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sexta-feira, 27 de julho de 2018

FÉ FILOSOFIA E CIÊNCIA

  
     David Hume (1711-17760) nasceu em Edimburgo, Escócia, era de pequena família nobre dona de terras; seus pais queriam que ele fosse advogado, seguindo a tradição da família. Porém, desde jovem interessou-se pelo estudo dos clássicos da filosofia e da história, onde, como historiador, foi o autor da história inglesa. Em 1729, aos dezoito anos, teve uma forte intuição que lhe veio à mente a nova ciência da natureza humana. Essa intuição levou-o a exaustivos estudos, fazendo ultrapassar todas as medidas saudáveis a ponto de sua saúde chegar ao limite do colapso. Caiu em depressão, sendo reabilitado depois de longo período de tratamento. Sua obra prima nasceu dessa intuição com o título: “Tratado Sobre a Natureza Humana”. Mas após sua publicação em três volumes, seu trabalho não suscitou nenhum interesse particular. Ele foi reconhecido com seus ensaios políticos, morais e com elementos do Tratado refeitos e apresentados em novo formato. Hume morreu sem fazer parte do ambiente acadêmico. A filosofia da natureza foi fundada por Tales de Mileto e a humana por Sócrates. De lá para cá, ambas, através de novos métodos de análises, têm influenciado filósofos e outros pensadores aprofundarem a compreensão da natureza e do homem inserido na natureza como indivíduo capaz de transformá-la. Hume é o filósofo que vai, em nome do conhecimento, lançar as bases teóricas e empíricas para, a partir da natureza que causam fortes impressões à mente, determinar o processo pelo qual inferimos a verdade científica e como se processa o desencadeamento de ideias para elaborar teorias.

As impressões e as ideias

     Todo conteúdo presente na mente humana chega ao cérebro através das percepções; logo, percebemos o que há no mundo através dos sentidos. Hume divide essas percepções em duas grandes classes: Impressões e Ideias. As impressões dizem respeito ao que impacta nossa mente pela primeira vez; mas o fato de percebê-las não significa que passamos conhecê-las; é que para conhecer é preciso experimentar. Por exemplo: Adão ao ver um lago pela primeira vez, jamais deduziria que ao mergulhar com os peixes que ali nadavam, seria sufocado pela mesma água que os mantêm vivos. Já, as Ideias nascem após pôr as impressões à prova; ou seja, elas nascem da práxis. Quando Adão mergulhou percebeu que imerso não poderia respirar; dessa experiência ele deduziu várias ideias que o diferenciava dos víveres aquáticos. Então, todos os conhecimentos são processados e formulados à partir das impressões que impactam o cérebro, que são postas à prova prática (empírica), e, após a práxis, conclui-se o que é verdade científica. Assim sendo, todo fundamento do conhecimento científico e lógico passam por três estágios: (1) É sentido de modo mais forte como impressão mental; (2) As impressões são postas à prova; (3) Após a experiência, conclui-se o que é a verdade. É a famosa fórmula lógica e científica: “a-priori, empírico e a-posteriori”.
   
Ideias inatas

     Até Hume pensava-se que todas as ideias eram inatas, isto é, de alguma forma estavam presentes na mente das pessoas. Hume demonstrou que “todas as ideias simples provêm, mediata ou imediatamente, de suas correspondentes impressões”. Esse princípio, diz Hume, acaba com a questão das ideias inatas que tanto barulho ocasionara anteriormente. Nós só temos ideias verdadeiras depois das impressões submetidas às análises práticas, estas, e somente elas são originais. Tratando-se das ideias simples e complexas, acaba essa diferença, pois, todas elas nascem das impressões, mas o prosseguir à busca do conhecimento depende do interesse de quem teve a impressão para analisa-la, pondo-a a prova, assim são formulados o conhecimento científico e raciocínios lógicos difíceis de serem contraditos por simples teorias hipotéticas e/ou doutrinas religiosas. Então, deduz-se que é preciso esforço intelectual e trabalho prático para conhecer e entender o mundo físico-metafísico que estamos inseridos. Por isso o ser humano, obra prima de seu Criador, é semelhante a Deus, um ser capaz de pensar e executar o pensado. Então, a indisposição para averiguar as impressões que chegam à mente é a causa da ignorância presente em muitas pessoas que preferem acreditar que investigar para conhecer os aparentes mistérios que envolvem a vida, o pecado, o mau e finalmente a o plano da salvação disponibilizada por Deus através de seu filho Jesus Cristo que assumiu a forma humana para nos resgatar das garras de Lúcifer. 

Ideias universais

Todas as ideias gerais nada mais são do que ideias particulares conjugadas a certa palavra, que lhe dá significado mais extenso e, ocorrendo, faz com que recordem outras individuais semelhantes a elas. Essas destaca Hume, “é uma das maiores e mais importantes descobertas feitas nestes últimos anos na república das letras”. (GIOVANNI REALE – DARIO ANTISERI. História da Filosofia, V. II, p. 560, ed. PAULUS)

     Quando ouvimos uma palavra conhecida, por exemplo, homem, vem-nos à mente a ideia de homem determinado. Mas, e se essa palavra for usada para designar muitos homens vistos por mim e diferentes em si por muitos aspectos particulares? Entenda, o que está na mente é a imagem de homem e não o homem real. Como só há imagens, de acordo com o contexto, a mente separa o homem particular dos homens universais. Segundo Hume: “A associação de ideias se dá pelo hábito. O hábito, aliás, chega a ser tão perfeito que a mesma ideia pode ser ligada a muitas palavras diferentes e entrar em raciocínios diversos sem que, com isso, corra-se o risco de se enganar”.

Matemática álgebra e geometria são relações de ideias:

     As ciências exatas são razão pura porque são criações à partir de relações ideais independentemente de impressões captadas do que há à nossa volta para impactar o cérebro. Assim sendo elas nasceram da necessidade de somar, multiplicar, subtrair e dividir o que se produzia. E continuam evoluindo à medida que o comércio e o desenvolvimento tecnológico exigem novas formulas. 

São simples relações de ideias todas as proposições que se limitam a operar com base em conteúdos ideais, sem se referir ao que existe ou pode existir.  Trata-se das proposições, que como veremos,, Kant chamaria de juízos analíticos.
A aritmética, a álgebra e a geometria constituem-se de meras “relações de ideias”. Estabelecido os significados dos números, por exemplo, obtemos por mera análise racional (e, portanto, com base em meras relações de ideias) que três vezes cinco é a metade de trinta e todas as proposições desse gênero. Analogamente, posta a definição do triângulo, obtemos por mera análise racional as relações de ideias de que o “quadrado da hipotenusa é igual ao quadrado dos dois lados”.
Podemos descobrir as proposições desse gênero por meio da simples operação do pensamento, impendentemente do que realmente existe em qualquer parte do universo. Ainda que não existissem círculos e triângulos na natureza, as verdades demonstradas por Euclides conservariam intactas a certeza e a sua evidência. Com efeito, trata-se de proposições que obtemos substancialmente baseando-nos no princípio da não contradição. Seria contraditório, por exemplo, dizer três vezes cinco não é metade de trinta, uma vez estabelecido o atual significado dos números, assim como seria contraditório negar a validade do teorema acima mencionado uma vez posta a definição de triângulo dada por Euclides. (Idem. p, 562)

     Já, os “dados de fato” não se obtêm desse modo, uma vez que é possível o contrário de um “dado de fato” qualquer. Por exemplo: Amanhã o sol não surgirá. Mas posso dizer, o sol surgirá. No entanto, essa posição antagônica não faz das proposições menos inteligíveis. Isso se dá porque as proposições relacionadas a “dados de fato”, não implicam necessidade lógica, isto é, não são frutos da razão pura. Na linguagem kantiana, os dados de fatos referem-se aos juízos sintéticos a posteriori. Isto é, são deduções após a experiência dos dados correspondentes ao que existe na natureza. Da relação causa e efeito surge o ditado popular: “onde há fumaça, há fogo”. Para Hume, “Todos os raciocínios que dizem respeito à realidade dos fatos parecem fundados na relação de causa e efeito; é só graças a essa relação que podemos ultrapassar a evidência da memória e dos sentidos”.

Causa e efeito

Causa e efeito são duas realidades bem distintas entre si, no sentido de que nenhuma análise da ideia de causa, por mais acurada que seja pode nos fazer descobrir a priori o efeito que dela deriva. Não é possível à mente encontrar nunca o efeito da pretensa causa, nem mesmo com a investigação e o exame mais acurados, dado que o efeito é totalmente diverso da causa, e consequentemente, não pode nunca ser descoberto nela. Se eu atinjo uma bola de bilhar com outra bola, digo que a primeira causou o movimento da segunda; entretanto, o movimento da segunda bola de bilhar é fato completamente diferente do movimento da primeira e não está incluída nela a priori. (Ibid. p. 563-64) [...]

     Então, deduz-se que com David Hume, os novos métodos para chegar ao conhecimento verdadeiro foram melhorados e definidos. As inferências sensíveis daqueles dias se davam pelo hábito ou costume e não, necessariamente, pela experiência. Pois, a experiência prática comprova que os efeitos divergem da causa. A ciência discutida até então se limitava às observações sensíveis. Os filósofos empiristas estavam à busca de métodos para chegar à verdade dos fatos como acontece com as ciências exatas que são relações de ideias. Encontrando o método, a ciência deixaria de depender exclusivamente dos sentidos que muitas vezes nos enganam. Assim nasceram os métodos empíricos e a tecnologia para desenvolver equipamentos de precisão para fazer que todas as ciências humanas alcance a verdade dos fatos semelhante às ciências exatas.  

Com efeito, toda vez que a repetição de um ato ou operação particular produz uma inclinação a renovar esse mesmo ato ou essa mesma operação, sem que sejamos forçados a isso por raciocínio ou por processo do intelecto, sempre dizemos que essa inclinação é efeito do costume. Talvez não possamos levar nossas investigações mais além ou pretender apontar a causa dessa causa, mas devemos nos contentar com ela como princípio último que podemos conseguir fixar para todas as conclusões que extraímos da experiência. É o costume que nos permite sair do que está imediatamente presente na experiência. Mas não tem fundamento toda proposição nossa relativa ao futuro. (Ibid. p. 564)

Crenças

     Segundo Hume, causas e efeitos geram as crenças: O que chamamos causas deve seguir o que chamamos efeitos. Logo, a crença nada mais é que sentimento. O que era objetivo passou a subjetivo. Assim, o racional tornou-se emotivo a-racional, instinto natural. Ou seja, o estudo do ser racional adaptou-se ao emocional que determina o que é verdade baseado em causas e efeitos.

Causa das causas

     É o famoso retrocesso em busca da causa primeira. É a mais antiga indagação: Qual a causa de tudo que há no universo? Como várias teorias científico-filosóficas tentam dar suas respostas. O que nossa mente lógica recusa entender e aceitar é a ideia de que exista um ser em si denominado Deus como sendo a causa primeira, ou o “Causador de todas as causas sem ser causado” (Aristóteles). O método bíblico, desde a antiguidade, registrou as famílias e suas descendências, hoje, usando esse método genealógico, é possível encontrar parentes que nunca vimos e termos certeza científica de que somos parentes através da comparação do DNA. Pela genealogia bíblica chegamos a Adão e Eva, consequentemente ao criador de todas as coisas. Porém, a rejeição ao método bíblico se dá porque encontrando esse Deus Criador, vamos encontrar princípios morais que deverão dirigir nossa conduta, leis civis e mandamentos divinos que nos ajudarão a identificar o que é certo e errado, onde, através da razão consciente, o investigador entenderá a trama em que o universo racional está temporariamente inserido. Em suma, é isso que Hume está tentado dizer através de sua teoria do conhecimento, que é impossível chegar à causa de todas as causas, e ao próprio futuro através do efeito que já é outro princípio causal. Por isso, para Hume, a religião está fundamentada no sentimento, crenças baseadas em causas e efeitos, não nos desencadeamentos de ideias utilizados para criar ciências exatas e nem das impressões mentais a partir do que existe literalmente. “Pois o que não é redutível à impressão, como sabemos, é destituído de validade objetiva”.    Para Hume, “o que captamos pelos sentidos, na realidade, outra coisa não é senão feixes de luzes que causam as impressões e ideias”. Vou ilustrar o que Hume quer dizer:

     Quando olhamos para uma macieira produzindo, vemos maçãs verdes, avermelhadas e vermelhas, flores brancas, folhas verdes e amareladas, galhos novos e velhos, enfim, o que captamos não é a substância, mas feixes de luzes que impactam nossa mente causando impressões no cérebro, e destas impressões, após a experiência, a verdade que buscamos. Quando vejo água, minha mente é impactada pelo elemento água, não com o oxigênio e outros minerais que a compõem, embora eles estejam presentes no líquido. Hume está se esforçando para fazer distinção entre substância e acidentes ou substância e qualidades, as propriedades da coisa.

A cor, o som, sabor, a figura e outras propriedades não existem a parte do substrato que denominamos substância. Então, deduz-se, que, acidentes e propriedades não são substâncias. Para Ele, “o mesmo hábito que nos faz inferir conexão entre causa e efeito, nos faz inferir que toda qualidade depende da substância ignorada”. O hábito de imaginar dependência tem o mesmo efeito que teria o de observá-la realmente. (Ibid. p. 566)

     Pergunto: Onde está a substância da macieira? As cores das maçãs são feixes de luz que dependem de um substrato, no caso, a casca da maçã; então, a polpa da maçã é a substância? No raciocínio de Hume não. Pois, a maçã é um acidente ou um produto dependente da flor, que depende dos galhos, que depende do tronco, que depende das raízes, que dependem do solo que contêm nutrientes. E aí, a substância da macieira depende do solo ou dos nutrientes? Dos nutrientes não podem ser porque são propriedades, pois, quando minha mente é impactada pela coisa terra, vejo apenas a terra, não os nutrientes. Então, se fizermos esse raciocínio retroativo a tudo o que existe na natureza, a única substância é a terra. Porém, para o raciocínio filosófico-científico que é cosmológico, a terra não é o centro do universo, logo, a terra não pode ser a substância primeira. Por isso, os filósofos clássicos, que não tinham a natureza como substância primeira tiveram que admitir a existência de um Deus como sendo o criador dessa substância. Logo, Hume está equivocado quando diz que a religião tem como fundamento a crença, que tudo é uma questão de fé. Paulo que era filósofo já havia resolvido esse problema:

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus que é vosso culto racional. (Romanos, 12: 01)

     Assim sendo, o fundamento da fé em um Deus criador é racional. Está mais para a lógica e ciência que para ignorância e sentimentos. Mas onde entra a fé se tudo é uma questão de conhecer empiricamente? A fé racional começa quando a lógica, a filosofia, a teologia, as teorias e teoremas não dão conta de conhecer a substância primeira, a coisa em si ou Deus através das impressões, desencadeadora de ideias secundárias. Logo, o que sustenta a fé racional é o conhecimento. Isto é, a fé completa o que é impossível às ciências e raciocínios lógicos. E as pessoas de pouco conhecimento e as analfabetas, onde elas se encaixam no plano da fé lógica? Então, devemos entender que a inteligência está acima de qualquer conhecimento. Muitas pessoas não tiveram e continuam não tendo o privilégio de estudar, muito menos filosofia, mas, pela inteligência pura, são gestores de grandes negócios, se mostram grandes políticos e grandes empresários de vários setores. Logo, qualquer pessoa que queira, por meio de sua inteligência, poderá compreender a lógica do mundo físico e metafísico. Por isso o provérbio de Salomão: “Vai ter com a formiga, ó preguiçosos, considera os seus caminhos, e sejam sábios”; [...]

O Eu

     A questão fundamental de Hume é: Que objeto natural há que possa causar impressões à mente onde o eu possa ser deduzido como um acidente consciente e idêntico a si mesmo? Com a tese do eu, Hume quer desconstruir René Descartes que diz, “Penso, logo existo”. Segundo Hume, o eu não causa impressão, é aquilo a que se refere por suposição às diversas impressões e ideias. Se houvesse um objeto que causasse impressão, que originasse a ideia do eu, essa impressão deveria permanecer invariavelmente ao longo de toda nossa vida, já que se supõe que o eu exista desse modo. Na visão de Hume não há nada na natureza humana que seja constante e invariável, pois, dores e prazeres, vicissitudes e alegrias, paixões e sensações se alternam continuamente, nunca existindo todas juntas. Portanto, a ideia do eu, não pode ser derivado de nenhuma dessas variáveis presentes no sujeito; consequentemente, a existência de um eu que pensa, é só mais uma crença desenvolvida por René Descartes. Mas Hume está forçando a barra quanto às afirmações de Descartes uma vez que todos nós pensamos; pois, é pensando e avaliando que formamos o eu consciente.

A mente não é constituída senão pelas sucessivas percepções, mas não temos sequer a mais distante noção do lugar onde essas cenas são representadas ou do material de que ele é.
O que devemos concluir então? Se o objeto é feixe de impressões, como poderão se distinguir entre si? Como se poderá falar de objetos e sujeitos?
A resposta de Hume é evidente: 1) a existência das coisas fora de nós não é objeto do conhecimento, mas sim de “crença” e assim, analogamente, 2) a identidade do eu não é objeto do conhecimento, mas também, objeto de crença. (Ibid. p. 567/8)

Relações de ideias e dados de fato

     Todas as proposições que operam com base em conteúdos ideais, sem se referir ao que existe, são descrições de ideias. Kant as chamam de juízos analíticos. São elas: a álgebra, a matemática e a geometria; todas suas operações são relações de ideias, operações racionais, frutos da imaginação ou razão pura. Essas relações ideais são assim porque acontecem sem que haja números e figuras geométricas na natureza. Assim sendo, as ideias inatas ou a priori, é possível aos seres humanos porque somos semelhantes ao criador, um ser criado capaz de pensar e executar o pensado.

     E aí, o que você pensa sobre o saber do-todo, sejam ciências exatas, humanas e religiosas? Eu penso que, em se tratando de ciências nada é fácil. Não podemos esquecer que a ciência da salvação não difere das humanas, mesmo que a inteligência cabocla a entenda, os que confiam na ignorância como meio de ser salvo pelo amor de Deus podem se perder como qualquer eloquente cético que ignora a existência de Deus e Seu plano de salvação. Por isso a Bíblia descreve códigos práticos, para, a partir deles, chegar-se à verdade natural e sobrenatural. Logo, chega-se à conclusão sobre a existência de Deus e Seu plano de salvação experimentando fazer a vontade de Deus explícita na Bíblia. Assim sendo, eu e você podemos comprovar a existência de Deus pondo sua palavra à prova. Mas não esqueçamos, Deus é Onisciente, logo, não se deixa enganar; mas capacita quem quer compreender para conscientemente desenvolver-se rumo à salvação planejada aos que creem segundo a luz dada e conhecimento obtido ao pôr as instruções de Deus à prova. Então, deduz-se que quando alguém nega as instruções bíblicas através de retóricas filosóficas e teologias que ignoram as leis e mandamentos como instruções práticas, Deus não pode agir nessa mente impactando-a com seu poder, transformando pessoas à Sua semelhança, dignas de herdarem a vida eterna.

A lei e o testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva. (Isaias, 20: 08)

sexta-feira, 20 de julho de 2018

A HOMOSSEXUALIDADE E A SEGUNDA VINDA DE CRISTO


     A segunda vinda de Jesus acontecerá para pôr fim ao tempo dado por Deus a Lúcifer expor seus propósitos e caráter a todos os seres inteligentes do universo. A salvação será para quem optou fazer a vontade de Deus explícita na Bíblia e aceitou Jesus como seu salvador; e os condenados serão quem preferiu fazer a vontade de Satanás que é contrária a de Deus. Um dos cumprimentos proféticos a indicar que Jesus está prestes a intervir na história da humanidade é a cultura da homossexualidade que busca destruir a base do núcleo familiar instituído por Deus no princípio.

Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e ambos será uma só carne. (Gênesis, 2: 24)
Por isso, deixará o homem e seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e serão dois numa carne. (Efésios, 5: 32)

     Em duas ocasiões passadas, Deus deu-nos o exemplo, mostrando que a degradação moral da família e da sociedade através das práticas homossexuais O levará intervir definitivamente na história da humanidade através da segunda vinda de Cristo. Época que porá fim à funesta obra de Satanás na arte de degradar o ser humano e a família, célula mãe da sociedade. Logo, baseando-me na palavra de Deus, Jesus está próximo a se levantar para cessar a história do pecado iniciada por Lúcifer.

Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão. Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos; e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas quem perseverar até o fim será salvo. E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim. (Mateus, 24: 10-14)

     O núcleo familiar, na ótica divina, só pode ser desfeito legalmente quando há traição sexual entre marido e esposa. Na ótica humana há outros motivos, mas o bom é que o casal supere as desavenças não percebidas enquanto namoravam, crescendo no amadurecimento da relação marido e mulher a fim de construir uma família bem alicerçada.

     A homossexualidade é um dos meios de Satanás desmantelar a célula mãe da sociedade que fora planejada pelo criador. A prática homossexual, como qualquer pecado, sempre aconteceu ao longo da história. Mas quando o poder público legaliza e o religioso abençoa a união homossexual como sendo normal, o pecado passa ser prática legal; nessas condições, nos mostra a história, que Deus se manifesta contrário destruindo a ousadia de tal sociedade. Foi quando o pecar passou ser legalizado e sacramentado que Deus interveio com o dilúvio e fogo às cidades de Sodoma e Gomorra para cessar a ousadia de Satanás em desfazer o que Deus estabelecera como fundamento para o crescimento e manutenção do bem estar espiritual e social dos povos. Agora a intervenção de Deus acontecerá com a segunda vinda de Cristo para pôr fim à história do pecado, dos pecadores que ignoraram o plano de salvação estabelecido por Deus, de Lúcifer e dos anjos que o seguiram.

Porém daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o filho do homem, mas unicamente meu pai. E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam, bebiam, casavam e dava-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do filho do homem. (Mateus, 24: 37-39)



A SALVAÇÃO É DE GRAÇA MAS NÃO É GRATUITA
A palavra graça, de modo geral, não é compreendida pelos religiosos, eles confundem graça com gratuidade, pensando que as pessoas não precisam abandonar a prática do pecado para ser salvo. Graça é o poder de Deus dado às pessoas que desejam a salvação, pois, para sermos salvos a que fazer a vontade de Deus explícita na Bíblia, algo impossível ao homem natural, no entanto, aos que desejam a salvação, Deus dá sua graça (poder) para adaptar o novo estilo de vida à vontade de Deus. Não há o que possamos fazer para merecer a salvação, pois, caso houvesse, todas as pessoas a alcançaria. Como foi necessário Jesus viver neste mundo para demonstrar-nos que é possível ao homem que crê ser fiel a Deus em todas as circunstâncias, é necessário, aqueles (as) que dizem fazer a vontade de Deus, seguir o exemplo de Cristo sendo fieis cumpridores das leis de Deus que define o que é pecado. Logo, transgredir as leis de Deus é pecado. Se assim não fosse, Jesus não precisaria morrer para dar oportunidade aos que quiserem, possam deixar a vida de pecado, buscando à semelhança de Jesus em trabalhar para resgatar outros das ciladas de Satanás que faz tudo que lhe é possível para fazer que, inclusive, muitos religiosos neguem a validade das leis de Deus.

LGBT

     Essa sigla representa o movimento contemporâneo composto por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, em uso desde 1990. O termo é uma adaptação de LGB que era utilizado para substituir o termo Gay para se referir à comunidade LGBT no fim da década de 1980.

     O casamento homossexual está legalizado pelas nações e sacramentado pelo poder religioso. Como está legalizada e abençoada como um dos modelos de família, o que Deus estabelecera foi oficialmente lançado por terra. Por dedução óbvia, Deus está prestes a intervir novamente na história da humanidade através da segunda vinda de Cristo. Com a legalidade e benção das práticas homossexuais, os pedófilos e os praticantes do incesto também querem o reconhecimento legal por parte do Estado e a benção da igreja. É uma questão de tempo e os devassos vão pedir aos poderes legalmente instituídos que lhes dê esse privilégio; como nessa época Satanás será o novo líder político e religioso, esses também vão ter seus miseráveis privilégios legalizados e abençoados.
São as práticas legalizadas desses pecados a nos indicar que a intervenção de Deus nos negócios da humanidade está prestes a acontecer.

     A salvação de qualquer pessoa não depende do juízo de pessoa alguma, unicamente do juízo do Onisciente Deus criador e mantenedor de tudo que há! O que devemos entender é, a Deus ninguém engana. Logo, cada um de nós será julgado segundo a luz que temos e o que fizemos dessa luz; então, não esqueçamos que Deus, além de amor e justiça, é juiz. Logo, achar que podemos engana-Lo com nossa aparente esperteza, é ignorância total de nossa parte.         
     Atualmente não é preciso ser filósofo para olhar para a sociedade contemporânea para perceber que agimos parecido aos antigos antediluvianos e os moradores de Sodoma e Gomorra que foram surpreendidos com a intervenção de Deus em seus negócios e diversões imorais. Logo, o alerta: “Jesus em breve voltará” contido na Bíblia faz sentido!

Milhares que se orgulham de sua sabedoria e independência consideram como prova de fraqueza depositar implícita confiança na bíblia; acham que é prova de talento e saber superiores, ironizar a respeito das escrituras sagradas, e espiritualizar e explicar evasivamente suas mais importantes verdades. Muitos pastores estão ensinando o povo, e muitos mestres e professores estão a instruir os estudantes, que a lei de Deus foi mudada ou ab-rogada; e os que consideram suas reivindicações ainda como válidas, devendo ser literalmente obedecidas, são julgados merecedores apenas de ridículo e desdém. [...] Para muitos, um ídolo filosófico é entronizado em lugar de Jeová, enquanto o Deus vivo conforme é revelado em Sua palavra, em Cristo e nas obras da criação, é adorado apenas por poucos. Milhares deificam a natureza, enquanto negam o Deus da natureza. Embora de forma diversa, existe hoje a idolatria no mundo cristão tão verdadeiramente como existiu no antigo Israel nos dias de Elias. O deus de muitos homens que professam sábios, de filósofos, poetas, políticos, jornalistas; o deus dos seletos centros da moda, de muitos colégios e universidades, mesmo de algumas instituições teológicas, pouco melhor é do que Baal, o deus-sol da Fenícia. (WHITE. O Grande Conflito. p, 583)

Ora, quando essas coisas começarem acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima. E disse lhes uma parábola: Olhai para a figueira e para todas as árvores. Quando já começam a brotar, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que está perto o verão. Assim também vós, quando virdes acontecer essas coisas, sabeis que o reino de Deus está perto. Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo aconteça. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar. (Lucas, 21: 28-33)

Atenção

     A primeira geração aconteceu da criação ao dilúvio. A segunda, do dilúvio ao nascimento de Cristo e a terceira, do ministério de Cristo à sua segunda vinda.

Então, vigiai!

sábado, 14 de julho de 2018

A GRAÇA É DE GRAÇA A SALVAÇÃO EXIGE MUDANÇAS

     A palavra graça, de modo geral, não é compreendida pelos religiosos, eles confundem graça com gratuidade. Graça é o poder de Deus dado às pessoas que desejam a salvação, pois, para sermos salvos a que fazermos a vontade de Deus explícita na Bíblia, algo impossível ao homem natural, no entanto, aos que desejam a salvação, Deus dá sua graça (poder) para o ser humano adaptar o novo estilo de vida à vontade de Deus. Assim sendo, a salvação não é de graça; pois, caso fosse, seria para todos sem exigência alguma. Como foi necessário o sacrifício de Jesus, aos que desejam a salvação, é necessário obedecer a Deus guardando os dez mandamentos e outra leis que define o que é o pecado. Caso contrário, não haveria necessidade de religiões e missão de pregar o evangelho.
   
     O preço pago para salvar o ser humano foi alto e a salvação é de graça! Porém, não é gratuita. Nos custa renunciar viver a vida segundo a nossa vontade, substituindo-a pela vontade de Deus expressa na Bíblia. Então, ingerir bebidas alcoólicas, fumar, drogar-se, comer carnes classificadas como imundas, adulterar, roubar, matar, cobiçar, trabalhar aos sábados e outras orientações contidas na Bíblia são práticas contrárias à vontade de Deus; e são elas que determinam o que é pecado. Logo, quem conscientemente as pratica, sem abandoná-las por amor a Deus não será salvo. E aí, você que diz seguir a Deus através de alguma denominação religiosa, ainda acha que a salvação se reduz a ser adepto de alguma religião que canta e dança em nome de Jesus? Se sim, está se enganando ou sendo enganado; pois, para sermos salvos, a que fazer a vontade de Deus em detrimento da nossa que é naturalmente contrária a de Deus. Negar o eu só é possível através do poder do Espírito Santo agindo no ser humano. Logo, parar de fazer a minha vontade contrariando o explícito na Bíblia só é possível com a ajuda do Espírito Santo que nos capacita a ter o mesmo estilo de vida de Jesus, de submissão à vontade do Pai explícita na Bíblia! Por isso concluiu o filósofo alemão Friedrich W. Nietzsche: “Ser cristão é ser como Cristo foi”.

Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamareis servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai tenho-vos feito conhecer. (São João, 15: 14 2 15)

Política e lei


     O fundamento do governo divino como o dos seres humanos seja democrático ou absolutista, necessariamente, tem que ser composto por leis, único meio de detectar quem são os transgressores e os leais para fazer justiça. No caso do regime democrático que é o mais parecido com o divino, além das leis, há o livre-arbítrio para o indivíduo escolher ser ou não fiel a Deus ou as leis de seu país.  Fora desse princípio composto por leis e livre-arbítrio é impossível detectar quem são os bons e maus caráteres, meio eficaz para fazer justiça entre os homens e Deus executar seu juízo salvando apenas os que, de boa vontade, buscam fazer Sua vontade explícita na Bíblia.
   
O Esclarecimento é a saída do homem da condição de menoridade autoimposta. Menoridade é a incapacidade de servir-se de seu entendimento sem a orientação de outro. Esta menoridade é autoimposta quando a causa da mesma reside na carência não de entendimento, mas de decisão e coragem em fazer uso de seu próprio entendimento sem orientação alheia. Sapere aude! Tenha coragem em servir-te de teu próprio entendimento! Este é o mote do Esclarecimento.

Preguiça e covardia são as causas que explicam porque uma grande parte dos seres humanos, mesmo muito após a natureza tê-los declarado livres da orientação alheia (naturaliter maiorennes), ainda permanecem com gosto e por toda vida, na condição de menoridade. As mesmas causas explicam porque parece tão fácil outros afirmarem-se como seus tutores. É tão confortável ser menor! Tenho à disposição um livro que entende por mim, um pastor que tem consciência por mim, um médico que me prescreve a dieta etc.: então não preciso me esforçar. Não me é necessário pensar quando posso pagar outros assumiram a tarefa espinhosa por mim; a maioria da humanidade (aí incluído todo o belo sexo) vê como muito perigoso, além de bastante difícil o passo a ser dado rumo à maioridade, uma vez que tutores já tomaram para si de bom grado a sua supervisão. Após terem previamente embrutecido e cuidadosamente protegido seu gado, para que estas pacatas criaturas não ousem dar qualquer passo fora dos trilhos nos quais devem andar os tutores lhes mostram o perigo que as ameaça caso queiram andar por conta própria. Tal perigo, porém, não é assim tão grande, pois, após algumas quedas aprenderiam facilmente a andar; basta, entretanto, o exemplo de um tombo para intimidá-las e aterrorizá-las por completo para que não façam novas tentativas. – Para o esclarecimento, porém, nada é exigido além da liberdade; e mais especificamente a liberdade menos danosa de todas, a saber: utilizar publicamente sua razão em todas as dimensões. Mas agora escuto em todos os cantos: não raciocineis! O oficial diz: não raciocineis, exercitai-vos! O Conselho de Finanças: não raciocinais, pagai! O líder espiritual: não raciocineis, credes! (um único senhor do mundo pode dizer: raciocinai o quanto quiser e sobre o que quiser; mas obedecei!) Por todo canto há restrição da liberdade. E qual restrição serve de obstáculo para o esclarecimento? Qual não o impede e até mesmo o sustenta? Respondo: o uso público do entendimento deve ser livre em qualquer momento, e só ele pode gerar o esclarecimento entre os seres humanos; o uso privado do mesmo pode frequentemente ser bastante restrito, sem que, todavia, o progresso do esclarecimento seja por si só, impedido. (...) (KANT) Danilo Marcondes. Textos básicos de Ética de Platão A Foucault, p. 88 e 89.     

terça-feira, 3 de julho de 2018

LIBERDADE PLENA É UTOPIA


     A liberdade sem responsabilidade buscada pela atual sociedade que prefere seguir a filosofia do filósofo alemão Friedrich W. Nietzsche que valoriza as pulsões corporais em detrimento da racionalidade promove o renascimento dos ideais dos habitantes das cidades de Sodoma e Gomorra que aderiram viver ignorando os conselhos bíblicos chegando ao estado de ignorância de achar que as práticas homossexuais são normais. Como exemplo às gerações futuras, Deus matou seus habitantes e destruiu as cidades com fogo.
     A vida continuou e a futura sociedade voltou ignorar os conselhos divinos que promovem a saúde e o bem estar voltando às mesmas práticas dos habitantes de Sodoma e Gomorra. Dessa vez Deus os destruiu com água através da chuva que cobriu todo planeta matando todos os seres humanos, salvando apenas os fieis a Deus Noé e sua família que, confiantes na palavra de Deus, construíra uma arca ou barco. Deus, após o dilúvio prometeu que não iria intervir matando a sociedade por ignorarem seus conselhos até o fim que ocorrerá com segunda vinda de Cristo.
      A sociedade contemporânea, ávida por liberdade plena, ou seja, viver ignorando a existência de Deus e seus conselhos que promovem a saúde e o bem está caindo nas mesmas ciladas de Satanás que caíram aquelas gerações do passado. Atualmente, em nome do preconceito, os amantes da luxúria quer dar um cala-boca aos cidadãos que presam a moral e os bons costumes como meios de evitar a propagação de doenças transmitidas pela relação homossexual e outras práticas sexuais não lícitas desejadas pelos amantes da luxúria. As consequências dessas práticas contrárias ao que é lícito e natural são as doenças como: Câncer, aids ou HIV, sífilis, infertilidade e etc., e são transmitidas, além das práticas sexuais, pela transfusão de sangue e amamentação. Os mantes da homossexualidade estão fundando igrejas a esses seguimentos, achando que Deus, por ser amor, salvará os amantes do pecado na prática do pecado. Não se enganem, pois Deus salvará o pecador que abandonar o pecado e passar a viver segundo a Sua vontade explícita na Bíblia.
Mas os religiosos seguidores dos princípios bíblicos e as pessoas amantes dos bons costumes podem começar se acostumar porque o poder civil e religioso já aprovaram leis que a homossexualidade e outras luxúrias sexuais são práticas normais e legais, onde, homem com homem e mulher com mulher, podem obter a certidão de casamento com a bênção do Papa e pastores protestantes que estão à busca de fama, poder e grana. Já pensou se todas as pessoas caíssem na armadilha diabólica de que a homossexualidade é normal segundo as leis da natureza para a manutenção das espécies? Com certeza seria o fim da humanidade. Mas a trama entre Deus e Lúcifer presente na Bíblia nos mostra que a desgraça do ser humano e sua perdição eterna são os desejos de Satanás. O desenvolvimento da homossexualidade sempre foi o mais ousado meio de negar os princípios bíblicos e a existência de Deus. Mas o juízo definitivo da parte de Deus ocorrerá com a segunda vinda de Cristo. Por isso, as advertências de Jesus:

Porém daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o filho do homem, mas unicamente meu pai. E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e se davam em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e o levou a todos, assim será também a vinda do filho do Homem. (Mateus, 24: 37-39)
Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançados no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo; e não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios; e condenou à subversão as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as à cinza e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente; e livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis. (II Pedro, 2: 4-7)

     Lúcifer foi expulso do céu para aguardar na Terra o fim do drama do pecado que se estabelecera no universo através dele. Como o ser humano decidiu dar ouvidos às falácias de Satanás, humanos e anjos, aguarda o fim desse drama denominado pecado convivendo juntos, separados apenas pelas características físicas e metafísicas. Mas há uma diferença, os anjos que seguiram Satanás já estão selados para a perdição eterna, os seres humanos continuam dentro do período de graça que findará pouco antes da segunda vinda de Cristo para buscar aqueles que aceitaram viver segundo seus ensinamentos implícitos e explícitos nos escritos bíblicos. Por convivermos no mesmo ambiente, o drama do pecado está sintetizados nas tentações de Satanás e de seus anjos contra os seres humanos que precisam conhecer as verdades bíblicas para deixar de fazer a vontade de Satanás. Após a segunda vinda de Cristo, Satanás, os anjos que os seguiram e as pessoas que não aceitarem o plano de salvação, serão exterminados. Logo, a segunda vinda de Cristo marcará o fim desse drama que nunca mais irá se repetir no universo! Assim, a paz e a liberdade plena como fora antes das intenções de Lúcifer, voltarão a reinar após a história do pecado! É esta a mensagem contida nos escritos bíblicos. Então, não é por acaso o que diz a Bíblia em Tiago, 1: 25: “todos serão julgados segundo a lei da liberdade”!
Para que tudo isso ocorra o ser humano não poderia ser determinado, mas livre para escolher o que fazer a fim de desenvolver-se, expressar, modificar a natureza e, caso queira, criticar a ordem estabelecida. Assim sendo, o livre-arbítrio e as leis de Deus são os fundamentos do governo justo, meios de fazer justiça.

A salvação é de graça não gratuita

     É assim porque a salvação será para os que confiam na graça de Cristo para enquadrar seu modo de vida à vontade de Deus, e não o adaptar a Bíblia aos seus desejos. Por isso a razão é a essência que deve governar todos os sentimentos e pulsões do ser humano. Assim sendo, Friedrich W. Nietzsche, Arthur Schopenhauer e seus seguidores estão errados quando buscam anular a razão e exaltam a vontade e pulsões sensuais como superiores à razão, dizendo que a razão é serva da vontade e pulsões; quando, na verdade, a razão, deve ser o meio de analisar as consequências antes de tomar as decisões quanto ao fazer o que é certo ou errado através do corpo.

domingo, 24 de junho de 2018

CIÊNCIA E RELIGIÃO


     A verdade científica é confirmada pelo processo empírico, ou seja, tem que ser comprovada na prática, caso isso não seja possível, o status de verdade não é alcançado. Caso a teoria continue em aberto não pode ser aceita como ciência, e sim como tese hipotética. Em outros casos teóricos, dependendo do método empírico aplicado, não alcançando o status de verdade ou ciência útil, já são descartadas por serem falsas. Esse mesmo princípio científico deve ser aplicado às religiões e denominações religiosas que dizem ser detentora da verdade bíblica. Então, entende-se, que, a conduta religiosa dos ditos representantes de Deus e da verdade bíblica, necessariamente, tem que corresponder à verdade e vontade de Deus presente no conteúdo bíblico; caso contrário, tais teologias são teses hipotéticas ou falsas. Por isso a verdade científica e religiosa é similar; pois, a confirmação da verdade religiosa também se dá através do empirismo que é demonstrado através prática religiosa que deve  corresponder à vontade de Deus explícita na Bíblia. Mas alguém deve estar indagando: Como saber qual é a prática religiosa se todos os cristãos dizem fundamenta-la na Bíblia? Jesus já respondera essa questão:

Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo, até que o céu e a terra passem nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido. (Mateus, 05: 17 e 18).

     Então, deduz-se, que, embora haja cinco religiões e milhares de denominações religiosas, apenas uma delas é verdadeira. E esta, necessariamente, tem que se enquadrar dentro dos princípios legais de Deus. Por isso acrescentou Jesus:

Nem todo o que me diz: Senhor! Senhor! Entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci: apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. (Mateus, 07: 21)
    
     Uma das práticas religiosas que a Bíblia apresenta como falsa é prestar culto aos deuses ou imagens de esculturas como fazem os católicos e espiritualistas cristãos. Além de cultuar as imagens de escultura, tem o domingo como dia santo como fazem a maioria dos protestantes, evangélicos e outras denominações cristãs, que, na prática, continuam seguindo as determinações do Papa, líder maior da igreja Católica Apostólica Romana e da religião reconhecida mundialmente como Cristianismo. Dentro do contexto de eleger um dia santo para fazer oposição ao sábado bíblico, além do domingo pagão e cristão romano, temos a sexta-feira dos muçulmanos, dia santo para reverenciar Ala, principal deus do politeísmo muçulmano. Logo, católicos, muçulmanos, protestantes, evangélicos e espiritualistas em geral negam, na prática, que exista um Deus Criador e legislador como o descrito na Bíblia.
     A partir do exposto, qualquer religião ou denominação religiosa existente no planeta Terra pode avaliar se sua prática religiosa corresponde ou não com a verdade e vontade do Criador apresentado nas primeiras páginas da Bíblia. Além da anulação do dia santo contido nos dez mandamentos da lei universal, há as falsas práticas religiosas utilizadas pelos cristãos contemporâneos que é uma mistura de sentimentos e “fé” que são promovidos pelo frenesi corporal ou danças ao som de cânticos gospel que os líderes religiosos se utilizam para manter e atrair novos adeptos, descartando o dever de ser fieis às leis de Deus. Essas práticas podem levar o indivíduo deduzir que os sentimentos de satisfação e alegrias produzidas naturalmente pelo exercício corporal, correspondam à vontade de Deus explícita na Bíblia. No entanto, devemos entender que caridades, milagres e movimentos corporais acompanhados de cânticos, aleluias e glórias não substituem o dever de ser fiel às leis de Deus e outros princípios bíblicos.
Lei e leis
     Grande parte dos religiosos tem dificuldade para separar a lei dos dez mandamentos das outras leis. Por isso eles interpretam que Jesus veio para anular a lei dos dez mandamentos. Mas caso isso fosse verdade Deus seria contraditório, pois, os dez mandamentos é eterno como o próprio Deus. Por isso o sábado, quarto mandamento da lei de Deus, já estava presente no jardim do Éden antes do casal pecar, e eles, como santos, já o guardava como se faz no céu. Depois do pecado os outros nove mandamentos foram acrescidos para determinar o que é pecado. Quando Adão e Eva pecaram eles estavam condenados à morte. Mas Deus, misericordiosamente, deu-nos um tempo de graça para entendermos o que é o amor de Deus e o ódio de Satanás. Para isso Deus instituiu as leis cerimoniais. Essas leis regulamentavam os sacrifícios de animais e aves que representariam o filho de Deus, Jesus Cristo, que nasceria como homem antes do pecado, para assumir o lugar dos inocentes animais e aves que eram mortas no lugar do ser humano que estava condenado à morte eterna. É essa lei que foi anulada com a morte de Cristo. Não os dez mandamentos que continua determinando o que é pecado e quem são os pecadores. Além dessas duas leis, há a lei que regulamenta a alimentação dos que fazem a vontade de Deus. A lei matrimonial e outras de cunho moral e ético para o bom convívio familiar e social entre todos os seres humanos. Querer generalizar todas as leis, não fazendo distinção entre suas funções é um dos meios de dizer que Jesus nos salva mesmo sendo transgressores dos dez mandamentos e outras leis que devem ser incorporadas ao modo de viver dos filhos de Deus. E mais grave ainda, insinua que o sacrifício de Jesus foi em vão, ensinando que Ele nos salvará mesmo sendo transgressores das leis de Deus. Logo, os dez mandamentos e as leis de saúde não perderam a validade, pois, as leis de Deus que proporcionam o bem estar às suas criaturas são eternas como o próprio Deus.
Depois da morte e ressurreição de Cristo, só restou aos filósofos e imperadores ateus criarem condições políticas e religiosas para anular os escritos bíblicos, estabelecendo outro poder com autoridade suficiente para substituí-los. A princípio, o império romano pagão queria eliminar os ideais de Cristo e dos primeiros cristãos perseguindo e matando quem não negasse a fé cristã. Como os cristãos aumentavam mesmo diante das perseguições e morte, o imperador Constantino mudou de estratégia convertendo-se ao cristianismo e no ano 313, com o edito de Milão, pôs fim as perseguições. No dia 7 de março de 321, Constantino decretou que todos os pagãos deveriam adorar o deus sol no domingo, primeiro dia da semana. E no ano 325, no primeiro concílio de Niceia, o domingo seria confirmado como dia de descanso também aos cristãos. E no concílio de Laodiceia, a guarda do sábado foi abolida definitivamente. A partir do século V a igreja cristã medieval assumiu o controle político, filosófico e religioso. Agora, dona de todo poder, as leis dos dez mandamentos, de saúde e outras contidas na Bíblia, foram jogadas por terra, substituídas pelas tradições de Roma Pagã do Oriente e igreja Católica Apostólica Romana do Ocidente. Ambas, nos dias atuais, continuam como os mesmos propósitos dos filósofos de anular Deus e a validade dos escritos bíblicos do consciente de todas as pessoas.
     A primeira das falácias religiosas medievais foi eleger o já falecido discípulo de Jesus, Pedro, como o primeiro Papa da igreja Católica Apostólica Romana. Em vez de exaltar as leis de Deus, a igreja medieval optou pelo politeísmo greco-romano-pagão; também alterou o tempo fazendo que os dias terminassem e começassem na meia noite e não mais como sempre fora no pôr do sol de cada dia, deixando claro que o Criador explícito na Bíblia nada significa para os líderes da igreja de Roma pagã e cristã que perseguira e matara Cristo e muitos cristãos. Em sua ousadia, alterou alguns dos dez mandamentos dado a Moisés no monte Sinai; negou a santidade do sábado estabelecendo o domingo como dia santo, restabeleceu o politeísmo negando a existência de Deus o Criador. Por causa da ousadia da igreja medieval, a Bíblia profetizou vestida de saco por mil duzentos e sessenta anos, período que a igreja papal perseguia e matava àqueles que não obedeciam às ordens do líder maior da igreja medieval, o Papa. Que segundo os profetas bíblicos:

Proferirá palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a lei; os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, tempos, e metade de um tempo. (Daniel, 7: 25)

O empirismo religioso elaborado por Deus é anterior ao científico. Por isso, concluiu David Hume que o sentimento não deve ser o fundamento para definir o que é a verdade; logo, é necessário que os religiosos revejam seus métodos de avaliar o que é a verdade.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

COMO O SER HUMANO APRENDEU A FALAR?

Aqui aparece uma questão inquestionável aos questionamentos filosóficos. Se não foi Deus quem criou de modo especial o homem e a mulher à Sua imagem e semelhança, como aprendemos a falar, se comunicar? É sabido que, se uma criança ao nascer, for isolada de seus pais, deixando-a entre outras espécies, mesmo que ela sobreviva, jamais aprenderá a falar, mas a imitar o jeito de ser da espécie onde ela está inserida. Como filósofos, sociólogos e antropólogos não conseguem dizer com certeza como o homem aprendeu a falar, o mais lógico é aceitar o relato bíblico de que houve um criador que se comunicou através da fala com a criatura feita à Sua semelhança, capacitando-a a falar e compreender fazendo relações entre a fala e à coisa referida. Logo, tudo que Deus falava o casal compreendia, pois toda palavra remetia à realidade que os cercavam. Assim, Adão e Eva iam apreendendo e compreendendo o mundo que acabara de ser adaptado à vida, e eles, como criaturas racionais deveriam administrá-lo. Então, deduz-se que o logos, ou palavra de Deus, nunca fora vazia de significado literal, pois, fora o método divino para ensinar e se comunicar com o ser humano.
Já, o movimento do conhecimento filosófico e científico entre os seres humanos se dão através das lacunas e incertezas deixadas por seus criadores; onde, outros (as) retomam para dar continuidade à evolução do conhecimento centralizado no homem. Até a invenção da escrita e muito tempo depois, não existia a ideia de conceito abstrato e vazio de significado literal. Com o nascimento da filosofia, através da arquitetura conceitual e argumentações lógicas, tornou-se possível elaborar “realidades” ideais, dando lhes o status de “verdades fatuais”. Logo, o conhecimento centralizado no ser humano depende da arquitetura composta por signos, significados e significantes, estrutura necessária para compor argumentos válidos, inválidos, verdadeiros e falaciosos.
A literatura bíblica não depende dessa arquitetura, está conectada a realidade sem os jogos conceituais, relacionando-se ao que existe literalmente, sejam pessoas, fatos históricos e o próprio Deus. Por isso as verdades bíblicas são absolutas e imutáveis. Absoluta porque Aquele que É sabe o fim desde o princípio. Imutável, porque sua lei, como o próprio Deus não muda. Logo, tudo que fora dado verbalmente e por escrito em forma de leis e mandamentos, são meios para moldar o caráter dos seres humanos, fazendo-os, caso queiram, semelhante ao do grande Eu Sou.

Satanás e a fala

     Satanás, queiramos ou não, é uma criatura com poderes espirituais. Para fazer Eva cair em pecado usou a fala para fazê-la duvidar da palavra de Deus: “É assim que Deus disse”? E Eva caiu na armadilha diabólica comendo do fruto proibido. Além de comer, ofereceu a Adão, e ele também comeu. Assim, as finitudes, o pecado, a morte e o mal foram introduzidos no planeta Terra. Lúcifer e os anjos tiveram seu período de graça no céu correspondente ao mesmo período de graça que estamos tendo aqui na terra para fazermos nossas escolhas. Esse é o período para que todos, homens e mulheres possam compreender o caráter de Deus e o do Diabo que quer vingar-se de Deus. Com o nascimento, vida, morte e ressurreição de Cristo, todos podem compreender os propósitos de ambos. O fim do mal acontecerá com a morte de Satanás, dos anjos que o seguiram e de todas as pessoas que rejeitaram, rejeitam e rejeitarão o plano de salvação providenciado por Deus.

As leis e a política


     O fundamento dos governos democráticos e absolutistas são as leis. Logo, Estados democráticos e absolutos garantem a ordem e fazem justiça sob a tutela das leis. As leis são os meios para garantir a liberdade e impor o absolutismo para identificar pessoas de má índole infiltradas em qualquer sistema político público-privado e religioso. Assim sendo, as leis e o livre-arbítrio são os meios de julgar justamente. O Deus bíblico é o autor de todas as leis que garante a ordem universal, o sistema vital no planeta Terra e como identificar quem são os bons e maus caráteres. A lei dos dez mandamentos rege a perfeição universal entre todos os seres inteligentes. Por isso ela estava presente na criação, dando evidência ao quarto mandamento que sempre fora e é o dia dos santos se reunirem para louvar a Deus pelo dom da vida, e salvação providenciada por Jesus que sofreu as consequências do pecado na carne, mas não pecou, sendo o único meio de capacitar e salvar pessoas que O aceitam como seu salvador pessoal. Por isso, o sábado, além de ser o memorial da criação é também da redenção; pois Deus, o pai, ressuscitou o filho Jesus após passar as horas sagradas do sábado, dia que continuará sendo o de adoração por toda a eternidade.
     Após o pecado de Adão e Eva, os outros nove mandamentos entraram em vigor, completando a lista que define o que é pecado. Logo, todos os religiosos que negam a validade dos dez mandamentos vivem em pecado, e, como tais, caso não o abandone, aos olhos da lei e palavra de Deus, não serão salvos. Lembrem todos que a salvação é de graça, porém, não é gratuita. Isso significa que devemos fazer nossa parte sendo cumpridores das leis que Deus legislou para o bem dos que O seguem.
Todos os governos absolutistas e democráticos usam as leis para deduzir que é livre aquele (a) que submete às leis do Estado. Logo, são as leis que garantem a paz e quem goza de liberdade e outros direitos. Com certeza, o ser humano copiou a utilidade das leis do modelo divino.
Após o pecado, outras leis foram acrescentadas além dos dez mandamentos, especialmente a lei dos holocaustos que deveria ensinar a todos os descendentes do casal que eles pecaram e deveriam memorizar através do ato de imolar inocentes animais que representaria o sacrifício de Jesus até que Ele viesse tomar o lugar deles, morrendo no lugar daqueles (as) que O aceitar como seu salvador pessoal. Após Jesus viver como homem à semelhança de Adão antes do pecado e não ceder às tentações de Satanás terminara a validade da lei dos holocaustos; pois, Jesus passara ser o cordeiro de Deus que pode perdoar os pecados de quem O reconhecer como seu salvador. Esses, em reconhecimento ao amor de Deus, passará viver em conformidade com a lei dos dez mandamentos e outras leis que visa o bem dos fieis a Deus! Logo, negar a validade dos mandamentos de Deus é negar Sua existência e amor em enviar seu filho Jesus para morrer em nosso lugar. Então, entende-se, que os ateus e religiosos transgressores das leis divinas continuam defendendo a vontade de Satanás em nome de suas religiões e denominações religiosas, se demonstrando contrários à vontade de Deus.

     Com a formação do povo hebreu, a partir de Abraão e sua esposa Sara outras leis, para diferentes objetivos, foram sendo adaptadas à nação eleita por Deus. E, à medida que os povos foram subdividindo, outras leis além das divinas foram criadas pelos legisladores humanos. Assim, todos os códigos legais das nações, têm a mesma finalidade da lei de Deus, meio de separar os maus caráteres dos bons. Então, entende-se que o plano de salvação baseia-se na graça de Cristo, no livre-arbítrio e nos dez mandamentos. Fora desse tripé, a sociedade mundial está livre para viver no pecado ou na falsidade religiosa, caminho seguro para a perdição eterna. 


     

domingo, 27 de maio de 2018

DEUS É O BEM E LÚCIFER O MAL

Como do bem surgiu o mal?

     A metafísica refere-se ao que está além da física, aos seres que não captamos pelos sentidos, mas existem como realidade em outra dimensão, são eles: Deus, Jesus, Espírito Santo, Lúcifer e os anjos. Nós os temos como seres espirituais. O próprio ser humano é um composto físico-metafísico; pois, além do corpo físico, temos a capacidade de pensar, como o outro não tem acesso ao meu pensamento, o conteúdo pensado é a parte metafísica que faz do ser humano um ente físico-metafísico.
Por que algumas pessoas creem que existem e estudam as entidades metafísicas e outras não? Dos livros que os seres humanos escreveram, a Bíblia é o principal a referir-se à existência de seres metafísicos. Ela começou ser escrita por volta de 1.500 antes de Cristo com Moisés e terminou no ano 100 depois de Cristo com João, um dos discípulos de Jesus. Logo, diferentes pessoas de diferentes culturas a escreveram. Nesses 1.600 anos, todos os quarenta escritores relataram algo sobre os seres metafísicos, especificando quem são eles.
Para os filósofos maniqueístas e ateus de modo geral, Deus e Lúcifer não existem como seres literais, são apenas forças do bem e do mal ou trevas e luz que dão equilíbrio ao universo. Então, entende-se, que, religiosos, filósofos e ateus se preocupam com existência de Deus, ou forças metafísicas além das diversas formas de vida existentes no planeta Terra. Muitos religiosos defendem que Deus é o criador de tudo que há e possui existência física; mas os filósofos, incluído aqueles que elaboram teologias institucionais, se esforçam para negá-Lo. Santo Agostinho, principal filósofo a elaborar a teologia para a igreja medieval, como adepto da corrente filosófica maniqueísta, foi um deles.

Liberdade plena e livre-arbítrio

     A liberdade plena só é possível em ambientes perfeitos, como fora e é no céu, o habitat dos seres metafísicos.  Segundo os escritos bíblicos, Deus criou e mantem tudo que há seguindo as leis que rege toda natureza terrestre e o universo astral. Mas a questão que incomoda todos os seres humanos que pensa, é: Como, do universo composto de seres perfeitos, surgiu o planeta com seres imperfeitos? Ou as clássicas questões levantada pelos ateus que zombam dos que creem na existência de Deus: Como do perfeito surgiu o imperfeito? Ou, como do Bem surgiu o mal? Para responder essas questões precisamos compreender qual a diferença entre liberdade plena e livre-arbítrio? Mas o que estava acontecendo no paraíso celeste para a liberdade plena ser substituída pelo livre-arbítrio? No planeta Terra, um dos muitos de nossa galáxia, não havia vida de espécie alguma; somente material inorgânico coberto pelas águas. Mas Deus, o pai, resolvera adaptá-lo ao desenvolvimento de seres vivos através de Seu filho Jesus que, como o Pai, tem vida em si; logo, capaz de criar seres vivos a partir do poder existente em si.
Lúcifer (anjo de luz) fora o principal dos anjos, ele regia o coral que louvava a Deus pelo dom da vida, como maestro, ele tinha acesso aos projetos divinos, e ficou sabendo sobre o futuro plano de Deus de que seu filho Jesus adaptaria o planeta Terra à vida. Lúcifer foi até Deus o pai e expôs-Lhe o desejo de assumir o lugar de Jesus para executar o novo projeto. Ele era inteligente e sabia que poderia, a partir de combinações genéticas, replicar seres vivos a partir da vida presente em si e de outras formas de vida já presentes no universo. Por isso ambicionou o status divino de criador pertencente à santíssima trindade.

Lúcifer, no céu, antes de sua rebelião fora um elevado e exaltado anjo, o primeiro em honra depois do amado filho de Deus. Seu semblante, como o dos outros anjos, era suave e exprimia felicidade. A testa era alta e larga, demonstrando grande inteligência. Sua forma era perfeita, o porte nobre e majestoso. Uma luz especial resplandecia de seu semblante e brilhava a seu redor, mais viva do que ao redor dos outros anjos; todavia, Cristo, o amado filho de Deus tinha preeminência sobre toda hoste angélica. Ele era um com o pai antes que os anjos fossem criados. Lúcifer invejou a Cristo, e gradualmente pretendeu o comando que pertencia a Cristo unicamente. (WHITE. História da Redenção. p. 13)

Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu eu debilitava as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte. Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao altíssimo. (Isaías, 14: 12-14)

     Se os cientistas atuais conseguem manipular os genes dos vegetais para aumentar a produção de grãos na agricultura, a produção de carne, de leite, e melhorar geneticamente o físico dos animais. Lúcifer, sem dúvida alguma, por possuir inteligência e conhecimento superiores aos mais sábios cientistas que há na terra, tinha certeza, que, por meio da manipulação genética e dos outros seres vivos presentes no universo, poderia adaptar o planeta Terra às diferentes formas de vida. Mas Deus, em Sua onisciência, alertou-o, que, como ente criado, jamais poderia criar seres vivos através do logos (palavra). Tarefa possível apenas a Deus que tem vida e todo poder em si. O próprio Deus o aconselhou a rever seus ideais e continuar em seu posto, mantendo a perfeição, a liberdade plena e a paz no universo/céu. Mas Lúcifer, voluntariosamente, preferiu levar seus ideais avante, pondo em dúvida o caráter de Deus, Seu amor, e à perfeição celestial; pondo fim à liberdade plena. Com esse propósito em mente, começou divulgar seu ideal entre os anjos, dizendo que Deus era um ditador, que não havia liberdade plena, muito menos perfeição, pois Deus negara que ele desenvolvesse seu potencial adaptando o planeta Terra ao desenvolvimento da vida. Assim, Lúcifer, astutamente, pôs o caráter de Deus em dúvida entre os anjos, e muitos o apoiaram. Mas Deus, mais uma vez reuniu a todos e explicou-lhes o que estava acontecendo e até onde eles poderiam ir com a rebelião, aconselhando-os a reverem seus ideais; mas caso quisessem prosseguir com o projeto teriam que escolher de que lado ficar. Depois da reunião muitos voltaram atrás, mas a terça parte dos anjos decidiu ficar ao lado de Lúcifer. Foi então que Deus os expulsou do céu e deu-lhes tempo e liberdade para prosseguir com seus ideais no planeta Terra que seria adaptado às diversas formas de vida por Jesus, o filho de Deus.

O grande Criador convocou as hostes celestiais, para na presença de todos os anjos conferir honra especial a seu Filho. O Filho estava assentado no trono com o pai, e a multidão celestial de santos anjos reunida ao redor Deles. O pai então fez saber que por sua própria decisão, Cristo, Seu Filho, devia ser considerado igual a Ele, assim em qualquer lugar que estivesse presente Seu Filho, isto valeria pela Sua própria presença. A palavra do Filho devia ser obedecida tão prontamente como a palavra do pai. Seu filho foi por Ele investido com autoridade para comandar as hostes celestiais. Especialmente devia Seu Filho trabalhar em união com Ele na projetada criação da Terra e de cada ser vivente que devia existir sobre ela. O filho levaria a cabo Sua vontade e Seus propósitos, mas nada fazia por Si mesmo. A vontade do Pai seria realizada Nele. (White, História da Redenção. p, 13 e 14)

     Lúcifer, como opositor líder, antes da morte de Jesus Cristo, podia, de vez em quando, visitar o habitat divino. Diz a Bíblia, que, no dia em os filhos de Deus, moradores de outros planetas vieram reunir-se com o Criador, Satanás estava entre eles como representante do planeta Terra. E Deus o interrogou a respeito de Jó.

E vindo um dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também satanás entre eles. Então disse o senhor a satanás: De onde vens? E Satanás disse: De rodear a terra e passear por ela. E disse o Senhor: Observastes o meu servo Jó? Porque não há na terra semelhante a ele, homem sincero, e reto, e temente a Deus, desviando-se do mal. (...) (Jó, 01-08)


Livre-arbítrio

     No momento que Deus pediu que os anjos escolhessem ao lado de quem ficar, deu-se início, ainda no céu, a prática do livre-arbítrio “Tu deves escolher”. Os anjos que escolheram apoiar Lúcifer na rebelião foram expulsos do céu. Deus estava dando liberdade e tempo para Lúcifer comprovar ao universo de seres inteligentes que seus ideais eram superiores aos de Deus. E agora, que faria Deus? Abortaria o projeto de adaptar o planeta Terra à vida, ou executaria? Caso abortasse, Lúcifer já estaria com alguma razão; e se não criasse os seres humanos livres como os anjos, a razão de Lúcifer aumentaria. Em meios a esses problemas e riscos, Jesus adaptou o planeta Terra às diferentes formas de vida e criou o homem dentro do contexto do livre-arbítrio como eram os anjos em sua santidade antes da rebelião. Depois, usando a genética, da costela de Adão criou sua companheira Eva; e conscientizou-os que o mal e a imperfeição já estavam presentes no universo, e eles, necessariamente, teriam que passar pelo mesmo teste de fidelidade que os anjos passaram.
É dentro desse contexto que Deus plantou a árvore do conhecimento do bem e do mal no Jardim do Éden para testar a fidelidade do casal. Deus advertiu-os que não se aproximassem da árvore; pois, Satanás iria tentá-los a partir daquela árvore; e, caso comessem de seu fruto, pecariam e seriam expulsos do jardim, consequentemente, com o passar dos anos morreriam. Deus aconselhou-os que ficassem juntos, atentos a qualquer acontecimento estranho, pois a vida deles e a perfeição no planeta Terra dependiam de suas escolhas ante ao conselho de Deus e as tentações de Lúcifer (Satanás). O pondo-se a árvore proibida, havia uma variedade muito grande de árvores frutíferas que eles poderiam comer livremente. Além de todas, Deus plantou a árvore da vida que eles poderiam comer assim que passassem pelo teste; pois, comendo o fruto da árvore da vida, eles se manteriam vivos eternamente. Então, entende-se que Deus deu todas as condições para o casal não ter necessidade para dar ouvidos às argumentações de Lúcifer. Para Adão e Eva viver ou morrer dependia apenas de suas escolhas. Portanto, nunca houve liberdade plena na Terra, apenas o livre-arbítrio ou dever de escolher. Provavelmente pensando nessa problemática, Immanuel Kant definiu seu imperativo categórico, “Tu deves escolher”.

A tentação

     Não sabemos quanto tempo o casal viveu como santos no Jardim. O que a Bíblia nos informa é que Eva, certo dia, distanciou-se de Adão e passou a contemplar a árvore que eles não deveriam nem mesmo se aproximar; era justamente a oportunidade que Satanás aguardava.

A serpente era uma das mais belas criaturas que voava de uma árvore a outras; quando Satanás percebeu que Eva estava a sós, encarnou-se em uma das serpentes e pousou na árvore que a mulher contemplava dizendo: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, mas, do fruto da árvore eu está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus sabendo o bem e o mal. E vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. Então, foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais. E ouviram a voz do Senhor Deus que passeava no jardim pela viração do dia; e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim. E chamou o senhor Deus a Adão e disse-lhe: Onde estás? E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim e temi porque estava nu, e escondi-me. E disse Deus: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore que te ordenei que não comesse? Então disse Adão: A mulher eu tu me deste por companheira me deu da árvore e eu comi. E perguntou o Senhor à mulher: Por que fizeste isso? Respondeu a mulher: A serpente me enganou e eu comi. Então o Senhor disse à serpente: Porquanto fizeste isso, maldita será mais que toda a besta e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça e tu o calcanhar. E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará. E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher e comeste da árvore que te ordenei dizendo: Não comerás dela, maldita e a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias de tua vida. Espinhos e cardos também te produzirão; e comerás a erva do campo. No suor de teu rosto comerás o teu pão, até que torne a terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás. E chamou o nome de sua mulher Eva, porquanto ela era mãe de todos os viventes. (...) Então, disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós sabendo o mal e o bem; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, coma e viva eternamente, o Senhor o lançou fora do jardim do Éden para lavrar a terra de que fora tomado. E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida. (Gênesis, 03: 2-24)

     Ainda hoje, nosso modo de viver é uma síntese desses versos. Os filósofos e cientistas surgiram para questionar, e se possível, anular as informações bíblicas, eliminando da mente dos seres humanos a certeza de que existe um Deus Criador. Como eles não conseguiram, o empasse continua. Mas é possível comprovar a existência de Deus filosoficamente, logicamente, historicamente e empiricamente; confirmando que a verdade sobre as origens se deu conforme o relato bíblico.

O nada não existe de forma alguma; e o que existe de alguma forma não pode ser  nada. Logo, Deus existe!