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terça-feira, 13 de novembro de 2012

RELIGIÕES: SÃO INVENÇÕES HUMANAS? – II



          *Ethos (ética), quando traduziram ethos do grego para o latim, ficou *mores (moral). Embora não devemos tê-las como sinônimas, surgiu um grande problema filosófico e religioso para a época; é que ambas não poderiam ser a ciência que analisa os costumes, pois a moral judaica já era objeto de análise da ética. Então, os mandamentos judaicos que se tornaram cristãos teriam que passar pela análise filosófica e política; sendo assim, se preciso fosse, poderiam ser alterados porque os judeus e cristãos da época estavam sob o jugo romano. Mas a lei moral dos judeus e cristãos, segundo a bíblia, é santa e eterna, dada por Deus, logo, não poderia ser transgredida e muito menos alterada.
Mais uma vez os escritos bíblicos aparecem aos racionalistas: filósofos, teólogos e políticos como um grande problema a ser resolvido. A tarefa agora se apresenta bem maior que no início, onde Platão e Aristóteles conseguiram redirecionar os conceitos bíblicos. Agora se trata dos mandamentos, a lei divina que os judeus e cristãos obedeciam e as tinham como santa e eterna. Quem, ou que poder teria a petulância de desafiar o Deus de Israel?
          À bem aventurança da nação eleita, o povo de Israel, dependia de sua obediência aos mandamentos e outras orientações legais que Deus lhes dera. Os altos e baixos desse povo estão relatados na bíblia para servir de exemplo aos que se dizem seguidores das orientações bíblicas. Quando Nabucodonosor subjugou os judeus (605-539 a. C.), o jovem Daniel foi chamado a ser profeta entre os cativos de Babilônia. O rei tivera um sonho e seu espírito ficou perturbado por causa do que vira e não entendera; o único sábio que entendia dos mistérios divinos era Daniel, logo, este foi levado à presença de Nabucodonosor e deu-lhe a interpretação do sonho, segundo Deus lhe dissera. Assim, Daniel tornou-se um dos grandes profetas escatológico da bíblia. Este sonho está registrado em Daniel 02; É Deus falando aos terrestres sobre os futuros reinos universais que se levantariam dali pra frente, são eles: “Babilônia (605-539 a. C.); Medo-Pérsia (539-331 a. C.); Grécia (331-168); Roma (168 a. C.-476 d. C.); Roma Papal do século V - XV;  e o quinto reino Universal, segundo a profecia é o reino de Cristo, que se dará com com sua segunda vinda”. Por ter muito material escrito sobre esta profecia não vou entrar em seus detalhes de interpretação.
Quero focar em especial o movimento filosófico, e percebemos que o nascimento da filosofia, o conhecimento antropocêntrico, coincide com a subjugação dos judeus em Babilônia.
Quando a Grécia, por meio de Alexandre da Macedônia, o Grande, chegou ao poder em 331 a. C., os escritos filosóficos de Platão ficaram no Ocidente e os de Aristóteles foram para o Oriente. Os de Platão, principalmente a alegoria do Mundo das Ideias, aos poucos, por meio de outros filósofos místicos, foram se adaptando ao sagrado, alcançando o status de “teologia” platônica.
Em 168 a. C., Roma chegou ao poder universal e sob o reinado romano nasce o prometido salvador que os judeus anunciavam por meio dos ritos do santuário: Jesus Cristo; O DESEJADO DE TODAS AS NAÇÕES! Nesse período havia grandes problemas que agitavam a humanidade, todos os povos subjugados clamavam por libertação, principalmente os judeus que aguardavam um libertador miraculoso. Todos queriam se livrar da opressão romana por meio da força ou da fuga, a Roma que governava era a pagã; vários seguimentos cognitivos buscavam impor sua verdade naquela babilônia político-religiosa: os judeus e suas leis reveladas; as diversas correntes filosóficas que se diziam os donos da verdade antropocêntrica; os romanos como os donos da verdade política e do código legal; o maior representante da verdade de todos os tempos, o jovem *Jesus, o Deus que se encarnara e se apresentava como a solução para todos os problemas pessoais e do mundo; e outros tantos costumes e códigos morais e filosóficos dos diversos povos que estavam subjugados.
Outro movimento filosófico que filosofou a partir de conceitos bíblicos foi o Maniqueísmo. Fundado pelo persa Manes (séc. III), sua seita propagou-se entre os cristãos, alcançando seu apogeu no império romano do Ocidente. Essa seita filosófica era dualista, segundo ela, o Bem, Deus e o mal, o diabo, são forças antagônicas, princípios absolutos em permanente e eterno confronto que dão equilíbrio ao universo. Santo Agostinho, antes de converter-se ao cristianismo católico, fora adepto do Maniqueísmo, mas combateu-o, diz a literatura cristã católica.
Deus, o bem, e Satanás, o mal, segundo a bíblia, são sim forças contrárias, mas não é esse antagonismo que dá equilíbrio ao Universo, pelo contrário, é a causa dos conflitos pessoais e sociais, onde Deus, por meio de Jesus se apresenta como a solução para o bem de tudo e todos; e o mal, Satanás, é e será a causa de todo o mal pessoal e social. São as pessoas quem decide qual das forças vai predominar em sua vida. Ambos, Deus e Satanás nos querem pra si, mas nenhum pode forçar-nos fisicamente, apenas nos apresentam propostas (vida eterna em Jesus, ou morte eterna com os prazeres da carne) e nós decidimos a quem servir como pessoa e comunidade.
“Filon (séc. I), filósofo grego de origem judaica, cognominado “o Platão judeu”, viveu na Alexandria e é um dos principais representantes daquela escola. Chefiou uma embaixada de cinco judeus que foram a Roma pedir ao imperador que dispensasse os membros da comunidade judaica de prestarem culto divino à estátua do imperador. Como filósofo, procurou conciliar os ensinamentos do Velho Testamento com a filosofia de Platão e Aristóteles. Foi o inspirador do *neoplatonismo e da literatura cristã”. Obras principais: Sobre a vida contemplativa e Deus é um ser imutável. (Dicionário Básico de Filosofia, Hilton Japiassú\Danilo Marcondes. 2008. Ed. ZAHAR.
Nessa batalha intelectual, bélica e política, filosófica e religiosa que marcou o domínio da Roma Pagã, a filosofia platônica se impôs como verdade teológica, aliando-se à política conseguiu dominar o Estado levando Roma Papal ao poder em 476. A partir daí, o Ocidente estava sob o poder da igreja Católica. É o início da Idade Média; e as forças filosóficas e religiosas platônicas, contrárias aos mandamentos do Deus de Israel, também já haviam se organizados para acabar de vez com esse problema: os mandamentos de Deus e suas leis que causavam sérios problemas ao Estado Romano Pagão estava com os dias contados, o Deus bíblico iria ser destronado e a igreja cristã filosófica reinaria sem maiores problemas. As leis bíblicas teriam que ser alteradas, pois estas, o Estado Papal não as aceitavam. Roma Papal priorizava o politeísmo e outros rituais particulares que não tinham fundamentos bíblicos. O racionalismo mitológico, místico e filosófico chegou ao poder. O pano de fundo foi a discurso entre fé e razão. *Fé e razão, daquele momento em diante eram dois conceitos antropocêntricos que se mostravam contrários, mas, na verdade era apenas pano de fundo para filosofar a mentira. Por que a essa altura os dois conceitos antagônicos *fé e razão são antropocêntricos, deve estar perguntando?  É que a igreja que assumiu o poder, o cristianismo católico é também um movimento filosófico defensor da filosofia de Platão, não da bíblia e suas leis, embora façam o discurso bíblico e defendem a fé, a razão ou o racionalismo imperava em ambos os conceitos. Mas para que isso desse certo, bons argumentos políticos, filosóficos e religiosos teriam que ter fundamentos lógicos, e segundo a própria lógica, nem toda verdade lógica corresponde à verdade real, isto é, uma verdade lógica pode sim ser uma falácia, é nesse contexto que aparece o filósofo Maniqueísta, Aurelius Augustinus, após sua "conversão" ao cristianismo (Santo Agostinho), de Numídia, África, (354–430) para fazer o discurso filosófico religioso que deu sustentabilidade ao discurso e a política da igreja durante toda a Idade Média. 
          É a esse pervertido cristianismo católico e ao judaísmo que Friedrich W. Nietzsche (1844-1900) faz as mais pesadas e debochadas criticas. Mas, entendo eu, que Nietzsche não fez questão de diferenciar esse cristianismo das outras verdades religiosas, julgando que tudo é a mesma coisa, logo, juízo vulgar para um filósofo de sua estirpe. Mas, ele também afirmou que no futuro outros filósofos dariam conta de desmascarar essas manobras político-religiosas. Digo também, que ele ousadamente disse verdades irrevogáveis aos padres e teólogos protestantes que brinca com a verdade, seja ela filosófica ou religiosa, faltando-lhes, acima de tudo, honestidade, verdade e fé.
 ”O idealista, nem mais nem menos que o padre, tem todos os grandes conceitos na mão (e não só na mão), ele brinca com eles com um benévolo desprezo pela “razão”, pelos “sentidos”, a “honra”, o “bem viver”, a “ciência”, ele vê essas coisas como algo inferior, como forças sedutoras e nocivas sobre as quais o “espírito” paira em sua auto suficiência: como se humildade, castidade, pobreza – numa palavra, santidade – não tivessem causado mais danos à vida do que qualquer horror e vício... O espírito puro é puro engodo... Enquanto o padre ainda for tido como homem superior, esse enganador, esse difamador, envenenador profissional da vida, não existirá resposta para a pergunta: o que é verdade? A verdade é colocada de cabeça para baixo, quando o consciente advogado do nada e da negação passa pelo representante da “verdade” ... " A barbárie doentia chegou ao poder como igreja". (NIETZSCHE O Anticristo Maldição do Cristianismo. CLÁSSICOS ECONÔMICOS NEWTON. PÁG. 31. (*Aforismos 9 e 37). 1992.
Diz a bíblia referindo-se ao poder papal que se instalara em 476: “E proferirá palavras contra o Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues em sua mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo”. Daniel 7: 25. Repito, há muita literatura que trata desse assunto por isso não vou comentá-lo. O livro: O Grande Conflito de Ellen G. White dá em detalhes toda essa trama. Ed. CASA PUBLICADORA BRASIELIRA. Tatuí, SP.
Listarei algumas mudanças que esse poder fez com relação aos escritos bíblicos: Mudou o primeiro mandamento: Não terás outros deuses diante de Mim. A igreja adotou o politeísmo.
Não farás para ti imagens de esculturas. Ela adotou todos os cultos às imagens e criou deuses para o povo adorar.
O dia bíblico é de um pôr do sol ao outro. A igreja mudou, ficando da meia noite a outra.
O dia Santo para a adoração e reconhecimento que há um Deus criador de tudo é o sábado. A igreja santificou e cultua seus deuses no domingo. Outras tantas mudanças aconteceu e continua acontecendo e continuará até a volta de Cristo.
       Atenção! Todos protestantes que se aliam ao catolicismo nessas práticas contrárias a bíblia, faz parte desse cristianismo impuro.


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

“RELIGIÕES: SÃO INVENÇÕES HUMANAS”? - I


          A filosofia, a sociologia, a história e outras ciências, são unânimes em afirmar que as religiões são criações humanas, e estas foram inventadas nos diferentes continentes para estabelecer o comportamento prático e emocional baseados no temor dos deuses. A ética, segundo a filosofia, é a ciência que estuda esses costumes comportamentais. Neste e nos próximos dois ou três artigos mostrarei à luz da filosofia e da religião bíblica que nem tudo é criação dos homens, mas que há uma religião revelada em vigor ainda hoje apesar dos ataques das ciências e "teologias antropocêntricas".
          A primeira e mais ilustre das invenções humanas foi o pensamento filosófico, a filosofia. E esta nasceu com propósitos definidos: eliminar do consciente da humanidade a inutilidade do conhecimento mítico, místico e revelado, isto é, a mitologia, a transcendência mística baseadas em rituais religiosos e a verdade revelada defendida pelos hebreus, israelitas e por último os judeus. Então, quando se fala em religiões e quem fala tem que saber diferenciar a religião das religiões, pois nem tudo que é parecido é igual e verdadeiro.
          Quando surgiram os primeiros filósofos na Grécia antiga (VII a. C.) o propósito deles era criar um conhecimento antropocêntrico, eliminando as três fontes citadas acima. Para isso eles começaram analisar o Cosmo (ordem universal) e a natureza, essa análise era baseada na sensibilidade, isto é, nos sentidos, visão, tato, audição etc. por isso, ciência sensível. Logo, todo conhecimento que fosse comprovado dentro dessa lógica era o verdadeiro conhecimento. O primeiro desafio deles era comprovar que o universo tinha outra causa, e Deus, o criador era apenas uma invenção hebraica, de Moisés. Por duzentos anos analisaram os elementos da natureza em busca de um ou alguns deles que fossem a causa do Cosmo e da vida. Não encontraram. Deduziram por meio de Heráclito (V-IV a. C.) que o Movimento Natural, geração e corrupção ou nascimento e morte, é, por si só o causador de tudo, ou melhor, a natureza, independente de Deus ou deuses é autogeradora e mantenedora de tudo. Esse primeiro período filosófico chama-se Pré-Socrático, ou naturalista. Então, dessa primeira investida antropocêntrica não foi possível eliminar os deuses, o Deus dos judeus, mas acrescentar mais um deus, a natureza.
          O conhecimento filosófico sempre busca a visão do todo, do universo, está em busca da verdade, seja ela qual for e doa a quem doer; os filósofos têm essa prioridade, a verdade. Sócrates, o primeiro filósofo Pós-Naturalistas, desviou o foco da natureza e focou no homem e seu comportamento ético. Como não foi possível encontrar um elemento causador de tudo, Sócrates admitiu a origem do Cosmo em alguém ou algo além desse mundo e esse algo é para ele uma Inteligência Superior a do homem. Então, deduz-se que o deus de Sócrates é apenas um conceito, uma Inteligência Superior. Assim, podemos inferir também que Sócrates era Monoteísta. Ele criticou o politeísmo grego, as injustiças políticas cometidas em Atenas e estava redirecionando, corrompendo a juventude com sua filosofia e era também defensor da verdadeira democracia, isto é, o povo teria que participar do governo, [...] por essas e outras foi condenado à morte; teve a oportunidade de fugir, porém, para ser coerente aos princípios democráticos defendidos por ele preferiu morrer que ser incoerente. E assim, segundo a ordem da justiça, tomou o copo de Cicuta, bebeu-o lentamente e morreu.
          Platão, discípulo de Sócrates, descendia de família política e estava sendo preparado para ser político, vendo o que acontecera a seu mestre, temendo a mesma sorte fugiu de Atenas e por doze anos ficou no Oriente pesquisando outras constituições para, se preciso fosse, aplicá-la à Atenas. Nesse período chegou a ser vendido como escravo; teve contato com os discípulos de Pitágoras, os pitagóricos, aprendendo as teorias místicas e outras formas de cultos ocultos, logo, Platão foi um filósofo mítico-místico racionalista, não é por acaso que foi o filósofo que criou filosofias e místicas antagônicas à bíblica que foram introduzidas no cristianismo, que são, ainda hoje, a base de todos os espiritualistas católicos, espíritas e protestantes da atualidade. Vamos analisar a jogada filosófico-religiosa de Platão para entendermos a quem servimos, cultuamos em nosso dia a dia.
Platão, voltando para Atenas fundou a sua escola, a Academia. Seguindo a mesma lógica de seu mestre Sócrates, admitiu também que a ordem Universal tem sua causa fora de nosso planeta. Para não ser diferente do mestre, criou a ideia de seu deus, o demiurgo, deus plasmador, isto é, aquele que cria a partir da matéria, sendo apenas um modelador, ele não cria nada a partir do nada, ele precisa da matéria pré-existente, então, demiurgo é o conceito do deus platônico. Ao viajar o mundo oriental quando fugia, Platão percebera que os mitos e as místicas eram criações humanas, e o que fazia a diferença nessa babilônia religiosa eram os judeus com sua religião revelada, sua religiosidade era racional, seu livro, a bíblia, não tinha um autor homem, estava sendo composta, escrita por diferentes personagens históricos baseados em revelações, e a ação desse povo era coerente às orientações escrita-reveladas. Mas, como a filosofia precisava derrubar todas as formas de religiosidade, o ataque teria que ser certeiro, se não minar a religião bíblica em vão será nossa luta contra a origem e o originador do Universo. Então, filosofia sempre foi e é antagônica aos escritos bíblicos em especial.
MUNDO DAS IDEIAS
          Platão criou o mundo das ideias, mundo ilusório. Porém, para ele, o verdadeiro mundo, a realidade, é o que está em nossa mente aquilo que criamos a partir da imaginação; e ilusório é o mundo no qual vivemos e tiramos nosso sustento, enfim, a realidade mundana. Percebeu a primeira jogada filosófica de Platão? ele fez a inversão da realidade: a realidade é aquilo que está em nossa mente e a concretude real do mundo em que vivemos é uma ilusão. E a segunda jogada foi mais audaciosa, magistral. Atacou diretamente o ensino bíblico, prova com isso que a filosofia tem como prioridade, destruir o que Deus criara e dissera ser a verdade.  
Platão faz sua segunda jogada filosófica a partir do conceito de alma; Segundo a bíblia a pessoa é uma alma vivente, ele não tem uma alma, ela é uma alma, um ente racional semelhante ao seu criador, capaz de pensar e executar o pensado, de falar e criar estruturas cognitivas, expor seus pensamentos, logo, racional tal qual o Deus criador. O que fez Platão? Dividiu a indivisível pessoa, em corpo mortal e alma imortal. Morrendo a pessoa, o corpo, segundo a bíblia e Platão, vai para a sepultura; e a alma, segundo a bíblia, que é o sopro divino continua com Ele, Deus, pois a Ele pertence; segundo Platão, a alma vai para o mundo das ideias, o Hiperurânio, mundo das formas perfeitas e por lá fica mil anos se purificando, passados os mil anos, ao voltar para se reencarnar, banha-se no rio ou lago do esquecimento e esquece tudo que vira, reencarnada, passa a ensinar a nova pessoa sobre o que vira no mundo das ideias, esse ensinamento dá-se pela reminiscência (lembrança do que vira). Como se dá esse ensinamento? Pela anamnese (relembrar), à medida que a criança vai contemplando as coisas nesse mundo ela vai relembrando o que a alma vira no mundo das formas perfeitas, o Hiperurânio; segundo Platão, de cada coisa natural que há aqui, há uma mostra perfeita e eterna naquele mundo, e o período que alma passa lá é justamente para isso, aprender contemplando as formas perfeitas, então, aprender para Platão é relembrar, se isso fosse verdade, para que uma academia, escolas. Só para fechar o raciocínio, Aristóteles, discípulo de Platão, discordou do mundo das ideias do mestre e defendeu que a verdadeira realidade está presente em nosso planeta e é por aqui que devemos focar nossas pesquisas acadêmicas, porém, Aristóteles deu também sua contribuição para acabar de vez com o pensamento bíblico, segundo ele, não apenas as pessoas têm alma, os animais irracionais e os vegetais também a possuem, e que sem esta, a alma, as próprias pesquisas, o conhecimento estaria comprometido, o comportamento instintovo dos animais não existiria e as vegetais não produziriam. Então, a alma é o que faz a ligação entre todos, é uma extensão que se completa, divergindo apenas em graus a sua presença, tendo o homem a intelectiva, racional; os irracionais a sensitiva e os vegetais a vegetativa. Aristóteles, a exemplo dos dois clássicos anteriores, Sócrates e Platão, também inventou seu deus conceitual, o Motor imóvel que move todas as coisas sem se mover, que causou tudo sem ser causado. Esses três filósofos são unânimes em admitir que tudo o que existe no Universo só pode ter vindo de alguém superior aos homens, eles só não admitem que esse alguém seja o Deus bíblico, por isso criaram seus deuses, um conceito, para compor suas filosofias.
          O Mundo das Ideias de Platão foi muito bem elaborado que Santo Agostinho (IV d. C.) aplicou-o ao cristianismo primitivo, deturpando-o, Sendo, daquele momento em diante a base teológica de todos os credos que creem na imortalidade da alma e na reencarnação da mesma, é esse cristianismo platônico que todos os filósofos que estão em busca da verdade condenam; mas temos que admitir que, independentemente das críticas filosóficas, a religião bíblica foi abalada, mas não exterminada e dá para mostrar àqueles que desejam a salvação em Cristo, que é possível separar teologia bíblica de teologia filosófica e servir ao Deus criador em pleno século XXI.
 Vou seguir com nesse raciocínio filosófico nos próximos artigos, mostrando que a bíblia é a verdade absoluta e esta fará a diferença na atualidade, defendendo a fé verdadeira e a salvação em Cristo Jesus!

Filósofo e professor Isaías Correia Ribas.
  



sexta-feira, 2 de novembro de 2012

FORÇAS MÍSTICAS QUEREM APODERAR-SE DO ESTADO



          Desde a antiguidade as religiões e a mitologia sempre procuraram se aproximar da política para, através dela usar o Estado como meio de impor seus dogmas e mitos; Sempre que pensamos nos continentes nos lembramos da religião predominante para certificar-nos se a identificação está correta; constantemente esses líderes alinharam sua pessoa ao Estado, sendo este, o meio de imortalizar e/ou “reviver” o religioso, e consequentemente fazer que as futuras gerações sejam seguidoras da religião estatal. Dessa prática surgem os fundamentalistas que matam e se mata em nome dessa crença, com a perspectiva de vida além da morte. Todas apresentam meios para o transcendental, estão em busca de uma saída para essa lógica antagônica de geração e corrupção (nascimento e morte).
          O apocalipse bíblico relata que bem próximo do ato final de Deus com relação ao pecado e a salvação, forças místicas irão à busca dos reis da Terra para lutar contra as calamidades (pragas), que estarão caindo sobre a humanidade em diferentes lugares. “E da boca do Dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta, vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Pois são espíritos de demônios, que operam sinais; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregarem para a batalha do grande dia do Deus Todo-poderoso”. (Apocalipse 16: 13 e 14).
         As sete pragas apocalípticas ocorrerão bem próximo da segunda volta de Cristo. As dez pragas egípcias foram os meios de Deus para dar a última oportunidade a faraó para reconhecê-Lo como o Senhor do Universo. Aquelas calamidades causou o livramento do povo de Israel do cativeiro egípcio, onde, por quatrocentos anos Israel servira aquele povo. A intervenção futura de Deus nos negócios da humanidade terá a finalidade de libertar os seus fieis da escravidão do pecado. Satanás não quer perder seu “domínio terrestre”. Então, ele fará todo o possível para que isso não aconteça, levando aos reis da terra, através dos líderes religiosos, o último apelo para que os que guardam os mandamentos de Deus e tem o testemunho de Jesus sejam destruídos, pois são eles os causadores da ira de Deus e consequentemente a causa das pragas estarem assolando a humanidade.
          A profetisa Ellen G. White (1827-1915), diz o seguinte sobre esse evento: “Vi então que as sétimas últimas pragas deviam logo ser derramadas sobre os que não tinham nenhum refúgio, embora o mundo a elas se referissem como não sendo mais que muitas gotas de chuva que estivessem para cair. Foi-me então permitido suportar a terrível visão das sete últimas pragas, a ira de Deus. Vi que Seu furor era terrível, e que se Ele estendesse a Sua mão, ou a levantasse em ira, os habitantes da Terra seriam como se nunca tivesse sido, ou sofreriam de incuráveis feridas e devastadoras pragas que sobre eles viriam, e não encontrariam livramento, mas seriam por elas destruídos. Fiquei tomada de terror, e caí sobre o meu rosto perante o anjo, e supliquei-lhe fosse a visão removida. Então compreendi, como nunca dantes, a importância de examinar cuidadosamente a palavra de Deus, para saber como escapar às pragas que a palavra declara hão de vir sobre todo ímpio, que adora a besta e a sua imagem, e recebe o sinal na sua testa ou em suas mãos”.  “Estas pragas não são universais, ao contrário os habitantes seriam inteiramente exterminados. Contudo, serão os mais terríveis flagelos que já foram conhecidos por mortais. Todos os juízos sobre os homens, antes do final do tempo da graça, foram misturados com misericórdia. O sangue propiciatório de Cristo tem livrado o pecador de receber na medida completa de sua culpa; mas no juízo final a ira é derramada sem mistura de misericórdia”. (PRINCÍPIOS DE VIDA. Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia. CASA PUBLICADORA BRASILEIRA, TATUÍ, SÃO PAULO. PÁG. 317. 1988)
          No Brasil já é possível perceber, por meio dos movimentos místicos, que eles querem o poder político para impor suas prerrogativas “teológicas”, místicas, sobre o restante da população. Mas, segundo as profecias bíblicas, um poder superior aos dos homens e contrário ao de Deus, logo, satânico, é quem arregimenta esses seguimentos religiosos para que no dia “D”, eles possam, junto com o restante dos líderes mundiais, fazer essa obra funesta. A bíblia declara que esses religiosos não guardam os mandamentos de Deus, embora, parte deles, verbalmente O reconhece como o Soberano do Universo. Então, a conclusão é simples e fácil: Os perseguidores são os transgressores da lei de Deus e os perseguidos são os que guardam os mandamentos de Deus e tem o testemunho de Jesus (Espírito de Profecia). “Então me lancei aos seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito de profecia”. (Apocalipse, 19: 10) Esses seguimentos são compostos pelos líderes do catolicismo, do protestantismo, principalmente os Neopentecostais e espiritualistas em geral que buscam a maçonaria para apoderarem-se do poder, seja ele eclesiástico ou político. A Maçonaria é uma entidade mítica-mística-filosófica, eclética; isto é, aceita adeptos de qualquer religião para ser iniciado em seu ocultismo, uma vez iniciado, faz parte de sua irmandade mundial, que sempre influenciou e influencia junto ao catolicismo e o protestantismo na política Ocidental e mundial. Essa tríade, atualmente está se organizando para dominar todo o poder do Estado em benefício de suas intenções políticos-religiosas particulares. Os intelectuais católicos e a sua hierarquia eclesiástica circulam entre os três poderes democráticos, procurando influenciar nas decisões como um todo; Os intelectuais maçons buscam a superestrutura, principalmente as universidades públicas para, através do conhecimento, influenciar na eleição e manutenção do poder político, para que este fique em suas mãos; os outros maçons procura dominar outros poderes de segundo escalão, o comércio e a indústria, tendo assim, o domínio sobre o capital e os trabalhadores; os protestantes (Neopentecostais) quer ser político eleito, pois com o poder nas mãos, mais influencia terá para executar essa estranha obra. Se há essa consciência maligna nesses líderes, não sei, só sei que a bíblia diz que Satanás usará esses poderes para ir contra o próprio Deus e seus seguidores, adoradores. A atual ideologia para a alienação da sociedade é desenvolvida e está aplicada na educação pública nos ensinos básico e médio sob o paradígma:"PROGRESSÃO CONTINUADA". Com esta alienação beneficiam-se políticos e religiosos que precisam dessa massa para se sustentarem no poder político-religioso. Será que Deus, o criador, é para os religiosos, apenas um conceito, como é para os filósofos? Se a fé em Deus não nos leva a agir para o bem de todos, de que adianta os rituais evangélicos, sagrados, se não zelamos pelo desenvolvimento de todos? está na hora de refletirmos sobre a verdadeira fé.

 Filósofo e professor Isaías Correia Ribas.

sábado, 20 de outubro de 2012

FOMOS CRIADOS À IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS


          O fundamental para entendermos essa afirmação bíblica é compreendermos os dois conceitos: *IMAGEM E SEMELHANÇA.
IMAGEM: Para alguns filósofos a imagem mental não representa o real. “A ideia é uma imagem mental do objeto externo, isto é, um retrato ou figuração desde que aparece em nossa mente”. E a discussão acaba quando se pede a definição real de virtude, já que temos a imagem de uma pessoa virtuosa em nossa mente. “Para os psicólogos o termo “imagem” designa toda representação sensível (auditiva, tátil ...). Assim, podemos ter a imagem de uma melodia em nossa cabeça, ou imagem de nosso corpo. Essa imagem (objeto do espírito), se distingue desse outro objeto do espírito que é a ideia, na medida em que possui um ponto de partida uma percepção sensorial. A faculdade de produzir imagens mentais constitui a *imaginação. Até aqui, baseando-se em imagens mentais, não é possível aplicá-la para defendermos o relato bíblico de que fomos criados à imagem de Deus.
          A arte que trabalha com as cópias (mimética), pode nos ajudar nessa definição, pois um bom artista mimético define-se pela sua capacidade de representar a realidade a partir da imitação daquilo que já existe na natureza. Deus, o artífice por excelência, decidiu povoar o planeta Terra com entes criados a partir de sua própria forma, por isso criou-nos à sua imagem, cópia. Mas que prova há de que somos cópias da forma divina? A encarnação de Cristo, o Deus tornando-se homem e vindo habitar entre nós. “Quem vê a mim vê o Pai”; “Eu e o pai somos um”. Então, o Cristo histórico que morreu na cruz é a prova racional de que somos a imagem (cópia) fiel de Deus.
          O filósofo Friedrich W. Nietzsche (1844-1900), Ateu, defensor de que somos produtos da natureza, sendo esta autogerada e geradora de tudo sem finalidade alguma, diz assim sobre o Cristo: “Somente a prática cristã, uma vida como a dele, que morreu na cruz, é cristã... Ainda uma vida assim é possível, para alguns homens até necessária: o cristianismo verdadeiro, o original, será possível em todas as épocas... Não uma fé, mas um agir, sobretudo não-fazer-muitas-coisas, ser de outra forma [...] Reduzir o ser cristão à cristandade, ao ter-por-verdadeiro, a uma fenomenologia da consciência significa negar o cristianismo”. (No contexto nietzschiano ele está condenando o cristianismo platônico).
O Cristo que morreu na cruz ressuscitou dentre os mortos e após quarenta dias subiu ao céu é, para os que têm fé, o Deus encarnado que veio revelar o pai e demonstrar Seu amor aos pecadores. Para outros Ele foi apenas um revolucionário e para a maioria, um homem fora do comum. Independente de nossas conclusões particulares Ele existiu e está confirmado na história, inclusive pelos racionalistas filosóficos.
SEMELHANÇA: este segundo conceito vai completar a semelhança (outros atributos divinos) à imagem, cópia do Criador, o homem. Somos semelhantes a Ele porque pensamos, raciocinamos, projetamos e executamos o projetado. Temos o *logos (palavra), a capacidade de falar, explicar e criar raciocínios, de dominar sobre todas as outras criaturas irracionais e às outras formas de vida, dominamos porque Deus nos criou semelhantes a Ele, e para isso Ele nos deu inteligência!
Mas alguém questionou: Se somos criados à imagem e semelhança de Deus, como aceitar essa argumentação se Deus é espiritual e nós somos carnais, não deveria ser o homem também um ente espiritual, vestido de luz? Sim, e foi assim mesmo que aconteceu, o casal estava vestido de luz, falavam pessoalmente com o Criador! O pecado levou-os, de imediato, a perderem essa característica divina, percebendo prontamente que estavam nus, Deus, que os visitava diariamente percebeu que o casal se escondia Dele, foi quando vestiu-os com falhas de palmeiras e até hoje, para cobrir nossa nudez fazemos nossas roupas, suamos para ganhar nosso alimento diário e as mulheres passaram a ter dores de parto...
         Contrariando a argumentação de que a humanidade está melhorando com o passar do tempo diz Nietzsche: “A humanidade não representa uma evolução para melhor, para o mais forte ou o mais elevado, da forma como costuma-se acreditar atualmente. O “progresso” é apenas uma ideia Moderna, isto é uma ideia falsa. O europeu de hoje permanece em seu valor abaixo do europeu da Renascença. O desenvolvimento progressivo não constitui simplesmente, de forma necessária, elevação, crescimento, fortalecimento. Num outro sentido, nos mais diversos cantos da terra e vindo das mais diversas culturas, existe um êxito constante de casos isolados, em que se manifesta, de fato, um tipo superior: algo que em comparação com toda a humanidade é uma espécie de super-homem. Tais ocorrências ocasionais de grande êxito têm sido sempre possíveis e, talvez, sempre continuem possíveis. E mesmo gerações inteiras, tribos, povos podem sob certas circunstâncias representar um desses acertos afortunados”.
          Deus é o autor da fé e da razão, logo, fé e razão completam-se, explicam, se harmonizam. Sábio é quem busca o conhecimento para prestar a Deus um “culto racional”. A história do pecado é apenas um parêntese na eternidade. A restauração da imagem e semelhança edênica dar-se-á por ocasião da 2ª volta de Cristo ao planeta Terra!
 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: NIETZSCHE, O Anticristo, Maldição do Cristianismo. 1905-1906. CLÁSSICOS ECONÔMICOS NEWTON.

Filósofo e professor Isaías Correia Ribas.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

“A BÍBLIA ‘É’ (...)”


          A bíblia subsiste ao tempo, às culturas e às críticas dos racionalistas que a rejeitam como sendo a palavra dada, revelada por Deus, por meio dos profetas à humanidade. Independentemente dos calendários existentes; é possível, pela análise bíblica, harmonizar a história e às ciências aos relatos desse rejeitado e questionado livro, rejeitado como revelação divina, única saída racional, mediada pela fé, para a humanidade.
          Por meio da genealogia bíblica, chega-se às datas aproximadas dos grandes eventos históricos!
GENEALOGIA
Adão viveu 130 anos e gerou a Sete.                                                                                    
Sete viveu 105 anos e gerou a Enos.                                                                                     
Enos viveu 90 anos e gerou a Quenã.                                                                                     
Quenã viveu 70 e gerou a Maalalel.                                                                     
Maalalel viveu 75 anos e gerou a Jarede.                                                        
Jarede viveu 162 anos e gerou a Enoque.                                                                            
Enoque viveu 65 e gerou a Matusalém.                                                                                  
Matusalém viveu 187 anos e gerou Lameque.                                                                    
Lameque viveu 182 e gerou a Noé.                                                                                       
Noé viveu 500 e gerou Sem, cão e jafé.                                                        
Noé tinha 600 anos quando o dilúvio veio sobre a terra. Logo, mais 100 anos.                                                
A soma de todos esses anos é: 1.662. Logo, o dilúvio ocorreu nesse período após a criação.                                          
(Gênesis capítulos 5-7)
RECOMEÇO
          Com Noé e sua família houve o recomeço do povoamento do planeta. A história do pecado, suas consequências e o plano de salvação continuaram.
Dois anos após o dilúvio Sem gerou a Arfaxade. (Gên. 11: 10), logo, 1.664.
Arfaxade viveu 35 anos e gerou a Selá.                                                                                   
Selá viveu 30 anos e gerou a Eber.                                                                                          
Eber viveu 34 anos e gerou a Pelegue.                                                                                    
Pelegue viveu 30 anos e gerou a Reú.                                                                                     
Reú viveu 32 anos e gerou a Serugue.                                                                                    
Serugue viveu 30 anos e gerou a Naor.                                                                                   
Naor viveu 29 anos e gerou a Tera                                                                                          
Tera viveu 70 anos e gerou a Abrão, Naor e Harã                                                                 
Aos 75 anos Abrão saiu de Ur e foi rumo à Canaã                                                                
Então, em 2029, Abrão deixou sua terra e parentes e foi-se rumo a Canaã.

Aos cem anos de Idade Abrão gerou a Isaque: 2029 + 25 = 2054, logo, Isaque nasceu no ano 2054 após a criação.                                                                                                  
                                                                                                                                    
Viveu Isaque 60 anos e gerou a Esaú e Jacó (gêmeos).                                                         
Aos 130 anos de idade Jacó chegou ao Egito.                                                                       
Após 400 anos de servidão a casa Jacó (Israel) deixou o Egito.                                            
A soma de todos esses anos é 2644, época que Israel peregrinou no deserto rumo à Canaã.                                                                                                                        
Obs. os calendários da antiguidade divergem-se do atual.
          Essa curiosidade genealógica serve apenas para mostrar que, apesar das divergências, há uma aproximação, e, é por isso que as datas antigas são sempre feitas dentro dos séculos, que é um número aproximado.
          Flavio Josefo, soldado e historiador Judeu (séc. I d. C.), relata com mais precisão essas datas: “Estando assim preparadas todas as coisas, o Rei Salomão começou a construir o templo, no quarto ano do seu reinado e no segundo mês, que os macedônios chamam de Artemísio e os hebreus, Jar, (que é mês de abril) quinhentos e noventa e dois anos depois da saída do Egito, mil e vinte anos depois que Abraão saíra da Mesopotâmia, para vir à terra de Canaã, mil quatrocentos e quarenta anos depois do dilúvio, três mil cento e dois anos desde a criação do mundo”. (HISTÓRIA DOS HEBREUS por FLAVIO JOSEFO, Vol. III. pág. 23. 1956. EDITORA DAS AMÉRICAS).
          Você deve estar se perguntando: mas as ciências atuais, ao calcularem as datas de determinados achados fósseis, com suas ferramentas de “precisão”, as datações vão além dos mil, chegando aos milhões de anos passados. Assim, quem está com a razão, a verdade?  Na minha interpretação, ambas são verdadeiras: quando a ciência chega aos milhões de anos, prova-se que o planeta Terra foi criado na eternidade e as datações genealógicas bíblicas, trás os relatos após a entrada do pecado, quando houve um corte na eternidade para que o Universo racional limitado, a humanidade e os ilimitados, entes celestiais, compreendessem a história do pecado e suas consequências.

Professor e filósofo Isaías Correia Ribas.