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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

ORIGEM DO MAL NO UNIVERSO E NO PLANETA TERRA


     Antes de Deus planejar adaptar o planeta Terra ao desenvolvimento das diversas formas de vida através de Jesus, Ele já havia executado esse projeto em outros planetas. Mas quero focar essa pesquisa nos anjos que assistem junto ao trono divino, especialmente em Lúcifer (anjo de luz), líder dos anjos; ele tinha acesso aos projetos de Deus e ficara sabendo do novo projeto divino de adaptar o planeta Terra ao desenvolvimento das diversas formas de vida, criando o ser humano, alguém racional para administra-lo. Todas as criaturas racionais, até então, eram perfeitas dentro de um contexto de liberdade plena, ou seja, nenhum dos seres racionais, anjos ou não, fora criado condicionado a questionar a perfeição divina. Então, entende-se que todos os seres racionais estavam livres para agir segundo sua vontade, pois, se assim não fosse, pra quê criá-los? A origem do pecado é um mistério justamente porque surgiu dentro de um ambiente perfeito, composto de seres perfeitos, dentro de um contexto de liberdade plena. Por isso não há justificativas para a origem do pecado, pois, caso houvesse, não seria pecado.
Lúcifer, ao ficar sabendo do novo projeto, expressou a Deus o desejo de executá-lo no lugar de Jesus. Como Lúcifer era um ente criado, Deus mostrou-lhe que era incapaz de criar seres vivos porque não tinha vida-em-si, único meio de falar e a criatura aparecer. Após Deus esclarecer, deu tempo para Lúcifer pensar e decidir o que fazer, caso quisesse voltar atrás, seu posto estava garantido, mas caso preferisse continuar com seu projeto se rebelando, continuava livre para fazer o que pensava, porém, teria consequências. Lúcifer, voluntariosamente preferiu questionar a perfeição e o caráter de Deus, duvidando de Seu amor e perfeição. Para levar sua rebelião adiante, reuniu os anjos que chefiava e contou-lhes sobre no novo projeto divino e de sua vontade em executá-lo, mas Deus não havia permitido que ele se desenvolvesse ao ponto de ser como Jesus o filho de Deus que fora designado para executá-lo. Então, Lúcifer os convidou para participar da rebelião e muitos anjos fecharam com ele. O Onisciente Deus, dessa vez reuniu todos os anjos e explicou-lhes o que estava acontecendo e deu lhes tempo para escolher ao lado de quem ficar; depois de tudo ser esclarecido, muitos anjos voltaram atrás, mas um terço dos anjos preferiu fechar com Lúcifer se rebelando.

Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitava as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte. Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao altíssimo. (Isaías, 14: 12-14)


Livre-arbítrio

     No momento que Deus pediu que os anjos escolhessem ao lado de quem ficar, chegara ao fim da liberdade plena, dando início, ainda no céu, a prática do livre-arbítrio que o filósofo iluminista Immanuel Kant sintetizou em sua máxima filosófica: “
Tu deves escolher”. A partir da rebelião de Lúcifer, a palavra de Deus e o livre-arbítrio passaram ser os meios dos anjos e seres humanos revelarem seu caráter a Deus e aos seus semelhantes. Assim sendo, ainda no céu, iniciara o desenvolvimento do método da dúvida, meio de questionar a perfeição, o caráter e o amor de Deus e de conduzir o maior número possível de pessoas à perdição eterna por preferir dar ouvidos às astúcias de Lúcifer, o mestre do engano. E agora, que faria Deus? Abortaria o projeto de adaptar o planeta Terra à vida, ou executaria? Caso abortasse, Lúcifer já estaria com alguma razão; e, se não criasse os seres humanos livres para fazer suas escolhas como criara os anjos, a razão de Lúcifer aumentaria. Em meios a esses problemas e riscos, Jesus adaptou o planeta Terra ao desenvolvimento das diferentes formas de vida, criando Adão, e, de uma de suas costelas, sua companheira Eva. O casal era santo como eram os anjos antes da rebelião, e eles seriam submetidos ao mesmo teste de fidelidade para escolher a quem dar crédito. Ao acabar de criá-los, Jesus conscientizou-os sobre o que ocorrera no céu, e eles iriam ter que passar pelo mesmo teste de fidelidade que passaram os anjos.

Então, entende-se, que, da ambição de Lúcifer nascera o método da dúvida. Logo, não é projeto exclusivamente filosófico, Lúcifer é seu autor e foi o primeiro a testá-lo questionando o caráter divino. Como os anjos, o casal também optou por seguir a proposta do astuto enganador, surgindo o pecado, a imperfeição, o mal e a morte, impedindo que os seres humanos e tudo que fora criado se desenvolvessem perfeitos segundo esperava Deus. É dentro desse contexto que Deus pôs em andamento o plano de salvação que estamos inseridos. No juízo final, Lúcifer e seres humanos que optaram por segui-lo, serão exterminados do universo, estabelecendo a perfeição edênica.
   
Como os seres humanos preferiram dar ouvidos às argumentações de Lúcifer, ele passou ser o representante do planeta terra nas assembleias celestiais convocadas por Deus até que Jesus viesse viver como homem para conviver com as tentações de Lúcifer e vencê-las. Antes da morte de Jesus Cristo, Lúcifer podia, de vez em quando, visitar o habitat divino. Diz a bíblia que no dia em que os filhos de Deus, moradores de outros planetas foram reunir-se com o Criador, Satanás estava entre eles e Deus o interrogou a respeito de Jó.   

E vindo um dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles. Então disse o senhor a Satanás: De onde vens? E Satanás disse: De rodear a terra e passear por ela. E disse o Senhor: Observastes o meu servo Jó? Porque não há na terra semelhante a ele, homem sincero, reto, e temente a Deus, desviando-se do mal. (...) (Jó, 01-08)


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

MOISÉS E O MÉTODO


     Moisés nasceu a oitenta anos de chegar o fim dos quatrocentos anos de escravidão dos hebreus pelos egípcios. Pelas circunstâncias e providência divina, ele fora educado por uma das princesas de um dos Faraós do Egito. Logo, Moisés tinha conhecimento civil, político, militar e de todas as ciências daqueles dias, pois, o Faraó pretendia fazer de seu neto adotivo o sucessor do trono. Porém, o plano de Deus para Moisés dentro desse contexto de liderança era outro. Moisés viveu por volta de 1550 a. C.. Na época de seu nascimento, havia um decreto real para matar todos os bebês hebreus do sexo masculino com a intensão de parar o crescimento dos Israelitas. A mãe de Moisés, após escondê-lo por três meses em sua casa, resolveu continuar preservando-o com vida, pondo-o em um cesto betumado no remanso da margem do rio Nilo, e sua irmã Mirian o vigiava de longe. Quando a princesa e suas amas foram banhar-se no remanso do rio, viu o cesto com a criança e sua formosura a impressionou; a irmã de Moisés que vigiava à distância se apresentou oferecendo-se para encontrar alguém para cuidar da criança; a princesa concordou e ofereceu um salário à cuidadora que era a própria mãe de Moisés. Quando Moisés atingiu a idade escolar foi entregue à princesa que o educou como os outros príncipes. Assim, pelas circunstâncias e providência divina, Moisés fora educado na corte dos Faraós, passando ser o primeiro cientista hebreu. Moisés, como guerreiro egípcio-israelita, naturalmente estava mais a favor de seu escravizado povo que dos escravocratas egípcios. Foi movido por esse espírito cívico que matou um jovem egípcio que maltratava seu compatriota israelita. Pensava ele que seu crime fora feito às escondidas, mas alguém viu e ele soube; por isso, aos quarenta anos de idade, fugiu e foi habitar na região de Midiã; chegando à casa de um dos sacerdotes do Deus de seus pais, Jetro. Lá, casou-se com uma de suas filhas. Como homem versado na escrita hebraica e egípcia, fora um líder político e cientista capaz de organizar, liderar e registrar toda herança cultural que seu sogro mantinha atualizada através da árvore genealógica que Moisés usara para fundamentar cientificamente a existência de um Deus Criador; evento ocorrido à aproximadamente seis mil anos atrás. Por ter fundamento científico, as outras teorias sobre a origem da vida na terra não conseguem avançar além da fase hipotética. Isso é verdade, porque, ainda hoje, os cientistas estão em busca desse elemento genético para negar a existência de Deus e do criacionismo. A atual linha do tempo Geológica e a teoria da evolução são exemplos desse esforço científico para negar a existência de um Deus Criador. Então, entende-se que a conclusão de que o planeta Terra existe a 4,6 bilhões de anos, apenas confirma que o planeta já existia bem antes de ser adaptado ao desenvolvimento e manutenção das diversas formas de vida, como esses 4,6 bilhões são datas aproximadas, conclui-se que o universo e os planetas são eternos. Confirmando que a história da criação e do pecado ocorrida no jardim do Éden é verdade, por isso, as teses filosóficas e teorias científicas não conseguem negá-las.
A arqueologia continua sendo um dos meios científicos na busca de evidências que comprovem a veracidade dos fatos narrados na bíblia. Entendam os céticos que a bíblia é um livro útil aos que têm fé independentemente de evidências científicas; no entanto, não há nenhum prejuízo à salvação dos que buscam evidências para comprovar a veracidade das narrativas bíblicas e a racionalidade de sua fé, e, se possível, comprovar que a bíblia não é um livro alegórico como querem que seja os filósofos, sociólogos, antropólogos e outros céticos opositores à existência de Deus. A maioria dos seres humanos contesta a veracidade das histórias bíblicas porque não aparece o nome do Faraó, “avô” adotivo de Moisés e nem a dinastia dos Faraós hicsos da época. O que posso dizer a esses é: Se existe falha na elaboração da dinastia dos hicsos, quando José fora governador (1730-1580 a. C.) e dos Faraós que os sucederam, esta falha não deve ser atribuída a Moisés, pois, a preocupação de Moisés e dos escritores que o sucederam, era registrar a história de Israel entre todos os povos, e, se possível, fazer que todas as nações conheçam e sejam fieis cumpridores das leis de Deus.
Após quarenta anos de fuga e a morte daqueles que o procurava para matá-lo, Deus chamou Moisés para libertar Israel da escravidão. De imediato ele recusou o chamado, Deus insistiu mostrando-lhe que ele seria apenas o meio, um representante de Sua vontade diante do Faraó. Após Deus confirmar seu poder fazendo alguns milagres com o próprio Moisés e garantir-lhe um ajudante que falasse em seu nome, pois se achava pesado de língua, ou seja, incapaz de expressar bem através da língua egípcia, Moisés aceitou a missão. Na mesma época Deus chamou seu irmão Arão, claro, alguém com conhecimento atualizado dos problemas e da língua para ser porta voz de Moisés. Arão aceitou o chamado e saiu ao encontro de seu irmão que estava a caminho do Egito com sua esposa, filhos e o cajado em punho. Foram essas as ferramentas que Deus usou para livrar Israel da escravidão e iniciar sua jornada de volta à terra prometida ao patriarca Abraão. A saída do Egito se deu após muitas intrigas entre os embaixadores de Deus e Faraó, entre os egípcios e israelitas, mas a saída só foi permitida após a intervenção de Deus que feriu de morte todos os primogênitos egípcios, inclusive do Faraó. Assim, todos, egípcios e israelitas, viram e entenderam que há um Deus além dos interesses egoístas da humanidade.

E aconteceu, depois de muitos dias, morrendo o rei do Egito que os filhos de Israel suspiravam por causa da servidão e clamaram; e o seu clamor subiu até Deus por causa da servidão. E ouviu Deus o seu gemido e lembrou-se de seu concerto com Abraão, Isaque e com Jacó; e atentou Deus para os filhos de Israel e conheceu-os Deus. (Êxodo, 02: 23-25)

E apascentava Moisés o rebanho de Jetro seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto e veio ao monte de Deus em Horebe. E apareceu o anjo do Senhor em uma chama de fogo no meio de uma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia em fogo, mas a sarça não consumia. E Moisés disse: Agora me virarei para lá e verei esta grande visão porque a sarça não se consumia. E, vendo o Senhor que se virara para lá a ver, bradou Deus a ele do meio da sarça e disse: Moisés! Moisés! E ele disse eis-me aqui. E disse: Não te chegues para cá; tira os teus sapatos de teus pés; porque o lugar que tu estás é terra santa. Disse mais: Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, O Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar pra Deus. (Êxodo, 03: 1-6) [...] Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó para que tire o meu povo, os filhos de Israel do Egito. Então, Moisés disse a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel? E Deus disse: Certamente eu serei contigo.

Diálogo entre Moisés e Faraó

Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto. – Respondeu Faraó: Quem é o Senhor, para que eu ouça a sua voz para deixar ir Israel? Não conheço o senhor, nem tão pouco deixarei ir Israel. – Então eles ainda falaram: O Deus dos hebreus nos encontrou; portanto deixa-nos, pedimos-te, ir caminho de três dias ao deserto e oferecer sacrifícios ao Senhor nosso Deus, para que ele não venha sobre nós com pestilências ou com espada. – Respondeu lhes de novo o rei do Egito: Moisés e Arão, por que fazeis o povo cessar das suas obras? Ide às vossas cargas. Disse mais Faraó: eis que são muitos os hebreus, e vós os fazeis abandonar as suas cargas. Êxodo, 05: 1- 5)

E Faraó aumentou o jugo sobre Israel e o povo culparam Moisés e Arão por provocarem ira ao rei, fazendo Israel trabalhar o dobro debaixo de chicotadas. E Moisés queixou-se ao senhor que o chamara para tal missão. Respondeu-lhe o Senhor:

Eu sou Jeová. Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó, como o Deus todo poderoso; mas por Jeová não lhes fui reconhecido. Estabeleci meu pacto com eles para lhes dar a terra de Canaã, a terra de suas peregrinações, na qual foram peregrinos. Ademais tenho ouvido o gemer dos filhos de Israel, aos quais os egípcios vêm escravizando; e lembrei-me do meu pacto. Portanto dize aos filhos de Israel: Eu sou Jeová; eu vos tirarei debaixo das cargas dos egípcios, livrar-vos-ei da sua servidão, e vos resgatarei com braço estendido e com grandes juízos. Eu vos tomarei por meu povo e serei vosso Deus; e vós sabereis que eu sou Jeová vosso Deus que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios. Eu vos introduzirei na terra que jurei dar a Abraão, a Isaque e a Jacó; Eu a darei a vós por herança. Eu sou o Jeová. (Êxodo, 6: 2-7)

     Deus voltou reanimar seus embaixadores que voltaram insistir com o rei, ele vai pedir algum milagre para que possa crer que Eu vos enviei, então:

Toma a tua vara e lança-a diante de Faraó, para que se torne em serpente. Então Moisés e Arão foram ter com Faraó, e fizeram assim como o Senhor ordenara. Arão lançou sua vara diante de Faraó e diante dos seus servos, e ela se tornou em serpente. Faraó também mandou vir os sábios e encantadores; e eles, os magos do Egito, também fizeram o mesmo com seus encantamentos. Pois cada um deles lançou a sua vara, e elas se tornaram em serpentes; mas a vara de Arão tragou a vara deles. Endureceu-se o coração de Faraó e ele não os ouviu como o Senhor tinha dito. (Êxodo, 07: 9-13)

     Nas três pragas seguintes, as águas do Egito ficando como sangue, a das rãs e a dos piolhos, os encantadores do Egito que assistiam diante do rei fizeram o mesmo. Porém, da quinta em diante, não foram mais capazes de contrafazer o que Deus fizera através de Arão e Moisés. E assim, nesse dilema, prometendo e não cumprindo, Faraó conseguiu resistir até a décima e última praga que coincidiu com a morte de todos os primogênitos dos egípcios. Pelo exemplo dos encantadores egípcios, entendo que Satanás, através de seus representantes, consegue contrafazer alguns aparentes milagres para enganar aqueles que não estudam para entender e crer, que só creem a partir de alguma obra milagrosa. Esses que precisam ver para crer são facilmente enganados pelos agentes de Satanás. Por isso esse mercado não para de crescer e enriquecer os que buscam enganar em nome de Deus através de aparentes milagres, fazendo da fé um mercado de fortunas explorando as pessoas que buscam, através da religião, suportar as injustiças crescentes no mundo político, social e religioso que ignoram o plano de salvação elaborado pelo Criador. Abraão profetizara que eles sairiam ricos da escravidão, e foi o que aconteceu. Diante de tanta dor causada pela morte dos primogênitos, todas as famílias egípcias deram muito ouro e gado para os israelitas deixarem os limites do Egito e irem adorar seu Deus na terra prometida a Abraão.
A partir de Moisés e Arão, todos os registros bíblicos relatam fielmente o que ocorrera com o povo de Israel, os discípulos de Cristo e os adeptos do cristianismo primitivo até João, o autor do Apocalipse, último livro da bíblia. Logo, entende-se que a bíblia não é um livro mitológico, mas histórico. Sob a liderança de Moisés, Israel iniciara o caminho de volta à liberdade política e religiosa que os céticos-politeístas egípcios tiraram do povo eleito. Porém, a paz política-religiosa que os israelitas buscavam como nação não foi possível. Pois, os descendentes de Esaú continuavam habitando as terras que Deus prometera aos israelitas assim que acabasse a escravidão. Por isso a história de Israel está envolta em muitas intrigas e confrontos bélicos; pois, seus irmãos de sangue, não iriam abandonar onde habitavam há séculos para ficar sem território.
No capítulo 5 do Gênesis, Moisés apresenta a árvore genealógica de Adão até Noé. No capítulo 10, ele apresenta a árvore genealógica de Noé até início do Êxodo, quando ele liderou a saída do povo hebreu do Egito onde foram escravizados por quatrocentos anos. O criacionismo bíblico e outras histórias bíblicas continuam sendo fonte de pesquisa porque Moisés, através da genealogia, fundamentou cientificamente tudo que escrevera; como fizeram Mateus, o cobrador de impostos e o médico Lucas, discípulos de Cristo, que fundamentaram cientificamente que Jesus fora o enviado de Deus apresentando a árvore genealogia patriarcal de Abraão até Jesus, e Lucas de Jesus a Adão que fora criado por Deus, (Lucas 03: 23-38). Por ter fundamento científico, os filósofos e cientistas não conseguem, e jamais conseguirão invalidar, filosoficamente e cientificamente a existência de um Deus Criador e Seu plano de salvação.

Nos 1.600 anos que a bíblia foi escrita, todos os quarenta escritores relataram algo sobre os seres metafísicos, especificando quem são eles e o que fazem para conscientizar o ser humano quanto a essa trama iniciada no céu e que fora transferida para o planeta terra. Além do método genealógico, o cumprimento das profecias bíblicas na história das nações, confirma a existência de um Deus Onisciente. Por isso a bíblia continua sendo um arquivo de pesquisa a religiosos que buscam comprovar a racionalidade de sua fé, e céticos que a questionam. Então, não foi por acaso a frustração dos filósofos da natureza, que, após duzentos anos de análise de vários elementos naturais, não encontraram um que tivesse vida-em-si, que fosse comprovando ser o originador do universo para negar a existência de um Deus Criador. 


     

domingo, 20 de janeiro de 2019

MITOLOGIA


          Nos século VIII e IX antes de Cristo, os poetas Hesíodo e Homero escreveram vários poemas épicos. Homero criou Ilíada e Odisseia. Ilíada foi criada para designar o ponto fraco de alguém. Segundo a lenda grega, Aquiles, filho do rei Peleu e da deusa Tétis, tornou-se vulnerável quando, ao nascer, foi banhado pela mãe nas águas do rio Estige. Apenas o calcanhar por onde Tétis o segurou não foi molhado e continuou sendo a parte fraca de Aquiles. Odisseia é um poema épico do século IX a. C. que conta às aventuras do herói Ulisses. O nome “Odisseia” vem do grego “Odysseus”, herói grego, rei de Ítaca, que os latinos chamaram de Ulixes (Ulisses). Ítaca é uma ilha grega do mar Iónio, Ulisses era casado com Penélope e tinha um filho de nome Telémaco. O mais famoso de seus ardis foi construir o famoso Cavalo de Troia que garantiu aos gregos a vitória de suas guerras imaginarias. E Hesíodo viveu por volta do século VIII a. C., foi ele quem elaborou a Teogonia, (nascimento dos deuses gregos) para dar àquela geração, a ilusão para crerem que os deuses gregos eram divindades criadoras do vento, do trovão, das nuvens, do mar, da chuva, deuses dignos de admiração e adoração; fazendo que os gregos e outros povos não cressem no Deus Criador defendido nos escritos bíblicos dos israelitas. Então, entende-se que os objetivos dos poetas míticos era negar a existência literal do Deus dos hebreus que os guiavam rumo à terra prometida a Abraão, pôr em dúvida os escritos bíblicos e negar que os profetas israelitas eram mensageiros divinos. Assim, Homero e Hesíodo, começaram passar aos seres humanos que os escritos bíblicos, Deus e a história da criação, são contos míticos tais quais os seus. Assim, entende-se, que é dentro desse contexto que Deus e Satanás, através de seus seguidores, desenvolvem os conflitos ideológicos, políticos, religiosos, míticos e místicos no planeta Terra. Logo, os praticantes da religião bíblica e seus opositores, são as causas de todas as guerras da antiguidade e será o estopim do último conflito entre os que defendem os ideais antropocêntricos e os teocêntricos que são contrários,  causando o Apocalipse, último conflito político-religioso antes da segunda volta de Cristo, que, segundo os cumprimentos proféticos, está próxima! Logo, eu e você, conscientes ou não, estamos envolvidos.

Objetivos míticos

1º - Negar o criacionismo.
2º - Eliminar a existência de Deus do consciente humano.
3º - Negar que a bíblia seja a palavra de Deus revelada à humanidade.

     Depois do pecado de Eva e Adão, a relação pessoal entre Deus e o ser humano foi interrompida e Deus passou a ser “silêncio”. Nesse contexto, Deus se utiliza de outros meios para comunicar Sua vontade aos seres humanos, escolhendo pessoas para serem seus mensageiros, surgindo os líderes conhecidos como patriarcas e profetas. Para fazer-lhes oposição, Satanás forma seu exército através dos místicos politeístas que criam seus próprios deuses. Assim, desenvolveu as intrigas entre as pessoas que creem na existência de um Deus Criador e validade de suas leis e os religiosos que são contrários. É dentro desse contexto que os seres humanos de todas as épocas fizeram e fazem suas escolhas. O movimento do conhecimento teocêntrico após o pecado se deu através de homens e mulheres que Deus chamara através de visões e sonhos para serem Seus mensageiros, entre esses, há reis e rainhas que, através de suas ações, colaboraram na formatação dos escritos bíblicos que temos hoje. Já, o movimento do conhecimento antropocêntrico elaborado pelos míticos, místicos, filósofos e cientistas se dá através da elaboração de mitos e teses para fazer oposição ao pensamento bíblico; mas enquanto essas teses não forem comprovadas empiricamente não têm valor científico para anular o criacionismo bíblico. A prova que os cientistas ainda não encontraram o elemento genético para negar o criacionismo é o desenvolvimento científico para analisar o solo de outros planetas em busca do elemento genético que possa negar a existência de um Deus Criador. Mas até presente eles não conseguiram comprovar nenhuma de suas teses empiricamente para negar o criacionismo bíblico.

As leis e a política


     O fundamento dos governos democráticos e absolutos são as leis. Logo, Estados democráticos e absolutos garantem a ordem e fazem justiça sob a tutela das leis, meios para garantir a liberdade e identificar as pessoas de má índole infiltradas em qualquer sistema político público-privado. Assim sendo, as leis e o livre-arbítrio são os fundamentos para os juízes fazer justiça julgando justamente.
Após o pecado, além do sábado, dia santo universal instituído como dia santo no Éden, os outros nove mandamentos entraram em vigor, completando a lista que define o que é pecado. Logo, todos os religiosos que negam a validade dos dez mandamentos vivem em pecado, e, como tais, caso não o abandone, aos olhos da lei e palavra de Deus, não serão salvos. Isso significa que devemos fazer nossa parte sendo cumpridores das leis que Deus legislou para moldar o caráter dos que serão salvos.
Todos os governos usam as leis para deduzir que livres são aqueles (as) que submetem às leis do Estado. Logo, são as leis que garantem a paz e quem goza de liberdade e outros direitos. Com certeza, o ser humano copiou a utilidade das leis do modelo divino. Então, entende-se, que, os ateus e religiosos transgressores das leis divinas continuam defendendo a vontade de Satanás em nome de suas religiões e denominações religiosas, demonstrando ser amantes dos ideais antropocêntricos que são contrários aos teocêntricos.
Com a formação do povo hebreu, a partir de Abraão e sua esposa, outras leis, para diferentes objetivos, foram sendo adaptadas à nação de Israel; e, à medida que os povos foram subdividindo, outras leis além das divinas foram criadas pelos legisladores humanos. Assim, todos os códigos legais das nações, têm a mesma finalidade da lei de Deus, meio de separar os maus caráteres dos bons. O plano de salvação está fundamentado no livre-arbítrio, na validade dos dez mandamentos da lei de Deus e na graça de Cristo que nos capacita ser fiel a Deus. Fora desse tripé, a sociedade mundial está livre para viver em pecado, caminho seguro para a perdição eterna. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

DEUS VERSUS DEUSES


          Deus é apresentado na bíblia como criador do universo e de todas as formas de vida. A origem de muitos deuses para contrapô-Lo também está presente na bíblia; depois surgem literaturas especializadas expondo as origens de muitos outros deuses, seus criadores e objetivos que continua sendo negar o monoteísmo bíblico. Assim surgiram as religiões e denominações religiosas defendendo as suas verdades, formando a diversidade de teologias e ideologias para direcionar os povos em nome de Deus e dos deuses, que, muitas vezes, extrapola a religiosidade chegando aos conflitos bélicos. O Islamismo e seus conflitos envolvendo a religião e as armas para impor sua religião a outros é um bom exemplo de como se processa a manipulação político religiosa no planeta. A partir do século oito antes de Cristo, na Grécia, surgem os criadores dos mitos: Hesíodo e Homero buscando fazer do criacionismo bíblico, um dos mitos mais antigo.
Entre os séculos sete e seis antes de Cristo surgem os filósofos gregos buscando um elemento genético que pudesse ser o originador da vida no planeta Terra para negar a existência do Deus Criador apresentado na bíblia. Os filósofos queriam provar que as origens do universo e das diferentes formas de vida aconteceram através de forças presentes na natureza. Como eles não conseguiram encontrar esse elemento genético, os filósofos clássicos, Sócrates, Platão e Aristóteles, admitiram a existência de Deus. Platão foi o primeiro a usar palavras bíblicas para criar ideologia que negasse a teologia bíblica. A partir dessa técnica platônica, filósofos e religiosos continuam usando o nome de Deus para criar ideologias filosóficas, religiões e denominações religiosas que seja capaz de negar Deus em nome do próprio Deus.
O que leva um ser racional curvar-se às obras de suas próprias mãos como sendo superior a ele? Ou é ignorância ou comodidade em admitir que não aja um Ser em si superior a quem deva prestar culto através do modo de viver, sendo fieis às suas leis que serão o meio de Deus avaliar a fidelidade, o amor, e o caráter de cada pessoa. Se analisarmos as religiões e milhares de denominações que derivam delas, à luz da bíblia, nenhuma faz a vontade de Deus. Mas em todas elas há pessoas sinceras que estão sendo enganadas por seus líderes. Logo, confiar em religiões e denominações religiosas como sendo representante Deus, corre-se o risco de cair em uma das atuais armadilhas de Satanás. Isso não significa que não exista uma religião verdadeira, que busque fazer a vontade de Deus segundo está revelado na bíblia. Ela existe e é fácil de encontra-la em meio a essa babilônia religiosa. O primeiro problema dos sinceros que buscam a verdade, geralmente acontece porque eles já têm sua religião por tradição como sendo a verdadeira, ou cômoda verdade. Assim, através das tradições e comodidades pessoais, Lúcifer mantém seu exército no engano, impedindo que eles deixem seu quartel para unir-se ao exército dos que fazem a vontade de Deus segundo está explícito na bíblia. Assim, muitos fazem uso da graça para negar a validade das leis de Deus para os cristãos contemporâneos, afirmando que a salvação é de graça, confundindo graça com gratuidade. Graça é o poder de Deus à disposição dos que buscam fazer a vontade de Deus guardando Seus mandamentos e outras leis que visam nosso bem estar. O problema dos religiosos cristãos de todas as épocas é achar que aceitar Cristo como salvador é o suficiente para alcançar a salvação mesmo sendo transgressores das leis de Deus, não percebendo que essa crença faz deles e de Deus um ser contraditório. Os versos bíblicos que eles usam para fundamentar essa crença são:

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie. (Efésios, 2: 8 e 9)
Mas, se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. (Romanos, 6: 11)

     O próprio Apóstolo Paulo que era filósofo e escrevera alguns versos bíblicos que, caso seja interpretado fora do contexto parece ter um evangelho diferente do contexto bíblico, Mas ele mesmo esclarece sua fala perguntando e respondendo a esses que buscam negar a validade das leis de Deus através da graça:

Anulamos a lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes estabelecemos a lei. (Romanos, 3: 31)

Porque todos os que sem lei pecaram sem lei também pereceram; e todos os que sob a lei pecaram pela lei serão julgados. Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que não são da lei, não tendo eles lei, para si mesmo são lei, os quais mostram a obra da lei escrita no seu coração, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os, no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o evangelho. (Romanos, 2: 12-16)

     É isso aí, adotar imagens de escultura, adotar a tradição religiosa, vontade pessoal e a própria graça para negar fidelidade ao Deus Criador e Suas leis, é prova que essa pessoa, filosoficamente pensando, não faz uso da racionalidade, mas do egoísmo para fundamentar sua religiosidade. Então, Interpretar a graça com gratuidade não é o melhor caminho para alcançar a salvação. O problema é que somos carnais e naturalmente não temos o desejo de fazer a vontade de Deus, mas a pessoal. Por isso a graça de Deus para capacitar-nos a fazer Sua vontade explícita na bíblia. Na maioria das vezes são os problemas que nos leva buscar socorro em Deus; nessa hora a bíblia deve ser o guia básico para identificar os agentes da verdade e os da mentira, se assim não procedermos, a possibilidade de optar por uma religiosidade mais de acordo com nossa vontade que é carnal, é grande. Por isso devemos estar atentos, pois, Satanás, como fizera com Eva, está constantemente usando a dúvida e a nossa vontade para nos enganar em nome de Deus, das religiões e denominações religiosas. Por isso, as pessoas que estão em busca de fazer a vontade de Deus para alcançar a salvação devem estudar mais e acreditar menos.

sábado, 22 de dezembro de 2018

DEUS E A CIÊNCIA



      Por volta do século oito antes de Cristo, o poeta Homero escreveu os poemas épicos, Ilíada e Odisseia; este último tem Odisseu como principal personagem; e Ilíada (drama humano do herói Aquiles). Hesíodo escreveu a Teogonia, (genealogia dos deuses gregos) para dar àquela geração, a ilusão para crerem que os deuses gregos eram divindades criadoras do vento, dos trovões, das nuvens, do mar, da chuva, deuses dignos de admiração e adoração; fazendo que os gregos e outros povos não cressem no Deus dos israelitas como sendo o Criador segundo escrevera Moisés. Então, entende-se que os objetivos dos escritores míticos era negar a religiosidade dos hebreus que estava centralizada no Deus que os guiavam rumo à terra prometida a Abraão, pôr em dúvida os escritos bíblicos e negar que os profetas israelitas eram mensageiros de Deus. Assim, Homero e Hesíodo, começaram passar aos gregos e às futuras gerações a ideia que os escritos bíblicos, Deus e a história da criação, são contos míticos tais quais os seus.
É dentro desse contexto que a história entre Deus e Satanás através do povo de Israel entre todos os povos continua em desenvolvimento. Logo, os praticantes da religião bíblica e seus opositores, são as causas de todas as guerras da antiguidade e será o estopim do último conflito entre os que seguem os ideais filosóficos que perseguirão os seguidores das leis de Deus, causando o Apocalipse, último conflito político-religioso antes da segunda volta de Cristo, que, segundo os cumprimentos proféticos, está próxima! Logo, eu e você, queiramos ou não, estamos envolvidos.
Objetivos dos filósofos

1º - Negar o criacionismo.
2º - Eliminar a existência de Deus do consciente humano.
3º - Negar que a bíblia seja a palavra de Deus revelada à humanidade.

     Os primeiros filósofos são conhecidos como filósofos da natureza ou pré-socráticos. O objetivo deles era encontrar um elemento natural que fosse comprovado ser o originador da vida em nosso planeta; mas após dois séculos de análise e não encontra-lo, frustraram-se. Para não interromper seus objetivos, os principais filósofos, Sócrates, Platão e Aristóteles admitiram a existência de Deus. Nesse contexto, Sócrates passou ser um defensor da existência de um Deus “Inteligência superior” nas praças (ágoras) públicas de Atenas, motivo pelo qual o condenaram à morte. Platão, astutamente, para negar os escritos bíblicos, formulou a teoria da imortalidade da alma para negar a teologia da ressurreição bíblica. E Aristóteles criou o silogismo, arte de chegar à verdade a partir de raciocínios lógicos; e os métodos empíricos para definir a verdade científica; bases fundamentais ao início do desenvolvimento tecnológico para o ser humano continuar sua busca para negar lógica e cientificamente a existência de um Deus Criador como fizera Moisés que os fundamentara na genealogia, ciência de sua época. Então, há que se admitir, que a dúvida dos filósofos não fora em vão; pois, ela é a causadora do desenvolvimento científico e tecnológico de todas as épocas. Essa busca continua alavancando o desenvolvimento industrial, produção de bens úteis aos seres humanos, da medicina, aumento na produção de alimentos através da melhoria genética de animais e vegetais, nos meios de comunicação, transportes e outras que continuam ajudando o ser humano chegar a outros planetas em busca do elemento genético que dera origem à todas as formas de vida existentes no planeta Terra. Mas nesses dois mil anos de desenvolvimento científico ainda não conseguiram encontrar o tão procurado elemento genético para negar cientificamente o a existência de Deus, o criacionismo e que a bíblia seja sua palavra revelada à humanidade.

Caso queira conhecer os ideais de um grupo de pessoas, o primeiro passo é conhecer seus objetivos; feito isso, fica fácil para identificar suas ações e estratégias elaboradas para alcança-los. No período moderno, os filósofos empiristas colocaram em prática o espírito científico desenvolvido por Aristóteles. Então, entende-se que Platão, Santo Agostinho e a igreja medieval, ao passarem para o povo como sendo verdade a teoria da imortalidade da alma elaborada por Platão, além de negar a teologia da ressurreição bíblica, estabeleceram uma falsa religiosidade para as nações, retardando em aproximadamente dois mil anos o desenvolvimento científico.
Com o fim da idade media, o objetivo foi retomado. Agora, os filósofos cientistas, livres da tutela da igreja que continua enganando quem não busca conhecer, o desenvolvimento epistemológico tecnológico avançou, fazendo que o ser humano chegasse à lua. O ápice desse desenvolvimento, depois de sete meses de viagem e percorrer 480 milhões de quilômetros, no dia 26/11/2018, pousou uma nave não tripulada no solo do planeta marte, e, uma das finalidades, continua sendo encontrar rastros desse elemento genético procurado à quase três mil anos. Quando esse elemento for encontrado, a existência de um Deus criador e dos escritos bíblicos como sendo Sua vontade revelada à humanidade, cairão por terra. Como Moisés os fundamentou cientificamente, tais objetivos científicos filosóficos jamais serão alcançados!
 
Filosofia

     Filosofia significa amor ao conhecimento. Com os filósofos, Deus e Lúcifer teriam que ser negados racionalmente, e, se possível, cientificamente através de algum método empírico; único meio de eliminá-los de vez do consciente humano. No primeiro momento, a análise da natureza fora feita a olho nu, como os filósofos da natureza não tiveram sucesso; a partir do espírito científico de Aristóteles, à medida que as dificuldades apareciam, os investigadores começaram inventar instrumentos que ampliasse sua visão para melhorar a percepção e conclusões. Logo, à busca filosófica para negar a existência de um Deus criador, fora a responsável pelo desenvolvimento do espírito científico que continua em ascendência. O que estou fazendo como filósofo conhecedor dos escritos bíblicos é o processo inverso; ampliando o que Moisés já fizera, demonstrando que esses seguimentos não conseguiram encontrar outra origem para negar o explícito na bíblia.
Quero registrar que não estou a serviço de nenhuma religião. O objetivo de escrever este livro é pessoal. Pois, quando cursava a faculdade de filosofia, percebi quais eram os objetivos dos filósofos. Atualmente sou professor de filosofia, como conheço os escritos bíblicos, passei a compreender os propósitos de ambos, sentindo-me no dever de tornar público como se desenrola essa batalha epistêmica entre os ateus e os escritos bíblicos. Portanto, é um trabalho acadêmico que põe em perspectiva novas deduções, possibilitando novas reflexões e soluções à teoria do conhecimento até então elaborada, dando condições às pessoas refletirem sobre os ideais políticos, religiosos e filosóficos em andamento; pois, a humanidade está prestes a enfrentar vários problemas que envolvem esses três seguimentos. Mas, independentemente do que venha acontecer, enquanto vivermos, temos que decidir sobre vários aspectos que exigem tomadas de decisões diante daqueles que querem alienar as pessoas através de ideologias políticas, religiosas e filosóficas. E nos mais, não esqueçamos que Satanás sabe usar as pessoas certas para estabelecer a ignorância generalizada, incentivar a corrupção política, religiosa e filosófica através das faculdades (academias) que tem como objetivo fazer a cabeça de todas as classes sociais, levando os jovens estudantes crerem na não existência de um Deus Criador. 


terça-feira, 4 de dezembro de 2018

CRISTIANISMO PRIMITIVO



     Com o nascimento de Cristo a plenitude dos tempos chegara, pois, até então, nunca houve uma época com tantas disputas religiosas por ser o representante da divindade original, aquela que criara o universo e adaptara o planeta Terra às diversas formas de vida. Sócrates foi condenado à morte por negar o poder e divindade dos deuses gregos, exaltando a existência de um Deus “Inteligência Superior”, cobrar postura ética e moral das pessoas e políticos de Atenas. O comportamento de Cristo era semelhante aos de Sócrates, Ele negava o politeísmo romano, a divindade dos imperadores, classificou o judaísmo de hipocrisia e afirmou ser igual a Deus: “Eu e o pai somos um”. Aí, não deu outra, os judeus e romanos O acusaram de proferir blasfêmia e O condenaram à morte. Cristo nasceu segundo indicavam as profecias, mas seis meses antes, nascera João Batista pregando e batizando no deserto da Judeia, dizendo:

Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que disse: Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas (...) (Mateus, 3: 2 e 3)

     E muitos de Jerusalém, da Judeia e províncias adjacentes ao Jordão iam até João para serem batizados (as). Certo dia, para surpresa de João, entre o povo, apareceu Jesus pedindo para ser batizado; de imediato, João recusou perguntando: “Eu careço ser batizado por ti e vens tu a mim”? Respondeu-lhe Jesus: “Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda justiça”. Então João O batizou. Ao sair das águas, João viu o Espírito de Deus descendo em forma de pomba sobre Jesus; e ouviu uma voz vinda do céu dizendo: “Este é o meu filho amado em quem me comprazo”. (Mateus, 3: 13 – 17). Após o batismo, Jesus, aos trinta anos de idade, iniciou Seu ministério para completar o plano de salvação, dirigindo-se ao deserto, e lá, a sós, Satanás tentou para fazer que desistisse da missão caindo em suas tentações; mas Jesus o venceu citando a bíblia:

Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; e, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o filho de Deus, anda que estas pedras se transformem em pães. Ele respondeu: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus. (...) (Mateus 4: 1-11)

      Após esses ocorridos, Jesus iniciou seu ministério chamando pessoas de diversos seguimentos para segui-Lo. Assim iniciou o Cristianismo primitivo que substituiria a nação israelita que se perdera entre as políticas e falácias filosóficas.
O batismo cristão foi instituído para substituir o cerimonial judeu de imolar animais que prefiguravam o ministério de Cristo. Com o nascimento, ministério, morte e ressurreição de Jesus, a lei de imolar animais e aves em reconhecimento que era pecador dado aos hebreus, Israelitas e judeus, chegou ao fim. A partir da morte de Cristo, todas as pessoas que O reconhece como salvador, basta se batizar por imersão nas águas para iniciar a caminhada cristã vivendo em novidade de vida como fizera Jesus que fora fiel a Deus não cedendo às tentações de Satanás; preferindo seguir o explícito na bíblia. Detalhe, a bíblia dos dias de Cristo era a Torá (velho Testamento). Os sacrifícios diários que faziam os judeus foram substituídos pelo batismo, estudo da bíblia, orações, ofertar e dizimar para manter a pregação das boas novas a todas as nações. Então, entende-se, que, os cristãos devem buscar fazer a vontade de Deus como fizera Jesus Cristo, seus discípulos e Apóstolos que viveram como vivera Jesus. Logo, Jesus viera pôr ordem na casa que se perdera entre as formalidades religiosas; definindo a nova religiosidade que valeria até que ele viesse outra vez; por isso, antes de ser elevado ao céu para terminar sua obra de intercessor, fez a promessa que voltaria para buscar aqueles (as) que fossem fieis, pondo fim à história do pecado. Aqueles que O viram ascender ao céu recebeu a missão de continuar a obra que Ele iniciara que seus discípulos dera continuidade com ajuda do Espírito Santo que continua auxiliando os discípulos e Apóstolos, capacitando-os no que fosse preciso. É o início do cristianismo que substituíra todas as formalidades religiosas judaicas e politeístas; recolocando em evidência o monoteísmo bíblico segundo pregara Abraão, o pai da fé. Então, com Jesus, iniciara a última etapa para concretizar o plano de salvação; e é claro, Satanás iria intensificar seu projeto de enganar a todos (as), aumentando a luta entre o bem e o mal com o objetivo de frustrar todos os planos de Deus para salvar quem Nele crer. A partir do assassinato de Estevão que pregava essa nova ordem religiosa, o filósofo Saulo (Paulo) se converteu e fora, de modo miraculoso, chamado para ser o pregador dessas boas novas entre os gentios; assim, com os discípulos e os Apóstolos, o evangelho propagou-se entre todos os povos, incomodando os imperadores romanos que decidiram pôr fim ao crescimento do cristianismo primitivo, perseguindo e matando quem se atrevesse continuar divulgando a nova religiosidade monoteísta cristã. Mas algo estranho acontecia; quanto mais cristãos morriam o número destes aumentava.
Como os imperadores romanos tinham status divino, eles esperavam que os cristãos também os reconhecessem como tal; como os cristãos não prestavam cultos às estatuas dos imperadores que estavam expostas nas praças, foram perseguidos e mortos. O primeiro imperador a se opor aos cristãos foi Claudio durante os anos (41-54 d. C.). Com ele os cristãos foram equiparados aos magos e feiticeiros; classificados como ignorantes por não possuir educação filosófica. Magia é a fé contra o racional, conhecimento popular contra o filosófico. Com essas comparações o Estado Romano buscou denegrir o cristianismo.
Ainda no ano 54, Nero determinou a perseguição e morte de todos os cristãos. Em 65, 10 dos 14 bairros de Roma foram queimados e o imperador Nero foi acusado pelo povo de ser o autor, mas ele lançou a culpa sobre os cristãos. Iniciara a primeira grande perseguição aos cristãos primitivos que durou três anos. Morreram, entre outros cristãos, os Apóstolos Pedro e Paulo. No ano 89, afirmou o historiador grego Dione Cássio, no livro 87 de sua História Romana, que o imperador Domiciano acusou os cristãos de ateus por não considerar a majestade imperial como divindade absoluta.

Marco Aurélio (161-180)

     Marco Aurélio, imperador e filósofo, por 19 anos governou Roma, mas 17 passaram envolvidos em guerras. Aurélio tinha grande desprezo pelos cristãos e os consideravam como loucos porque propunha à gente comum, ignorante, uma maneira de comportar-se em busca de uma fraternidade universal, fazia o bem pelos outros sem esperar recompensa. Atitude que só os filósofos podiam compreender e praticar ao final de longas meditações e disciplinas. Com medo que a nova religião pusesse em perigo a religião do Estado, proibiu a prática do cristianismo. As guerras entre os imperadores da época e a peste que atingia os romanos foram, segundo concluíram os intelectuais, porque os deuses estavam encolerizados contra Roma por causa das práticas cristãs. Essas acusações continuaram nos primeiros anos do imperador Cômodo, filho de Marco Aurélio. Sob o reinado de Marco Aurélio, a ofensiva dos intelectuais de Roma contra os cristãos atingiu o auge. Os cristãos foram considerados “à poeira humana”. Disseram mais: “É preciso eliminar os cristãos como transgressores da civilização humana”.
Após mais ou menos dois séculos de perseguição aos cristãos e não elimina-los. O Imperador Constantino, convicto que o Cristianismo não seria destruído com perseguições e morte dos cristãos, no concílio de Milão, no ano 313, acabou com as perseguições romanas reconhecendo os direitos dos cristãos. Porém, não fez do Cristianismo primitivo religião oficial do Estado. As perseguições enceram totalmente com o edito do dia 7 de março de 321. Constantino fora adepto do mitraísmo, adorava o deus sol no domingo. Ele declarou-se adepto do cristianismo para parar o desenvolvimento dos cristãos primitivos que adoravam o Deus bíblico no sábado.

     No ano 325, no primeiro concílio de Niceia, o domingo fora confirmado como dia de descanso também aos cristãos. E no concílio de Laodiceia, a guarda do sábado foi abolida definitivamente. Em 380, o imperador bizantino Teodósio I, através de uma lei denominada “édito de Tessalônica”, o Cristianismo tornou-se religião oficial do Império Romano ao unir à Antiguidade clássica às raízes judaico-cristãs do continente europeu. Em 391, os cultos pagãos foram proibidos, seus templos e escolas foram fechados. Em 395 o imperador Teodósio I dividiu definitivamente o império em duas partes: Império Romano do Ocidente, com capital em Roma; e Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla. De fato, as diferenças entre as igrejas causaram essa divisão; mas era só uma igreja cristã. O Papa era a autoridade máxima do continente europeu; mas havia mais duas autoridades chamadas de Patriarcas, uma sede (sé) ficava em Alexandria (Egito) e outra em Constantinopla (Turquia). Quando Alexandria foi anexada pelo Egito ao Império Muçulmano, deixou de ser importante, restando apenas Constantinopla (antiga Bizâncio), que depois veio ser Istambul. Com essas divisões administrativas, acreditava-se que fortaleceria o império. Mas não foi o que aconteceu, a crise aumentou na cidade forçando o povo ir para o campo plantar a fim de sobreviver, nascendo o feudalismo; com a invasão de outros povos conhecidos como Bárbaros, a crise aumentou e tentaram derrubar o poder romano. Em 476, com os hérulos seguidos pelos ostrogodos, o imperador Rômulo Augusto foi deposto, pondo fim ao Império Romano do Ocidente. Assim, chegara o fim da Antiguidade e dera início a Idade Média sob o comando do império do Oriente, integrando elementos romanos e germânicos. Estabelecia-se uma nova religiosidade para o poder. No lugar do desgastado título de Augusto, pelo qual o imperador era divinizado, governava-se agora em nome Jesus Cristo.
Assim, no século V, começou o período conhecido como Idade Média ou período das trevas. A autoridade maior do cristianismo medieval passara ser o Papa que se declarou representante de Deus na Terra, assumindo o controle político, filosófico e religioso; agora, dona de todo poder, em condições de alterar as leis dos dez mandamentos, de saúde e outras contidas na Bíblia jogando-as por terra, exaltando as tradições de Roma pagã que se tornara igreja Católica Apostólica Romana. A partir dos anos 800, houve várias tentativas para derrubar o absolutismo religioso causando a morte do papa e muitos padres. No ano 1054 aconteceu novo cisma dentro da igreja romana, dividindo o território mundial entre duas igrejas como era no início; renascia a antiga figura do Patriarca bíblico que passara ser título para a Igreja do Oriente e o Papa continuou sendo a maior autoridade para a igreja ocidental. Nesse cisma, os dois líderes católicos se excomungaram mutualmente.
     No dia 12/02/2018, em Cuba, o Papa Francisco e o Patriarca ortodoxo russo deram um passo importante para a reconciliação entre as igrejas divididas em 1054.