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quarta-feira, 24 de julho de 2019
sexta-feira, 12 de julho de 2019
ONTOLOGIA
Parmênides
de Eléia, após as análises dos filósofos naturalistas e não encontrar o
elemento originador do universo e da vida no planeta Terra para negar o
criacionismo bíblico, fundou a ontologia e concluiu que “O
Ser É”. Então, entende-se, que, com
Parmênides, a natureza sai do foco filosófico e entra o “Ser que é em si”, o Criador que os israelitas adoravam guardando
os dez mandamentos e outras leis que dera aos seus filhos gozarem de saúde e
felicidade mesmo tendo herdado a natureza pecaminosa; demonstrando ter fé que o
filho de Deus nasceria como o prometido. Jesus nasceu, e, por trinta e três
anos conviveu com as tentações de Satanás para comprovar que era possível aos
anjos, Adão e Eva, caso confiassem na palavra do Ser que É
não teria cedido às argumentações de Lúcifer que levantara dúvidas sobre o
caráter do Ser que é em si. Antes de Jesus
se oferecer em sacrifício no lugar dos tenros e inocentes animais, convivera
como homem à semelhança de Adão e vencera todas as tentações elaboradas por
Satanás, confirmando que basta os humanos serem praticantes das leis divinas
para não pecar. Condição necessária para alcançar a perfeição, a santidade, e
herdar a vida eterna. Nessa busca para alcançar a salvação, o que for
impossível ao ser humano, o sacrifício e a perfeição de Jesus completam.
Pergunto ao leitor
Pecamos porque somos pecadores ou por que
escolhemos pecar? Sem dúvida alguma, porque escolhemos pecar; pois, o pecado,
nasceu a partir de seres santos e perfeitos no contexto onde não havia o mal. Logo,
o fato de herdarmos a natureza pecaminosa, não justifica e nem determina que
devamos viver na prática do pecado. Por isso, é possível aos que herdaram a
natureza pecaminosa alcançarem a santidade e a perfeição; pois, pecar é
transgredir as leis de Deus; e, o não pecar é
viver sendo fiel cumpridor das leis de Deus. Por isso a
santidade e a perfeição são possíveis aos seres humanos que desejarem. Então,
não foi por acaso o que disse Jesus:
Portanto, cingindo o vosso
entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu
na revelação de Jesus Cristo, como filhos obedientes, não vos conformando com
as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas, como é santo
aquele que vos chamou sede vós também santos em toda vossa maneira de viver,
porquanto escrito está, sede-vos santos como sou santo. (I
Pedro 1: 13-16)
Sede vós, pois, perfeitos, como é
perfeito o vosso pai que está nos céus. (Mateus 5: 48)
Por isso é possível aos seres humanos que
conhecem e confiam na palavra de Deus, alcançarem a santidade e a perfeição no
mundo atual através da graça concedida aos que buscam serem fieis às leis de
Deus, condição necessária ser salvo na segunda vinda de Cristo!
Heráclito opõe-se a Parmênides
Heráclito de Éfeso, contemporâneo de
Parmênides, saiu em defesa dos objetivos da filosofia afirmando que o Ser em si é o “devir”
(movimento), ou seja, a existência se
perpetuará sendo e deixando de ser; existindo por um período e morrendo como
está patente aos olhos de todas as pessoas. Heráclito usa o fogo como principal
elemento causador do movimento transformador da natureza; pois, à sua ação tudo
se transforma, deixando de ser o que é para ser algo novo; no caso, na queima
de um pedaço de madeira, temos o carvão, cinza e gases tóxicos. No caso dos
seres vivos que se reproduzem, a morte é necessária para dar lugar a outros.
Mas Parmênides apresentara argumentos mais lógicos, válidos e verdadeiros
frente aos de Heráclito. Prova disso é que os filósofos clássicos, Sócrates,
Platão e Aristóteles, admitiram a existência de Deus segundo Moisés comprovara
cientificamente através da genealogia. Há outros pensadores Pré-socráticos formulando
teses sobre a gênese da vida e do cosmo; mas nos duzentos anos de investigação,
houve somente a descoberta do átomo que possibilitou o desenvolvimento
científico em diversas áreas do conhecimento. Mas, quanto haver um elemento genético,
causador de tudo que há no universo e vida no planeta Terra, nenhum filósofo e
cientista, até hoje, descobrira e comprovara cientificamente sua existência.
Escreveu
Heráclito:
Fogo
é o elemento e “todas as coisas são permuta do fogo”. Tudo se origina por
oposição e tudo flui como um rio, e limitado é o todo e um só cosmo há; nasce
ele de fogo e de novo é por fogo consumido, em períodos determinados, por toda
eternidade. E isso se processa segundo o destino. Dos contrários, o que leva a
gênese chama-se guerra e discórdia, e o que leva a conflagração, concórdia e
paz, e a mudança é um caminho para cima e para baixo, e segundo ela se origina
o cosmo. O ser é e não é. Heráclito nada explica com clareza. Por isso é
reconhecido como filósofo obscuro. (Os
Pensadores, p. 76. São Paulo 1978. Abril cultural)
Sendo o fogo o elemento genético, pergunto:
Por que esse fogo se extinguiu? O fato que não houve esse fogo é que a vida se
perpetua segundo os meios apresentados na Bíblia. Pela insustentabilidade de
suas argumentações, a tese de Heráclito foi desconsiderada pelos filósofos
clássicos.
Filósofo
grego da escola eleata (nascido em Eleia), Parmênides representa, em face de
Heráclito, o outro polo do pensamento humano. Para ele, é a mudança e o
movimento que são ilusões. O *devir não passa de
uma aparência. São nossos sentidos que nos leva a crer no fluxo incessante dos
fenômenos. O que é real é o *ser único, imóvel, imutável, eterno e oculto sob o
véu das aparências múltiplas. “O ser é, o não ser não é”. Quer dizer: o ser eterno,
substância permanente das coisas, por conseguinte, imutável e imóvel, é o único
que existe. O não ser é a mudança, pois mudar é justamente não ser mais aquilo
que era e tornar-se aquilo que não é ainda. (Dicionário
Básico de Filosofia).
Empédocles
Empédocles de Agrigento (490-435 a. C.) é
o autor desta última hipótese sobre as origens da vida na Terra para negar a
existência do Ser que é em si, perceba que ele
apela como tudo sendo movidos por amor e ódio.
Empédocles
conta como àqueles elementos que acabamos de falar (a saber, a água, ar e
fogo). Estes elementos subsistem sempre e não são gerados, salvo no que tange
ao aumento ou diminuição, unindo-se para (formar) uma unidade ou dividindo-se a
partir desta unidade. Este Empédocles estabelece quatro elementos corporais,
fogo, ar, água e terra, que são eternos e que muda aumentando ou diminuindo
mediante mistura e separação; mas os princípios propriamente ditos, pelos quais
são movidos, são o amor e o ódio. (Idem. p. 214)
Esses primeiros filósofos elaboraram suas
teses sobre o elemento genético baseando-se nas percepções dos sentidos que
capta o que há à nossa volta. Mas nenhum deles apresentou raciocínios lógicos
que fossem válidos e verdadeiros; que fossem passivos de comprovação empírica no
futuro. Por isso, suas ideias e ideais não se concretizaram, limitando-se à
fase hipotética.
Já
na segunda via os mortais de duas cabeças, pelo fato de atentarem para os dados
empíricos, as informações dos sentidos não chegariam ao desvelamento da verdade
(aletheia) e à certeza permanecendo no nível estável das opiniões e das
convenções de linguagem. (Ibid.
p. XXVI)
Então, deduz-se, que, filosoficamente, cientificamente e religiosamente
falando, todas as teses e teorias, necessariamente, tem que passar pelo
processo empírico para chegar à verdade indubitável; caso contrário, continuam
fazendo parte do mundo das utopias, opiniões baseadas em convenções da
linguagem. As duas cabeças citadas são o empirismo e raciocínios lógicos. Como
os primeiros filósofos não desenvolveram nenhum método científico e raciocínios
lógicos para mostrar evidências lógicas e comprovarem empiricamente suas
descobertas, suas discussões e conclusões se limitaram às opiniões. O primeiro
ente criado a fazer uso da linguagem para questionar o Criador e enganar os
anjos e o primeiro casal Adão e Eva foi Lúcifer. De lá para cá, muitas pessoas
desenvolveram essa habilidade para argumentar baseando-se na linguagem
independentemente de ser a verdade. Preste atenção nos discursos dos líderes religiosos
que são contrários à validade das leis de Deus; eles conseguem negá-las de
Bíblia em punho através da retórica; assim, em nome de Deus, aqueles que
deveriam alertar seus seguidores quando à arte de enganar de Satanás, colaboram
com o enganador, fazendo as pessoas acreditarem que o pastor, padre e outros
líderes fundadores de denominações religiosas, são os responsáveis pela
salvação dos que acreditam independentemente de ser a verdade. Mas ninguém será
salvo sem ter uma experiência consciente e literal com o salvador sendo fiel
obediente às leis de Deus. Por isso advertiu o experiente discípulo e Apóstolo
Pedro:
Sedem sóbrios, vigiai,
porque o diabo, nosso adversário, anda em derredor, bramando como leão,
buscando a quem possa tragar.
(I Pedro 5: 8)
quarta-feira, 3 de julho de 2019
FILHOS DE DEUS E DOS HOMENS
Caim, depois de questionar a Deus e matar
seu irmão Abel, foi habitar ao oriente do jardim, na terra de Node. Futuramente
casou-se e nasceu-lhes o primeiro filho e os pais deram-lhe o nome de Enoque e o
pai fundou uma cidade em sua memória. Os descendentes de Caim são conhecidos
como filhos dos homens, os primeiros a viver ignorando a existência do Criador
e validade de suas leis; e continuam trabalhando para concretizar seus
objetivos através de todas as nações. Por
isso, é necessário que a Bíblia seja analisada por todos, principalmente por
aqueles (as) que trabalham elaborando e transmitindo o conhecimento, único meio
de termos a visão do-todo, meio de concluir qual é a verdade que deve
determinar nosso comportamento. A maldade, a partir dos rebeldes descendentes
de Caim, crescera tanto que eles buscaram explorar áreas compostas de minerais,
surgindo mineradoras, os fundidores, metalúrgicos fabricantes de objetos de
metais e armas que garantisse a segurança pessoal e das propriedades. Assim,
cada um buscando defender o que era considerado como seu, surgiram os
guerrilheiros e as guerras entre todos os povos da antiguidade, que continuou
evoluindo à capacidade bélica das atuais nações que buscam explorar, e, se
possível, suplantar os ideais das outras, dificultando o bem de todos os povos
esperado pelo Criador, preferindo fazer a vontade de Satanás que promove o
engano, as guerras e a exploração do outro.
E Zilá também teve Tubalcaim, mestre
de toda obra de cobre e de ferro; e a irmã de Tubalcaim foi Naamá. E disse
Lameque à suas mulheres: Ada e Zilá ouvem a minha voz: vós mulheres de Lameque,
escutai o meu dito: porque eu matei um varão por me ferir, e um jovem por me
pisar. (Gênesis, 04: 22 e 23).
Adão e Eva tiveram outro filho à
semelhança de Abel e o denominaram Sete. Esse também conheceu sua mulher e
tiveram o primeiro filho e deram-lhe o nome de Enos; que, a exemplo dos pais e
avós, seguiu as instruções de Deus. Adão viveu novecentos e trinta anos e gerou
filhos e filhas. Opondo-se aos descendentes de Caim que representam os filhos
dos homens; os descendentes de Sete representam os filhos de Deus, aqueles que
guardam Seus mandamentos e viveram na expectativa de ver cumprir a promessa de
que Jesus nasceria como homem para resolver o problema do pecado, e aguardam a
segunda vinda de Jesus que virá outra vez para pôr fim à história do pecado e
da morte, restabelecendo a perfeição edênica e a vida eterna!
Passados alguns séculos, os descendentes
de Caim e os de Sete se aproximaram; vendo os filhos de Sete que as filhas de
Caim eram sensuais, uniram-se em casamentos. Assim, os defensores da verdade
segundo a vontade de Deus se misturou com aqueles que defendiam a vontade do
homem como soberana; dessa miscigenação, a fidelidade a Deus, ao cônjuge e amor
ao próximo defendida pela descendência de sete perdeu-se, e todos os seres humanos
aderiram à poligamia, corrupção moral, prostituição e promiscuidade
homossexual; dentro daquele contexto, ser fiel a Deus não fazia mais sentido. Então,
nos mostra a história, que, negar a validade das leis do Criador é o início
para legalizar a corrupção generalizada e práticas homossexuais, meios ousados
de ser contrário aos princípios divinos. Por isso, todas as vezes que o ser
humano se aventurou nessas práticas, Deus interferiu nos negócios daquela
sociedade eliminando-a, e, segundo a bíblia, quando essas práticas voltarem ser
legalizadas pelas sociedades de diversas nações, deve ser um alerta à sociedade
contemporânea que a próxima intervenção divina nos negócios dos seres humanos
através da segunda vinda de Cristo está próxima!
E, como foi nos dias de Noé, assim
será também a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias
anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e dava-se em casamentos, até o
dia em que Noé entrou na arca e não perceberam, veio o dilúvio e os levou a
todos, assim será também a vinda do filho do Homem.
(Mateus, 24: 37-39)
Quando Noé nasceu, segundo a genealogia
bíblica, haviam passados mil anos aproximadamente. Adão viveu 930 anos; logo,
ele viu a corrupção chegar a todos os lugares, como vira Enoque, por trezentos
anos, ser fiel a Deus que o transladara para o céu. Esse Enoque não é o filho
de Caim. E viveu Jarede cento e sessenta e dois anos; e gerou Enoque (Gênesis
5: 18). Deus o tomara para Si como exemplo aos fieis dos últimos dias, os
144.000 que serão levados para o céu por ocasião da segunda vinda de Cristo sem
ter passado pela morte.
(...) E um dos anciãos me falou
dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas quem são e de onde vieram?
E eu disse lhe: Senhor tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da
grande tribulação, lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do
Cordeiro. (...) (Apocalipse 7:1-14).
Próximo aos quinhentos anos de vida, Deus
achou Noé um homem justo em meio à corrupção generalizada que havia naqueles
dias. Noé foi o único que continuou temente a Deus, por isso, comunicou-lhe que
havia se arrependido de ter criado o homem e iria destruir tudo o que criara.
Deu cento e vinte anos para Noé convencer o povo que chegara o fim e porque
decidira destruir àquela geração através do dilúvio. Mas Deus estava disposto a
dar mais uma oportunidade recomeçando tudo novamente, caso alguém cresse, no
dia determinado para a execução do juízo, era só entrar no barco que Noé
começara construir. Aos quinhentos anos de idade, Noé e sua esposa começaram
ter seus filhos, nascendo Sem, Jafé e Cão que casaram. Quando Noé tinha
seiscentos anos aconteceu o dilúvio, catástrofe que se deu por volta de 1650
após a criação, ou 2.350 a. C.. Além dos quatro casais que compunham a família
de Noé, entraram na arca os animais segundo Deus selecionara; os que não
entraram pereceram nas águas que deformara a beleza original deste planeta. Os
belos vales e planos verdejantes foram substituídos por grandes depressões e
picos; os calmos rios e mares que embelezavam o planeta tornaram-se violentos,
que, além de fornecer alimento, tragam vidas dos que se aventuram divertir-se e
explorá-los. Com o soterramento brusco de todo composto orgânico, temos as
grandes minas de energia fóssil, as petrolíferas espalhada por todo o planeta e
os fósseis de grandes animais e peixes encontrados pelos atuais pesquisadores.
Logo, o que há no planeta em forma de fósseis e minas petrolíferas, são provas
incontestáveis de que o atual mundo é o pós-diluviano.
domingo, 23 de junho de 2019
POR QUE TER OPINIÃO CONTRÁRIA PASSOU SER PRECONCEITO?
O
objetivo de classificar de preconceituoso quem tem opinião contrária aos
devassos que querem viver a vida em liberdade plena, alegando que Deus e os
princípios morais e éticos devam ser jogados por terra, é impedir que o fiel
aos princípios bíblicos, critique o comportamento deles, impedindo que viva
como irracionais, despreocupados que existem leis morais a serem cumpridas e tenham
consciência que exista um Deus Criador a quem todos os seres humanos prestarão
conta do que se faz debaixo do sol. Essa postura de calar a boca dos que prezam
princípios morais e éticos, é o cumprimento de uma profecia bíblica que diz que
nos últimos dias da história da humanidade, o comportamento da sociedade,
repetiria a história do que aconteceu com as sociedades que viveram antes do
dilúvio e os habitantes das cidades de Sodoma e Gomorra que ignoraram a
existência de Deus e validade de suas leis e foram destruídas. Por isso, dar
opinião contrária às práticas homossexuais, e outras moralmente ilícitas, em
muitas nações já é crime. Mas ninguém pensa que, se todas as pessoas optarem
pelas práticas homossexuais, será o fim da humanidade. O princípio democrático
defende o direito de cada pessoa viver segundo lhe parece ser correto como
também defende o direito de emitir opinião contrária. Logo, essa lei da mordaça
sancionada pelo Superior Tribunal Federal brasileiro, fere todos os direitos
constitucionais democráticos e o Estado passa ser ditador e não defensor dos
direitos humanos. Diante dessa realidade legalizada, podemos entender que o
Estado está se preparando para impor o racionalismo a todos, proibindo que os
defensores do pensamento bíblico alertem ao que é pecado, fazendo que as
profecias bíblicas cumprem-se ao pé da letra, alertando a todos, religiosos e
céticos, que a segunda vinda de Cristo está próxima!
Quando também um homem se deitar com
outro homem como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o
seu sangue é sobre eles.
Sabe, porém, isto: que nos últimos
dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos,
avarentos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem
afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor
para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites
do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela.
Destes afasta-te. (II Timóteo, 3: 1 – 5)
E como foi nos dias de Noé, assim será
também na vinda do filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao
dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamentos até o dia eu Noé
entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos,
assim será também a vinda do filho do Homem. Então, estando dois no campo, será
levado um e deixado o outro; estando duas moendo no moinho, será levada uma e
deixada a outra. Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora a de vir o vosso
Senhor. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da
noite haveria de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a
sua casa. Por isso, estai vós apercebidos também, porque o filho do Homem há de
vir à hora em que não penseis. (Mateus, 24: 27 – 39)
Todas as religiões e denominações
religiosas que negam a validade das leis de Deus são falsas. Assim sendo, para
ter direito a salvação, não basta ser adepto de uma religião ou denominação
religiosa que fale em nome de Deus e use a Bíblia como pano de fundo. Então, é
necessário estudar para compreender o que devo fazer para alcançar a salvação
disponibilizada pelo sacrifício de Jesus. Logo, alegar aceitar Jesus como
salvador pessoal e não ser fiel cumpridor de sua vontade explícita nos escritos
bíblicos é desenvolver uma falsa religiosidade. Por isso, em meio a essa
babilônia religiosa existente nos dias atuais, as pessoas que canta e dança em
nome de Jesus, caso não seja fiel cumpridor das leis de Deus como fora Jesus e
seus discípulos, não alcançará a salvação. É que os líderes religiosos, mesmo
não aceitando todo conteúdo bíblico como sendo a palavra de Deus revelada à
humanidade, os usam como pano de fundo para validar seu sermão. Assim, ao longo
da história dos povos, Satanás tem alcançado seus objetivos. Por isso há que
vigiar e estudar para não ceder aos argumentos daqueles (as) que continuam a
serviço da serpente usando o nome de Deus para fazer a vontade de Satanás.
A
história da criação e da salvação apresentadas na Bíblia são profundas; mas é
simples. Tão simples que não dá para acreditar que assim aconteceu. Qualquer
pessoa de pouca leitura que queira compreenderá, como também, qualquer um que
apenas ouça entenderá. Este é o propósito divino, que todos compreendam e não
haja desculpas quando cada um for julgado segundo o juízo do Onisciente
Criador. A fé é demonstrada pela ação, não depende de
argumentação para justificá-la, a ação a justifica. Com a esperança é
diferente, além de argumentos e justificativas, há espaço para questionamentos
enquanto se espera o cumprimento do prometido. Assim, o
racionalismo-filosófico-teológico, pela fé e esperança, controla as pessoas que
não buscam conhecer, fazendo que depositem fé no líder religioso que exige
ação, mas essas ações devem desenvolver-se na prática de seus dogmas
institucionais e não ao assim diz o Senhor explícito na Bíblia. Quem ensina o
outro (a) agir contrário à vontade de Deus é agente de Satanás. Jesus disse que
era o filho de Deus e fez muitos milagres aos olhos das pessoas para comprovar
de onde viera. Por isso alguns creram, mas os líderes religiosos, filósofos,
cientistas e políticos, ao verem a popularidade e o lucro diminuir, O rejeitava
expulsando-O de suas vilas. Quando Ele estava pendurado na cruz muitos exigiram
que Ele se soltasse e descesse para provar que era o filho de Deus para que
eles pudessem crer; como Jesus viera pagar o preço exigido pela lei de Deus que
exige a morte do transgressor. Jesus, pacientemente, escolheu prosseguir com o
plano de oferecer-se em sacrifício, morrendo no lugar dos pecadores que confiaram,
confiam e confiarão na promessa da segunda vinda de Cristo. Por isso Ele seguiu
em frente não dando ouvidos ao clamor das pessoas que estavam a serviço de
Satanás.
Os líderes religiosos, como os políticos, sabem que o povo prefere crer
que estudar para conhecer; por isso, a atual a sociedade continua em busca de
favores políticos para elegê-los, e bênçãos temporais através de aparentes
milagres para poderem crer na palavra do líder religioso independentemente que
seja verdade. Preste atenção e perceberás que não há nenhum “santo católico”
sem atos milagrosos para a canonização de padres a santos; os protestantes e evangélicos
pentecostais associam sua teologia às curas espirituais e até físicas; por isso
os líderes religiosos têm que ter uma estória de “chamado divino” para validar
e justificar sua profissão; não sendo diferentes dos políticos que fundamentam
suas campanhas em promessas. Eles sabem que o povo gosta de ser tratado como
rebanho, de ser alimentado por promessas e não pela verdade. Por isso é muito
difícil estabelecer uma religião autêntica, que desenvolva fé racional como
fizeram os patriarcas, Cristo e os Apóstolos que viveram e defenderam uma fé
racional, comprovando que o exercício da fé não é loucura como alegam os
filósofos.
Como é dever dos políticos promover o
desenvolvimento pleno da nação através da educação de qualidade para todos
independentemente de ser rico ou pobre, nosso país, Brasil, continuará por
muito tempo sendo terra de manutenção e exploração da mão de obra escreva,
pois, os descendentes das famílias escravocratas que descobriram o território
do atual Brasil, continuam no poder para garantir que os brasileiros pobres não
tenha educação de qualidade, garantido que nosso país não saia da categoria de
terceiro mundo, terra de exploração e nada mais.
sábado, 22 de junho de 2019
segunda-feira, 17 de junho de 2019
ESCOLA CÍNICA
Diógenes
de Sínope (413 – 327 a. C.) é o pensador mais destacado dessa escola. A palavra
cinismo vem do grego “kynos”, que
significa “cão”. Assim, o termo cínico
designa a corrente dos filósofos que se propuseram viver como os cães, sem
qualquer propriedade e conforto. Como Sócrates, Diógenes defendia que o ser
humano deve conhecer a si mesmo, desprezando todos os bens materiais. Por isso,
Diógenes é conhecido como o “Sócrates demente”, ou “Sócrates louco”; ele
ensinava que viver contrário aos valores e convenções humanas é o melhor meio
de ser feliz; para ele, “a vida deve ser
vivida conforme os princípios que cada um considera moralmente correto”.
Vivendo na época das conquista de Alexandre Magno que promoveu a fusão entre
diversas culturas, Diógenes não via diferença entre gregos e estrangeiros.
Conta-se, que, quando lhe perguntavam qual era sua cidadania, respondia: “Sou
cosmopolita” (cidadão do mundo).
Embora muitos ciganos atuais tenham bens como imóveis, automóveis e barracas
para morar, o espírito de aventura em viajar por diversos países colhendo das
lavouras e matando animais que não lhes pertencem, demonstra que provavelmente
eles herdaram essa cultura dos cínicos. Digo isso porque, quando eles passavam
pelas fazendas onde morávamos, roubavam galinhas, ovos, cabritos, bois e outros
alimentos para dar-lhes energia para continuar sua jornada até a próxima vítima
e ninguém se incomodava em perder alguns víveres para ajuda-los.
Diógenes morava dentro de em um barril;
certa vez Alexandre Magno foi visitá-lo. De pé, em frente sua “casa”,
perguntou-lhe se havia algo que ele, como imperador, poderia fazer em seu
benefício. Diógenes respondeu prontamente: “Sim,
pode sair de frente do sol”. Diz que Alexandre, impressionado com o
desprezo do filósofo pelos bens materiais, teria comentado: “Se eu não fosse imperador, queria ser como
Diógenes”. Zombavam de Diógenes, pois, além de morar em um barril, volta e
meia era visto pedindo esmolas às estátuas porque eram cegas. Por serem
estátuas, eram duplamente cegas porque não tinham olhos – umas das
características da estatuária grega. [...] – Perguntaram a Diógenes porque
pedia esmolas às estátuas de olhos vazados. Ele respondia que estava se
habituando a recusa. Pedindo a quem não via, não ouvia e nem o sentia, e ele
nem ficava aborrecido pelo fato de não ser atendido.
É uma imagem que pode ser usada para definir as relações entre a
sociedade e o poder político contemporâneo. Tal como as estátuas gregas, os
políticos têm olhos vazados, só olham para dentro de si mesmos, de seus
interesses, no acúmulo de mais bens, e, se possível, nunca perder o poder para
continuar usando o bem público em benefício próprio em detrimento do bem estar
do povo que trabalha e paga seus impostos que deveriam ser utilizados para o
desenvolvimento de todas as pessoas. Como os três poderes da
República brasileira continuam com os mesmos objetivos dos exploradores que por aqui
aportaram a partir de 1.500, iremos continuar sendo mão de obra barata para os
políticos exploradores que continuam casando todos os projetos educacionais capaz de causar o desenvolvimento dos trabalhadores, meio de manter a lógica dos
políticos e empresários exploradores escravocratas ativos. O atual presidente
Jair Bolsonaro e seus ministros estão trabalhando para que a escravidão volte
com força total cassando todos os direitos conquistados até o
presente.
A sociedade em linhas gerais não chega a
morar num barril. Uma pequena minoria mora em coisa mais substancial. A maioria
mora em espaços pouco maiores que um barril. E há gente que nem consegue um
barril para morar, fica mesmo embaixo de pontes ou por cima das calçadas.
Morando em coisa melhor, igual ou pior que um barril, a sociedade contemporânea
tem necessidade de pedir não exatamente esmolas ao poder, mas medidas de
segurança, emprego, saúde e educação. Dispõe de vários canais para isso, mas,
na etapa final, todos os componentes dos três poderes, Executivo, Legislativo e
Judiciário, agem como uma estátua fria, de olhos e ouvidos que nem estão
fechados, estão vazados. [...]
terça-feira, 11 de junho de 2019
O SILÊNCIO DIVINO
Expulsos do Éden, aos poucos, o casal
passara compreender as consequências do pecado e o porquê dos objetivos de
Satanás em destruir o que Deus criara. Todos os dias uma nova experiência fazia
parte de seu aprendizado nessa escola que não contava mais com a presença
diária do Criador. Pois Deus, após o pecado, dar as últimas instruções e
advertências, passou ser silêncio, mais um dos meios para o exercício da fé e
comprovar a fidelidade dos racionais. O próprio casal teria a função de dizer à
sua descendência o que acontecera com eles, o porquê do mal, da morte e o que
fazer para voltar à perfeição edênica que eles perderam; mas isso seria
possível às pessoas que fossem fieis às leis de Deus. O ato de fé no plano de
salvação naqueles dias que antecederam o nascimento de Jesus, além de observar
os dez mandamentos e outras leis, teria que ser demonstrado por meio do
sacrifício de animais segundo Deus instruíra. O animal sacrificado era queimado
sobre um altar; assim, por meio daquela didática sangrenta, as pessoas
demonstravam ter ou não fé na existência de Deus e em seu plano de salvação,
ensinando às gerações futuras as consequências do pecado até que Jesus nascesse
e se oferecesse como sacrifício para substituir o sangrento cerimonial. Com o
nascimento, vida, morte e ressurreição de Jesus na cruz do Calvário, chegou o
fim das leis cerimoniais; pois, Jesus, passara ser o
Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. Dentro desse
contexto, a família do casal crescia em número, na expectativa de que um dos
filhos do casal seria o prometido Messias que esmagaria a cabeça da serpente.
Caim e Abel
Caim, o primeiro filho do casal tornou-se
lavrador, e Abel, seu irmão, pastor de ovelhas. Já adultos e responsáveis por
seus atos, em condições de apresentar ofertas individuais, reconhecendo que era
pecador e compreendera o plano de salvação; ambos, no horário determinado para
o sacrifício, construíram seus altares segundo orientara e fazia Adão. Abel
trouxe um cordeiro de seu rebanho; Caim, que era lavrador, achou-se no direito
de expor os frutos de sua lavoura sobre o altar em reconhecimento de seus
pecados. Abel, percebendo a ousadia do irmão em ofertar algo estranho ao que
Deus pedira, repreendeu-o. Após as ofertas serem apresentadas, Deus aceitou a
de Abel e rejeitou a de Caim que irou pela repreensão do irmão e desaprovação
de Deus. Diante da ousadia e falta de fé de Caim, Deus quebrou o silêncio e
interviu na situação dizendo a Caim que se mostrara voluntarioso:
Porventura se procederes bem, não se
há de levantar o teu semblante? E se não procederes bem, o pecado jaz à porta;
mas sobre ele tu deves dominar. (Gênesis, 4:7)
Neste verso percebemos claramente que
possível ao ser humano, através do conhecimento e poder do Espírito Santo
exercer fé racional na palavra de Deus, único meio de vencer as tentações de
Satanás que trabalha para nos levar agir contrário à vontade do Criador
explícita na Bíblia. O viver em oposição às orientações de Deus depende
unicamente de como cada indivíduo decide agir, demonstrando ter ou não fé no
plano de salvação. Mas o que é fé? Fé é fazer a vontade de Deus
independentemente das circunstâncias.
Ora, sem fé é impossível agradar a
Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima Dele creia que Ele existe
e que é galardoador dos que O buscam. (Hebreus,
11: 06)
A
partir da decisão de Caim em ignorar a palavra de Deus, ficou claro que a
vontade é uma força em potência, que, caso o sujeito não a controle, ela
subjugará a razão. Por isso concluíram os filósofos Artur Schopenhauer e seu
compatriota alemão Friedrich W. Nietzsche que disseram: “a razão é serva da vontade”, ou
seja, a vontade é a força em potência que anula a razão que elabora meios para
os seres humanos fazer valer a sua vontade em detrimento da razão que deve nos
orientar a fazer o que é certo destemidamente. Nietzsche foi mais a fundo
dizendo que os religiosos continuam matando Deus em nome do próprio Deus quando
negam a validade de Suas leis, preferindo seguir os ideais dos líderes
religiosos que ignoram O Criador e Suas leis. Nietzsche, como filósofo
conhecedor dos escritos bíblicos, já poderia ter direcionado a humanidade a
reconhecer Deus como o criador de tudo, digno de ser reverenciado pelos
cristãos; mas preferiu continuar questionando em nome da fama conferida aos
filósofos. Por isso, Nietzsche é o filósofo mais admirado e seguido por todos
os céticos que preferem viver a vida como se Deus não existisse. Para
Nietzsche, o corpo é a grande razão; ou seja, o cérebro é o órgão que está a
serviço da vontade e das pulsões corporais, responsável por elaborar meios para
melhor satisfaze-los, comendo e bebendo sem pensar nas consequências, fazendo da
sociedade atual uma das mais ousadas de todos os tempos na prática de negar os
princípios bíblicos, vivendo voluntariosamente como fez Lúcifer no céu e Caim
na terra. Escreveu Nietzsche:
Não existe a coisa em si da metafísica
e nem força em si, já que só faz sentido, em Nietzsche, tratarmos de força em
relação a outra força, pois na força em relação é que existe a vontade de
potência. A vida não precisa de alguém para colocar nela um sentido. Viver a
vida sem recorrência ao além metafísico já é suficiente a ela que, com a natureza e como natureza, segue a
mudança eterna qual tudo está continuamente em transformação. Para esse tipo
forte a um dizer sim à existência, mesmo que tivesse que viver cada momento de
uma vida de luta, em um eterno retorno do mesmo. É preciso resgatar o corpo e
deixar a alma para lá, onde ela habita. A alma que fique no lugar que lhe cabe
dentro das crenças religiosas. Mas nós não vivemos sem o corpo. “A crença no
corpo é mais fundamental do que a crença na alma.
[...] (Nietzsche. Fragmentos finais, aforismo 2 [102]. Trad.
Flávio R Kothe. 202, p. 64)
Dr. Mauro de Souza, um de meus professores
na graduação e estudos avançados sobre Nietzsche do instituto “Sedes Sapientiae”,
defensor das conclusões filosóficas de Nietzsche diz:
O corpo é a grande razão. Toda luta do
corpo é para um “a mais” de vida, para mais força, disso, podemos compreender
corpo como VP (vontade de potência) e a filosofia de Nietzsche como
altamente experimental, com valores que serve a vida, o valor dos valores,
porque vida enquanto referencial de todos os valores, enquanto VP. Nesse
sentido é que podemos superar a nós mesmos e deixar de ser metafísicos,
racionalistas, racistas alienados deste mundo em nome de um mundo no além.
Devemos construir nossos novos valores assentados em nossas experiências vitais
com relação ao corpo como nossa maior riqueza e o mundo como aquele que
proporciona essa nossa riqueza, a nossa própria vida terrena, a única que temos
e livre de qualquer especulação de ordem metafísica. A “grande escola” é aquela
que educa para a “grande razão” e essa grande razão é o próprio corpo. Uma boa
escola não prepara o intelecto (pequena razão) em detrimento do corpo (...). A
razão é apenas um brinquedo do corpo. (Sousa,
Mauro Araujo de. Nietzsche: Viver intensamente, tornar o que se é. Pág. 74, ed.
Paulus, São Paulo. 2009)
Agora é possível entender porque a
sociedade dos séculos XX e XXI tem como objetivo valorizar e expor o corpo a
serviço da sensualidade, da pornografia, da homossexualidade e todas as
práticas contrárias às leis formadoras de comportamentos morais e éticos. O
carnaval é um momento de expressão maior do pensamento nietzschiano que
incentiva a exposição erótica do corpo em detrimento do comportamento moral.
Atualmente, homens e mulheres, mesmos vestidos, no dia a dia, buscam expor a
sensualidade corporal, causa do crescimento de adultérios, pornografias,
pedofilias e separações conjugais. Voltemos à história de Abel e Caim.
Para Deus não há nada que justifique o
pecado. Até porque, se pudéssemos justifica-lo não seria pecado. Eva, antes de
pecar, diante da argumentação da serpente, achou que o pecado poderia ser
justificado, Adão também cedeu aos argumentos de sua companheira achando o
mesmo, seu filho Caim caiu na mesma armadilha, tentando justificar que oferta é
oferta mesmo que seja contrário ao pedido de Deus. E assim, ainda hoje, muitos
entre aqueles que dizem ser cristãos, cai na mesma armadilha, tentando
justificar suas atitudes anticristãs fundamentando-as em suas próprias opiniões
e em retóricas filosóficas, achando-se capazes de contestar e alterar o que
está explícito na Bíblia, buscando fazer a sua vontade em detrimento da do
Criador. Por isso, os seres humanos, mesmo os religiosos, questionam o que Deus
estabelecera como princípio e mandamentos, exaltando a vontade humana que deve
estar acima do “está
escrito”. E assim, através de ideologias elaboradas por filósofos e
líderes religiosos, os escritos bíblicos são adaptados à vontade das pessoas e
não as pessoas à vontade de Deus explícita na Bíblia, único meio de construir e
manter seus impérios do engano em nome de Deus, das religiões e denominação
religiosas.
Caim mata Abel
Caim, cheio de orgulho próprio, achando-se
dono da verdade, partiu para cima de seu irmão Abel, assassinando-o. Adão e Eva
já haviam visto as consequências do pecado; mas, creio eu, nada os haviam
atingido como o que acabara de acontecer. A morte chegara à sua casa e nada
podiam fazer para reverter tamanha tragédia. Caim caiu no vazio, no nada, ou “niilismo”, conceito elaborado por Nietzsche.
Mas Caim ainda tinha duas saídas: arrepender-se e confessar seus pecados,
continuando no seio da família ou, cheio de orgulho próprio, abandonar a
família, fundando para si um novo modo de viver segundo sua vontade em
detrimento da de Deus. Caim optou por fugir e viver segundo seus desejos,
tornando-se voluntarioso, continuando na prática de que a verdade é relativa,
preferindo viver fazendo a sua vontade, consequentemente a de Satanás que faz
oposição a Deus e suas leis.
E perguntou o Senhor a Caim: Onde está
Abel, teu irmão? E ele respondeu, não sei; e perguntou: sou eu guardador de meu
irmão? Perguntou Deus: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão clama a mim
desde a terra. E agora maldito és tu desde a terra que abriu a sua boca para
receber da tua mão o sangue de teu irmão. Então, quando lavrares a terra, não
te dará mais a sua força; fugitivo e errante serás na terra. Então, disse Caim
ao Senhor: É maior a minha maldade que a eu possa ser perdoada. Eis que hoje me
lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e
errante na terra, e será que todo aquele que me achar me matará. O senhor,
porém, disse-lhe: Portanto, qualquer que matar a Caim sete vezes será
castigado. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que não o ferisse qualquer que
o achasse. (Gênesis, 4: 9 – 15)
Por outro lado, Deus deixou claro que não
há pecado que se cometa ao próximo que não possa ser perdoado aos que se
arrepende. Menos o pecado contra o Espírito Santo que nos capacita viver
fazendo a vontade de Deus.
Portanto, eu vos digo: Todo pecado e
blasfêmia se perdoarão aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não
será perdoada aos homens. E, se alguém disser alguma coisa contra o Filho do
Homem, ser-lhe-á perdoado, mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não
lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro.
(Mateus, 12: 31 e 32)
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