Catolicismo e Protestantismo são extremos da mesma lógica
político-religiosa.
O catolicismo Medieval priorizou a
ignorância generalizada de toda população ocidental; entendiam as elites
religiosas que, o melhor meio para dominar seria esse: alienação religiosa,
política, cultural, científica e filosófica. Está claro que a igreja Medieval priorizou
a pobreza intelectual, moral e capital da população ocidental sob seu comando.
Advindo o Humanismo, o
Renascimento e a Modernidade, a sociedade Burguesa, capitalista, fundamentadas
nas críticas dos padres reformistas, construíram outra sociedade mais culta,
científica, com perspectivas melhores para o capitalismo que nascia sob a visão
de mundo Protestante. Os diversos Estados que adotara a religião de seu
reformista predileto construíram suas escolas e Universidades fundamentadas
nessa nova visão política, porém, a educação, ferramenta principal para formar
nova sociedade, mais consciente e útil ao desenvolvimento do todo, logo, mais
justa que a Medieval, privilegiaram quem podia pagar por ela. Então, os menos
favorecidos, os trabalhadores teriam que continuar na ignorância, pois sem
estes, o próprio capitalismo Protestante não teria quem explorar e nesta lógica
segue, ainda hoje, todas as igrejas ditas protestantes. Que crescem construindo
seu capital na exploração dos menos favorecidos e, sob o discurso da fidelidade
a Deus, às elites católicas, protestantes e espiritualistas em geral, continuam
explorando seus fieis e infiéis, privilegiando apenas os que têm dinheiro para
comprar a educação. Salvos, os poucos pobres que pagam seus estudos trabalhando
para eles em troca do conhecimento, desses, alguns, são os verdadeiros heróis
que conseguem fazer alguma diferença causando micros revoluções nessa maldita e
corrupta lógica cristã política. Os conflitos, a miséria, a opção pelas drogas
e seu comércio e todo tipo de revolta crescente no mundo, são consequências
desse descaso pelas pessoas, promovidos por essas elites dominantes.
Coincidentemente, o Brasil foi
descoberto, invadido pela cultura católica que perdia sua autonomia na Europa.
Então, seria este o lugar ideal para manter a lógica Medieval; e esta está em
exercício por meio dos Católicos, Protestantes e a própria educação pública
brasileira, esta não dá educação formal de qualidade para manter a mão de obra
escrava, permitindo aos religiosos a exploração cognitiva de quem possa pagar.
Que nome essa sociedade poderia ter além de criminosos da humanidade? Satanás
não pode se materializar e executar sua funesta obra, matar literalmente a
humanidade, mas sabe inspirar homens contrários aos ideais divinos para ser seu
agente nesta obra. Então, atenção elite corrupta, o mundo encolheu, está
pequeno com o desenvolvimento tecnológico e assim, a esperteza capitalista chegou
a todos, embora seja negada a conscientização por meio da educação de qualidade
aos trabalhadores e pobres em geral, os meios de comunicação deixam todos
espertos, e nessa, cada um age com as armas que tem, e todos, de um jeito ou de
outro, querem desfrutar das “bonanças” do capitalismo, nem que para isso tenham
que enfrentar barbaramente a dita sociedade culta e poderosa, ou os ricos
protestantes e políticos gananciosos distribuem equitativamente as riquezas e
dá educação de qualidade aos pobres brasileiros ou irão sofrer as consequências
de uma sociedade “ignorante” que quer e vão fazer qualquer coisa para ter o que
os ricos e privilegiados doutos têm. Será que dá tempo para repensar essa
maldita política antes que a desgraça se instale definitivamente?
BÍBLIA
Mas o Deus bíblico, Criador do
Universo e de todas as formas de vida, do *logos (palavra), da *razão,
isto é, do ente inteligente, racional, nunca deixou as trevas morais e
intelectuais imperar definitivamente sobre a humanidade. Nos diversos períodos
da antiguidade, a luz divina para orientar seus fieis no conhecimento e
conscientização de Suas finalidades, jamais se apagou; e à sociedade
capitalista e Pós-Moderna não seria diferente, pois Ele, Deus, se compraz com o
adorador racional, pois este é o verdadeiro adorador! Adorar não se limita às
paredes de templos, adoramos O Criador diariamente fazendo o que é correto: “amando
a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos”!
Percebemos, segundo as profecias
de Daniel e Jesus, que nos últimos dias, nos finais dos tempos, Deus traria à
luz seus fieis. Notamos também que na soma de 1290+476= 1760 e 1335+476= 1811
da profecia de Daniel 12, há um intervalo de tempo 1760 (45 anos) 1811; nesse
intervalo nasceu o homem que revolucionou o mundo religioso (Guilherme Miller
1782-1849). Após interpretar a profecia de Daniel 8: 14: as duas mil trezentas
tardes e manhã, concluiu que a segunda vinda de cristo se daria em 1844; ele se
enganou quanto ao evento que ocorreria naquela data; mas o Deus bíblico, Onisciente,
revelara ao profeta João do Apocalipse que esse “erro” ocorreria, e tinha como
finalidade provar a fé dos que se dizem Seus seguidores. Como a vinda de Cristo,
não se deu, segundo predissera Miller, a maioria dos que se diziam crer em Deus
descrera, e continuaram na antiga prática de sua religião, afirmando-se mais
que antes às práticas seculares, abandonando de vez a fé segundo a bíblia, e
mais que antes, tornaram-se verdadeiros exploradores capitalistas,
aperfeiçoando-se na fenomenologia da fé sem as obras da lei de Deus. A bíblia,
para esses, serve apenas como pano de fundo para o engano, uma máscara para
roubar e levar à perdição eterna a milhares que se contentam com o show da fé,
o frenesi de uma religião emocional, ignorando racionalmente o plano de
salvação planejado pelo Criador. No entanto, o justo juiz, avaliará com justiça
cada crente enganado por esses falsos profetas; porém, antes que a segunda
vinda de Cristo ocorra, os fieis a Deus, independente de instituições
religiosas, farão os últimos apelos e advertências ao mundo e os que atenderem
o último convite, juntos, formarão um grande exército para a missão final;
muitos se converterão e serão salvos pelo poder do Espírito Santo; em meio a
esse turbilhão, a angústia e a dúvida esmagará o orgulho de muitos, e, estando
à porta da graça ainda aberta, esses, mediante o arrependimento serão salvos,
mas, a maioria preferirá morrer que reconhecer o cumprimento das profecias
bíblicas, lamentavelmente esses receberão a morte eterna.
Após a grande decepção de 1844, um
pequeno grupo tinha certeza de que a interpretação estava correta, mas não
sabiam o que acontecera; humildemente se humilharam, oraram e pediram que Deus
os iluminasse e os guiasse em meio àquela angústia da decepção generalizada.
Quem desejar conhecer melhor esta história o livro O Grande Conflito de Ellen
G. White dá em detalhes. No entanto, foi nesse contexto que a jovem Ellen G.
White foi chamada para ser a profetisa Contemporânea para os últimos dias.
Desse grupo de fieis nasceu à igreja Adventista do Sétimo Dia, organizada como
religião em 1863, é esta a religião que passou a defender e guardar todos os
mandamentos de Deus e a moral cristã segundo as orientações bíblicas; que
sempre buscou adorar a Deus sem os apelos emocionais oferecidos pela
fenomenologia da fé, estase que ignora a razão, sem consciência da fé racional,
mas exalta os sentimentos embalados por sons variados, tambores, palmas, e danças;
após esse culto dançante sente-se aliviado pelos momentos que o fez transcender,
que o fez “esquecer” por algum momento a realidade diária. Os escritos da
profetisa White é o cumprimento da profecia apocalíptica que indica que a
igreja dos últimos dias teria o testemunho de Jesus, O Espírito de Profecia (Apocalipse
19: 10). Há um século e meio esta religião adverte as pessoas quanto a
necessidade de reconhecer a Deus como o Soberano do Universo e da validade e
necessidade das nações e pessoas cumprirem seus mandamentos e outras leis
bíblicas para o nosso bem pessoal no presente, e mediante a graça oferecida por
Cristo, termos o privilégio de ganharmos a vida eterna. Mas nem tudo para esta
religião e seus fieis é fácil, pois temos a certeza de que fazemos parte da
grande intriga universal entre o bem e o mal, que estamos numa guerra que
envolve essas potestades “místicas”, mas, como nosso general venceu-a na cruz,
nós mediante seus méritos e nossa submissão consciente ao plano de deus, sem
dúvida, com Ele venceremos!
Nessas últimas décadas, a
fenomenologia da fé emocional vem crescendo a redor de todo o mundo, pessoas de
todos os seguimentos sociais perceberam que isso dá um grande negócio, assim,
as igrejas crescem em proporções geométricas vendendo por meio da exploração da
fé a ilusão àqueles que têm pouco discernimento intelectual e religioso; que
quer também apostar na sua fé para negociar com Deus através do pregador que
promete milagres da cura e bens materiais, mas tudo isso está baseado no
tamanho da oferta do crente à igreja (pastor).
Todos os seguimentos religiosos estão montando estratégias para esse
novo filão da fé, e, infelizmente, os Adventistas do Sétimo Dia, o Israel
Espiritual, o Estado Religioso sem fronteiras, também começou banalizar o que é
santo. Há um novo projeto de igreja: A Nova Semente que está crescendo nesse
novo embalo místico, mas ainda está sob o manto dos Adventistas do Sétimo Dia;
a TV Novo Tempo trabalha para os dois seguimentos: a tradicional e à Nova
Semente; não tenho dúvida, a nova semente, continuando, vai contaminar o que é “puro”
e a igreja vai perder sua missão principal, mas não estranheis essas posturas;
essa preferência mundana já fora profetizado pela profetisa Ellen G. White,
então, logo chegará a hora dos homens e mulheres com o espírito de Elias,
Daniel, João Batista e outros se levantarem para dar a última mensagem; nessa
época a igreja passará pela sacudidura e muitos dos atuais adventistas serão
vomitados da boca do Senhor, em contrapartida milhares de pessoas de outras
igrejas juntar-se-ão aos verdadeiros adoradores e a mensagem será concluída em
alto clamor! A mensagem será dada e o plano de Deus realizar-se-á e Satanás com
suas estratégias não minará o propósito divino!
“O testemunho da testemunha fiel não foi
atendido nem pela metade. O solene testemunho do qual depende o destino da
igreja foi subestimado, se não rejeitado por completo. Esse testemunho tem que
operar arrependimento profundo, e todos os que de fato o recebem ,
obedecer-lhe-ão e serão purificados”. (TESTEMUNHO SELETO – I. Ellen G.
White. CASA PUBLICADORA BRASILEIRA. Pág. 60. 1984)
“Entre o povo de Deus há corações
corruptos; serão, porém, experimentados e provados. Aquele Deus que lê o
coração *(mente) de todos, trará à luz coisas ocultas das
trevas onde muitas vezes menos delas se suspeita, para que aquelas pedras de
tropeço que têm prejudicado o progresso da verdade sejam removidas, e Deus
tenha um povo puro e santo para declarar Seus estatutos e juízos”.
(Idem, pág. 109)
PORQUE DEUS REPROVA SEU POVO
“porque eles têm grande luz, e porque, pela
sua profissão de fé, se colocaram como povo especial, escolhido de Deus, tendo
Sua lei escrita no coração * (mente). Eles mostram sua lealdade ao
Deus do céu prestando obediências às leis de Seu governo. São representantes de
Deus na terra. Qualquer pecado que neles houver separa-os de Deus e, de modo
especial, desonra-Lhe o nome, pois dá aos inimigos de Sua santa lei ocasião de
reprovar Sua causa e Seu povo, o qual Ele chamou “a geração eleita, o
sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido” (I S. Pedro 2:9), a fim de
que anunciem as virtudes dAquele que os chamou das trevas para Sua maravilhosa
luz”. (Ibdem. Pág. 264)
Termino aqui minha análise sobre: *RELIGIÕES:
SÃO INVENÇÕES HUMANAS? Concluindo:
*sim.
E todas elas são frutos de nossa imaginação, uma criação que nos leva à fuga de
nossa miséria, miséria essa, gerada pela alienação que o pecado causou entre
nós e Deus. E essa religiosidade está fundamentada nos sentimentos, e quanto
mais elementos ritualísticos místicos houver, acompanhados de sons e ritmos, melhor
será para a transcendência, o engano. A fé, que é inerente às pessoas, nesse
caso, está sendo dirigida às criações das próprias pessoas. Isto é, o homem
enganando a si mesmo.
Entre essa babilônia religiosa
que os homens criam, há algo superior à nossas invenções religiosas; um plano
de salvação, algo racional que o criador da razão idealizou para o retorno de
pecadores ao lar edênico. Religião e o culto, o louvor, não pode, jamais, ser
fruto dos sentimentos, mas sim, da compreensão desse plano do Criador, logo,
algo racional, inteligente, um princípio, modo de vida, que pode ser chamado de
religião, porque esta é a religação com Deus, com Seu plano de governo, Suas
leis.
Então, não há ateus, crentes,
católicos, protestantes, espíritas, espiritualistas, mulçumanos, judeus,
budistas etc... Todos se incluem nessas duas linhas religiosas, onde todos
somos vítimas e/ou bem aventurados.
Filósofo e professor Isaías
Correia Ribas