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domingo, 8 de junho de 2014

LINGUAGEM E FILOSOFIA ANALÍTICA I



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     LINGUAGEM E FILOSOFIA ANALÍTICA I
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     São estes os principais filósofos analíticos: Frege, Gottlob (1848-1925); Russell, Bertrand (1872-1970); Wittgenstein, Ludwig (1889-1951), inspirador do Círculo de Viena (1922-1936) ou positivismo lógico, e mestre reconhecido do movimento analítico linguístico hoje conhecido como Cambridge-Oxford-Philosofhy. São estes os principais responsáveis pela fundamentação da linguagem e filosofia analítica em sua primeira fase. As principais contribuições de Frege foi fazer a distinção entre sentido e referência, e valor de verdade; cálculo de predicado e proposicional e o projeto lógico (ideia de reduzir a aritmética às leis lógicas). Área de contribuição: Semântica, ou, sentido do significado na teoria da linguagem. Foi Frege quem fez a primeira reforma da lógica após Aristóteles.
     Segundo Russel, “O atomismo lógico pretendia ser uma filosofia emergente da simbiose entre um empirismo radical e uma lógica perspicaz: a lógica oferecendo as formas-padrão do raciocínio correto e o empirismo, as premissas, que são proposições atômicas ou proposições complexas, construídas a partir das primeiras”. Para Russell, Atomismo lógico são átomos lógicos e não átomos físicos. A proposição atômica descreve um fato, afirma que uma coisa tem certa qualidade ou que determinadas coisas têm certas relações. Um fato atômico é o que torna verdadeira ou falsa uma proposição atômica. Exemplo: “Sócrates é ateniense” é uma proposição atômica, que expressa o fato de Sócrates ser cidadão ateniense. “Sócrates é ateniense e marido de Santipa” é proposição complexa ou molecular. Wittgenstein retomou essas ideias de Russell no Tractatus lógico-fhilosophicus. O grande mestre da arte do raciocínio que influenciou Russell foi José Peano.
Russell e Frege consideram que a matemática pode ser reduzida a um ramo da lógica; que “a matemática pura é a classe de todas as proposições da forma ‘p implica q’; que não existem conceitos típicos da matemática que não possam ser reduzidos a conceitos lógicos (de lógica das classes) e que, com maior razão, não existem procedimentos de cálculo e de derivação dentro da matemática que não possam ser resumidos em derivações de caráter puramente formal. (REALE\ANTISERI p. 646)
     Frege em seu programa lógico, Russell, em sua reação ao idealismo, também está de acordo com frege ao sustentar o realismo platônico para os objetos da matemática: os números, as classes, as relações etc., tem existência independente do sujeito e da experiência. Uma relação como “Se A = B e B = C, então A = C” existe independentemente do sujeito que a pensa: existe e é sempre verdadeira. O afastamento de Russel de frege deu-se por causa da teoria das descrições (1905), onde Frege diz: “a estrela da manhã” e a “estrela vespertina”, embora indicando o mesmo planeta Vênus, dizem coisas diferentes. As duas expressões têm o mesmo significado ou a mesma denotação, ou seja, indicam o mesmo objeto literal, ao passo que o seu sentido ou conotação (relação mútua entre duas coisas), isto é, o que dizem desse objeto, é diferente.
     Russell sempre teve consciência dos limites do empirismo. O empirismo pode ser definido assim: “todo conhecimento sintético é baseado na experiência”. Mas esse princípio não se baseia na experiência. Consequentemente, o empirismo é uma teoria que mostra suas inadequações. Diferente do que pensava Russell sobre a segundo Wittgenstein, a filosofia analítica se preocupa com as palavras precisamente porque a filosofia analítica está atenta para uma relação não enevoada ou ilusória entre as palavras e as coisas, ou melhor, entre as palavras e a vida.
Ludwig Wittgenstein:
Filósofo de Viena que, com o tratctatus, inspirou o neopositivismo e posteriormente, na década de trinta, foi o maior representante da “filosofia da linguagem”. Para Wittgenstein “O sentido da proposição é a sua concordância ou discordância com as possibilidades da existência e não existência dos fatos atômicos”, ao passo que “a veracidade ou falsidade da representação consiste na concordância ou discordância do seu sentido com a realidade”. E a realidade representável pelas proposições parece se reduzir à realidade empírica. Com base nisso, então, torna-se compreensível o ataque wittgensteiniano à metafísica. Mais tarde, com a teoria dos jogos de linguagem Wittgenstein vai além do atomismo: “Com efeito, se eu digo, indicando uma pessoa ou um objeto, “este é Mário” ou “isto é vermelho”, haverá sempre para quem me escuta certa ambiguidade, já que não sabe a que propriedade da pessoa ou do objeto eu me referi”. “Dizendo ‘cada palavra desta linguagem designa alguma coisa’, não dizemos absolutamente nada”. “Pensa-se que aprender a linguagem consiste em denominar objetos, isto é, homens, formas, cores, dores, estado de espírito, números etc.. Que a denominação é semelhante a pendurar em uma coisa um cartãozinho com um nome”. “Ao contrário, com as nossas proposições, fazemos as coisas mais diversas”. Basta pensar nas exclamações, com as suas funções tão diferentes: Água! Fora! Ai! Socorro! Lindo! Não! Então, ainda estás disposto a chamar essas palavras de ‘denominação de objetos’? Com a linguagem fazemos as coisas mais variadas. Os jogos linguísticos são inumeráveis:
São inumeráveis os tipos diferentes de emprego de tudo o que chamamos ‘sinais’, ‘palavras’, ‘proposições’. E essa multiplicidade não é algo fixo ou algo dado uma vez por todas: novos tipos de linguagens, novos jogos linguísticos, como poderíamos dizer, surgem continuamente, enquanto outros envelhecem e são esquecidos (uma imagem aproximada disso poderia ser dada pelas mudanças da matemática). Aqui, ‘jogos linguísticos’ está destinada a evidenciar o fato de que o falar uma linguagem faz parte de uma atividade ou de uma forma de vida. (REALE/ANTISERI p. 664)
     Com a linguagem ordenamos, descrevemos, construímos, desenhamos a partir da descrição, relatamos, fazemos conjecturas, elaboramos hipóteses, representamos através de diagramas, inventamos uma história, representamos através do teatro, cantamos cantigas de rodas, adivinhamos, criamos piadas e contamos, resolvemos problemas de matemática, traduzimos de uma língua para outra, pedimos, agradecemos, saudamos e rezamos. Logo, falar uma linguagem faz parte de uma atividade ou de uma forma de vida. Assim, Wittgenstein, despedaça e rejeita o modelo reducionista do atomismo lógico, e, juntos se vão o mentalismo e o essencialismo, isto é, quando se coloca um espírito onde não há um corpo físico, sem deixar de fora o rigor das proposições lógicas.
“Não busqueis o significado, buscai o uso”:
Os problemas filosóficos surgem (...) quando falta a linguagem. E esses problemas se resolvem dissolvendo-os. Quando os filósofos usam uma palavra – ‘saber’, ‘ser’, ‘objeto’, ‘eu’, ‘proposição’, ‘nome’ – e tentam captar a essência da coisa, devemos sempre perguntar: essa palavra é efetivamente usada assim na linguagem, na qual em a sua pátria?
Nós utilizamos as palavras, no seu emprego metafísico, na trilha de seu emprego cotidiano. E isso porque a linguagem faz parte de nossa história natural, como o caminhar, o comer, o beber, o brincar. A linguagem opera sobre o fundo de necessidades humanas, na determinação de ambiente humano. E, como “o significado de uma palavra é seu uso na linguagem”, a função da filosofia é puramente descritiva. Como na psicanálise, a diagnose é a terapia: “o filósofo trata uma questão como doença”. (Ibid p. 667)
Lógica. Anotações das aulas expositivas do professor Dr. Sávio Perez:
     A lógica é uma ferramenta que ninguém sabe sobre o que está falando, nem se é verdadeiro ou falso, válido ou inválido, pois, todas as conclusões seguem das premissas. E o raciocínio deve ser fundamentado no princípio de não contradição. E este deve ser exclusivo e inclusivo. Exclusivo: isso ou aquilo; inclusivo: isso e aquilo.
Definição de enunciados compostos: “são enunciados que contém outros enunciados como seu componente”. Exemplo: Se Deus é bom, então, não pode nos enganar.
Enunciados:
1)      Deus é bom
2)      Deus não pode nos enganar.
“Se chove e faz frio, então, se permanece em casa”.
Enunciados:
1) chove = C
2) faz frio = F
3) se permanece em casa = P
Forma lógica do enunciado: ( C e F) então P.
Para David Hume, todo enunciado tem que ser provado empiricamente, ele exige e leva as argumentações às últimas consequências. Para o enunciado acima ser verdadeiro é necessário que esteja chovendo e fazendo frio. Mas independente de chover e fazer frio ele é válido. Pois, a conclusão se dá das premissas.
Sentido e referência:
Jesus é o filho de Deus; filho do homem; de Nazaré; o salvador; o crucificado etc., o sentido é diferente, mas a referência é a mesma. No caso, Jesus é a referência.
O vencedor de Iena; o perdedor de Waterloo; referência: Napoleão Bonaparte.
A estrela da manhã e a estrela da tarde; dois sentidos e a mesma referência: planeta Vênus.
1+1=2. Qual o fundamento disso? Foi Hussel quem demonstrou logicamente que 1+1=2.
     Segundo Kant, juízo analítico é linguagem e expressa somente o que já se sabia sobre o objeto. Exemplos: O triângulo tem três lados. Deus é bom. O centauro é um animal mítico. O vermelho é uma cor. Essas proposições acima não se fundamentam na experiência, logo, são apenas palavras. Por isso elas são a priori. E como tais, não acrescentam nada ao conhecimento. Já, os juízos sintéticos, fundamentam-se na experiência. Exemplo: A lousa é verde. Mas como saber se lousa é ou não verde? Conferindo, logo, juízos sintéticos são a posteriori, isto é, precisam passar pela experiência para emitir juízo.
Razão pura:
     Razão pura é a faculdade de poder conceituar. Mas a razão consegue fundamentar alguma coisa? Ora, a matemática, a física e a geometria são metafísicas e elas são fundamentadas na razão pura. Logo, para Kant, sim. Só não é possível conhecer a coisa em si (Deus ou a substância). O resto, tudo é possível à razão. Só é preciso encontrar como; por isso ele indagou: “Como são possíveis juízos sintéticos a priori”? O grande problema enfrentado por Descartes foi justamente este, tentar provar racionalmente a existência da alma e de Deus.
Ciência:
     As verdades da geometria, matemática e física são necessárias e universais (é certo, nunca está errado, tem que ser assim). A ciência fundamenta-se nestes dois princípios. Para Kant, universal e necessário são absolutos. Mas para nós a ciência é mutável e o mutável não pode ser absoluto. Para Kant a ciência de Isaac Newton era absoluta, e esse foi seu grande erro, que o levou a achar possível criar filosofia fundamentada e justificada em juízos sintéticos a priori.  
     A filosofia analítica nega os juízos sintéticos a priori de Kant, ficando apenas com os juízos analíticos; e a ciência com a natureza que é passível de juízos sintéticos a posteriori, ou seja, com o empirismo, pois a ciência é baseada na experiência. Filosofia da linguagem é análise proposicional através da lógica formal, capaz de julgar toda e qualquer produção epistemológica, seja ela ciência, política, religião e o que for elaborado por escrito.
Epistemologia:
     Episteme é conhecimento fundamentado, disciplina filosófica. O que é possível conhecer, quais os limites, e como fundamentar o conhecimento. Doxa (opinião), tudo é relativo, não há conhecimento, só opiniões, apenas Técnica de convencimento independente de ser verdade, ou seja, discurso sem fundamento. Toda opinião fundamentada e justificada passa a ser conhecimento, sem fundamento não vai além de opinião. Logo, todo conhecimento têm que ser fundamentado e justificado.
Questões filosóficas:
1ª) Metafísica – O que é o ser?
2ª) Epistemologia – Como é possível conhecer o ser? Primeiro epistêmico: Descartes, René.
3ª) Semântico ou linguagem; a linguagem passa a ser morada do ser, ou ainda, “tudo é linguagem”.
Todo conhecimento tem que ser capaz de ser expresso, logo, sem linguagem não há conhecimento.
Sentido do enunciado e o valor de verdade:
     Todo enunciado para ser verdadeiro tem que ter sentido e valor de verdade. Sem sentido não é verdadeiro e nem falso. Não pode ser ambíguo, isto é, tem que ter um único sentido.
A lógica é a ciência do raciocínio claro; disciplina que investiga o argumento válido; a pesar de não haver um único conceito de lógica, todos estudam o raciocínio organizado.
     A partir do século XIX, a lógica estuda as leis do pensamento verdadeiro, se preocupa com as normas do pensamento: “a lógica está para a verdade aproximadamente como a física está para o peso e o calor”. (FREGE) Aos discursos aplicam-se as tabelas de validade e verdade da lógica formal para analisá-los. Já, o psicologismo, estuda o pensar correto: como o homem se comporta; e a ética estuda a conduta humana. Logo, a lógica está para as leis do pensamento correto como a ética para a conduta e a física para o peso e o calor. Para o pensar correto não pode haver contradição, isto é, algo não pode ser e não ser. A lógica se preocupa com os objetos ideais. O que são objetos ideais? O pensamento.
Pensar é diferente de pensamento:
Pensar: é real, temporal e espacial, tem uma causalidade. Pensamento: é ideal, atemporal e aespacial, sem sujeito. Para Frege, o sentindo de um enunciado declarativo pode ser verdadeiro ou falso. As ordens, perguntas e exclamações não são nem verdadeiras e nem falsas.
O mesmo pensamento pode ser expresso de muitas maneiras. Exemplo: The table is Gray; a mesa é cinza.
Mesmo significado, pensamento diferente. Exemplo: Batman ama Robin; Robin é amado por Batmam.
O que é significado? Associação do som à imagem. Exemplo: Quando ouço o som ‘gato’, cria-se na mente a imagem mental segundo o som captado, no caso, a imagem semelhante a do gato real.
Verdadeiro e falso; válido e inválido:
     Verdadeiro e falso diz-se do pensamento, das proposições enunciadas. Válido e inválido refere-se ao argumento. Os enunciados podem ser verdadeiros ou falsos; o argumento só pode ser válido ou inválido. Definição de argumento válido: “aquele que não pode se dar o caso das premissas serem verdadeiras e a conclusão falsa”.
Exemplo:
P¹) Todo homem é mortal. (V)
P²) Sócrates é ateniense. (V)
C) logo, Sócrates é mortal. (V)
Este argumento é falso porque a conclusão não se dá da ordem das premissas.
P¹) Todo homem é azul. (F)
P²) Este apagador é homem. (F)
C) Logo, o apagador é azul. (F)
Este argumento é válido porque a conclusão se dá da ordem das premissas, porém, não é verdadeiro.
Dedução e indução:
     Há dois tipos de raciocínios: enunciados universal, particular e singular, há casos em que o particular refere-se ao singular, logo, todo juízo particular pode ser singular, mas nem todo juízo singular é particular.
Todo raciocínio dedutivo se move do universal para o singular ou particular. Já, o raciocínio indutivo se move do singular ao universal.
Exemplo I:
Universal: todo;
Singular: Sócrates;
Singular será a conclusão.
Exemplo II:
Sócrates é mortal.
Kant é mortal.
Nietzsche é mortal.
Platão é mortal.
Logo, todos os filósofos são mortais.
Este argumento é indutivo, mas, não necessariamente a conclusão deva ser universal.
Observação: todo argumento sofista aparenta ser válido e inválido, o sofista quer convencer independente de estar dizendo a verdade, é a arte do discurso utilizada para enganar fazendo uso de premissas falaciosas.
Exemplo:
P¹) Todo avião têm asas.
P²) todo pássaro têm asas.
C) Logo, todo avião é um pássaro.
Erística é o nome que se dá à arte de convencer por meio de sofismas.
Lógica formal:
(P¹) Se P, então Q.
(P²) Não Q.
© Não P
Para a forma lógica não interessa o conteúdo. Por isso, a lógica formal é a ferramenta que a filosofia utiliza para averiguar e emitir juízo a todo e qualquer discurso independentemente do assunto tratado.
(P¹) Tudo o que tem F, tem G.
(P²) Não tem F.
© Logo, Não tem G.
Assim, a verdade é a forma lógica. Para aplicar a forma lógica existem os cognitivos que faz as relações entre as proposições. São símbolos invariáveis Para ‘e’, ‘ou’, ‘negação’, ‘se então’, ‘se e somente se’, ‘se A então B’, ‘não A’, ‘logo A’. No teclado de meu computador não há esses símbolos lógicos, por isso não posso anotá-los neste trabalho.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
REALE, Giovanni – ANTISERI, Dario. HISTÓRIA DA FILOSOFIA. V. III. Ed. Paulus, São Paulo, SP, 2007.






sábado, 31 de maio de 2014

"FUNÇÃO DO VESTIR-SE"



     Segundo a bíblia, antes do homem pecar suas vestes era de “luz” (Gênesis 3: 7 e 21). Com o pecado toda a natureza e o tempo foram alterados, o mal que Satanás causara aos anjos no céu, chegara ao planeta Terra, e o homem, semelhante aos anjos caídos, passaram a conhecer também o mal. Não sei o que era, mas, além de cobrir a nudez, havia algo nas vestes que diferenciava o homem da mulher. A nudez do homem e da mulher, segundo a bíblia, não pode ser exposta pelos adoradores. “Também não subirás ao meu altar por degraus, para que não seja ali exposta a tua nudez” (Êxodo 20: 26). No vestir-se, também, é um meio de identificar o sexo oposto. Não sei como e nem porque, mas é, segundo a bíblia, abominação ao senhor não cuidar-se de como vestir-se. “Não haverá traje de homem na mulher, e nem vestirá o homem vestido de mulher, porque quem faz isto é abominação ao Senhor teu Deus” (Deuteronômio 22: 5).
     Cada cultura veste-se segundo sua tradição. Mas há tribos, onde todos, homens e mulheres andam nus. As vestimentas dos dias de Cristo, também, apesar de haver semelhanças, havia algo que diferenciava o homem da mulher. Mas todos concordam que o principal propósito do vestir-se é cobrir a nudez e proteger o corpo das intempéries dos climas. Cristo vestiu-se segundo a cultura dos judeus e trajou-se como homem. O vestir-se até os dias de Cristo tinha como função principal cobrir a nudez e não expor a sensualidade, por isso, homens e mulheres vestia-se de túnicas. Mas havia algo que diferenciava os gêneros, talvez a tonalidade ou algum outro adereço.
     O argumento atual defende que a cultura mudou, ou evoluiu, e o vestir-se tem outras funções além de cobrir a nudez e proteger o corpo. Atualmente a função principal do vestir-se é expor a sensualidade, e, tanto os homens como as mulheres buscam expor sua nudez através do vestir-se. Independente de estar usando uma calça ou um vestido, o que queremos é expor a sensualidade, mostrar as formas de nosso corpo para atrair o outro ou simplesmente para mostrar-se. Mas, segundo a bíblia os adoradores não devem expor sua nudez. Mas, se o viver do cristão é ser semelhante a cristo, há algo de errado com essas novas teses quanto ao vestir-se para honra e glória de Deus. Para a mulher cristã da atualidade, o vestir-se com trajes “masculinos” é normal, e muitas fundamentam suas teses em Cristo que se vestia de túnicas semelhante as das mulheres, embora sendo homem. E assim, as mulheres trocaram seus lindos vestidos pelo modelo masculino, e todas, independentemente de sua religião acostumaram em não levar em conta o conselho divino; mas a intenção dessa tese é que a calça, embora cubra e proteja todo o corpo, ela veste melhor, mas o que querem mesmo é expor melhor a sensualidade. Só falta agora os homens começarem achar normal e começar a trajar-se de vetes femininas, achando que Deus não está preocupado com o modo de vestir-se de seus seguidores. Já pensou no escândalo que seria se os pastores e cantores começassem a pregar vestidos com trajes femininos? Podes crer, há um fermento estranho controlando os novos trajes das mulheres e homens “cristãos”.
Um ponto sobre o qual cumpre instruir os que abraçam a fé é o vestuário – assunto que deve ser cuidadosamente considerado da parte dos recém-conversos. Revelam vaidade no tocante à roupa? Acariciam o orgulho do coração? A idolatria praticada em matéria de vestuário é enfermidade moral; não deve ser introduzida na nova vida. Na maioria dos casos a submissão às reivindicações do evangelho requer uma mudança decisiva em matéria de vestuário.
As palavras das Escrituras Sagradas, referentes a vestidos, devem ser bem meditadas. Importa compreender o que seja agradável ao Senhor até em matéria de vestuário. Todos os que sinceramente buscam a graça de Cristo, hão de atender a essas preciosas instruções da palavra divinamente inspirada. O próprio feito da roupa há de comprovar a veracidade do evangelho. (White p. 393 e 394)
O modo de ser revala o grau de conversão.

Filósofo Isaías Correia Ribas

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: WHITE, G. Ellen. Testemunhos Seletos V. II. Ed. Casa Publicadora Brasileira – Santo André – São Paulo – 1985.

terça-feira, 20 de maio de 2014

PADRES, PASTORES E LÍDERES RELIGIOSOS VESTEM-SE DE FILÓSOFOS PARA ENGANAR


     O homem é finito. O universo é infinito. O homem, apesar de sua finitude é um organismo vivo no planeta terra, que está inserido no universo e além de tudo é inteligente, em meio a outras formas de vidas sem inteligência semelhante. A Terra é um pequeno planeta do infinito universo. Até onde conseguimos chegar com nossa finita epistemologia (conhecimento), não conseguimos ter certezas de outras formas de vida no universo. Por isso, a milenar indagação: De onde viemos? Continua atual. No planeta Terra tem vida e até onde sabemos, não há, nos outros planetas de nossa galáxia nenhuma forma de vida. Então, apesar de haver no infinito universo uma ordem cosmológica, não é esta ordem que tem vida em si mesmo. E, por que só no planeta Terra há condições para o nascimento, desenvolvimento, reprodução das diversas formas e espécies de vida? Então, ordem “natural”, orgânica, física, matemática, geométrica e cósmica, sem um Ordenador Superior, não são, por si só, capazes de gênese alguma, pelo contrário, cada um (a) cumpre com a finalidade que fora idealizado pelo Ordenador Superior. Por isso, ignorar verdades absolutas em um universo infinito e eterno, onde tudo que há continuam eternamente seguindo as determinações traçadas pelo Ordenador de tudo, não é uma sábia conclusão e muito menos lógica, mas apenas delírios subjetivos. A bíblia é a única fonte de verdades absolutas dadas à humanidade, porém, esta se firmou como verdade absoluta no Ocidente, no entanto, há outras fontes de verdades absolutas em outras regiões do planeta. Os discursos científico e filosófico são fontes de conclusões subjetivas; quando opiniões subjetivas são justificadas e fundamentadas passam a ser conhecimento, caso contrário não vão além de opiniões. Entende-se por verdade subjetiva a verdade do sujeito. Logo, são apenas verdades temporais, e, como tais são incapazes de anular o que é absoluto; são uteis para esta vida, porém, inúteis à eternidade e como adquiri-la.  Para quem conhece filosofia e a bíblia é simples concluir que este embate nem sempre ficou no mundo das ideias. Pelo contrário, não poucas vezes, na história da humanidade, houve muito derramamento de sangue por causa dessa intensão de anular a influência bíblica no comportamento humano. Isso se deu no mundo antigo antes de Cristo, no início do cristianismo, ao longo da Idade Média, Moderna e Pós-moderna, e está profetizado no Apocalipse que se dará no futuro.
Bíblia:
     A bíblia é um livro de leitura simples. Relata a história de como tudo veio existir, a entrada do mal e a formação de seu império na Terra; mostra também como livrar-se das amarras desse império que quer ter todas as pessoas como súditas. A estratégia para esse império se concretizar é fazer com que o conhecimento da verdade absoluta não alcance as pessoas, levando-as a duvidarem, e, se possível, negarem seu propósito para a humanidade. Pois, somente assim o império do mal sairá vitorioso na estratégia de enganar as pessoas, ofuscando o caminho de retorno ao Éden original que o império do mal destruiu temporariamente. A bíblia é o livro que demorou mais tempo para ser concluído. Começou por volta de 1500 a. C. terminando no ano 100 d. C.. Grande parte de seus escritos foram revelados aos profetas. A narrativa que marca as páginas bíblicas é a história literal e espiritual dos Hebreus-Israel-e-Judeus e a passagem do Cristo que veio mostrar o amor de Deus à humanidade; com Seu sacrifício, ressurreição e retorno ao céu abriu a porta do caminho de retorno ao Éden. Há significativas profecias, são estas que nos garante que o livro é de origem divina. Seus quarenta autores de diferentes culturas e níveis sociais foram instrumentos divinos para escrever as verdades absolutas do Criador do universo. É o livro mais vendido e lido do planeta. Logo, não é por acaso que os autores das verdades subjetivas e temporais já fizeram de tudo para inutilizar sua influência à humanidade. Os mais profundos pensadores do antropocentrismo sempre se inspiraram nos conceitos bíblicos, distorcendo-os com o intuito de destruí-la, a maioria deles se utilizam do conceito Deus para eliminar sua influência entre os homens. Mas todos aqueles que se levantaram como pessoa ou instituição para enganar utilizando-se dos escritos bíblicos seu sucesso é apenas temporal, e, sem sobra de dúvidas cairão para nunca mais se levantar, até porque, toda a história do pecado chegará, muito em breve, ao fim. Por isso, todo parecido sucesso antropocêntrico são temporais, passageiros. A longanimidade divina permite todos esses abusos para que não haja desculpas no dia do julgamento. A salvação oferecida na bíblia é para todos, e, não existe pecado que através de um arrependimento honesto não seja alcançado pelo amor de Deus. O único problema é que Deus não se deixa enganar e nem escarnecer, por isso, todo aquele que nasce para o reino de Deus têm prazer de viver segundo as orientações bíblicas, pois, somente assim pode ser moldado para a salvação e vida eterna. Qualquer leitor mediano que queira alcançar a salvação oferecida na bíblia é capaz de compreendê-la, pois, o mesmo Espírito que inspirou seus autores ajudará em sua compreensão. Deus em sua grande misericórdia disponibilizou aos estudiosos da bíblia da Idade Contemporânea o Espírito de Profecia para lançar mais luz entre as trevas que o racionalismo científico-filosófico lançara aos seus escritos. Então, àqueles que queiram realmente entendê-la, está à disposição de todos os escritos da profetisa Ellen G. White (1827-1915). É uma luz menor para iluminar a mente de quem deseja compreender a grande luz contida na bíblia
Filosofia:
     Os questionamentos filosóficos começaram no século VI a. C.. Os filósofos da natureza eram ateus declarados. Queriam eles provar através da natureza que o Deus bíblico e os deuses mitológicos dos gregos não eram a melhor coisa que poderia existir como fundamento de todo acontecimento e conhecimento da época. Por isso resolveu-se criar um novo tipo de conhecimento, o antropocêntrico e/ou subjetivo. Nessa nova epistemologia em formação, Deus e os deuses não eram bem vindos. A razão seria seu fundamento e não os deuses.
Reflexão sobre Verdade absoluta e verdade subjetiva:
     Nesse primeiro embate a filosofia ainda não existia. Ele se deu entre a fé de Abel na verdade absoluta e o racionalismo subjetivo de seu irmão Caim. Naquele momento nascia o culto à natureza como a grande provedora de tudo. Abel creu segundo seus pais lhe ensinaram. (Perdemos o direito de viver no Jardim do Éden, só podemos contempla-lo, mas, se seguirmos conforme Deus nos orientou, poderemos voltar de novo ao Éden). Por hora, para não esquecermos que haverá um libertador da parte de Deus, temos que manter vivo entre nós a Sua promessa, e, para que isso seja possível temos que matar um cordeiro todos os dias, esse sacrifício mostrar-nos-á as consequências e a única solução para o pecado. Logo, os sacrifícios do Antigo Testamento era uma didática divina que preparava a humanidade para reconhecer O Salvador que viria morrer para salvar aqueles que nele crescem. Por meio dessa prática a graça divina salvara todos os que creram na promessa e salvará os que crerem no sacrifício do filho da promessa feito na cruz do calvário! Quando Caim questionou seu irmão Abel porque trouxera a oferta sacrifical segundo as orientações divinas e ele, segundo o seu entendimento trouxera frutos da natureza, sentira um vazio, Deus desaprovou sua atitude ante Suas orientações; Caim voluntariosamente rejeitara o convite divino de repensar sua atitude e arrepender-se, preferindo continuar em sua rebeldia, assim, matou seu irmão Abel. Após o assassinato abandonou o convívio entre sua família que fazia a vontade de Deus para criar outra família segundo sua vontade pessoal; Sem Deus em sua mente, caíra no vazio, esse niilismo levou-o a criar deuses para si e sua descendência para preencher o vazio que o pecado causara. É o nascimento do politeísmo, Caim criou deuses segundo as formas da natureza e dos astros celestes, buscando preencher as lacunas que sua desobediência provocara.


Não desejando conservar a Deus em seu conhecimento, logo vieram a negar Sua existência. Adoravam a Natureza em lugar do Deus da Natureza. Glorificavam o Gênio humano, adoravam as obras de suas próprias mãos, e ensinavam seus filhos a curvar ante as imagens de escultura.
Nos campos verdejantes, e à sombra das esplêndidas árvores, erigiam os altares de seus ídolos. Bosques extensos, que conservavam a folhagem durante o ano todo, eram dedicados ao culto dos deuses falsos. [...] (WHITE, G. Ellen. Patriarcas e Profetas, P. 88 – O Dilúvio)
 

Com o entardecer da história, entre outros acontecimentos significativos para a humanidade, o racionalismo politeísta se aperfeiçoou na idolatria; por volta do século doze antes de Cristo, os deuses, com os gregos, por meio dos poetas alcançaram forma humana e um conto ou mito; as epopeias de Homero é o maior exemplo. Para alguns estudiosos, Homero nunca existiu, é apenas como mito. E, no século oito a. C., com Hesíodo, os deuses ganharam uma origem (teogonia) e templos. Era a instituição da mitologia grega.

1° Embate entre crenças e filosofia:
     Os primeiros filósofos eram ateus declarados. Seu espírito era o mesmo de Caim: duvidar do Deus dos hebreus e dos deuses gregos, a essa altura da história os homens já se achavam capazes de provar de algum modo racional a não existência de um Deus criador segundo ensinava os judeus e dos próprios deuses e mitos gregos. Como Caim, na natureza deveria conter resposta para todas as dúvidas. Nascem nesse momento as teses hipotéticas, é o homem em busca de suas verdades para anular de uma vez por todas a verdade absoluta segundo ensina a bíblia. Por dois séculos várias hipóteses foram levantadas pelos Pré-Socráticos, mas, mais uma vez as pretensões de verdades subjetivas caem por terra. A única certeza que eles concluíram é que tudo no universo está em movimento.
2° Embate:
     Estamos no período Clássico da filosofia (IV a. C.). O espírito filosófico se reorganiza para a batalha. Já que não se pode vencer pela rivalidade declarada, vamos minar por dentro, isto é, vamos destruir as crenças e a fé em Deus fingindo crer em Deus segundo os judeus. Quanto à mitologia, tudo bem, ela já é uma criação antropocêntrica, logo, nossa aliada. Vamos focar nosso embate contra os princípios bíblicos dos judeus, se conseguirmos anulá-los, o mundo será nosso. Então, agora entendemos porque Sócrates elegeu pra si um deus e se denominou propagador desse deus “Inteligência Superior”. Platão denominou o seu deus “Demiurgo” de o manipulador, aquele que é capaz de manipular a matéria e criar a partir dela. E Aristóteles chamou seu deus de “Motor Imóvel” movimentador de tudo sem se movimentar. O deus da filosofia clássica é apena um conceito para preencher a lógica do discurso metafísico, isto é, se existe um deus, nossa filosofia será facilmente aceita. Platão foi o mais ousado com sua filosofia mística. Platão, além do conceito “deus demiurgo”, filosofou através do conceito alma que apreendera dos pitagóricos, segundo eles, a alma é uma entidade imortal que habita o corpo ou, o corpo é apenas o sepulcro da alma; a partir dessa visão ele criou o seu mundo ideal. Com Platão os ocidentais assimilaram o espiritualismo oriental, onde, o homem é constituído de um corpo mortal e uma alma imortal, após a morte o corpo se decompõe, mas a alma vai para outro mundo, no caso, ao mundo das ideias ou mundo das formas perfeitas, denominado por Platão de Hiperurânio. Após passar mil anos naquele mundo contemplando as formas perfeitas que lá existem como modelo de tudo que há na Terra a alma volta para reencarnar, reencarnada, na medida em que o novo ser vai desenvolvendo vai lembrando através da alma o que vira no mundo das formas perfeitas, por isso, para Platão aprender é reminiscência (relembrar).
3° Embate:
     Durante o período helenístico e da Patrística (escola dos padres) a filosofia de Platão tomou o status de teologia e foi assimilada pelo cristianismo, e, na Idade Média por meio igreja Católica Apostólica Romana tornou-se doutrina cristã.
O cenário idealizado pela filosofia estava pronto para dar o golpe “fatal nos escritos bíblicos”, imaginavam eles. Porém, antes citarei duas passagens filosóficas que serão uteis para a compreensão do que estava ocorrendo. O primeiro é sobre o filósofo Filon de Alexandria, ele era judeu, mas habitava no Egito (século I da era cristã). Para ele, e somente ele “defendeu” essa ideia de que os escritos bíblicos eram contos míticos. O segundo é sobre os fundamentos da filosofia dos maniqueístas:
O judeu Filon, que nasceu em Alexandria entre 10 e 15 a. C., desenvolvendo suas atividades na primeira metade do século I d. C., pode ser considerado o precursor dos padres, pelo menos em certa medida. Dentre suas numerosas obras, destaca-se a série de tratados que constituem um comentário alegórico do Pentateuco (devemos recordar, sobretudo, A criação do mundo, As alegorias das leis, O herdeiro das coisas divinas, A migração de Abraão e a mutação dos nomes, que estão entre os mais belos).
O mérito histórico de Filon está em ter tentado pela primeira vez na história uma fusão entre filosofia grega e teologia mosaica, criando uma “filosofia mosaica”. O método com qual Filon operou a mediação foi o da “alegorese”. Ele sustenta que a bíblia tem a) um significado literal, que, no entanto, não é o mais importante, e b) um significado oculto segundo o qual os personagens e eventos bíblicos são símbolos de conceitos de verdades morais, espirituais e metafísicas. Essas verdades subjacentes (que se colocam em diferentes níveis) requerem particular disposição de espírito (quando não, até mesmo, a verdadeira inspiração) para que se possa captá-las. A interpretação alegórica iria alcançar grande êxito, tornando-se um verdadeiro método de leitura da bíblia para a maioria dos padres da igreja e transformando-se assim por longo tempo numa constante na história da patrística. (REALE/ANTISERI, p. 402)
Para os maniqueístas Cristo foi revestido somente de carne aparente e, portanto, também foram aparentes a sua morte e ressurreição. Moisés não foi inspirado por Deus, sendo um dos príncipes das trevas, razão pela qual se devia rejeitar o antigo testamento. A promessa do Espírito Santo feita por Cristo ter-se-ia realizado em Mani (fundador do maniqueísmo). Em seu dualismo extremo, os maniqueístas chegavam até a não atribuir o pecado ao livre-arbítrio do homem, mas sim ao princípio universal do mal que atua também em nós. (REALE/ANTISERI, p. 430)
    Está aí o fundamento pelo qual os cristãos negam o Velho Testamento. Não foi cristo como querem eles que anulou os antigos escritos bíblicos, se Ele fizesse isso Ele não seria o enviado, muito menos o filho de Deus; Ele veio para cumprir o que estava profetizado sobre Ele, e isso se cumpriu segundo ensinou a bíblia pelos rituais didáticos praticados pelos representantes de Deus no antigo Testamento. Os maniqueístas são os autores desse falso ensinamento. O Catolicismo Medieval de mãos dadas com o maniqueísmo que Santo Agostinho era adepto, alteraram os dez mandamentos da lei de Deus, alterando-os segundo a vontade dos autores das verdades subjetivas. O único meio pelo qual podemos eliminar a validade de um reinado é alterando sua constituição, e foi isso que a filosofia fez através da igreja Católica no século IV d. C.. Como no século V ela assumiu o poder político ocidental, ficou fácil para concretizar a imposição de suas falsas teologias: (em nome de Deus reinstituiu o politeísmo criado por Caim, não abriu mão da mitologia grega e se autodenominou representante de Deus na Terra, era a filosofia vestida de padres, bispos, cardeais e papa enganando a todos).
4° Embate:
     A filosofia de Platão que estava no Oriente em poder dos árabes, com a vinda deste para o Ocidente, através dos Filósofos Avicena (980-1037), Avicebrón ou Ibn Gabirol (1020-1070) e Averróis ou Averroes (1126-1198), nascido em Córdoba, Espanha, foi o mais célebre dos filósofos árabes da Idade Média. Seus comentários sobre as obras de Aristóteles exerce considerável influência nos pensadores medievais e, até mesmo em alguns renascentistas. A escolástica ou escolas de doutrinamentos em filosofia e teologia ministradas nas escolas eclesiásticas e universidades na Europa, durante o período medieval, sobretudo entre os séculos IX e XVII. A escolástica caracteriza-se principalmente pela tentativa de conciliar às verdades reveladas nas escrituras sagradas com as doutrinas filosóficas clássicas, destacando-se o platonismo e o aristotelismo. O primeiro período da escolástica é marcado pela influência do pensamento de Santo Agostinho e do platonismo; o segundo, ou período áureo, corresponde ao da influência da filosofia de Aristóteles que São Tomás de Aquino (1221-1274) estudou e introduziu nas universidades, provocando a queda do medievalismo e consequentemente o renascimento, a modernidade e a reforma protestante (século XV e XVI).
Não há mais que um Deus e esse Deus é o ser: essa é a pedra angular da filosofia cristã – e não foi erigida por Platão nem por Aristóteles, mas por Moisés” (E Gilson). Deus é o ser supremo e perfeito, o ser verdadeiro. Todo o resto é fruto do seu ato criativo, livre e consciente. [...] Para Tomás, quando (...) uma proposição filosófica obtida através do raciocínio contradiz uma afirmação de fé, pode-se sem dúvida concluir que o erro está do lado da filosofia. (REALE/ANTISERI P. 570)
5° Embate:
     Na Idade Moderna, com o nascimento do protestantismo contra os dogmas católicos, pareceu que a verdade absoluta triunfaria sobre as verdades subjetivas. Algumas verdades absolutas foram recuperadas pelas igrejas protestantes, mas nem todas as verdades bíblicas foram incorporadas à teologia protestante. Os grandes teólogos e filósofos da época não conseguiram reparar todas as brechas que o catolicismo e o espiritualismo causaram às verdades absolutas. Pelo contrário, incentivaram o capitalismo moderno em detrimento da valorização da pobreza feita pelo catolicismo. A cúpula católica eliminou muitos reformadores, porém, seus seguidores se institucionalizaram e, através de seus líderes e filósofos, continuaram a transgredir a lei de Deus e outros ensinamentos bíblicos. Agora, filósofos trajados de padres, pastores e espiritualistas continuaram na arte de enganar em nome de Deus.
6° Embate:
     A partir de 1844, após o movimento que Guilherme Miller provocara em toda cristandade protestante que aguardavam a segunda volta de Cristo para (22/10/1844); o protestantismo caiu de vez no niilismo, no nada, segundo o conceito que Nietzsche cunhara para criticar toda esperança bíblica. Doravante, como nunca antes, a religião passou a ser um mero comércio em nome de Deus. Católicos, protestantes e espiritualistas ainda hoje continuam com esta exploração. E, apesar dessas instituições religiosas serem as maiores detentoras das redes de ensino da pré-escola – universidades, elas dependem da ignorância da população para apenas venderem educação a quem possa pagar. Atualmente, semelhante aos ideais do passado medievalismo, os atuais políticos e religiosos unem-se contra um Brasil com educação de qualidade, pois, somente assim a escravidão, a ignorância e a barbárie, seus bens preciosos, podem ser eternizadas.
Mas, em meio às decepções de 1844 é também o início de um novo movimento religioso. Este nasce segundo a profecia do Apocalipse que: (nos últimos dias da história do pecado um autêntico movimento religioso surgiria para reparar todas as brechas que o racionalismo científico-filosófico-religioso causara na lei e outros princípios bíblicos). Esse movimento, segundo o Apocalipse teria um (a) profeta para ajuda-los na compreensão de toda verdade bíblica; isso se cumpre através do ministério e escritos de Ellen G. White (1827-1915). Esse movimento Adventista do Sétimo Dia é a igreja de Laodicéia de apocalipse 3: 14-22. O dom profético de Ellen White está profetizado em Apocalipse 19: 10. O catolicismo, o protestantismo apostatado e o espiritualismo que são contra os princípios bíblicos é o cumprimento da profecia de Apocalipse 16: 13 e 14. Esse último embate entre verdade absoluta e verdade subjetiva será crescente até a segunda volta literal de Cristo. Quem encabeça os embates contra as verdades absolutas, segundo o Apocalipse, é o Dragão, Satanás, a antiga serpente do Éden que enganou Adão e Eva.
Mas Laodicéia, ou Adventistas do Sétimo Dia, não estão sem reprovação da parte de Deus, pelo contrário, não há nenhum elogio bíblico à igreja, O Dragão investe pesado contra esses que exaltam os princípios bíblicos. Satanás sabe como enganar a todos de modos diferentes, e engana; Os “sábios” são enganados através do racionalismo introduzido nas escolas e universidades, estas, os Adventistas têm muitas. O resto da população ele pega pela ignorância. As escolas, principalmente as universidades, tidas como as superestruturas de uma nação é a formadora de desafiadores de normas estabelecidas pelo Estado e pela bíblia. E os adventistas não estão isentos dessa formação de pessoal com estas características. Pior, é crescente esse movimento dentro da própria igreja que se diz reparadora de brechas. A salvação, graças a Deus, não depende de estar ligado à denominação religiosa alguma, mas sim, comprometido em fazer a vontade de Deus segundo os ensinamentos bíblicos. Porém, a que ressaltar que estar ligado à instituições religiosas não é sinônimo de perdição, às vezes pode até ajudar, é um meio de comunhão mútua. Mas nunca esquecer que seremos julgados pelo Onisciente Deus.

Filósofo Isaías Coreia Ribas