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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

ESCOLÁSTICA E O NASCIMENTO DAS UNIVERSIDADES OCIDENTAIS


     
     Escolástica é um movimento epistêmico responsável pelo nascimento de universidades em várias regiões do planeta. A Patrística (escola dos padres) estava fundamentada na fusão da filosofia de Platão e a dos maniqueístas que Santo Agostinho fundira com os escritos de Paulo compondo, assim, a teologia medieval; já, a Escolástica, nasceu fundamentada na filosofia científica de Aristóteles e outros pensadores gregos. No ano 800 d. C., os árabes, estudando Aristóteles e outros filósofos gregos possibilitou-lhes a criação de escolas superiores, as universidades para o mundo Islâmico do Oriente Médio. Entre os séculos XI e XIII com as cruzadas militares (guerra santa) de caráter parcialmente cristão, que partira da Europa Ocidental com objetivo de colocar a terra santa (Palestina e Jerusalém) que eram controladas pelos turcos muçulmanos, sob a soberania dos cristãos, foi a responsável pelo movimento de pessoas entre o Oriente Médio e o Ocidente europeu da época. Nesse contexto, através dos filósofos Avicena (980-1037) e Averroes (1126-1198), a filosofia de Aristóteles e outros pensadores gregos chegaram ao Ocidente europeu.   
Esse precioso legado chegou à Europa cristã por meio de um complexo intercâmbio cultural, que as Cruzadas favoreceram em vez de dificultar. Foi ele que revitalizou o pensamento europeu e, direta ou indiretamente, criou condições para a intensa fermentação intelectual e espiritual do século XIII, ei que brilharam as figuras de Francisco de Assis e São Boaventura, Robert Grosseteste e Roger Bacon, Alberto Magno, e Tomás de Aquino, Raimundo Lúlio e Mestre Eckhart. Quase quatrocentos anos depois, a revolução científica do século XVII, que deu à luz a ciência moderna, foi fruto tardio, e um tanto desvirtuado, dessa exuberante árvore do conhecimento. (ARANTES. O maior perigo do Islã: não conhecê-lo, p. 68)
     Conhecendo a filosofia de Aristóteles, Tomás de Aquino (1221-1247), fez com que a Escolástica se agigantasse diante da Patrística medieval platônica de Santo Agostinho. Das críticas de Tomás e outros, desencadeou o espírito renascentista humanista na Itália do século XIV; derrubando o domínio da igreja medieval pondo o fim a Idade Média no século XV; dando início à reforma Protestante do século XVI; possibilitando a Revolução científica do século XVII e o racionalismo iluminista do XVIII; tendo a França como a nação mais cética, aquela que procurou mobilizar a razão a fim de reformar a sociedade e o conhecimento herdado da cultura medieval, acabando com várias tendências através do conhecimento da natureza a fim de torná-la útil ao homem moderno e progressista, promovendo o intercâmbio intelectual, indo contra a intolerância da igreja e do Estado; onde, vários príncipes governistas tentaram impor as ideias dos filósofos iluministas Baruch Spinoza (1632-1704), John Locke (1632-1704), Pierre Bayle (1647-1706) e o matemático Isaac Newton (1643-1727) aos governos. O grande centro iluminista aconteceu na França que culminou com a edição da enciclopédia (1751- 1772) editada por Denis Diderot (1713-1784) com a contribuição de centenas de outros líderes filosóficos. A teoria da evolução do inglês Charles Darwin (1809- 1882) é a expressão máxima do ceticismo ou ateísmo que busca, ainda hoje, desqualificar o criacionismo bíblico.
O iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem. É-se culpado da própria tutelagem quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento, mas da falta de resolução e coragem para se fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem para fazer uso da tua própria razão! - esse é o lema do iluminismo. (KANT, Immanuel, 1724-1804)
Filosofia e os protestantes
     O espírito crítico filosófico ao medievalismo fez nascer o espírito protestante, foram os de dentro da própria igreja Católica Apostólica Romana, agora, conhecedores de outras ideias além das de Platão e Santo Agostinho que denunciaram os abusos que a igreja praticava em nome de Deus e do Estado. Da pena desses doutores escolásticos surgem as teologias protestantes que os príncipes europeus abraçaram para reformar os novos Estados ou nações que nasciam da queda do domínio da igreja medieval. O que devemos perceber é, que, essa nova postura filosófica protestante surgira dentro de um ideal religioso-político capitalista, contrário à exploração totalitária da igreja medieval que valorizava a pobreza dos plebeus como meio de alcançar o perdão e salvação da alma, logo, o que estava mudando era o modo de exploração, onde, cada indivíduo, fazendo uso de sua inteligência estava livre para explorar o outro em nome do acúmulo de capital particular, nesse embalo, algumas nações preferiram seguir o modelo medieval de exploração através do Estado, são as nações socialistas, que defendiam a utopia de um Estado comunista. Logo, o protestantismo que surgira não estava preocupado em enaltecer os escritos bíblicos que foram alterados ou desqualificados pela igreja medieval como meios de ser fiel a Deus, alcançando assim, a salvação prometida aos fiéis, pois, a única mudança que os protestantes fizeram em sua teologia referia-se à adoração de imagens de esculturas e a venda de indulgências ou perdão dos pecados e nada mais; os outros princípios bíblicos continuaram sendo transgredidos segundo as interpretações e orientações da igreja medieval.  
Filósofos fundadores do protestantismo tradicional
     João Calvino, Ulrich Zwingli, John Huss, Jerônimo de Praga, John Wycliffe, Guilherme Farel, Teodoro de Beza, John Knox, entre tantos outros, culminando com Martinho Lutero. Logo, o protestantismo primitivo ou tradicional fora fundado por filósofos conhecedores da patrística e da Escolástica, a bíblia, para eles, não era a regra de fé cristã, mas os princípios filosóficos fundamentados em algumas citações paulinas como fizera Santo Agostinho.
     Há milhares de denominações religiosas existentes atualmente; elas são derivadas das tradicionais, isso acontece quando membros mais espertos abandona a igreja criando  uma nova, como se fosse uma empresa onde se negocia com a boa fé do outro; isso, sem falar no movimento pentecostal que seguem a mesma lógica, não valorizar os escritos bíblicos, fazendo da fé e de Deus um grande negócio como fez e faz a igreja medieval.
    A religiosidade voltada às práticas de todos os ensinamentos bíblicos se deu com o deísta Guilherme Miller (1782-1849) que desafiara os escritos bíblicos como sendo revelação de Deus, pois, como deísta, não encontrara a paz e esperança além da morte; caso a bíblia fosse revelação divina suas desesperanças teriam fim; com esse intuito começara examinar a bíblia sistematicamente, tornando-se  o principal personagem contemporâneo que fez da bíblia o único livro como regra de fé que nos conduz à salvação por meio de Jesus Cristo. Foi este o homem que interpretara as profecias de Daniel que haviam sido seladas desde o século VI antes de Cristo e, que, seriam interpretadas e compreendidas no início do fim dos tempos. Juntamente com o mesmo espírito de Miller, Deus suscitou o espírito de profecia dado à jovem Ellen Gould Harmon/White (1827-1915) que aceitara o chamado divino de redirecionar os novos religiosos aos escritos bíblicos como um todo, sendo o norteador do comportamento cristão segundo a vontade divina, isto é, destituídos dos ideais políticos e filosóficos que até então dominara a religiosidade dos povos.    
      Desse contexto, em 1863 foi organizada a igreja Adventista do Sétimo Dia que adotara toda bíblia como orientadora de suas práticas religiosas e o Espírito de Profecia dado à Ellen G. White como revelação divina que ajudaria a nova igreja a se apegar aos escritos bíblicos como única regra de fé e prática enquanto se prega a proximidade da segunda vinda de Cristo para pôr fim à lógica do pecado que domina e destrói o que há de bom no ser humano, levando-o a se autodestruir através das práticas contrárias aos conselhos bíblicos e do Espírito de Profecia. No entanto, nem por isso, os adventistas estão isentos de cair nas mesmas estratégias do astuto inimigo de Cristo, Satanás, com sua arte de enganar, principalmente em nome do conhecimento filosófico-científico-religioso. Do meio dos adventistas já surgiram os fanáticos adventistas da reforma e os liberais adventistas da promessa.
      Através da Andrews University, a igreja Adventista do Sétimo Dia abriu suas portas à entrada dos ideais do racionalismo que sempre destruiu os ideais bíblicos através do conhecimento antropocêntrico. O método utilizado pela filosofia é o da dúvida, pois esta, uma vez posta na mente do indivíduo, a própria dúvida se encarrega de corromper qualquer princípio contrário aos ideais antropocêntricos. Logo, não é por acaso o declínio religioso no meio dos adventistas que preferem se assemelhar ao mundanismo que agir contrário, assim, novas divisões dentro da igreja não estão descartados, até porque, com a televisão, as divergências de ideias e comportamentos, chegam rapidamente a todos, é o caso da nova semente que contrata artistas que não têm nenhuma ligação com a fé adventista para fazer shows em seu templo para tornar-se popular, e do caixa de música que banaliza os princípios bíblicos da postura cristã aos se apresentar como cristãos que não fazem mais distinções entre trajes mundanos e cristãos; é claro que os adventistas tradicionais vão se levantar contra essa banalização da fé dos pioneiros. Será que a fé dos pioneiros era utópica ou são as novas condutas antropocêntricas que, através das universidades estão sendo utópicas? Mas nada disso é surpresa aos que conhecem a bíblia e o Espírito de Profecia que, deixa claro que tudo está acontecendo segundo está profetizado, onde, próximo aos últimos dias, o verdadeiro espírito dos que buscam a salvação se levantarão contra a banalização do sagrado, terminando a obra em alto clamor, enaltecendo as práticas bíblicas como única regra de fé sem as ilusões do racionalismo acadêmico que chegara à igreja que se tornara morna. À medida que abandonam o ideal dos pioneiros que tinham como única regra de fé os escritos bíblicos e conselhos do Espírito de Profecia, a modéstia cristã apresentada através dos trajes cristãos fora substituída pelos que se assemelham ao mundanismo; como se Deus dependesse desses subterfúgios para terminar sua obra e atrair pessoas à verdade eterna. Creio que, especialmente aqueles que vivem do evangelho, ao apresentar a mensagem falada ou cantada através dos meios de comunicação deve se vestir à altura de um representante de Cristo e não da moda mundana.


Filósofo Isaías Correia Ribas
             

             

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

"JUDAÍSMO, CRISTIANISMO E ISLAMISMO CAÍRAM NO NIILISMO"


     Essas três religiões têm a mesma origem, o patriarca Abraão. Como o Deus de Abraão, segundo a bíblia, é o criador e mantenedor de tudo, elas derivaram do monoteísmo (único Deus). Porém, o Deus reverenciado por Abraão e Sua palavra expressa através dos escritos bíblicos, não significam mais nada para nenhuma delas. 
A questão que precisa de resposta é: Qual o problema que estava acontecendo com a religiosidade da humanidade daqueles dias que Deus precisou eleger uma nação politicamente organizada para resolver o problema? O primeiro e o segundo mandamentos dos dez nos informa que era o politeísmo.
Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagens esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvaras diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidades dos pais nos filhos até a terceira e a quarta geração daqueles que me odeiam, e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos. (Êxodo, 20: 1-6)
Israel e Judá
     Os judeus descenderam de Isaque, filho de Abraão. Mas antes de chegar ao judaísmo, foram conhecidos como hebreus; depois, Deus, ao mudar o nome de Jacó, filho de Isaque, para Israel, os hebreus passaram a ser Israel, era o início de uma nação politicamente organizada segundo a ótica divina, teocêntrica. Após o reinado de Salomão, por causa da corrupção do rei e do povo, como consequência de seus pecados, Israel foi dividido em dois povos: reino de Israel composta por dez das doze tribos, governado pelo rei Jeroboão que fora um dos homens de confiança de Salomão, mas que fugira para o Egito quando Salomão tentou mata-lo. Após a morte de Salomão ele voltou e foi aclamado rei, tendo como sede real, a cidade de Samaria; e o reino de Judá, composta pelas duas tribos que sobraram teve como cidade real, Jerusalém, governada por Roboão filho de Salomão.  
O reino de Israel findou com a invasão do rei da Assíria, Salmanaser (730-720 a. C.), espalhando os israelitas entre outros povos, forçando-o a perder sua identidade, fazendo habitar nas terras do reino de Israel, segundo Flávio Josefo, os chutuenses. Assim, Israel, como povo organizado, deixou de existir. (Nota: o atual Israel fundado em 1948 é uma extensão dos ideais democráticos dos USA para a região do Oriente Médio)
     Por amor ao rei Davi, Deus poupou a tribo de Judá e consequentemente os judeus, pois, da linhagem de Davi nasceria Jesus Cristo, o Salvador. A morte de Cristo foi uma exigência da lei divina que diz aos humanos: “Se pecar, morrerá”. Logo, para remir o homem do estado de pecador, seria necessária a morte do Criador em demonstração de seu amor às criaturas. Então, a encarnação milagrosa de Cristo, embora incompreensível à mente finita, era necessária. Assim, quem organizou o planeta Terra criando as diferentes formas de vida e o homem como ser semelhante ao criador, segundo a Torá, teria que morrer para levá-lo de volta ao paraíso, o Éden. Porém, os judeus não aceitaram o Cristo que nascera de Maria, pois, segundo a interpretação deles, o verdadeiro Jesus teria que nascer para construir o templo de Jerusalém que estaria destruído por ocasião de seu Nascimento, como o templo existia para eles oferecer seus sacrifícios, Baseados nisso, O rejeitaram. Como o 2º templo foi destruído pelo General romano Tito no ano setenta depois de Cristo, eles continuam aguardando a vinda desse Messias que o reconstrua em três dias. Não entenderam os judeus a palavra do profeta Ageu, 2: 9, que disse que a glória do segundo templo que existia em seus dias seria maior que a do primeiro construído por Salomão, pois, o segundo, receberia o verdadeiro cordeiro que tira o pecado do mundo, Jesus Cristo que nascera milagrosamente e  meio misticamente de Maria, por isso, em comum acordo com os romanos, O mataram. Os atuais judeus não oferecem mais sacrifícios porque, segundo eles não há templo, onde, seus rituais se limitam às orações, ofertas voluntárias e o dízimo.
Matando o filho de Deus e Estevam no ano 34, toda tradição e esperança judaica caíram no niilismo, ou seja, no nada. 
Cristianismo
     O Cristianismo derivou de Cristo, todos os discípulos eram judeus, com exceção do Apóstolo Paulo, convertido ao cristianismo logo após a morte de Estevão, que tinha direito às duas nacionalidades romana e judaica. Com os Apóstolos Pedro e Paulo, o evangelho de Cristo chegou aos gentios, crescia tanto que Roma Pagã começou persegui-los e mata-los. No terceiro século, Constantino mudou de estratégia para parar o crescimento dos cristãos primitivos: converteu-se ao Cristianismo, agora, semelhante aos antigos filósofos que usaram o nome de Deus para destruir o judaísmo, usou nome de Cristo para destruir o cristianismo.
Quer destruir os ideais de um povo? Destrua ou altere seus livros. Foi isso que Constantino começou fazendo alterando a doutrina bíblica, em especial, os mandamentos de Deus. No século V, com a igreja Católica Apostólica Romana assumindo o controle total da igreja e do Estado, as doutrinas bíblicas foram negadas através das tradições e doutrinas católicas, fazendo do Cristianismo Primitivo monoteísta, um cristianismo politeísta enaltecendo a filosofia de Platão em detrimento dos escritos bíblicos, e assim o cristianismo também caiu no niilismo, no nada. Por isso denunciou Nietzsche (1844-1900) “cristianismo é platonismo – a mais niilista de todas as religiões”.
Islamismo
     O Islamismo descendeu do primeiro filho de Abraão, Ismael, que Abraão teve em comum acordo com sua esposa Sara e sua serva egípcia, Agar.
Embora se dizendo descendentes do profeta bíblico Abraão, por meio de seu filho Ismael, os árabes eram então predominantemente politeístas. Minorias judaicas e cristãs conviviam com uma população que cultuava os espíritos da natureza (djin). [...] Mais tarde, os místicos muçulmanos afirmariam que, seguindo a orientação divina, Abraão e Ismael edificaram a Caaba no ponto exato em que o Eixo do Mundo toca o plano terrestre. Nos vários planos celestiais, cortados por essa linha invisível, haveria santuários análogos, frequentados por anjos. E, acima de todos eles, o Trono de Deus. (ARANTES. O maior perigo do Islã: não conhecê-lo, p, 12)
O profeta do Islamismo é Muhammad, Maomé, Segundo ele, o Deus de Abraão foi Alá, porém, Alá é uma entre as 360 divindades postas em volta da Caaba, onde, para cada grau da circunferência que completa a volta que circunda o templo há um deus, sendo Alá o principal.
Allah era uma das divindades cultuadas no santuário. Seu nome, al-Ilah, é a forma árabe de El, o Deus de Abraão, mencionado no Antigo Testamento da bíblia. Mas os árabes atribuíam igual importância a Hubal, um deus de origem moabita, e às deusas al-Lat, al-Uzzah e Manat, conhecidas como as “três filhas de Deus”. Sede do grande templo de al-Lat, a cidade de Taif disputava com Meca a proeminência religiosa na Árabia. E o panteão árabe não se restringia aos 360 deuses do santuário. Cada casa tinha um deus particular. O número destes não parava de crescer, graças aos contatos comerciais e às relações matrimoniais com outros povos. (ARANTES. p, 13)
 Logo, o Islamismo, mesmo descendendo de Abraão através de Ismael, segundo a própria bíblia, eles se oporiam ao povo de Israel. Referindo-se a Ismael e sua descendência, diz a bíblia:
Ele será como um jumento selvagem entre os homens; a sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele; e habitará diante da face de seus irmãos. (Gênesis, 16: 12)
E abriu-lhe Deus os olhos, e ela viu um poço; e foi encher de água o odre e deu de beber ao menino. Deus estava com o menino, que cresceu e, morando no deserto, tornou-se flecheiro. Ele habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe uma mulher da terra do Egito. (Gênesis, 21: 19-21)
Então, tal como o judaísmo e o Cristianismo, o Islamismo também é uma religião niilista. Isto é, embora descendam do monoteísta Abraão, O Deus de Abraão nada significa para essas religiões, não indo além de meios para enganar o povo em nome de Deus, mas, de preferência, exaltando suas tradições politeístas.  
Ao contrário de Jesus, que mandou os discípulos oferecerem a outra face a quem lhes dava um tapa, Muhammad (Maomé) propagou sua fé com conquistas militares e tratados diplomáticos. (ARANTES. p, 28)
     Essas religiões se perpetuaram como “representantes de Deus na Terra” porque os líderes religiosos, através de suas ideologias, mantém o povo na ignorância generalizada. Onde, direitos ao conhecimento é apenas às elites. De igual modo, a população brasileira sempre foi vítima desses espertalhões que, em nome de Deus engana a todos. Atualmente, os políticos, fechados com essa maldita ideologia religiosa, por meio da “Progressão Continuada” (aprovação automática), continuam mantendo a grande massa populacional como escravos por meios da ignorância, legalizando-a através da educação pública. Esse projeto é do PSDB, onde, o governador Geraldo Alckmin (de descendência árabe), o secretário da educação Herman (descendência alemã) e sua equipe de falácias pedagógicas, querem que nós professores acreditemos nesse projeto falacioso, dizendo que não dá certo por incompetências dos professores. Achando que somos idiotas alienados. Essa ideologia (Progressão continuada) tem o poder de anular o interesse dos jovens estudantes como as ações dos professores que querem passar-lhes o conhecimento necessário há terem perspectiva de vida, não ficando à mercê do aliciamento dos criminosos narcotraficantes e, segundo Marx, do ópio religioso que as religiões oferecem ao povo. 
   
Filósofo Isaías Correia Ribas

Referências Bibliográficas:
Arantes, José Tadeu. O maior perigo do Islã: não conhecê-lo. São Paulo: Ed. Terceiro Nome, 2008.
BÍBLIA.  
  


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O MAIOR PROBLEMA PARA OS FILÓSOFOS É O "SER"



1º período filosófico e seus objetivos (VI-IV a.C.)
     A filosofia como qualquer outro seguimento do conhecimento tem objetivos para impor à sociedade. Os primeiros filósofos surgiram no século VI a. C. com o objetivo de fundamentar o conhecimento antropocêntrico, isto é, centralizado no homem, pois, até então, o conhecimento estava fundamentado no Deus dos judeus e nos deuses gregos. A literatura judaica era a bíblia que estava sendo escrita e a dos gregos os mitos. A filosofia do 1º período é conhecida por dois nomes: da natureza (Physis) ou Pré-Socrática; eles queriam encontrar algum elemento natural que fosse a origem da vida e, se possível, do cosmos. Na busca desse desafio levantaram algumas hipóteses; por exemplo: Tales de Mileto defendeu a hipótese de que a vida surgira da água ou umidade, Anaximandro do ar. Anaxímenes do a peiron, força ilimitada, Pitágoras, que tudo é número, equações, uma força denominada mônadas , Heráclito do fogo, pois, à sua ação tudo se transforma, entre outras. Porém, nenhuma hipótese foi conclusiva, afirmando ou negando. Por isso ainda hoje há essa busca da origem da vida e do universo pelos cientistas. As únicas conclusões das observações dos Pré-Socráticos foram: tudo é movimento, no caso dos seres vivos é: nascer, viver e morrer; e no cosmos tudo também é movimento, isto é, todos os astros siderais têm sua órbita.
2º período e seus objetivos (IV a.C.)
     Devido às frustrações dos primeiros filósofos, os pensadores clássicos Sócrates, Platão e Aristóteles não se preocuparam mais com a natureza, essa ficou a cargo dos cientistas que surgiram logo após as frustrações filosóficas. Os clássicos dirigiram suas pesquisas e objetivos focando outros problemas na sociedade, porém, o objetivo primeiro, de ser o fundamento do conhecimento antropocêntrico em detrimento do Deus dos judeus continuou, mas, de modo mais implícito que explicito. Isto é, iriam eliminar o Deus dos judeus usando o nome de Deus, só, que, em vez de dizer Deus, a palavra utilizada seria o Ser, uma referência ao grande Eu Sou, o Deus dos judeus. Além desse objetivo, eles pensaram a política, principalmente a democrática, a educação para os jovens e voltaram a valorizar a mitologia grega. Quando Sócrates elegeu um Deus denominando-o “Inteligência Superior”, e Platão o “demiurgo”, o deus manipulador, não o criador através do logos e Aristóteles O “Motor Imóvel” causador de todas as causas sem ser causado; eles estavam elegendo deuses para fechar uma lógica, pois, os filósofos da natureza haviam falhados em encontrar algo natural que eliminasse o Deus dos judeus como  criador e mantenedor de tudo que há, nada mais inteligente que admitir politicamente a existência de Deus. Ainda hoje, o maior problema para a filosofia se declarar o fundamento do conhecimento, é o “Ser”, pois este é anterior ao conhecimento antropocêntrico.
3º Período (III a.C. a  V d.C.)
     Com a morte de Aristóteles (322 a, C,) iniciou o período Helenístico, se estendendo até 525 d. C., quando Justiniano, imperador do império oriental fechou as escolas pagãs de filosofia. O período helenístico é marcado pelo desenvolvimento de escolas vinculadas a determinadas tradições, destacando a Academia de Platão, a escola aristotélica, a espicurista, a cética, a estoica, e o pitagorismo. Nessa época houve uma tendência predominante ao ecletismo e muitos filósofos sofreram a influência de diferentes escolas. O principal centro cultural do helenismo foi Alexandria no Egito.
     Perseguindo o ideal de eliminar o Deus dos judeus do consciente humano, Filon, filósofo grego de origem judaica e cognominado “o Platão judeu”, foi o primeiro a se aventurar a dizer que o livro sagrado dos judeus, a bíblia, era um livro de contos míticos, semelhante à mitologia grega. Filon viveu na Alexandria no século I da era cristã e foi um dos principais representantes daquela escola. Como filósofo, procurou harmonizar os escritos bíblicos às filosofias de Platão e Aristóteles. Foi o inspirador do neoplatonismo, da literatura cristã e da Patrística (escola dos padres). Deus para ele, como para Aristóteles era um ser imóvel.
     Santo Agostinho (354-430) nasceu em Tagaste, África, chegando a ser Bispo de Hipona. Gradou-se em retórica após estudar em Cartago, Roma e Milão, por muitos anos foi professor de retórica. No século três, Constantino, imperador pagão, se converteu ao cristianismo, era o paganismo mantando estratégias para conter o avanço das influências judaico-cristãs na política romana. O pai de Agostinho era ateu e sua mãe cristã, aos dezenove anos tornou-se seguidor do maniqueísmo, filosofia que defende a tese de que o universo é mantido por duas forças opostas, o bem e o mal. Devido às influências da mãe, resolveu estudar a bíblia, mas não a entendeu por causa da simplicidade de seu estilo de escritura que apresentava um deus antropomorfo, isto é, que tinha sentimentos semelhantes aos dos humanos. Por isso abandonou-a voltando ao maniqueísmo. Depois, em contato com Santo Ambrósio que lhe ensinou como entender a bíblia passou a compreendê-la convertendo-se ao cristianismo, chegando a ser eleito Bispo de Hipona.  Como filósofo cristão conhecedor da filosofia de Platão, dos maniqueístas e dos escritos de Paulo, suas ideias filosóficas e cristãs compôs a filosofia para a Idade Média.
     A Idade média começou no século V, se estendendo até o XV. A religião e a política desta época estavam em poder da igreja Católica Romana. Senhora de todo o poder, por isso ficou fácil para os escritos bíblicos dos judeus sofrer alterações, era a oportunidade que os filósofos tanto buscavam, em nome da religião, enfraquecer a religiosidade dos judeus. E assim, O dia santo dos judeus, o sábado, foi mudado para o domingo, o final de um dia e começo do outro passou do pôr do sol para a meia noite, a crença na existência e imortalidade da alma segundo a filosofia de Platão, passou a ser doutrina do cristianismo medieval, as carnes classificadas como imundas pela bíblia, perderam essa classificação, as imagens de esculturas representando o politeísmo voltou para dentro das igrejas, dignas de admiração e culto e o Papa se elegeu representante de Deus na Terra com poder para perdoar pecados, entre outras mudanças. Para a filosofia esta foi a maior de suas vitórias, era filosofia em nome da religião negando a fé na Divindade bíblica o Deus dos judeus e cristãos.

Filósofo Isaías Correia Ribas  

  

terça-feira, 15 de setembro de 2015

"PROGRESSÃO CONTINUADA" - O MAL INFILTRADO NAS ESCOLAS PÚBLICAS


     A ignorância generalizada nunca foi um projeto do bem, ou seja, de Deus. Logo, como o mal, segundo os maniqueístas e a filosofia medieval, é ausência do bem, a ignorância generalizada, segundo o pensamento bíblico, é um projeto de oposição ao divino, ou seja, do Diabo. Pois, através da ignorância não há como ter desenvolvimento pessoal, de comunidades e muito menos de uma nação, sem falar que, o atual crescimento da criminalidade se dá devido à falta de conhecimento da grande massa urbana, principalmente de jovens que, sem perspectiva de vencer na vida de maneira digna, são facilmente recrutados por aqueles que fazem do mal, ou seja, da corrupção generalizada seu meio de vida.
O projeto de educação fundamentada no paradigma “Progressão Continuada” (aprovação automática), é do PSDB; aplicado nas escolas públicas pelas secretarias da educação estadual e municipal de seus governos. E, caso eles cheguem novamente ao poder federal, será aplicado em todo país, Brasil.
Em 1998, o Conselho Estadual de Educação (CEE, deliberação nº 09/97) institui no sistema educacional de ensino do Estado de São Paulo o regime de progressão continuada, no Ensino Fundamental, com duração de oito anos, na forma de ciclos – ciclo I (1ª a 4ª série) ciclo II (5ª a 8ª série) – para o Ensino Fundamental, regular ou supletivo. Esse novo regime de progressão continuada previa a avaliação do processo de ensino e aprendizagem, o qual deveria ser objeto de recuperação contínua e paralela, a partir de resultados periódicos parciais e, se necessário, ao final de cada período letivo; bem como uma nova forma de organização escolar e, consequentemente, outra concepção de avaliação. Se antes se aprovava ou se reprovava ao final de cada série, com a progressão continuada se esperava que a escola contratasse diferentes formas de ensinar, que assegurassem a aprendizagem dos alunos ao longo do processo e não ao final de cada período letivo.
Talvez os pais não saibam, mas este projeto não consegue ir além de aprovação automática, onde, os alunos em poucos dias de ingresso às escolas, ficam sabendo pela comunidade que não é preciso estudar para passar para a próxima série, começa ai a impossibilidade dos professores conseguir ensinar alguma coisa aos atuais estudantes da rede pública. Então, penso eu, o governo alcançou seu objetivo de manter a ignorância generalizada através da própria educação, pois, com esse paradigma conseguiu anular tanto o interesse dos alunos com o ideal dos professores; logo, este é um projeto do mal, algo bem feito para anular toda uma nação do conhecimento através do próprio meio de se obter conhecimento formal.
O projeto da ONU e ECA, formulado na Tailândia é de boa formação escolar para todos, não uma patifaria desta que eles dizem se inspirar no projeto das Organizações das Nações Unidas para todos os países em desenvolvimento.
Para piorar, em 2016 algumas escolas paulistas serão piloto, onde, os alunos poderão compor seu currículo para o Ensino Médio, isto significa que o aluno e seus pais serão os responsáveis pelo fracasso, não o Estado.
Sem falar que os professores do estado de São Paulo não terão mais o direito de fazer mestrado ou doutorado para subir na carreira profissional, quem quiser fazer carreira dentro do sistema terá que se contentar com a formação continuada oferecida pela gestão escolar, isto significa que o governo quer sucatear o ensino e os professores.
Diante disso eu me pergunto: O que é pior, os políticos saqueando o Estado através das estatais, Petrobras, Ferrovias entre outras, ou sacaneando os brasileiros através da má educação que mantém todos dentro da lógica da escravidão do Brasil Colônia?
Nietzsche, apesar de ser contra toda moral judaico-cristã, tem um projeto de educação, que, a meu ver, é infalível para o desenvolvimento de uma nação:
O mais desejável continua sendo, em todas as circunstâncias, uma rígida disciplina na época certa, ou seja, ainda numa idade em que desperte orgulho ver que muito é exigido de si mesmo. Pois isso diferencia de qualquer outra escola da dureza como boa: que muito é exigido; que é exigido com rigor; que o bom, que até o excepcional é exigido como natural; que o louvor é raro, que não há indulgência; que a punição se impõe certeira, objetiva, sem exceção para talento e origem. Uma escola assim é necessária em todos os sentidos: isso vale tanto para o mais corpóreo quanto para o mais espiritual: funesto seria querer separar aqui! (Nietzsche, 202a, p. 151-152, § 14 [161]).
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
SOUSA, Mauro Araujo de. Nietzsche Asceta, p. 190: Ijuí, RS. Ed. Unijuí, 2009.


Filósofo Isaías Correia Ribas

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

NIETZSCHE E A VERDADE



     Nietzsche era filho de pastor luterano, até os quinze anos queria ser, como o pai, pastor. Após graduar-se em filologia e teologia, pelo contrário, tornou-se o filósofo crítico mais mordaz de toda genealogia da moral aristocrática ou dos nobres que se definiam como ‘bons’, opondo-se aos comuns, os plebeus e os pobres, seus explorados, como ‘ruins’. Porém, o prometido Messias através do povo de Israel, Jesus Cristo, quebrou a histórica lógica construída pelos aristocráticos, a elite da antiguidade. 
Mas que quer ainda você com ideais mais nobres! Sujeitemo-nos aos fatos: o povo venceu – ou ‘os escravos’, ou ‘a plebe’, ou ‘o rebanho’, ou como quiser chama-lo – se isto aconteceu graças aos judeus, muito bem! Jamais um povo teve missão maior na história universal. ‘Os senhores’ foram abolidos, a moral do homem comum venceu. (NIETZSCHE) (MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de Ética De Platão A Foucault, p. 110)
Todos veem Nietzsche como o cético destruidor de toda arquitetura conceitual antropocêntrica arquitetada ao longo da antiga história ocidental. Porém, Nietzsche nunca abandonou o ideal metafísico protestante-judaico-cristão da família. Ele faz duas leituras de mundo para compor sua filosofia do martelo contra a moral judaico-cristã, à filosofia, à ciência, à política e em especial ao cristianismo católico protestante. Porém, os acomodados céticos, seus seguidores, mesmo desprezados por ele, põem em evidência apenas seu ceticismo à moral judaico cristã, mas, para Nietzsche, toda arquitetura antropocêntrica foi arquitetada para enganar, meios de controlar a todos pelo falso conhecimento ou mentira. Nietzsche quando diz que não quer seguidores fala acertadamente, pois, sabia que poucos o entenderiam na íntegra, pois, disfarçado de filósofo da desconstrução é um dos mais profundos teólogos contemporâneo. É um tipo de Balaão, profeta politeísta que fora chamado por Balaque para amaldiçoar o povo de Israel, mas na hora abençoava.
Primeira leitura de mundo de Nietzsche
Ele lê o mundo a partir do pecado, onde, o homem da antiguidade, segundo Pitágoras, passou a “ser a medida de todas as coisas”. Ou ainda, segundo imperativo categórico de Kant ao homem moderno: ‘Age como sua ação, através de tua vontade, seja uma lei universal. Assim, como somos pecadores e agimos segundo nossa vontade em detrimento da moral bíblica ou divina; quem reina em nossa vontade é o espírito do mal, da mentira, ou seja, o príncipe das trevas, o mestre do engano, Satanás. Mesmo Deus, por diversas maneiras, procurando ao longo da história fazer-se presente entre os homens, por preferirmos atender nossa vontade pecaminosa, pelo princípio de liberdade divina, os seres criados estão livres para através do uso da inteligência criar morais segundo a ótica de sua vontade, assim, por meio da linguagem, escolhendo bem as palavras, os aristocratas definiram que suas ações são boas e as do povo pobre, ruim. Quem seria capaz dessa proeza senão os nobres que sempre se sentiram além do bem e do mal? Logo, segundo a lei do pecado, Deus, Sua justiça e verdade ficariam em segundo plano, e o homem preferiria a mentira, a injustiça e o engano à verdade. Logo, a verdade preferida pelo pecador é a vontade do engano, a incerteza, a insciência e a mentira, assim, como a verdade, a justiça e a sabedoria poderiam nascer da vontade de enganar? Por isso Nietzsche indaga:
Certo, queremos a verdade: mas por que não, de preferência, a inverdade? Ou a incerteza? Ou mesmo a insciência? – O problema do valor da verdade apresentou-se à nossa frente – ou fomos nós a nos apresentar diante dele? Como poderia algo nascer de seu oposto? Por exemplo, a verdade do erro? Ou a vontade de verdade da vontade de engano? Ou a ação desinteressada do egoísmo? Ou a pura e radiante contemplação do sábio da concupiscência? Semelhante gênese é impossível; quem com ela sonha é um tolo, ou algo pior. (Ibid. p. 102)
A humanidade do século XXI está em crise, diversas crises naturais, psicológicas, políticas, religiosas, preconceituosas entre tantas outras. Por que chegamos a esse ponto se houve tantos desenvolvimentos tecnológicos e epistemológicos? Será que não está na hora de reavaliarmos as máximas de Pitágoras e Kant? É o homem, realmente a medida de todas as coisas? Deve nossas ações egoístas ser o princípio de legislações universais?
O bom e o ruim no Brasil
Em 1.500 a aristocracia europeia, na busca de terras para impor sua visão de bondade, por acaso, descobriram novas terras ricas em pau-brasil, surgindo posteriormente o Estado brasileiro. De início, a bondade europeia tentou escravizar os índios habitantes nessas terras, como não foi fácil procurou exterminá-los matando-os. Como sua bondade queria fazer destas “terras em que se plantando tudo dá”, região exportadora de riquezas para a Europa, compraram africanos para escraviza-los, fazendo os bondosos cada vez mais ricos, enquanto os africanos morriam de tanto trabalhar para os conscientes e bondosos europeus engordar suas contas bancárias na Europa. Isto aconteceu com a invasão dos espanhóis na América do Sul e Central e com os ingleses protestantes que invadiram a América do Norte entre outras invasões europeias pelo mundo. Mas, no Brasil, em janeiro de 2003, o povo escravizado, com o sindicalista Lula chegando à presidência da República, quebrou-se a lógica da bondade europeia instituída no Brasil! É onde começa a força dos fracos pobres minar o império escravocrata estrangeiro imposto aos brasileiros que só entendia que trabalho são apenas ocupações braçais. Os pobres não tinham direitos a estudar para não poder pensar e executar trabalhos intelectuais. Com um sindicalista na presidência, mais universidades federais foram construídas e abertas aos pobres, somando-se às federais, bolsas de estudos foram pagas via PROUNI a quem conseguisse boa pontuação no novo modelo de vestibular ENEM, foi quando tive o privilégio de terminar o que sempre busquei desde jovem, o conhecimento. Mas os aristocratas não estão passivamente vendo o Brasil ser território para os brasileiros. A postura dos aristocráticos políticos do PSDB, alas do PMDB e os nanicos partidos sanguessugas de plantão, querem o fim da democracia brasileira, que através do PT, em consonância com os ideais democráticos desenvolvidos pelas investigações da Lava Jato, estão passando o Brasil a limpo, mas isto não é bom para os bondosos escravocratas que querem a qualquer custo o poder federal para impedir que os pobres continuem tendo direitos além do dever de escravos ou idiotas.
Nietzsche vai concluir sua analogia da moral e da verdade como fez Balaão que teria que amaldiçoar o povo de Israel e Seu Deus:
Segunda visão de mundo
As coisas de valor mais elevado devem ter uma origem que seja outra, própria – não podem derivar desse fugaz, enganador, sedutor, mesquinho mundo, desse turbilhão de insânia e cobiça! Devem vir do seio do ser, do intransitório, do deus oculto, da ‘coisa em si’ – nisso e em nada mais, deve estar sua causa! (Ibid. p. 103)

Por essas contradições, Nietzsche não queria seguidores, pois ele estava a fim de confundir ou zombar de todos, crentes e céticos. O filósofo era traumatizado pelas frustrações religiosas da família que aguardara a segunda vinda de Cristo para 1844 segundo pregara o batista Guilherme Miller, por isso esse fugaz espírito de se levantar contra tudo e todos meio as tontas, caindo em constantes contradições, negando e exaltando a religiosidade judaico-cristã.
Filósofo Isaías Correia Ribas

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de Ética De Platão a Foucault. Ed. ZAHAR. RJ, 2007



domingo, 9 de agosto de 2015

FILOSOFIA É ESPIRITISMO ACADÊMICO - CRÍTICOS NA ÓTICA DA CRÍTICA

Teoria do conhecimento
     A filosofia é a fundadora do conhecimento antropocêntrico. Este objetivo se deu com os filósofos da natureza que decidiram não aceitar mais o Deus bíblico como sendo o centro do conhecimento. Logo, toda teoria do conhecimento, tem, entre outros objetivos, negar a existência literal do Deus bíblico, finalmente, se possível for, eliminá-Lo do consciente humano.
     Antes da filosofia o conhecimento se dava entre a palavra e o objeto referido, era objetivo. No início da filosofia humana e política, com Heráclito e Parmênides, algumas palavras obtiveram o status de conceito, assim, foi possível ir além dos objetos concretos, possibilitando, inclusive, apreender conceitos mentais e os vazios de significado literal, tornando possível a psicologia e a ontologia. Logo, a criação do conceito possibilitou ampliar o movimento epistemológico. Pois, além de conhecer os objetos concretos, tornou-se possível refletir e conhecer o conteúdo pensado e negar o que está além do pensamento, o metafísico, ou Deus, conceito vazio de significado literal.    
      A ciência derivou dos questionamentos filosóficos, tornando-se uma ferramenta para chegar-se à verdade ou negá-la. Para se conhecer os objetos concretos, mentais e metafísicos três passos são necessários: “a priori, empírico e a posteriori”.
A priori
     A priori, de modo simples, significa antes da experiência, mas, em se tratando do conhecimento, referem-se àquelas criações oriundas da razão pura, às criações mentais, tais como a aritmética, a álgebra, a geometria e alguns sistemas filosóficos. Não gostamos das ciências exatas justamente por isto, para apreendê-las a que se pensar como pensou o criador desta ciência; no caso da filosofia, a que se conhecer muito para apreender o que pretende e qual é o objetivo final ao se criar um sistema filosófico. É uma espécie de entrar na mente da pessoa, e isto é um exercício mental cansativo, por isso, poucos são os que gostam e se identificam “naturalmente” com as ciências exatas e filosóficas.       
Empirismo
      De modo simples, empirismo é o caminho de se chagar a verdade, ou, simplesmente, negá-la. O empirismo se dá por dois caminhos, o sensível e o científico. O sensível é o mais simples porque utilizamos os sentidos, ou seja, nosso próprio corpo para conferir o que foi afirmado. (se digo que esta parede é branca, basta olhar para conferir, se afirmo que esta fruta é azeda, basta experimentá-la para comprovar, enfim, tudo que depende apenas dos sentidos pode-se afirmar ou negar de imediato). O empirismo científico é mais complexo, somente os sentidos não dá conta, por isso, a invenção de uma simples luneta foi o suficiente para derrubar conclusões falaciosas sobre nosso sistema solar; com o microscópio foi possível conhecer o universo dos micro-organismos, tornando possível a fabricação de vacinas e outros remédios para combater doenças que assolam milhares de pessoas. Muitos são os aparelhos inventados para auxiliar o homem na busca e ampliação do conhecimento e para aferi-lo, confirmando ou negando opiniões e teses hipotéticas.
A posteriori
     A posteriori significa após a experiência. Nesta última fase decreta-se o que é conhecimento cientificamente comprovado. Logo, opiniões e hipóteses não confirmadas empiricamente não são conhecimentos cientificamente comprovados.
Continuando, analisarei três teorias do conhecimento, de Platão, de David Hume e a do próprio conceito geral de conceito para mostrar como a filosofia quer, em nome do conhecimento, negar a existência de Deus e, se possível, eliminá-Lo da mente humana.          
Platão
     Este é foi um dos maiores filósofos que já surgiu no Ocidente, ainda hoje, crentes e descrentes seguem sua filosofia sem nunca ter ouvido seu nome, outros, sequer, lido um só de seus pensamentos. O conceito principal de sua filosofia é a alma e a teoria filosófica é a do mundo das ideias. Platão tem uma teoria do conhecimento, porém, não está limitada a este mundo, ainda está conectada à metafísica, isto é, dependente de uma alma que migra, após a morte, a diferentes corpos. Platão através do conceito alma, não quer negar Deus, e sim a pessoa como sendo o resultado da manipulação do barro mais o sopro divino, melhor, a pessoa como sendo criatura de Deus. Para isto ele teve que dividir a pessoa em corpo mortal e alma imortal. Com sua teoria do conhecimento o relato bíblico foi posto em dúvida, levando as pessoas a ter como verdade o conhecimento antropocêntrico. Pois, segundo Platão, a verdade é o que está na mente, não na realidade aparente deste mundo, onde tudo é movimento, ilusório e passageiro. Segundo sua teoria do conhecimento o conhecer se dá através da alma que reencarna e relembra o que vira no mundo das ideias, onde tudo são perfeitos e eternos, fazendo a pessoa em desenvolvimento conhecer através da lembrança (reminiscência). Esta teoria do conhecimento elaborada por Platão não é mais aceita pela academia, pois, é contrária à realidade educacional que precisa de escolas e universidades para concretizar o aprendizado, ou o conhecimento. Logo, a alma, como meio de educação formal não condiz com a realidade educacional, restando à filosofia de Platão, a dialética e a religião. Na Idade Média, através de Santo Agostinho, a filosofia do mundo das ideias de Platão alcançou o status de teologia, sendo posta no cristianismo como doutrina cristã, fundamento de todas as formas de cultos espiritualistas onde se cultuam a imortalidade da alma. Sob a batuta desta doutrina, com aspectos diferentes, incluem católicos, espíritas e protestantes. Logo, os religiosos correm o risco de seguir a filosofia de Platão e não a doutrina de Cristo. Por isso, para Nietzsche, “cristianismo é platonismo”.  
David Hume
     Hume é um exemplo clássico de quem elaborou uma teoria do conhecimento capaz de conduzir quem crê na existência de Deus, mas queira conhecer os fundamentos do antropocentrismo, caia no conceito vazio de qualquer significado literal. Pois, sua teoria do conhecimento é mais uma que tem o objetivo de anular Deus do consciente humano, conduzindo a humanidade ao ceticismo.
Para Hume o conhecimento não se dá através do hábito, costume ou entre causa e efeito, isto são crenças, algo muito diferente dos “processos intelectuais de inferência lógica”. Sua teoria do conhecimento se dá pelas impressões e destas, pelo processo empírico, surgem ideias que vão concluir o que é conhecimento a posteriori. Assim, “as percepções mais vivas são as impressões e as menos fortes são os pensamentos ou ideias”. Segundo a teoria do conhecimento de Hume, ao vermos a coisa ou objeto, a mente é impactada, neste primeiro impacto nada se conhece, pois são apenas feixes de luzes que impactam a mente. Após o impacto, caso o impactado tenha curiosidade de conhecer a que dar o passo seguinte, experimentar. Após a experiência nascem os pensamentos ou ideias conclusivas sobre o que pretendera conhecer. Adão, ao ver um lago com peixes, se ele não mergulhasse, jamais saberia dizer que a mesma água que mantém vivo aqueles peixes o mataria caso ele tentasse imitá-los. Logo, para Hume, o conhecimento antropocêntrico de seus dias só era possível por este caminho. Atualmente, além de saber que a água sufoca os animais terrestres, através de análises com instrumentos mais precisos, pode se conhecer os sais e outros micro-organismos contidos na água.
     Agora, aplique a teoria do conhecimento de Hume para conhecer Deus. Sentiu? Deus é um conceito vazio, quando muito, um pensamento ou ideia de Deus elaborado apenas para fechar alguma lógica de interesse religioso. É vazio porque não há como obter impressões, muito menos como experimentá-lo, para, através do desenvolvimento de pensamentos ou ideias para concluir algo sobre a existência literal de Deus. Logo, toda descrição sobre Deus não vai além de imaginações, deduz Hume. Portando, Deus, segundo sua teoria do conhecimento, não existe, Sua existência se limita a fé. É baseado neste empirismo acadêmico que a filosofia cria uma sociedade cética, uma elite que desafia a existência de Deus através de seu jeito contemporâneo de ser cristão, onde, restou às instituições religiosas o mercado da fé, onde se vende o medo da morte e a esperança na vida pós-morte, a vida eterna. Por isso o crescente número de instituições religiosas e igrejas particulares nos dias atuais sem nenhuma preocupação com o modo de ser cristão explícito e implícito na bíblia. Pois, são apenas mercado e nada mais. Por isso, é difícil alguém passar por uma universidade pública ou religiosa e continuar crendo em um Deus que salva, logo, não é por acaso a invasão do mundanismo no seio das igrejas protestantes, até mesmo daqueles que até poucos anos atrás se diziam pautarem seu comportamento segundo as instruções bíblicas, sendo um povo diferenciado por não seguir os costumes do mundo cético.  
     E aí, você continua duvidando que a filosofia forma mestres e doutores, para, em nome de Deus direcionar as pessoas através da fé a negar os princípios bíblicos, seguindo a moda mundana? Por isso, entendo que a filosofia é a forma mais avançada de espiritismo, pois, em nome do conhecimento, através das faculdades e universidades, leva muitos a negarem a Deus através de seu comportamento anticristão.
     O Apóstolo Paulo fala de uma fé racional, onde, todos os dias, o cristão deve apresentar o seu culto racional. Paulo era um apóstolo que conhecia filosofia, por isso ele apresenta esta teologia que nem mesmo seus companheiros de missão conseguia entendê-lo por dizer coisas difíceis. Mas o que Paulo está dizendo é: A verdadeira fé começa quando a razão não consegue explicar a existência e origem de Deus, mas crê no testemunho daqueles que O viram e através de modos diversos receberam mensagens divinas para orientar os que creem. Nossa mente não é impactada pelo Ser Deus porque Ele fez-se presente a poucos, logo, a fé genuína baseia-se no testemunho destes poucos, portanto, Deus não é um conceito vazio. E os cristãos que não zelam pelo seu jeito de se apresentar como cristão, negão a existência de Deus através de sua postura não condizente com as instruções bíblicas. Logo, quem não compreende todas as artimanhas de Satanás dificilmente apresentará um culto racional. Talvez você esteja perguntando, então todo cristão têm que entender de filosofia? Não, somente aqueles que duvidam e a espalha, pois, assim, poderão perceber que negam ou representam a Cristo conscientemente. Não duvides, pois, o que mais existe são líderes religiosos que quer viver bem neste mundo explorando profissionalmente a fé alheia sem crer em uma só palavra da bíblia, mas, hipocritamente, faz uso da palavra de Deus para enganar aquele que está, através da fé, buscando uma saída para seus dilemas espirituais.
Conceito de conceito
     Para a filosofia contemporânea, a teoria do conhecimento acadêmico alcançou a popularidade, não com algumas palavras, mas todas as palavras alcançaram o status de conceito. O conceito abarca o gênero todo. O conceito de livro refere-se a todos os livros existentes, logo, quando quero me referir a um livro específico eu o isolo do todo. E assim acontece com todas as coisas. O sapato que você está usando é um calçado e um conceito.  O seu carro é um automóvel e um conceito. A sua calça é uma peça de roupa e um conceito. O seu vestido é uma peça de roupa feminina e um conceito. O seu animal de estimação contém vida e é um conceito de ser vivo. O que você come para manter-se vivo é alimento e um conceito. E o que você bebe para matar a sede é água e um conceito. A sua religião é uma instituição e um conceito. E o que você adora e serve por meio da religião é Deus, ou um conceito? Percebeu quando falou em Deus você caiu no vazio, pois não há nada que te leve a admitir a existência literal de Deus a não ser a fé? Mas a pessoa de fé, para a filosofia, não passa de um idiota. Não sei precisar quantas vezes ouvi isto de alguns professores de filosofia na minha graduação, mas foi muitas vezes, especialmente nas aulas de pesquisas acadêmicas. Diante desta indagação sobre Deus, entra a filosofia questionando: Se Ele existe, como Ele te impacta como ser real? Você o vê, se não, você crê apenas em um conceito de Deus, em uma palavra que inventaram para fechar uma lógica, em especial, a criacionista; por isso Ele precisa ser eliminada do consciente humano. Mas, como sempre, a bíblia continua sendo uma pedra no meio do caminho das teorias do conhecimento filosófico. 
Logo, ser cristão consciente é para poucos, ser filósofo cristão é ser um tipo de Apóstolo Paulo que exalta, em qualquer circunstância, os ensinamentos bíblicos, vivendo para Cristo e seu evangelho sem nenhuma intenção de ser pesado à comunidade cristã, muito menos de construir um império institucional ou particular explorando a fé alheia, enganando as pessoas de boa fé. “Todos os que com Deus não ajunta espalha”. Logo, a filosofia, em nome do conhecimento, sempre foi e será a mais perfeita forma de espiritismo existente, pois, em nome do conhecimento, consegue enganar a maioria composta de, “cristãos” e ateus.

Este texto é parte do livro que lançarei no final do ano.    


Filósofo Isaías Correia Ribas. 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

A BÍBLIA E AS DENOMINAÇÕES RELIGIOSAS




E concederei às minhas duas testemunhas que, vestidas de saco, profetizem por mil duzentos e sessenta anos. Apocalipse, 11:3

     Isto é, embora os princípios divinos explícitos na bíblia fossem alterados e adulterados pela política medieval, a bíblia continuaria profetizando vestida de saco durante o referido período: 538-1798, determinando o início do fim. Esta profecia cumpriu-se através da união da Igreja cristã com a política de Roma Pagã, definindo o ideal da política medieval e da modernidade protestante que, embora protestasse, continuou transgredindo os princípios bíblicos segundo determinação do catolicismo medieval. Os grandes filósofos desta época, na sua maioria cristãos católicos e protestantes, exaltaram o catolicismo e o protestantismo como meios de continuar dominando a sociedade através da metafísica e da ignorância generalizada, logo, educando apenas aqueles que podiam pagar, incentivando e apoiando o Estado moderno a não oferecer educação de qualidade para todos, pois, quem não critica apoia. Embora esse pessoal filosofasse em nome de Deus, na essência, eram filósofos trajados de padres, pastores, professores e outros líderes místicos que não queriam que as duas testemunhas de Deus na Terra, velho e novo testamentos ou a bíblia, não definissem o comportamento das pessoas. Logo, subentende-se que a filosofia é uma forma de espiritismo acadêmico, que determina o conhecimento antropocêntrico em detrimento do teocêntrico. Onde há um filósofo ministrando filosofia, Deus, é admitido apenas como um conceito para fechar uma lógica, a criacionista, nunca como um ser dotado se sentimentos capaz de amar, ajudar e salvar alguém.
Porém, a partir do século dezenove, através de Guilherme Miller, um cético deísta que resolvera compreender a mensagem bíblica para livrar-se da angústia que lhe causara o deísmo, pois, lhe ensinara que, embora Deus exista, Ele não se revela através dos escritos bíblicos, ele resolveu estudá-la, caso fosse revelação divina, seu problema estaria resolvido, e assim, ao fim de sua análise encontrou o que ele tanto procurara e não encontrara no deísmo, a certeza de que a bíblia é um livro que revela os planos de Deus. Assim, as verdades bíblicas foram restauradas e as mensagens dos três anjos de apocalipse 14: 6-12 começaram se cumprir, advertindo a todos que a bíblia seria enaltecida, e suas verdades que foram ocultas do povo pelos próprios religiosos, voltaria a ser a luz que alumia entre as trevas que foram impostas à humanidade por mil duzentos e sessenta anos, assim, em 1798, iniciara o começo do fim de todas as coisas. Por isso, a volta de Cristo, segundo indica todas as profecias, está muito próxima! Então, não é por acaso a existência desse movimento religioso pregando a segunda volta de cristo para breve. Contrapondo-o, estão os movimentos pentecostais, evangélicos e protestantes que continuam preferindo seguir a falsa teologia medieval, aproveitando esse momento, fazendo da fé alheia um meio para continuar explorando o povo, estabelecendo e ampliando suas empresas religiosas. Que, infelizmente, até aqueles que herdaram os objetivos de Miller e de sua contemporânea, a profetisa Ellen G. White, estão sendo engolidos pelo racionalismo filosófico-teológico instituídos em suas universidades. Logo, o momento político, social, ambiental, filosófico e religioso em todo o mundo deve preocupar seriamente os pensadores. Pois, aproveitando este momento de instabilidade moral e político mundial, as ideias medievais, através do Vaticano renascerão com força total através do ideal de paz mundial.
Mas, a paz mundial defendida pelo Papa é mais uma falácia do Vaticano que quer continuar enganando a todos através do mesmo modelo e objetivo do catolicismo praticado na Idade Média. A paz mundial, se é que será possível neste mundo de mentiras e enganos, se dará por meio de Estados laicos; jamais através de um Estado mundial governado por um líder religioso, ainda mais por um líder do falso cristianismo que já enganou por mil anos os povos do ocidente e agora pretende enganar todas as nações do mundo. O ideal de paz mundial, para dar certo, deverá se concretizar por Estados bem ordenados, que eduque seu povo e o conscientize de que a paz deve ser objetivo de cada cidadão, isento de imposição religiosa, divorciado de todos os credos e interesses particulares, Estados que valorize seus cidadãos, garantindo-lhes a liberdade de consciência. Caso contrário, esqueça essa utopia de paz mundial através do Vaticano. No entanto, segundo as profecias apocalípticas, o mesmo poder medieval irá imperar novamente, pois, os céticos políticos, cientistas, filósofos entre outros não foram capazes de educar o povo conscientizando-os que um Estado bem ordenado depende da educação formal dada a cada indivíduo. Logo, não é por acaso que os políticos estão indo em caravanas ao Vaticano em busca de como resolver o problema do aquecimento do planeta. Pergunto: É o Papa um cientista, o homem do tempo? Não. Mas é o cara que pode dizer às pessoas que jogam garrafas pet nos rios e nas ruas, aos derrubadores das florestas, aos empresários que poluem com suas fábricas, aos empregadores que escravizam em busca de mais lucros, aos políticos que mantém a ignorância generalizada através da má educação pública oferecida aos trabalhadores, aos religiosos que devem formar um movimento ecumênico, pois, há um só Deus, uma só fé e um só batismo. Onde, atitudes contrárias a essas é pecado, podendo levar o indivíduo a arder no fogo do inferno, ou ainda, digno de ser excluído do rol de bom cidadão, cassando seus direitos de comprar e vender se não acatar as orientações da “igreja de Cristo”. Para manter seus direitos a maioria vão seguir essas orientações, uma minoria irá questionar por que o Papa está tirando seus direitos de seguir as orientações bíblicas, guardando os mandamentos de Deus e outras ordenanças sagradas segundo a ótica divina? Diante disso, decretos de perseguição e morte serão emitidos para manter a ordem e o objetivo da igreja que irá agir como fez na Idade Média. Trazendo angústia e estado de confusão generalizada difícil de ser contida por meios políticos e bélicos. Mas, em meio a esses últimos acontecimentos, a intervenção de Deus nos negócios da humanidade acontecerá porque isto é profecia bíblica!  

Filósofo Isaías Correia Ribas

Estas são mais algumas reflexões do livro que lançarei este ano. Que o meu e seu objetivo de paz alcance a todos!