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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

RELIGIÃO, CULTURA E MODA


     Religião, segundo a definição dos dicionários da língua portuguesa significa culto prestado a Deus ou a uma divindade. Segundo o dicionário de filosofia:
[...] Toda religião acredita possuir a verdade sobre as questões fundamentais do homem, mas apoiando-se sempre numa fé ou crença. Sendo assim, ela se distingue da filosofia, pois esta pretende fundar suas “verdades” ou tudo o que diz nas demonstrações racionais. Aquilo que a religião aceita como verdade de fé, a filosofia pretende demonstrar racionalmente [...]. (HILTON Japiassú / DANILO Marcondes. DICIONÁRIO BÁSICO DE FILOSOFIA. Ed. Zahar, Rio de Janeiro, RJ, 1989)

Religião do latim é *religare, religar o homem a Deus. Religião filosófica: na Grécia antiga, culto às divindades antropomórficas, ao politeísmo, à mitologia, fazendo disso divindades dignas de culto. Então, em se tratando de religião, como em qualquer outro seguimento social e político, as contingências estão presente, logo, os crentes e descrentes há que se fazer grande exercício mental-cognitivo, para não prestar culto a deuses alheio à sua vontade. Mais que em qualquer outro seguimento social, a religiosidade engana em nome da verdade. Por isso, Deus, O Criador, pacientemente ao longo de 1.600 anos, perfazendo diversas culturas deixou-nos Sua palavra escrita, Seus imutáveis princípios num conjunto de livros, a bíblia.
Cultura:
     Culturas, diferente dos princípios bíblicos, são muitas e mutáveis. São variáveis como são os grupos étnicos, porém, todas merecem o respeito dos diferentes grupos, esse respeito se chama ética; logo, o homem ético respeita a cultura do outro. As críticas, tão comuns nos dias atuais não são posturas antiéticas, pelo contrário, é o caminho dialético para o entendimento, o convívio, o crescimento cognitivo, o respeito e a liberdade globalizada; um alerta às condutas religiosa-culturais e suas influências à conduta do outro, que muitas vezes pretende induzir o outro ao erro involuntário. A liberdade, às vezes transforma-se em ditadura dos que têm o poder da mídia aos destituídos desse poder, e assim, culturas e modas são impostas como verdade aos outros, destruindo culturas milenares e às vezes princípios bíblicos. Isso é comum nos dias atuais. Mas, diz assim a profetisa contemporânea Ellen G. White: “Os erros podem estar encanecidos pela idade; esta, porém, não torna o erro verdade, nem a verdade erro”. (Testemunhos Seletos. V. II, P. 420. Ed. Casa Publicadora Brasileira. Santo André, SP. 1985).
Quando o Senhor exige de nós que sejamos distintos e diferentes, como podemos cobiçar popularidade ou buscar imitar os costumes e práticas do mundo? “Não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. S. Tiago 4:4.
     Abaixar as normas a fim de conseguir popularidade e aumento de número e fazer depois desse acréscimo motivo de regozijo, mostra grande cegueira. Fossem algarismos prova de êxito, e Satanás poderia reclamar a preeminência; pois neste mundo seus seguidores são grandemente mais numerosos. É o grau de poder moral que permeia a escola, o que lhe demonstra a prosperidade dos que compõem nossas escolas, não seu número, que deve ser fonte de alegria e reconhecimento. Devem então nossas escolas se converter ao mundo e seguir-lhe os costumes e modas? (Ibid. p. 421)

Moda:
     Independente de religiões e culturas, a moda, no mundo Pós-Moderno, influenciado pelo capitalismo consumista, tem sido um dos meios usados para destruir culturas, princípios bíblicos, morais e éticos. “Também não subirás ao meu altar por degraus, para que não seja ali exposta a tua nudez”. (Êxodo 20: 26)
Todo cristão deve ser uma luz, não escondida sob um alqueire, ou debaixo da cama, mas posta no velador, para que a luz se comunique a todos quantos se acham na casa. Jamais, por covardia ou táticas mundanas, deixeis que a verdade de Deus seja deixada para trás. [...] A sabedoria humana é loucura; pois lhe falta o todo das providências de Deus, que visam à vida eterna. (Ibid. p. 422-423)
      A moda atual tem por fundamento expor a sensualidade sem a nudez. O nu causa escândalo em público, é imoralidade, mas o aparente nu, não. Porém, o aparente nu é mais atraente, mais convidativo, mais instigador ao pecado, é a árvore e a serpente convidando ao pecado. Independente do que estou vestindo posso estar expondo minha nudez. (sem distinção de gênero) Convenhamos, o Diabo sabe enganar e sua experiência é milenar, conhecendo inclusive todas as culturas, modas e princípios bíblicos. Atualmente as religiões estão em posse dos macros e micros sistemas de comunicações de massa, e assim, os comunicadores têm mais facilidade para moldar seus adeptos ou não segundo a visão de seus líderes ou dos princípios bíblicos. O ator, apresentador dos programas dita o certo ou o errado aos telespectadores, e assim, os princípios divinos, a religião, as culturas e modas vão sendo incorporados por todos. Aparecemos ao outro segundo nossa visão de mundo e conversão a Deus.
Solene coisa é morrer, mas muito mais solene é viver. Todo pensamento, palavra e ato de nossa vida será novamente enfrentado. O que fazemos de nós mesmos no tempo de graça, isso havemos de permanecer por toda a eternidade. A morte traz a dissolução do corpo, mas não opera mudança no caráter. A vinda de Cristo não nos muda o caráter; fixa-o apenas para sempre, além da possibilidade de qualquer mudança.
     Apelo novamente para os membros da igreja, para que sejam cristãos, para que sejam semelhantes a Cristo. Jesus foi um obreiro, não para Si mesmo, mas para os outros. Trabalhou a fim de beneficiar e salvar os perdidos. Se sois cristãos, imitar-Lhe-eis o exemplo. (Ibid. P. 167-168)
      Os antigos púlpitos de material estão sendo substituídos pelos eletrônicos, e assim, um novo pregador e um novo louvor, com novas roupagens aparecem dia e noite em nossos lares; esses novos obreiros que ganham o seu salário para pregar, independente do programa apresentado, deve fazer uma nova reflexão sobre a arte de pregar o evangelho e a sua postura ao assumir os novos púlpitos a fim de ensinar as boas novas e o estilo de Cristo. Parece estarem confundindo a nova forma de pregar aos shows comuns, mundanos, querem aparecer e não apresentar e representar o Cristo. Uma nova forma de ser cristão está sendo implantada por aqueles que pregam através da mídia, se antes precisávamos examinar as escrituras, hoje, esse imperativo deve ser categórico, caso contrário, os próprios escolhidos serão enganados pela nova moda de ser cristão. Em algum lugar está escrito: “Ai daquele por quem o escândalo for introduzido no meu santo templo”.


Filósofo Isaías Correia Ribas