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domingo, 24 de junho de 2018

CIÊNCIA E RELIGIÃO


     A verdade científica é confirmada pelo processo empírico, ou seja, tem que ser comprovada na prática, caso isso não seja possível, o status de verdade não é alcançado. Caso a teoria continue em aberto não pode ser aceita como ciência, e sim como tese hipotética. Em outros casos teóricos, dependendo do método empírico aplicado, não alcançando o status de verdade ou ciência útil, já são descartadas por serem falsas. Esse mesmo princípio científico deve ser aplicado às religiões e denominações religiosas que dizem ser detentora da verdade bíblica. Então, entende-se, que, a conduta religiosa dos ditos representantes de Deus e da verdade bíblica, necessariamente, tem que corresponder à verdade e vontade de Deus presente no conteúdo bíblico; caso contrário, tais teologias são teses hipotéticas ou falsas. Por isso a verdade científica e religiosa é similar; pois, a confirmação da verdade religiosa também se dá através do empirismo que é demonstrado através prática religiosa que deve  corresponder à vontade de Deus explícitas na Bíblia. Mas alguém deve estar indagando: Como saber qual é a prática religiosa se todos os cristãos dizem fundamenta-la na Bíblia? Jesus já respondera essa questão:

Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo, até que o céu e a terra passem nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido. (Mateus, 05: 17 e 18).

     Então, deduz-se, que, embora haja cinco religiões e milhares de denominações religiosas, apenas uma delas é verdadeira. E esta, necessariamente, tem que se enquadrar dentro dos princípios legais de Deus. Por isso acrescentou Jesus:

Nem todo o que me diz: Senhor! Senhor! Entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci: apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. (Mateus, 07: 21)
    
     Uma das práticas religiosas que a Bíblia apresenta como falsa é prestar culto aos deuses ou imagens de esculturas como fazem os católicos e espiritualistas cristãos. Além de cultuar as imagens de escultura, tem o domingo como dia santo como fazem a maioria dos protestantes, evangélicos e outras denominações cristãs, que, na prática, continuam seguindo as determinações do Papa, líder maior da igreja Católica Apostólica Romana e da religião reconhecida mundialmente como Cristianismo. Dentro do contexto de eleger um dia santo para fazer oposição ao sábado bíblico, além do domingo pagão e cristão romano, temos a sexta-feira dos muçulmanos, dia santo para reverenciar Ala, principal deus do politeísmo muçulmano. Logo, católicos, muçulmanos, protestantes, evangélicos e espiritualistas em geral negam, na prática, que exista um Deus Criador e legislador como o descrito na Bíblia.
     A partir do exposto, qualquer religião ou denominação religiosa existente no planeta Terra pode avaliar se sua prática religiosa corresponde ou não com a verdade e vontade do Criador apresentado nas primeiras páginas da Bíblia. Além da anulação do dia santo contido nos dez mandamentos da lei universal, há as falsas práticas religiosas utilizadas pelos cristãos contemporâneos que é uma mistura de sentimentos e “fé” que são promovidos pelo frenesi corporal ou danças ao som de cânticos gospel que os líderes religiosos se utilizam para manter e atrair novos adeptos, descartando o dever de ser fieis às leis de Deus. Essas práticas podem levar o indivíduo deduzir que os sentimentos de satisfação e alegrias produzidas naturalmente pelo exercício corporal, correspondam à vontade de Deus explícita na Bíblia. No entanto, devemos entender que caridades, milagres e movimentos corporais acompanhados de cânticos, aleluias e glórias não substituem o dever de ser fiel às leis de Deus e outros princípios bíblicos.
Lei e leis
     Grande parte dos religiosos tem dificuldade para separar a lei dos dez mandamentos das outras leis. Por isso eles interpretam que Jesus veio para anular a lei dos dez mandamentos. Mas caso isso fosse verdade Deus seria contraditório, pois, os dez mandamentos é eterno como o próprio Deus. Por isso o sábado, quarto mandamento da lei de Deus, já estava presente no jardim do Éden antes do casal pecar, e eles, como santos, já o guardava como se faz no céu. Depois do pecado os outros nove mandamentos foram acrescidos para determinar o que é pecado. Quando Adão e Eva pecaram eles estavam condenados à morte. Mas Deus, misericordiosamente, deu-nos um tempo de graça para entendermos o que é o amor de Deus e o ódio de Satanás. Para isso Deus instituiu as leis cerimoniais. Essas leis regulamentavam os sacrifícios de animais e aves que representariam o filho de Deus, Jesus Cristo, que nasceria como homem antes do pecado, para assumir o lugar dos inocentes animais e aves que eram mortas no lugar do ser humano que estava condenado à morte eterna. É essa lei que foi anulada com a morte de Cristo. Não os dez mandamentos que continua determinando o que é pecado e quem são os pecadores. Além dessas duas leis, há a lei que regulamenta a alimentação dos que fazem a vontade de Deus. A lei matrimonial e outras de cunho moral e ético para o bom convívio familiar e social entre todos os seres humanos. Querer generalizar todas as leis, não fazendo distinção entre suas funções é um dos meios de dizer que Jesus nos salva mesmo sendo transgressores dos dez mandamentos e outras leis que devem ser incorporadas ao modo de viver dos filhos de Deus. E mais grave ainda, insinua que o sacrifício de Jesus foi em vão, ensinando que Ele nos salvará mesmo sendo transgressores das leis de Deus. Logo, os dez mandamentos e as leis de saúde não perderam a validade, pois, as leis de Deus que proporcionam o bem estar às suas criaturas são eternas como o próprio Deus.
Depois da morte e ressurreição de Cristo, só restou aos filósofos e imperadores ateus criarem condições políticas e religiosas para anular os escritos bíblicos, estabelecendo outro poder com autoridade suficiente para substituí-los. A princípio, o império romano pagão queria eliminar os ideais de Cristo e dos primeiros cristãos perseguindo e matando quem não negasse a fé cristã. Como os cristãos aumentavam mesmo diante das perseguições e morte, o imperador Constantino mudou de estratégia convertendo-se ao cristianismo e no ano 313, com o edito de Milão, pôs fim as perseguições. No dia 7 de março de 321, Constantino decretou que todos os pagãos deveriam adorar o deus sol no domingo, primeiro dia da semana. E no ano 325, no primeiro concílio de Niceia, o domingo seria confirmado como dia de descanso também aos cristãos. E no concílio de Laodiceia, a guarda do sábado foi abolida definitivamente. A partir do século V a igreja cristã medieval assumiu o controle político, filosófico e religioso. Agora, dona de todo poder, as leis dos dez mandamentos, de saúde e outras contidas na Bíblia, foram jogadas por terra, substituídas pelas tradições de Roma Pagã do Oriente e igreja Católica Apostólica Romana do Ocidente. Ambas, nos dias atuais, continuam como os mesmos propósitos dos filósofos de anular Deus e a validade dos escritos bíblicos do consciente de todas as pessoas.
     A primeira das falácias religiosas medievais foi eleger o já falecido discípulo de Jesus, Pedro, como o primeiro Papa da igreja Católica Apostólica Romana. Em vez de exaltar as leis de Deus, a igreja medieval optou pelo politeísmo greco-romano-pagão; também alterou o tempo fazendo que os dias terminassem e começassem na meia noite e não mais como sempre fora no pôr do sol de cada dia, deixando claro que o Criador explícito na Bíblia nada significa para os líderes da igreja de Roma pagã e cristã que perseguira e matara Cristo e muitos cristãos. Em sua ousadia, alterou alguns dos dez mandamentos dado a Moisés no monte Sinai; negou a santidade do sábado estabelecendo o domingo como dia santo, restabeleceu o politeísmo negando a existência de Deus o Criador. Por causa da ousadia da igreja medieval, a Bíblia profetizou vestida de saco por mil duzentos e sessenta anos, período que a igreja papal perseguia e matava àqueles que não obedeciam às ordens do líder maior da igreja medieval, o Papa. Que segundo os profetas bíblicos:

Proferirá palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a lei; os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, tempos, e metade de um tempo. (Daniel, 7: 25)

O empirismo religioso elaborado por Deus é anterior ao científico. Por isso, concluiu David Hume que o sentimento não deve ser o fundamento para definir o que é a verdade; logo, é necessário que os religiosos revejam seus métodos de avaliar o que é a verdade.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

COMO O SER HUMANO APRENDEU A FALAR?




     Aqui aparece uma questão inquestionável aos questionamentos filosóficos. Se não foi Deus quem criou de modo especial o homem e a mulher à Sua imagem e semelhança, como aprendemos a falar, se comunicar? É sabido que, se uma criança ao nascer for isolada de seus pais, deixando-a entre outras espécies, mesmo que ela sobreviva, jamais aprenderá a falar, mas a imitar o jeito de ser da espécie onde ela está inserida. Como filósofos e antropólogos não conseguem dizer com certeza como o homem aprendeu a falar, o mais lógico é aceitar o relato bíblico de que houve um criador que se comunicou através da fala com a criatura feita à Sua semelhança, capacitando-a a falar e compreender fazendo relações entre a fala e à coisa referida. Logo, tudo que Deus falava o casal compreendia, pois toda palavra remetia à realidade que os cercavam. Assim, Adão e Eva iam apreendendo e compreendendo o mundo que acabara de ser adaptado à vida, e eles, como criaturas racionais deveriam administrá-lo. Então, deduz-se que o logos, ou palavra de Deus, nunca fora vazia de significado literal, pois, fora o método divino para ensinar e se comunicar com o ser humano.
     Já, o movimento do conhecimento filosófico e científico entre os seres humanos se dão através das lacunas e incertezas deixadas por seus criadores; onde, outros (as) retomam para dar continuidade à evolução do conhecimento centralizado no homem. Até a invenção da escrita e muito tempo depois, não existia a ideia de conceito abstrato e vazio de significado literal. Com o nascimento da filosofia, através da arquitetura conceitual e argumentações lógicas, tornou-se possível elaborar “realidades” ideais, dando lhes o status de “verdades fatuais”. Logo, o conhecimento centralizado no ser humano depende da arquitetura composta por signos, significados e significantes, estrutura necessária para compor argumentos válidos, inválidos, verdadeiros e falaciosos.
     A literatura bíblica não depende dessa arquitetura, está conectada a realidade sem os jogos conceituais, relacionando-se ao que existe literalmente, sejam pessoas, fatos históricos e o próprio Deus. Por isso as verdades bíblicas são absolutas e imutáveis. Absoluta porque Aquele que É sabe o fim desde o princípio. Imutável, porque sua lei, como o próprio Deus não muda. Logo, tudo que fora dado verbalmente e por escrito em forma de leis e mandamentos, são meios para moldar o caráter dos seres humanos, fazendo-os, caso queiram, semelhante ao do grande Eu Sou.

Satanás e a fala

     Satanás, queiramos ou não, é uma criatura com poderes espirituais. Para fazer Eva cair em pecado usou a fala para fazê-la duvidar da palavra de Deus: “É assim que Deus disse”? E Eva caiu na armadilha diabólica comendo do fruto proibido. Além de comer, ofereceu a Adão, e ele também comeu. Assim, as finitudes, o pecado, a morte e o mal foram introduzidos no planeta Terra. Lúcifer e os anjos tiveram seu período de graça no céu correspondente ao mesmo período de graça que estamos tendo aqui na terra para fazermos nossas escolhas. Esse é o período para que todos, homens e mulheres possam compreender o caráter de Deus e o do Diabo que quer vingar-se de Deus. Com o nascimento, vida, morte e ressurreição de Cristo, todos podem compreender os propósitos de ambos. O fim do mal acontecerá com a morte de Satanás, dos anjos que o seguiram e de todas as pessoas que rejeitaram, rejeitam e rejeitarão o plano de salvação providenciado por Deus.

As leis e a política


     O fundamento dos governos democráticos e absolutistas são as leis. Logo, Estados democráticos e absolutos garantem a ordem e fazem justiça sob a tutela das leis. As leis são os meios para garantir a liberdade e identificar pessoas de má índole infiltradas em qualquer sistema político público-privado. Assim sendo, as leis, o livre-arbítrio e o dever, compõem o meio de julgar justamente. O Deus bíblico é o autor de todas as leis que garante a ordem universal, da vida e de como identificar quem são os bons e maus caráteres. A lei dos dez mandamentos rege a perfeição e justiça entre os seres inteligentes. Por isso ela estava presente na criação, dando evidência ao quarto mandamento que sempre fora e é o dia dos santos se reunirem para louvar a Deus pelo dom da vida, e salvação providenciada por Jesus que sofreu a condenação dos pecados daqueles que O aceitam como seu salvador pessoal. Por isso, o sábado, além de ser o memorial da criação é também da redenção; pois Deus, o pai, ressuscitou o filho Jesus após passar as horas sagradas do sábado, dia que continuará sendo o de adoração por toda a eternidade.
     Após o pecado de Adão e Eva, os outros nove mandamentos entraram em vigor, completando a lista que define o que é pecado. Logo, todos os religiosos que negam a validade dos dez mandamentos vivem em pecado, e, como tais, caso não o abandone, aos olhos da lei e palavra de Deus, não serão salvos. Lembrem todos que a salvação é de graça, porém, não é gratuita. Isso significa que devemos fazer nossa parte sendo cumpridores das leis que Deus legislou para o bem dos que O seguem.
     Todos os governos absolutistas e democráticos usam as leis para deduzir que é livre aquele (a) que submete às leis do Estado. Logo, são as leis que garantem a paz e quem goza de liberdade e outros direitos. Com certeza, o ser humano copiou a utilidade das leis do modelo divino.
Após o pecado, outras leis foram acrescentadas além dos dez mandamentos, especialmente a lei dos holocaustos que deveria ensinar a todos os descendentes do casal que eles pecaram e deveriam memorizar isso através do ato de imolar inocentes animais que representasse o sacrifício de Jesus até que Ele viesse tomar o lugar deles, morrendo no lugar daqueles (as) que O aceitar como seu salvador pessoal. Após Jesus viver como homem à semelhança de Adão antes do pecado e não ceder às tentações de Satanás, terminara a validade da lei dos holocaustos; pois, Jesus passara ser o cordeiro de Deus que pode perdoar os pecados de quem O reconhecer como seu salvador. Esses, em reconhecimento ao amor de Deus, passará viver em conformidade com a lei dos dez mandamentos e outras leis que visa o bem dos fieis a Deus! Logo, negar a validade dos mandamentos de Deus é negar Sua existência e amor em enviar seu filho Jesus para morrer em nosso lugar. Então, entende-se, que os ateus e religiosos transgressores das leis divinas continuam defendendo a vontade de Satanás em nome de suas religiões e denominações religiosas, se demonstrando contrários à vontade de Deus.
     Com a formação do povo hebreu-Israel-e-judeus, a partir de Abraão e sua esposa Sara, outras leis, para diferentes objetivos, foram sendo adaptadas à nação eleita por Deus. E, à medida que os povos foram subdividindo, outras leis além das divinas foram criadas pelos legisladores humanos. Assim, todos os códigos legais das nações, têm a mesma finalidade da lei de Deus, meio de separar os maus caráteres dos bons. Então, entende-se que o plano de salvação baseia-se na graça de Cristo, no livre-arbítrio e no dever de escolher viver ou não em harmonia com a lei de Deus que defini o que é pecado. Fora desse tripé, a sociedade mundial está livre para viver no pecado ou na falsidade religiosa, caminho seguro para a perdição eterna.

domingo, 27 de maio de 2018

DEUS É O BEM E LÚCIFER O MAL

Como do bem surgiu o mal?

     A metafísica refere-se ao que está além da física, aos seres que não captamos pelos sentidos, mas existem como realidade em outra dimensão, são eles: Deus, Jesus, Espírito Santo, Lúcifer e os anjos. Nós os temos como seres espirituais. O próprio ser humano é um composto físico-metafísico; pois, além do corpo físico, temos a capacidade de pensar, como o outro não tem acesso ao meu pensamento, o conteúdo pensado é a parte metafísica que faz do ser humano um ente físico-metafísico.
Por que algumas pessoas creem que existem e estudam as entidades metafísicas e outras não? Dos livros que os seres humanos escreveram, a Bíblia é o principal a referir-se à existência de seres metafísicos. Ela começou ser escrita por volta de 1.500 antes de Cristo com Moisés e terminou no ano 100 depois de Cristo com João, um dos discípulos de Jesus. Logo, diferentes pessoas de diferentes culturas a escreveram. Nesses 1.600 anos, todos os quarenta escritores relataram algo sobre os seres metafísicos, especificando quem são eles.
Para os filósofos maniqueístas e ateus de modo geral, Deus e Lúcifer não existem como seres literais, são apenas forças do bem e do mal ou trevas e luz que dão equilíbrio ao universo. Então, entende-se, que, religiosos, filósofos e ateus se preocupam com existência de Deus, ou forças metafísicas além das diversas formas de vida existentes no planeta Terra. Muitos religiosos defendem que Deus é o criador de tudo que há e possui existência física; mas os filósofos, incluído aqueles que elaboram teologias institucionais, se esforçam para negá-Lo. Santo Agostinho, principal filósofo a elaborar a teologia para a igreja medieval, como adepto da corrente filosófica maniqueísta, foi um deles.

Liberdade plena e livre-arbítrio

     A liberdade plena só é possível em ambientes perfeitos, como fora e é no céu, o habitat dos seres metafísicos.  Segundo os escritos bíblicos, Deus criou e mantem tudo que há seguindo as leis que rege toda natureza terrestre e o universo astral. Mas a questão que incomoda todos os seres humanos que pensa, é: Como, do universo composto de seres perfeitos, surgiu o planeta com seres imperfeitos? Ou as clássicas questões levantada pelos ateus que zombam dos que creem na existência de Deus: Como do perfeito surgiu o imperfeito? Ou, como do Bem surgiu o mal? Para responder essas questões precisamos compreender qual a diferença entre liberdade plena e livre-arbítrio? Mas o que estava acontecendo no paraíso celeste para a liberdade plena ser substituída pelo livre-arbítrio? No planeta Terra, um dos muitos de nossa galáxia, não havia vida de espécie alguma; somente material inorgânico coberto pelas águas. Mas Deus, o pai, resolvera adaptá-lo ao desenvolvimento de seres vivos através de Seu filho Jesus que, como o Pai, tem vida em si; logo, capaz de criar seres vivos a partir do poder existente em si.
Lúcifer (anjo de luz) fora o principal dos anjos, ele regia o coral que louvava a Deus pelo dom da vida, como maestro, ele tinha acesso aos projetos divinos, e ficou sabendo sobre o futuro plano de Deus de que seu filho Jesus adaptaria o planeta Terra à vida. Lúcifer foi até Deus o pai e expôs-Lhe o desejo de assumir o lugar de Jesus para executar o novo projeto. Ele era inteligente e sabia que poderia, a partir de combinações genéticas, replicar seres vivos a partir da vida presente em si e de outras formas de vida já presentes no universo. Por isso ambicionou o status divino de criador pertencente à santíssima trindade.

Lúcifer, no céu, antes de sua rebelião fora um elevado e exaltado anjo, o primeiro em honra depois do amado filho de Deus. Seu semblante, como o dos outros anjos, era suave e exprimia felicidade. A testa era alta e larga, demonstrando grande inteligência. Sua forma era perfeita, o porte nobre e majestoso. Uma luz especial resplandecia de seu semblante e brilhava a seu redor, mais viva do que ao redor dos outros anjos; todavia, Cristo, o amado filho de Deus tinha preeminência sobre toda hoste angélica. Ele era um com o pai antes que os anjos fossem criados. Lúcifer invejou a Cristo, e gradualmente pretendeu o comando que pertencia a Cristo unicamente. (WHITE. História da Redenção. p. 13)

Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu eu debilitava as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte. Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao altíssimo. (Isaías, 14: 12-14)

     Se os cientistas atuais conseguem manipular os genes dos vegetais para aumentar a produção de grãos na agricultura, a produção de carne, de leite, e melhorar geneticamente o físico dos animais. Lúcifer, sem dúvida alguma, por possuir inteligência e conhecimento superiores aos mais sábios cientistas que há na terra, tinha certeza, que, por meio da manipulação genética e dos outros seres vivos presentes no universo, poderia adaptar o planeta Terra às diferentes formas de vida. Mas Deus, em Sua onisciência, alertou-o, que, como ente criado, jamais poderia criar seres vivos através do logos (palavra). Tarefa possível apenas a Deus que tem vida e todo poder em si. O próprio Deus o aconselhou a rever seus ideais e continuar em seu posto, mantendo a perfeição, a liberdade plena e a paz no universo/céu. Mas Lúcifer, voluntariosamente, preferiu levar seus ideais avante, pondo em dúvida o caráter de Deus, Seu amor, e à perfeição celestial; pondo fim à liberdade plena. Com esse propósito em mente, começou divulgar seu ideal entre os anjos, dizendo que Deus era um ditador, que não havia liberdade plena, muito menos perfeição, pois Deus negara que ele desenvolvesse seu potencial adaptando o planeta Terra ao desenvolvimento da vida. Assim, Lúcifer, astutamente, pôs o caráter de Deus em dúvida entre os anjos, e muitos o apoiaram. Mas Deus, mais uma vez reuniu a todos e explicou-lhes o que estava acontecendo e até onde eles poderiam ir com a rebelião, aconselhando-os a reverem seus ideais; mas caso quisessem prosseguir com o projeto teriam que escolher de que lado ficar. Depois da reunião muitos voltaram atrás, mas a terça parte dos anjos decidiu ficar ao lado de Lúcifer. Foi então que Deus os expulsou do céu e deu-lhes tempo e liberdade para prosseguir com seus ideais no planeta Terra que seria adaptado às diversas formas de vida por Jesus, o filho de Deus.

O grande Criador convocou as hostes celestiais, para na presença de todos os anjos conferir honra especial a seu Filho. O Filho estava assentado no trono com o pai, e a multidão celestial de santos anjos reunida ao redor Deles. O pai então fez saber que por sua própria decisão, Cristo, Seu Filho, devia ser considerado igual a Ele, assim em qualquer lugar que estivesse presente Seu Filho, isto valeria pela Sua própria presença. A palavra do Filho devia ser obedecida tão prontamente como a palavra do pai. Seu filho foi por Ele investido com autoridade para comandar as hostes celestiais. Especialmente devia Seu Filho trabalhar em união com Ele na projetada criação da Terra e de cada ser vivente que devia existir sobre ela. O filho levaria a cabo Sua vontade e Seus propósitos, mas nada fazia por Si mesmo. A vontade do Pai seria realizada Nele. (White, História da Redenção. p, 13 e 14)

     Lúcifer, como opositor líder, antes da morte de Jesus Cristo, podia, de vez em quando, visitar o habitat divino. Diz a Bíblia, que, no dia em os filhos de Deus, moradores de outros planetas vieram reunir-se com o Criador, Satanás estava entre eles como representante do planeta Terra. E Deus o interrogou a respeito de Jó.

E vindo um dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também satanás entre eles. Então disse o senhor a satanás: De onde vens? E Satanás disse: De rodear a terra e passear por ela. E disse o Senhor: Observastes o meu servo Jó? Porque não há na terra semelhante a ele, homem sincero, e reto, e temente a Deus, desviando-se do mal. (...) (Jó, 01-08)


Livre-arbítrio

     No momento que Deus pediu que os anjos escolhessem ao lado de quem ficar, deu-se início, ainda no céu, a prática do livre-arbítrio “Tu deves escolher”. Os anjos que escolheram apoiar Lúcifer na rebelião foram expulsos do céu. Deus estava dando liberdade e tempo para Lúcifer comprovar ao universo de seres inteligentes que seus ideais eram superiores aos de Deus. E agora, que faria Deus? Abortaria o projeto de adaptar o planeta Terra à vida, ou executaria? Caso abortasse, Lúcifer já estaria com alguma razão; e se não criasse os seres humanos livres como os anjos, a razão de Lúcifer aumentaria. Em meios a esses problemas e riscos, Jesus adaptou o planeta Terra às diferentes formas de vida e criou o homem dentro do contexto do livre-arbítrio como eram os anjos em sua santidade antes da rebelião. Depois, usando a genética, da costela de Adão criou sua companheira Eva; e conscientizou-os que o mal e a imperfeição já estavam presentes no universo, e eles, necessariamente, teriam que passar pelo mesmo teste de fidelidade que os anjos passaram.
É dentro desse contexto que Deus plantou a árvore do conhecimento do bem e do mal no Jardim do Éden para testar a fidelidade do casal. Deus advertiu-os que não se aproximassem da árvore; pois, Satanás iria tentá-los a partir daquela árvore; e, caso comessem de seu fruto, pecariam e seriam expulsos do jardim, consequentemente, com o passar dos anos morreriam. Deus aconselhou-os que ficassem juntos, atentos a qualquer acontecimento estranho, pois a vida deles e a perfeição no planeta Terra dependiam de suas escolhas ante ao conselho de Deus e as tentações de Lúcifer (Satanás). O pondo-se a árvore proibida, havia uma variedade muito grande de árvores frutíferas que eles poderiam comer livremente. Além de todas, Deus plantou a árvore da vida que eles poderiam comer assim que passassem pelo teste; pois, comendo o fruto da árvore da vida, eles se manteriam vivos eternamente. Então, entende-se que Deus deu todas as condições para o casal não ter necessidade para dar ouvidos às argumentações de Lúcifer. Para Adão e Eva viver ou morrer dependia apenas de suas escolhas. Portanto, nunca houve liberdade plena na Terra, apenas o livre-arbítrio ou dever de escolher. Provavelmente pensando nessa problemática, Immanuel Kant definiu seu imperativo categórico, “Tu deves escolher”.

A tentação

     Não sabemos quanto tempo o casal viveu como santos no Jardim. O que a Bíblia nos informa é que Eva, certo dia, distanciou-se de Adão e passou a contemplar a árvore que eles não deveriam nem mesmo se aproximar; era justamente a oportunidade que Satanás aguardava.

A serpente era uma das mais belas criaturas que voava de uma árvore a outras; quando Satanás percebeu que Eva estava a sós, encarnou-se em uma das serpentes e pousou na árvore que a mulher contemplava dizendo: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, mas, do fruto da árvore eu está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus sabendo o bem e o mal. E vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. Então, foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais. E ouviram a voz do Senhor Deus que passeava no jardim pela viração do dia; e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim. E chamou o senhor Deus a Adão e disse-lhe: Onde estás? E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim e temi porque estava nu, e escondi-me. E disse Deus: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore que te ordenei que não comesse? Então disse Adão: A mulher eu tu me deste por companheira me deu da árvore e eu comi. E perguntou o Senhor à mulher: Por que fizeste isso? Respondeu a mulher: A serpente me enganou e eu comi. Então o Senhor disse à serpente: Porquanto fizeste isso, maldita será mais que toda a besta e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça e tu o calcanhar. E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará. E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher e comeste da árvore que te ordenei dizendo: Não comerás dela, maldita e a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias de tua vida. Espinhos e cardos também te produzirão; e comerás a erva do campo. No suor de teu rosto comerás o teu pão, até que torne a terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás. E chamou o nome de sua mulher Eva, porquanto ela era mãe de todos os viventes. (...) Então, disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós sabendo o mal e o bem; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, coma e viva eternamente, o Senhor o lançou fora do jardim do Éden para lavrar a terra de que fora tomado. E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida. (Gênesis, 03: 2-24)

     Ainda hoje, nosso modo de viver é uma síntese desses versos. Os filósofos e cientistas surgiram para questionar, e se possível, anular as informações bíblicas, eliminando da mente dos seres humanos a certeza de que existe um Deus Criador. Como eles não conseguiram, o empasse continua. Mas é possível comprovar a existência de Deus filosoficamente, logicamente, historicamente e empiricamente; confirmando que a verdade sobre as origens se deu conforme o relato bíblico.

O nada não existe de forma alguma; e o que existe de alguma forma não pode ser  nada. Logo, Deus existe!

sábado, 21 de abril de 2018



FILOSOFIA

O PROBLEMA
 DOS
 PROBLEMAS
DA
 HUMANIDADE
Filósofo
Isaias Correia Ribas
São Paulo
2018

domingo, 15 de abril de 2018

sábado, 14 de abril de 2018


   

sexta-feira, 13 de abril de 2018