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sábado, 22 de junho de 2019

segunda-feira, 17 de junho de 2019

ESCOLA CÍNICA


     Diógenes de Sínope (413 – 327 a. C.) é o pensador mais destacado dessa escola. A palavra cinismo vem do grego “kynos”, que significa “cão”. Assim, o termo cínico designa a corrente dos filósofos que se propuseram viver como os cães, sem qualquer propriedade e conforto. Como Sócrates, Diógenes defendia que o ser humano deve conhecer a si mesmo, desprezando todos os bens materiais. Por isso, Diógenes é conhecido como o “Sócrates demente”, ou “Sócrates louco”; ele ensinava que viver contrário aos valores e convenções humanas é o melhor meio de ser feliz; para ele, “a vida deve ser vivida conforme os princípios que cada um considera moralmente correto”. Vivendo na época das conquista de Alexandre Magno que promoveu a fusão entre diversas culturas, Diógenes não via diferença entre gregos e estrangeiros. Conta-se, que, quando lhe perguntavam qual era sua cidadania, respondia: “Sou cosmopolita” (cidadão do mundo). Embora muitos ciganos atuais tenham bens como imóveis, automóveis e barracas para morar, o espírito de aventura em viajar por diversos países colhendo das lavouras e matando animais que não lhes pertencem, demonstra que provavelmente eles herdaram essa cultura dos cínicos. Digo isso porque, quando eles passavam pelas fazendas onde morávamos, roubavam galinhas, ovos, cabritos, bois e outros alimentos para dar-lhes energia para continuar sua jornada até a próxima vítima e ninguém se incomodava em perder alguns víveres para ajuda-los.
     Diógenes morava dentro de em um barril; certa vez Alexandre Magno foi visitá-lo. De pé, em frente sua “casa”, perguntou-lhe se havia algo que ele, como imperador, poderia fazer em seu benefício. Diógenes respondeu prontamente: “Sim, pode sair de frente do sol”. Diz que Alexandre, impressionado com o desprezo do filósofo pelos bens materiais, teria comentado: “Se eu não fosse imperador, queria ser como Diógenes”. Zombavam de Diógenes, pois, além de morar em um barril, volta e meia era visto pedindo esmolas às estátuas porque eram cegas. Por serem estátuas, eram duplamente cegas porque não tinham olhos – umas das características da estatuária grega. [...] – Perguntaram a Diógenes porque pedia esmolas às estátuas de olhos vazados. Ele respondia que estava se habituando a recusa. Pedindo a quem não via, não ouvia e nem o sentia, e ele nem ficava aborrecido pelo fato de não ser atendido.
É uma imagem que pode ser usada para definir as relações entre a sociedade e o poder político contemporâneo. Tal como as estátuas gregas, os políticos têm olhos vazados, só olham para dentro de si mesmos, de seus interesses, no acúmulo de mais bens, e, se possível, nunca perder o poder para continuar usando o bem público em benefício próprio em detrimento do bem estar do povo que trabalha e paga seus impostos que deveriam ser utilizados para o desenvolvimento de todas as pessoas. Como os três poderes da República brasileira continuam com os mesmos objetivos dos exploradores que por aqui aportaram a partir de 1.500, iremos continuar sendo mão de obra barata para os políticos exploradores que continuam casando todos os projetos educacionais capaz de causar o desenvolvimento dos trabalhadores, meio de manter a lógica dos políticos e empresários exploradores escravocratas ativos. O atual presidente Jair Bolsonaro e seus ministros estão trabalhando para que a escravidão volte com força total cassando todos os direitos conquistados até o presente.  
     A sociedade em linhas gerais não chega a morar num barril. Uma pequena minoria mora em coisa mais substancial. A maioria mora em espaços pouco maiores que um barril. E há gente que nem consegue um barril para morar, fica mesmo embaixo de pontes ou por cima das calçadas. Morando em coisa melhor, igual ou pior que um barril, a sociedade contemporânea tem necessidade de pedir não exatamente esmolas ao poder, mas medidas de segurança, emprego, saúde e educação. Dispõe de vários canais para isso, mas, na etapa final, todos os componentes dos três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, agem como uma estátua fria, de olhos e ouvidos que nem estão fechados, estão vazados. [...]

terça-feira, 11 de junho de 2019

O SILÊNCIO DIVINO


     Expulsos do Éden, aos poucos, o casal passara compreender as consequências do pecado e o porquê dos objetivos de Satanás em destruir o que Deus criara. Todos os dias uma nova experiência fazia parte de seu aprendizado nessa escola que não contava mais com a presença diária do Criador. Pois Deus, após o pecado, dar as últimas instruções e advertências, passou ser silêncio, mais um dos meios para o exercício da fé e comprovar a fidelidade dos racionais. O próprio casal teria a função de dizer à sua descendência o que acontecera com eles, o porquê do mal, da morte e o que fazer para voltar à perfeição edênica que eles perderam; mas isso seria possível às pessoas que fossem fieis às leis de Deus. O ato de fé no plano de salvação naqueles dias que antecederam o nascimento de Jesus, além de observar os dez mandamentos e outras leis, teria que ser demonstrado por meio do sacrifício de animais segundo Deus instruíra. O animal sacrificado era queimado sobre um altar; assim, por meio daquela didática sangrenta, as pessoas demonstravam ter ou não fé na existência de Deus e em seu plano de salvação, ensinando às gerações futuras as consequências do pecado até que Jesus nascesse e se oferecesse como sacrifício para substituir o sangrento cerimonial. Com o nascimento, vida, morte e ressurreição de Jesus na cruz do Calvário, chegou o fim das leis cerimoniais; pois, Jesus, passara ser o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. Dentro desse contexto, a família do casal crescia em número, na expectativa de que um dos filhos do casal seria o prometido Messias que esmagaria a cabeça da serpente.

Caim e Abel

     Caim, o primeiro filho do casal tornou-se lavrador, e Abel, seu irmão, pastor de ovelhas. Já adultos e responsáveis por seus atos, em condições de apresentar ofertas individuais, reconhecendo que era pecador e compreendera o plano de salvação; ambos, no horário determinado para o sacrifício, construíram seus altares segundo orientara e fazia Adão. Abel trouxe um cordeiro de seu rebanho; Caim, que era lavrador, achou-se no direito de expor os frutos de sua lavoura sobre o altar em reconhecimento de seus pecados. Abel, percebendo a ousadia do irmão em ofertar algo estranho ao que Deus pedira, repreendeu-o. Após as ofertas serem apresentadas, Deus aceitou a de Abel e rejeitou a de Caim que irou pela repreensão do irmão e desaprovação de Deus. Diante da ousadia e falta de fé de Caim, Deus quebrou o silêncio e interviu na situação dizendo a Caim que se mostrara voluntarioso:

Porventura se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? E se não procederes bem, o pecado jaz à porta; mas sobre ele tu deves dominar. (Gênesis, 4:7)

     Neste verso percebemos claramente que possível ao ser humano, através do conhecimento e poder do Espírito Santo exercer fé racional na palavra de Deus, único meio de vencer as tentações de Satanás que trabalha para nos levar agir contrário à vontade do Criador explícita na Bíblia. O viver em oposição às orientações de Deus depende unicamente de como cada indivíduo decide agir, demonstrando ter ou não fé no plano de salvação. Mas o que é fé? Fé é fazer a vontade de Deus independentemente das circunstâncias.

Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima Dele creia que Ele existe e que é galardoador dos que O buscam. (Hebreus, 11: 06)

     A partir da decisão de Caim em ignorar a palavra de Deus, ficou claro que a vontade é uma força em potência, que, caso o sujeito não a controle, ela subjugará a razão. Por isso concluíram os filósofos Artur Schopenhauer e seu compatriota alemão Friedrich W. Nietzsche que disseram: “a razão é serva da vontade”, ou seja, a vontade é a força em potência que anula a razão que elabora meios para os seres humanos fazer valer a sua vontade em detrimento da razão que deve nos orientar a fazer o que é certo destemidamente. Nietzsche foi mais a fundo dizendo que os religiosos continuam matando Deus em nome do próprio Deus quando negam a validade de Suas leis, preferindo seguir os ideais dos líderes religiosos que ignoram O Criador e Suas leis. Nietzsche, como filósofo conhecedor dos escritos bíblicos, já poderia ter direcionado a humanidade a reconhecer Deus como o criador de tudo, digno de ser reverenciado pelos cristãos; mas preferiu continuar questionando em nome da fama conferida aos filósofos. Por isso, Nietzsche é o filósofo mais admirado e seguido por todos os céticos que preferem viver a vida como se Deus não existisse. Para Nietzsche, o corpo é a grande razão; ou seja, o cérebro é o órgão que está a serviço da vontade e das pulsões corporais, responsável por elaborar meios para melhor satisfaze-los, comendo e bebendo sem pensar nas consequências, fazendo da sociedade atual uma das mais ousadas de todos os tempos na prática de negar os princípios bíblicos, vivendo voluntariosamente como fez Lúcifer no céu e Caim na terra. Escreveu Nietzsche:

Não existe a coisa em si da metafísica e nem força em si, já que só faz sentido, em Nietzsche, tratarmos de força em relação a outra força, pois na força em relação é que existe a vontade de potência. A vida não precisa de alguém para colocar nela um sentido. Viver a vida sem recorrência ao além metafísico já é suficiente a ela que,  com a natureza e como natureza, segue a mudança eterna qual tudo está continuamente em transformação. Para esse tipo forte a um dizer sim à existência, mesmo que tivesse que viver cada momento de uma vida de luta, em um eterno retorno do mesmo. É preciso resgatar o corpo e deixar a alma para lá, onde ela habita. A alma que fique no lugar que lhe cabe dentro das crenças religiosas. Mas nós não vivemos sem o corpo. “A crença no corpo é mais fundamental do que a crença na alma. [...] (Nietzsche. Fragmentos finais, aforismo 2 [102]. Trad. Flávio R Kothe. 202, p. 64)

     Dr. Mauro de Souza, um de meus professores na graduação e estudos avançados sobre Nietzsche do instituto “Sedes Sapientiae”, defensor das conclusões filosóficas de Nietzsche diz:

O corpo é a grande razão. Toda luta do corpo é para um “a mais” de vida, para mais força, disso, podemos compreender corpo como VP (vontade de potência) e a filosofia de Nietzsche como altamente experimental, com valores que serve a vida, o valor dos valores, porque vida enquanto referencial de todos os valores, enquanto VP. Nesse sentido é que podemos superar a nós mesmos e deixar de ser metafísicos, racionalistas, racistas alienados deste mundo em nome de um mundo no além. Devemos construir nossos novos valores assentados em nossas experiências vitais com relação ao corpo como nossa maior riqueza e o mundo como aquele que proporciona essa nossa riqueza, a nossa própria vida terrena, a única que temos e livre de qualquer especulação de ordem metafísica. A “grande escola” é aquela que educa para a “grande razão” e essa grande razão é o próprio corpo. Uma boa escola não prepara o intelecto (pequena razão) em detrimento do corpo (...). A razão é apenas um brinquedo do corpo. (Sousa, Mauro Araujo de. Nietzsche: Viver intensamente, tornar o que se é. Pág. 74, ed. Paulus, São Paulo. 2009)

     Agora é possível entender porque a sociedade dos séculos XX e XXI tem como objetivo valorizar e expor o corpo a serviço da sensualidade, da pornografia, da homossexualidade e todas as práticas contrárias às leis formadoras de comportamentos morais e éticos. O carnaval é um momento de expressão maior do pensamento nietzschiano que incentiva a exposição erótica do corpo em detrimento do comportamento moral. Atualmente, homens e mulheres, mesmos vestidos, no dia a dia, buscam expor a sensualidade corporal, causa do crescimento de adultérios, pornografias, pedofilias e separações conjugais. Voltemos à história de Abel e Caim.
     Para Deus não há nada que justifique o pecado. Até porque, se pudéssemos justifica-lo não seria pecado. Eva, antes de pecar, diante da argumentação da serpente, achou que o pecado poderia ser justificado, Adão também cedeu aos argumentos de sua companheira achando o mesmo, seu filho Caim caiu na mesma armadilha, tentando justificar que oferta é oferta mesmo que seja contrário ao pedido de Deus. E assim, ainda hoje, muitos entre aqueles que dizem ser cristãos, cai na mesma armadilha, tentando justificar suas atitudes anticristãs fundamentando-as em suas próprias opiniões e em retóricas filosóficas, achando-se capazes de contestar e alterar o que está explícito na Bíblia, buscando fazer a sua vontade em detrimento da do Criador. Por isso, os seres humanos, mesmo os religiosos, questionam o que Deus estabelecera como princípio e mandamentos, exaltando a vontade humana que deve estar acima do “está escrito”. E assim, através de ideologias elaboradas por filósofos e líderes religiosos, os escritos bíblicos são adaptados à vontade das pessoas e não as pessoas à vontade de Deus explícita na Bíblia, único meio de construir e manter seus impérios do engano em nome de Deus, das religiões e denominação religiosas.

Caim mata Abel

     Caim, cheio de orgulho próprio, achando-se dono da verdade, partiu para cima de seu irmão Abel, assassinando-o. Adão e Eva já haviam visto as consequências do pecado; mas, creio eu, nada os haviam atingido como o que acabara de acontecer. A morte chegara à sua casa e nada podiam fazer para reverter tamanha tragédia. Caim caiu no vazio, no nada, ou “niilismo”, conceito elaborado por Nietzsche. Mas Caim ainda tinha duas saídas: arrepender-se e confessar seus pecados, continuando no seio da família ou, cheio de orgulho próprio, abandonar a família, fundando para si um novo modo de viver segundo sua vontade em detrimento da de Deus. Caim optou por fugir e viver segundo seus desejos, tornando-se voluntarioso, continuando na prática de que a verdade é relativa, preferindo viver fazendo a sua vontade, consequentemente a de Satanás que faz oposição a Deus e suas leis.

E perguntou o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele respondeu, não sei; e perguntou: sou eu guardador de meu irmão? Perguntou Deus: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão clama a mim desde a terra. E agora maldito és tu desde a terra que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue de teu irmão. Então, quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e errante serás na terra. Então, disse Caim ao Senhor: É maior a minha maldade que a eu possa ser perdoada. Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e errante na terra, e será que todo aquele que me achar me matará. O senhor, porém, disse-lhe: Portanto, qualquer que matar a Caim sete vezes será castigado. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que não o ferisse qualquer que o achasse. (Gênesis, 4: 9 – 15)

     Por outro lado, Deus deixou claro que não há pecado que se cometa ao próximo que não possa ser perdoado aos que se arrepende. Menos o pecado contra o Espírito Santo que nos capacita viver fazendo a vontade de Deus.

Portanto, eu vos digo: Todo pecado e blasfêmia se perdoarão aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada aos homens. E, se alguém disser alguma coisa contra o Filho do Homem, ser-lhe-á perdoado, mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro. (Mateus, 12: 31 e 32)

quinta-feira, 6 de junho de 2019



     

domingo, 19 de maio de 2019

SIONISMO É O RENASCIMENTO DO ANTIGO ISRAEL

     Sionismo é o movimento de volta dos judeus a Sião ou Jerusalém; antiga região que lhes pertenciam a mais de 3.500 anos, afim de reestabelecer um novo Estado para Israel que era composto por dez tribos hebreias, povo descendentes do Patriarca Abraão que fora destruído pelo rei Salmanazar da Assíria, que tomara Samaria, sua antiga capital, prendera o rei Ozéias e mandara uma colônia de Chutuenses habitar a região, levando os Israelitas como escravos para Medo-Pérsia, fazendo que perdessem sua identidade; restando apenas o reino de Judá que tinha Jerusalém como capital da Judéia que era composto por duas das doze tribos dos hebreus. Diferente dos israelitas, os judeus sobreviveram como povo eleito pelo Deus de Abraão até o cumprimento da profecia do nascimento do Messias que deixara o paraíso celestial e viera comprovar a todo universo inteligente, que era possível aos anjos e os seres humanos que foram tentados por Satanás, caso confiassem na palavra de Deus, não teriam pecado. Jesus, como sabemos, conviveu trinta e três anos com Satanás e venceu todas as suas tentações, preferindo morrer para salvar o ser humano que ceder aos apelos de Lúcifer. A falha dos Judeus foi não reconhecer que Jesus era o filho de Deus que viera ser o meio pelo qual, quem O aceitar como seu salvador pessoal, seja salvo na segunda vinda de Cristo. Os judeus, após rejeitarem a Jesus Cristo como sendo o anunciado pelos profetas, como os israelitas, através do Império Romano, perderam o direito de Estado, sendo dispersos entre todas as outras nações, o objetivo era fazer o mesmo que fizera o rei da Assíria com os israelitas; eliminando os judeus da face da terra. Mas os judeus, mesmo sendo dispersos entre outros povos, não perderam sua identidade politico-religiosas, conseguindo manter-se como povo construindo suas sinagogas para adorar a Deus nos dias de sábado segundo determina a lei de Deus dada a Moisés no monte Sinai. O Sionismo iniciado em 1897 demonstra o desejo dos judeus de reerguer o antigo Estado de Israel, objetivo alcançado a partir de 14 de maio de 1948 quando os Estados Unidos deu esse direito aos judeus vindos de todas as nações para formarem o atual Estado de Israel.


1950 – 1967: Ao mesmo tempo em que reconhecem que Israel compartilha de valores americanos, o EUA apoiam tanto países árabes quanto o estado judaico: O governo americano acreditava que uma das melhores políticas para a paz no Oriente Médio era o equilíbrio do poder militar entre todos os países da região. A França e a Alemanha eram os principais parceiros de armas de Israel. O exílio econômico dos EUA era imparcialmente igualitário. Entre 1946 e 1971, Israel recebeu dos EUA uma média de 60 milhões de dólares em auxílio por ano. Durante o mesmo período, os estados árabes receberam uma média de 170 milhões de dólares por ano³. Os EUA também financiaram quase dois terços do orçamento da UNRWA, agência da ONU de apoio aos refugiados palestinos. Ainda assim, os EUA reconheceram que Israel compartilhava de seus valores.

     Israel “carrega o escudo da democracia e honra a espada da liberdade. (John F. Kennedy, ex-presidente dos EUA) Os israelenses têm demonstrado qualidade com as quais os americanos se identificam: coragem, patriotismo, idealismo, uma paixão pela liberdade”. (Richard M. Nixon, ex-presidente dos EUA)

1967 – 1968: os EUA reconhecem Israel como um aliado no Oriente Médio: A vitória surpreendente sobre os países árabes apoiados pelos soviéticos na guerra de 1967 convenceu os EUA de que Israel poderia ajudá-los na política de contenção da expansão soviética no Oriente Médio. Em 1968, pela primeira vez, o congresso americano concordou em vender jatos F-4 Phantom II para Israel. Ao mesmo tempo, os EUA continuaram fornecendo equipamento militar sofisticado para Jordânia, Marrocos, Egito, Arábia Saudita e os países do Golf.
1969: Israel prova seu valor estratégico ao apreender novos equipamentos militares soviéticos: Os Soviéticos forneceram armas e sua mais avançada tecnologia militar aos aliados árabes. Numa operação ousada, em dezembro de 1969, conhecida como “Operação Rooster 53”, paraquedistas israelenses capturaram o mais moderno radar soviético no Egito e entregaram a informação tecnológica aos EUA. (StandWithUs Brasil. 20019, p. 18)

Tratados de paz
     Os tratados de paz promovidos pelas agências que as promovem são assinados por todos os países, inclusive os do Oriente Médio, mas eles não colaboram fazendo ações que estabeleça a paz na região e em outras nações. Esses são os ideais dos grupos separatistas contrários à instalação de um novo Estado israelense na região que não lhes pertence mais.

HAMAS (MOVIMENTO DE RESISTÊNCIA ISLÂMICA)

Fundação: 1967 – venceram as eleições parlamentares da AP em janeiro de 2006.

Líderes: Xeique Ahmed Yassin (1987-2017); Ismail Haaniyeh (2017 até hoje)

Ideologia: Islâmico da Irmandade Muçulmana. Oposição à OLP: Israel existirá até que seja aniquilado pelo islã. Não há solução para a questão palestina a não ser através do Jihad (guerra santa) – estatuto do Hamas

Operações: Tiroteios, Bombardeios, ataques de foguetes, missões suicidas. 773 ataques terroristas apenas em 2003 e 2004. 41 atentados suicidas (1993-2005). 58 atentados suicidas (2000-2005). 377 israelenses mortos e 2076 feridos (setembro de 2000 a abril de 2004) 29 homens bombas interceptados e presos (2005) 40% do total de homens-bomba (2000-2005). Milhares de foguetes disparados contra civis israelenses (2005-2013).

ORGANIZAÇÃO PARA A LIBERTAÇÃO DA PALESTINA (OLP)

Fundação: 1964.

Fundadores líderes: O egípcio Ahmed Shukairy. Patrocinado pelo presidente egípcio Gamal Nasser. Yasser Arafat, presidente da OLP de 1969 a 2004. Mahmoud Abbas (Abu Mazen), confundador e presidente da OLP, de 2005 até o presente.

Ideologia: Nacionalismo árabe secular. “A luta armada é a única forma de libertar a Palestina. A partilha de 1947 e a instauração do Estado de Israel são inteiramente ilegais independentemente do tempo que passou. Alegações de laços históricos ou religiosos dos judeus com a Palestina são incompatíveis com fatos históricos.” Estatuto da OLP 1970.

ORGANIZAÇÃO DE LIBERTAÇÃO NACIONAL DA PALESTINA (FATAH)

Fundação: 1959.

Fundador: O egípcio Yasser Arafat, com Mahmoud Abbas (Abu Mazen) e outros.

Ideologia: Grupo de libertação nacionalista revolucionário. Dominou a OLP em 1968 e continua como sua maior ficção.

Nota: O Fatah possui várias outras milícias, incluindo a força 17. No meio da segunda intifada, milícias do Fatah começaram a coordenar ataques conjuntos com grupos terroristas islâmicos radicais.

JIHAD ISLÂMICO NA PALESTINA

Fundação: 1979.

Fundadores/líderes: Fathi ‘Abd al.Aziz al Shqaqi (1979-1995), Xeique ‘Abd al-Aziz ‘Odath, Dr. Ramadan Shalah.

Ideologia: Islâmico radical e nacionalista. “Comprometidos com a criação de um Estado Palestino Islâmico e a destruição de Israel por meio da guerra santa”. Se opõe aos governos árabes – BBC.

HEZBOLLAH (PARTY OF GOD)

Fundação: 1982. Manifesto oficial lançado em 16 de fevereiro de 1985.

Fundadores/líderes: Guardas iranianos revolucionários; Xeique Muhammed Hussein Fadlallah, líder espiritual; Xeique Abbas al-Musawi, secretário geral de 1991 a 1992; Xeique Hassan Nasrallah, de 1992 até o presente

Localização: Sul do Líbano, instituído pelo Irã.

Ideologia: Grupo terrorista fundamentalista islâmico xiita/ partido político libanês. Os objetivos são: estabelecer um estado Islâmico abrangendo todo mundo árabe. Eliminar Israel e lutar contra o “imperialismo ocidental”.

GRUPOS TERRORISTAS MENORES

Fundação: 1967.

Fundadores/líderes: George Habash (1971-2000) Ahmad Sadat (2001 até o presente)

Localização: Cisjordânia, faixa de gaza, Síria e Líbano.

Ideologia: Marxismo, leninismo, nacionalismo revolucionário através da insurgência armada. Recusam-se a reconhecer Israel. Romperam com a OLP em 1974 por causa de sua “estratégia em etapas” (libertar a Palestina em etapas, não em uma única guerra, mas depois voltaram a se juntar à organização).

Nota: Foram grupos importantes nas décadas de 1970 e 1990, mas atualmente a FPLP e grupos relacionados a ela são pequenos e considerados menos relevantes. (StandWithUs Brasil. 20019, págs. 24 - 27)

HEBREUS ISRAELITAS E JUDEUS

     Os hebreus foram escravizados pelos egípcios durante 400 anos e libertados por Moisés para voltar à terra prometida a Abraão são os israelitas. Ao chegarem lá, os ismaelitas descendentes de Ismael, filho de Abraão com sua serva Agar habitava a região. A vitória de Israel sobre seus irmãos estava condicionada à sua fidelidade ao Deus de Abraão guardando todos os dez mandamentos e outras leis que deveriam ser encorpadas ao jeito de ser dos israelitas, caso contrário, eles não conseguiriam habitar a região. Como o Israel daqueles dias preferiu fazer alianças com os ismaelitas que confiar na promessa divina para expulsá-los, os israelitas que eram compostos pelas 12 tribos dos hebreus, após a morte do rei Salomão se dividiu em dois Estados: Israel compostos por 10 tribos e os judeus habitantes da Judeia que foram compostos por duas tribos. Os judeus viveram unidos como povo até o nascimento de Jesus Cristo conforme as profecias contidas na Torá, seu livro sagrado. Como os judeus não aceitaram Jesus como sendo o filho de Deus que viera concretizar o plano de salvação prometido Adão e Eva no Éden; como castigo, foram expulsos de sua região pelos romanos, sendo um povo sem pátria exilado entre diversas nações do planeta. O holocausto de Adolf Hitler e outras perseguições aos judeus fazem parte desse contexto político religioso. A partir de 1987 começou o Sionismo e em 1948 um novo Estado denominado Israel para os exilados judeus foi reconhecido. As questões são: Será que seus antigos rivais, as nações islamitas, vão permitir que a antiga promessa divina cumpre-se nos dias atuais através dos judeus que não aceitam Jesus Cristo como sendo o filho de Deus? Qual a intenção dos Judeus em formar um novo Estado israelita se já perderam o status de povo eleito? Qual é, então, o ideal de um novo Estado israelita para os judeus? Seria, como os ateus, provar que Deus não existe? Se não, está na hora dos judeus repensarem sua estratégia político-religiosa. Pois, o único meio dos povos e nações alcançarem a paz mundial e a salvação pessoal, segundo a Bíblia (Torá), é através do sacrifício de Jesus que morreu na cruz do calvário, fazendo das leis de Deus, suas leis estatais que deve determinar o comportamento pessoal.
     Após a morte de Salomão, Jeroboão foi aclamado rei sobre dez tribos de Israel que vivam no campo. Mas Roboão reuniu as duas tribos que moravam em Jerusalém para proibir que o reino fosse dividido, mas Deus, através do profeta Semaías, proibiu que houvesse uma Guerra civil em Israel. Jeroboão, para proibir que os israelitas fossem à Jerusalém oferecer sacrifícios, construiu outra casa de cultos em Samaria, fez-lhes bezerros de ouro e disse ao povo: “Eis os vossos deuses que vos tirou do Egito”. Assim, Jeroboão conseguiu manter a corrupção político-religiosa entre as dez tribos de Israel. Como consequência escreveu o historiador judeu Flávio Josefo:

Foi assim que as dez tribos que compunham o reino de Israel foram expulsas de seu país, novecentos e quarenta e sete anos depois de seus antepassados o haviam conquistado, após a saída do Egito, pela força das armas, oitocentos anos depois da dominação de Israel, duzentos e quarenta anos, sete meses e sete dias, depois que eles se haviam revoltados contra Roboão, neto de Davi, para tomar o partido de Jeroboão, seu súdito, e o tinham, como dissemos, reconhecido por rei. Foi assim que aquele infeliz povo foi castigado por ter desprezado a lei de Deus e a voz dos profetas, que lhes tinham tantas vezes predito as desgraças em que eles cairiam, se continuassem em tal impiedade. Jeroboão foi-lhe o ímpio e infeliz autor, quando, tendo subido ao trono, levou o povo, a seu exemplo, à idolatria e atraiu contra si a cólera de Deus que o castigou como merecia.
Salmanazar, Rei da Assíria, toma Samaria, destrói inteiramente o reino de Israel, leva escravos o Rei Ozéias e todo o seu povo e manda uma colônia de chuteenses morar no reino de Israel. Mandando o povo de Israel como escravos para a Média e a Pérsia. (Josefo. História dos Hebreus. V. III. p. 217 e 218)

     Assim sendo, a falsa religiosidade e o ateísmo científico filosófico, são os fundamentos basilares das políticas dos atuais líderes das nações. Porém, isso não significa que não haja uma religião que defenda o viver segundo a vontade de Deus explícita na Bíblia. Existe, e é o único meio das pessoas serem salvas aceitando Jesus como seu salvador que lhe dará poder para ser fiel cumpridor de todas as leis de Deus. A nova religião que me refiro é a Adventista do Sétimo Dia. No entanto, a salvação não se limita em ser membro da nova religião que compõe o Israel espiritual. 
     

quarta-feira, 15 de maio de 2019

sábado, 4 de maio de 2019