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sábado, 22 de novembro de 2014

DEUS MORREU! OU É DELÍRIO FILOSÓFICO? I


“De fato, nós filósofos e “espíritos livres” sentimo-nos, a notícia de que o velho Deus está morto”, como que iluminados pelos raios de uma nova aurora; nosso coração transborda de gratidão, assombro, pressentimento, expectativa – eis que enfim o horizonte nos aparece livre outra vez, posto que não esteja claro, enfim podemos lançar outra vez ao largo nossos navios, navegar a todo perigo, toda ousadia do conhecedor é outra vez permitida, o mar, nosso mar, está outra vez aberto, talvez dantes houve tanto “mar aberto”. (NIETZSCHE, p, 212)
     As revelações contidas nos escritos bíblicos sempre foram problemas para o racionalismo antropocêntrico impor seu modo de interpretar o mundo à sociedade. Essa guerra epistemológica, iniciou com o poeta Hesíodo no final do século VIII e início do VII a.C. com o mito “Caos”:
“Do Caos surgiu Gaia, ou Géia (a Terra, elemento primordial), sozinha, deu origem a Urano (o céu). Em seguida, uniu-se a Urano, gerando os deuses e as divindades femininas. Um de seus filhos é Cronos (Tempo), que toma o poder do pai e é destronado pelo filho Zeus”.
     Essa foi a primeira tentativa do espírito antropocêntrico de lançar dúvidas epistemológicas às revelações bíblicas. Todas as hipóteses filosóficas e científicas quanto a origem da vida e do universo baseiam-se nas informações contidas nesse mito. O que deduzimos dessa intriga entre razão e fé é que ambas precisam de fé para aceitá-las. Ainda hoje, a origem da vida no planeta Terra e do próprio universo, é uma incógnita para o racionalismo científico-filosófico. Logo, afirmar que Deus morreu é anteceder as conclusões, são afirmações baseadas em hipóteses, assim sendo, Nietzsche e seus cúmplices e seguidores estão delirando, doentes.
Três mil anos de embate
     Segundo a cronologia bíblica, antes de Hesíodo criar seu mito, passaram-se dois mil e trezentos anos. Antes do racionalismo epistemológico lançar suas dúvidas às revelações bíblicas, já haviam pessoas que não seguiam os princípios e regras dadas por um Deus. Segundo a própria bíblia, Caim, filho de Adão foi o primeiro a duvidar quando ofereceu a Deus uma oferta segundo a sua visão de adoração em oposição a orientação divina. Dessa dúvida, gerou a intriga entre Caim e seu irmão Abel que culminou o primeiro assassinato, causando a separação entre seguidores e opositores às revelações de Deus.
     Essa guerra entre obedientes e desobedientes ultrapassa os limites do globo terrestre, é uma guerra que se estende ao mundo metafísico, isto é, Deus e o Diabo. Nessa trama há os interesses de Deus e de Satanás. Um quer nosso bem e felicidade eterna, o outro, nossa infelicidade e morte eterna. Deus é o criador de todas as coisas que há na Terra e no universo; Satanás é uma criatura divina que corrompeu-se por desejar ser igual a Deus; para isso se rebelou e espalhou a dúvida entre as criaturas que haviam no céu, com sua astúcia cognitiva conseguiu enganar a terça parte dos seres que habitavam o céu. Como Satanás e muitos dos anjos que o seguiam não aceitaram a graça divina para receber o perdão, caso voltassem atrás, foram expulsos do céu. Porém, a dúvida permanecera, por isso, Deus deu um tempo para suas criaturas inteligente tirar suas próprias conclusões quanto ao amor de Deus e a rebeldia de Satanás. É nesse contexto, segundo a bíblia, que todas as coisas boas e ruins acontecem no planeta Terra. Logo, nada acontece por acaso; esse planeta é um palco onde todos nós somos atores, ou melhor, guerreiros do bem ou do mal, representantes de Deus ou de Satanás, seja nas intrigas bélicas ou epistemológicas, religiosas ou ateístas. O pior é que não há espaço para elementos neutros, seja por causa da ignorância ou pelo excesso de saber.
Israel, o povo de Deus
     Por volta do ano dois mil antes de Cristo, Deus elegeu um povo como Seu representante na Terra. Era uma tentativa de, por meio da descendência de um homem de fé, formar uma nação politicamente organizada que O representasse por meio da fé. Abraão nasceu em 1948 a.C. e Sara, sua esposa, em 1938 a.C.; da descendência de Abraão nasceu Jesus Cristo. Os judeus são os semitas descendentes de Sem, filho de Noé.
     Jacó, filho de Abraão e sua descendência, quando houve fome em sua região, desceram até o Egito em busca de alimento. Nessa época um de seus filhos, José, havia sido vendido por seus irmãos aos ismaelitas que o venderam a faraó dos Hicso que governava o Egito, e, por sua fidelidade ao seu Deus, fora feito governador do Egito. Por influência de José todos os que desceram com Jacó gozaram de privilégios. Quando os Hicsos perderam o governo, e, com a morte de Jacó e José que o novo governo não conhecera, a descendência de Abraão fora escravizada pelo novo Faraó egípcio. Após quatrocentos anos de escravidão, os israelitas foram libertados por Moisés, um hebreu que fora criado e educado pela filha do Faraó. A partir do êxodo o povo de Israel volta a ficar em evidência entre todos os povos por causa dos feitos de Deus entre Seu povo livrando-os do poder de Faraó. Nessa época todos os primogênitos do reino de faraó foram mortos e seus guerreiro e carruagens foram destruídos pelas águas do rio vermelho quando eles tentavam alcançar os israelitas para vingá-los pelo o que acontecera aos egípcios. Durante a peregrinação pelo deserto de volta à terra prometida, Deus dá, por escrito os dez mandamentos de Sua santa lei, o código áureo de todo o universo. O povo hebreu deixou o Egito por volta de 1500 a.C.; O Estado de Israel era teocrático, isso significa que quem o governava era o próprio Deus através dos profetas e Sua lei dada no Sinai, porém, quando o povo se estabeleceu na terra prometida, viram que os outros povos tinham reis que os governavam, então, os israelitas pediram que fossem governados por um rei e não mais por Deus através dos profetas. Assim, Israel elegeu um rei para os governar, é o início da monarquia em Israel; seu primeiro rei foi Saul, o segundo foi Davi e o terceiro, Salomão. Com Saul iniciou a decadência, ou apostasia da nação. Após a morte de Salomão o reino de Israel foi dividido. Os israelitas eram divididos em doze tribos, essas representavam os doze filhos de Jacó. Por ocasião da divisão, dez tribos ficaram sendo Israel, parte norte; e as duas outras tribos, Judá, na parte sul. A capital de Judá era Jerusalém e a de Israel Siquém, posteriormente Samaria. Essa divisão ocorreu logo após a morte de Salomão que se deu por volta de 900 a.C.
Fim da tribo de Israel
     Passados dois séculos, a tribo de Israel, por causa de sua desobediência aos mandamentos e conselhos divinos dados através dos profetas, o reino foi atacado pelos assírios em 734 -732 a.C. fazendo os habitar entre seus povos, com a miscigenação entre Israelitas e assírios, acabou com a identidade dos israelitas, é o fim desse reino. Assim, Judá passa a ser o único representante de Deus na Terra.
VIII a.C.
     Com o fim de Israel, o poder e existência de um Deus como criador e mantenedor do universo é colocado em dúvida por Hesíodo. É nesse contexto que ele cria seu mito da origem da vida e do universo. Esta decretada a batalha epistemológica entre antropocentrismo e teocentrismo. Essa guerra continua até hoje por meio da argumentação filosófica que não mede esforços para negar que a bíblia é um livro revelado. De mãos dadas com a filosofia temos hoje as ciências humanas e exatas tentando provar que Deus é um mito como o de Hesíodo. Para os atuais filósofos o velho “Deus morreu”. Com Hesíodo começou a batalha epistemológica entre os povos, dividindo-os entre os fiéis aos escritos bíblicos e aqueles que negam a veracidade desses escritos como sendo revelações de um Deus Criador e mantenedor do universo. Agora, diz Nietzsche, o mar está aberto para se navegar, livre para detonar Deus e seus seguidores. No século XX, por influência da filosofia de Nietzsche, todos os filósofos, cientistas, graduados e seus seguidores sentem-se livres para ousadamente zombar de Deus e daqueles que O seguem por meio dos escritos bíblicos. Mas nada está comprovado, tanto a filosofia quanto as ciências e acadêmicos que tratam da origem cosmológicas continuam questionando sem fundamento a-posteriori. Suas afirmações não têm nenhuma garantia, pois, estas continuam baseadas em hipóteses, e, como tais, são apenas posições a-priori, isto é, sem nenhuma conclusão definitiva. Logo, não passam de falácias. Então, assim sendo, a intriga entre racionalistas e teocráticos continua baseando-se apenas em crenças, uns no racionalismo antropocêntrico e outros nos escritos bíblicos. A saga continua rumo ao apogeu definitivo. Segundo os escritos bíblicos, o fim desse conflito dar-se-á com a segunda volta de Cristo!    
Propósito do autor
     Nos próximos textos postados nesse blog irei mostrar como a filosofia encabeçou ao longo desses quase três mil anos o propósito de eliminar o Deus bíblico do consciente da humanidade e as dificuldades que eles sempre encontraram na tentativa de ganhar essa guerra epistemológica

Filósofo Isaías Correia Ribas
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Nietzsche. Os Pensadores. Ed. Abril Cultural – São Paulo. 1978



sábado, 15 de novembro de 2014

NIETZSCHE E A ORIGEM DO MAL


          Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900), filósofo e músico, continua sendo o pensador mais influente da Idade Contemporânea. Isso se dá por causa de sua filosofia niilista. Para ele todo saber anterior caiu no niilismo, no vazio. Isto é, o homem sempre se enganou quanto a origem da vida, do universo, da religião bíblica, do mal e das forças que mantém as relações entre as pessoas. Para o filósofo alemão, “o mundo não é outra coisa que vontade de poder”. Não há sujeito em Nietzsche, as forças não são, então, algo. São ações, movimentos que só existem em relação a outros movimentos, a outras forças. Para Nietzsche não existe a coisa em si da metafísica e nem a força em si, já que só faz sentido tratarmos de força sempre em relação a outra força, pois na força em relação é que existe a vontade de potência. (SOUSA, p. 11) [...] Assim sendo, segundo pensa o filósofo, qualquer noção de causa e efeito fica anulada, já que não há causadores de forças e nem são elas as causadoras de alguma coisa, de algum efeito.
     Os pais e avós de Nietzsche foram pastores protestantes, como criança ele tinha vontade de seguir a tradição da família, ser pastor. Porém, aos treze anos, o problema da origem do mal o perseguia. “Nessa idade, quando se tem “metade de brinquedos de criança, metade Deus no coração”, dediquei meu primeiro brinquedo literário, meu primeiro exercício filosófico de escrita – e, no tocante à minha “solução” do problema daquela vez, dei a Deus, como é justo, a honra, e fiz dele o pai do mal”. (NIETZSCHE, p. 298) Toda filosofia do jovem Nietzsche é metafísica.
Falácias de Nietzsche
     A filosofia contemporânea nega a razão como sendo a essência do ser humano, esta, para eles, é a causa de todos os erros epistemológicos do passado Pré-Histórico, Histórico, Clássico, Medieval e Moderno. Para eles, a humanidade age segundo as pulsões orgânicas; a razão é apenas lapsos orgânicos que engana; assim, quando pensadores epistemológicos criaram a moral como condutor das pulsões que afloram naturalmente, eles inibiram o verdadeiro desenvolvimento do ser humano. Assim sendo, a proposta da filosofia contemporânea é que a humanidade viva como qualquer animal irracional. Isto é, sem moral, sem Deus, sem apresso ao outro; que o homem seja “o lobo do próprio homem”.
     Para Nietzsche, Deus é o pai do mal. Se Deus é o pai do mal, Deus existe. Se Deus existe, todo ateísmo defendido pelo Nietzsche jovem e maduro não passam de falácias.
     Segundo a tradição filosófica, o filósofo é aquele que ama o saber. Quando digo que sei alguma coisa, tenho que conhecer essa coisa, caso contrário, o verdadeiro espírito filosófico não está em mim. Quando o filósofo pega citações ou fatos fora de todo o contexto, ele deixa o espírito filosófico e passa a agir como um enganador, um divulgador de falácias.
Primeira conclusão niilista de Nietzsche
     Já tratei desse tema, por isso vou apenas pontuá-lo: O primeiro fato histórico que levou Nietzsche concluir que a esperança religiosa caiu no niilismo foi a decepção que passou os protestantes em 22/10/1844, quando Guilherme Miller e todas as religiões de então aguardarão a segunda volta de Cristo e Ele não veio. Para toda a cristandade e a família de Nietzsche foi uma grande decepção, por isso, desde criança ele resolveu acusar a Deus como o pai do mal. Esquecera ele que, como filósofo, tem que buscar conhecer as coisas como são e não, por suas decepções pessoais, passar a pregar falácias. O equívoco de Miller já fora profetizado no primeiro século do cristianismo por João no Apocalipse 10: 9 e 10. “E fui ter com o anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Disse-me ele: Toma-o e come-o; ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como o mel. Tomei o livrinho da mão do anjo e o comi; e na minha boca era doce como o mel; mas depois que o comi, o meu ventre ficou amargo”.
O livrinho referido é o livro de Daniel que seria interpretado por Miller e outros fieis no fim dos tempos. O doce na boca como mel foi a interpretação de Daniel 8:14 que os levaram a concluir que no final das duas mil trezentas tardes e manhãs, seria o cumprimento da promessa de Cristo que viria buscar seus seguidores assim que preparasse-lhes lugar. O amargo na boca como fel foi a grande decepção que a interpretação estava errada, ou ainda, que Deus não existe e que as promessas bíblicas, são falácias. Mas o verso onze de Apocalipse 10, alerta: importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações e línguas e reis. Logo, a conclusão correta com respeito a decepção de 1844 é: o homem errou, mas a palavra de Deus não. Assim sendo, Nietzsche é um falacioso quando relaciona os escritos bíblicos como falaciosos baseando-se nesse equívoco de interpretação bíblica.
Segunda conclusão niilista de Nietzsche
     Para o filósofo, o grande nomeador do bom e do mal é a classe dos senhores, “que a origem da linguagem se deu com a exteriorização de potência dos dominantes: eles dizem “isto é isto e isto”, eles selam cada coisa e acontecimento com um som e, com isso, como que tomam posse dele”. (NIETZSCHE, p. 300) A elite dominante impõe e os escravos, a plebe, o rebanho ou como queira denominá-los valida as intenções da classe que domina. Em síntese, não existe empatia entre pobres e ricos, e sim domínio e exploração, qualquer coisa além disso é máscara. Por isso conclui o filósofo: “Com o medo ao homem perdemos também o amor a ele, a veneração por ele, a esperança nele, e até mesmo a vontade dele. A visão do homem agora cansa – o que é hoje niilismo, se não é isso?  . . . Estamos cansados do homem . . .  (NIETZSCHE, p. 303)
     Atualmente a humanidade busca livrar-se de toda e qualquer tipo de moral e leis que venha inibir a exteriorização de nossas pulsões, sejam elas boas ou ruins, por isso, até mesmo o judiciário está de mãos atadas para controlar a crescente criminalidade entre todas as classes sociais. Isso se dá por crer-se que os filósofos contemporâneos estão corretos nas leituras de mundo. Mas, a crescente maldade no mundo, indica que eles estão equivocados quando exaltam o homem e seus mitos em detrimento da existência de um Deus criador e mantenedor de universo.

Filósofo Isaías Correia Ribas

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Nietzsche: Viver intensamente, tornar o que se é – Sousa, Mauro Araujo de. Ed. Paulus. São Paulo, 2009.

Nietzsche. Os Pensadores. Ed. Abril Cultural. São Paulo, 1978.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

O CONFLITO ENTRE O BEM E O MAL FUNDAM-SE NO CONHECIMENTO


     Todo conflito tem uma causa primeira. Se dá por interesses; e todo interesse tem que ter um fundamento; e este se faz pelo conhecimento. Logo, os conflitos fundam-se e mantêm-se pelo conhecimento. O bem e o mal são conceitos físico-metafísicos. Para a filosofia contemporânea são apenas entidades místicas criadas pela filosofia maniqueísta, inspiradas no Zoroastro pérsico Mané. Com Santo Agostinho, maniqueísta convertido ao cristianismo platônico, o mal é apenas a ausência do bem. Porém, o bem e o mal materializados na sociedade não confirmam a filosofia maniqueísta como sendo apenas entidades do pensamento, são realidades antagônicas que se materializam na maldade e bondade entre as pessoas. Logo, existem entidades metafísicas que estão além das criações de nossos pensamentos; assim sendo, podemos ser enganados por nossos próprios pensamentos ou seja, a razão engana a si mesma.
     O conflito entre o bem e o mal, ao longo da história da humanidade sofreu várias configurações epistemológicas, isto é, na medida em que o conhecimento avança, os fundamentos dessa intriga se molda segundo a vontade daqueles que fundamentam o conflito. A fundamentação é criação da razão, mas o conflito e as entidades metafísicas interessadas nesse conflito estão acima da razão, são, na verdade, inspiradoras dessas razões acima da razão comum. Logo, os grandes pensadores não falam por si, são instrumentos de entidades metafísicas que querem promover o bem e o mal na Terra. Assim, entendemos que nesse conflito há hierarquias epistemológicas; estas são, primeiro:  teses acadêmicas, se bem fundamentadas, são conhecimento científico, e como tal chega à todas as pessoas. O caminho epistemológico, seja do bem ou do mal, se sustentam atualmente via universidades e é espalhado a todos via universitários, os noviços que acatam tudo como sendo verdades inquestionáveis que se espalham via escolas e igrejas através dos professores e religiosos modificando todo comportamento da sociedade, seja para o bem ou para o mal.
     Não nos enganemos e nem deixemos enganar-nos, o bem e o mal não são criaturas da razão humana como querem os pensadores, especialmente os filósofos. São entidades metafísicas, que, se deixarmos nos levar, fazem de nós instrumentos para promover o bem ou o mal na Terra. Segundo a bíblia, o Bem é Deus, e o Mal é Satanás. Essas duas entidades, se desejarmos fazer sua vontade, seremos seus instrumentos nessa guerra como idealizadores de teses ou como meros seguidores dessas teses. Logo, ninguém vive isento dessas influências, seja através do conhecimento ou da ignorância. Por isso todos nós corremos o risco de perder a salvação oferecida por Deus e de ser instrumento do mal que promove a perdição que Satanás deseja dar a todos. Por isso disse escritores bíblicos: “Sede sóbrios e vigilantes, pois o Diabo anda bramindo como leão buscando a quem possa tragar”. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.
Nietzsche, Freud & Marx
     Para esses três pensadores, na interpretação de Michel Foucault, a razão é a grande responsável para criar signos primeiros, ou verdades absolutas, no contexto em questão, os escritores bíblicos são os responsáveis em manter esse engodo por tanto tempo. Para Nietzsche, a consciência racional é apenas a ponta do iceberg. A grande razão que precisa ser ouvida é nosso corpo e suas pulsões. A vida verdadeira é esta vida terrestre, por isso devemos vive-la intensamente, dando vazão às pulsões e desejos que afloram em nosso organismo. Não existe vida além desta, vida porvir é uma ilusão religiosa.
     Com Freud, o Ego, o Id e o Superego são estruturas animadas que nos falam a todo tempo, mas nunca fora compreendida pelos pensadores anteriores a ele. O Ego é aquela parte que demonstramos aos outros pela razão, o Ego está preso entre os desejos do Id. O id é o responsável pelos nossos impulsos mais primitivos: as paixões, a libido e a agressividade, o Id está conosco desde que nascemos e é norteado pelo princípio do prazer, mas seus desejos são frequentemente reprimidos. O Superego, também chamado de “ideal do Ego” tem a função de conter os impulsos do Id. Suas regras sociais e morais não nascem com a gente, temos que aprendê-la com a sociedade para que possamos conviver nela corretamente. Para Freud o consciente nasce do inconsciente. O Ego consciente criou propositadamente verdades absolutas, princípios originais para controlar as pessoas por meio da fé e da moral. Para Freud, a grande razão ignorada é o inconsciente, e todos nós somos controlados pelo inconsciente que é composto de nervos, músculos, ossos e outros órgãos, deste conjunto orgânico nascem os sentimentos, desejos, causa de enfermidades, alegrias e lapsos de consciência. Logo, a proposta de Freud é que ignoremos a razão consciente, pois esta, é a raiz de todos os erros epistemológico do passado.
     Marx, em “O Capital”, o valor é apenas valor de troca, que, equivocadamente tem-se transferido esse valor como valor moral e religioso. Karl Marx, judeu ateu, relacionou o valor capital, a Mais Valia ou lucro do patrão, são valores que têm valor de troca até mesmo no contexto moral. Tudo está relacionado à troca, inclusive no âmbito da religião que construíra verdades originais para manter o engano através da moral religiosa. Segundo ele e seus cumplices pensadores, as verdades ditas originais contidas na bíblia, são criações da razão, construídas afim de controlar a sociedade em nome de Deus e das religiões.
Gilles Deleuze (1925-1995)
     Deleuze em “Diferença e Repetição” e “Lógica do Sentido”, segundo comentários de Foucault, supera os três quando define tudo como sendo apenas interpretações do pensamento. Não há signo original, verdade primeira; até mesmo essas verdades aparentemente primeiras são produtos de interpretações. Tudo fora construído com propósitos em mente: controlar tudo e todos por meios de signos que significam aparentemente algo real. Logo, tudo é interpretação, construções antropocêntricas para o controle de todos mesmo que seja em nome de seres metafísicos (Deus e o Diabo). Nada vai além de simulacros, das aparências. ¹
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¹ A metafísica não é um ilusório como uma espécie dentro de um gênero; é a ilusão que é uma metafísica, o produto de uma certa metafísica que marcou a sua cisão entre o simulacro, por um lado, e o original e a boa cópia, pelo outro. Houve uma crítica cuja função consistia em designar a ilusão metafísica e fundamentar a sua necessidade; a metafísica de Deleuze empreende a crítica necessária para desiludir os fantasmas. [...] FOUCAULT, p. 52
O império do mal
     A maldade que controla a atual sociedade mundial tem causa. Nada é por acaso. Se não há uma moral original, nem princípios originários em um Deus criador e mantenedor de tudo, a humanidade está livre para dar vazão às suas volúpias mais vis. E as autoridades que seguem as interpretações desses ditos sábios, nada fazem para reprimir a maldade, a imoralidade e o espírito antiético que domina a sociedade contemporânea. A filosofia nasceu para eliminar Deus do consciente da humanidade, depois de quase três mil anos de luta epistemológica seus anseios estão se concretizando; Deus não faz mais sentido para a sociedade do século XXI. Até mesmo os religiosos não se sente mais livres para falar sobre a existência e validade de códigos morais para nortear a sociedade. A religião em vez de atacar, busca conciliar religião e ciência, como se aquela dependesse desta. Assim, fica fácil para a filosofia achar-se a detentora de todo saber, se até mesmo o atual Papa crê mais na ciência e no saber filosófico que no poder de um Deus que criou todas as coisas através do *logos e deu leis imutáveis para o bem da sociedade. Se as autoridades civis e eclesiásticas assumem as interpretações filosóficas como sendo verdade inquestionáveis, imagine a sociedade como um todo? Como diz o ditado popular: “o mundo está do jeito que o Diabo gosta”!
Noé e nós
     O próprio Cristo disse: Assim como aconteceu nos dias de Noé, acontecerá nos dias próximo a minha volta. Nos dias de Noé, Deus não era mais reconhecido como o criador de todas as coisas, por isso aquela sociedade vivia segundo as pulsões de suas paixões corporais, carnais. Não é esta a situação da sociedade do século XXI? Por isso tudo, eu creio no breve retorno de Cristo para intervir nos negócios da humanidade, salvando aqueles que continuam acreditando apesar de toda epistemologia-científico-filosófica dizer o contrário!

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Michel Foucault. NIETZSCHE, FREUD & MARX – THEATRUM PHILOSOFICUM. Ed. Princípio, São Paulo, 1997

Filósofo Isaías Correia Ribas


domingo, 26 de outubro de 2014

A BÍBLIA NÃO É LITERATURA MÍTICA


     Os mitos gregos surgiram quando ainda não havia escrita, eram transmitidos por poetas ambulantes chamados aedos e rapsodos, que os recitavam em praça pública. Nem sempre é possível identificar a autoria desses poemas, por serem produção coletiva e anônima. Dois desses poetas foram: Homero (séc. IX ou VIII a.C.), com as epopeias Ilíada e Odisseia e Hesíodo (séc. VIII e VII a.C.), a obra de Hesíodo tende superar a poesia impessoal e coletiva das epopeias homéricas. Hesíodo, autor da Teogonia (genealogia dos deuses e do mundo) é também uma cosmogonia, na medida em que narra como todas as coisas surgiram do Caos para compor a ordem do cosmo.
Teogonia-Cosmológica de Hesíodo
     “Do Caos surgiu a Gaia, ou Géia (a terra, elemento primordial), que, sozinha, deu origem a Urano (o céu). Em seguida, uniu-se a Urano, gerando os deuses e as divindades femininas. Um de seus filhos é Cronos (Tempo), que toma o poder do pai que é destronado pelo filho Zeus”. (ARANHA/MARTINS, p. 32)
     Os deuses gregos permaneceram por muito tempo na cultura ocidental da antiguidade e foram assimilados pelos romanos, com outros nomes. Por exemplo, Cronos é Saturno, Zeus é Júpiter, Atena é Minerva, Afrodite é vênus e assim por diante.         A civilização grega teve início por volta do século XX a.C.; a religião dos gregos era politeísta. Os deuses, habitantes do monte Olimpo, eram imortais, embora tivessem comportamento semelhante ao dos homens, sendo as vezes benevolentes e também agiam por inveja ou vingança. Entre as obrigações a eles devidas, como oferendas, preces e sacrifícios, destacam-se as peregrinações aos grandes santuários, tais como Delfos, onde se consultava o oráculo.
     Intelectuais afirmam que mito não é lenda, pura fantasia, mas, verdade como processo de compreensão da realidade. Porém, ressaltam: a verdade mítica resulta de uma intuição compreensiva da realidade, cuja raízes se fundam na emoção e na efetividade. E não na coerência lógica, garantida pelo rigor da argumentação e pela apresentação de provas empíricas. Logo, assim sendo, para a razão lógica, mito é lenda, pura fantasia criada pela própria razão. Por isso, entendo, que a razão, além de garantir-nos o que é a verdadeira realidade, ela é capaz de criar fantasias que possuem verdades folclóricas-culturais povoadas de deuses envoltos em “mistérios místicos”.
São esses “mistérios místicos” de Hesíodo, que servem de premissas para criar hipóteses científicas que têm por finalidade pesquisar as origens das formas de vida e a gênese do movimento universal. Logo, conclui-se, que, as ciências que buscam compreender as origens, creem que o mito de Hesíodo seja verdade fundamental, premissa básica para investigar o universo, o que nele há e como pode ser autossustentável. Logo, as ciências que investigam as origens partem de premissas alegóricas; ou seja, falácias.
Bíblia x mito
     Quem afirma que a bíblia é uma coleção de contos míticos, não sabe o que está falando, mas se sabe, então, tem a intenção de enganar o outro pela sua autoridade acadêmica ou outro título popular. Porém, ressalto, autoridades acadêmicas e fama, não são, em si, autoridades absolutas para determinar o que é a verdade sobre a gênese do que existe no universo e na Terra.
     Atualmente, letrados e ignorantes bebem de uma mesma fonte: o engano. Graduados de todas as áreas do conhecimento são os responsáveis para disseminar, com autoridade, as falácias acadêmicas que as Universidades sustentam como verdades. Por isso a humanidade está cada vez mais cética com relação a existência de um Deus criador e mantenedor de todas as coisas. Logo, não é sem causa o aumento da maldade em todo o planeta Terra; como também a crescente falsa religiosidade mantidas pelas instituições religiosas que só planejam enriquecer-se explorando seus fiéis, prometendo-lhes benção sem medidas desde que esses lhes dão seus bens materiais; e não podemos esquecer a exploração capitalista que mantém a escravidão da maioria para enriquecer uma minoria que se acha no direito de ser dona de tudo.
     Nas lendas mitológicas todos os deuses e personagens são invenções da razão, literaturas antropocêntricas que podem servir como cultura de civilizações, logo, nesse sentido, se tornam realidades, verdades culturais, e nada mais que isso.
     Os escritos bíblicos não são criações antropocêntricas. São relatos de fatos. Há também revelações proféticas alertando-nos sobre a relação humanidade e o projeto divino; e como tudo veio a existência através da palavra de Deus, um Deus que é capaz de criar através do que há em si mesmo, a vida. Tudo isso é apreendido pela razão. Compreendendo-as, a fé entra em ação confirmando o que foi apreendido. Em oposição à fé, temos também o critério da dúvida, e este exige provas empíricas para que a ceticismo deixe de atormentar-nos. Então, aquele que duvida, e parte de uma premissa falaciosa, mitológica, está condenado a duvidar enquanto vive, pois, suas hipóteses nunca serão concluídas, pois fundam-se em premissas que precisam sempre de argumentos falaciosos para manter o engano. Parece que a razão humana, através do mal, encontra sentido até mesmo no aventurar-se na arte de enganar a si mesma.
     O bem e o mal maniqueísta, filosofia que defende o ardem do universo baseada nessas forças contrárias, dão sustentabilidade à Teogonia Cosmológica criada por Hesíodo. Porém, O bem e o mal do maniqueísmo, são conceitos retirados dos escritos bíblicos, mas na bíblia o bem e o mal possuem personalidades, sendo: o bem, Deus; e o mal, Satanás. Mas esses dois seres físicos-metafísico não estão unidos em um mesmo propósito, isto é, manter a ordem do universo baseada na oposição de seus ideais, pelo contrário, Deus tem planos para estabelecer o bem em oposição aos objetivos de Satanás; do mesmo modo, Satanás tem planos para estabelecer o mal em oposição aos ideais de Deus. Esses dois objetivos distintos sempre foram as causas das mais diversas intrigas humanas. Para Santo Agostinho, que fora maniqueísta antes de se converter ao cristianismo neoplatônico, o mal é apenas a ausência do bem. Assim, o filósofo e Bispo de Hipona, Santo Agostinho, é o grande responsável pela tentativa de eliminar Deus e Satanás como seres físicos-metafísicos atuantes neste planeta em busca de seus objetivos: Deus, fazendo de tudo para salvar-nos e Satanás empenhando-se para levar-nos todos à perdição eterna.
Realidades bíblicas
1 – O ciclo semanal, segundo a bíblia, surgiu quando Deus criou tudo através de Sua palavra em apenas uma semana.
2 – O maior e melhor código moral, vigente ainda hoje, são os dez mandamentos bíblicos.
3 – Deus e Satanás são seres físicos-metafísicos, atuantes neste planeta, e não invenções míticas como os deuses lendários da Grécia; e nem filosóficos como querem os maniqueístas.
4 – A melhor receita para se ter boa saúde é seguir o regime alimentar bíblico: vegetarianismo acrescido de carnes não imundas e não ingerir bebidas alcoólicas.
5 – Moisés, Abraão, Salomão, Davi, Nabucodonosor, Daniel, Ester, Maria, Jesus, Paulo, Pedro, João, Lucas, Pilatos, Herodes, e tantos outros personagens bíblicos, são pessoas que fizeram parte da história bíblica. Israel, Egito, Assíria, Síria, Judá, Babilônia, Jerusalém, Roma, Éfeso, Cafarnaum, Galileia, Pérsia, Grécia entre centenas de outros povos são regiões geográficas onde desenvolveu-se a história bíblica, logo, a bíblica não é um livro de contos Míticos como querem os ilustres ditos sábios da atualidade.
6 – A tema mais complexo, que é a causa de todas essas intrigas científicas-políticas-e-religiosas diz respeito ao plano de salvação elaborado por Deus desde a entrada do pecado no universo __ A luta de Satanás para boicotar esse plano __ Jesus como sendo o filho de Deus que nasceu neste mundo para selar o plano com Seu sacrifício na cruz __ A promessa de Sua segunda volta para concretizar o ideal de Deus àqueles que O aceitarem. A participação de cada um de nós nesse contexto independe de nossa vontade, logo, todas as pessoas fazem parte desse espetáculo universal colaborando para a salvação ou perdição sua e do outro.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
Lúcia de Arruda Aranha, Maria / Helena Pires Martins, Maria. FILOSOFANDO. Introdução à Filosofia. Ed. Moderna. São Paulo – SP, 2009.

Filósofo Isaías Correia Ribas 


         


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

PMDB - PSDB - PT - E A ESCRAVIDÃO


O Brasil é um país riquíssimo. Desde sua invasão pelos portugueses, as riquezas aqui produzidas e as existentes em forma de minérios, até pouco tempo atrás, eram transportadas para outros países. Nesses quinhentos e quatorze anos o Brasil e seu povo sempre foram explorados. Pessoas de todas as nações, nesse meio milênio de Brasil, sempre migraram para cá afim de explorar essas terras e seu povo. Quando esses imigrantes aqui chegam, geralmente trazem alguma economia; e assim, conseguem educar seus filhos nas melhores escolas e depois os enviam à sua terra de origem afim de prepará-los para assumirem cargos políticos, públicos e empresariais. Pois todos sabem que o brasileiro é preparado apenas para o trabalho braçal, tendo em seu horizonte libertador, após abandonar a vida de lavrador, quando jovem: ser jogador de futebol ou aderir a outro esporte popular para ganhar a vida e fama como desportistas, ser assalariado em alguma empresa, empregada doméstica, camelô e torcedor de futebol; parece ser pessoas sem interesse em estudar para compreender o mundo e ser capaz de administrar sua vida além da visão de um escravo que gosta de pão e circo, pessoas que se contentam em ser assistidas com migalhas ofertadas pelos exploradores que por aqui chegam. Todo político e pretensos, são conscientes dessa realidade. Quando pretensos políticos por causa de algum regime não veem na perspectiva de um dia assumir o Estado em benefício de seus interesses particulares, eles fazem de tudo para derrubar o poder vigente afim de que seus ideais, um dia, se tornem realidade. Essa perspectiva política sempre foi a causa das revoluções e/ou levantes no Brasil. E o povo sempre foi usado como massa de manobra pelos políticos fora do poder para terem acesso ao poder. Vou fazer uma análise resumida para nossa reflexão sobre os interesses dos políticos a partir da ditadura militar de 1964 e pós-ditadura de 1985.
ARENA
     Aliança Renovadora nacional (ARENA), foi um partido político criado em 1965 com a finalidade de dar sustentação política ao governo militar que dera o golpe de Estado em 1964.
MDB
     Movimento Democrático Brasileiro (MDB), era um partido político que abrigou os opositores do regime militar de 1964 ante ao poder governista da Aliança Renovadora nacional (ARENA). Foi organizado em fins de 1965 e fundado no ano seguinte para fazer enfrentamento ao governo militar. Com seu crescimento e fortalecimento, no governo de Ernesto Geisel, obrigou os militares a extinguir o bipartidarismo, e assim, em 1980 surgiu o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).
Com o fim do bipartidarismo as correntes que formavam o MDB fundaram legendas como o PT, PDT e outras que vieram mais tarde desde os anos oitenta. Em 1988, uma cisão no PMDB deu origem ao PSDB.
PT
     Partido dos Trabalhadores (PT) foi criado em 1980, um dos maiores partidos políticos da América do Sul. Seu símbolo é a bandeira vermelha. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff são amplamente reconhecidos como seus membros mais notórios. Lula foi presidente de 01/01/2003 a 01/01/2011, sucedido pela atual presidenta Dilma.
PFL
     Com o fim da ditadura militar em 1985, deu-se início a mais uma tentativa de instalar a democracia no Brasil. Nas eleições de 15/01/1985, Tancredo Neves, líder do MDB, foi eleito presidente do Brasil. Porém, antes da posse foi internado vindo a óbito em 21/04/1985. José Sarney assumiu em seu lugar. Em 24/10/1985 foi fundado o PFL (Partido da Frente Liberal) para dar sustentabilidade ao governo de Tancredo, mas, com sua morte, essa sustentabilidade foi dada a José Sarney, primeiro presidente civil pós-ditadura.
     Fernando Collor de Mello iniciou sua carreira política no ARENA, após sucessivas migrações partidárias, filiou-se ao PRN e foi eleito presidente por esse partido. Após dois anos sofreu impeachment, preferiu renunciar e Itamar Franco, vice presidente assumiu como representante do PMDB. Itamar Franco, como Collor, migrou por vários partidos até voltar ao PMDB em 1992.
PSDB
     O PSDB chegou à presidência do Brasil através de Fernando Henrique Cardoso. FHC iniciou sua carreira política no MDB, depois, PMDB; após participar da fundação do PSDB, deixou os cargos de liderança que tinha no PMDB, passando a líder dos Tucanos. De 13/05/1993 – 30/03/1994, FHC foi ministro da fazendo do governo de Itamar Franco. Deixou o cargo para concorrer à presidência da República nas próximas eleições e ganhou. Por dois mandatos o PSDB esteve na presidência do Brasil (01/01/1995 – 01/01/2003).
PT
     Nas eleições de 2002 o PT chegou à presidência do Brasil através de Luiz Inácio Lula da Silva. No dia 01/01/ de 2003 o PT assumiu o poder federal e até hoje está instalado por lá.
Educação pública
     Desde a Grécia antiga se sabe que a educação é o único meio eficaz que o homem elaborou para que todos sejam conscientes, livres e responsáveis. Logo, qualquer país que negligencia esse bem a seus cidadãos está fadado à barbárie, exploração e escravidão. Mas os políticos brasileiros seguindo ainda hoje o modelo escravista colonial têm em seus ideais manter o povo brasileiro como escravo das nações que dão educação a seus cidadãos.
     Nesses quase trinta anos de democracia brasileira, todos os políticos eleitos para o executivo e legislativo idealizaram manter o povo trabalhador na ignorância. Como se faz isso com uma nação? Através de políticas assistencialistas e de má educação para as crianças, adolescentes e jovens. Assim, por meio dessa maligna estratégia, os atuais políticos continuam seguros de suas reeleições para continuar escravizando e mantendo o povo brasileiro na ignorância, obrigando-os a votar naqueles que lhe dão alguma falsa ajuda através do assistencialismo público. O sistema é tão perverso que, basta a criança estar matriculada em alguma escola pública para ganhar a bolsa família. A ajuda aos pobres atrelada a educação será um dia um bom projeto quando exigir-se do aluno e de seus pais que apresente não apenas o relatório de presença e sim o de boas notas em todas as disciplinas. Aliado a essa perversão educacional está a Progressão Continuada instalada e mantida pelos políticos do PSDB, onde, qualquer aluno do primário ao secundário tem a obrigação apenas de frequentar alguns dias do ano letivo; fazendo isso é o suficiente para o “estudante” ter direito à bolsa assistencialista e seguir nas próximas séries até o 3º ano do Ensino Médio. É essa educação pública que, de alguma forma, os governos do PT, PSDB e PMDB, principais protagonistas da corrupção e corruptor da política do Estado democrático dão aos filhos dos trabalhadores brasileiros.
     O PT avançou dando aos pobres o acesso ao ensino superior, isso é muito bom! Porém, o processo está invertido, pois, os atuais jovens pobres que buscam o sonho de ter um curso superior são eliminados do processo seletivo devido à péssima educação recebida nas escolas fundamentais e média. O PSDB é mestre em falsificar a educação básica ao médio; através da Progressão Continuada, que desencadeia uma série de dificuldades para o professor ensinar, pois, os estudantes sabem que não é preciso aprender para ser aprovado. Mas a culpa não é dos estudantes e de seus pais, pois ambos são vítimas do sistema educacional do PSDB. Mas o PSDB passa a ideia à sociedade que a culpa de toda precariedade na educação paulista, são dos professores que não estão preparados para ensinar; com isso, ele desmerece a função do professor, justificando que é uma classe que não merece ter salários dignos. Logo, o PSDB é mais perverso que o PT.
PT e PSDB
     No dia 26/10/2014 teremos a responsabilidade e a obrigação de eleger nossos algozes por mais quatro anos. A dedução é: estamos ferrados e não há ninguém para nos socorrer. Tem o exército, mas essa não é a função das forças armadas num país democrático. Cadê os artistas e a mídia que manobrou o povo para derrubar a ditadura e nada cobram dos atuais políticos para melhorar a educação para as crianças dos trabalhadores brasileiros? Pelo contrário, se unem aos políticos para continuar enganando o povo, claro! Eles fazem parte do espetáculo: “pão e circo para o povo”.
     Parece que o único movimento legítimo contra esses saqueadores do Estado, é o movimento dos presidiários e narcotraficantes que querem os mesmos direitos de seus comparsas, os políticos. Acho que o movimento dos presidiários contra essa elite escravocrata deve pôr em suas reivindicações a melhora da educação dos futuros brasileiros, pois, se formos esperar que os legítimos representantes do povo (os executivos das três esferas do poder e os legislativos municipais, estaduais, federais e senado) façam isso pelo povo, estaremos ferrados para sempre. Logo, se essa lógica continuar, jamais seremos um país desenvolvido, mas eterno seleiro de escravos e ignorantes. Pois, a função dos partidos políticos nanicos é apenas negociar seu apoio político em troca de favores pessoais. Realmente, a classe política não tem moral, é desprovida de todo sentimento altruísta e antiéticos.
     Se o PSDB chegar à presidência novamente toda riqueza do Brasil será privatizada e os escravocratas estarão tendo carta branca para continuar escravizando os brasileiros. Se o PT continuar e nivelar a boa educação para todos desde a escola primária, teremos a esperança de um país desenvolvido e o fim da escravidão.
     Quanto à alta corrupção na política brasileira não dá para avaliar e separar esse daquele, pois todos são corruptos. Por isso, na minha lógica, do mal político, o PT é o menor, porque já legislou a favor da caça aos corruptos e corruptores; logo, para o momento, o PT deve continuar na presidência do Brasil.

Filósofo Isaías Correia Ribas    


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

ATEÍSMO RELIGIOSO, É POSSÍVEL?


     Ateísmo: falta de crença em Deus. Ou ainda, doutrina que nega a existência de Deus, sobretudo a de um Deus pessoal. Pode ser ainda uma simples atitude de negação da existência de Deus. Porém, historicamente, nem sempre foi o caso nas polêmicas filosóficas e religiosas: muitos doutrinários simplesmente rotulavam de ateus aqueles que tinham uma concepção diferente da divindade. Por exemplo: por longo tempo a igreja qualificou como ateísmo o Panteísmo de Espinoza ou o deísmo do século XVIII.
A partir do século XIX, o ateísmo se altera. São também considerados ateus não somente os que colocam Deus entre parênteses, mas negam abertamente sua existência, são eles: a) os partidários do chamado materialismo científico, notadamente os marxistas; b) os partidários do chamado neopositivismo lógico que rejeitam explicitamente as religiões e as metafísicas (Bertrand Russell, por exemplo) c) os partidários da tradição nietzschiana, que se opõem à multidão que continua a viver como se Ele existisse uma vez que “Deus morreu”.
Bíblia
     O livro sagrado dos cristãos, independentemente de denominações religiosas é a bíblia. Logo, todos aqueles ou instituições cristãs que não se enquadram dentro dos princípios bíblicos, de alguma forma é um ateu, embora professem crer em Deus. O fato de professar um credo, não faz desse crente uma pessoa de fé. Porque, segundo a bíblia, o próprio diabo crê na existência de Deus, e até estremece diante desse fato, porém, ele nunca exerceu o dom da fé para reconhecê-Lo como o único Ser Supremo, Criador e Mantenedor do universo. A fé é um dom de Deus creditado a todos os seres racionais, é a providência divina àqueles que querem incorporar os princípios bíblicos ao seu modo de ser cotidianamente. Então, todos os religiosos e instituições que não se enquadram aos princípios bíblicos agem como ateus; não apenas como um ignorante ou hipócrita.
     O assunto é sério porque a bíblia, para os cristãos, além de ser um livro sagrado, é nela que está registrado o plano de salvação, como tudo que há veio a existência, quem criou todas as coisas, como o mal introduziu-se no universo e no planeta Terra, quais as providências divinas para solucionar o problema do pecado e como Deus irá intervir de uma vez por todas nos negócios da humanidade. [...] Assim sendo, todas as pessoas que forem salvas, com certeza elas incorporaram, pela fé, os princípios bíblicos à sua vida. Logo, seja lá qual for a instituição ou pessoas individuais, corre-se o risco de ter posições ateístas mesmo professando reconhecer a bíblia como sendo a palavra de Deus revelada à humanidade. Diante dos princípios bíblicos, teólogo algum ou instituição têm autoridade para pôr-se acima das revelações bíblicas. Se eu for enumerar os principais princípios bíblicos, todas as instituições cristãs e a maioria dos cristãos perceberão que são mais ateus que pessoas de fé, sejam católicos, protestantes e espiritualistas.
     O Deus bíblico é o Criador e Mantenedor do universo. O universo físico-metafísico é sustentado por leis eternas, e essas leis são a expressão de Seu caráter; e todos as pessoas salvas, serão aquelas que seguiram todos os princípios bíblicos, incluindo os dez mandamentos da lei de Deus. Quando Cristo disse: “Examinai as escrituras, porque julgais ter nela a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim; [...] (João 5:39) Ele estava se referindo ao Velho Testamento. Todas as leis lá registradas são para ser obedecidas na atualidade, caso contrário, não farás parte entre aqueles que estarão salvos. Assim sendo, fica fácil para identificarmos se sou um ateu religioso e se a instituição religiosa que professo não é uma instituição com uma teologia falaciosa, ateísta.
Teste-se
     Três perguntas: você como professo cristão come carnes imundas, como o porco, os crustáceos, o pato, etc., sim? Então, estás negando a lei de saúde segundo ensina a bíblia. Você trabalha aos sábado? Sim? Pois é, você está transgredindo o quarto mandamento de lei de Deus. Presta culto às imagens de esculturas? Sim? Está negando a autoridade divina que disse no segundo mandamento: “não farás para ti imagens de esculturas, nem as adorarás” [...]. (Êxodo, 20: 4)   Se assim for, segundo os princípios bíblicos, tens sim, a atitude de um ateu. Citei três casos extremos, inquestionáveis segundo a bíblia. Mas há atitudes ateístas entre os cristãos que não são fáceis de serem comprovadas, e muito menos de serem questionadas, embora sejam contraditórias bíblica e teologicamente.

Na Mira da Verdade
     No dia 02/10/2014, das 10 às 10:30 h, enquanto assistia este ótimo programa do canal de televisão Novo Tempo, um jovem fez uma pergunta ao professor Leandro encima de uma resposta que ele havia dado em programas anteriores. A questão foi, se ir ao cinema é causa pedra de tropeço a outros, quando as mulheres cristãs usam calças cumpridas elas não são causas de pedras de tropeço à outras mulheres? Após rever o programa no sábado, inferi uma conclusão melhor. O professor fugiu da questão calças cumpridas dizendo apenas: Não devemos contribuir e incentivar a ignorância das pessoas e se deteve  no assunto cinema. Há varias versos bíblicos que tratam do assunto vestuário na bíblia, mas nenhum foi citado. A resposta dada não foi coerente com a bíblia, nem com o Espírito de Profecia e nem mesmo com a teologia da igreja Adventista do Sétimo Dia. A síntese da fala do professor foi: quem se preocupa e questiona vestuários está promovendo a ignorância. Meu caríssimo professor, então, quando as apresentadoras dos diversos programas da Novo Tempo tiram suas calças cumpridas nas horas do sábado e passam a usar vestidos, elas deixam de promover a sabedoria e passam a promover a ignorância? Se estão tão certas de que o uso de calças cumpridas não tem nada a ver com práticas mundanas, por que não usá-las nos cultos de adoração? Quando o Programa Está Escrito veda mulheres de calças cumpridas para cantar e apresentar o programa, está promovendo a ignorância? Quando as mulheres da igreja Adventistas do Sétimo Dia não usam calças cumpridas para ir aos cultos de adoração, elas se trajam de ignorantes para adorar a Deus? Professor, neste assunto, "estás mais por fora que aro de barril".
Quanto mais conhecemos a bíblia, mais luz recebemos da palavra revelada, e, consequentemente, temos diante de Deus e dos homens o dever de sermos modelos do ser-cristão. Porém, humanamente falando, corre-se o risco de se aventurar em práticas ateístas. Logo, o fato de ser coerente aos grandes temas bíblicos, não exclui o risco de cair em tentações nos assuntos aparentemente menos importante, no caso, o vestuário. Lembre-se, que, quanto mais luz possui, mais será cobrado. A fato da linha divisória ser mais tênue, não desobriga de ser mais atento, meticuloso e inteligente, pois, a linha divisória sempre existiu entre os filhos de Deus e os dos homens. Assim, os adventistas do sétimo dia têm que estar atentos a tudo o que se faz, fala e usa como representantes dos princípios bíblicos. Se assim não for, corre-se o risco de caírem nas práticas ateístas; por isso tem-se que ser vigilantes mesmo em relação aos vestuários.
Se Deus deu direções assim definidas ao seu povo na antiguidade, acerca de seu vestuário, não tomará ele conhecimento do vestuário de seu povo na atualidade? Não deveria haver em seu vestuário uma diferenciação do vestuário do mundo? Não deveria o povo de Deus, que é seu tesouro peculiar, procurar mesmo no vestuário glorificar a Deus? E não deveriam eles ser exemplo na questão do vestuário, e por seu estilo simples reprovar o orgulho, a vaidade e a extravagância dos que professam a verdade mas são mundanos e amantes dos prazeres? Deus isto requer de Seu povo. O orgulho é reprovado em Sua palavra. (WHITE P. 474)
     Não vou citar versos bíblicos sobre o vestuário porque o professor sabe mais que eu. Mas de uma coisa tenho certeza, o uso de calças cumpridas onde não é necessário por parte das irmãs cristãs é também uma forma de ateísmo; e quando essas irmãs vivem do evangelho, elas são sim causas de tropeços aos neófitos na fé e as irmãs de outras denominações que queiram tornar-se adventistas. E, caro professor, não sou ignorante e nenhum daqueles que continuam reprovando as práticas mundanas dentro da igreja promovem a ignorância. Muitos pioneiros deram sua vida pela pureza da igreja, eles fizeram tudo isso promovendo a ignorância? A teologia da igreja Adventista do Sétimo Dia é coerente com a bíblia, o Espírito de Profecia e com o manual da igreja; porém, o seu ponto de vista quanto a esse assunto não tem fundamento, é contraditório com tudo que a igreja sempre pregou e zelou. Se o seu ideal é defender o mundanismo dentro da igreja e instituições religiosas, não é da minha conta e muito menos se as apresentadoras dos programas usam calças cumpridas; vivemos sob a liberdade e sob esse fundamento divino teremos um julgamento justo, justo que, independentemente do veredito divino, todos os julgados, inclusive o Diabo, se dobrará diante de Deus e O declarará como justo juiz diante de toda multidão dos salvos, dos anjos e dos perdidos.
Um ponto sobre o qual cumpre instruir os que abraçam a fé é o vestuário __ assunto que deve ser cuidadosamente considerado da parte dos recém-conversos. Revelam vaidade no tocante à roupa? Acariciam o orgulho de coração? A idolatria praticada em matéria de vestuário é enfermidade moral; não deve ser introduzida na nova vida. Na maioria dos casos a submissão às reivindicações do evangelho requer uma mudança decisiva em matéria de vestuário. (WHITE, p.
O desejo de uma religião fácil, que não exija esforço, renúncia, nem rupturas com as loucuras do mundo, tem tornado popular a doutrina da fé, e da fé somente; mas que diz a palavra de Deus? Declara o apóstolo Tiago: “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver obras? [...] (WHITE, p. 472)


“Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por eles; e achareis descanso para vossa alma”. (Jeremias, 6:16) 



Filósofo, Isaías Correia Ribas


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
White, G. Ellen. Mensagens Escolhidas – II. Ed. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí – São Paulo, 1986.
White, G. Ellen. Testemunhos Seletos – II. Ed. Casa Publicadora Brasileira. Santo André – São Paulo, 1985.   
 White, G. Ellen. O Grande Grande Conflito - Ed. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí - São Paulo, 2005.    


terça-feira, 30 de setembro de 2014

DEUS EXISTE? PARA A CIÊNCIA E ALGUMAS RELIGIÕES NÃO


     Deus está na mente de todas as pessoas. Logo, ele existe. No início de todo ano letivo e ao longo dele, dependendo do assunto em discussão em sala de aula essa pergunta sempre é feita: professor você crê em Deus? Se digo que sim, de pronto vem a próxima pergunta: se Ele existe, porque não O vemos? Você já O viu? Nesse caso, sou tido como um tolo qualquer. Se digo que não, “todos” ficam espantados passando a ignorar as aulas de filosofia, pois o professor é ateu e nós somos cristãos. Isso se dá porque nossa cultura científica prega que o que existe aparece de uma forma ou de outra e as religiões prega que Deus existe, mas só podemos vê-lo pelos olhos da fé. Como Deus não é percebido pelos limitados meios científicos, a dúvida quanto a sua existência paira na mente de todos e até mesmo dos ditos cristãos que não sabem direcionar sua fé ao conhecimento. Porém, se está na mente Ele existe mesmo que seja em forma de dúvida, pois o fato de duvidarmos de algo, não significa que esse algo não existe. Nesse caso, são as pessoas que decidem o que fazer com o que está em sua mente. Se ignoramos o que está em nossa mente, estamos escolhendo ser o mais limitado entre as pessoas, mas aqueles que buscam compreender o que está em sua mente com certeza estarão acima das limitações científicas e religiosas. “Esses serão filósofos, um sapio, eu saboreio, sapiens, o degustador, sisyphos, o homem de gosto mais apurado; um apurado degustar e escolher, um significativo discernimento constitui, pois, segundo a consciência do povo, a arte própria do filósofo”. (NIETZSCHE, p. 32 ou aforismo 3)
     A ciência é determinista, isto é, determina segundo os seus métodos o que existe e o que não existe. Logo, a ciência não é autossuficiente para tratar do que é indeterminado. E mesmo as religiões que não reconhecem todos os escritos bíblicos como vigentes na atualidade colaboram para que as dúvidas pairam na mente da humanidade.
“Para que o vir-a-ser não cesse, o ser primordial tem de ser indeterminado. A imortalidade e eternidade do ser primordial não estão em sua infinitude e inexauribilidade (inflexibilidade, insensibilidade) ___ como costumam admitir os comentadores de Anaximandro ___, mas em ser destituído de qualidades determinadas, que levam a sucumbir; e é por isso também que ele leva o nome de “o indeterminado”. O ser primordial assim denominado está acima do vir-a-ser. É certo que essa unidade última naquele “indeterminado”, matriz de todas as coisas, só pode ser designada negativamente pelo homem, como algo que não pode ser dado nenhum predicado do mundo do vir-a-ser que aí está, e poderia por isso ser tomada como congênere à “coisa em si” Kantiana. (NIETZSCHE p. 34)
     Semelhante a existência de Deus; a fé é inerente à todas as pessoas, isto é, está na mente de todos, faz parte de nossa constituição físico-metafísica. O problema que enfrentamos é no que ou em quem depositamos nossa fé para desenvolvê-la corretamente, isto é, para que seja uma aliada a nosso desenvolvimento ou embrutecimento com relação ao indeterminado. Assim sendo, quando oriento minha fé às limitações científicas anulando o que é indeterminado, opto pelo viver duvidando pelo duvidar, pelo ignorar do todo. Quando o indeterminado é objeto de minha fé estou no caminho do saber elevado, pois, compreender o Ilimitado é o meu ideal. Aí, fé e saber se completam. Agora sim, a lei de Deus passa a ser o objeto de meu deleite, o princípio de toda sabedoria. E aí, sua fé te leva à obediência aos escritos bíblicos incluindo os dez mandamentos da lei de Deus? não? Então está na hora de rever seus conceitos religiosos, pois, com certeza, há algo errado na direção de sua fé. Assim sendo, sua religião não está te religando com Deus, mas às teorias falaciosas sobre Deus e ao ateísmo religioso.

Filósofo, Isaías Correia Ribas

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

NIETZSCHE – OS PENSADORES. Abril Cultural. 1978