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sexta-feira, 13 de março de 2015

DEUS E A ORIGEM DO MAL


O criador, segundo a bíblia, é um ser Onipotente (tem todo o poder), Onisciente (sabe tudo, até mesmo o futuro), Onipresente (está presente em todos os lugares ao mesmo tempo). A grande indagação de todos é: como um ser com todas essas características foi capaz de permitir a origem do mal? Para refletir sobre essa questão temos que retroceder ao passado antes que o planeta terra fosse adaptado à vida. No céu, Deus, ao criar seres à Sua “semelhança”, criou-os livres dentro de um contexto que não havia o antagonismo bem e mal. No céu, a liberdade acontecia num contexto onde só havia o bem, o bom, o justo, o inefável, a perfeição. Outra questão, como em um ambiente perfeito surgiu o imperfeito ou o mal?  A liberdade dada aos seres criados não era determinada, isto é, ser algum fora criado programado para ser o originador do mal. Então, pela terceira vez, como o mal surgiu? Deus o pai, o filho e o Espírito Santo, são seres que têm vida em si. Logo, qualquer um dos três podem criar seres vivos a partir de si. Entre as criaturas que habitavam o céu, Lúcifer (anjo de luz), era o primeiro abaixo da trindade, era o maior entre os anjos, o regente do coro que louvava a Deus pelo dom da vida. Quando Deus planejou adaptar o planeta Terra à vida, quis ele, Lúcifer, ser o agente criador. Porém, Deus lembrou-lhe que ele, apesar de ser sábio e comandante, era um ser criado, e, como tal, não tinha vida em si, logo, jamais poderia criar seres vivos a partir de si. Triste! Em pensamentos, questionou a liberdade que Deus lhes dera: não existe liberdade; Deus é um ditador; fomos criados apenas para servir, sou sim capaz de gerar outro ser vivo a partir da vida que está em mim, pensava Lúcifer. Deus, em sua Onisciência, fez Lúcifer entender de sua incapacidade natural de ser igual ao criador, de ser Deus. Mostrou-lhe que era melhor voltar atrás de suas pretensões continuando em seu posto de comandante e regente do coro. Porém, com espírito voluntarioso, isto é, seguiu seus ideais certo de que não haveria nada que podesse desestimu-lá-lo de suas pretensões, assim, iniciou sua rebelião no céu. Chegou aos anjos que ele comandava e começou espalhar entre eles que Deus os havia criados apenas para servi-lo, que não havia liberdade e sim ditadura. Deus, desta vez, reuniu a todos e explicou-lhes o que estava acontecendo e até onde eles poderiam ir com a rebelião, que Lúcifer os incitara, assim, quem quisesse voltar atrás, seu lugar estava garantido, mas caso quisessem continuar estavam livres para rebelar-se, mas teriam consequências, seriam expulsos do céu e lançados à vagar pelo universo. Muitos voltaram a trás, mas uma terça parte preferiu seguir a Lúcifer na rebelião. Foi então que houve guerra no céu e os rebeldes foram expulsos de lá. Mesmo com a derrota de Lúcifer, a dúvida pairou na mente das criaturas. Que faria Deus, continuaria com o projeto de adaptar o planeta Terra à vida ou não? O espírito do mal já estava presente, se Deus criasse seres à sua semelhança e livres como eram as criaturas do céu, correria o risco de Lúcifer se vingar de Deus enganando essas novas criaturas, levando-as a terem a mesma condenação que ele e seus seguidores tiveram. Foi dentro desse contexto que Deus adaptou a terra às diversas formas de vida, e entre elas um casal à Sua semelhança, com a mesma liberdade que havia para as criaturas celestiais, isto é, criaturas não determinadas, não programadas para a fidelidade e nem para a infidelidade.
Aqui aparece uma grande questão intransponível, até o presente, para os questionamentos filosóficos: se Deus não existe, de onde se originou a vida neste planeta? e o homem, como aprndeu a falar? Se não foi Deus quem o criou, como ele aprendeu a falar, se comunicar? É cientificamente comprovado que, se uma criança ao nascer, for isolada de seus pais, deixando-a entre outras espécies, mesmo que ela sobreviva, jamais aprenderá a falar; mas a imitar o jeito de ser da espécie onde ela está inserida. Como a filosofia e nem mesmo a ciência conseguem dizer com certeza como o homem aprendeu a falar, o mais lógico é aceitar o relato bíblico de que houve um criador que se comunicou através da fala com suas criaturas.

Voltando ao tema principal. Quando Deus acabou a obra de adaptação do planeta Terra à vida, após o sexto dia de trabalho, no sétimo dia, parou para contemplar e avaliar tudo o que criara e disse ser muito bom. Depois de um certo tempo, Deus criou Eva para ser companheira de Adão, assim, como nas outras espécies haviam o macho e fêmea, meios utilizados por Deus para habitar todo o planeta. Terminada a obra Deus advertiu o casal sobre a existência de Lúcifer no universo e sobre o que acontecera no céu, mas Lúcifer continuava livre para fazer sua obra: provar para todo o universo racional que ele estava certo e que Deus é um ditador que não ama, mas joga com suas criaturas, criando-as apenas para a exploração; que eles também iriam ter que passar pela mesma prova de fidelidade que houve no céu. Por isso, no jardim do Éden havia as duas árvores, uma que se chamava árvore da vida e a outra, árvore do conhecimento do bem e do mal; desta última eles não deveriam comer, nem mesmo tocar em seus frutos; de todas as outras que haviam no jardim estava lá para servir-lhes de alimento e ele poderiam comer livremente. Porém, da árvore do conhecimento do bem e do mal, caso comecem morreriam. Deus advertiu-os que ficassem juntos, pois Lúcifer, iriam tentá-los a partir daquela árvore. O que aconteceu, todos nós sabemos e serve até de piadas na boca dos incrédulos. Eva comeu e fez com que Adão comece também, e assim o pecado, a morte e o mal foi introduzido no planeta Terra. O período que vivemos hoje, após o pecado, é um período dado por Deus a lúcifer, seus anjos e a todo o universo que não caíra na conversa de lúcifer, possam compreender que Deus é amor e Lúcifer o originador do mal para vingar-se de Deus, por Ele não ter permitido que ele fosse o meio pelo qual nosso planeta fosse adaptado à vida. O atual plano de salvação que se concretizou com a morte de Jesus Cristo é apenas para os seres humanos que O aceitarem como seu salvador pessoal. Após esse período de graça virá o juízo final, consequentemente a salvação dos fiéis, estabelecendo assim, a ordem perfeita que havia no céu e no Jardim do Éden!

Filósofo Isaías Correia Ribas

domingo, 22 de fevereiro de 2015

"MATAMOS DEUS"


Introdução
     Para Nietzsche (1844-1900), filósofo alemão, “Deus morreu”. Mas Deus jamais pode ser literalmente morto. Ele é um ser suprassensível, isto é, está além de nosso alcance físico. Logo, logicamente falando, Deus só existe literalmente como ser pensado, ou ainda, sua existência literal só pode ser defendida pela fé. Então, em que sentido Nietzsche está dizendo que Deus morreu? Nietzsche está dizendo que a existência de Deus, seja literal ou pela fé, não interfere mais no comportamento humano. Deus é apenas um conceito para preencher a lógica religiosa, é um produto que, aliado à esperança, vende muito; é uma fonte inesgotável de lucros, meio pelo qual as instituições religiosas sustentam seus impérios. Nietzsche tem razão, a sociedade política, filosófica, científica e religiosa contemporânea, conseguiram o que é buscado a mais de dois mil e quinhentos anos. Como? Em que contexto Nietzsche está afirmando isto? Em todos os contextos de nossas ações, sejam políticas, filosóficas, comerciais, educacional, científica, religiosas e pessoal. Sem dúvida, fisicamente é impossível alguém matar a Deus. Portanto, esta afirmação só pode referir-se à extinção de Sua influência no comportamento humano.
Filosofia
     A filosofia nasceu por volta do século VI a. C., seu objetivo: questionar o fundamento do conhecimento até então desenvolvido e construir outras bases fundamentais para explicar a gênese, ou o princípio da ordem existente. Até Tales de Mileto, primeiro filósofo grego, Deus estava no centro do conhecimento (teocentrismo), isto é, ensinava-se que tudo que fora criado é sustentado por esse ser Onipotente, Onisciente e Onipresente. A filosofia pretendera pôr outro fundamento para o conhecimento, não mais em Deus, mas no homem (antropocentrismo). Porém, para que isso acontecesse era necessário que Deus fosse morto, eliminado do consciente humano. Depois de dois mil e quinhentos anos, o filósofo Nietzsche, analisando as arquiteturas filosóficas e seus propósitos aliado ao comportamento da humanidade e no que ela acredita como sendo verdade, pode conscientemente declarar, “Deus está morto”.
Contexto político
     A macro política educacional do Estado brasileiro e outros, ao determinar que a teoria da criação não pode ser ensinada nas escolas e universidades públicas, eles estão autorizando os professores a matarem Deus como criador e mantenedor de toda ordem existencial. Substituindo a teoria da criação por hipóteses científicas, como as teorias hipotéticas da Evolução e do Big Ban, ambas do século XIX e XX, a política, através da educação pública e dos professores que as defendem como verdades, decretaram formalmente a morte de Deus.
Teoria da evolução
     Charles Darwin (1809-1882), naturalista inglês, segundo sua teoria, a luta pela vida (struggle for life) e a seleção natural são consideradas como os mecanismos essenciais da evolução dos seres vivos. A ideia de seleção natural é o cerne de seu pensamento, isto significa que, os organismos vivos formam populações denominadas espécies e estas apresentam “variações” graças às quais certos indivíduos são melhor “adaptados” a seu meio ambiente e geram uma descendência mais numerosa; assim, a “seleção natural” designa o conjunto dos mecanismos que triam (escolhem) os melhores indivíduos; e graças à “luta pela vida”, as populações evoluem lentamente, vale dizer, se transformam e se diversificam produzindo formas cada vez mais complexas. É na ordem das espécies (1859) que se encontra a exposição “canônica” da teoria da evolução por seleção natural.
     Já dizia Thomas R. Malthus (1766-1834), o crescimento da população mundial representa um perigo para a humanidade na medida em que é maior do que o dos meios de subsistência. Os seguidores dessa teoria (os malthusianos), sugerem que boa parte das chamadas “doenças modernas”, assim como a violência nas grandes cidades, já seria sintoma de um superpovoamento. Na concepção de alguns ideólogos sociais, pensa-se a concorrência econômica como uma concorrência natural, a ponto de dizer que a exploração de uma classe por outra também é natural e necessária ao bom funcionamento da sociedade. Em Darwin, a expressão “concorrência vital” não possui essa conotação ideológica; para ele, o melhor, o mais apto, não é outro senão aquele que encontra, por acaso, um meio favorável à sua sobrevivência não considerado como o melhor em si. A concorrência vital, diferente do darwinismo social, de cunho malthusiano, é apenas o meio pelo qual a natureza opera a seleção: luta entre cada indivíduo e seu meio.
     As questões que podem ser postas são: Quais seres evoluem? E se evolui, como se dá o processo? Evolução e mutação é a mesma coisa? Não. Mutação ou metamorfose é um processo natural, quando uma larva vira borboleta acontece uma transformação, metamorfose. Geneticamente pensando e cientificamente comprovado, é impossível de um único genótipo gerar seres ou espécies diferentes. Assim sendo, a teoria da evolução que ensina que o homem evoluiu de um primata, no caso, o macaco, é uma falácia. O que acontece no que Darwin define como evolução é apenas mudanças de fenótipos, isto é, mudanças na aparência em consequência do ambiente onde o indivíduo, por acaso, adaptou-se a um novo ambiente. Nesse contexto, a camuflagem, características de alguns seres vivos, não pode ser considerado evolução e nem elos do processo, pois, a capacidade de camuflagem nestes entes vivos é natural.
     Então, quando o Estado diz que deve ensinar apenas a teoria da evolução negando que se ensine a teoria da criação nas escolas, ele, as escolas, as universidades e os professores estão “matando Deus”, isto é, eliminando Deus como criador e mantenedor da ordem existente do consciente humano. Os principais conceitos “criados” pelos filósofos, utilizados para questionar a ordem existente, são extraídos da bíblia, reinventados para, a partir de uma nova perspectiva conceitual, criticar o conteúdo bíblico.  Logo, a bíblia, como qualquer outro livro, é indispensável à construção de novos conhecimentos. Assim sendo, ignorá-la como fonte de conhecimento útil para a educação formal é um erro; ou, então, possa ser que haja outro propósito, no caso, concordando com a filosofia de Nietzsche, Deus deve ser extinto do consciente da humanidade para que os instintos e as pulsões reprimidas pelo Deus judaico-cristão aflorem naturalmente e a humanidade possa ser livre de toda moral bíblica.
Teoria do big bang
     Georges Lemaître (1894-1966), padre e cosmólogo belga, a partir das equações de campo de Einstein, propôs a “hipótese do átomo primordial”. Isto é, em algum tempo finito no passado o universo estava quente e denso, desde então tem se resfriado pela expansão ao estado diluído atual e continua se expandindo. Segundo os dados “científicos” disponíveis pela observação, de acordo com as melhores medições de 2010, as condições iniciais ocorreram por volta de 13,3 a 13,9 bilhões de anos atrás. Segundo Lemaître, se fizer uma regressão do estado atual, atingir-se-á o estado de temperatura e densidão de onde ocorreu a explosão inicial. Quando tudo o que existe estava quente e denso, compactado, não havia espaço e nem tempo, com a explosão térmica desse átomo primordial, iniciou-se o tempo e o espaço infinito, consequentemente a expansão constante, gênese do cosmos (ordem universal), da natureza vegetal, animal e tudo o que existe no planeta Terra.
Violência atual
     Uma vez que matamos Deus, não O reconhecendo mais como criador e mantenedor da ordem existente, O caminho está aberto a todos os vícios até então reprimidos, as drogas, engano, ódio, vingança, promiscuidades, narcotráfico, infidelidade conjugal, desonestidade, legalidade conjugal homossexual, desarmonia nas famílias, assassinatos, imoralidades e pessoas mais amantes dos prazeres que amigos de Deus. Para a filosofia nietzschiana o homem tem que ser livre, isto é, viver acima do bem e do mal; isto significa que a moral presente na bíblia e em alguns filósofos, tem que ser ignorada. Para Nietzsche, a única verdade que existe são nossos sentimentos e pulsões hormonais, nossos instintos devem ser atendidos, transformados em ação, caso contrário, ainda estamos agindo dentro de alguma moral cristã, mas esta tem que ser abandonada em nome da liberdade. Então, conclui-se que a barbárie crescente na sociedade atual, não é sem causa. Pois, uma sociedade sem princípios morais está condenada à liberdade, livre para agir acima do bem e do mal. Isto é, o suprassensível Deus não existe. Por isso, creio eu, já é passada a hora de revermos os currículos escolares como centro de educação e formação de cidadãos que sejam capazes de agirem livremente para promover o bem, sendo um agente da paz em suas famílias, na cidade, estado e mundial e não da barbárie generalizada.


Filósofo Isaías Correia Ribas

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

NIETZSCHE, UM DOENTE QUE ADOECE A HUMANIDADE ATRAVÉS DAS UNIVERSIDADES



01
Nietzsche é Hitler, um antissemita que tencionara eliminar todos os judeus que habitavam o Ocidente. – É também Osama Bin Laden, chefe da Al-Qaeda, organização terrorista contra alvos civis e militares dos Estados Unidos e seus aliados. – E é, o atual radicalismo Islâmico que quer convencer todo o Ocidente a ignorar seu Deus cristão, se convertendo a guerreiros de Ala por imposição sumária da pena de morte àqueles que não aceitam o “convite”. – Nietzsche é também todas as instituições religiosas cristãs que seguem sua teologia em detrimento do que está escrito na bíblia como sendo verdades imutáveis. – Ele se faz presente entre os alcoólatras, pois, o seu Deus é Dionísio, o deus do vinho que vive cambaleando por qualquer caminho contra todo equilíbrio moral, ético e justiça de Apolo, o Deus do amor e de misericórdia pelo outro. – É o político desonesto e escravocrata que saqueia a riqueza que deveria ser um bem de todos. – É o cristianismo medieval que engana a todos através da filosofia do mundo das ideias de Platão, que apresenta à todas as seitas cristãs a filosofia da reencarnação como se fosse verdade bíblica. – Nietzsche é adepto da imoralidade; logo, a luxúria, a bigamia e a poligamia são instintos naturais que não devem ser reprimidos, como também, a prostituição feminina e masculina, a vingança a qualquer preço, o roubo, o assassinato, o machismo e o feminismo, enfim, tudo que for contrário a moral judaico-cristã é lícito. – Para Nietzsche, a verdadeira vida é aquela que atende, na prática, todas as pulsões de nosso corpo (a grande razão) em detrimento do moralismo constituído pela consciência racional (a pequena razão). – Nietzsche é contrário à caridade, o benevolente, ao amor cristão, para ele a verdadeira vida é reconhecida através da guerra, da luta, que vença os mais rudes em detrimento dos que priorizam a caridade e o amor. – A filosofia de Nietzsche não foi aceita pela academia universitária de seus dias, no entanto, a partir da metade do século vinte, sua filosofia foi adotada pelas universidades, centros acadêmicos que dão a direção para o comportamento da sociedade, primeiramente a seus estudantes que, a levam às ruas e becos de todos os lugares. Nietzsche é antiacadêmico e como tal deveria continuar sendo ignorado, mas não, pensa a academia que por pôr seus escritos dentro da lógica acadêmica, isto é, seguido as normas da ABNT exigida aos graduandos e Pós-Graduações na forma de Problemas, teses e suas justificativas com conclusões, a filosofia de Nietzsche poderia ser um bem para a humanidade, porém, o que vemos é uma humanidade cada dia mais doente, mesmo não sabendo quem foi Nietzsche, mas, através dos nietzschianos, seus seguidores, embora Nietzsche sempre os destetou, adoecem a sociedade segundo a vontade do filósofo que soube fazer o jogo antiacadêmico para se tornar o mais estudados em todos os centro acadêmicos. Esse é o Nietzsche, centro de todas as atenções estudantis, que zomba, mesmo doente, de tudo e todos! Nietzsche é contra todas as normas acadêmicas, por isso, sua escritura é aforística, direcionada aos iniciados, ou aos que têm visão de mundo além da própria filosofia.

Filósofo Isaías Correia Ribas    

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

JACÓ E ESAÚ


     Isaque, após passar pela experiência de fidelidade com seu pai, tornou-se jovem com idade para casar-se. Então, Abraão mandou seu fiel servo ir até a casa de sua família para encontrar uma jovem que fosse digna de casar-se com seu filho. Rebeca, filha de Betuel, irmã de Labão, foi a escolhida. Esta, com apoio de sua família, viajou até onde Abraão morava para conhecer Isaque, seu futuro esposo. Rebeca também era estéril; mas oraram ao senhor e ela concebeu dois filhos gêmeos, Jacó e Esaú. Enquanto grávida, os dois lutavam dentro de seu ventre, o que a perturbou levando a indagar sobre a situação e o senhor a respondeu, “Há duas nações no teu ventre, dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro, e o mais velho servirá ao mais moço”. A semelhança de Ismael e Isaque que simbolizavam as intrigas político-filosófica-ideológica-e-religiosas entre todas as nações contra às verdades bíblica; Jacó e Esaú representam os conflitos dentro do território de Canaã. Assim, Jacó representa a nação eleita e Esaú, aquele que se uniria em casamento com a descendência de Ismael para contaminar a nação eleita ou, a descendência de Jacó, dificultado sua conquista e instalação na terra prometida a Abraão e sua descendência. Após o nascimento de Cristo e a instituição do cristianismo por seus discípulos e apóstolos, Esaú e Jacó continuam simbolizando as intrigas dentro da igreja cristã, dividindo-a entre católicos, protestantes e espíritas, e, ainda, nestas três, se dividindo entre diferentes credos católicos, protestantes e espíritas, por último, entre todos os membros desse emaranhado de instituições organizadas e particulares. Portanto, quem se ilude com organizações religiosas, como sendo representantes de Deus, corre o sério risco de se perder como religioso acomodado, achando que a salvação encontra-se nas interpretações que esses espertalhões fazem dos escritos bíblicos, adaptando-os aos seus interesses institucionais e particulares, assim, quem não investiga por si mesmo os escritos bíblicos a afim de e seguir o que está explícito, é presa fácil desses espertalhões. O bem (Deus) e o mal (Satanás), através dos religiosos, porfiam pra que todos caiam no formalismo religioso, ou que sejam infiéis aos princípios bíblicos. Esta guerra cristã não se dá mais pelas descendências genealógicas e ou hereditárias, e sim pelo batismo cristão. Logo, cada professo crente é um instrumento de Deus ou do Diabo neste conflito.
     Esaú nasceu primeiro, logo, tinha direita a primogenitura, porém, quando tinha fome, vendeu seu direito a Jacó por um prato de lentilha. Isaque amava mais a Esaú que Jacó e Rebeca amava mais a Jacó que Esaú. Dessa divisão por preferências por parte dos pais, a mentira e o engano fez com que Isaque fosse enganado por Jacó levando-o a abençoá-lo com o direito a primogenitura pensando que fosse Esaú que lhe servia o prato preferido. Após esses episódios recheados de mentiras, a verdade veio à tona e a decepção instalou-se na família fazendo com que Esaú procurasse seu irmão para matá-lo, forçando Jacó, com apoio da mãe e do pai, fugir para a terra de seus parentes em busca de uma mulher entre os seus familiares; temendo a fúria de Esaú, prontamente fugiu em busca de seus parentes que habitavam em Padã-Arã. Esaú, além das mulheres que já possuía, foi à casa de Ismael e tomou uma de suas filhas como mulher. Então, até o momento, percebe-se que as linhagens genealógicas das descendências vão se mantendo fiéis; tanto do lado de Isaque como do de Ismael. Jacó buscou manter-se fiel à linhagem que representava os princípios bíblicos e Esaú foi misturar-se com os da casa de Ismael para compor forças em oposição aos descendentes de seu irmão Jacó que buscava ser fiel aos princípios divinos.  
     Em Padã-Arã, Jacó, após ser enganado por seu tio Labão acabou sendo obrigado a casar-se com suas duas filhas, Raquel e Léia. De ambas nasceram onze filhos e uma filha: Rubens, Simeão, Levi, judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, Diná e José. Após vinte anos servindo Labão, Deus pede que Jacó volte à terra de Canaã, à sua família. Mesmo temendo encontrar com seu irmão Esaú, se pôs a caminho contra a vontade de seu sogro que o perseguiu até a fronteira.  Jacó estava amargurado por ser perseguido pelo sogro e por ter que encontrar seu irmão Esaú que a muito intencionara matá-lo. Após se entender com Labão, a angústia continuava lhe atormentando, levando-o a buscar socorro em Deus através da oração. Afastando-se do grupo, pôs-se a implorar por Àquele que prometera fidelidade; enquanto orava, um desconhecido apossou-se dele como se fosse matá-lo, ele lutou bravamente que seu opositor não conseguia livrar-se obrigando-o a feri-lo uma de suas cochas. Como já estava raiando o dia o homem pediu-lhe que o soltasse, mas disse Jacó, “Não te deixarei ir se não me abençoares”. Perguntou-lhe o lutador, “Qual é o seu nome?Jacó. – Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; porque tens lutado com Deus e com os homens e tens prevalecido”. Jacó ainda perguntou-lhe, qual é o seu nome? – porque me perguntas pelo meu nome? E ali o abençoou. Após esses acontecimentos, Jacó (Israel) montou uma estratégia de proteção para encontrar-se com seu irmão que o recebeu de braços abertos. Chegando a Siquém, de onde saíra, comprou um campo e armou sua tenda em frente a cidade. Após outros ocorridos, Deus aparece novamente a Jacó, reafirma seu novo nome, (ISRAEL) e lhe faz a mesma promessa que fizera a seu avô Abraão e a seu pai Isaque: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso; frutifica e multiplica-te; uma nação, sim, uma multidão de nações sairá de ti, e reis procederão de teus lombos”. A caminho de Efrata, Raquel sentiu dores de parto, houve complicação e ela morreu ao dar à luz a Benjamim. Isaque, sogro de Raquel, viveu cento e oitenta anos e morreu, seus filhos Esaú e Jacó o sepultaram. E assim, Jacó e sua família crescia em número vagando com seu gado pela terra de Canaã. Certo dia, Jacó percebera que seus filhos que buscavam pastagens para o gado distante de sua tenda, como passaram-se alguns dias e eles não haviam retornados; querendo saber notícias, enviou seu filho predileto, José, a fim de achá-los. Os irmãos de José não gostavam dele, pois, José sonhara que seria superior a eles. Assim, quando o viram chegando onde estavam resolveram matá-lo; Rúben intercedeu, e o lançaram em uma cova vazia, enquanto discutiam como matar José e como encobrir o assassinato a Jacó; ao longe viram uma caravana de ismaelitas vindo em direção ao Egito, de pronto, Judá, querendo salvá-lo, sugeriu-lhes que o vendessem. E assim, José foi vendido por vinte ciclos de prata e fora levado para o Egito onde Potifar, oficial de Faraó o comprou das mãos dos ismaelitas. Rúben não aprovou o que seus irmãos fizeram. Como já estava feito, mataram um cordeiro e sujaram as vestes de José de sangue e conseguiram encobrir o mal feito a Jacó. Por sua fidelidade a Deus e Potifar, José tornou-se mordomo em sua casa, e assim, em tudo o que fazia, prosperava. Por recusar deitar-se com a mulher de Potifar que o tentara, foi feito prisioneiro pelas calúnias que a mulher forjou contra ele a seu marido. Na cadeia, José interpretou dois sonhos dos oficiais de Faraó que foram presos, e tudo aconteceu conforme a interpretação. Certa noite Faraó também sonhara e o sonho o perturbou, como nenhum sábio do rei soubera interpretar o sonho, foram condenados à morte. Foi quando o copeiro-mor, um dos prisioneiros que estivera preso, lembrou que José tinha o dom de interpretar sonhos. Sabendo Faraó, trouxe José à sua presença para lhe interpretar o sonho. Segundo a interpretação, haveria sete anos de fartura, e esta, deveria ser estocada, pois, em seguida sucederiam sete anos de seca e uma grande fome se estenderia por todo Egito, Canaã e territórios vizinhos. Diante da sabedoria de José, Faraó o fez governador, sendo o primeiro abaixo de dele. (Nesta época, a família dos Hicsos havia tomado o Egito das mãos dos verdadeiros Faraós) E tudo acontecera como dissera José. E a fome chegou à casa de Jacó que obrigou-o a enviar seus filhos ao Egito para comprar alimentos. Deus estava controlando tudo para que Sua palavra dita a Abraão se cumprisse. Depois de emotivas surpresas e exigências planejadas por José, ele se fez conhecer a seus irmãos e Jacó com todos os seus desceram ao Egito para habitar por lá até que a seca acabasse. Por causa da seca e da fome, José comprou todas as terras para Faraó. E assim, por meio de José, a casa de Israel habitou na terra do Egito, na região de Gósen, onde adquiriram propriedades, frutificaram e multiplicaram-se. Jacó viveu dezessete anos no Egito e morreu. Antes de morrer fez seus filhos jurarem que não o enterrariam no Egito, mas, em Canaã e assim sucedeu. José teve dois filhos, Manassés e Efraim, esses pela vontade de Jacó foram contados como seus filhos, os outros, não. José viveu cento e dez anos e morreu. Antes de morrer pediu a seus irmãos que o levasse dali quando Deus os fizessem subir do Egito, conforme profetizara Abraão.
     Passados alguns anos os Hicsos perderam o poder para a antiga dinastia dos faraós. Esses não conviveram com José e Jacó; Como os egípcios não eram chegados ao trabalho, e o povo de Israel se multiplicaram muito, decidiram não mandá-los de volta à terra de Canaã, mas escravizá-los. É o início da escravidão que duraria quatrocentos anos segundo Deus revelara a Abraão

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

ISAQUE E ISMAEL


Deus prometera a Abrão que sua descendência herdaria a terra de Canaã, mas havia um problema, Sarai, sua mulher era estéril. Voltando do Egito com todos os seus bens e Ló com os seus, chegaram em Betel, onde havia construído sua tenda e o altar; ali invocou o nome do Senhor! As riquezas de Abrão, mais as de Ló e seus servos eram grande e as pastagens para o gado não eram suficientes para todos, por esse motivo houve contenda entre os servos de Abrão e os de Ló. Foi então que Abrão disse a Ló: que não haja contenda entre nós, pois somos irmãos. Toda a terra está a sua frente, escolhe a que quiser e eu ficarei com a que sobrar. Ló escolheu a região oriental que se parecia com as do Egito pois eram bem irrigadas, compostas de planícies com boas pastagens que se estendiam ao longo do Jordão chegando até as cidades de Sodoma e Gomorra, dois promissores centros urbanos da época. Assim, separaram e Abrão ficou em Canaã. Após a separação, Deus volta a se comunicar com Abrão dizendo: “Levanta agora os olhos, e olha desde o lugar onde estás, para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente; porque toda essa terra que vês, te ei de dar a ti, e à tua descendência para sempre”. Após contemplar tudo, Deus disse que deveria percorrê-la; então, saindo de Betel foi para Hebrom, onde instalou sua tenda e edificou novo altar. Enquanto isso, Ló se meteu em contendas e foi levado cativo pelos reis da região, sabendo Abrão do ocorrido, guerreou contra os reis e resgatou o sobrinho da confusão que se metera. Depois desse ocorrido Deus voltou a falar com Abrão em visão dizendo: “Não temas, Abrão, sou o teu escudo, o teu galardão será grandíssimo”. Foi neste dia que Abrão indagou a Deus sobre sua descendência uma vez que seu herdeiro seria o damasceno Eliezer, pois Deus não havia lhe dado herdeiro nativo, que saíra de suas entranhas, um filho de Sarai. Foi onde Deus afirmou, Eliezer não será o herdeiro, mas um filho que sairá de suas entranhas. Olhe para o céu e conte as estrelas que vês se és capaz, entendes? Como as estrelas são inumeráveis, será assim a tua descendência. Em seguida Deus mostrou em sonho o que aconteceria com sua descendência: peregrinariam em terra alheia e por quatrocentos anos seriam escravizados, mas sairiam dessa escravidão com muitos bens e os da quarta geração voltariam para Canaã. Sarai sentira-se culpada por Abrão não poder ter herdeiros legítimos, então, consentira consigo mesma em dar sua serva egípcia para ter filho em seu lugar, falou de seu plano e Abrão que consentiu desposando Agar que gerara Ismael. Após o nascimento de Ismael, Agar desprezava sua senhora Sarai, irritada com a situação obrigou Abrão despedi-la com seu filho, Abrão deu liberdade para Sarai fazer o que quisesse com sua serva; diante de tanta irritação e maus tratos, Agar fugiu com seu filho para o deserto, onde o anjo do Senhor a encontrou e pediu que voltasse e se humilhasse à sua senhora que seu filho também seria pai de grandes nações: “Ele será como um jumento selvagem entre os homens; a sua mão será contra todos e a mão de todos contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos”. Abrão tinha oitenta e seis anos quando Ismael nasceu. Depois desses ocorridos, quando Abrão tinha noventa anos Deus lhe aparece de novo para dar mais instruções quanto aos princípios legais que sua descendência teria que incorporar enquanto nação escolhida para uma determinada função dentre as demais nações. Abrão passou a ser chamado de Abraão e Sarai de Sara. Neste dia foi instituído a circuncisão, isto é, todos da casa de Abraão e seus futuros descendentes teriam que ser circuncidados como todos os servos, inclusive os comprados por dinheiro, quem não se circuncidasse seria extirpado dentre esse povo que Deus elegera para Si como representante cumpridores de Sua vontade entre os povos. Neste dia Deus prometeu a Abraão que seu herdeiro nasceria de Sara, ele sorriu por dentro, pois, aos cem anos e sua esposa com noventa não era mais possível gerar filhos, mas dissera Deus, na verdade sua esposa gerará um filho e o chamará Isaque; é com ele que estabelecerei meu pacto perpétuo. E assim, na época determinada pelos anjos Sara e Abraão tiveram Isaque. Em Ismael e Isaque, Deus revelara os futuros conflitos político-ideológico-e-religiosos que dominariam todas as futuros povos, reinos e nações entre o Oriente e o Ocidente. Atualmente, as cinco religiões e suas denominações aliados à política, unidos, têm na perspectiva anular a influência dos escritos bíblicos como dignos de serem postos em prática na atual sociedade. Então, não é por acaso que todas as religiões do Oriente Médio como as do Ocidente, ao buscarem suas origens, chegam ao patriarca Abraão. Porém, nenhuma dessas atuais religiões se enquadram dentro dos princípios bíblicos que os verdadeiros descendentes espirituais de Abraão têm por dever e privilégio de adotá-los.
A fé, a inteligência, o amor, os desejos, os sentimentos e tudo mais que faz parte de nossa composição física, mental e espiritual são dons de Deus. Nossa composição física não é alterada ou moldada por nossa vontade. Porém, a fé, o uso da inteligência, dos desejos espirituais ou carnais estão sujeitos à ação de nossa vontade pessoal. Eu posso desejar e planejar ser um malfeitor, um bandido aterrorizador do outro, mas na medida em vou me especializando nessa prática, posso, devido as consequências, abandonar esse desejo e recomeçar uma vida totalmente oposta ao que eu desejava. Também, alguém que desejou ser um adepto de alguma religião, e, diante das exigências de fidelidade, abandonou sua fé e buscou se realizar na prática de algo oposto. Isso é comum às pessoas que buscam ter identidade própria, com consciência, uma experiência de vida. Outros, talvez a maioria das pessoas preferem viver como ovelhas tangidas ou guiadas por pastores e outros líderes que dizem constantemente o que devem fazer para serem “felizes”, ou melhor, sem se preocupar em ser autênticas, responsáveis por suas ações; o problema que vejo com esse grande grupo é que ele não desenvolve nunca, está sempre em busca de migalhas que caem das mesas alheias para saciarem seus falsos e mesquinhos desejos, estão sempre reclamando e esperando que o outro resolva seus problemas, esse grupo é um peso para o desenvolvimento pessoal, de uma família, de uma verdadeira religião, de uma cidade e de uma nação, esses nunca querem passar pelo processo do aprendizado, detestam estudar e analisar a própria vida para tirar suas próprias conclusões. Abraão é nos apresentado como o pai da fé, mas, para isso, pacientemente passou pela escola do aprendizado, aprendendo duramente que o homem, naturalmente, desconfia da capacidade ilimitada de Deus, ele é o exemplo de pai da fé porque pacientemente compreendeu suas fraquezas e humildemente continuou querendo aprender, assim, Deus revelou-lhe ser capaz de realizar o que promete independente das circunstâncias, o grande problema para Deus é o próprio homem que confia, mas, na prática desconfia do poder de Deus.
A Fé e a Razão
A fé é demonstrada pela ação, não depende de argumentação para justificar-se, a ação fala por si mesma. Já, a esperança é retórica, abre espaço para dúvidas, questionamentos e interpretações pessoais das verdades absolutas. O racionalismo filosófico-científico-religioso, pela esperança, controla as massas explorando-as por meio da fé que exige ação, mas, esta, segundo os líderes religiosos, devem ser desenvolvidas na prática de seus dogmas institucionais, nunca em direção ao assim diz o Senhor explícito nos escritos bíblicos. Discursos que pregam a esperança sem ação rumo ao assim diz o Senhor são falaciosos. Jesus disse que era o filho de Deus, fez muitos milagres aos olhos do povo, por isso alguns creram, outros que se sentiam prejudicados O rejeitava expulsando-O de suas vilas. Quando Ele estava pendurado na cruz muitos exigiram que Ele descesse para provar que era o filho de Deus, como o Seu propósito era outro, morrer para salvar a todos os que crescem, muitos não creram. Os líderes religiosos sabem disso, por isso associam à esperança algum milagre. Não há nenhum santo sem atos milagrosos, como também, a igreja Católica não canoniza nenhum benfeitor (santo) sem que seja comprovado algum milagre. Os protestantes e pentecostais associam sua teologia às curas espirituais e até físicas. Não há pastor protestante que não têm uma história de chamado para o ministério pastoral; eles sabem que o povo depende desses discursos místicos para validar e justificar sua profissão. Esses profissionais “sacros” e políticos sabem que o povo gosta de ser visto como galera; entendem que é muito difícil alguém querer se desligar do geral para ser autêntico, consciente e auto suficiente para ser diferente, um quebrador de paradigmas; por isso é muito difícil para estabelecer uma denominação religiosa autêntica, verdadeira segundo a ótica divina. Como também, é difícil para uma nação chegar ao status de primeiro mundo. Quando eu era criança no estado do Paraná, (1954-1972) a família que dominava a política era a dos Richas, até hoje eles continuam dominando a política daquele estado, isso se dá porque a maioria dos paranaenses não têm espírito autêntico, quebrador de paradigmas, aceitam ser dominados pelos mesmos que os exploram a mais de cinquenta anos, são dominados pelo espírito de rebanho, são gratos a Deus por ter alguém que os domine e esse dominador é tratado como se ele fosse o dono do estado. Isto não é característica apenas dos paranaenses, mas dos brasileiros, a educação que esses políticos dão ao povo é a educação que nos prepara para ser comandados, por isso nosso país continua sendo terra de escravos, podes crer, só há escravos enquanto houver escravocratas. Para agravar nossa situação, somos vítimas também dos líderes religiosos que fazem questão de colaborar para que a escravidão perdure o máximo possível, tanto que as escolas dos religiosos são apenas para suas elites e para quem possa pagar. Como o pobre depende da educação pública, e esta existe apenas como máscara, estamos condenados a comer o pão que o Diabo amassa com os próprios pés. Parece que a presidenta Dilma quer quebrar esse paradigma diabólico nesse seu último mandato, se ela conseguir pôr a educação de qualidade para todos e conseguir conscientizar os estudantes e seus pais que esse é o único caminho que liberta o pobre das amarras da exploração, em pouco tempo o Brasil será um país de primeiro mundo!     
É comum, ainda hoje, após o ano letivo, os professores aplicar uma prova final de avaliação. Essa didática remonta à antiguidade, é um método divino, quando Deus chamou Abraão para uma tarefa específica, para ser reconhecido como o pai da fé teria que passar por essa última prova. Um teste prático, nada de teoria. “Ele teria que deixar o geral e ingressar no absoluto, como um astronauta que abandona as limitações da terra para, de improviso, sentir-se apossado pelas forças básicas do universo que ele quer desvendar – e então descobre que essas forças cósmicas, que sustentam toda criação, são as mesmas que compõem o seu espírito! Porque, se nós não existíssemos, o próprio Deus não poderia ter existência real, e a sua criação é, assim, a sua mesma justificativa”. (KIERKEGAARD)
A lição que precisamos apreender é, o comportamento social simplório, de gado que precisa ser tangido, não é característica dos religiosos apenas, mas de todos que se contentam ser “espertos” ou ignorantes por opção, se esquivando da educação formal, preferindo viver no geral que ser autêntico quebrador de paradigmas, renovador do ultrapassado para que o movimento ascendente da educação seja uma realidade constante. Estado que não provoca no espírito de suas crianças e jovens esse espírito empreendedor está fadado à barbárie generalizada. Para os brasileiros sair desse marasmo de valorização da ignorância a que se unir forças de todos: políticos, religiosos e famílias, se isso não estiver no ideal dos responsáveis pela educação de nossas crianças e jovens a batalha não vai ser fácil, pois, há muitos que dependem da ignorância generalizada para enriquecer-se e dominar.  
A Abraão, como exame final, Deus pediu que ele oferecesse o filho da promessa em holocausto. Abraão foi preparado para essa prova final pelo próprio Deus, mas para o homem Abraão tal pedido poderia ser um absurdo, uma loucura, nada que ele pensasse racionalmente justificaria tal pedido. Ele poderia duvidar que Deus parecesse contraditório, que tal pedido fosse uma tentação do inimigo. Abraão estava pisando no lagar sozinho, ninguém que ele contasse tal pedido o apoiaria. Mas ele tinha certeza que o pedido procedera de Deus, ele estava familiarizado com o modo de Deus se comunicar com ele. ¹
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¹ Portanto, justifica-se o silêncio de Abraão. Ele não pode falar, compete-lhe apenas obedecer aos secretos desígnios de Deus, e oferecer seu próprio filho em holocausto, ainda que seu coração se rompa de angústia no peito. No alto da montanha de Morija, que lembra tantas outras montanhas onde Deus se comunicou aos homens, Abraão, como indivíduo, está sozinho diante do eterno. Não lhe pode a sua sabedoria, e sua hierarquia social, nem os ritos religiosos existentes (e os que venham a existir, se cada um de nós se colocar no papel de Abraão) – porque a opção é inteiramente sua. Ele deve realizar-se, deve escolher a sua diretriz e dar o seu salto no desconhecido. Essa decisão, que é um comportamento existencial ditado pela vontade individual, constitui a prova. Em que instante, porém, de sua existência, o homem vence a sua prova: quando a recebe, com ânimo disposta a cumpri-la, ou quando a cumpre, independente de todas as injunções que seu espírito sofra, das relações humanas e do conflito de seus próprios sentimentos?  (Ibid)
A filosofia existencialista não é filosofia porque está conectada com a divindade e, como tal, não cria sistematização filosófica. Segundo Hegel, a reflexão sobre a existência, não garante o conhecimento da verdade, porque, em seu entender, ela não é uma coisa que possa conhecer, mas sim que deve ser vivida em toda sua substância. Então, filosofia só é sistema filosófico quando anula a fé e exalta a razão; é nesse jogo de intenções subjacentes que os líderes religiosos usam sistemas filosóficos para negar princípios bíblicos, exaltando a razão em detrimento do explícito na bíblia. Atualmente, os discursos fundamentados no “bom senso” mundanizam as igrejas protestantes com modas que, num passado bem próximo, eram tidas como abomináveis. Gostaria de ver os modernos pastores sendo capazes de, através do bom senso defender os princípios bíblicos e não negá-los como fazem em benefício de uma massa que pensa estar praticando a verdadeira religião se adaptando às práticas mundanas e introduzindo-as às normas cristãs protestantes, fazendo-as aliadas ao mundanismo católico que nega os princípios bíblicos.

Filósofo Isaías Correia Ribas

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

KIERKEGAARD, Soren. TEMOR E TREMOR. Livraria exposição do livro. Gráfica Urupês –São Paulo, 1964

domingo, 28 de dezembro de 2014

FILHOS DE DEUS E FILHOS DOS HOMENS


     Caim, após matar seu irmão Abel, teve um diálogo com Deus que, prometera que ninguém o mataria por vingança; saindo da presença do senhor foi para a banda do oriente do jardim do Éden, habitando a terra de Node, conheceu sua mulher e teve um filho que o chamou Enoque e construiu uma cidade com o nome de seu filho. Os filhos de Caim passaram a ser chamados de filhos dos homens porque eles viveram ignorando as instruções de Deus. Assim, alguns homens passaram a ter mais de uma mulher, instituindo a bigamia e a poligamia; outros, tornaram-se nômades criadores de gados; uns, artífices em inventar instrumentos de som; alguns, peritos em fabricar ferramentas e armas cortantes de ferro e cobre, outros, a exemplo de Caim, eram briguentos e assassinos.
     Adão e Eva tiveram outro filho à semelhança de Abel que fora assassinado e chamou-o Sete. E Sete teve um filho de nome Enos. Nesse tempo começaram a invocar o nome do Senhor. Adão viveu novecentos e trinta anos e gerou filhos e filhas. Os descendentes de Sete representavam os filhos de Deus, aqueles que acreditavam na promessa de que Deus, salvaria os que cressem em Sua palavra. Nesse período, os filhos dos homens e os filhos de Deus se aproximaram: vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, deram-se em casamentos. Assim, a corrupção sensual tornou-se generalizada sobre a terra de tal modo que, todos casavam-se davam-se em casamentos, isto é, a fidelidade não fazia mais sentido; a moral e o temor a Deus “acabaram”; a poligamia, o homossexualismo e a violência eram práticas comuns, tudo se corrompera. Quando Noé nasceu, segundo a genealogia bíblica, havia se passado aproximadamente mil anos. Então, deduz-se, que Adão e outros homens de fé vivenciaram a degeneração da fé do povo. Quando Noé tinha quinhentos anos Deus achou-o justo, um homem temente ao criador. Noé foi o único que continuou temente a Deus naqueles dias; por isso, Deus comunicou-lhe que havia se arrependido de ter criado o homem e ia destruir tudo o que criara; deu cento e vinte anos de graça para Noé convencer o povo que chegara o fim e porquê Deus decidira pôr fim àquela geração. Mas Deus estava disposto a dar mais uma oportunidade recomeçando tudo novamente, caso alguém cresse, era só, no dia determinado, entrar no barco que ele começara a construir. Aos quinhentos anos de idade Noé e sua esposa começaram ter seus filhos Sem, Cão e Jafé. Quando ele tinha seiscentos anos aconteceu o dilúvio, catástrofe que se deu no final da primeira metade do século dezessete após a criação. Porém, ninguém, além da família de Noé, aceitou o convite para entrar no barco, o dia determinado era sete dias antes do dilúvio. Os animais, segundo Deus orientara e especificara a Noé, entraram. Quem não entrou pereceu nas águas do dilúvio que, além de matar, deformara a beleza primeira que era o planeta Terra, beleza composta de pedras preciosas que estavam expostas sobre a terra, as quais foram escondidas nas profundezas de seu seio. Os belos vales e planos verdejantes que embelezavam o planeta foram substituídos por depressões bruscas, altos picos e montanhas, que, à ação das chuvas, ainda hoje, matam através dos deslizamentos de suas encostas, violentos rios e mares que, além de fornecer alimento, tragam muitas vidas que aventuram enfrentá-los. Com o soterramento de todo composto orgânico de maneira brusca, temos hoje as grandes minas de energia fóssil, as petrolíferas espalhada por todo o planeta. O planeta que habitamos hoje é o pós-diluviano. Se fizermos uma análise social da atualidade, perceberemos facilmente que estamos chegando à mesma degradação moral, ética, política e religiosa dos antediluvianos.
O Velho e o Novo mundo
     O reinício deu-se com quatro casais: Noé, sua esposa e seus filhos com suas companheiras. Essa família tinha muitas histórias para contar aos seus descendentes. O velho mundo que acabara de ser destruído estava vivo em suas mentes. Sabiam que Deus contava com eles para que o novo mundo não descambasse tão cedo para a infidelidade; a família tinha que ser educadora para que o propósito de Deus fosse alcançado. Assim que a terra secou, Noé construiu um altar e ofereceu um sacrifício em gratidão pela salvação de sua família. Terminando o sacrifício, Deus fez-lhe uma promessa: “Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice; nem tornarei mais a ferir todo vivente, como acabo de fazer. Enquanto a terra durar, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite”. Em seguida plantou Noé uma vinha. Quando o vinhedo produziu ele fez vinho, contente, bebeu tanto que embebedou-se ao ponto de ficar nu dentro de sua tenda; Cão, seu filho mais moço, viu a situação do pai e contou a seus irmãos. Assim que Noé ficou sóbrio soube do ocorrido, por isso amaldiçoou Cão dizendo que sua descendência seria serviçal das descendências de seus irmãos Sem e Jafé. Dos filhos desses quatro casais e sua descendência todo o planeta foi habitado. Quanto mais distante estavam da catástrofe diluviana e das testemunhas oculares, mais difícil ficava para continuar crendo que as coisas ocorreram como contavam, por isso, alguns começaram planejar meios para sobreviver caso ocorresse outra.  Dessa desconfiança, a fé em Deus começou a minar; embora Deus houvesse prometido que jamais destruiria a terra com novos dilúvios, alguém ousou duvidar, a partir dessa dúvida planejaram construir uma torre tão alta que servisse de abrigo caso outro dilúvio ocorresse. Assim, todos os povos de várias partes se juntaram para a construção. Quando já estava adiantada a obra, Deus interferiu, pois esta, era um símbolo da descrença; Deus dividiu o único idioma existente até então, criando outros entre os construtores. Com a confusão causada pela falta de entendimento a obra foi interrompida. Assim, os que se entendiam, juntaram-se e formaram povos diferenciados pelo idioma. Eis a origem da diversidade de línguas estrangeiras no planeta.

GRAMATOLOGIA COMO CIÊNCIA POSITIVA

     Neste trabalho de conclusão da disciplina, “Seminários Avançados de Estudos Pós-Graduados”, analisarei a problemática que é, para a filosofia da linguagem, encontrar a origem da fala, dos alfabetos e dos sons fonéticos; elaborando assim, uma escritura filosófico-científica sobre suas origens, sem interferência do logocentrismo e do próprio conceito de ciência que está inserido na história linear apresentado nas escrituras bíblicas. Este projeto de pesquisa está limitado ao capítulo: “Da Gramatologia Como Ciência Positiva”, do livro, GRAMATOLOGIA, de Jaques Derrida.   
A gramatologia como ciência positiva abala dois conceitos: o logocentrismo e o de ciência, pois, ambos coincidem com o linear histórico. Então, em que condições a gramatologia é possível? Sob a condição de saber o que é a escritura e como se regula a plurivocidade deste conceito. Onde começa a escritura? Quando começa a escritura? Onde e quando o rastro, escritura em geral, raiz comum da fala e da escritura se comprimem como “escritura” no sentido corrente? Onde e quando se passa de uma escritura a outra, da escritura em geral à escritura em sentido estrito, do rastro à grafia, depois, de um sistema gráfico a outro, e, no campo de um código gráfico, de um discurso gráfico a outro, etc.? (DERRIDA p. 91)
Onde e quando começa?
     Ora, que não haja origem simples, pois esta, conduz a uma metafísica da presença, há um logocentrismo. As questões devem ser postas de outro modo. “Onde” e “quando” pode-se abrir questões empíricas como: quais são os lugares e os momentos determinados dos primeiros fenômenos de escritura, na história e no mundo? As respostas às questões devem superar o logocentrismo e a ciência da história linear, focando nas pesquisas dos fatos. Isto é, a que foi praticada até hoje por quase todos os arqueólogos, epigrafistas e pré-historiadores que interrogam as escrituras do mundo. (Ibid. p. 92)
O que é o rastro?
     O rastro não é nada, não é um ente e nem uma essência. Excede a questão: o que é? E a possibilidade de ser uma metafísica, uma ontologia e transcendentais. A escritura histórica tem um interesse científico pela escritura que tenha sempre a forma de uma história da escritura que descreva apenas os fatos que tenham sentido.¹
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¹ O trabalho crítico progride por etapas e pode-se reconstituir posteriormente a sua estratégia. Vence inicialmente o preconceito “teológico”: é assim que Fréret qualifica o mito de uma escritura primitiva e natural dada por Deus, tal como a escritura hebraica para Blaise de Vigenére; em seu traité des chifres ou secretes manières d’escrire (1586), diz que tais caracteres são “os mais antigos de todos, e mesmo formados pelo próprio dedo do Soberano Deus”. Sob todas as suas formas, quer sejam manifestas ou sorrateiras, esse teologismo, que na verdade não é preconceito e é mais do que isto, constituiu o obstáculo maior a toda gramatologia. Nenhuma história da escritura podia conciliar-se com ele.
Para que esse projeto fosse realizado os alfabetos hebreu e grego que influenciara os ocidentais teriam que ser descartados. “Não se aceita a história do alfabeto antes de se reconhecer a multiplicidade dos sistemas de escrituras e de se lhes designar uma história, quer se esteja ou não capacitado a determina-la cientificamente”. (Ibid. p.94)
Os interessados nesse projeto científico de escritura viram na escritura chinesa uma possibilidade de universalizar toda escritura. Se foi possível, pensão eles, a universalização da matemática, por que não, também, a escritura? “Todos os projetos filosóficos de escritura e de linguagem universais, pasilalia, poligrafia, pasigrafia, chamados por Descartes, esboçados pelo padre Kicher, wikins, Leibniz, etc., encorajaram a ver na escritura chinesa, que então era descoberta, um modelo de língua filosófica assim subtraído à história”. Descartes apoiou com ressalvas a praticidade desse projeto e até a impossibilidade uma gramática universal.
Logocentrismo absoluto
     Esse projeto científico de escritura filosófica será possível se, na prática, anular o logocentrismo ou o absoluto Deus que está implicado em toda história cultural do Ocidente e de outras regiões do planeta. Caso isso não seja possível, procurar outros caminhos para anular Deus do subconsciente dos diferentes povos. Sendo isso possível, o caminho estará livre para a escritura filosófica se estabelecer como ciência arqueológica pura, impondo, assim, a todos os povos essa nova visão das origens da fala e dos alfabetos que representam, nas diversas formas de escrituras, suas falas.² Ainda hoje há grupos que se comunicam através da fala, porém, ainda não desenvolveram uma escritura ou alfabeto para registrar suas falas culturais.
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² Pois se para as palavras primitivas cada um se servir das de sua língua, é verdade que não terá muito trabalho, mas em compensação será entendido apenas por seus conterrâneos, a não ser que o faça por escrito, quando quem desejar entende-lo terá o trabalho de procurar todas as palavras o dicionário, o que é por demais enfadonho para se esperar que se faça usual ... Portanto, toda utilidade que vejo poder sair dessa invenção é para a escritura: a saber, que ele fizesse imprimir um grosso dicionário em todas as línguas em que desejasse ser entendido, e para cada palavra primitiva pusesse caracteres comuns, que respondessem ao sentido e não às sílabas, como um mesmo caráter para amar, amare; e quem tivesse esse dicionário e soubesse a sua gramática poderia, procurando um por um, todos esses caracteres, interpretar em sua língua o que estaria escrito. Mas isto seria bom apenas para ler mistérios e revelações; pois, para outras coisas, seria necessário que não se tivesse quase o que fazer, para se dar o trabalho de procurar todas as palavras num dicionário, e assim não vejo muito uso para isto. Mas pode ser que me engane. DESCARTES (Ibid. p. 95)
Conclusão
     Os primeiros trabalhos arqueológicos ainda buscavam uma confirmação teológica, tinham uma teleologia; algo que se encontra sem precisar cavar tão fundo. Mas, para o projeto científico de escritura filosófica que se pretende, as escavações têm que ultrapassar a história linear, logocêntrica e etnocêntricas que estão nas primeiras camadas geológicas, é preciso chegar ao antes de se ter estabelecido o logocentrismo ou o Deus que criou todas as coisas por sua palavra; para isso, a que se cavar bem mais fundo, talvez precise de novas técnicas de escavações para acelerar o trabalho que precisa ultrapassar as camadas arqueológicas que estão próximas à crosta para ir além do que se conheceu até hoje. Então, entende-se, que as questões postas, e, não respondidas neste trabalho se dê em virtude das escavações profundas ainda não terem concluídas.  Enquanto essas escavações avançam, se é que elas existem e as pesquisas espaciais continuem em busca do elemento originador da vida, os escritos bíblicos vão sendo postos em descredito por cientistas, filósofos e religiosos; Para eles, independente do meio utilizado, o Deus explícito nos escritos bíblicos, tem que ser eliminado do consciente e subconsciente da humanidade. Uma vez feito isso, o caminho para se estabelecer a versão humana sobre as origens estará livre.
O Papa Francisco com suas declarações se posiciona mais a favor da ciência que das escrituras bíblica: "A ciência da evolução está em harmonia com a bíblia". "A história sobre Adão e Eva não é verdadeira". Então, entende-se, que, para o Papa, Deus é apenas um conceito que deu certo para a arte de dominar as massas para a escravidão, a ignorância e o engano. A história da igreja não nega suas pretensões.

Filósofo Isaías Correia Ribas
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BÍBLIA. Capítulos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8. Imprensa Bíblica Brasileira
DERRIDA, Jacques. Gramatologia. Ed. Perspectiva – São Paulo, 2013


 


domingo, 14 de dezembro de 2014

A VERDADE E O CAOS


     É comum ouvirmos a afirmação: “a verdade não existe”.  Mas como isso é possível se a filosofia, desde os gregos até o fim da Idade Média sempre estiveram em busca da verdade? Temos também a afirmação “científica-filosófica” sobre a origem da vida e do universo baseadas em algumas hipóteses cosmológicas aparentemente indubitáveis. Ah! Não posso esquecer dos pastores, padres e outros religiosos que, de pronto se lembram de uma citação bíblica dizendo: Está escrito no livro M, capítulo N, versículo P, isto é isto e aquilo é aquilo, é a palavra de Deus, confirmada pelos profetas e apóstolos, assim, não podemos duvidar, é a verdade! Outros mais cuidadosos fundamentam suas falas, está escrito no livro X do Dr. Y que a verdade sobre as origens se deu assim e assado, segundo a teoria defendida pelo pesquisador X ou Y. Mas mesmo diante de todos esses detentores da verdade, o povo em geral demonstra não confiar mais nas conclusões desses defensores, dizendo em alto e bom som: “A verdade não existe”. Nas últimas décadas, para o senso comum e estudantes graduandos que reproduzem as falas de seus professores sem nenhum questionamento, esse jargão está se firmando como verdade absoluta. A questão é, por que essa dúvida só acontece com o conceito “verdade”? Vamos desfazer esse mito ou ditado de que a verdade não existe refletindo e pondo-a em questão. Primeiro, para todo existir conceitual, tem que haver seu opositor, seu amigo/inimigo antagônico; então, se não existe a verdade, a mentira também não existe. No entanto, a mentira existe. Logo, se a mentira existe, é necessário que a verdade exista. Assim sendo, a verdade existe. A segunda questão para entendermos a origem deste problema é perguntar, de que verdade estamos falando? Este é o X da questão. A verdade é um conceito que abrange todos os mundos. Tanto o mundo natural, este que existe independente da vontade humana, quanto o mundo estabelecido pelos homens e animais irracionais. Então, o conceito de verdade não é um conceito simples, mas composto, e, como tal, é complexo. Quando uma pessoa é honesta, ela diz a verdade. Porém, se alguém duvida da verdade dita por essa pessoa, é possível, por meio de investigações, comprovar se essa pessoa disse ou não a verdade; uma vez confirmada a veracidade do dito, a verdade existe. Então, entende-se que a verdade com relação ao mundo estabelecido, é passível de ser verificada, comprovando-a ou negando-a. Logo, tanto a verdade como a mentira existem, como existem também a pessoa verdadeira e a mentirosa.
     As causas do problema sobre a verdade são as generalizações, isto é, quando generalizamos, não separamos os alhos dos bugalhos; aí, saímos falando besteiras, posando de intelectual, quando, na verdade, a ignorância reina em nosso modo de pensar. Esse jargão, “a verdade não existe”, é uma conclusão precipitada sobre as origens da vida no planeta Terra e do cosmos (ordem universal). Por ser muito antiga essa intriga das origens entre religiosos e opositores, o povo, por generalização, prefere viver sem a expectativa sobre essa verdade. Pois, todas as hipóteses levantadas para investiga-la, e os bilhões de dólares investidos sem nenhuma conclusão, induz-nos todos a duvidar da capacidade do homem e seus meios para dizer-nos a verdade sobre, principalmente, a origem das diversas formas vida na Terra. Por isso, o ditado popular, “a verdade não existe”. Assim, mantém-se até hoje a intriga sobre as afirmações bíblicas de que tudo fora criado e é mantido por um Deus Onipotente, Onisciente e Onipresente e as afirmações do poeta Hesíodo (VIII a.C.) que afirmara em seu mito Caos, que este, o próprio Caos, é o originador de tudo. A filosofia, a ciência e as artes, partem da premissa de que o Mito de Hesíodo seja o fundamento verdadeiro para justificar tantos investimentos financeiros, intelectuais, científicos e filosóficos em busca da verdade cosmológica. Como já afirmei a cima, esses três mil anos é muito tempo para questionar e investigar sem chegar a nenhuma conclusão ratificada pelo racionalismo. Por isso esse descrédito na capacidade do homem desprovido de fé chegar à verdade das origens. Logo, entende-se, que a verdade sobre as origens existe. E ela existe porque a existência de tudo é patente aos nossos sentidos. Assim, até o presente, crentes e ateus agem pela fé; a diferença está no axioma que fundamentam suas premissas, em um Deus Criador ou em um mito.
 Daniel, Nabucodonosor e seus sonhos
     No capítulo dois do livro de Daniel temos o sonho que sonhara Nabucodonosor e no capítulo oito registra um dos sonhos de Daniel. Ambos os sonhos têm o mesmo significado. Segundo a bíblia, são sonhos dados por Deus para revelar aos habitantes do planeta Terra a sucessão de reinos de Babilônia até a segunda volta de Cristo. Os sonhos impressionaram tanto o rei Nabucodonosor quanto o cativo Daniel, ambos ficaram atônitos diante ao que sonharam e os dois buscaram entender aqueles aparentes enigmas. Pela fé, através da oração, Daniel buscara respostas em Deus e Este O atendeu confortando o rei e ele. A estátua presente no sonho de Nabucodonosor estava dividida em, cabeça de ouro que representava o reino de Babilônia; o peito e os braços de prata simbolizavam o futuro reino dos Medos e Persas; o ventre e as coxas de bronze eram uma alusão ao reino da Grécia conquistado pelo macedônio Alexandre Magno; as pernas de ferro refere-se ao poderio de Rama Pagã; e os pés em parte de barro e parte de ferro representa Roma Cristã e o fim do absolutismo medieval que impunham seus ideais ao mundo, desfazendo-se em nações independentes e democráticas; a pedra cortada sem auxílio de mãos ferindo os pés da estátua e quebrando-a em pedaços todos os metais, é uma referência a segunda vinda de Cristo para pôr fim à história do pecado, fundando seu reino eterno!
     Daniel sonhara com um carneiro que tinha dois chifres, (o carneiro representava o reino e os chifres os reis Dario e Ciro) um dos chifres era mais alto que o outro, ele dava marradas para o ocidente, para o norte e para o sul onde nenhum animal podia lhe resistir e livrar-se de seu poder, ele fazia o que tinha vontade e se engrandecia. Enquanto considerava sobre o poder do carneiro, viu um bode vindo do ocidente sobre a face de toda Terra, mas ele não tocava no chão e ele tinha um chifre notável entre os olhos. O bode dirigiu-se ao carneiro e a briga começou, furioso o bode quebrou os dois chifres do carneiro ferindo-o até a morte. O bode engrandeceu-se, estando ele confiante em si, aquele grande chifre entre seus olhos foi quebrado, nascendo em seu lugar quatro chifres também notáveis que apontavam para os quatro cantos da Terra. (O bode é uma representação do reinado da Grécia, o chifre entre os olhos é uma referência ao principal rei, Alexandre Magno; o arrancar do chifre refere-se a sua morte e os quatro chifres que surgiram em seu lugar aponta os generais que dividiriam seu reino) De um daqueles quatro chifres saiu um chifre pequeno que cresceu muito para o sul, para o oriente e para a terra formosa, engrandecendo-se até o exército do céu lançando por terra algumas das estrelas desse exército, e as pisou; engrandeceu-se até o príncipe do exército tirando-lhe o holocausto contínuo, e o lugar de seu santuário foi deitado abaixo.
     Segundo Flavio Josefo, historiador judeu, após a morte de Alexandre, seu reino foi dividido entre seus generais, ficando configurado, no início, assim: Antígono governou a Ásia Menor; Seleuco a Babilônia e nações vizinhas; Lisímaco, o Helesponto; Cassandro a Macedônia e Ptolomeu, o Egito; Como de cinco reduziu-se a quatro? Antígono era General sátrapa ou governador, com a morte de Alexandre ele fez-se rei tornando-se inimigo dos outros, governou por dezoito anos a Ásia Menor. Os quatro generais, Seleuco, Cassandro, Lisímaco e Ptolomeu se uniram e destronaram Antígono, fazendo Lisímaco rei da Ásia Menor. (JOSEFO, p. 385)
Porém, diz a profecia: de um desses chifres surgiria um pequeno chifre que cresceria para o sul, para o oriente e para a terra formosa. Ou seja, de uma daquelas regiões que estavam em constantes guerras, desenvolveria um outro chifre, pequeno no início, mas, com o passar do tempo se engrandeceria subjugando todos os outros quatros. Esse novo chifre começou desenvolver-se no século VIII a.C. era a Itália, futura Roma Pagã, Cristã e Papal (atual Vaticano) que se desenvolvia em baixo do nariz de Cassandro da Macedônia, rei da região ocidental que não percebera que um de seus dominados tinham outra estratégia de conquistar que agradava aqueles que eles conquistavam, os italianos ou romanos não subjugavam seus conquistados como era costume grego, pelo contrário, assimilavam suas culturas e fazia deles soldados aliados, concedendo-lhes alguns direitos, assim, pela “benevolência” conseguira conquistar a todos. (CAMPOS/CLARO, p. 129) Os que deram mais trabalho foram os de Cartago, que precisou de três batalhas para conquista-los; depois, conquistou a Macedônia assimilando sua cultura politeísta e filosófica, a Pérsia babilônica, o Egito, Jerusalém e todos que tentavam resistir seu avanço. Assim, Roma se colocara como dona da verdade, senhora do mundo político, científico, filosófico, religioso e das artes; era o Ocidente, na linguagem de Jacques Derrida, abrindo um grande guarda-chuva para proteger todos que se curvassem ao seu discurso solipsista. Isto é, um Ocidente desprovido de alteridade, que não considera o outro, semelhante ou diferente, vendo-os apenas como inimigos a serem combatidos. A data escolhida para o início do império romano pagão foi 168 a.C., esse imperialismo pagão estendeu-se até 476 d.C.; quando foi substituída por Roma Cristã, que, como igreja Católica Apostólica Romana se tornara senhora da religião e do Estado, período conhecido como Idade Média. Atualmente o Vaticano representa esse espírito solipsista, onde, continua se achando representante de Deus e dona da verdade. Aos poucos, em outros textos, analisarei o que esse poder fez aos que tentaram rasgar o guarda-chuva que a cultura ocidental elaborara como verdade absoluta para impor ao mundo.
Segundo a profecia de Daniel, Roma era entendida em enigmas; grande será seu poder, mas esse poder não vem de si mesma fazendo com que destrua os poderosos e o povo santo; (reis, judeus e cristãos) se levantará contra o príncipe dos príncipes (matando Jesus Cristo), mas será quebrado sem intervir mão de homem. (Ressurreição de Cristo pelo anjo enviado do céu). E o lugar do santuário foi deitado abaixo. (Destruição do templo de Jerusalém no ano setenta pelo General Tito)
Lançará as verdades bíblicas por terra. (Alterou os dez mandamentos bíblicos autorizando a adoração de imagens de esculturas e mudando a santidade do sábado para o domingo) e Roma Cristã 476 – 1500 (período medieval) deu continuidade aos ideais de Roma Pagã, perseguindo aqueles que tentassem rasgar seu guarda-chuva, fosse em nome de seguir princípios bíblicos ou de um novo ideal filosófico.
Quanto as duas mil e trezentas tardes e manhãs disse o anjo: cerra a visão, porque se refere a dias mui distantes. Daniel adoeceu, sarou e foi tratar dos negócios do rei, pois não havia quem entendesse a visão das duas mil trezentas tardes e manhãs.
Filosofia Clássica e Deus
     O Deus bíblico fez-se presente na antiguidade através dos Hebreus-Israel-e-Judá. Ele, pelo seu poder impressionou reis de tal forma que não tiveram outra saída a não ser confirmar Sua existência metafísica. O próprio Alexandre Magno Também O reconheceu como o Deus do universo.¹
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¹ Então os judeus reuniram-se em redor de Alexandre e elevaram a voz, para desejar-lhe toda sorte e felicidade e de prosperidade. Mas os reis da Síria e os outros grandes, que o acompanhavam ficaram surpresos, de tal espanto que julgaram que ele tinha perdido o juízo. Parmênio, que gozava de grande prestígio, perguntou-lhe como ele, que era adorado em todo o mundo, adorava o grão-Sacrificador dos judeus. Não é a ele, respondeu Alexandre, ao Grão-Sacrificador, que eu adoro, mas é a Deus de quem ele é ministro. [...] antes desse encontro, segundo o próprio Alexandre, também tivera um sonho da parte de Deus que o animara a continuar em suas conquistas. (JOSEFO, p. 380)
     Como os filósofos da natureza não chegaram e nenhuma conclusão sobre as origens pelas hipóteses propostas na época, a própria filosofia viu-se obrigada a mudar de estratégia para continuar questionando o Deus bíblico. Foi esse o motivo que levaram Sócrates, Platão e Aristóteles elegerem uma forma conceitual de deus para fechar a lógica de seus ideais filosóficos.
     Para Sócrates, mestre em definir, pela maiêutica, um conceito, isolando-o de seus atributos e adjetivos; Deus era uma Inteligência superior, estava acima do politeísmo grego; por isso Sócrates falava contra os deuses gregos, corrompendo, assim, a juventude. Tentou moralizar os políticos de Atenas, cobrando deles postura ética, justiça ao tratar com o outro e com os negócios da Polis. Por esse zelo moralizante em nome desse Deus, foi condenado a morte, o que se concretizou ao tomar cicuta.
     Para Platão, discípulo de Sócrates, Deus era o demiurgo, aquele que cria através da manipulação da matéria existente, não por meio do Logos, Sua palavra. Após a morte de Sócrates Platão fugiu de Atenas temendo a mesma condenação. Fugindo, passou pelo Ocidente e chegando ao Oriente, conheceu o espiritualismo desenvolvido através da imortalidade da alma em relação à morte do corpo que os pitagóricos acreditavam; após doze anos voltou para Atenas, fundou sua Academia e filosofou através das ideias místicas dos pitagóricos; para isso ele criou o mundo das ideias, mundo das formas perfeitas, das quais, nosso mundo é uma cópia. Para Platão, o mundo das ideias é o lugar para onde as almas vão após a morte, lá, elas passam mil anos e depois reencarnam em outro corpo, meio pelo qual a alma faz o novo corpo relembrar o que há no mundo das formas perfeitas, por isso, para Platão, aprender é relembrar (reminiscência). Assim, por meio de Platão, a filosofia oriental chegou ao ocidente, foi adaptada ao cristianismo e muitos crentes católicos espíritas e protestantes acreditam que a imortalidade da alma é uma doutrina bíblica ou religiosa, mas, são apenas ideias filosóficas orientais adaptadas ao cristianismo.
     Aristóteles, discípulo de Platão, não concordou com o mundo das ideias desenvolvido por seu mestre, ele preferiu repensar a filosofia da natureza que representava a realidade que se iludir com ideais místicos. Mesmo assim, racionalizou o conceito de alma platônico defendendo que existe a alma vegetal, a irracional e a racional. Para Aristóteles Deus é um motor imóvel. Isto é, um Ser que colocou tudo em movimento, assim que acabara, abandonou-o à estabilidade das leis naturais. Logo, Deus é um motor imóvel que moveu tudo sem se mover. Aristóteles preferiu continuar na análise do mundo elaborando o método científico, que, como seu mestre, ficar preso à metafísica filosófica-religiosa. O que precisamos ter consciência é, que, os filósofos clássicos, apesar de admitir a existência de Deus, não significa que eles tinham fé nesse Deus, era apenas um conceito para fechar o raciocínio lógico, não fugindo da máxima que influenciava as massas e os governantes da época. Em nome de Deus, a filosofia desenvolveu sua metafísica fundamentando-a em um conceito de “Ser ontológico”; não é por acaso que a metafísica é o maior período filosófico, estendo dos clássicos até René Descartes; quando ela abandona a Deus e se volta para o sujeito que pode conhecer independente desse Deus, Ser supremo apresentado na bíblia.
     A literatura bíblica, principalmente a profética, é a prova incontestável de que Deus é Onisciente. Para os que a estudam, é a luz que guia entre as trevas espirituais, morais, políticas, filosóficas e religiosas de todas as épocas. Por isso, “Não havendo profecia, o povo se corrompe”.  Os filósofos e cientistas que se gabam de defender a verdade baseados na visão do todo ou pela empiria, se eles não conhecem as profecias bíblicas, o porquê e para quê delas, jamais concluirão suas hipóteses, confirmando ou negando as verdades sobre as origens. Logo, terão, necessariamente, que eleger um filósofo ou cientista para admira-lo e defender seus pontos de vistas, sendo, como os religiosos, apenas um cordeiro de rebanho. E os religiosos que não fazem questão de estudar para compreender o mundo, achando que a fé cega é o caminho da salvação, correm o mesmo risco; pois, tanto o que conhece como o ignorante que não quer conhecer se fecha em si, desenvolvendo um solilóquio, discurso próprio, como se ele fosse a própria verdade; impossibilitando assim, até mesmo a ação do Espírito Santo em sua mente.
Nada é fácil e simples neste mundo de pecado. “Se ficar, o bicho pega; se correr, o bicho come”. Então, seja um sábio!            

Filósofo Isaías Correia Ribas

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
BÍBLIA, João Ferreira de Almeida, Ed. Imprensa Bíblica Brasileira. Daniel capítulos 2 e 8
FLAVIO JOSEFO, HISTÓRIA DOS HEBREUS. V. III, Ed. Das Américas – São Paulo, 1956
FLAVIO DE CAMPOS E REGINA CLARO. A Escrita da História V I. Ed. Escala – São Paulo 2010