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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

NIETZSCHE - OS POLÍTICOS E A INTERVENÇÃO MILITAR NO RIO DE JANEIRO

O principal problema da filosofia contemporânea é definir qual órgão, ou desejos controla o indivíduo: A razão, vontade, ou as pulsões sensuais? Todo indivíduo normal é composto de órgãos saudáveis, de vontade própria e pulsões hormonais. Para os filósofos pré-socráticos, os clássicos, medievais e modernos, o cérebro é o centro da racionalidade, o órgão que controla as tomadas de decisões do ser humano que é racional. Isto significa que nossas ações devem ser avaliadas antes de decidirmos o que fazer e falar diante dos problemas que se apresentam a todas as pessoas, fazendo das que pensam para agir, sábias. Os filósofos contemporâneos, especialmente os seguidores de Nietzsche, defendem que o ser humano é controlado pela vontade e pulsões hormonais, que a razão é serva da vontade e dos desejos que precisam ser satisfeitos; induzindo as pessoas a agirem sem avaliar as consequências, como se fosse animais irracionais. Além dessa complexidade que envolve a vontade e as pulsões, há os sentimentos de amor, ódio, vingança, e outros que aparecem segundo as circunstâncias, tornando as tomadas de decisões mais complexas, fazendo que muitos, pela falta de conhecimento formal e informal, prefiram tomar suas decisões baseados no conselho de outros (as) como se fosse incapaz de usar o próprio cérebro para tomar decisões úteis à sua vida particular.
A sociedade brasileira e de outros países subdesenvolvidos, por terem acesso à educação de qualidade negada pelos políticos que estão no poder, é controlada por ideologias que buscam mantê-la como mão de obra barata tais quais os animais de cargas que não raciocinam, trabalhando sem perceber que são enganadas por aqueles (as) que deveriam cuidar pelo desenvolvimento cognitivo que liberta todos os cidadãos que estudam.
No Brasil, a classe trabalhadora, mesmo sendo a que mais precisa de conhecimento para se desenvolver e desenvolver o país, são massa de manobra dos políticos e religiosos que só pensam em explorar, impedindo o desenvolvimento dos presentes e futuros trabalhadores através da maldita ideologia “Progressão Continuada” aplicada nas escolas públicas, não permitindo que o conhecimento seja ministrado aos que mais precisam do saber para se desenvolver e agir como cidadãos conscientes. Mas as consequências pelo descaso com a educação de qualidade para todos chegaram a ricos e pobres, onde, muitos estão sendo condenados a anos de prisão, e muitos outros estão pagando com a própria vida sendo assassinados. O crescimento da bandidagem entre os mais pobres que querem a qualquer custo desfrutar das benesses das riquezas naturais do país que os políticos federais, estaduais e municipais, aliados aos milionários empresários, que as querem somente para eles tende parar. Por isso eles estão se mexendo para resolver o problema do descaso pelo outro.
Com a intervenção militar no Rio de Janeiro, o que os políticos sonegaram para investir em educação de qualidade para todos vão gastar muito mais para tentar mascarar o descaso pela educação dos que mais precisam do conhecimento. Nesse jogo de interesses entram o orgulho, o egoísmo e a ganância dos que mais têm para manter os que menos têm sempre precisando, meio necessário para manter o Brasil nas mãos dos descendentes escravocratas exploradores que por aqui aportaram em 1.500 e não vão abandonar o barco do poder. Por isso, concluiu Thomas Hobbes: “O homem é o lobo do homem”.
Mas o pior no quesito educação para os que mais precisam de conhecimento está por vir; pois, é projeto federal para os próximos anos, que o estudante pobre tenha direito a conhecer somente matemática e língua portuguesa, as outras disciplinas que compõem o currículo atual não serão mais oferecidas. Caso algum estudante opte por estudar outras disciplinas o governo disponibilizará o professor. Diga-me, qual criança de menor irá se preocupar com conhecimento se ele e muitos de seus pais não sabem da utilidade da educação de qualidade para o desenvolvimento pessoal e do país? Assim sendo, os atuais políticos golpistas desejam aos pobres, o que dizia o saudoso comediante Chico Anísio: “Quero que pobre que se exploda”. E o salário Ó! Esse, quanto menor mais sobra para os escravocratas políticos e milionários que vão continuar mantendo o Brasil como terra de exploração e nada mais. Caso o Temer e seus aliados golpistas continuem sendo reeleitos, os brasileiros estarão condenados a muitos anos de escravidão; pois, libertar via educação é trabalho de gerações, e eles pretendem nunca começar.    

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

NIETZSCHE E A MORAL


          Nietzsche, filho e neto de pastores luteranos, até os quinze anos queria ser como o pai e o avô, pastor. Após graduar-se em filologia, filosofia e estudar teologia e biologia, pelo contrário, tornou-se o filósofo crítico mais mordaz contra a moral cristã. De modo especial, no campo político-religioso, questionou os ideais dos nobres judeus que se definiam como bons, mas tinham os plebeus cristãos como ruins. Nietzsche exaltou os judeus por não aceitar a Jesus como filho de Deus concordando com Sua morte na cruz. Não entendendo que os judeus perderam e os plebeus cristãos venceram com a morte e ressurreição de Cristo. Nietzsche também defende os ideais do islamismo em perseguir e exterminar os cristãos.

Mas que quer ainda você com ideais mais nobres! Sujeitemo-nos aos fatos: o povo venceu – ou 'os escravos', ou 'a plebe', ou 'o rebanho', ou como quiser chama-lo – se isto aconteceu graças aos judeus, muito bem! Jamais um povo teve missão maior na história universal. 'Os senhores' foram abolidos, a moral do homem comum venceu. (Marcondes, Danilo. Textos Básicos de Ética De Platão A Foucault, p. 110)

A grande tradição filosófica alemã entre os séculos XVIII e XIX nada mais é do que a continuação leiga da teologia protestante: ela é ainda mais hipócrita na medida que esconde o vício secreto, a fraqueza fundamental da qual nasce. Por isto, Nietzsche afirma que é preciso ser mais inflexível com os protestantes do que com os católicos e define o filósofo como “o criminoso dos criminosos”. (NIETZSCHE O Anticristo Maldição do Cristianismo. p.15)

Os ideais filosóficos de Nietzsche estão fundamentados na obscura e contraditória filosofia aforística do pré-socrático Heráclito de Éfeso. Por isso, algumas vezes, ele é contraditório quando nega a moral judaico-cristã e exalta Cristo como o verdadeiro modelo de cristão; pois, segundo Nietzsche, “ser cristão é ser como Ele, Cristo, foi”. Todos veem Nietzsche como o cético destruidor de toda arquitetura conceitual antropocêntrica arquitetada ao longo da história ocidental. Porém, Nietzsche nunca abandonou o ideal metafísico protestante-judaico-cristão da família. Ele faz duas leituras de mundo para compor sua filosofia do martelo contra o cristianismo, à filosofia, à ciência e à política. Porém, os acomodados céticos, seus seguidores, mesmo desprezados por ele, põem em evidência apenas seu ceticismo à moral cristã; mas, para Nietzsche, toda arquitetura antropocêntrica foi arquitetada para enganar, meios de controlar a todos pelo falso conhecimento ou mentira. Nietzsche quando diz que não quer seguidores fala acertadamente, ele sabia que poucos o entenderiam na íntegra, pois, disfarçado de filósofo da desconstrução é um dos mais profundos teólogos contemporâneo. É um tipo de Balaão, profeta politeísta que fora chamado por Balaque para amaldiçoar o povo de Israel, mas na hora de amaldiçoá-lo, o abençoava.

Primeira leitura de mundo de Nietzsche

           Nietzsche lê o mundo a partir do pecado, onde, o homem da antiguidade, segundo Pitágoras, passou a “ser a medida de todas as coisas”. Ou ainda, segundo imperativo categórico de Kant ao homem moderno: “Age como sua ação, através de sua vontade, seja uma lei universal”. Assim, como somos pecadores e agimos segundo nossa vontade em detrimento da moral bíblica ou divina, quem controla nossa vontade é o espírito do mal, da mentira, ou seja, o príncipe das trevas, o mestre do engano, Satanás. Deus, por diversos meios, procurara ao longo da história fazer-Se presente entre os homens; mas por preferirmos atender nossa vontade e pulsões sensuais através da razão que é, segundo Nietzsche, serva da vontade e das paixões; o ser humano criou morais segundo a ótica humana em detrimento da divina; assim, por meio da linguagem, escolhendo bem as palavras, os aristocratas nobres definiram que suas ações são boas e as do povo pobre, ruim. Quem seria capaz dessa proeza senão os nobres que sempre se sentiram além do bem e do mal? Por isso, Deus, Seu plano de salvação, os dez mandamentos, leis de saúde e Sua justiça ficaram em segundo plano; e os homens, genericamente falando, preferiram mentir, praticar a injustiça, a incerteza, a corrupção e outras formas de exploração do outro. Diante disso Nietzsche pergunta: “Como a verdade, a justiça e a sabedoria poderiam nascer da vontade de enganar”?

Certo, queremos a verdade: mas por que não, de preferência, a inverdade? Ou a incerteza? Ou mesmo a insciência? – O problema do valor da verdade apresentou-se à nossa frente – ou fomos nós a nos apresentar diante dele? Como poderia algo nascer de seu oposto? Por exemplo, a verdade do erro? Ou a vontade de verdade da vontade de engano? Ou a ação desinteressada do egoísmo? Ou a pura e radiante contemplação do sábio da concupiscência? Semelhante gênese é impossível; quem com ela sonha é um tolo, ou algo pior. (Ibid. p. 102)

A humanidade do século XXI está em crise, diversas crises naturais, psicológicas, políticas, religiosas, de relações pessoais entre tantas outras. Por que chegamos a esse ponto se houve tantos desenvolvimentos tecnológicos e epistemológicos? Será que não está na hora de reavaliarmos as máximas de Pitágoras e Kant? É realmente o homem a medida de todas as coisas? Deve nossa vontade e ações egoístas ser o princípio de legislações universais?

O bom e o ruim no Brasil

          Em 1.500 os portugueses e os europeus de modo geral saíram em busca de novas terras para impor sua visão de bondade a outras regiões; por acaso, os portugueses descobriram novas terras ricas em pau-brasil, surgindo posteriormente o Estado brasileiro. De início, a bondade portuguesa tentou escravizar os índios habitantes nessas terras, como não foi fácil procurou exterminá-los. Como sua bondade queria fazer dessas “terras em que se plantando tudo dá”, região exportadora de riquezas para Portugal, compraram africanos para escraviza-los, fazendo os bondosos portugueses cada vez mais ricos, enquanto os africanos morriam de tanto trabalhar para os conscientes e bondosos portugueses engordarem suas contas bancárias na Europa. Isto aconteceu também com a invasão dos “espanhóis” na América do Sul, “Central” e com os ingleses protestantes que invadiram a América do Norte entre outras invasões pelo mundo. Quanto às descobertas de novas terras, dois terços do mundo foram descobertos pelos portugueses.

No Brasil, em janeiro de 2003, o povo escravizado, com o sindicalista Lula chegando à presidência da República, quebrou-se a lógica da bondade europeia instituída por aqui! É onde começa a força dos fracos pobres minar o império escravocrata estrangeiro imposto aos brasileiros que só entendiam que trabalho são apenas ocupações braçais. Os pobres não tinham direito a estudar para não poder pensar e executar trabalhos científicos. Com um sindicalista brasileiro na presidência, mais universidades federais foram construídas e abertas aos pobres, somando-se às universidades federais, bolsas de estudos foram pagas via PROUNI a quem conseguisse boa pontuação no novo modelo de vestibular (ENEM), foi quando tive o privilégio de terminar o que sempre busquei desde jovem, o conhecimento. Mas, os aristocratas escravocratas descendentes dos invasores não estão passivamente vendo o Brasil ser território para os brasileiros. As posturas dos grandes partidos políticos juntamente com os pequenos de plantão querem o fim dessa abertura dada aos pobres brasileiros através do PT, que, em consonância com os ideais democráticos busca o desenvolvimento do Brasil e dos explorados brasileiros. Com a presidenta Dilma, a política e os políticos estavam sendo passados a limpo através das ações da polícia federal que tinha o aval da presidenta para a caça aos corruptos políticos e empresários que sempre saquearam os cofres públicos. Nesse contexto, a elite aristocrática tradicional deu o golpe de Estado; mas parece que o tiro saiu pela culatra, pois, as investigações não pararam e estão confirmando que todos os golpistas são bandidos infiltrados na política para continuar saqueando os cofres públicos, não se importando com o Brasil e muito menos com o desenvolvimento dos brasileiros. Os saqueadores estão sendo identificados, mas, como eles estão no poder, as instituições conhecida como três poderes entraram em crise paralisando o Brasil. Como sempre, a saída será encontrada pelos empresários e trabalhadores que precisam pagar suas contas enquanto os que deveriam ajudar-nos, só pensam em ficar no poder para saquear os cofres públicos. Logo, o retrocesso nas produções industriais, agropecuárias e comerciais são consequências dos interesses egoístas desses bandidos infiltrados no poder para praticar todo tipo de ilegalidade. E não nos enganemos com políticos ditos de oposição ao PT; eles estiveram no poder e nada fizeram para acabar com a cultura da corrupção e ignorância generalizada. Por isso, nós eleitores, temos que saber votar, para eliminar esses mal e velhos políticos, elegendo novas pessoas desligadas dessas velhas raposas que apenas enganam. Então, devemos nos conscientizar que já é passada a hora de abandonarmos a alienação, deixando o idiotismo mantenedor desses crápulas e seus descendentes se eternizando no controle do Brasil e exploração dos brasileiros pobres. O voto é nossa única arma para eliminar esses corruptos; então, vamos renovar o quadro político em todas as eleições trocando todos que não pensam o Brasil para os brasileiros.

Segunda leitura de mundo de Nietzsche

As coisas de valor mais elevado devem ter uma origem que seja outra, própria – não podem derivar desse fugaz, enganador, sedutor, mesquinho mundo, desse turbilhão de insânia e cobiça! Devem vir do seio do ser, do intransitório, do deus oculto, da 'coisa em si' – nisso e em nada mais, deve estar sua causa! (Ibid. p. 103)

Por essas aparentes contradições, Nietzsche não queria seguidores; ele estava a fim de confundir e zombar de todos os crentes e céticos. O filósofo era traumatizado pelas frustrações religiosas da família que aguardara a segunda vinda de Cristo para 1844 segundo pregara o deísta Guilherme Miller e não aconteceu; por isso esse fugaz espírito de se levantar contra tudo e todos meio as tontas, caindo em constantes contradições, negando e exaltando a religiosidade judaico-cristã. Nietzsche, como o Pré-Socrático Heráclito, compôs sua filosofia dionisíaca versos apolínea. Onde, Dionísio exalta a vida mundana em detrimento da religiosidade e esperanças apolíneas. Logo, segundo Nietzsche, esse tempo de vida que temos é único; por isso deve ser vivido intensamente na valorização do corpo e suas pulsões, em detrimento dos limites moralizantes da razão e moral bíblica.

“Deus é o nada” – “Deus está morto” (Nietzsche)

          A questão é, por que Nietzsche chegou a essa conclusão? Simples: A maioria dos religiosos, católicos, protestantes, espiritualistas e outros que possa haver no planeta Terra, para eles, os dez mandamentos, as leis referentes à alimentação e outros princípios dados por Deus através de Moisés aos seres humanos, foram alterados e outros são ignorados pelos ditos cristãos da atualidade. Logo, não é que Deus não existe, é que a postura dos religiosos não corresponde ao explícito em toda Bíblia. Assim, a maioria dos líderes religiosos, como os filósofos, usa o nome de Deus para enganar criando grandes empresas religiosas para explorar da fé daqueles que pouco conhece ou não querem conhecer, preferindo acreditar no outro que na palavra de Deus. Mas cuidado! Deus é Onisciente (capaz de saber nossos propósitos e pensamentos). Logo, impossível de ser enganado. E no mais, Deus é justo e dá-nos o livre-arbítrio para cada um fazer o que achar correto, pois somente assim poderá julgar e salvar com justiça.

Quando Nietzsche diz que Deus é “o nada” ou “está morto”, ele está interpretando o mundo religioso católico-protestante que usa o sagrado para enganar e explorar o outro; logo, por causa da hipocrisia religiosa dos ditos cristãos, Deus só pode estar “morto” ou, “ser o nada”.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

LEI E SALVAÇÃO


“Porque em verdade vos digo que até que o céu e a terra passem nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido” (Jesus).

Eu aceito toda Bíblia como sendo a palavra de Deus por isso não contesto o afirmado por Jesus. Sou filósofo e como todos os outros colegas de profissão, resolvo qualquer problema literário pensando logicamente. Não é fácil porque pensar, escrever e ler escritos lógicos não é tarefa fácil. Leia e pense nesse abaixo:

Se não há lei não há pecado; se não há pecado não há pecadores; se não há pecadores não há necessidade de um salvador. Logo, quem ignora a validade da lei de Deus não precisa de um salvador. Para esses, o próprio Deus é contraditório.

Assim sendo, todas as religiões e denominações religiosas que negam a validade da lei de Deus são falsas. O líder mundial que sustenta essa falsidade é um argentino que ocupa o cargo máximo no Estado do Vaticano. E eu tenho plena certeza que ele não é reencarnação de Jesus. Até porque, a própria reencarnação é teologia falaciosa.

1)    O Cristianismo católico protestante é falso porque mudou o sétimo dia da semana que Deus elegeu como santo pelo primeiro ou domingo que os pagãos elegeram.

2)    O Islamismo descendeu do filho mais velho de Abraão, Ismael; é falso porque mudou o sétimo dia da semana que Deus elegeu como santo pelo sexto ou sexta-feira em comemoração ao dia que Muhammad chegou à cidade de Meca caminhando. Maomé morreu em 632 d.C e é o último profeta do Islamismo.

3)    O judaísmo é falso porque guarda o sábado; mas rejeita a Jesus como salvador.

4)    O Budismo oriental é falso porque é uma religião filosófica baseada na filosofia do filósofo Sidarta Gautama (Buda).

5)    O Hinduísmo é falso porque está fundamentado nas ideias filosóficas do filósofo Chinês Kong Qio (Confúcio).

Todas essas cinco religiões foram idealizadas para se oporem a Deus e suas leis descritas na Bíblia. Logo, todas as denominações religiosas derivadas dessas religiões mães são falsas porque fazem das mesmas um grande negócio para enganar as pessoas que acreditam por não conhecer seus objetivos.

Por isso disse Jesus: “Nem todos que diz Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu pai que está nos céus” (Mateus, 7: 21). Jesus acrescentou mais algumas características das pessoas que serão salvas: “Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apocalipse 14: 12).

A solução definitiva para os problemas da humanidade virá através da segunda vinda de Jesus que voltará buscar aqueles (as) que viveram fazendo a vontade de Deus explícita na Bíblia. Jamais através de políticos xenófobo como Donald Trump e líderes islâmicos que matam o outro em nome Deus; nem dos tipos golpistas Temer e sua gang; nem mesmo do ortodoxo cristão Vladmir Putin, muito menos do ameaçador ditador da Coréia do Norte Kim Jong-un.


Então, senhores religiosos e ateus (ias), já é passada a hora de obter a visão do-todo literário para não ser mais enganados pelos grandes líderes políticos-religiosos que se sentem acima de Deus e de suas leis.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

ROMA PAGÃ E CRISTÃ


          Roma tinha características diferentes dos impérios anteriores, assimilava as culturas de seus dominados com o intuito de mostrar-se sensível a seus conquistados, por isso os romanos eram politeístas. Os deuses gregos foram incorporados à religiosidade romana com outros nomes: Zeus = Júpter; Hera = Juno; Poseidon = Netuno; Atenas = Minerva; Ares = Marte; Artemis = Dina; Hermes = Mercúrio; Dionísio = Baco. A originalidade religiosa romana estava ligada aos deuses etruscos da península itálica. Os rituais eram controlados pelo governo, assim, práticas religiosas alheias as do império eram proibidas. Com Caio Júlio Cesar (100 - 44 a. C) chegou o fim da república e início do Império romano. Júlio Cesar foi assassinado no dia 15/03/44 nas escadarias do Senado por 60 senadores liderados por Marcus César Brutos, seu filho adotivo. Prestes a morrer, agonizando, abriu os olhos, surpreso, indagou: “até tu Brutos?” A partir da morte de Júlio Cesar, os imperadores romanos foram reconhecidos como Cesar Augusto, o divino; e passaram a exigir culto pessoal como se fossem deuses, aumentando a lista das divindades pagãs.

     Cristo nasceu nesse contexto politeísta, onde, o próprio Imperador exigia status divino. E ele, Cristo, afirmava e demonstrava ser o filho do Deus que criara todas as coisas; porém, seu reino não era deste mundo, mas iria demonstrar que ele e o pai eram um através das obras que realizavam. Realmente era a plenitude dos tempos, pois, até então, nunca houve uma época com tantas disputas para ser a divindade original, verdadeira, aquela que criara e mantinha todo o cosmo em perfeita ordem. Logo, alguém dos que se diziam deus teria que morrer. Sócrates foi condenado à morte por negar o poder e divindade dos deuses gregos, exaltando a existência de um Deus “Inteligência Superior” e cobrar postura ética e moral por parte dos governadores de Atenas. A postura de Cristo era parecida a de Sócrates, Jesus negava o politeísmo romano e a divindade dos imperadores exaltando a divindade do pai e a sua em pé de igualdade: “Eu e o pai somos um”. Aí, não deu outra, O acusaram de proferir blasfêmia e O condenaram à morte. O fato é que Cristo nasceu segundo indicavam os relatos proféticos, mas antes nascera seu precursor, João Batista, pregando o batismo por imersão como demonstração de arrependimento pelos pecados cometidos. O que precisamos entender segundo indicam os fatos é que todas as formas de religiosidades da época caíram em meras formalidades, destituídas dos verdadeiros valores bíblicos. João Batista estava profetizando novas práticas religiosas que iriam substituir as judaicas e as politeístas, pois estas, com o nascimento de Cristo renovar-se-iam. Então, deduz-se que o filho de Deus viera para pôr ordem na casa que se perdera entre as formalidades religiosas; definindo a nova religiosidade que valeria até que Ele voltasse para julgar e salvar aqueles que Nele cressem. Jesus foi batizado por João Batista no rio Jordão, após o batismo começou seu ministério de demonstração de que era o filho de Deus segundo indicavam as profecias bíblicas.

     Jesus morreu crucificado, foi sepultado, mas Deus o pai O ressuscitou no terceiro dia. Após passar mais quarenta dias e ser visto por muitos, ascendeu ao céu aos olhos dos que O seguiam, prometendo voltar para buscar aqueles (as) que fossem fieis, pondo fim à história do pecado e do mal. Aqueles que O viram ascender ao céu deu-lhes a missão de continuar a obra que Ele iniciara, prometendo-lhes a vinda do Espírito Santo para auxiliá-los, capacitando-os no que fosse preciso. É o início do cristianismo que substituíra todas as formalidades religiosas judaicas e politeístas; recolocando em evidência o monoteísmo bíblico segundo pregara Abraão, o pai da fé. Então, com Jesus Cristo, iniciara a nova e última etapa para concretizar o plano de salvação; logo, a luta entre o bem e o mal iria se intensificar; pois Satanás iria continuar lutando para frustrar todos os planos de Deus para salvar os seres humanos. A partir do assassinato de Estevão que pregava essa nova ordem religiosa, Saulo (Paulo) se converteu e fora, de modo miraculoso, chamado para ser o pregador dessas boas novas entre os gentios; assim, com os discípulos e Paulo, o evangelho propagou-se entre todos os povos, incomodando os imperadores ou divindades romanas que decidira pôr fim ao crescimento do cristianismo perseguindo e matando quem se atrevesse continuar divulgando a nova religiosidade monoteísta cristã. Mas algo estranho acontecia; quanto mais cristãos morriam o número destes aumentavam. Então o Imperador Constantino teve uma brilhante ideia: já que não podemos vencê-los unamo-nos a eles, assim, Constantino, no ano 313, com o edito de Milão, pôs fim às perseguições convertendo-se ao cristianismo para aumentar sua força política.

Difusão e triunfo do cristianismo

Tão vagarosamente quanto a crise que o destruía, crescia no interior do império uma nova religião de origem oriental: o cristianismo. Seu triunfo relacionou-se como o declínio do modelo religioso helênico que os romanos haviam abraçado. O cristianismo mostrou capacidade de comover em meio à crise, oferecendo soluções confortadoras para os problemas da vida e da morte, uma relação profunda com Deus e com um mundo espiritual e a participação numa comunidade de fiéis que se preocupavam uns com os outros. Os pobres, os marginalizados e os escravos foram atraídos pelos ensinamentos, vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, pelo seu amor incondicional à humanidade. Mas o êxito do cristianismo deveu-se não apenas ao poder da palavra de Jesus, mas também ao vigor de uma instituição: a igreja. Aos moradores das cidades, desiludidos com os negócios públicos, a igreja (do grego eclesia. “Comunidades de fiéis”), que dava a seus membros o nome de irmãos e irmãs, satisfazia a necessidade elementar que têm os seres humanos de pertencer a um grupo.

Tolerante com as religiões, o governo de Roma, a princípio, não interferiu de maneira significativa no cristianismo. Este, na verdade, beneficiou-se da estrutura do império. Os missionários cristãos, entre eles alguns dos doze apóstolos, seguidores originais de Cristo, viajaram por todo império, por estradas e mares cuja segurança havia sido garantida pelas armas romanas. O dialeto grego comum, o koine, falado na maior parte do império facilitou a tarefa dos missionários. O universalismo do império romano, colocando a cidadania ao alcance de pessoas de muitas regiões diferentes, preparou o caminho para o universalismo da religião cristã. Posteriormente, a igreja organizou o clero com base na administração provincial.

O aumento do número de cristãos chamou a atenção das autoridades, que os viam como subversivos por pregarem fidelidade a um único Deus, e não ao imperador de Roma. Para muitos romanos, os cristãos eram inimigos da ordem social, pessoas que não aceitavam os deuses do Estado, não participavam das festas pagãs, desprezavam as competições dos gladiadores, não frequentavam os banhos públicos, pregavam o pacifismo, recusavam-se a considerar deuses os imperadores mortos e adoravam um homem que defendera o amor ao próximo e que havia sido crucificado. Na tentativa de acabar com a nova religião, os imperadores recorreram à perseguição sistemática. Os cristãos foram detidos, espancados, privados de alimento, queimados vivos, estraçalhados por animais ferozes na arena, decapitados e crucificados.

As perseguições dividiram-se em duas etapas. As primeiras, promovidas pelo imperador Nero no ano 64, foram locais, não provocaram muitas mortes e, sendo demasiado esporádicas, não conseguiram impedir a difusão do cristianismo. Dois séculos depois, porém, no ano 250, começou a segunda etapa de perseguições, com o imperador Décio desencadeando um terror brutal contra os cristãos em quase todo império. Seus sucessores, Galo e Valeriano, também promulgaram, entre 251 e 260, editos anticristãos e executaram adeptos da nova crença.

De 260 a 303, os cristãos gozaram de relativa paz, mas logo em seguida Diocleciano promoveu contra eles a mais vigorosa perseguição que havia enfrentado até então. Apesar de terem aniquilado muitos e feito outros abandonar a fé, por temor à tortura e à morte, as perseguições não duraram o suficiente para extirpar a nova religião. Ao contrário, elas fortaleceram a determinação da maioria dos fiéis e geraram novos conversos, maravilhados com a coragem dos mártires cristãos. (CAMPOS/CLARO. A Escrita da História I, p. 142 a 144)

     Em 330, Constantinopla, antiga colônia grega de Bizâncio, havia sido escolhida pelo imperador Constantino para ser uma “nova” Roma. A cidade foi reconstruída e tornou-se a capital do Império Romano do Oriente. Desde o século IV, Constantino passou a ter sua dignidade equiparada a de um apóstolo. Como Pedro e Paulo. [...] No Império Bizantino, assim como no Império Romano do Ocidente, o cristianismo era a religião oficial. Porém, na parte oriental ele desenvolveu características diferentes. Em Bizâncio, o poder religioso estava subordinado ao Imperador. O patriarca, chefe da igreja cristã Oriental, era um integrante do corpo de funcionários do Estado. O poder de Cesar prevalecia sobre a esfera religiosa. Ele podia interferir na doutrina, convocar assembleias religiosas (concílios) e tinha o poder de escolha do patriarca e de diversos cargos na hierarquia eclesiástica. A igreja Oriental era uma instituição do Império. (Ibid. pág. 173 a 174)

Roma cristã do Ocidente

     Em 380, com o edito de Tessalônica, o cristianismo passou ser religião oficial do império. Em 391, os cultos pagãos foram proibidos, seus templos e escolas foram fechados e seus seguidores perseguidos. Estabelecia-se uma nova religiosidade para o poder. No lugar do desgastado título de Augusto, pelo qual o imperador era divinizado, governava-se agora em nome do filho de Deus, Jesus Cristo. Com a conversão de Imperadores ao cristianismo, ficou fácil para eles dominarem a religião que ganhava terreno entre as pessoas mais carentes. Os políticos não estavam interessados em seguir as doutrinas do cristianismo segundo ensinara Cristo, queriam apenas dominar as massas em nome de Cristo e do cristianismo. É verdade, o verdadeiro domínio não se dá pela força, e sim, pelas ideologias impostas. Detectando a ideologia dominante, é só desconstruí-la, feito isto, põe-se outra em seu lugar redirecionando as massas através de outros conjuntos ideológicos. E foi isso que os imperadores, em comum acordo com os filósofos que diziam crer em Deus fizeram. Os cristãos primitivos seguiam o que estava escrito nas escrituras dos judeus, pois, o próprio Cristo fizera o mesmo. A lei de Deus dada aos antigos profetas não perdeu sua validade com o ministério e morte de Cristo, pelo contrário, foi enaltecida. O que perdeu a validade fora o cerimonial didático da circuncisão, os sacrifícios de animais e pássaros que ensinava a todos que o filho de Deus viria tomar o lugar dos inocentes animais, oferecendo-se como o verdadeiro cordeiro que pode perdoar pecados, salvando quem Nele crer. Assim sendo, os dez mandamentos, as leis de saúde e justiça não perderam a validade, pois, as leis de Deus que proporcionam o bem estar às suas criaturas são eternas como o próprio Deus. Foi isto que Roma pagã e cristã fizeram para contaminar o cristianismo, como era impossível eliminá-lo através de perseguições e mortes, decidiram alterar as escrituras bíblicas através de novas liturgias e literaturas teológicas; com essa tática, os dez mandamentos foram alterados, as leis básicas de saúde através da alimentação foram ignoradas, o pôr do sol como divisor entre um dia e outro foi mudado para meia noite; e assim, os escritos bíblicos foram desqualificados e alterados pelos filósofos romanos e cristãos. Com a instituição do Papa como líder maior do cristianismo para império romano; o politeísmo fora readmitido e o Papa se alto-elegeu representante de Deus na Terra.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

FILOSOFIA DA DESCONSTRUÇÃO


     O objetivo dos filósofos sempre foi desconstruir para reconstruir sobre outras bases. Ou seja, Deus, Lúcifer, suas intrigas e o pensamento bíblico teriam que ceder lugar exclusivo ao homem que pensa. Isto significa que o conhecimento teria que passar de teocêntrico a antropocêntrico. Logo, os primeiros alicerces a serem jogados por terra seriam o pensamento de que existe um Deus criador e um ente criado, Lúcifer, aquele que desejara adaptar o planeta Terra às diversas formas de vida no lugar do filho de Deus, Jesus. A filosofia é uma idealização dos gregos. Os primeiros filósofos são conhecidos como filósofos naturalistas ou Pré-socráticos (VII-VI a. C.); foram eles os primeiros a buscarem substituir o criador pelos elementos básicos (água, terra, ar e fogo), dos quais, por processo naturais surgira às diversas formas de vida e tudo o que há para o desenvolvimento da vida no planeta Terra. Mas após duzentos anos de análise da natureza, frustraram-se. Por isso os filósofos clássicos, Sócrates, Platão e Aristóteles filosofaram “admitindo” a ideia da existência de Deus ou seres metafísicos segundo ensina os escritos bíblicos. Outra criação grega fora as Cidade-estado (Polis), mantenedora da cultura de cidadão da cidade. Com Alexandre Magno e seu projeto de uma monarquia divina universal, tencionava reunir as Polis, países, povos e raças diversas, dando um golpe mortal na antiga concepção de Cidade-estado. Mas, devido “sua morte precoce em 321 a.C., e talvez também porque os tempos ainda não estavam maduros para tal projeto”, não foi possível naquele momento.

Todavia, depois de 323 a.C., formaram-se novos reinos no Egito, Síria, Macedônia e Pérgamo. Os novos monarcas concentraram o poder em suas mãos e as Cidades-estados, perdendo pouco a pouco sua liberdade e sua autonomia, deixaram de fazer história como haviam feito no passado. (Giovanni Reale/Dario Antiseri. História da Filosofia, V. I, pág. 227, Paulus. 1990)

      Platão na sua República e Aristóteles com sua política, não só teorizaram, mas também sublimaram em hipóteses, fazendo da Polis não apenas uma forma histórica, mas a forma ideal do Estado perfeito. No novo modelo de Estado pós Alexandre, o modelo de cidadão no sentido clássico do termo passara a “súdito”; fazendo que a vida se desenvolvesse independentemente do seu querer. As novas habilidades que contam não são as antigas virtudes civis, mas são determinados por conhecimentos técnicos que não podem ser do domínio de todos porque exige estudo e disposições especiais; assim, a ética perdia espaço para o profissional. Nesse contexto, o administrador da coisa pública torna-se funcionário, soldado ou mercenário. “E, ao lado deles, nasce aquele homem que, não sendo mais nem o antigo cidadão nem o novo técnico, assume diante do Estado uma atitude de desinteresse neutro, quando não de aversão,  entre as coisas a evitar”. (Idem, p. 228)
      Em 146 a.C., a Grécia perde totalmente a liberdade tornando-se uma província romana. Assim, o que Alexandre Magno sonhou tornou-se realidade com os romanos. Nasce o ideal cosmopolita considerando o mundo inteiro como única cidade, incluindo nessa cosmovisão de Polis não só o homem como indivíduo, mas também os deuses míticos. Assim, “decretou-se” o fim de um Deus criador e mantenedor da vida e do universo como ensinaram os Hebreus, israelenses e judeus; estabelecendo o culto aos deuses antropomorfos ora divinizado; após a morte, até certos imperadores romanos eram cultuados.

Jesus 
            
     No auge dos objetivos filosóficos consolidados na cultura romana, nasceu o salvador Jesus profetizado pelos patriarcas e profetas, e Ele demonstrava através de suas obras que era o filho de Deus e por isso o mataram. Após ser crucificado, enterrado, ressuscitado e ascender ao céu; com os discípulos e apóstolos, ressurge a fé na existência de Deus e Satanás; renascendo o antigo problema edênico do pecado e a necessidade de um salvador que acabava de se cumprir com o ministério de Jesus, o testemunho dos discípulos, Apóstolos e seus seguidores que formaram a igreja primitiva; onde, todos viviam segundo ensinara a torá (Velho Testamento) e Jesus, o Deus encarnado que nascera para fechar o plano de salvação explícito na Bíblia.  Assim, com Jesus, o plano de salvação fora dividido em antes e depois Dele. Nessa segunda fase os ideais filosóficos são repensados e refeitos, o novo inimigo agora é Jesus e Sua igreja que substituíra o projeto divino de uma nação politicamente organizada que continuaria defendendo a existência de Deus, Satanás  e o plano de salvação entre todas as nações e povos.

Desconstrução

     Quer destruir um projeto político, ideológico e religioso? Então terás que estudar para conhecer o fundamento que os sustentam, conhecendo, denuncia-os para que caiam no descrédito através do povo que os sustentam na vida prática; paralelamente, idealize outros fundamentos ideológico-político-religiosos para substitui-los, redirecionando as massas que os validam crendo ser verdade. Foi isso que fez a filosofia neutralizando a influência do judaísmo entre as nações e povos antigos, fazendo que os Judeus negassem e matassem o salvador que eles aguardavam. Mas, misericordiosamente Deus interviu através do nascimento de Jesus!

Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba Pai. Assim que já não é mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo. (Gálatas, 4:4)

     Com o nascimento de Jesus, Deus demonstrou que está no controle ao destruir os objetivos de Satanás que inspira seus seguidores que não aceitam a existência, amor e plano de salvação elaborado por Deus para levar o ser humano à perfeição edênica. Por isso, no século III, os objetivos filosóficos são retomados através do religioso e “profeta” Persa Mani ou Manés, fundando a corrente filosófica maniqueísta. Mani nasceu na região de Babilônia e Pérsia; e o maniqueísmo sofreu influência do zoroastrismo, do hinduísmo, budismo, judaísmo e cristianismo.  É um sincretismo religioso que divide as forças místicas existentes no planeta entre Bem e Mal, que tem como objetivos destruir a literalidade da existência de um Deus segundo o explícito na Bíblia; e o mal, ou Diabo como um ente que realmente existe e faz oposição ao plano de salvação elaborado por Deus. Nesse caso, a matéria passa ser intrinsecamente má, e o espírito intrinsecamente bom. Assim, com os filósofos maniqueístas, os dois principais seres metafísicos, Deus e Satanás são ignorados pela maioria das pessoas de todos os povos e nações que creem não serem seres reais, mas simples forças antagônicas manifestadas nas ações boas e ruins dos seres humanos.

     Agostinho de Hipona (África) antes de se converter ao cristianismo era adepto do Maniqueísmo. Após conhecer a doutrina cristã e a filosofia de Platão, fundiu os ideais maniqueístas e a filosofia da imortalidade da alma de Platão à teologia cristã alterando a teologia da ressurreição bíblica. Como filósofo e bispo da igreja Católica, os ideais maniqueístas passaram ser teologia católica para o cristianismo medieval. Com essa jogada filosófica os filósofos voltaram controlar todos através da fé nos ideais da igreja que passara negar os princípios bíblicos alterando os dez mandamentos e todas as práticas bíblicas que traz bem estar e saúde aos que enaltecem a existência de um Deus Criador e Salvador.  Com essa estratégia, durante os mil anos da Idade Média que a igreja controlara a política, a filosofia e a teologia, todas as nações, primeiramente as ocidentais se enquadraram nos ideais da igreja cristã contrária às doutrinas bíblicas defendidas por Jesus Cristo. Assim, a igreja medieval fechou todos dentro da caverna da ignorância político-religiosa elaborada pelos padres que são estudantes de filosofia, logo, conhecedores das estratégias filosóficas para enganar as pessoas em nome de Deus, da política, do populismo, da fé, do conhecimento acadêmico e ignorância, controlando a maioria das nações que não reconhecem a existência de um Deus criador e mantenedor de tudo que há.                                                                                                                  Atualmente, com a internet e a política cosmopolita, o planeta está se consolidando no ideal político de cidadãos do mundo que devem submeter aos ideais políticos de uma religião para todos, penalizando os que forem contrários à união religiosa. Mas, como aconteceu no passado, Deus, através da segunda vinda de Jesus Cristo intervirá definitivamente nos negócios da humanidade salvando quem aceitou o plano de salvação e condenando à morte eterna quem o trocou por filosofias que o nega. A purificação do planeta Terra acontecerá com a morte de Lúcifer, os anjos que o seguiram e todos os seres humanos que rejeitaram o plano de salvação, restabelecendo definitivamente a paz edênica que havia antes do pecado.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

IMMANUEL KANT VERSUS SÓREN KIEERKEGAARD SOBRE ABRAÃO E DEUS

A fé é demonstrada pela ação, não depende de argumentação para justificá-la, a ação a justifica. Com a esperança é diferente, além de argumentos e justificativas, há espaço para questionamentos e dúvidas quando se espera o prometido por um ser físico-metafísico; no caso, Jesus Cristo. Mas no campo da religião bíblica, a fé e a esperança são validadas pela prática das ações segundo o explícito na Bíblia independentemente de retóricas filosófico-teológicas que nada valem para negá-las ou justifica-las. O racionalismo filosófico-religioso, pela esperança, controla as pessoas que não buscam conhecer, fazendo-as depositar fé no líder religioso que exige ação, mas essas ações devem desenvolver-se na prática de seus dogmas institucionais nunca ao assim diz o Senhor explícito nos escritos bíblicos. Discursos que ensinam agir contrário ao explícito na Bíblia são falaciosos.
Jesus disse que era o filho de Deus e fez muitos milagres aos olhos dos povos para comprovar de onde viera. Por isso alguns creram, mas os líderes religiosos e políticos ao sentirem-se prejudicados O rejeitavam expulsando-O de suas vilas. Quando Ele estava pendurado na cruz muitos exigiram que Ele se soltasse e descesse para provar que era o filho de Deus para que eles pudessem crer; como Jesus viera pagar o preço exigido pela lei de Deus a quem reconhecer-se pecador e confessar seus pecados, Ele seguiu em frente não dando ouvidos ao clamor das pessoas que estavam a serviço de Satanás; por isso, muitos que O conheciam pessoalmente preferiram não crer. Os líderes religiosos sabem disso, por isso associam à esperança a algum milagre; preste atenção e perceberás que não há nenhum “santo” sem atos milagrosos. Então, não é por acaso que a igreja Católica não canoniza benfeitor a santo sem que este tenha algum milagre comprovado “cientificamente”. Os protestantes e pentecostais associam sua teologia às curas espirituais e até físicas. Não há pastor protestante que não tenha uma história de chamado divino para o ministério pastoral. Eles sabem que o povo depende desses discursos místicos para validar e justificar sua profissão.

Os profissionais religiosos e políticos sabem que o povo gosta de ser tratado como rebanho, de ser alimentado por promessas e não pela verdade dos fatos. Entendes porque é difícil alguém querer se desligar do geral para ser consciente e autossuficiente sendo autêntico, um quebrador de paradigmas? Por isso é muito difícil estabelecer uma denominação religiosa autêntica, que siga o explícito na Bíblia como sendo a vontade de Deus. Como também é difícil para uma nação chegar ao status de nação desenvolvida através da educação de qualidade para todos independentemente de ser ricos ou pobres. Quando Deus chamou Abraão para uma tarefa específica, para ser reconhecido como o pai da fé, teria que passar pela experiência da fé prática, nada de argumentações teóricas sobre o que é fé. Abraão teria que sair do geral, do aconchego familiar e dos amigos para ser um quebrador de paradigmas, alguém que deixara de compor o rebanho para ter uma experiência literal com seu Deus.

Convido-te a realizar a terrível descoberta que eu mesmo fiz, deixando o geral e ingressando no absoluto, como um astronauta que abandona as limitações da terra para, de improviso, sentir-se apossado pelas forças básicas do universo que ele quer desvendar – e então descobre que essas forças cósmicas, que sustentam toda criação, são as mesmas que compõem o seu espírito! Porque, se nós não existíssemos, o próprio Deus não poderia ter existência real, e a sua criação é, assim, a sua mesma justificativa. (KIERKEGAARD. Temor e Tremor. p, V)

          Para Abraão, como exame final, Deus pediu que ele oferecesse o filho da promessa, Isaque, em holocausto. Abraão foi preparado para essa prova final pelo próprio Deus, mas para o homem Abraão tal pedido poderia ser um absurdo, uma loucura, nada que ele pensasse racionalmente justificaria tal pedido. Ele poderia duvidar de Deus, pois o pedido parecia contraditório, que a exigência fosse uma tentação de Satanás. Abraão estava pisando no lagar sozinho, ninguém que ele contasse tal pedido o apoiaria. Mas ele tinha certeza que o pedido procedera de Deus, ele estava familiarizado com o modo de Deus se comunicar com ele.

Portanto, justifica-se o silêncio de Abraão. Ele não pode falar, compete-lhe apenas obedecer aos secretos desígnios de Deus, e oferecer seu próprio filho em holocausto, ainda que seu coração se rompa de angústia no peito. No alto da montanha de Morija, que lembra tantas outras montanhas onde Deus se comunicou aos homens, Abraão, como indivíduo, está sozinho diante do eterno. Não lhe pode a sua sabedoria, e sua hierarquia social, nem os ritos religiosos existentes (e os que venham a existir, se cada um pôr-se no papel de Abraão) – porque a opção é inteiramente sua. Ele deve realizar-se, deve escolher a sua diretriz e dar o seu salto no desconhecido. Essa decisão, que é um comportamento existencial ditado pela vontade individual, constitui a prova. Em que instante, porém, de sua existência, o homem vence a sua prova: quando a recebe, com ânimo disposta a cumpri-la, ou quando a cumpre, independente de todas as injunções que seu espírito sofra, das relações humanas e do conflito de seus próprios sentimentos? (Ibid. p. VI)

          Immanuel Kant, filósofo iluminista de origem alemã em: A religião nos limites da simples razão (IV, parte 2, seção 4) de 1793, contrapondo Abraão escreve: “uma pessoa que conclui que Deus a ordena agir de forma não ética deve por algum motivo estar errada”. Kierkegaard responde a Kant:

Abraão vive em conflito entre o dever para com seu filho e o dever em relação a Deus, que acaba por prevalecer. Segundo Kierkegaard, Abraão não nega a ética ao aceitar fazer o sacrifício, mas a submete a uma “suspensão teleológica”. O silêncio de Abraão é devido ao inexplicável de sua condição e seria inútil tentar fazer alguém entender sua experiência e seu conflito. Kierkegaard diz que “quando a esperança se torna absurda, Abraão crê”, e é em última instância que a fé de Abraão salva Isaac, quando no momento final Deus envia um anjo para substituir seu filho por um cordeiro. Abraão vive enquanto indivíduo uma experiência radical, ao fazer sua escolha, que não encontra explicação nem resposta nos princípios universais e abstratos da ética. (MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de Ética de Platão a Foucault. p. 95)

          A filosofia existencialista originou-se com Kierkegaard; mas segundo Hegel, o existencialismo não é filosofia porque está conectada com a divindade e, como tal, não cria sistematização filosófica. Para Hegel a reflexão sobre a existência não garante o conhecimento da verdade, porque em seu entender, ela não é uma coisa que possa conhecer, mas que deve ser vivida. Para os filósofos, filosofia só cria sistemas filosóficos quando anula a fé e exalta o racionalismo. É nesse jogo de intenções subjacentes que os líderes religiosos usam sistemas filosóficos para negar princípios bíblicos, exaltando sistemas filosóficos em detrimento do explícito na Bíblia, embora a Bíblia seja utilizada pelos religiosos e filósofos. Analise os dogmas católicos e os padres, todos são profissionais da filosofia, por isso, através da retórica religiosa leva todos os católicos a adorarem imagens de esculturas, educando o povo a crerem nos deuses em detrimento do Deus de Abraão. Como o povo gosta de ser comandado é facilmente levado às práticas do idiotismo religioso adorando as obras de suas próprias mãos como se fosse algo sagrado, quanto aos mandamentos e outros princípios bíblicos foram substituídos pelas tradições da igreja. Logo, teologias católicas que não aceitam toda a Bíblia como sendo revelação do Deus que nos Criou, são apenas sistemas filosóficos composto de aparência religiosa. O mesmo pode dizer dos protestantes que aboliram as imagens de esculturas de suas igrejas, mas continuam negando a validade dos mandamentos e outros princípios bíblicos como sendo algo do passado; assim, católicos, protestantes, evangélicos, e espiritualistas, mesmo não conhecendo filosofia são adeptos do racionalismo filosófico através dos acadêmicos da filosofia católica-protestante.

          Atualmente os protestantes e evangélicos estão estudando filosofia e já se percebe que até mesmo aqueles que tinham a Bíblia como única regra de fé, como os protestantes modernos, estão sendo tentados a seguir os ditames do mundo em detrimento do assim diz o Senhor através da Bíblia e do Espírito de Profecia. Mas não nos espantemos, esse comportamento é apenas o cumprimento de profecias bíblicas que diz que nos dias que antecederiam a segunda volta de Cristo, as práticas cristãs cairiam na mornidão religiosa, onde, o racionalismo-filosófico-teológico tentaria ser superior ao assim diz o Deus de Abraão. Esse comportamento de indiferença ao explícito na Bíblia é confirmado através dos profissionais de comunicação, acadêmicos e “artistas religiosos” que estão levando o racionalismo filosófico para dentro da igreja que deveria ser exemplos de viver segundo o explícito na Bíblia e espírito de Profecia.

Milhares que se orgulham de sua sabedoria e independência consideram como prova de fraqueza depositar implícita confiança na bíblia; acham que é prova de talento e saber superiores, ironizar a respeito das escrituras sagradas, e espiritualizar e explicar evasivamente suas mais importantes verdades. Muitos pastores estão ensinando o povo, e muitos mestres e professores estão a instruir os estudantes, que a lei de Deus foi mudada ou ab-rogada; e os que consideram suas reivindicações ainda como válidas, devendo ser literalmente obedecidas, são julgados merecedores apenas de ridículo e desdém. [...] Para muitos, um ídolo filosófico é entronizado em lugar de Jeová, enquanto o Deus vivo conforme é revelado em Sua palavra, em Cristo e nas obras da criação, é adorado apenas por poucos. Milhares deificam a natureza, enquanto negam o Deus da natureza. Embora de forma diversa, existe hoje a idolatria no mundo cristão tão verdadeiramente como existiu no antigo Israel nos dias de Elias. O deus de muitos homens que professam sábios, de filósofos, poetas, políticos, jornalistas; o deus dos seletos centros da moda, de muitos colégios e universidades, mesmo de algumas instituições teológicas, pouco melhor é do que Baal, o deus-sol da Fenícia. (WHITE. O Grande Conflito. p, 583)
Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão. Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos; e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas quem perseverar até o fim será salvo. E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim. (Mateus, 24: 10-14)

          Quando uma pessoa conhece o plano de salvação ela muda sua postura em relação ao mundo e a tudo que a cerca, passando a agir como nova criatura dentro desse conflito que se desenrola à quase seis mil anos. O que leva os atuais cristãos a viver hipocritamente a religiosidade contemporânea está limitada a visão teológica de interesse das instituições religiosas e não segundo as exigências do plano de salvação explícito na Bíblia e no Espírito de Profecia presente na última igreja responsável para denunciar as transgressões da lei de Deus e outros erros, alertando as nações sobre o que está acontecendo no mundo natural, nos meios políticos, filosóficos e religiosos que nada acontece por acaso. Mas não nos espantemos, tudo o que está acontecendo no mundo são cumprimentos das profecias bíblicas, anunciando que Cristo vai intervir nos negócios da humanidade mais uma vez para resolver definitivamente o problema do pecado. 
O papel do Espírito de Profecia é levar as pessoas compreenderem as principais verdades bíblicas que foram adulteradas pelos filósofos, igrejas católicas, protestantes, evangélicas e espiritualistas em geral.

Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito de profecia. (Apocalipse, 19: 10)


          O espírito de profecia é uma das características da igreja que Deus levantaria nos últimos dias que antecederiam a segunda volta de Cristo. Isso significa que Deus levantaria um profeta, ou uma profetisa para ajudar Seu povo restaurar as verdades bíblicas que foram jogadas por terra ao longo dos séculos. Essa profecia cumpre-se no ministério profético de Ellen G. White (1827-1915).

domingo, 17 de dezembro de 2017

ABRAÃO É O PAI DO JUDAÍSMO, ISLAMISMO E CRISTIANISMO

Nas duas intervenções de Deus a respeito de Ismael, filho de Abraão com sua serva Agar, Ele dissera que Ismael se tornaria uma grande nação do deserto, onde Ismael seria contra todos e todos contra ele. Ismael são os Ismaelitas que fundaram a religião Islâmica. No entanto, Ismael e seu irmão Isaque, filho de Abraão com sua esposa Sara, por todos os tempos, representariam as intrigas político-religiosas entre os israelitas que estariam de acordo com os ensinamentos bíblicos e os ismaelitas contrários. É a batalha milenar entre os descendentes de Abraão que envolveria todos os povos do planeta. Uma batalha entre religiosos que seguem todas as orientações bíblicas, os que seguem parte e os ateus que nada seguem e negam a existência de Deus. Essa é a mais longa batalha político-religiosa de todos os tempos, passa por todos os períodos históricos e terminará com a segunda volta de Cristo.

Segundo os relatos bíblicos, a ocupação do território separado por Deus aos israelitas, os ismaelitas o ocuparam quando Israel fora escravizado pelos egípcios. Assim que Israel voltou do exílio começou as guerras entre israelitas que forçava os ismaelitas deixarem a região que Deus lhes dera. Não conseguindo, Israel e Ismael se uniram em casamentos. Nesse contexto bélico que já envolvia outras nações Jesus nasceu, viveu trinta e três anos na região, foi morto crucificado, enterrado, ressuscitou no terceiro dia, voltou ao céu para terminar a obra de intercessão pelos seres humanos e voltará para concluir o plano de salvação, pondo fim a esse conflito milenar! Como os Israelitas (judeus) e os ismaelitas não reconheceram a Jesus como o enviado prometido na Bíblia dos judeus e cristãos, as mesmas intrigas continuam entre muçulmanos, cristãos, judeus e ateus atuais.

Diante dessa realidade histórica, segundo os relatos bíblicos, pergunto: A Bíblia é um livro de contos míticos ou a revelação do absoluto Deus que sabe o futuro desde o princípio? Mais de quatro mil anos se passaram, muitas gerações e ideologias político-religiosas se foram, culturas e denominações religiosas surgiram, mas a profecia continua se cumprindo segundo Deus falara através dos profetas. Então, embora o Islamismo, o Judaísmo e o Cristianismo tenham origem com patriarca Abraão, nenhuma das três religiões defende e segue as orientações dos escritos bíblicos.

Alá, o Deus supremo do Islamismo é apenas mais um entre os 360 deuses que compõe o panteão politeísta islâmico.

Allah era uma das divindades cultuadas no santuário. Seu nome, Al-Iah, é a forma árabe de El, o Deus de Abraão mencionado no Antigo Testamento da Bíblia. Mas os árabes atribuíam igual importância a Hubal, um Deus de origem moabita, e às deusas al-Lat, al-Uzzah e Manat, conhecida como as “três filhas de Deus”. Sede do grande templo de al-Lat, a cidade de Taif disputava com Meca a proeminência religiosa na Arábia. E o panteão árabe não se restrigia aos 360 deuses do santuário. Cada casa tinha seu deus particular. [...] (ARANTES. O Maior Perigo do Islã: não conhecê-lo. p, 13)

Embora se dizendo descendentes do profeta bíblico Abraão, por meio de seu filho Ismael, os árabes eram então predominantemente politeístas. Minorias judaicas e cristãs conviviam com uma população que cultuava os espíritos da natureza (djin) e centenas de deuses e deusas. Seu centro espiritual era o Santuário, na cidade de Meca. Nesse edifício de formato cúbico, cujos ângulos se alinham com os pontos cardeais, ficava guardada a Pedra Negra, o principal objeto de adoração. Diz a tradição islâmica que ela desceu do céu, branca como a neve, mas que os pecados dos filhos de Adão progressivamente a escureceram. Mais tarde, os místicos muçulmanos afirmariam que, seguindo a orientação divina, Abraão e Ismael edificaram a Caaba no ponto exato em que o eixo do mundo toca o plano terrestre. Nos vários planos celestiais, cortado por essa linha invisível, haveria santuários análogos, frequentados por anjos. E, acima de todos eles, o trono de Deus. (Ibid. p, 12)

O Islamismo reconhece todos os patriarcas israelitas e exalta enormemente a figura de Jesus, considerando o protótipo da santidade. Mas contesta a concepção judaica de “povo eleito” e nega com veemência a divindade de Cristo. (Ibid. p, 19)

          Jesus ensinou seus discípulos oferecerem o outro lado do rosto a quem lhes batesse na cara. Agindo contrário, Muhammad (Maomé, 560-632), profeta islâmico, propagou sua fé através de conquistas militares. Uma tática equivocada não ensinada e nem utilizada por Jesus Cristo, o filho de Deus que nascera para nos ensinar como amar uns aos outros. Seguindo o exemplo histórico dos ismaelitas, Maomé levou os islamitas a adotarem uma perspectiva religiosa exclusivista e belicosa.

          O cristianismo medieval (500-1500), liderado pela igreja Católica Apostólica Romana, através dos Papas, como os antigos opositores à existência de um Deus criador, optaram por uma religião cristã politeísta, contrariando o explícito na Bíblia segundo escrevera Moisés, Abraão, os profetas e discípulos que guardaram as leis de Deus; preferindo substituí-las pelas tradições politeístas greco-romano, fazendo da igreja Católica o templo dos deuses antropomorfos, ignorando a existência de um Deus criador, suas leis e o plano de salvação.

          Quanto ao Judaísmo, exalta os mandamentos da lei de Deus dada no monte Sinai, não comem carnes classificadas por Deus como imundas; porém, negam que Cristo seja o enviado de Deus para salvar os que creem. Assim sendo, nenhuma das três religiões descendentes de Abraão cumpre o propósito de Deus em ter uma nação que O represente entre todas as nações e povos. Com o fim do absolutismo do Cristianismo Medieval que é politeísta, Deus refaz seu objetivo formando um povo de todas as nações através de uma igreja que faça Sua vontade, seguindo as orientações bíblicas ainda em vigor nos dias atuais. É dentro desse contexto histórico-político-religioso e profético, que, a partir de 1863 foi organizada a igreja Adventista de Sétimo Dia, organização mundial que tem como objetivo restaurar as verdades bíblicas perdidas em meios a apostasias dos que foram eleitos para uma função determinada entre todas as nações. Como Israel espiritual, a igreja Adventista do Sétimo Dia, entre os religiosos de todo planeta, ensina que o verdadeiro cristão deve viver em harmonia com os escritos do velho e novo Testamento ainda em vigor, e que, para ser salvo, precisa aceitar Jesus como seu Salvador pessoal; pois, a lei de Deus é eterna como o próprio Deus.

          As duas outras religiões, Budismo e Hinduísmo não têm suas origens em Abraão e o sagrado para eles não é o Deus bíblico ou o Alá do Alcorão. Os fundamentos de suas introspecções religiosas se dão através de meditações (Yoga). O Budismo está fundamentado na filosofia metafísica do filósofo Sidarta Gautama (565 a 486 a. C.) Buda; nascido na atual região do Nepal, segundo dizem, morreu de indigestão pelo consumo de carne de porco. E Confúcio (551 a 479 a. C.) filósofo que dera origem ao Confucionismo. Segundo dizem, seus aforismos ou pensamentos filosóficos são tão importantes para os chineses como é a Bíblia para os judeus e cristãos. Buda e Confúcio determinaram as práticas religiosas dos chineses e japoneses com destaque para o budismo, religião oficial daqueles povos.

          O Hinduísmo desenvolvido na Índia não tem um filósofo que orientou seus rituais e crenças, sua religiosidade está dividida em três fases e vem de 1.500 antes de Cristo. A primeira fase é a do Hinduísmo védico, a segunda é o Bramânico, a atual e terceira recebe influências do Islamismo, Cristianismo, Budismo e outras. Como aconteceu com o Hinduísmo, devido o atual mundo globalizado, todos os povos são influenciados por todas as religiões e ceticismo filosófico grego, que, através das universidades, em nome do conhecimento antropocêntrico, ultrapassa todas as fronteiras geográficas compondo forças para questionar, e se possível, eliminar a influência dos escritos bíblicos na formação moral e religiosa das pessoas.

          A Coréia do Norte desenvolve uma religiosidade que exalta seu ditador como tendo dons divinos tal como faziam os Césares do Império Romano. Então, conclui-se, que, das cinco religiões, três se voltam a Deus ou deuses exteriores para resolver seus problemas existencialistas, e duas, através de técnicas de meditações introspectivas (yoga), dirigem-se ao próprio eu para resolver seus problemas existenciais.

          As antigas intrigas políticos-religiosas dos Ismaelitas, Israelitas e cristãos continuam respingando entre as nações da atualidade. O atual Estado de Israel instalado como nação a partir de 1948 pela ONU, não representa os ideais do Antigo Testamento; pois eles perderam o status de nação eleita logo após a morte de Salomão quando as dez tribos do norte se rebelaram contra a direção de Deus elegendo Samaria como capital de seu novo reino. Restou às duas tribos, Judá e Benjamim ficarem em Jerusalém, tendo-a como capital do reino do sul, ou seja, dos judeus.  Por participarem da morte de Cristo juntamente com os romanos que não O reconheceram como o filho de Deus segundo as profecias bíblicas, os judeus também foram rejeitados por Deus, sendo espalhados entre todas as nações, chegando à Alemanha de Hitler que, por pouco, não eliminou a todos nas câmaras de gás.

Atualmente os israelitas e judeus representam a força de imposição dos Estados Unidos da América do Norte naquela região. Mas o novo presidente americano, Donald Trump, com o intuito de mostrar quem faz o destino dos “Israelitas e judeus”, no dia 01/12/2017, reconheceu a antiga cidade de Jerusalém construída por Salomão para continuar sendo a capital de Israel como fora no início. Com essa assinatura, Trump faz renascer as antigas intrigas, fazendo que todas as nações do mundo contemporâneo experimentem as antigas consequências por Israelitas e judeus terem negado seguir as instruções do Deus bíblico.

Josefo e Fim de Israel

Foi assim que as dez tribos que compunham o reino de Israel foram expulsas de seu país, novecentos e quarenta e sete anos depois de seus antepassados o haviam conquistado, após a saída do Egito, pela força das armas, oitocentos anos depois da dominação de Israel, duzentos e quarenta anos, sete meses e sete dias, depois que eles se haviam revoltados contra Roboão, neto de Davi, para tomar o partido de Jeroboão, seu súdito, e o tinham, como dissemos, reconhecido por rei. Foi assim que aquele infeliz povo foi castigado por ter desprezado a lei de Deus e a voz dos profetas, que lhes tinham tantas vezes predito as desgraças em que eles cairiam, se continuassem em tal impiedade. Jeroboão foi-lhe o ímpio e infeliz autor, quando, tendo subido ao trono, levou o povo, a seu exemplo, à idolatria e atraiu contra si a cólera de Deus que o castigou como merecia.

Salmanazar, Rei da Assíria, toma Samaria, destrói inteiramente o reino de Israel, leva escravos o Rei Ozéias e todo o seu povo e manda uma colônia de chuteenses morar no reino de Israel. Mandando o povo de Israel como escravos para a Média e para a Pérsia. (JOSEVO. História dos Hebreus. V. III. p. 217 e 218)

          A fé, a inteligência, os desejos, vontade, os cinco sentidos, e tudo mais que faça parte de nossa composição física, mental e espiritual, são, segundo a Bíblia, criações de Deus. Acima dessas qualidades que compõem o ser humano está a racionalidade que é capaz de analisar e avaliar, definindo o que é falso e verdadeiro, condição que nos leva tomar a decisão certa.

Segundo Friedrich W. Nietzsche (1854-1900) e seus adeptos, vontade, pulsões sensuais e outros desejos oriundos do corpo, compõem a grande razão que deve orientar nossas tomadas de decisões; e o cérebro, denominado pequena razão, deve ser o servo que busca meios para atender os desejos da grande razão. Assim sendo, as consequências podem levar o indivíduo que pensa a reavaliar seu modo de ser, sendo mais racional e sábio quando for preciso tomar decisões que seja útil ao presente e futuro. Isso é comum às pessoas que buscam ter identidade própria pensando por si mesmas; quando conscientemente assumem as consequências de suas atitudes na busca de uma experiência real de vida. Outros (as), talvez a maioria das pessoas, preferem viver segundo os benefícios oferecidos por outros sem avaliar as consequências temporais e atemporais; pois, o que lhes interessam são os benefícios imediatos, momentâneo. Esses, cegamente “questionam” Deus e sua existência; pois, optaram por não compreender por si mesmos, convencendo-se, à semelhança de muitos outros que preferiram buscar a verdade que se contentar com a mentira. Para Hegel, em sua filosofia do direito, “tudo que é real é racional, tudo é racional é real”.

          Abraão nos é apresentado como o pai da fé; mas, para isso, pacientemente passou pela escola do aprendizado, aprendendo que o homem, naturalmente desconfia da capacidade ilimitada de Deus. Ele é o exemplo de pai da fé porque pacientemente compreendeu suas fraquezas e humildemente continuou querendo aprender. Logo, o grande problema para Deus é o homem que diz confiar, mas na prática desconfia. A maioria da população mundial tem este problema quando optam por religiões ou denominações religiosas que adaptam a Bíblia ao gosto das pessoas e não as pessoas à vontade de Deus expressa nos escritos bíblicos.