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quinta-feira, 30 de abril de 2015

ATEUS E CRENTES TÊM O MESMO FUNDAMENTO



     Para tratar deste tema terei que fazer uma reflexão sobre o significado de alguns conceitos, como: Deus, Ateu, Crente, Socialismo e Democracia.
Deus e o ateu
     O ateu é o indivíduo que nega a existência de Deus. Ou ainda, que não crê em Deus. É uma pessoa que não vai às missas católicas, a cultos protestantes e a centro espíritas. Como a maioria dos brasileiros vão a algum centro religioso, o Brasil é um país composto de crentes cristãos. No entanto, há pessoas que são ateias, que não recorrem a nenhum centro religioso em busca de ajuda moral e espiritual. A questão é: O que é preciso conhecer para ser um ateu consciente? Todos nós sabemos que temos acesso ao conhecimento fundamentalmente através dos livros. Fala-se muito na existência de Deus, mas não O vemos, logo, o ateu não O reconhece como ser existente. É verdadeiro este argumento, se não o vejo, não o reconheço como ser que existe? Não. Pois, o conhecimento vem, fundamentalmente através dos livros. Eu não vi Platão, mas o conheço através de seus escritos. Logo, Platão existiu e eu o reconheço como pessoa existente; então, o argumento de que só reconheço como existente apenas o que vejo é falacioso. A bíblia é um livro que fala sobre a existência de Deus, tudo o que ele fez e fará para o bem da humanidade. Então, pelos fundamentos epistemológicos, e da lógica, o ateu consciente, tem por obrigação de ler e apreender o conteudo bíblico a fundo, caso contrário, seu ateísmo estará fundamentado na sua ignorância.
Deus e o crente
      O crente é aquele que crê. Essa definição não é boa para os crentes, mas, ao pé da letra é isso mesmo. Uma boa definição para o crente seria: O crente é aquele que crê depois de conhecer. Mas, a que está valendo é a primeira, porém, é uma definição generalizada. Mas, nem tudo que é generalizado capta o todo. Logo, nem todo aquele diz crer em Deus, crê no Deus bíblico.
     Então, tanto o ateu como o crente têm que ser consciente ao definir o seu Deus para dizer-se crente ou ateu. Pois, para nós, brasileiros cristãos, independentemente dos diferentes credos, nosso livro sagrado é a bíblia. Mas, popularmente falando, o crente é aquele que crê mesmo não conhecendo para crer. Se eu disser a meus alunos que Platão foi morto bebendo um copo de cicuta, eles irão acreditar porque sou o seu professor, mas o bom estudante vai além do que o professor disse, a crença cega não lhe satisfaz, então, ele busca estudar nos livros de Platão para confirmar aquilo que o seu professor disse. O crente consciente faz isto, mas o crente que crê a partir da autoridade do outro, é um crente que apenas crê sem pesquisar para ser um crente consciente. Percebe, Mais uma vez, crentes e ateus estão na mesma condição. A grande diferença entre ateus e crentes é que o ateu nega o Deus bíblico, e o crente crê em muitas divindades, como, segundo a bíblia, há um único Deus que tudo criou, os crentes correm o risco de crer em divindades e líderes religiosos falsos, tornando-se ateus cristãos. Logo, o verdadeiro cristão é aquele que segue os princípios e leis contidos na bíblia sem interpretações teológicas que querem ir além do que está escrito no livro sagrado.
Socialismo é igual o absolutismo
     A filosofia analisa qualquer discurso a partir de seus fundamentos. Se o fundamento for falacioso, toda e qualquer argumentação derivada desse fundamento, por mais bem articulada que passa parecer não vai além de falácias. É o mesmo princípio aplicado à premissa primeira de um silogismo (lógica aristotélica). Se ela for verdadeira a dedução necessariamente será verdadeira. Porém, no caso de um discurso verdadeiro eu aplicar em meio as proposições verdadeiras, uma falsa, todo discurso fica descomprometido com a verdade.
     O absoluto, assim o é, porque se sabe o fim desde o princípio. No caso, todas as leis e outros princípios derivados do absoluto, são imutáveis. Por isso Deus é absoluto, Ele sabe o fim desde o princípio e suas leis são eternas e imutáveis.
Karl Marx (1818-1883)
     Marx foi o fundador da doutrina comunista moderna. Atuou como economista, filósofo, historiador, teórico político e jornalista. Foi um revolucionário Alemão de descendência judaica.
Ludwig Feuerbach (1804-1872), por quatro semanas fora aluno de Hegel. Para Feuerbach, teologia é antropologia.  E Marx escreve em sua tese sobre feuerbach: “Seu trabalho consiste em dissolver o mundo religioso em sua base profana (...). Feuerbach resume a essência religiosa na essência humana.” Sobre esse ponto, o humanismo materialista, Marx está de acordo com Feuerbach, que teve a coragem “de pôr ‘os homens’ no lugar dos velhos trastes, inclusive a autoconsciência infinita”. Entretanto, na opinião de Marx, Feuerbach deteve-se diante do problema principal e não resolveu. (REALE/ANTISERI. História da Filosofia V. III. P. 191)
     Marx foi um ateu consciente, Feuerbach não. Marx, embora ateu, conhecia a bíblia profundamente, mas a tinha como um livro qualquer. Sua proposta política, a de um comunismo moderno, fora deduzido a partir da leitura da história de Israel e sua esperança de um mundo perfeito onde, no final de toda história do pecado e da ganância, após a transformação alcançada pelos méritos de Cristo, os crentes em Cristo, salvos por ocasião de sua segunda volta, seriam iguais num mundo perfeito. No comunismo de Marx, não haveria ricos e pobres, mas um mundo sem o patrão que escraviza o outro para ter mais; um mundo onde não existiria a briga por isso é meu e aquilo é teu. Mas, tudo é de todos e para todos distribuído justamente. As etapas para chegar a esse comunismo utópico, necessariamente, passariam pelas etapas do socialismo que, segundo eu penso, seria um treinamento de adequação ao mundo perfeito idealizado por marx.
     Onde Marx errou? Afinal de contas, qual o problema de pensar um mundo perfeito a partir da política sem a intervenção de Deus na natureza humana? Em pensar não há problema algum, mas, executá-la é impossível sem a intervenção de Deus em nossa natureza pecaminosa. Por isso o comunismo de Marx e daqueles que o sucederam não deu certo e jamais dará, pois, este é o plano do Deus da bíblia àqueles que o aceitarem como o seu único Deus, digno de crença e de ser honrado pelo modo de viver enquanto esperamos o cumprimento da promessa de Cristo que prometeu buscar os que O seguissem e O representasse até sua volta.
Democracia é igual demagogia
     Democracia: “governo do povo para o povo”.  A democracia é criação humana, os gregos a criaram. Porém, ela é degenerativa. Isto é, o governo do povo para o povo é uma mentira. É demagoga porque chega ao estado de ditatura, de um absolutismo antropocêntrico. Onde os ricos, através dos políticos, em nome da democracia, os usam para enganar o povo.
Brasil
     O Brasil, como os USA, os países da américa Central e do sul, são países novos. Exceto os USA, os outros estão oscilando entre a ditadura e a democracia. Há trinta anos, mais uma vez, a democracia está sendo instituída no Brasil, somos uma democracia, mas, como democratas, o povo, está longe de ser incluído nos programas dos políticos que usam as riquezas do Estado em benefício próprio, dos partidos políticos e de monopólios empresariais. Nossa história confirma que o país sempre foi usado pelos estrangeiros que por aqui aportaram como terra de exploração e nada mais. Pouco coisa ou nada melhorou nesses quinhentos anos. O que estamos presenciando e ouvindo nos teles jornais é algo a ser pensado por todos nós brasileiros. A guerra entre o governo do PT e os outros partidos está declarada. O conceito “Democracia” está esquecido, político nenhum fala em democracia, pois, num Estado democrático a justiça, os deveres e direitos são para todos. Mas os políticos querem os direitos para eles e os deveres para o povo, negando toda e qualquer forma de justiça. Nesta guerra atual, a democracia brasileira está esquecida pelos atuais políticos que militam contrários as políticas sociais implantadas pelo PT, transformando-a numa ditadura pior que a dos militares. Digo PT como filósofo analista e não como partidário.
Professores públicos
     Um Estado democrático consciente se faz com boa educação pública. O fundamento para o descobrimento do Brasil foi à busca de terras além dos mares da Europa a ser explorada. Logo, o Brasil é terra de exploração escrava. A independência, a abolição da escravidão, diferentes regimes políticos adotados ao longo de nossa história sempre teve, na perspectiva de alguns políticos, construir um Estado democrático, onde, todas as riquezas produzidas e extraídas desse solo fosse aplicado em Benefício de todos os brasileiros trabalhadores. Porém, “nestas terras em que plantando tudo dá”, a ganância dos ricos estrangeiros e dos internos, têm dificultado construir um Brasil para os trabalhadores brasileiros. Por isso meus caros colegas, trabalhadores brasileiros, a educação pública oferecida aos filhos dos trabalhadores tem que ser ruim. Por isso meu caro colega professor, as escolas públicas têm que ser sucateadas e os professores mau valorizado. O PT, desde 2005 legislou a nível federal que os professores, por terem curso superior, têm que ganhar como os outros profissionais com curso superior, mas os governos dos estados da união são anticonstitucionais, negando o cumprimento desta lei federal. Contrariando-a, os governos do PSDB, PMDB, as casas legislativas, e os juízes, fechadas contra o desenvolvimento, não fazem os governos cumprirem a carta magna da nação, mas, unidos contra o desenvolvimento do país, votam pacotes de leis que dificulta a valorização do professor enquanto trabalha e piorando ainda mais quando ele se aposenta. O estado do Paraná e o de São Paulo, dois ricos estados da federação governados por políticos do PSDB declararam guerra aos professores que querem ter condições de levar o Brasil ao desenvolvimento, capaz de produzir riquezas materiais e epistemológicas, mas isso não é bom para os ricos e políticos escravocratas que querem manter os brasileiros como escravos. E mais, o projeto de lei 4330, já aprovado no congresso nacional, está nas mãos dos senadores, caso eles também aprovem e a presidente Dilma não o vete, a escravidão estará novamente instituída no Brasil em nome da terceirização. Neste projeto de terceirização, a maioria dos pequenos partidos apoiam o PMDB e o PSDB, que lutam para a provação urgente da terceirização das atividades meios e fim das atividades empresariais e do serviço público. Então, meu caro colega, nas próximas eleições teremos que tirar todos esses escravocratas do poder. E que Deus nos ajude porque a guerra não está sendo fácil; hoje, são os professores que estão, sozinhos, lutando contra a precarização e a instituição da escravidão no Brasil; amanhã, com certeza, todos nós, os trabalhadores, caso todos esses projetos passem, estaremos lamentando em vão, pois, os escravocratas já terão imposto a todos nós, a escravidão, aí, para mudar somente como muito derramamento de sangue inocente. ACORDA BRASIL! Pois, o presidente do congresso declarou guerra ao PT caso ele não se curve à vontade dos escravocratas, que querem, a qualaquer custo reinstituir a escravidão aos trabalhadores do Brasil.
Sócrates
     Aos que não sabem, foi Sócrates quem foi condenado a morte bebendo uma taça de cicuta (veneno). O único mal cometido por Sócrates foi ter-se levantado contra os políticos que faziam da democracia de Atenas uma demagogia. Ele ensinava sua filosofia nas praças públicas (Ágora). Cobrava dos políticos justiça, moral e ética na política, ensinava os jovens a crerem em um único Deus, (inteligência Superior) negando o politeísmo grego e outras formas de divindades politeístas existentes na época. Com seu sábio método de questionar aqueles que se diziam saber, provava-lhes, que nada sabiam do que diziam saber, por esse seu zelo pela justa Democracia foi condenado à morte pelos juízes, sofistas e políticos de seu tempo.

Filósofo Isaías Correia Ribas           

quinta-feira, 23 de abril de 2015

FILOSOFIA DOMINA CATÓLICOS, PROTESTANTES, EVANGÉLICOS E ESPÍRITAS


     Muitos foram os pesadores que se levantaram para direcionar os povos dentro de outros parâmetros políticos – filosóficos – religiosos – epistemológicos posteriores a Idade Média. O conhecimento e como se conhece foi a preocupação principal dos pensadores. Após o medievalismo houve separação entre políticas, filosofias, religiões e ciências. Corriam separados, porém, unidos pelas necessidades e dependências pela visão do todo. A política, a religião, a filosofia, o conhecimento e o individualismo teriam que ser respeitados, pois, querendo ou não, somos um corpo inserido entre vários corpos com interesses diferentes, e são o respeito às diferenças que dão legitimidade a individualidade. Assim sendo, o preconceito gratuito, sem fundamento, é um mal que pode pôr o desenvolvimento individual em risco. Por outro lado, o conhecimento exige que todas as práticas individuais ou de grupos passem pelo crivo crítico, evitando assim, que toda sociedade seja enganada por espertalhões que, em nome de sua liberdade faça com que todos sigam suas ideias como sendo a verdade. Lembremos que foi esse o mal que imperou na Idade Média.
Immanuel Kant (1724-1804)
     Kant chegou ao posto de reitor da universidade de Königsberg, Alemanha, onde foi estudante e professor. Segundo Kant, Hume o fez despertar do sonho dogmático, “fazendo dele” o precursor da filosofia contemporânea. A filosofia de Kant é um esforço para provar que a razão está acima das paixões, que os sentimentos são controlados pela razão que investiga e apreende as coisas que estão no mundo, compreendendo e transformando-as. Logo, o ser humano é um composto físico metafísico, onde os sentimentos, as paixões, a vontade e a razão faz do ser humano um ente diferenciado das outras criaturas. A luta pelo domínio entre sentimentos, paixões, vontade e razão não se dá entre essas características do ser humano, mas são nossas discussões ideológicas que nos passam a ideia de que há essa luta. Por isso, dependendo de cada um agir livremente, uns se tornam presas das paixões, outros dos sentimentos, outros da vontade e outros da razão sem nenhum equilíbrio de sua própria composição como ser humano. Assim, se somos um composto, há momentos que somos sentimentais, outros apaixonados, outros volitivos e racionais, mas, segundo Kant, a razão é aquela qualidade que nos faz diferentes dos animais irracionais e dos homens arracionais, como diz David Hume. Logo, se somos racionais, a razão deve direcionar nossas práticas com sabedoria e não como dogma.
Arthur Schopenhauer (1788-1860)
     Schopenhauer foi contemporâneo de Hegel. Foi um dos raros casos de precocidade filosófica; aos 31 anos de idade publicou a exposição completa de seu sistema (O Mundo como Vontade e Representação). Como filósofo Schopenhauer tinha dois objetivos:
     Completar a filosofia de Kant e destruir a de Hegel. Hegel era o protótipo do argumentador capcioso que faz o falso passar por verdadeiro e o verdadeiro por falso, a dialética só podia ser incorporação do espirito da mentira. Daí que, para Schopenhauer, só existem dois métodos de pensar: a lógica, caminho rigoroso da demonstração da verdade, e a dialética, arte de argumentar independentemente da verdade. (Arthur Schopenhauer. Como vencer um Debate sem Precisar Ter Razão. P. 28/53)
     Apenas uma observação àqueles que não conhece a linguagem filosófica: a coisa-em-si elaborada por Kant é uma referência a Deus, e, como tal, é inacessível, como inacessível, nada podemos, empírica e cientificamente, deduzir Dele. Logo, Deus só é compreensível através da revelação bíblica, em suma, pela fé. Continua Schopenhauer:
     A diferença, a única diferença substancial, entre Kant e Schopenhauer é que o primeiro nada diz sobre a coisa-em-si, ao passo que o segundo deduz, da sua incognoscibilidade mesma, a sua total irracionalidade – uma conclusão que Kant não quis tirar, mas que se segue inapelavelmente das suas premissas. De fato, se a lógica é apenas o esquema da razão humana, que se ergue na ponta do processo de manifestação cósmica da coisa-em-si sem poder retroagir para abarcar cognitivamente a causa que a criou, a coisa-em-si está eternamente fora do alcance de todo conhecimento racional, é portanto irracional, a-racional ou pré-racional. Tal como os sentidos, a razão é uma das formas do mundo da representação, a casa das formas do mundo da representação, a casca de aparências que encobre a misteriosa vontade universal. [...] Pois a consciência e a razão estão ainda mais afastadas da origem do que o está a natureza, e, para conhecer essa origem teriam de primeiro abdicar de si mesmas, dissolvendo-se na obscuridade ainda mais funda da arbitrária vontade universal. (Ibid. p, 68/69)
     Para Shopenhauer a vontade é superior a razão, é um poder universal, isto é, domina todos os animais, inclusive os dotados de razão.
     Em o Jardim das Aflições escreveu schopenhauer a respeito da filosofia de Hegel:
     Uma certa desonestidade aparece já nas bases mesmas de sua metafísica, onde ele proclama que o conceito de ser, enquanto indeterminado, equivale a nada – conferindo sub-repticiamente validade ontológica absoluta a esse juízo que só tem sentido gnosiológico, isto é, confundindo a ordem do ser com a ordem do conhecer, o que, num homem de sua habilidade lógica verdadeiramente virtuosística, não pode ser um erro involuntário, mas um truque proposital.
     Novamente O Jardim das Aflições, Hegel que se declarava fiel protestante e nunca foi membro de qualquer grupo esotérico ou sociedade secreta, recebia no entanto dinheiro de agremiações maçônicas interessadas em promover a ideia de uma religião de Estado para se substituir à Igreja cristã (católica ou reformada). Com requintada habilidade sofística, o autor da filosofia da história argumenta, de fato, em favor do cristianismo, mas sublinhando que, como o Estado moderno incorpora e realiza em suas leis a essência perfeita do cristianismo, a Igreja se tornou desnecessária e o Estado vem a ser a suprema autoridade religiosa. Isso não faz de Hegel um intelectual de aluguel, pois a opinião que ele aí expressa não é só de quem lhe paga, mas também a sua própria. Mas até que ponto o prêmio financeiro não ajudou a cegar o filósofo para inconsistências que de outro modo ele teria percebido? Pois se de um lado não há como duvidar da sinceridade com que ele defende a liberdade da consciência individual, de outro lado é fato que, ao fazer do Estado moderno a condição necessária e suficiente dessa liberdade (omitindo-se de defende-la contra o Estado mesmo –, ele acaba se colocando, meio as tontas, a serviço da causa que mais nitidamente caracteriza a política do Anticristo sobre a terra: investir o Estado de autoridade espiritual, restaurar o culto de Cesar, banir deste mundo a liberdade interior que é o reino de Cristo. (Ibid. p, 50, 51 e 52 (rodapé))
     Schopenhauer faz de parte das críticas de Hume ao empirismo, em especial a vontade, fazendo desta a essência humana que controla todos os nossos desejos, e, não a razão defendida por Kant. Continua Schopenhauer:
     Consciência é mera superfície de nossa mente, da qual, como da terra, não conhecemos o interior mas apenas a crosta. Sob o intelecto consciente está a vontade consciente ou inconsciente, uma força vital esforçada e persistente, uma atividade espontânea, uma fonte de desejo imperioso. Pode, as vezes, parecer que o intelecto dirige a vontade, mas apenas como um guia dirige seu amo; a vontade é o “cego robusto que carrega em seus ombros o coxo que vê”. Não queremos uma coisa porque encontramos razões para isso, encontramos razões para isso porque a queremos; podemos até elaborar filosofias e teologias para cobrir nossos desejos. Daí Schopenhauer chama o homem de “animal metafísico”; os outros animais desejam sem metafísica. “Nada é mais irritante do que discutir com um homem, usar argumentos e explicações para convencê-lo, e no fim descobrir que ele não quer compreender, que estamos lidando com sua vontade”. Daí a inutilidade da lógica; ninguém nunca convenceu alguém pela lógica; e até mesmo os cultores da lógica a utilizam apenas como fonte de renda. Para convencer um homem, é necessário apelar para seus interesses próprios, seus desejos, sua vontade. Observem como durante muito tempo nós nos recordamos de nossas vitórias e como depressa nos esquecemos de nossas derrotas; a memória é serva da vontade. “Ao fazermos conta é muito mais frequente fazermos erros a nosso favor do que contra nós e isso sem a menor intensão de desonestidade”. “Por outro lado, a compreensão do homem mais imbecil torna-se muito aguda quando se trata de assuntos que afetam de perto seus desejos”. Em geral, o intelecto é desenvolvido pelo perigo, como na raposa, ou pela necessidade, como no criminoso. Mas parece sempre estar subordinado ao desejo e lhe servir de instrumento; quando tenta suplantar a vontade, segue-se a confusão. Ninguém é mais passível de erros do que aquele que age só por reflexão. [...] O intelecto é meramente ministro das relações exteriores; ... a natureza o produziu para prestar serviço à vontade individual. [...] O caráter está na vontade e não no intelecto; o caráter também é continuidade de objetivo e de atitude que constitui a vontade. A linguagem popular está certa ao preferir o “coração” à “cabeça”; ela sabe (porque não raciocinou a respeito disso) que a “boa vontade” é mais profunda e de mais confiança do que a mente clara. E quando chama um homem de “astuto”, “sabido” ou “esperto” insinua suas suspeitas e desagrado. “Brilhantes qualidades mentais despertam a admiração mas nunca a afeição”; e todas as religiões prometem recompensa... mas os méritos da vontade ou do coração, não para as qualidades do cérebro ou da inteligência”.  (SCHPENHAUER. A Filosofia de Schopenhauer. P. 41-44)
     Em suas argumentações contra a razão, Schopenhauer deixa claro seu ceticismo: O intelecto é meramente ministro das relações exteriores; ... a natureza o produziu para prestar serviço à vontade individual”. Logo, somos produtos da natureza e não entes criados por um Deus que nos fez à sua semelhança. É a filosofia de Hume levada às últimas consequências pelos céticos posteriores, admiradores e cúmplices na arte filosófica de negar os escritos bíblicos. Entendo, que a relação entre a substância que compõem nosso físico com todos os órgãos, cérebro, coração, e outros tantos que há, mais a sensibilidade física e a metafísica vontade, alegria, ira, orgulho, empatia, antipatia, simpatia e outros sentimentos, somados aos pensamentos, são inseparáveis, são atributos físicos e metafísicos que define o ser humano como superior às outras criaturas; nós as dominamos porque Deus disse que as dominaríamos. Logo, não há qualidade superior ou inferior, pelo contrário, é um composto harmônico que nos capacita a sermos o que somos independentemente de formação filosófica. O que faz a diferença entre um indivíduo que quer compreender e o que não quer é a preguiça em usar o cérebro, a vontade de não fazer nada o domina, daí, prefere-se acreditar que pesquisar. Por isso entendo que o conhecimento escolar e universitário é necessário para capacitar-nos a compreender nossa composição e o mundo, aí sim, cientes de nossa harmônica composição, conscientemente venceremos a preguiça, crescendo rumo ao saber sem decompor-nos, pois, é nossa composição que nos define como indivíduos. Logo, o homem racional e consciente é capaz de controlar todos os seus desejos, paixões e vontades selecionando-as entre maus e bons. Daí, deduz-se, que, no afã de negar a existência de um Deus criador e mantenedor de tudo o que há, os filósofos e outros céticos, defendem ideias falaciosas e até contraditórias à nossa própria composição físico-metafísica e de como usá-las.
Friedrich W. Nietzsche (1844-1900)
      A filosofia de Schopenhauer, como a de Hume, influenciou diretamente Nietzsche. Com o filósofo, a vontade recebe atenção especial e um aprofundamento conceitual: a vontade universal não é somente a essência, mas uma necessidade, é Vontade de Potência (VP) é uma lei originária. A vontade de potência não é algo criado, ela advém da própria realidade das coisas. “Esse mundo é vontade de potência”.
     Nietzsche era filho e neto de pastores protestantes, aos quatorze anos também queria ser pastor. Mas em contato com filósofos na universidade, transformou-se no maior dos céticos. O inimigo número um do cristianismo. Para Nietzsche a razão é serva das paixões, dos sentimentos e da vontade.
     O seu ateísmo é portanto o mais radical do que se possa imaginar, pois tem a ver com o próprio conceito de Deus: “Negamos Deus enquanto Deus... Se nos demostrassem este Deus dos cristãos, só poderíamos acreditar menos ainda” O Deus original dos hebreus era a expressão de um poder natural do povo hebraico: e era portanto concebido antropomorficamente como pai e rei, poderoso e vingativo. Quando este poder começou a faltar, em lugar de abandonarem o seu símbolo, os sacerdotes hebreus deram início a um processo de moralização e purificação do conceito de Deus que encontrou seu coroamento no cristianismo. Moralidade e pureza tornam-se atributos de Deus como reação contra o fato dele não ser mais real: o conceito moral de Deus fundamenta-se portanto na sua morte: “O nada divinizado, a *vontade do nada santificada em Deus!”
     O cristianismo, para Nietzsche, é apenas a continuação e a evolução do hebraísmo. Paulo de Tarso e os primeiros cristãos, não podendo suportar a morte de Jesus, distorcem seus ensinamentos em sentido moral, introduzindo a perspectiva do pecado, da culpa, do além, que nada tinha ver com o Jesus histórico: na base do cristianismo há portanto um ressentimento a respeito da realidade, da vida e do ser, que justamente se manifesta na superfetação moral que o distingue. O cristianismo é portanto a mais niilista de todas as religiões: a sua origem está na tentativa de disfarçar a derrota histórica de Jesus, a sua vergonhosa morte na cruz, para que pareça uma vitória, em algum mundo além. (NIETZSCHE. O Anticristo Maldição do Cristianismo. P, 11)
     Nietzsche nasceu num ano muito significativo para os protestantes. Segundo as interpretações de uma das profecias bíblicas (Daniel 8:14) por Guilherme Miller, Jesus Cristo voltaria no dia 22/10/1844. Porém, chegou a dada predita e Cristo não apareceu. Certamente Nietzsche conviveu com a decepção de seus pais e parentes. Como estudante perspicaz, não foi difícil de se convencer, através de seus mestres de filosofia que os escritos bíblicos não passavam de estratégias políticas dos hebreus, israelitas, judeus e cristãos. A decepção dos protestantes em 1844 fora a inspiração para Nietzsche criar o conceito niilismo, que significa, nada ou vácuo. Por isso sua conclusão: “O cristianismo é portanto a mais niilista de todas as religiões”. A partir desta convicção, Nietzsche passa a desconstruir todo e qualquer ideal político religioso do passado e do futuro.
     Nietzsche é portanto o filósofo de uma oposição forte, não das oposições fracas: é assim que lhe parece o socialismo, o anarquismo, o feminismo... No entender dele, estes movimentos representam apenas a continuação leiga da moral cristã, assim como a filosofia é a continuação da teologia. Tudo prometem mais nada cumprem, nascem e se desenvolve num estado profundo de mal estar em relação à realidade, e transformam esta situação mórbida num privilégio e até mesmo de um dever; estão desprovidos de uma força autônoma e só vivem de ressentimento, de compaixão, de indignação; pretendem “direitos iguais” e desta forma eliminam de saída as diferenças entre eles; são portanto movimentos de renúncia que se contentam com promessas e esperanças, que têm em relação à vida uma atitude projetiva, pois sempre colocam o essencial alhures, num futuro que nunca se realizará. [...]
     O pensamento nietzschiano recusa portanto de saída o conceito de ideologia, de verdade prática, de teoria a serviço da nação. A ideia tipicamente hebraica e cristã do livro que muda a vida, herdada e tipicamente assimilada pelo socialismo (onde os intelectuais tomam o lugar dos padres) baseia-se numa reviravolta completa da relação natural entre a experiência do livro, entre a vida e a teoria: ela atribui sub-repticiamente ao livro e aos intérpretes privilegiados a autoridade de tirar os leitores e seguidores do seu presente e da sua realidade, impondo-lhes leis, preceitos e comportamentos desprovidos de qualquer relação com suas exigências concretas. Nietzsche contrapõe à bíblia o código de Manu, que lhe parece totalmente desprovido de preocupações morais e pedagógicas: ao contrário do evangelho, ele não espera sua realização no futuro e está, ele mesmo, intimamente ligado à realidade do povo que o produziu. Os livros programáticos, parenéticos, ideológicos, por sua vez, pedem ao futuro aquilo que não têm, procuram esconder a sua irrealidade sugando a vida dos outros: são como “vampiros” que vivem do sangue de quem lhe presta atenção. [...] (Ibid. p, 13)
     Vou parar as citações, elas são pesadíssimas àqueles que de algum modo ou de outro pautam suas perspectivas de vida na esperança religiosa e/ou nas ideologias de políticas sociais. Nietzsche como filólogo e filósofo, com seu martelo, destrói todas as arquiteturas filosóficas, políticas e religiosas do passado e do futuro. O leitor que não tem a visão do todo, ao ler Nietzsche, será afetado por seu realismo mundano. Para ele este mundo é nossa morada eterna, não há vida no além, a não ser no mundo das ilusões. Por isso, Nietzsche defende que devemos viver esta vida segundo nossos desejos e paixões desprovidos de morais que tentam limitá-las. Negar as paixões, os desejos e a vontade, é negar a própria vida.
Verdade em Nietzsche
     O que é a verdade, portanto? Um batalhão móvel de metáforas, metonímias, antropomorfismo, enfim, uma soma de relações humanas, que foram enfatizadas poéticas e retoricamente, transpostas, enfeitadas, e que, após longo uso, parecem a um povo sólidas, canônicas e obrigatórias: as verdades são ilusões, das quais se esqueceu que são, metáforas que se tornaram gastas e sem força sensível, moedas que perderam sua efigie e agora só entram em consideração como metal, não mais como moedas. (NIETZSCHE. Os Pensadores. P, 48)
     Movimentos sociais, políticos e religiosos, ao lerem Nietzsche, pensam duas vezes para continuar com seus projetos idealistas. Mesmo sua interpretação de mundo estando errada, Nietzsche é o pensador estudado e seguido nos centros acadêmicos céticos e religiosos. É ele quem influenciou a filosofia do século XX e continua influenciado o comportamento social do século XXI. A alta sociedade acadêmica pauta-se pela leitura de Nietzsche, e assim, através da alta sociedade, todas as classes sociais estão seguindo Nietzsche sem nunca haver lido uma só frase de seus escritos. Isto se dá porque a sociedade quer viver a vida destituídas de regras e morais limitantes; e Nietzsche, como um maestro do engano, consegue embalar a todos com suas falácias filológicas-filosóficas.
     Em oposição a moral, Nietzsche se esforça para espiritualizar as paixões valorizando-as, além do bem e do mal. O homem é um composto de sensações, de pulsões hormonais. Assim sendo, viver a vida mundana é dar vasão à essas sensações e pulsões, ignorando toda e qualquer moral limitante. Pois, somente assim, viveremos vida autêntica. Quanto a razão diz Nietzsche:
     O corpo é a grande razão. Toda a luta no corpo é para “um a mais” de vida, para mais força. Disso podemos compreender corpo como Vontade de Potência e a filosofia de Nietzsche como altamente experimental, com valores que servem à vida, o valor dos valores, vida enquanto referencial de todos os valores, porque vida enquanto VP. Nesse sentido é que podemos superar a nós mesmos e deixar de ser metafísicos, racionalistas, racistas alienados deste mundo em nome de um mundo no além. Devemos construir nossos novos valores assentados em nossas experiências vitais com relação ao corpo como a nossa maior riqueza, a nossa própria vida terrena, a única que temos e livre de qualquer especulação de ordem metafísica. (SOUSA. Nietzsche, Viver Intensamente, tornar o que se é. P. 24)

Contrapondo os filósofos que defendem os sentimentos, a vontade e todo tipo de pulsões como sendo nossos guias para o bem suceder em detrimento da Razão, cito a mais antiga definição referente a este tema:
     Porventura se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? E se não procederes bem o pecado jaz à porta, e sobre ti serás o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar. Gênesis, 5:7

Logo, se o homem se deixar dominar pelos sentimentos, seja lá de que origem for, não os inibindo pela razão, todo tipo de mal jaz à porta; desde uma simples ira ao assassinato. A vida de Caim e suas gerações é o exemplo clássico do crescimento da maldade na Terra por deixar-se guiar pelos sentimentos, não os inibindo pela reflexão racional.
Guilherme Miller (1782-1849)
       Miller foi uma das grandes mentes capaz de interpretar profecias bíblicas que estavam escritas em linguagem simbólica. Filósofo algum seria capaz desse feito, até porque, o trabalho do filósofo é inventar conceitos, ideologias, enfim, o filósofo é o mestre do conhecimento antropocêntrico que quer negar a realidade da existência de um Deus criador; assim sendo, se ele não partir da premissa de que Deus existe, e pela fé crer e agir a favor desse Deus, jamais ele estará em condições de ser iluminado pelo Espírito Santo. Já o homem comum, pelas circunstâncias da vida, mesmo que tenha se tornado incrédulo, de igual modo, pelas circunstâncias da vida, em sua sinceridade, querendo honestamente se convencer para se converter, nestas circunstâncias, Deus o ilumina; mas continua provando sua fé segundo a luz que lhe foi dada. É dentro deste contexto que podemos compreender o capitão do exército americano se tornando no grande capitão da fé para estabelecer o início do último período apocalíptico da igreja fiel aos princípios bíblicos na Terra; que se estabeleceria para fazer o último convite à humanidade, a reconhecer o único Deus verdadeiro que tudo criou e, que virá outra vez para pôr fim ao mal, ao pecado, pecadores e o originador do pecado, Satanás e sua hoste do mal.  
     O pai de Miller foi capitão do exército da revolução americana (1776-1783). O filho, a exemplo do pai, alistou-se como voluntário na revolução de 1812 e terminou como capitão em 1815. Influenciado pelo racionalismo, tornou-se deísta, isto é, continuou crendo na existência de Deus, porém, duvidava da autoridade bíblica, mas desejava sinceramente conhecer a verdade. Miller possuía espírito independente, amava a liberdade e era ardente patriota. Durante a revolução ocupou vários cargos civis e militares, logo, a porta das riquezas e honras pareciam lhe abertas de par em par. Terminada a revolução voltou à fazenda da família. Após doze anos como deísta, aos trinta e quatro anos ficou impressionado com seu estado pecaminoso e não encontrava no deísmo relação alguma com o além-túmulo, o futuro era lhe negro e tétrico. Refletindo em sua experiência com o cristianismo quando estava junto de sua mãe, decidiu pesquisar a bíblia em busca de respostas às suas dúvidas alimentadas pelo deísmo. Foi este o homem que revolucionou o cristianismo protestante contemporâneo ao interpretar a profecia de Daniel 8:14. Baseado em suas pesquisas marcou a data para a segunda vinda de Cristo para 22/10/1844. A família de Miller eram membros da igreja Batista. O resultado se suas pesquisas foram apresentadas aos pastores de sua igreja, convencidos, deram-lhe licença formal para pregar nas igrejas. Em pouco tempo toda cristandade americana, europeia e outras partes do mundo foram impactadas com a interpretações bíblicas do novo pregador. Todo protestantismo, independente dos diferentes credos existentes esperaram, com Miller, a segunda volta de Cristo. Entre eles estavam a família Gold Harmon, metodistas que se convencera, e, convicta convertera-se à esperança apresentada por Miller. Como o previsto por Miller não aconteceu, “toda” cristandade, decepcionadas, voltaram ao cotidiano mundano dispostos a desfrutarem do melhor que a vida lhes pudesse oferecer. Porém, um pequeno grupo, entre eles Miller e a família Harmon, que estavam convictos da correta interpretação bíblica, continuaram humildemente analisando a bíblia para ver onde estava o erro, e assim, chegaram à conclusão de que erraram quanto ao evento que não estava relacionado com a segunda volta de Cristo, e sim com o início do juízo investigativo que começara nessa data, no céu. No decorrer das investigações, a filha da família Harmon, aos dezessete anos começou a receber visões. Antes, porém, dois outros jovens foram convidados por Deus a ser o profeta dos últimos dias, mas eles recusaram. A mesma visão que Deus lhes deu, deu-a também a Ellen Gold. Ellen, mesmo frágil aceitou o desafio. Quando ela relatou seu chamado em público, os dois jovens (Willian Ellis Foy (1818-1893) e Hazen Foss (?-1893), estavam presentes e confirmaram a veracidade do chamado, pois eles tiveram a mesma visão e convite. Ellen, aos dezenove anos casou-se com Tiago White, doravante, Ellen G. White, a profetisa contemporânea. Desse grupo de remanescentes surgiu a igreja Adventista do Sétimo Dia como detentora de todas as verdades bíblicas, pois, até então, desde o nascimento do protestantismo, nenhuma das igrejas protestantes havia conseguido aceitar toda a bíblia como norma a ser seguida pelos protestantes, que não foram além de tirar as imagens de esculturas e outros costumes que a igreja Católica colocara no lugar das verdades bíblicas que ela alterara. Logo, o protestantismo que não reconhece toda a bíblia como norma a ser seguida, embora proteste alguma coisa, continua sendo um braço que apoia a igreja medieval, pois, com o catolicismo pagão e cristão continuam ignorando a lei de Deus (os dez mandamentos) as leis sobre saúde (selecionando, conforma a bíblia, as carnes imundas das limpas), enfim, a Igreja Adventistas do Sétimo Dia, como instituição tem a bíblia como o único livro que fundamenta a fé cristã. A profetisa Ellen G. White foi e é, através de seus escritos, uma conselheira que insiste em manter os adventistas apegados ao assim diz o Senhor segundo está escrito na bíblia. Mas também, devemos saber que a história do pecado continua, e Satanás, certamente, fez e fará tudo que for possível para levar os adventistas à apostasia. Ele usa tudo que for possível, membros da própria igreja, “professores” e “pastores” para promover a apostasia na Igreja. Se Satanás usa os de dentro, é inimaginável o que ele é capaz de fazer usando elementos externos. Por isso advertência bíblica relatada em I Pedro, 5: 8: “Sede sóbrios, vigiai, o vosso adversário, o Diabo, vosso inimigo anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa tragar”. Sou especialista em filosofia por acaso. Quando pensei em fazer um curso superior para ser professor, fiz uma pesquisa para saber o que fazer e não ficar desempregado após a formação. Na época tive a informação que a filosofia, em três anos, voltaria a compor o currículo do Ensino Médio. Sem pestanejar, decidi, é a faculdade que vou fazer. Na verdade nem sabia o que significava filosofia nem nunca tinha lido algo sobre algum filósofo, depois dessa decisão, enquanto me preparava para os vestibulares e ENEM em busca de uma bolsa, li um livro de Platão e outro de Schopenhauer, gostei de como eles escreviam bem, mas pouco ou nada entendi o que estava por trás de suas filosofias. Quando consegui a bolsa do PROUNI e comecei o curso comecei a descobrir qual era a finalidade da filosofia; como eu conhecia a bíblia, pois, já havia lido umas doze vezes de capa a capa e todos os escritos da profetisa White, então, ficou fácil para perceber o que estava por trás da filosofia. Foi angustiante terminar o curso, mas, mesmo graduado, ainda sentia que faltava algo para acabar de compreender toda arquitetura filosófica, foi então que decidi fazer a Pós-Graduação em “Filosofia da Linguagem na Filosofia Contemporânea” me tornando um especialista em filosofia da linguagem. Hoje, me sinto capaz de ler filosofia e entender o que está por trás de suas arrumadas, boas e coesas argumentações, os caras são capazes de, através da escrita, dar realidade ao irreal e ao real a irrealidade. Por isso entendo que, através das universidades, o mal, o bem, e tudo mais que possa existir, na forma de conhecimento, verdadeiro e falacioso, facilmente chega à todas as pessoas transformando-as em elemento úteis e inúteis à sociedade cristã, política e céticos.
Política mundial
     A política mundial está se reestruturando para continuar direcionando a humanidade para continuar garantindo o enriquecimento dos ricos em detrimento e exploração dos pobres, priorizando apenas a manutenção de sua ração diária, não permitindo que mais pobres deixe sua classe social de mero trabalhador, de preferência braçal. A maioria das economias que davam condições de pobres se enriquecerem chegou ao fim, por isso essa nova reestruturação por imposição dos ricos, com apoio total dos políticos e das instituições religiosas de todo o mundo. Vou citar o Brasil como exemplo, pois, como professor do estado de São Paulo, estou vivenciando esse processo. A câmara dos deputados federais aprovou, ontem, 22/04/2015 a PL 4330. Logo, se fossemos depender apenas deles todas as atividades fins das empresas podem ser privatizadas, isto significa que de cara, o trabalhador brasileiro vai perder perto de 30% de seu salário atual. E mais, após trêss anos no mesmo emprego, o funcionário é dispensado ficando duzentos dias impedido de trabalhar formalmente, isto é, não poderá arrumar outro emprego com carteira assinada obrigando-o a sobreviver de subempregos, garantido assim que ele jamais consiga economizar para ascender de classe social. Esse método está sendo testado com os professores do estado de São Paulo, e dá certo, pois o camarada fica, pela necessidade de sobrevivência, não fazer greve para reivindicar reajustes salariais e outros direitos. O PSDB, PMDB apoiado pelo sindicalista Paulinho da força, estão encabeçando esse processo e a maioria dos pequenos partidos estão apoiando. O ex-presidente Lula desaprova a aprovação deste projeto de lei, mas, caso ele passe pelo Senado e a presidenta Dilma não o vete, entendemos que o PT também está a favor da escravidão dos brasileiros. Caso esse projeto vire lei, nós, cidadãos trabalhadores temos que partir pra cima desses ricos empresários que, através dos políticos estão financiando a aprovação e imposição dessa maldita lei, creio que temos que ir às últimas consequências, a dificuldades que os professores de São Paulo estão tendo para ter seus direitos constitucionais garantidos diante dos desmandos do governador do PSDB, Geraldo Alckmin, é um exemplo que todas as classes trabalhadoras vão enfrentar. Mas aprovando esta lei, nem forças para brigar vamos ter mais. Pois seremos uma China piorada. Já não bastava a escravidão espiritual promovida pela igreja da Idade Média, teremos agora, é claro, com o apoio do Papa, a escravidão física. Por isso, como filósofo, continuo confiando que a bíblia é a palavra de Deus, e toda essa reestruturação e outros bárbaros acontecimentos que vivenciamos todos os dias estão confirmando o que diz a bíblia, Deus irá intervir nos negócios da humanidade, pois, conforme as profecias bíblicas, a taça de Sua paciência, amor, longanimidade e compreensão está à transbordar, e jesus virá pela segunda vez para pôr fim à história do pecado! Povo brasileiro! Isto não é um sonho e nem somos atores do filme Matrix, é nossa liberdade como seres humanos que está em jogo, são os escravocratas  voltando a ameaçar os pobres trabalhadores.
Epílogo
     Vou terminar essa reflexão bíblica-filosófica, que é também o final de um livro que acabo de escrever, e que pretendo editá-lo no segundo semestre de 2015, citando parte de um comentário de Ellen G. White sobre o capítulo dezoito de apocalipse:
     Apesar das trevas espirituais e afastamento de Deus prevalecentes nas igrejas que constituem Babilônia, a grande massa dos verdadeiros seguidores de Cristo encontra-se ainda em sua comunhão. Muitos deles, há, que nunca souberam das verdades especiais para este tempo, Não poucos se acham descontentes com sua atual condição e anelam mais clara luz. Debalde olham para a imagem de Cristo nas igrejas a que estão ligados. Afastando-se estas corporações mais e mais das verdades, e aliando-se mais intimamente com o mundo, a diferença entre as duas classes aumentará, resultando, por fim, em separação. Tempo virá em que os que amam a Deus acima de tudo, não mais poderão permanecer unidos aos que são “mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo a aparência de piedade mas negando a eficácia dela.”

     O capítulo 18 do apocalipse indica o tempo em que, como resultado da rejeição da tríplice mensagem angélica do capítulo 14, versos 6-12, a igreja terá atingindo completamente a condição predita pelo segundo anjo, e o povo de Deus, ainda em Babilônia, será chamado a separar-se de sua comunhão. Esta mensagem é a última que será dada ao mundo, e cumprirá sua obra. Quando os que “não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniquidade” (II tessalonicenses, 2:12) forem abandonados para que recebam a operação do erro e creiam a mentira, a luz da verdade brilhará então sobre todos os corações (mentes) que se acham abertos para recebê-la, e os filhos do Senhor que permanecem em Babilônia atenderão o chamado: “Sai dela, povo meu.” Apocalipse, 18:4 (Esta citação encontra-se no capítulo “A Causa da Degradação Atual do livro O grande Conflito) 

Filósofo Isaías Correia Ribas

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ARTHUR SHOPENHAUER. Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão. Ed. TOPBOOKS. RJ, 1997
ELLEN G. WHITE. O Grande Conflito. Ed. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí, SP, 2014
MAURO ARAUJO DE SOUSA. Nietzsche: Viver Intensamente, Tornar-se o que se é. Ed. PAULUS. SP, 2009
NIETZSCHE. O Anticristo Maldição do Cristianismo. Ed. CLÁSSICOS ECONÔMICOS NEWTON. RJ, 1992

NIETZSCHE. Os Pensadores. Ed. Abril Cultural. SP, 1978

quinta-feira, 9 de abril de 2015

LIBERDADE! UM BEM OU MAL?


     A liberdade, como nunca, está sendo buscada por todos e todas. Liberdade! Único meio legítimo de todos demostrarem o que pensam e são. Liberdade! Único meio de se obter um julgamento justo, pois todos podem pensar e ser “livremente” o que descobrirem e decidirem o querem ser. Liberdade! Fundamento sobre o qual Deus criou seres à Sua semelhança. Liberdade! Meio pelo qual os justos e injustos poderão ser julgados com justiça, por Aquele que nos criou para sermos livres. Diante desse justo juiz, no final da história de lutas entre o Bem e o Mal, a verdade e a mentira, todos se calarão, aplaudirão e louvarão o justo juiz de todos os séculos! Jesus Cristo, o Justo!     
     A liberdade é algo que todos (as) querem, mas nem todos sabem utilizá-la para o bem de si mesmo. Em se tratando de religião que salva, para a maioria das pessoas que são adeptas de alguma instituição religiosa, a liberdade pode ser o caminho que conduz à perdição, mesmo você sendo adepto de uma religião. Vou ilustrar com a história de um colega. Ele é Adventista do Sétimo Dia, eu também sou adventista, mas, atualmente, não sou membro da igreja. Sempre que o encontro ele me convida para ir à sua igreja e argumenta: no templo que frequento é muito bom, lá você pode fazer o que quiser que ninguém vai pegar no seu pé, é liberdade total, o pastor e os anciãos não estão nem aí; é como aquela igreja, “Nova Semente” que está pregando uma nova postura cristã para os adventistas, ninguém está preocupado com seu modo de viver cristão, se você bebe, se usa joias, se estuda ou não aos sábados, se as mulheres usam ou não calça cumprida nos cultos de adoração e no dia a dia, é legal esse modo de ser adventista. Eu argumento, é justamente dessa liberdade que as Igrejas liberais pregam que estou fugindo; Pois, entendo, que elas não estão preocupadas com a salvação do indivíduo, pois, a salvação não está baseada nesse tipo de religião, mas na religião que segue os princípios bíblicos. E mais, no caso dos Adventistas do Sétimo Dia, têm mais uma “agravante”, o Espírito de Profecia, composto pelos escritos da profetisa Ellen G. White (1827-1915), seus livros compõem a teologia da Igreja. Então, esse papo de liberdade total é mais uma estratégia para encher as igrejas afim de aumentar suas receitas, que conduzir o indivíduo à liberdade que salva. Então, caro colega, prefiro ficar fiel ao que diz a bíblia e o Espírito de Profecia que ao contemporâneo modo de ser adventista. O melhor caminho, dentro desse espírito liberal, é buscar ser um fiel seguidor de Cristo e não de uma instituição religiosa qualquer. E no mais, ainda se referindo aos adventistas do sétimo dia, último período das igrejas apocalípticas, Laodicéia, uma referência à Igreja que defende todas as verdades bíblicas, diz a bíblia?
Conheço as tuas obras, que nem és frio e nem quente; oxalá foras frio ou quente! Assim porque és morno, e não és quente e nem frio, vomitar-te-ei de minha boca. Porquanto dizes: rico sou, e sou e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; [...] (Apocalipse, 3:15-17)
     A sociedade mundial atual, através da “liberdade”, por meio dos políticos e outros intelectuais, sob a batuta do representante maior da Igreja Católica Romana, o Papa, não necessariamente o atual Francisco, preparam-se para a imposição da mesma política medieval à sociedade, parece impossível aparente absurdo para os dias atuais, mas é isso que indica a profecia apocalíptica.
     A câmara federal já aprovou o projeto de lei 4330/2004 que garante a terceirização de toda mão de obra empresarial e estatal. A política educacional para os filhos dos trabalhadores prioriza o fazer, mão de obra técnica (escolas técnicas federais e algumas estaduais) e, na maioria das escolas públicas estaduais, a educação visa formar analfabetos funcionais para atender a mão de obra barata e escrava, trabalho necessário para manter assistida sem muitos gastos essa elite corrupta composta de políticos, empresários, religiosos e outros crápulas escravocratas; com a desvalorização dos professores, principalmente pelos políticos do PSDB, algo que estamos presenciando hoje em São Paulo, onde o governador Alckmin e seu secretário da educação, Herman, ignoram os professores da rede estadual como profissionais dignos de ter aumento como as outras classes trabalhadora. Eles estão com essa ousadia porque sabem que esse é o ideal político religioso para o século XXI, esse projeto tem que começar pelo Brasil que é uma grande potência que se desponta como o celeiro do mundo. Então, caros colegas trabalhadores, se não nos unirmos contra esses desmandos programados por todos os políticos e religiosos, como trabalhadores, estaremos condenados à eterna escravidão. Até porque, segundo eu penso, a única classe respeitada pelos políticos são os bandidos e os presidiários que, caso suas reinvidicações não sejam atendidas eles queimam ônibus, matam pessoas inocentes e outras barbáries. Nesta, deduz-se três hipóteses: 1ª) Os bandidos compõem parte da política brasileira; 2ª) Ou eles, os bandidos, não medem consequências para encarar a classe política para terem suas reinvidicações atendidas prontamente; e 3ª) A maioria dos políticos dos âmbitos federal e estadual, são compostos por descendentes de estrangeiros que continuam com ideal de manter o Brasil como terra de escravos.


Filósofo Isaías Correia Ribas

sábado, 4 de abril de 2015

A POLÍTICA MEDIEVAL É APLICADA NA EDUCAÇÃO DOS BRASILEIROS



     Na Idade Média, os professores da patrística eram os Padres, e quem tinham o direito de estudar era somente aqueles que entravam para o convento e os filhos da elite política que podiam pagar. Aos pobres trabalhadores, a ignorância.
     Politicamente, na Idade Média, a guerra constituía uma forma regular de atividade econômica. O controle da fé e o controle das armas garantiam à nobreza e ao clero o poder sobre os demais grupos sociais do período. Os trabalhadores deviam obediência a seus senhores guerreiros, onde, ambos estavam subordinados à vontade de Deus transmitida pela Igreja. Pois, a Igreja era a maior detentora de terras no período e seu patrimônio não cessava de crescer. Seus domínios não eram divididos em heranças. Ao contrário, os guerreiros comumente deixavam parte de seus bens (em geral porções de terras) para a Igreja em testamentos, procurando, com a caridade, a salvação de suas almas.

     Ainda hoje, infelizmente, as denominações cristãs, católicas, protestantes, evangélicas e a política dos países em desenvolvimentos, dos quais o Brasil é um deles, continuam apostando na ignorância da população como meio eficaz para o domínio e manutenção da escravidão. Por isso as escolas e universidades particulares, geralmente ligados a um credo religioso, continuam cobrando pela educação, limitando assim, educação de qualidade à elite que têm condições de pagar; Já, as universidades públicas, que são gratuitas, pela ideologia aplicada à educação pública, ficam limitadas à elite. Caso algum pobre queira fazer um curso superior, só resta a ele, pagar uma universidade particular. As escolas públicas, direcionadas aos pobres, oferecem “educação” apenas para o fazer, mão de obra “qualificada” e desqualificada para atender essa elite corrupta, composta de religiosos, comerciantes, empresários e políticos que continuam em nome de Deus, mantendo a ignorância dos pobres, fazendo deles operários de mão obra barata, logo, condenando-os a “eterna” escravidão. Com o partido dos trabalhadores (PT) chegando à presidência da República, foram criados mecanismos para os pobres terem condições de cursarem cursos superiores em universidades públicas federais e particulares gratuitamente. Esses mecanismos são PROUNI e ENEM, meios que dão aos pobres fazer um curso superior, dos quais sou um deles. Sempre busquei, desde de minha juventude, formação superior; pois sempre entendi que era o único meio de compreender como de dá o domínio através do conhecimento. Mas, somente aos 57 anos, graças a esses programas, me graduei em filosofia e aos 60 conclui a Pós-Graduação (LATO SENSU) “em filosofia da Linguagem na Filosofia Contemporânea”. Os outros partidos políticos, em especial o PSDB, continua, a qualquer custo, manter a ideologia escravocrata através da educação pública, superlotando as salas de aulas e remunerando mal os professores da rede estadual. Para mim, independentemente de qual partido político e crença religiosa o sujeito pertença, se continuam defendendo a má educação para os pobres e não os estimulam a estudarem para libertar-se da ignorância, são criminosos.

Filósofo Isaías Correia Ribas  

sábado, 28 de março de 2015

NO BRASIL HÁ ESCOLAS MAS NÃO HÁ DESENVOLVIMENTO


     Fala-se muito em classe pobre, média e alta; mas o que isto significa? O *pobre é o trabalhador braçal, operários e lavradores. A classe *média, independentemente de posses materiais, são aqueles que possuem curso superior. A *alta, independentemente de terem curso superior, são os que têm muitos bens materiais e altas contas bancárias; estes, geralmente são empregadores que gostam de explorar seus empregados, muitos, ainda hoje, os tratam como escravos.
Outra classificação
 Há também países subdesenvolvidos, em desenvolvimentos e desenvolvidos. *Subdesenvolvidos são os que apresentam baixo padrão de vida, má escolarização, péssima assistência médica, dependência de importação de produtos industrializados e possui instituições políticas frágeis. Os em *desenvolvimentos são aqueles que estão a caminho, isto é, têm todas as instituições, mas, politicamente ainda não encontrou o caminho, ou, a classe alta, os ricos; e a média composta de professores, médicos, advogados, políticos, juízes, entre outros; ainda continuam achando que se faz necessário a exploração da mão de obra barata para eles continuarem detendo o status de superior, logo, faltam ações políticas e pessoas moral e eticamente comprometida com o desenvolvimento do Brasil. Acabando, assim, de vez com a cultura da escravidão. Os *desenvolvidos exportam produtos industrializados e conhecimento. Mas, acima de tudo, valoriza seus concidadãos com educação de qualidade, meio pelo qual se mantém o desenvolvimento. Portanto, o único caminho que conduz ao desenvolvimento é a educação de qualidade para todos, mas, para que isto aconteça, se faz necessário, não apenas escolas e professores, mas, acima de tudo, vontade política. Logo, é isto que falta para o Brasil alcançar o status de país desenvolvido. Como na educação pública brasileira, até o Ensino Médio, está instituído a “Progressão Continuada’, isto é, o estudante não precisa aprender para passar para a próxima série, torna-se impossível ensinar, pois, os estudantes, crianças e adolescentes, inconscientementes, optam pelo não aprender, logo, o professor é forçado pela ideologia educacional aplicada às escolas, aprovar a ignorância. Os pais, geralmente com baixa escolaridade, não percebem o mal causado a seus filhos que recebem um diploma do Ensino Médio que não vai fazer diferença alguma em sua vida profissional e estudantil, fazendo dele uma continuação da mão de obra barata, escrava e nada mais. Nada mais? No mundo de hoje? Duvido. Atualmente é mais fácil o jovem sem perspectivas optar pela vida do ilícito, do crime, que labutar a vida toda em serviços braçais, de baixa remuneração. Logo, a educação promovida pelo PSDB de São Paulo e outros estados da federação, têm a função de manter os brasileiros afastados do desenvolvimento. O governador Geraldo Alckmin, no início do ano letivo de 2015 fechou mais de três mil salas de aulas, superlotando as que restaram, deixando mais de 20.000 professores sem emprego, além de outros decretos trabalhistas inconstitucionais aplicados aos profissionais da educação, decretou aumento zero a todos os professores e outros servidores públicos. Então, entende-se que o governador e o secretário, através da educação, promovem a ditadura, escravidão e a bandidagem. O objetivo do governador é dificultar a evolução da classe pobre à média; entende agora porque eles querem causar o caos na educação? O governador é brasileiro nato, descendente de árabe, mas parece que sua índole é a dos árabes radicais e a do secretário da educação de um adepto da política de Hitler. Assim, ambos dão a entender que querem sufocar o desenvolvimento dos brasileiros através das escolas.
Quando uma criança, adolescentes e jovens percebem que muito se esperam e é cobrado deles, eles sentem-se valorizados, indo à busca de mais conhecimentos (Nietzsche). Sabedores disto, os políticos brasileiros, independentemente de partidos políticos, desvalorizam a educação de qualidade, sucateando escolas e educadores.

Filósofo Isaías Correia Ribas

sexta-feira, 13 de março de 2015

DEUS E A ORIGEM DO MAL


O criador, segundo a bíblia, é um ser Onipotente (tem todo o poder), Onisciente (sabe tudo, até mesmo o futuro), Onipresente (está presente em todos os lugares ao mesmo tempo). A grande indagação de todos é: como um ser com todas essas características foi capaz de permitir a origem do mal? Para refletir sobre essa questão temos que retroceder ao passado antes que o planeta terra fosse adaptado à vida. No céu, Deus, ao criar seres à Sua “semelhança”, criou-os livres dentro de um contexto que não havia o antagonismo bem e mal. No céu, a liberdade acontecia num contexto onde só havia o bem, o bom, o justo, o inefável, a perfeição. Outra questão, como em um ambiente perfeito surgiu o imperfeito ou o mal?  A liberdade dada aos seres criados não era determinada, isto é, ser algum fora criado programado para ser o originador do mal. Então, pela terceira vez, como o mal surgiu? Deus o pai, o filho e o Espírito Santo, são seres que têm vida em si. Logo, qualquer um dos três podem criar seres vivos a partir de si. Entre as criaturas que habitavam o céu, Lúcifer (anjo de luz), era o primeiro abaixo da trindade, era o maior entre os anjos, o regente do coro que louvava a Deus pelo dom da vida. Quando Deus planejou adaptar o planeta Terra à vida, quis ele, Lúcifer, ser o agente criador. Porém, Deus lembrou-lhe que ele, apesar de ser sábio e comandante, era um ser criado, e, como tal, não tinha vida em si, logo, jamais poderia criar seres vivos a partir de si. Triste! Em pensamentos, questionou a liberdade que Deus lhes dera: não existe liberdade; Deus é um ditador; fomos criados apenas para servir, sou sim capaz de gerar outro ser vivo a partir da vida que está em mim, pensava Lúcifer. Deus, em sua Onisciência, fez Lúcifer entender de sua incapacidade natural de ser igual ao criador, de ser Deus. Mostrou-lhe que era melhor voltar atrás de suas pretensões continuando em seu posto de comandante e regente do coro. Porém, com espírito voluntarioso, isto é, seguiu seus ideais certo de que não haveria nada que podesse desestimu-lá-lo de suas pretensões, assim, iniciou sua rebelião no céu. Chegou aos anjos que ele comandava e começou espalhar entre eles que Deus os havia criados apenas para servi-lo, que não havia liberdade e sim ditadura. Deus, desta vez, reuniu a todos e explicou-lhes o que estava acontecendo e até onde eles poderiam ir com a rebelião, que Lúcifer os incitara, assim, quem quisesse voltar atrás, seu lugar estava garantido, mas caso quisessem continuar estavam livres para rebelar-se, mas teriam consequências, seriam expulsos do céu e lançados à vagar pelo universo. Muitos voltaram a trás, mas uma terça parte preferiu seguir a Lúcifer na rebelião. Foi então que houve guerra no céu e os rebeldes foram expulsos de lá. Mesmo com a derrota de Lúcifer, a dúvida pairou na mente das criaturas. Que faria Deus, continuaria com o projeto de adaptar o planeta Terra à vida ou não? O espírito do mal já estava presente, se Deus criasse seres à sua semelhança e livres como eram as criaturas do céu, correria o risco de Lúcifer se vingar de Deus enganando essas novas criaturas, levando-as a terem a mesma condenação que ele e seus seguidores tiveram. Foi dentro desse contexto que Deus adaptou a terra às diversas formas de vida, e entre elas um casal à Sua semelhança, com a mesma liberdade que havia para as criaturas celestiais, isto é, criaturas não determinadas, não programadas para a fidelidade e nem para a infidelidade.
Aqui aparece uma grande questão intransponível, até o presente, para os questionamentos filosóficos: se Deus não existe, de onde se originou a vida neste planeta? e o homem, como aprendeu a falar? Se não foi Deus quem o criou, como ele aprendeu a falar, se comunicar? É cientificamente comprovado que, se uma criança ao nascer, for isolada de seus pais, deixando-a entre outras espécies, mesmo que ela sobreviva, jamais aprenderá a falar; mas a imitar o jeito de ser da espécie onde ela está inserida. Como a filosofia e nem mesmo a ciência conseguem dizer com certeza como o homem aprendeu a falar, o mais lógico é aceitar o relato bíblico de que houve um criador que se comunicou através da fala com suas criaturas.

Voltando ao tema principal. Quando Deus acabou a obra de adaptação do planeta Terra à vida, após o sexto dia de trabalho, no sétimo dia, parou para contemplar e avaliar tudo o que criara e disse ser muito bom. Depois de um certo tempo, Deus criou Eva para ser companheira de Adão, assim, como nas outras espécies haviam o macho e fêmea, meios utilizados por Deus para habitar todo o planeta. Terminada a obra Deus advertiu o casal sobre a existência de Lúcifer no universo e sobre o que acontecera no céu, mas Lúcifer continuava livre para fazer sua obra: provar para todo o universo racional que ele estava certo e que Deus é um ditador que não ama, mas joga com suas criaturas, criando-as apenas para a exploração; que eles também iriam ter que passar pela mesma prova de fidelidade que houve no céu. Por isso, no jardim do Éden havia as duas árvores, uma que se chamava árvore da vida e a outra, árvore do conhecimento do bem e do mal; desta última eles não deveriam comer, nem mesmo tocar em seus frutos; de todas as outras que haviam no jardim estava lá para servir-lhes de alimento e eles poderiam comer livremente. Porém, da árvore do conhecimento do bem e do mal, caso comecem morreriam. Deus advertiu-os que ficassem juntos, pois Lúcifer, iriam tentá-los a partir daquela árvore. O que aconteceu, todos nós sabemos e serve até de piadas na boca dos incrédulos. Eva comeu e fez com que Adão comece também, e assim o pecado, a morte e o mal foi introduzido no planeta Terra. O período que vivemos hoje, após o pecado, é um período dado por Deus a lúcifer, seus anjos e a todo o universo que não caíra na conversa de lúcifer, possam compreender que Deus é amor e Lúcifer o originador do mal para vingar-se de Deus, por Ele não ter permitido que ele fosse o meio pelo qual nosso planeta fosse adaptado à vida. O atual plano de salvação que se concretizou com a morte de Jesus Cristo é apenas para os seres humanos que O aceitarem como seu salvador pessoal. Após esse período de graça virá o juízo final, consequentemente a salvação dos fiéis, estabelecendo assim, a ordem perfeita que havia no céu e no Jardim do Éden!

Filósofo Isaías Correia Ribas

domingo, 22 de fevereiro de 2015

"MATAMOS DEUS"


Introdução
     Para Nietzsche (1844-1900), filósofo alemão, “Deus morreu”. Mas Deus jamais pode ser literalmente morto. Ele é um ser suprassensível, isto é, está além de nosso alcance físico. Logo, logicamente falando, Deus só existe literalmente como ser pensado, ou ainda, sua existência literal só pode ser defendida pela fé. Então, em que sentido Nietzsche está dizendo que Deus morreu? Nietzsche está dizendo que a existência de Deus, seja literal ou pela fé, não interfere mais no comportamento humano. Deus é apenas um conceito para preencher a lógica religiosa, é um produto que, aliado à esperança, vende muito; é uma fonte inesgotável de lucros, meio pelo qual as instituições religiosas sustentam seus impérios. Nietzsche tem razão, a sociedade política, filosófica, científica e religiosa contemporânea, conseguiram o que é buscado a mais de dois mil e quinhentos anos. Como? Em que contexto Nietzsche está afirmando isto? Em todos os contextos de nossas ações, sejam políticas, filosóficas, comerciais, educacional, científica, religiosas e pessoal. Sem dúvida, fisicamente é impossível alguém matar a Deus. Portanto, esta afirmação só pode referir-se à extinção de Sua influência no comportamento humano.
Filosofia
     A filosofia nasceu por volta do século VI a. C., seu objetivo: questionar o fundamento do conhecimento até então desenvolvido e construir outras bases fundamentais para explicar a gênese, ou o princípio da ordem existente. Até Tales de Mileto, primeiro filósofo grego, Deus estava no centro do conhecimento (teocentrismo), isto é, ensinava-se que tudo que fora criado é sustentado por esse ser Onipotente, Onisciente e Onipresente. A filosofia pretendera pôr outro fundamento para o conhecimento, não mais em Deus, mas no homem (antropocentrismo). Porém, para que isso acontecesse era necessário que Deus fosse morto, eliminado do consciente humano. Depois de dois mil e quinhentos anos, o filósofo Nietzsche, analisando as arquiteturas filosóficas e seus propósitos aliado ao comportamento da humanidade e no que ela acredita como sendo verdade, pode conscientemente declarar, “Deus está morto”.
Contexto político
     A macro política educacional do Estado brasileiro e outros, ao determinar que a teoria da criação não pode ser ensinada nas escolas e universidades públicas, eles estão autorizando os professores a matarem Deus como criador e mantenedor de toda ordem existencial. Substituindo a teoria da criação por hipóteses científicas, como as teorias hipotéticas da Evolução e do Big Ban, ambas do século XIX e XX, a política, através da educação pública e dos professores que as defendem como verdades, decretaram formalmente a morte de Deus.
Teoria da evolução
     Charles Darwin (1809-1882), naturalista inglês, segundo sua teoria, a luta pela vida (struggle for life) e a seleção natural são consideradas como os mecanismos essenciais da evolução dos seres vivos. A ideia de seleção natural é o cerne de seu pensamento, isto significa que, os organismos vivos formam populações denominadas espécies e estas apresentam “variações” graças às quais certos indivíduos são melhor “adaptados” a seu meio ambiente e geram uma descendência mais numerosa; assim, a “seleção natural” designa o conjunto dos mecanismos que triam (escolhem) os melhores indivíduos; e graças à “luta pela vida”, as populações evoluem lentamente, vale dizer, se transformam e se diversificam produzindo formas cada vez mais complexas. É na ordem das espécies (1859) que se encontra a exposição “canônica” da teoria da evolução por seleção natural.
     Já dizia Thomas R. Malthus (1766-1834), o crescimento da população mundial representa um perigo para a humanidade na medida em que é maior do que o dos meios de subsistência. Os seguidores dessa teoria (os malthusianos), sugerem que boa parte das chamadas “doenças modernas”, assim como a violência nas grandes cidades, já seria sintoma de um superpovoamento. Na concepção de alguns ideólogos sociais, pensa-se a concorrência econômica como uma concorrência natural, a ponto de dizer que a exploração de uma classe por outra também é natural e necessária ao bom funcionamento da sociedade. Em Darwin, a expressão “concorrência vital” não possui essa conotação ideológica; para ele, o melhor, o mais apto, não é outro senão aquele que encontra, por acaso, um meio favorável à sua sobrevivência não considerado como o melhor em si. A concorrência vital, diferente do darwinismo social, de cunho malthusiano, é apenas o meio pelo qual a natureza opera a seleção: luta entre cada indivíduo e seu meio.
     As questões que podem ser postas são: Quais seres evoluem? E se evolui, como se dá o processo? Evolução e mutação é a mesma coisa? Não. Mutação ou metamorfose é um processo natural, quando uma larva vira borboleta acontece uma transformação, metamorfose. Geneticamente pensando e cientificamente comprovado, é impossível de um único genótipo gerar seres ou espécies diferentes. Assim sendo, a teoria da evolução que ensina que o homem evoluiu de um primata, no caso, o macaco, é uma falácia. O que acontece no que Darwin define como evolução é apenas mudanças de fenótipos, isto é, mudanças na aparência em consequência do ambiente onde o indivíduo, por acaso, adaptou-se a um novo ambiente. Nesse contexto, a camuflagem, características de alguns seres vivos, não pode ser considerado evolução e nem elos do processo, pois, a capacidade de camuflagem nestes entes vivos é natural.
     Então, quando o Estado diz que deve ensinar apenas a teoria da evolução negando que se ensine a teoria da criação nas escolas, ele, as escolas, as universidades e os professores estão “matando Deus”, isto é, eliminando Deus como criador e mantenedor da ordem existente do consciente humano. Os principais conceitos “criados” pelos filósofos, utilizados para questionar a ordem existente, são extraídos da bíblia, reinventados para, a partir de uma nova perspectiva conceitual, criticar o conteúdo bíblico.  Logo, a bíblia, como qualquer outro livro, é indispensável à construção de novos conhecimentos. Assim sendo, ignorá-la como fonte de conhecimento útil para a educação formal é um erro; ou, então, possa ser que haja outro propósito, no caso, concordando com a filosofia de Nietzsche, Deus deve ser extinto do consciente da humanidade para que os instintos e as pulsões reprimidas pelo Deus judaico-cristão aflorem naturalmente e a humanidade possa ser livre de toda moral bíblica.
Teoria do big bang
     Georges Lemaître (1894-1966), padre e cosmólogo belga, a partir das equações de campo de Einstein, propôs a “hipótese do átomo primordial”. Isto é, em algum tempo finito no passado o universo estava quente e denso, desde então tem se resfriado pela expansão ao estado diluído atual e continua se expandindo. Segundo os dados “científicos” disponíveis pela observação, de acordo com as melhores medições de 2010, as condições iniciais ocorreram por volta de 13,3 a 13,9 bilhões de anos atrás. Segundo Lemaître, se fizer uma regressão do estado atual, atingir-se-á o estado de temperatura e densidão de onde ocorreu a explosão inicial. Quando tudo o que existe estava quente e denso, compactado, não havia espaço e nem tempo, com a explosão térmica desse átomo primordial, iniciou-se o tempo e o espaço infinito, consequentemente a expansão constante, gênese do cosmos (ordem universal), da natureza vegetal, animal e tudo o que existe no planeta Terra.
Violência atual
     Uma vez que matamos Deus, não O reconhecendo mais como criador e mantenedor da ordem existente, O caminho está aberto a todos os vícios até então reprimidos, as drogas, engano, ódio, vingança, promiscuidades, narcotráfico, infidelidade conjugal, desonestidade, legalidade conjugal homossexual, desarmonia nas famílias, assassinatos, imoralidades e pessoas mais amantes dos prazeres que amigos de Deus. Para a filosofia nietzschiana o homem tem que ser livre, isto é, viver acima do bem e do mal; isto significa que a moral presente na bíblia e em alguns filósofos, tem que ser ignorada. Para Nietzsche, a única verdade que existe são nossos sentimentos e pulsões hormonais, nossos instintos devem ser atendidos, transformados em ação, caso contrário, ainda estamos agindo dentro de alguma moral cristã, mas esta tem que ser abandonada em nome da liberdade. Então, conclui-se que a barbárie crescente na sociedade atual, não é sem causa. Pois, uma sociedade sem princípios morais está condenada à liberdade, livre para agir acima do bem e do mal. Isto é, o suprassensível Deus não existe. Por isso, creio eu, já é passada a hora de revermos os currículos escolares como centro de educação e formação de cidadãos que sejam capazes de agirem livremente para promover o bem, sendo um agente da paz em suas famílias, na cidade, estado e mundial e não da barbárie generalizada.


Filósofo Isaías Correia Ribas