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sábado, 7 de janeiro de 2012

A DESTRUTIVA ARMADILHA DA IGNORÂNCIA

Junto com o crescimento da sociedade brasileira a partir dos séculos XVII e XVIII, cresceram também os mecanismos criados pelas elites para excluírem a população comum dos centros das decisões e acontecimentos do país. No Brasil imperial, revoltas populares surgiram, mas foram sufocadas pelo governo através da violência. Porém, a população crescia e a repressão física ficaria cara e cada vez menos eficiente. Descobriram então que concedendo alguns direitos, gradativamente, a população se acalmaria. Vinham então as constituições, que concediam a passos de formiga, direitos como o do voto e trabalhistas. A sociedade brasileira aprendia assim, a viver de migalhas, a se acostumar com a injustiça e a ver a política como algo distante e um privilégio de poucos. O golpe final e mais alienante foi sem dúvida o uso da industria do entretenimento e do consumismo, por parte das elites, que seguindo a velha lógica do “pão e circo”, empregada pelos romanos no inicio da era cristã, tem distraído a atenção da sociedade com futilidades e valores distorcidos, enquanto essa é saqueada brutalmente por corruptos de diversos seguimentos, em especial por políticos.
Enfim, a armadilha da ignorância já foi jogada a muito tempo em nós brasileiros. E isso está tão enraizado em nossa cultura, que mesmo hoje com maior liberdade de expressão e com um sistema democrático mais consolidado, nos acostumamos com o “mau feito” (como diz nossa ilustríssima presidente Dilma Roussef) e ignoramos a política. As nações cujo seus cidadãos ignoram a política e a deixa nas mãos de qualquer um, estão eminentemente fadadas ao fracasso.

Renato Campos

Pedagogo e Professor de História

domingo, 11 de dezembro de 2011

‘‘IDEOLOGIA, EU QUERO UMA ‘‘PRA’’ VIVER’’

Percebe-se no verso da música do cantor Cazuza uma busca por IDEOLOGIA, mas no decorrer de sua letra é visível que o autor já vivia dentro de uma, mesmo que ele não soubesse. Mas seria possível viver sem ideologia? O que ela é?
Geralmente quando se pensa neste tema, vem à nossa mente o nazismo e as ditaduras, fatos negativos da História humana. É verdade que estes momentos históricos são regidos por formas ideológicas, mas os movimentos contrários a tais fatos como as ‘‘Diretas Já’’, os ‘‘Indignados’’ e tantos outros também correspondem a ideologia. O filósofo alemão Karl Marx defendia que ‘‘Ideologia é o conjunto de ideias de determinado grupo social, e para cada ideologia dominante há uma contra-ideologia, gerando o movimento e a revolução, enfim a mudança, mas para isso é necessária a conscientização do povo.
Outro pensador alemão chamado Hegel analisa a História de uma forma parecida com a de Marx, no que diz respeito ao confronto de ideias e a ideologia gerando as transformações na sociedade. Mas para Hegel, estas ideias opostas dialogam e formam uma terceira possibilidade, e assim se faz a História. Ao contrário de Marx que defendia a revolução através da conscientização popular.
Não se pode viver sem ideologia, pois como o filósofo italiano contemporâneo Antonio Gramsci conceitua: ela é o conjunto de ideias coletivas, e sendo assim, está presente em todas as camadas sociais, no consumo, na política, nos padrões de beleza, de comportamento, enfim, em tudo que nos rodeia.
A ideologia faz parte da nossa vida, mas podemos questionar e lutar por uma condição que transforme novamente a sociedade, promovendo a evolução.

Ricardo Hidemi Baba
LICENCIADO EM FILOSOFIA WWW.ricardobaba.com.br
REVISÃO: ROBERTO DE LACERDA

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

ALIENAÇÃO

NÃO HÁ NADA MAIS ALIENANTE QUE O LINK, ‘CURTIR’.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

BÔNUS QUE CORROMPE

Ao ler diversos artigos em jornais, internet e outros meios de comunicação, percebo que “a solução dos problemas” da sociedade se pauta numa boa educação. Não discordo, porém, a forma como está estruturada a educação não permite que os problemas sejam solucionados.
Agora, a questão que nos persegue é, por que profissionais qualificados, com nível superior não conseguem resolver essa problemática?
A resposta é simples, BÔNUS DE QUALIFICAÇÃO baseados em alunos NÃO REPROVADOS!
É verdade, Podem questionar! Como isso é possível? A resposta é razoavelmente, simples:
A secretaria de estado da educação elaborou um mecanismo de bônus para a escola que atingisse um índice, ou seja, um percentual, que segundo os critérios da SEE (sistema educacional estadual), cumprissem com os mínimos exigidos para esse “prêmio”. A situação é que esse prêmio é calculado de acordo com o percentual de alunos aprovados de um ano para outro. Isso é tido como “progressão continuada” onde, o aluno (a) que não atingir o mínimo numa avaliação, deverá fazer um trabalho ou recuperação paralela. O problema disso tudo é que essa recuperação acontece no mesmo período de aula que o aluno (a) deveria estar em sala, e muitas vezes, como no ensino médio, o professor fica cumprindo horário, sem que o estudante seja cobrado de participar dessa recuperação.
Bem, o que isso significa em termos práticos para a educação e a sociedade?
Significa o seguinte: há uma pressão das gestões escolares para que os professores passem os alunos, atribuam notas fantasmas, acrescentem ou retirem presenças para que o bônus seja atingido. Pois o mesmo está pautado nesses atributos. Isso gera uma pressão no grupo docente, aqueles que estão vinculados a essa lógica versus os que são contrários, soma-se a isso, o abuso de poder da gestão que tira a autonomia dos professores, e ameaça os que estão em estágio probatório.
Esse crime é claramente constatado quando vemos nos noticiários empresas reclamando que gastam muito para formação de seus profissionais, porque os mesmo não conseguem ler, escrever e compreender algo, e/ou quando os alunos formados no ensino médio das escolas públicas entram em alguma universidade e não acompanham o ensino superior, entre outros. Essa problemática gera um país de estúpidos manipulados pelo poder de quem detém o dinheiro, manutenção do estado de corrupção e a não participação democrática. Isso é sustentado por professores, gestores e supervisores de ensino, secretarias públicas, políticos, entre outros que mantém as relações de poder. O resultado dessa hipocrisia é a manutenção deliberada, por dinheiro, do grupo de gestores, desde as secretarias, diretorias de ensino e até a inspeção escolar, da morte ao processo emancipador de quem conhece se posiciona melhor no mundo.
O mais agravante é a luta interna entre os professores. Aqueles que têm uma concepção diferente são perseguidos, hostilizados e ofendidos por acreditar num processo que pode mudar o país. São levados a crer, e não sem razão, de que ensinar não vale à pena. E na atual situação não vale mesmo! Alunos sem compromisso, porque sabem que vão passar de ano sem esforço, professores que não agem e não cooperam com as ações escolares e com os gestores que são prostitutas de bônus que a secretaria da educação dá.
E o sindicato sabe disso? Sabe! E não faz nada pra mudar! Aliás, fica no discurso ideológico, promíscuo e inoperante. Sendo que na realidade fica fazendo acordos obscuros a portas fechadas.
Solução pra essa situação:
Enfrentar, denunciar e não ter medo de reagir. Afinal já se perguntaram por que a ala psiquiátrica do servidor público está lotada de professores?
A situação é tão ridícula que é melhor rir! Afinal, quem ri de tudo é desesperado mesmo!
Já que são pobres, vá fazer um curso técnico, engenharia ou outro curso superior é pra rico!
Nessa lógica neoliberal de educação tendemos a pensar que a educação não é para todos, regredindo a um padrão visto no começo do século 19. Triste, lamentável e repulsivo, mas, pelo o que estou vendo e compreendendo, é assim que tem que ser, e é assim que está. E não mudaremos se não tivermos coragem de denunciar e lutar contra esse crime. A legislação pode e deve ser alterada. Não adianta plano de carreira se o processo educativo (deseducação) é ridiculamente mantido. A reprodução social da não educação permanece enquanto os teóricos se preocupam com currículo, não que este não seja importante, pelo contrário, mas do que adianta um currículo se nossos alunos (as) são criminosamente jogados de um ano a outro sem ler ou sabendo ler mecanicamente, mas ser compreender?
Segundo o jornal O Estado de São Paulo, 6/12/2011, B2. Em Opinião. José Pastore afirma que há “14 milhões de brasileiros com idade superior a 15 anos que não sabem ler (dados do senso 2010). E, ainda por cima, o analfabetismo funcional atinge 40 milhões de pessoas”.
Qual é lógica educacional brasileira? A meu ver é reacionária e para inglês ver (piegas, mas uma triste realidade).
Agora me pergunto, se essa política não funciona nas escolas secundárias, como ficará em universidades estaduais que adotaram o método de bônus?
O bônus é a alavanca que corrompe os professores, tornando-os figurantes das salas de aulas das séries básicas, figuras manipuláveis, vendidos (as) à corrupção cognitiva.
O governo, mantenedor dessa ideologia, se vê no direito de corromper também a docência das Universidades, estipulando bônus para torná-los marionetes do ensino superior, análogos aos do ensino médio.
Fica a questão, quando nossos alunos de escolas públicas atingirão o padrão exigido pelas atuais universidades públicas? Quando essas se tornarem medíocres semelhantes o ensino básico, e qual é o caminho? Bonificar a mediocridade no ensino superior.
Segundo o jornal O Estado de São Paulo, 05/12/2011 A20: A bonificação chegou também às Universidades públicas paulista. Na UNESP, a premiação é R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) para a unidade mais produtiva. Pergunto, quais serão as bases dessa produção? Será a aprovação de todos independente do aprendizado, como é feito nos ciclos básicos?
Na UNICAMP, a partir de 2012, será premiado o professor que mais se destacar de cada faculdade, o prêmio será de R$ 8.211,02.
Está instituída a base da corrupção nas universidades paulistas. Como estarão estas daqui a dez anos? Creio eu, prontas para receber os alunos que nada sabem que saem das escolas púbicas brasileiras.
O poder político atual vai corromper tudo e todos e dará aos trabalhadores a ilusão de estudarem em uma Universidade pública, e os ricos dominadores vão fazer das Universidades particulares o seu reduto, afinal de contas já são deles mesmos; e mais uma vez vão fazer a inversão de valores para enganar os que mais precisam.
Segundo Karl Marx e Engels, ideologias (argumentações ideológicas), são mentiras elaboradas para encobrir, mascarar a realidade. Filosoficamente tudo é previsível.
Segundo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, “não temos partidos políticos, temos gangues” (O Estado de São Paulo, 01/12/2011, A3)




Texto escrito por:
Priscila Marques Ribas
Professora de Biologia da EE Pio Telles Peixoto

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

QUAL É O PROBLEMA?

No fim de agosto, assistimos à notícia de que os alunos passam de ano sem saber interpretar um texto e sem dominar as operações básicas da matemática. Por isso, no mês em que se comemora o dia do professor, refletiremos sobre os problemas educacionais no Brasil.
Os problemas educacionais no Brasil parecem sem solução, mas observando alguns pensadores, percebemos ser possível transformar a sociedade através da conscientização popular. O saudoso Paulo Freire dizia, sabiamente, que “a educação não muda o mundo, a educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo”. Freire defendia um sistema educacional que partisse da realidade local para tornar o conhecimento mais concreto aos alunos e para conscientizar os indivíduos sobre o meio em que vivem, pois conscientizadas as pessoas conquistariam uma sociedade melhor.
Para este pensador brasileiro, se deveria ensinar utilizando fatos do dia-a-dia relacionando o conteudo com acontecimentos do cotidiano. Por exemplo, aprender a ler ligando as letras com as palavras através do som, relacionando as palavras com os objetos e com os fatos, assim se aprenderia a ler com a compreensão das leituras.
A educação é formada por um conjunto que envolve a escola, a família, a comunidade e todos os fatores que cercam o indivíduo, inclusive a mídia. O filósofo da Grécia antiga Pitágoras já defendia que todos seriam responsáveis pela educação, pois seria preciso educar as crianças para não ser necessário punir os adultos. Ou seja, educar é garantir o futuro da humanidade.
É preciso ensinar aos jovens que toda ação gera consequências. Certa vez, a filósofa brasileira Viviane Mosé expôs que não basta ensinar a não jogar lixo nas ruas, é necessário dar sentido a esta regra demonstrando o que um lixo jogado nas ruas pode causar para o meio ambiente e para a sociedade. É preciso que os alunos aprendam a refletir, oferecendo aos jovens uma visão mais ampla sobre o mundo.
O sistema educacional atual não corresponde ao modelo de sociedade. Viviane Mosé analisa esta questão dizendo que nossa educação forma cidadãos inseguros, com medo de arriscar, de inovar e de tomar decisões, enquanto o capitalismo exige um profissional com habilidades, com capacidade de liderança e de inovar. Deve-se repensar o modelo educacional, seria preciso uma educação que valorize o talento, a livre iniciativa e forme um cidadão consciente e confiante para atuar na sociedade.
Todos devem contribuir para a formação de um cidadão mais consciente e atuante, e conscientizando as pessoas, transformaremos toda a sociedade. Parabéns a todos que lutam por um mundo melhor através da educação!

Ricardo Hidemi Baba
www.ricardobaba.com.br
Revisado por Roberto de Lacerda

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

PASSOS PARA TRANSFORMAR A EDUCAÇÃO E O BRASIL

Há anos, décadas, que a sociedade brasileira tem ouvido através das mídias nacional e internacional e dos políticos que estão no poder, que a saída para o Brasil da condição em que está, de país subalterno, do terceiro mundo, é por meio da melhoria da educação escolar de seu povo. Então, a pergunta que faço é: __ não há escolas no Brasil? __ Sim, há muitas escolas públicas e privadas. __ Então, por que não se vê mudanças, melhoria alguma na qualidade na educação de nossas crianças e jovens que estudam nas escolas públicas? __ Porque não é do interesse dos políticos que estão no poder que a juventude pobre tenha acesso ao conhecimento que mude sua condição social, se isso acontecer será o fim do poder desses políticos que não sabem governar uma nação que conhece. Por isso eles não se interessam pelo desenvolvimento cognitivo da grande massa trabalhadora. O que os atuais políticos e líderes religiosos mais gostam é de um povo sem conhecimento, eles são fáceis de dominar, trabalham por baixos salários, e se enganam facilmente com promessas políticas e religiosas.
Então, a conclusão que chego é que o problema da má qualidade da educação pública faz parte de decisões políticas do (a) presidente da república, dos (a) governadores e dos (a) prefeitos em comum acordo com o Senado, câmara dos deputados federais, estaduais e as câmaras dos vereadores. __ Sim, eles querem que a educação seja ruim. A educação é usada para manter o povo trabalhador no curral da ignorância. Eles só precisam saber o suficiente para assinar seus nomes e fazer contas básicas, para poder se especializar em alguma profissão técnica para o labor (ETEC e FATEC), povo despreparado para pensar, preparados apenas para rebanhos e não líderes. Jovens incapazes de passar em vestibulares das Universidades públicas, pois estas só existem para as elites políticas, empresariais, latifundiárias, religiosas e semelhantes. São esses os principais motivos, que fundamentam e justificam os currículos do ensino básico ao Médio.
__E daí, dá pra reverter essa política escravocrata? __ Sim, e é bem simples: primeiro passo, tirar esses velhos políticos do poder e isso você pode fazer, é só não votar mais nesses “papagaios de piratas”. Segundo passo, e isso também você pode e deve fazer; votar em novos políticos e cobrar deles as mudanças prometidas, se eles se recusarem é só organizar passeatas e pressioná-los. Políticos só trabalham pressionados.
Caríssimos eleitores somos nós, o povo, quem temos o poder para mudar as coisas públicas, somos nós quem autorizamos os políticos a agirem em nosso nome, mas não esqueçamos, somos nós também quem devemos pressionar os políticos do país para mudar as coisas que estão ruins. O Brasil só irá mudar quando o povo tiver consciência política, enquanto isso não ocorrer nada vai mudar para o bem do povo. Do modo como as coisas estão só está bom para a classe política e a elite dominadora, para nós, os pobres só nos restam o direito e o dever de votar. E é nesse dia que temos que ser inteligentes, votar consciente, e não permitir que os políticos façam desse dia uma festa da democracia enganando a todos com passeatas, danças e músicas, este dia é dia de reflexão, dia de mudanças, dia de jogar o lixo no lixo, dia de visualizar novas perspectivas e de se engajar na luta fiscalizando o seu eleito, pressionando-o a mudar a qualidade dos serviços prestados pelo poder público! Chega de promessas de boa educação, boa saúde, bom transporte coletivo, bons salários, etc. O político tem que ter a capacidade de mostrar aos eleitores como ele vai fazer as mudanças, se ele não for capaz de fazer isso nos dias de campanha ele também não será capaz de mudar nada.
Voltemos à educação: O que precisa fazer para mudar a educação, trocar os professores e profissionais que lá estão? __ Não, nem todos, apenas a minoria. No Brasil há muitos e bons professores apesar dos baixos salários, muitos desses são idealistas e continuam insistindo, lutando para melhorar a educação de baixo para cima, só que de baixo pra cima não muda nada, como já falei, o problema da educação só depende de vontade política e não de pedagogia.
O que os governos federal, estaduais e municipais precisam fazer é acabar com a maldita progressão continuada, isto é, aprovação automática. Esses paradigmas foram conceituados para iludir os pais, os alunos e muitos professores, fazendo parecer que há alguma vantagem para o estudante ir passando de ano sem aprender. Os únicos que lucram com essa política são os próprios políticos que querem manter-se no poder e o meio mais fácil é manter o povo na ignorância, sem consciência política, despreparados para a vida, sem visão de mundo.
Se há uma fase em que o ser humano está aberto ao saber é quando criança, aprender, descobrir o mundo no qual está inserido é o que lhe impulsiona às perguntas: por que isso, por que aquilo, por que tem que ser assim, a onde vamos, por que vamos, o que vamos fazer? Venha brincar comigo! Esse é o período que todos nós somos filósofos, queremos saber, conhecer, descobrir e entender o mundo. E é nesse momento que entra o pedagogo, o professor que sabe explorar essa tendência natural das crianças para lhes ensinar sem eles perceberem que estão aprendendo. Mas as crianças são espertas, elas percebem como são os pais e os exploram e quando chegam às escolas, de pronto, já percebem também como funciona o aprendizado e as estruturas daquele espaço, é um período que elas não têm consciência lógica. Mas os instintos inatos a todos os homens dão-lhes essas percepções quando crianças. E o que está fazendo os políticos brasileiros com nossas crianças com esse paradigma? Anulando-as, alienando-as, matando o melhor dos períodos para o aprendizado do ser humano, e não nos enganemos, os governos sabem disso, pois o que mais há são doutores em pedagogia da educação que os ajudam a montar ideologias de controle através da educação. Então, quando elas, as crianças, percebem como funciona o aprendizado, algo que não existe e que não é preciso aprender para passar de ano, bastando apenas à presença na escola, começa aí o inferno dos professores (as), a desrespeitá-los, desafiarem com palavras e gestos, percebem que o professor é apenas uma figura decorativa da sala de aula, mães e pais sem autoridade cognitiva, pois o governo tirou-lhes esses instrumentos de controle pedagógico, que pode reprová-lo se ele não aprender e a criança já sabe que o discurso do professor não tem fundamento, pois o governo aprova em detrimento do aval dos professores. Isso é progressão continuada.
O pior está acontecendo com os portadores de necessidades especiais, em nome da educação, dessa educação, os governos estão descartando esses cidadãos em nome da inclusão deles nas escolas públicas, e pior ainda, essas pessoas especiais estão sob a responsabilidade dos professores que não são preparados para trabalhar com esse pessoal que precisam de profissionais especiais. A escola pública brasileira é a pior do mundo e os atuais governos estão lutando para que fique ainda pior.
Mas, para a felicidade dos políticos, a progressão continuada, não gera apenas ignorância e jovens sem consciência política; cria também traficantes, assassinos, beberrões que mata milhares no trânsito brasileiro, ladrões, maus pais e mães, más esposos e esposas, milhares de moradores de rua em todas as cidades, toda uma sociedade pífia, marginalizada. Nesse capitalismo consumista, onde poucos têm muito e desfruta de tudo e à maioria tem pouco e o trabalho, e ainda lhes tiram o direito de aprender, de saber, único meio de evolução social e de aumentar a alto estima como pessoa inserida na sociedade, sem dúvida alguma eles vão arrumar um jeito de se vingar dessa situação, de se igualar aos poucos que têm muito, nem que para isso seja preciso traficar, roubar e matar e eles fazem isso naturalmente, pois o governo tirou-lhes o direito à consciência, à cidadania, desrespeita-os como seres humanos. Logo, agirão como irracionais e para eles, os marginalizados dos direitos, agir sem consciência é natural. Apertaram o botão F. E o Estado de direito é um Estado legal, logo, não tem poder absoluto. Então, só resta à sociedade dominante refletir e fazer mudanças, ou sofrerão as consequências em ascensão de suas decisões egocêntricas.
Haddad sairá como prefeito para a cidade de São Paulo em 2012, já pensou como será a educação de nossas crianças se ele ganhar a prefeitura, não vai mudar, assim como não muda com o atual governador e prefeito, eles são de origem oriental e jamais fará algo de bom aos filhos da miscigenação, os brasileiros. Tudo irá continuar como está: ruim. Progressão Continuada é o paradigma que sustenta a ideologia criminal contra todos os pobres que precisam conhecer para ascender socialmente e ter consciência política, formando cidadãos capazes de serem futuros líderes de nosso país.
O povo brasileiro nunca participou de mudanças a partir deles, de baixo para cima, como deve ser. As mudanças sempre acontecem de cima para baixo: políticos agindo para garantir o seu domínio. Tudo isso acontece porque o Brasil é um país colônia, país para a exploração estrangeira.
Os Estados Unidos da América do Norte não foi um país de colonizadores, porém, muitos africanos foram levados para lá para serem explorados e os americanos não lhes deram direitos à educação de qualidade, foram marginalizados, sofrem todo tipo de preconceito. E hoje, todo o mundo está vendo no que dá excluir uns em favor de outros, e a Europa está dentro do mesmo contexto. A ‘Progressão Continuada’ já foi aplicada nos USA e não deu certo. Se nós, o povo brasileiro não nos mexermos, nossos atuais políticos, com suas políticas corruptas, vão entregar nossas riquezas naturais aos seus compatriotas estrangeiros.
O PV (partido verde, partido mundial), sempre se preocupou com a sustentabilidade ecológica, atuando nos bastidores políticos, sem muitas pretensões políticas, optando conscientizá-los da importância do equilíbrio entre exploração capitalista e sustentabilidade ambiental. Porém, os políticos de todo mundo, devido à ganância capital preferem continuar matando o Planeta que preservá-lo às gerações futuras.
Diante disso, o PV brasileiro, está disposto, a partir de 2012, trabalhar para interferir fortemente na política nacional, não se limitando à sustentabilidade ecológica. Vamos apresentar a todos os municípios o que precisa fazer para mudar o Brasil em todos os sentidos. O Brasil é privilegiado com riquezas naturais: solo fértil, boa e muita água para uso doméstico e grandes jazidas minerais. Então, precisa-se dar boa educação formal à população e melhores salários aos professores; assistência médica de qualidade a todos; educação esportiva direcionada à profissionalização junto à educação escolar; no meio ambiente: aplicar tecnologias que realmente possam resolver os problemas da poluição da atmosfera e do solo; preparar as cidades e toda estruturas físicas à acessibilidade. Tudo isso só é possível com um povo consciente, pessoas sem consciência agem próximo à irracionalidade. Não vamos apenas prometer, vamos mostrar como fazer e o porquê precisa fazer. Os profissionais filiados e simpatizantes do PV, de áreas específicas, estão se reunindo periodicamente preparando soluções para apresentar à sociedade e se esta nos der o poder vamos melhorar o Brasil em pouco tempo!

SÁBIOS CONSELHOS

Instrui o menino no caminho no caminho em que deve andar, e até quando se envelhecer não se desviará dele. Provérbios 22:6 (Salomão)

Os hábitos formados na infância e na juventude têm mais influência que qualquer dote natural para formar homens e mulheres intelectualmente grandes ou defeituosos e mesquinhos; pois os melhores talentos podem, mediante hábitos errôneos, tornar-se frágeis e debilitados. O caráter é em grande medida determinado nos primeiros anos. Hábitos corretos, virtuosos, formados na juventude, geralmente assinalarão a carreira da pessoa em todo o curso da vida. (Ellen G. White. Testimonies, Vol. 4, pág.574.) Citado em: Princípios de Vida, pág. 389. Ed. Casa Publicadora Brasileira, Tatuí- São Paulo.

O mais desejável continua sendo, em todas as circunstâncias, uma rígida disciplina na época certa, ou seja, ainda numa idade em que desperte orgulho ver que muito é exigido de si mesmo. Pois isto diferencia de qualquer outra a escola da dureza como boa escola: que muito é exigido; que é exigido com rigor; que o bom, que até o excepcional é exigido como normal; que o louvor é raro, que não há indulgência; que a punição se impõe certeira, objetiva, sem exceção para talento e origem. Uma escola assim é necessária em todos os sentidos: isso vale tanto para o mais corpóreo quanto para o mais espiritual: funesto seria querer separar aqui! (Nietzsche, 2002ª, p. 151-152, parágrafo 14 [161]).

“De sua teoria das forças Nietzsche traz o que é necessário numa boa escola: ela educa a pessoa para se construir tanto para o mando como para a obediência, porque isso já está na própria pessoa enquanto constituição de forças em relação. Uma instituição de mando e obediência, de hierarquia, mas também de ascese, de dureza sem fim, de luta constante. Nietzsche analisa essa formação escolar a partir de sua própria “doutrina” da vontade de poder””. Mauro Araujo de Sousa. Nietzsche Asceta. Ed. Unijuí. RS, 2009. Pág.190.

Isaías Correia Ribas, filósofo e professor.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

PRECISA-SE DE MAIS PRINCESA ISABEL

PRECISA-SE DE MAIS PRINCESA ISABEL

Quando chegará o dia do Brasil ser dos brasileiros? Já estamos nos aproximando do sexto século do descobrimento, invasão dos portugueses ao território dos índios que aqui viviam e o Brasil continua sendo terra de “ninguém”, região de exploração globalizada. Mas o que me preocupa não é a exploração da região e sim a do povo brasileiro, os filhos da miscigenação (cruzamento de diferentes povos).
Para compreensão desse artigo vou trabalhar dois conceitos: miscigenação e imigração. E o objetivo é conscientizar os brasileiros que já é passada hora de começarmos a desfrutar das riquezas que aqui há e que é fruto do suor e do sangue derramado de nossos antepassados que, historicamente falando, foi ontem.
Toda argumentação é de fácil compreensão porque está fundamentada em nossa história que é estudada no ensino fundamental e muitos de nós somos atores nesse palco, e não é uma encenação, nem uma imitação da vida, mas a própria vida vivida. Então, relembremos nossa história.
Em mil e quinhentos, vinte e dois de abril, os portugueses, na pessoa de Pedro Álvares Cabral, líder das caravelas, aportaram nessas terras indígenas. Os portugueses, ávidos por bens materiais, riquezas minerais e de novas regiões para a exploração, em nome da coroa portuguesa e com o respaldo da igreja Medieval que perdia o poder político na Europa, juntos, decidiram usar os índios como mão de obra gratuita e fazer de suas terras uma colônia de exploração portuguesa. E como não poderia ser diferente, iniciou-se ali a miscigenação e os filhos dessa iam aumentando o número de trabalhadores, mão de obra gratuita à exploração. Primeiro o Pau Brasil, principal madeira brasileira a ser exportada para Portugal, e futuramente a devastação das matas para o plantio da monocultura canavieira, matéria prima à produção do açúcar. Como os índios eram poucos e de difícil exploração aos escravocratas, começou-se importar (comprar) africanos para a exploração. Primeiro, eram mercadorias dos escravocratas, depois, escravos, mão de obra gratuita dos senhores do engenho, e assim, mais um povo chegou a essas terras para trabalhar e, por meio da miscigenação entre europeus, índios e africanos, novos escravos, como animais, iam somando ao rebanho dos escravocratas exploradores. Os novos filhos da miscigenação podiam ser vendidos e/ou escravizados por seu senhor. Os filhos dos imigrantes europeus, que eram gerados entre eles, não trabalhavam nas terras brasileiras, iam para a Europa, terras de seus pais para estudar, e quando voltavam, chegavam melhores preparados para manter o status quo colonial.
Na Europa, Napoleão Bonaparte causava terror, e esse terror chegou à corte portuguesa e D. João VI, rei de Portugal, teve que fugir para o Brasil. E assim, em 1806, a colônia portuguesa, alcançou o status imperial. E como não podia ser diferente, a universidade chegou para a elite imigrante, como também a medicina e outras infraestruturas indispensáveis à corte. E na medida da necessidade dos descendentes imigrantes, escolas de primeiro e segundo graus preparavam seus filhos para continuarem seus estudos na Europa. E aos filhos da miscigenação, ignorância e escravidão.
Imigraram para o Brasil no século XIX por conta da vinda de D. João VI: 1819, os suíços; 1824, os alemães, Eslavos, turcos, árabes, italianos, japoneses e outros; os portugueses sempre eram em maior número. E claro, os filhos da miscigenação aumentaram e a esses bastardos, filhos fora das uniões entre imigrantes, compunham a massa escrava, poucos deles recebiam alguma assistência por parte do pai e conseguiam escapar da marginalidade social.
Os cafezais, segundo produto agrícola que deu certo nessas terras, produziram riquezas e tornou-se o principal produto de exportação. No auge dessa produção o capitalismo estava se consolidando e se firmando como a melhor teoria política para produzir riquezas estatais e privadas, logo, precisava-se de consumidores dos bens manufaturados europeus. E assim, começou a pressão internacional para trocar a mão de obra escrava pela assalariada. Após muita relutância por parte dos escravocratas, e a revolta de alguns líderes em diferentes regiões, aos poucos os exploradores entenderam, ou melhor, foram obrigados a mudar de paradigma. Foi dentro desse contexto que a princesa Isabel assinou em 13/05/1888 o “fim da escravidão”, ou melhor, o fim da mão de obra gratuita. Porém, a ideologia escravocrata: Ignorância generalizada aos trabalhadores continuou, pois somente assim eles se garantiam no poder.
Mas o que fez o governo brasileiro em comum acordo com os europeus? Trouxe mão de obra especializada da Europa para trabalhar nos cafezais e nas oficinas que começara surgir no Brasil. Aos filhos da terra, da miscigenação, o trabalho secundário: cuidar das crianças, dos jardins e ajudar nas oficinas desses novos imigrantes, e o pagamento: Pagamento? Um quarto nos fundos para morar, comida e promessas, promessas e mais promessas, que para eles, já eram melhores que as chicotadas. E aos filhos dos primeiros imigrantes, boa educação pública, as melhores escolas privadas protestantes e católicas, curso superior no exterior, e assim, tornavam-se donos de empresas, do comércio e assumiam a administração pública através da política. Logo, donos do Brasil. Esses novos imigrantes que vieram para trabalhar nos cafezais estavam sendo escravizados por seus compatriotas, mas eles perceberam a armadilha dos escravocratas e formalizaram uma reclamação junto aos seus representantes, conseguindo assim, livrarem-se da escravidão, conquistando direitos civis e boa educação aos seus filhos, e assim, trabalharam, economizaram, compraram terras, estudaram seus filhos nas boas escolas que exigiram da classe dominante e são hoje latifundiários, empresários, comerciantes, políticos e formadores de opinião em geral. E é claro, não deram educação aos filhos da miscigenação.
Quando Chegou a hora dos filhos da miscigenação mudar de vida, construir algo para si, ganhar algum dinheiro e acima de tudo isso, “ser livre, independente”, os escravocratas trouxeram os seus compatriotas para cá. Mas, quem desses miscigenados estava preparado para isso? Eram escravos, e como tais, estavam condicionados a servir, estavam livres e presos ao mesmo tempo, não sabiam nada além do fazer e quem apenas faz, não sabe administrar nem mesmo a sua própria vida. É operário, só sabe servir, e serve por uma quantia que dê para as suas necessidades básicas, isto é, comer e se “divertir”, embriagar-se, e isso, para eles era tudo. Por isso, aqueles escravos que tinham a oportunidade de mudar de vida não souberam como projetar-se para uma nova vida. Então, veio os imigrantes que sabiam além do simples fazer e tornaram-se donos daquilo que era para os filhos da terra.
Estamos no século XXI e a história se repete: pensando nesse novo dia, dia em que o Brasil seria uma potência mundial, grande produtor de alimentos, de bens duráveis e do que nem eles imaginavam; produtor de petróleo, líder em biocombustíveis e em outros bens naturais; os líderes políticos, os filhos da imigração continuaram privando os filhos da miscigenação do conhecimento, e agora que chegou mais um bom momento para os brasileiros, eles não podem desfrutar das riquezas que com suor e sangue conquistaram, e mais uma vez os bons empregos gerados pelos filhos da miscigenação estão sendo dados aos novos estrangeiros que estão chegando aos milhares ao Brasil. E aos filhos da miscigenação, os brasileiros, a mão de obra servil. Com o fim da ditadura, foi montada a ideologia da deseducação, sustentada pelos conceitos, progressão continuada, que é, na prática, aprovação automática que continua preparando os filhos da miscigenação para fazer, mão de obra barata, o máximo que esses conseguem é fazer um dos cursos oferecidos nas ETECs e FATEs espalhadas por todo o Brasil, em comum acordo com os governos federal, estaduais e municipais.
Você já parou para pensar qual a origem dos principais políticos que decidem a nossa vida? Então, faça essa pesquisa antes de votar nas próximas eleições, porque esse é o único meio de mudarmos essa miserável realidade, pois “quem não exerce o poder político que tem, sofre as consequências daqueles que o exerce”. Nossa presidente, Dilma Roussef é búlgara, os gregos dizem que seus pais fugiram da Grécia e foi para a Bulgária e de lá imigraram para o Brasil; Geraldo Alckmim, governador do estado de São Paulo é descendente de árabe; o Kassab, prefeito da cidade de São Paulo, árabe; Paulo Maluf, ex-governador e atual deputado federal, da Líbia; família Covas, Galego/português; Herman Voorwald, secretário da educação para o estado de São Paulo, alemão. Você acha que eles vão pensar um Brasil para nós, filhos da miscigenação? Vão sim, e fazem com prazer: como manter a ideologia da deseducação sem que os professores e pais dos alunos percebam que estão sendo enganados com essa educação que deseduca e diploma analfabetos para labor. E mais, e que é pior, em nome da educação estão descartando os portadores de necessidades especiais, jogando-os nas salas de aulas onde não há profissionais especializados para atendê-los. Por isso, nas próximas eleições concorrerei a cargo eletivo. Não se esqueçam: quem não exerce o poder político que tem, sofre as consequências daqueles que o exercem.
A cidade de São Paulo está mostrando um quadro político jamais visto: o PSDB governa com Geraldo Alckmim, descendente árabe; o prefeito é descendente árabe; o candidato a prefeito do PT, Fernando Haddad, é descendente árabe. Os três estão amarrados, por pertencerem à mesma descendência eles se protegem, não denunciam a corrupção de seu “irmão”, pois todos eles fazem parte do pacto escravocrata: fingir que educa a população carente, filhos da miscigenação para manterem-se no poder. Precisamos estar espertos, pois se nós, brasileiros pobres e trabalhadores braçais, continuarmos mantendo essa hegemonia política, o chicote pode voltar a estralar em nossos ombros.


Isías Correia Ribas, filósofo e professor de filosofia