles que tinham sido seus companheiros de felicidade e alegria. Sua perda era sentida no céu.
     O pai consultou Seu filho com respeito a imediata execução de Seu propósito de fazer o homem para habitar a Terra. Colocaria o homem sob prova a fim de testar sua lealdade antes que ele pudesse ser posto eternamente fora do perigo. Se ele suportasse ao teste com o qual Deus considerava conveniente prová-lo, seria finalmente igual aos anjos. Teria o favor de Deus, podendo conversar com os anjos, e este com eles. Deus não achou conveniente colocar os homens fora do poder da desobediência. (Idem. Pg.19)

     Jesus e o Pai adaptaram o planeta terra à vida depois que Satanás e sua hoste foram lançados para cá. Logo, Lúcifer é o criador da inveja e de todos os males existentes no planeta Terra. O mesmo tempo de graça que estamos tendo após a consolidação do pecado de Adão e Eva, tiveram os anjos no céu; mas eles preferiram desafiar a Deus não se arrependendo do mal que nascera em suas mentes, achando que poderiam tomar o controle das mãos do Criador, tornando-se donos do universo. Por isso houve guerra no céu e Lúcifer com seus anjos foram lançados para a Terra, onde Deus, através de seu Filho Jesus, organizaria o planeta para o desenvolvimento das várias formas de vida; por isso, nossa luta é contra as potestades do mal instalado na Terra por Satanás e seus anjos que trabalham para que tenhamos o mesmo fim que eles, a morte eterna.

Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do norte. Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao altíssimo. E, contudo, levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo. Os que te virem te contemplarão, considerar-te-ão e dirão: É este o varão que fazia estremecer a terra e que fazia tremer os reinos? (Isaías, 14: 12-16)

Livre-arbítrio

     “Tu deves escolher”. Após a expulsão de Satanás e sua hoste do céu acabou a liberdade, dando início ao livre-arbítrio, logo, escolher é um dever inato aos humanos. Nesse contexto, ignorar para se livrar de alguma responsabilidade já é uma escolha e não é a mais acertada. Por isso o conselho de Jesus: “Examinai as escrituras porque julgais ter nelas a vida eterna e são elas que dão testemunho de Mim”. (João, 5: 39) Como Adão e Eva pecaram conscientemente, todos os seus descendentes são pecadores, carentes da graça de Jesus Cristo para vencer o pecado que também é inato aos seres humanos. Logo, o novo nascimento é um milagre operado por Jesus àqueles (as) que O aceitarem como seu salvador pessoal. Nesse caso, enquanto o crente está conscientemente fazendo a vontade de Deus expressa na Bíblia, Satanás não tem poder sobre ele. Aqui não há espaço para religiões e denominações religiosas que salva, pois, quem salva é Jesus. Assim sendo, a Bíblia deve ser a cartilha dos que serão salvos, nesse caso, as igrejas podem ser uma pedra de tropeço, uma estratégia diabólica para, se possível for, enganar até mesmo os escolhidos. Bem próximo da volta de Cristo não haverá espaço para igreja alguma se dizer dona da verdade, pois, cada cristão dará testemunho de sua fé como se ele fosse único no mundo a defender seu Salvador e Sua vontade expressa na Bíblia. 
   
Bem e mal maniqueísta

     O maniqueísmo, ou doutrina do persa Mani ou Manes (séc. III da era cristã), sobre a qual se criou uma seita religiosa que teve adeptos na Índia, China, África, Itália e sul da Espanha. Eles pregam que o universo foi criado e é dominado por dois princípios antagônicos: Deus ou bem absoluto e o mal absoluto, ou Satanás. Santo Agostinho nascera na África e pertencera ao maniqueísmo, mas se tornara cristão sem abandonar os ideais maniqueístas, foi ele quem adaptara o maniqueísmo a teologia cristã Medieval, ensinando que o bem (Deus) e o mal (Lúcifer), não são seres metafísicos, são apenas forças despersonalizadas. Isto significa que Deus e Lúcifer nunca existiram, sendo apenas fábulas. Logo, Agostinho favoreceu para que os teólogos medievais criassem uma teologia cristã contrária aos escritos bíblicos; fazendo que todos os cristãos negassem as leis de Deus, iludindo-os que o professar seguir Cristo sem fazer sua vontade explícita na Bíblia é suficiente para ser salvo. Você é um cristão que trabalha nos dias de sábado, come carne de porco e outras classificadas na Bíblia como imundas? Se sim, você está sendo enganado pelo maniqueísmo e platonismo Medieval, Moderno e Contemporâneo.

Bem aventurado aquele que lê e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. (Apocalipse, 1:3)
Adão foi levado a compreender o que o pecado é: transgressão da lei. Foi lhe mostrado que a degenerescência moral, mental e física seria para a raça humana o resultado da transgressão, até que o mundo se encheria com a miséria humana de toda espécie. Os homens foram em geral incapazes de apreciar o mistério do calvário, os grandes e elevados fatos da expiação, e o plano da salvação por causa da condescendência da mente carnal. Contudo, não obstante a debilidade, e enfraquecimento do poder mental, moral e físico da raça humana, Cristo, fiel ao propósito pelo qual deixara o céu, mantém o Seu interesse pelos fracos, desvalidos e degenerados espécimes de humanidade, e convida-os a ocultar nEle suas fraquezas e grande deficiências. Se vierem a Ele, Ele suprirá todas as suas necessidades. (Ibib. Pg. 49 e 50)

Adventistas do Sétimo Dia

     O racionalismo acadêmico-filosófico chegou às instituições da igreja defensora de todas as verdades explícitas na Bíblia. Os adventistas foram agraciados por Deus com o Espírito de Profecia, orientações práticas à Sua igreja dos últimos dias, um manual prático em comum acordo com os escritos Bíblicos. Na área de saúde, alimentação, vestuário e outros detalhes de como os adventistas serem diferentes dos mundanos; pois, a fato de sermos do mundo não significa que devemos adotar as práticas mundanas em seus muitos aspectos que Satanás, disfarçadamente, usaria para degenerar moralmente a raça humana. A programação da TV Novo Tempo está dividida em dois setores: um para agradar os adventistas tradicionais; outro, para agradar os da nova geração de adventistas do sétimo dia da “Nova Semente”. Esta, como a tradicional, defende a guarda de todos os mandamentos e o não alimentar-se de carnes imundas, mas rejeitam a validade do Espírito de Profecia dado à Ellen G White referente ao uso de modas pelos que professam ser representantes de Cristo. É que a Nova Semente busca uma forma de se adaptar ao vale tudo dos atuais religiosos, igualando-se aos cristãos do Cristianismo Medieval e Moderno, devem estar buscando uma forma de aumentar suas receitas vendendo uma religiosidade popular, sem pacto com toda a verdade que salva. Mas não nos espantemos, pois, já dissera Cristo: “Muitos serão chamados, mas poucos os escolhidos”.  
Para tudo que acontece no mundo científico há uma causa, na ciência da salvação que envolve seres metafísicos não é diferente. Logo, a salvação também é uma ciência, pois têm suas causas, propósitos e finalidade.

Cada ser humano deve escolher como se fosse único no mundo frente às tentações de Satanás como estiveram Adão e Eva.

Não se aparte da sua boca o livro desta lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás. Não te mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo; não pasmes e não te espantes, porque o Senhor teu Deus é contigo por onde que andares. Josué, 1: 8 e 9

Bibliografia:

Bíblia Sagrada. Almeida revista e corrigida, Sociedade Bíblica Brasileira.
White, Ellen G. História da Redenção. Ed. Casa Publicadora Brasileira Tatuí – São Paulo, 2008.