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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

‘ALMA’: UM SER OU UMA PALAVRA?


Todas as culturas religiosas, com exceção daquelas que seguem os ensinamentos bíblicos, crêem na existência da alma como sendo um ser metafísico e imortal. A questão é: onde ou em quem eles fundamentam essa crença, na bíblia, na filosofia oriental, na ocidental ou em alegorias mitológicas?
O objetivo desse artigo é acrescentar mais luz a essa questão, mas sem a pretensão de esgotá-lo, porém, pretende abalar o alicerce daqueles que usam a fé das pessoas para enganá-las.
Segundo a bíblia, a alma é a própria pessoa. “E formou o senhor Deus o homem do pó da terra e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente” (Gên. 2:7).
Após o pecado, disse Deus: “Portanto és pó, e ao pó tornarás” (Gên. 3:19).
Salomão disse: “E o pó volte para a terra como era, e o espírito volte a Deus que o deu” (Eclesiastes 12:7). O espírito aqui é a vida que Deus soprou nas narinas do homem.
Davi relatou: “Pois na morte não há lembrança de ti; no Seol quem te louvará” (Salmo 6:5). “Sai-lhe o espírito, e ele volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos” (Salmo 146:4). Há outros versos que tratam desse contexto: (Jó 14: 21; 14: 10; 34: 15), e em Jó 14: 12-14 ele indaga: “Até quando permanecerá o homem no pó da terra”?
Para o crente a morte não é senão de somenos importância. Cristo fala dela como se fora de pouca monta. “se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte”, “nunca provará a morte”. Para o cristão a morte não é mais que um sono, um momento de silêncio e escuridão. A vida está escondida com Cristo em Deus, e “quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com Ele em glória” (Ellen G. White. O Desejado de Todas as Nações. Pág. 586) Citação de Princípios de Vida. Ed. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí. São Paulo, 1988.
A bíblia fala de ressurreição e arrebatamento, porém, o arrebatamento só ocorrerá após a primeira ressurreição (I tessalonicenses 4: 16-18). Há outros tantos textos que poderia citá-los, mas creio que esses são suficientes como fundamentos.
Então, podes estar indagando, por que a maioria da humanidade acredita que a alma é um ser metafísico, imortal e não o simples sopro divino?
Primeiro, porque é mais fácil, mais cômodo acreditar que pesquisar e mais fácil ainda fazer a vontade dos homens que a vontade de Deus. Logo, sabedor dessa pré-disposição do homem para crer, aqueles que guiam a humanidade criam meios, ideologias e “verdades” para manter a humanidade fazendo as suas vontades.
Para os filósofos Pré-Socráticos (séc. VII - V a.C.), tanto os judeus monoteístas, quanto os politeístas e os alegóricos mitológicos, eram compostos por rebanhos que só sabiam crer, acreditavam e não questionavam seus líderes. A filosofia nasceu dentro desse contexto, eram pessoas de espírito livre, dispostos a criticar e se possível, eliminar do consciente da humanidade esses ícones de verdades absolutas: Deus criador, deuses criados e alegorias míticas. Eles se organizaram para criar um conhecimento antropocêntrico, que fosse provado por meio da análise da natureza e do cosmo, por isso eles são conhecidos também como filósofos da natureza (physis).
Nessa época os homens não dispunham de nenhum instrumento que os auxiliassem na análise do universo, por isso, seu método era o empirismo sensível, isto é, todas as inferências, conclusões ou deduções, eram dadas com base nos sentidos: visão, audição, tato, olfato, paladar. Por dois séculos buscaram encontrar algum elemento natural que fosse a causa de toda cosmologia universal, orgânica e inorgânica. Mas para decepção deles, esse elemento ou um composto desses, não foi possível, restando-lhes apenas as hipóteses. Porém, nem tudo foi em vão, vem dessa época o nascimento das ciências; embora não conseguissem o que pretendiam, destruir os ícones das crendices, descobriram que o homem é capaz de fazer ciência, tornando-a útil ao alívio da dor e ao conforto a humanidade. E a partir dessa decepção filosófica, a ciência incumbiu-se de dar continuidade às pretensões desses filósofos, e a filosofia voltou-se à psique humana. As atuais teorias do big-bem e da evolução de Charles Darwim, dentre outras, continuam com a intenção primeira da filosofia, eliminar do consciente da humanidade o Deus criador com seu plano de salvação.
Com a filosofia humanista, pós Pré-Socrática (séc. IV a.C.), deu-se início a filosofia conceitual, isto é, criar conceitos, valorizá-los universalmente e, através de alegorias e argumentos metafísicos, torná-los verdadeiros, verdades. Mas o que é um conceito? Conceito é uma palavra especial, que representa algo universal, possui um valor dado, e esse valor conceitual está em contingência, isto é, pode ou não ser verdade, exemplos: ‘flor’, é um conceito universal, representa todas as flores do universo, ‘homem’, representa todos os homens, ‘mulher’, todas as mulheres, ‘carro’. Analisemos agora o conceito ‘alma’, é universal, foi lhe dado um valor: ser metafísico imortal e foi criado um mito sobre esse novo ser imortal.
Percebe a estratégia filosófica, já que não conseguiram eliminar Deus do consciente da humanidade, buscou confundi-la, levando-a à descrença, às dúvidas e unidos à ciência, numa questão de tempo, tal objetivo maior será alcançado!
Os primeiros filósofos humanistas foram Sócrates, Platão e Aristóteles, responsáveis pela elaboração das culturas ocidentais.
Platão em especial dividiu o indivisível indivíduo em corpo mortal e alma imortal. A ‘alma’, pessoa, perdeu as características divina, bíblica e assumiu as características filosóficas. O corpo mortal, segundo Platão, é o cárcere da ‘alma’ imortal: morrendo o homem o corpo se decompõe e a ‘alma’ vai para o Hiperurânio, mundo das idéias de Platão. Após mais ou menos mil anos de contemplação das formas perfeitas do mundo idealizado, a ‘alma’ volta para a terra em busca de outro cárcere pra se reencarnar, porém, antes da reencarnação ela banha-se no rio do esquecimento e esquece tudo o que vira no mundo perfeito, encarnada, à medida que o novo cárcere, corpo, vai se desenvolvendo, a ‘alma’ vai relembrando o que contemplara no Hiperurânio. Por isso aprender para Platão é relembrar (anamnese).
Aristóteles, discípulo de Platão não concordou com seu mestre quanto a realidade do mundo das idéias, pois o real para Platão é o que está em nossa mente, não aquilo que são captados pelos sentidos, a realidade natural; Aristóteles valorizou mais o conceito de ‘alma’, distribuiu-a às outras formas de vida vegetal e aos irracionais. E assim todos os seres vivos passaram a ter a ‘alma’ em diferentes graus. Percebeu o truque filosófico? O que era apenas vida dada por Deus, virou ‘alma’ imortal que se reencarna, e se reencarna, pra que ressurreição?
Após as conquistas de Alexandre Magno, o grande, os escritos filosóficos de Platão ficou no Ocidente, com os helenos e a filosofia de Aristóteles foi para o Oriente, os mulçumanos procuraram aplicar a filosofia de Aristóteles à sua religião mas não foi possível. A de Platão foi estudada pelos helenísticos, sofreu alguns questionamentos, mas como fora bem elaborada filosoficamente e mitologicamente acabou virando teologia platônica, que Santo Agostinho (séc. IV d. C.) introduziu-a ao cristianismo católico e assim o conceito ‘alma’ tornou-se verdade teológica, que toda humanidade com poucas exceções, crêem que realmente a ‘alma’ existe como um ser metafísico além do corpo.
É dentro desse contexto que todos nós filósofos condenamos esse cristianismo racionalista ocidental, o qual está alicerçado sobre a mentira. Todas as religiões cristãs, adeptas da teologia da reencarnação preferem essa mentira filosófica que seguir o Cristo e crer em sua segunda volta para livrar-nos desse mundo de pecado e injustiças.
Por volta do (séc.XI) com Avicena e Averróis no (séc.XII), em Córdoba, Espanha, ambos mulçumanos, os escritos de Aristóteles chegou ao Ocidente por meio deles e dos mouros, Santo Tomás de Aquino (séc.XIII), ao estudá-lo, criticou seu companheiro Santo Agostinho e deu abertura para o renascimento da ciência e a queda do feudalismo medieval. Assim, o racionalismo científico com as teorias iluministas, por meio do empirismo científico, donos da verdade a priori e a posteriori, defensores da verdade científica como a verdade absoluta para os tempos Modernos aí estão, unidos aos sistemas filosóficos e religiosos, se impondo àqueles que apenas acreditam, que não querem estudar para conhecer, como o deus desses séculos.

Isaías Correia Ribas, filósofo e professor

BIBLIOGRAFIA:
Bíblia
História da Filosofia. Vol. I Geovanni Reale/Dario Antiseri. Ed. Paulus. 2003
Princípio de Vida. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí. SP, 1988










terça-feira, 9 de agosto de 2011

A POLÍTICA PODE

“Política é a atividade humana mais importante que existe na sociedade. Ela não é tudo, mas permeia tudo. Por meio dela define-se a organização da sociedade e do Estado. Política é a arte de conquistar, manter e exercer o poder. Logo, é o exercício do poder. E este é jogo de interesses individual, coletivo, corporativo e estatal. O equilíbrio de poder político entre a sociedade e o Estado depende do exercício político das pessoas que compõem a sociedade. Quanto mais pessoas exercerem o poder político maior será o equilíbrio de forças e, lógico, quanto menos pessoas exercerem o poder político maior será o desequilíbrio. Então, quem não exerce o poder político que tem, sofre as conseqüências daqueles que o exercem” (Hélio Amorim de Oliveira, Brasil Eco Planetário).
A educação dos cidadãos é o melhor meio para o desenvolvimento da nação. As pessoas bem preparadas pela educação formal são mais úteis, melhor aproveitadas pelo país e estarão melhores capacitadas para o empreendimento próprio, gerando riquezas para si e para o Estado, fazendo dessa sociedade auto-suficiente e autônoma, com condições de exportar seus excedentes naturais, tecnológicos e intelectuais. Porém, o Estado brasileiro, apesar de possuir grandioso espaço geográfico para a produção agroindustrial ao longo de todo o ano, uma incalculável riqueza mineral em seu subsolo e se compor de um povo trabalhador e inteligente, a classe política atual que sempre esteve e se mantêm no poder, fazem da educação o meio para a involução e alienação desses cidadãos, tornando-os incapazes de compreender o seu valor, fazendo desses apenas operários a serviço das elites dominadoras. E desse curral não há exceção para “intelectuais, administradores, cientistas e professores”, se assim não fosse essa classe dominante e exploradora já teria sido extinta.
A política educacional brasileira sempre esteve a serviço do dominador, encurralando o povo em circunstâncias tal, que sirva apenas ao labor escravo; sem perspectivas, com baixa auto-estima, para que os ideais do Brasil colônia, continue sendo a perspectiva do trabalhador. É esse o projeto daqueles que exercem o atual poder político.
Já é passada hora do povo superar essa deficiência, abandonar a miopia política. A educação não pode ser usada para o domínio e sim para criar espíritos livres, capazes de administrarem seus ideais particulares, individuais, em harmonia com os ideais de uma grande nação, que não seja apenas grande em extensão geográfica, mas que seja grande também no saber, em produzir cultura e intelectuais a serviço do bem local e mundial.

Isaías Correia Ribas, filósofo e professor.



quarta-feira, 13 de julho de 2011

EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Olá pessoal do CQC, parabéns pelo programa que está alavancando a conscientização dos brasileiros referente às picaretagens que há nos seguimentos sociais. O programa está ótimo, vocês não são sensacionalistas, são questionadores que querem um Brasil melhor, com cidadãos conscientes, capaz de por si só, por meio do voto na festa das eleições, ou na compra de um bem, acabar com as picaretagens política e comercial brasileira.
O que tenho a dizer é referente à educação: O senador Buarque é sim um demagogo como disse os seus colegas, pois todos eles, os políticos, sabem que o problema é ideológico. A educação não vai melhorar pelo fato de seus filhos irem estudar nas escolas públicas; nem por melhor capacitação dos professores, pois as escolas privadas quando querem professores elas os contratam do estado, logo, os professores são os mesmos; nossos salários são baixos e os direitos trabalhistas são tirados todos os meses de nossos contra cheques, mas o idealista professor continua acreditando. A verdade meus caros é que, nem mesmo os professores perceberam que fazem parte da estratégia ideológica para a manutenção do Brasil Colônia, do medievalismo, em pleno período Pós-Moderno.
Esta ideologia está disfarçada no programa progressão continuada, que cai na aprovação automática. A maioria dos jovens graduado no ensino médio saem pior do que um graduado na quarta série dos anos setenta. Sou professor de filosofia do estado e sei o que estou dizendo, há jovens no segundo ano do E. M. que não sabem ler e não têm atestado de portador de cuidados especiais, eles se divertem com essa situação: se o governo prefere assim o que podemos fazer? ironizam. No período noturno é pior, o estudante fala na cara do professor, não vou estudar, não vou fazer prova e nem trabalho e quero a minha nota azul, Pra que estudar? Ladrão de carros e vendedor de drogas não precisa saber, o governo sabe que funciona assim e a escola vai me dar o diploma, e se os professores não atender os alunos a administração é clara, nota vermelha, no conselho vira azul, e se assim não for o que será que poderá acontecer? A progressão continuada é o programa de deseducação dos brasileiros de baixa renda, esta situação é útil para a manutenção dos políticos corruptos, de empresas que agem de má fé e das religiões que precisam de pessoas “inconscientes”, com pouca escolaridade para manter a exploração generalizada.
Mas como mudar esse status quo implantado logo após a queda da ditadura? Perceba meu caro, caiu ditadura militar e entrou a do não conhecimento que indubitavelmente é pior que a anterior. Todas as mudanças num Estado democrático elas só ocorrem por meio da pressão popular, isto é, os cidadãos por meio do voto podem trocar todos os políticos por outros com propostas melhores. Porém, os políticos sabem que a população brasileira é descendente do Brasil Colônia, da escravidão, contentam-se com promessas e esmolas, e os mesmos estão sempre gratos por terem um senhor que lhes explora, mas lhe dá ração suficiente para o labor do próximo dia. Quanto à educação, os pais dessa atual juventude acham que é vantajoso para o filho não saber e possuir um diploma, ou diplomas. Pais, diplomas sem conhecimento é diploma para a escravidão, para jovens sem perspectivas, obrigados a encontrarem nos furtos e nas drogas alguma perspectiva de futuro para se alto afirmarem. Se a população não se posicionar frente a essa barbaridade, achando que a elite política vai fazer alguma coisa para melhorar nossa situação, pode deitar, porque isso nunca aconteceu e jamais acontecerá, a elite só muda suas estratégias quando for para o bem deles, um exemplo? “A Progressão Continuada”. Já é passada hora dos brasileiros refletirem e olharem para as Câmaras dos vereadores, dos deputados, do Senado e do poder executivo, Geralmente, essas estâncias estão ocupadas por famílias donas das Capitanias hereditárias que o governo português lhes deu para explorarem as terras brasileiras, por isso eles só governam para eles, fazendo política de anulação da grande massa populacional. Quanto mais ignorantes formos, mais trabalhadores eles terão para seu próprio bem. A elite política brasileira continua sendo ocupada por descendentes de estrangeiros que para cá vieram e vem para a exploração. A presidenta brasileira assinou com o presidente dos Estados Unidos o intercâmbio de cem mil jovens para estudos e trabalhos, quem será que está na vantagem, e quais jovens brasileiros estão aptos a irem estudar e trabalhar na América do Norte?

Isaías Correia Ribas, filósofo e professor de filosofia.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

ACASO, NIILISMO, SOBRENATURAL, OU LIMITAÇÃO RACIONAL?

Segundo o racionalismo filosófico e científico nada pode vir do nada, há milênios esta máxima foi ensinada nos meios acadêmicos. Hoje, pensar assim é senso comum. Logo, crer nessa máxima é a forma mais simples de negar a existência de um Deus criador e mantenedor do universo e em seu plano de salvação. A lógica que há neste pensamento é humana, por isso é limitada e sendo assim, todos os limitados que preferem viver dentro das limitações antropocêntricas, preferem crer nos seus pares que expandir seus conhecimentos além do homem, na revelação bíblica. Esta não está fundamentada no acaso e não cai no niilismo filosófico Pré-Socrático, contemporâneo e em seus meandros. Viver segundo as revelações bíblicas dá sentido à vida e quem vive pela fé em seus ensinamentos não se deprime. Trocar a fé pelo racionalismo é caminhar em direção à depressão existencial. A lógica sobrenatural, como o próprio nome diz, está sobre, acima da natureza. A lógica divina está fundamentada na fé e aqui não há espaço para o antropocentrismo, mas Há sim espaço para a racionalidade, para a compreensão, a apreensão, para um viver de esperança fundamentada na concretude da pessoa de Jesus Cristo e em outros eventos históricos, pois tudo o que fora prometido no velho testamento, cumpriu-se na pessoa de Jesus. Então, por que razão não crer nas revelações apocalípticas? O mundo cristão sempre esteve em decadência porque preferiram o racionalismo filosófico que a fé nas revelações bíblicas. Atualmente, a partir das revelações dadas à Ellen G. White (1844-1915), as pessoas de fé têm um adicional bíblico, mas não superior, para fazer frente ao racionalismo filosófico e científico, dando àqueles que crêem e que querem a vida eterna, uma luz mais simples que o racionalismo teológico, pois este, a partir de Santo Agostinho (354-430 d.C.), já fora contaminado por sua filosofia. Os Adventistas do Sétimo Dia é a igreja detentora dos escritos de Ellen G. White. O que me surpreende é que eles não aceitam Ellen G. White como profetiza e sim como uma escritora comum, dando-lhe um status teológico. Isto é descrença, falta de fé, preferência ao racionalismo que à revelação. E pior é a contradição dos pastores e de seus pregadores em geral que, quando querem convencer seus ouvintes fundamentam suas falas na revelação dada a profetiza White.
Ellen G White é a profetiza escolhida por Deus para lançar mais luz ao plano de salvação antes da segunda volta de Jesus Cristo, e para contrapor o racionalismo iluminista que lançava naqueles dias a fé em Deus por terra. O que os Pré-Socráticos não conseguiram o racionalismo contemprâneo conseguira: eleger a deusa da razão. Não há saída, quem quer a salvação precisa crer no plano divino e segui-lo, caso contrário, mesmo pertencendo a qualquer instituição religiosa a perdição eterna será seu galardão. O aparente silêncio divino é o espaço para a fé e não a prova que Deus não existe, sem esse aparente niilismo não há como provar aqueles que herdarão o reino eterno que Deus preparou aos seus fiéis.


Isaías Correia Ribas, filósofo e professor de filosofia.

sábado, 2 de julho de 2011

PROBLEMAS DA CONCEITUAÇÃO FILOSÓFICA

Para entender a finalidade da filosofia é preciso ter em mente que a sua proposta cognitiva é conclusiva a partir da visão do todo, pois segundo ela, o olhar somente à fração, ao particular, tende à miopia cognitiva e às falácias, ao erro. Então, se os investigadores que estão em busca de verdades fixarem seu olhar a partir dos gregos, ignorando o passado, indubitavelmente suas conclusões são passíveis de dúvidas. A filosofia ocidental surgiu no (século VII a. c.), então, não devemos nos esquecer que segundo o calendário bíblico já havia passado aproximadamente três mil anos, logo, todas as culturas passadas têm que ser consideradas e se assim não for, as conclusões filosóficas, teológicas e alegóricas estarão erradas. A filosofia grega nasceu para questionar o criacionismo bíblico e a mitologia. Antes do antropocentrismo filosófico as explicações quanto ao conhecimento e o modo como se conhecia eram fundamentados na revelação e nas alegorias míticas, estórias criadas pelos místicos gregos. As alegorias já eram o resultado da precariedade antropocêntrica proposta contra o criacionismo bíblico. A mitologia é extensão modificada do politeísmo bíblico. O politeísmo já era a forma de questionar os adeptos do monoteísmo que tinha como representante maior Adão e sua fiel descendência, tais deuses não eram antropomórficos, eram imagens compostas de elementos naturais que eram expostas nos bosques ou em elevadas topografias, e o Olimpo, o mais alto monte da Grécia antiga fora dedicado aos seus deuses. Com a mitologia grega, ao politeísmo foi dada a forma humana e suntuosos templos foram lhes dedicados. A mística grega era formada por uma elite sacerdotal e esta ensinava a população que as grandes conquistas bélicas, desportivas e catástrofes naturais eram conseqüência direta da intervenção de seus deuses mitológicos.
Os primeiros filósofos eram pessoas transparentes, explícitas e a proposta deles era provar por meio do empirismo sensível, que tanto a teoria do criacionismo quanto as explicações mitológicas não tinham fundamentos, e que tudo o que havia no Cosmo havia surgido espontaneamente, e Deus o Criador não era nada mais que um conceito.
O primeiro período filosófico é o da Physis (natureza), ou Pré-Socráticos. Começou no séc. VII a.C. e findou no V, por duzentos anos esses desafiadores buscaram provar suas hipóteses, porém, foram incapazes diante de tamanha pretensão. Algumas das questões de seus compatriotas eram: Como é possível o mármore e os diversos metais surgirem da água? E o animal racional, por que somente o homem evoluiu em meio a tantos outros irracionais? Logo, deduz-se que a proposta filosófica dos naturalistas morreu com aqueles gregos, eles não foram capazes de eliminar a influência e o propósito do Deus criador e da mitologia ou o politeísmo do imaginário humano.
O conceito ‘alma’ no hebraico é pessoa. Porém, a conceituação filosófica busca descaracterizá-lo. O ‘logos’ bíblico é palavra, mas, a filosofia interpreta o logos como sendo Deus, o ‘logos’ é a palavra de Deus, não o ser que tudo cria como querem os racionalistas. A jogada é a seguinte: dar Status à palavra e eliminar o Deus da palavra que é extensão do poder do próprio Deusa. “E disse Deus”... (Gênesis: 1). E ainda, a filosofia valoriza a alma em detrimento do corpo.
Alguns filósofos Pré-Socráticos: Tales de Mileto (séc. VII – VI a. C) foi o primeiro filósofo desse período, ele trabalhou com a hipótese de ser a água ou a umidade a origem da vida no Cosmo. Seus contemporâneos Anaximandro e Anaxímenes compunham o trio da escola de Mileto. Pitágoras de Samos (580-497 a. C.), pai da matemática foi o principal adepto da religiosidade órfica, de Orfeu, que cultuava Dionísio, originário da Trácia. Os órficos acreditavam na imortalidade da alma e na transmigração através de vários corpos, a fim de efetivar sua purificação. Pitágoras tornou-se figura legendária na própria antiguidade. No lugar de Dionísio colocou a matemática. “A grande novidade introduzida, certamente pelo próprio Pitágoras, na religiosidade órfica foi a transformação do processo de libertação da alma num esforço inteiramente subjetivo e puramente humano. A purificação resultaria do trabalho intelectual, que descobre a estrutura numérica das coisas e torna, assim, a alma semelhante ao cosmo, em harmonia, proporção e beleza. Pitágoras teria chegado a concepção de que todas as coisas são números através, inclusive, de uma observação no campo musical” (Os Pensadores. Pré-Socráticos. Tradução: Prof. José Cavalcante de Souza. Pág. 17e18, Ed. Nova Cultural Ltda. SP.
“O orfismo ensina a divindade da alma e a impureza do corpo. A morte é uma libertação. O centro de suas preocupações é a vida futura” (Dicionário Básico de Filosofia. Hilton Japiassú/Danilo Marcondes. Ed. Zahar. RJ)
Heráclito de Éfeso, filósofo obscuro, para ele todo o Cosmo está em movimento constante em ser e não ser, e esse movimento é a causa de toda ordem inorgânica e orgânica, sendo esta conseqüência das forças inorgânicas, e a morte é o simples retorno ao inorgânico. Heráclito foi quem afirmou primeiro: tudo é apenas uma construção conceitual e que o Deus criador pregado pelos hebreus não passa de um conceito, e esse conceito divino é o ‘logos’. Nietzsche, Friedrich (1844-1900) é o filósofo Contemporâneo defensor da filosofia de Heráclito. Parmênides de Eléia (final do séc. VI e início do V), contestou Heráclito afirmando que o ser é, e o não ser, não é. Nada pode ser e não ser ao mesmo tempo, logo, Parmênides é o pai da Ontologia (estudo do ser). Da filosofia Pré-Socrática saiu os atuais quatro elementos da natureza: Água, ar, fogo e terra, porém, Deus o criador e a mitologia continuam desafiando aqueles que querem eliminá-los do consciente humano. Da Physis restou apenas ciência, herdeira da proposta filosófica Pré-Socrática que continuam insistindo na não existência do Deus criador, mantenedor e possuidor do plano de salvação no qual, Jesus Cristo é o principal responsável, junto com o pai e o Espírito Santo. A ciência gaba-se de sua exatidão porque trabalha com as frações e estas estão limitadas aos conceitos e metodologias puramente humanas, mas as mesmas, se aplicadas à natureza não são precisas. Logo, os cientistas trabalham com o limitado e a teologia pensa e tem fé a partir do ilimitado, sobrenatural.
Após a filosofia da natureza surgiu os clássicos que tem como seus principais representantes Sócrates, Platão e Aristóteles. Foram esses os responsáveis por toda cultura ocidental. Esses, despreocupados em filosofar a natureza, voltam-se à psique, buscam compreender o universo a partir da razão e dessa premissa desenvolve-se a política, a ética (código morais), a metafísica, o idealismo, em fim, uma nova filosofia construída a partir de diversas formas de pensar, uma confusão racional, mística, mítica e metafísica disfarçada de sobrenatural. Deus, a partir desse período não é mais uma referência ao criador bíblico, mas sim, ao deus racionalizado, pensado pelos diferentes filósofos. Sócrates cria em uma inteligência superior ordenadora do cosmo; O deus de Platão era o demiurgo, deus plasmador, aquele que cria a partir da matéria; e o deus de Aristóteles era o motor imóvel que move todas as coisas sem se mover.

Isaías Correia Ribas, filósofo e professor de filosofia

terça-feira, 24 de maio de 2011

PRECONCEITO E O HOMOSSEXUALISMO

Preconceito: Conceito antecipado; Opinião formada sem reflexão; discriminação racial. (minidicionário da língua portuguesa. Severino Bueno. Ed. FTB S.A. 1996)
Preconceito: Conceito formado antecipadamente e sem fundamento razoável; Opinião formada sem reflexão; convencionalismo; superstição. (Dicionário Moderno da Língua Portuguesa. A-Z. Ed. Rideel Ltda, São Paulo. Seg. edição, 1978).
Preconceito: “Opinião ou crença admitida sem ser discutida ou examinada, internalizada pelos indivíduos sem se darem conta disso, e influenciando seu modo de agir e de considerar as coisas. O preconceito é constituído assim por uma visão de mundo ingênua que se transmite culturalmente e reflete crenças, valores e interesses de uma sociedade ou grupo social. O termo possui um sentido eminentemente pejorativo, designando o caráter irrefletido e frequentemente dogmático dessas crenças, que se revestem de uma certeza injustificada. Ex.: “o preconceito racial”. Entretanto, é preciso admitir que nosso pensamento inevitavelmente inclui sempre preconceitos, originários de sua própria formação, sendo tarefa da reflexão crítica precisamente desmascarar os preconceitos e revelar sua falsidade”. (Dicionário Básico de Filosofia. Hilton Japiassú/Danilo Marcondes. Ed. Zahar. Rio de Janeiro, 2008. Quinta edição).
Quando não conhecemos e não sabemos fazer uma reflexão crítica agimos fundamentados em crenças, com uma postura baseada na ignorância. Isto é, queremos eliminar o diferente, o outro, pela força (batendo, e se não houvesse leis inibindo posturas ignorantes muitos outros morreriam). E acrescentou alguns dos estudantes do terceiro ano do Ensino Médio da E. E. Ana Siqueira da Silva S P (2011): “Todos os dias morrem de dois a três homossexuais vítimas de agressões físicas”.
O homossexualismo ou movimento gay são fenômenos mundiais crescentes e gerador de altas receitas a diversos seguimentos comerciais. Logo, é um bem para o capitalismo. Observaram os estudantes da escola referida: “As paradas Gays geram mais receitas que o carnaval”. Logo, justifica-se a força da mídia local e mundial se impondo acima de tudo e todos pretendendo crescer sem ouvir críticas de seguimento algum da sociedade. Mas esse seguimento é apenas mais um que busca se afirmar, é direito deles, e democracia é isso mesmo, mas não se esqueçam de que é direito daqueles que sabem fazer a devida crítica, fazê-la. Então, fazendo uso do meu direito e dever, darei minha opinião sobre o assunto fundamentado na filosofia, na bíblia e na biologia.
O relato que segue não é minha invenção e nem imaginação, é o resultado de pesquisas feitas por estudantes de psicologia que entrevistaram vários indivíduos de programas homossexuais. As questões feitas foram: vocês gostam de homens ou são profissionais do sexo? Resposta: Somos profissionais do sexo, passivos e ativos. Então, quem é o gay nesse lance? Resposta: Os gays são aqueles que nos procuram na calada da noite ou por telefone, aparentemente são homens, mas são esses quem querem o relacionamento homo, que querem ser penetrados, geralmente são casados, pais de famílias etc. Nós somos o profissional para qualquer obra, somos promíscuos, uma falsa mulher para satisfazer as fantasias masculinas. Assim como há a mulher profissional do sexo, a promíscua que satisfaz as vis imaginações masculinas com uma mulher, nós “homens” criamos também a promiscuidade masculina para completar a promiscuidade geral, onde homossexuais gostam de se relacionar com outro “homem”. Só estamos falando das relações promíscuas mais simples, vocês nem queiram saber dos relacionamentos mais vis, da prática sexual em grupo etc.
Filosoficamente e biologicamente falando: Se todos os homens e mulheres optassem pelo homossexualismo seria o fim da humanidade, o fim da espécie, pois, a sexualidade humana foi criada ou evoluiu para a perpetuação da raça. O que só é possível entre diferentes gêneros. Mas protestou o jovem estudante: A humanidade não acabaria porque o homossexual pode muito bem se relacionar com uma mulher somente para a perpetuação da espécie, então, respondeu o professor de filosofia: Se assim for, está comprovado que o homossexualismo não é uma herança genética e sim uma perversão sexual, pois se fosse herança genética o efeminado não teria ereção. Porém, é preciso admitir a possibilidade pela opção homossexual por outros fatores sociais, e sendo fatores sociais, psíquicos, é possível a reeducação, isso se for do interesse e força de vontade da pessoa.
Reflexão bíblica: Na luta entre o bem, Deus e o mal, Satanás, ente criado que queria ser semelhante ao criador, continua sendo ponto de honra para ele destruir a imagem de Deus refletida no homem e o meio preferido por ele é a promiscuidade, se possível fosse ele acabaria com a humanidade. Segundo os relatos bíblicos, os antediluvianos se distanciaram tanto da orientação divina que preferiram viver voluntariosamente e a promiscuidade sensual era a paixão preferida. Semelhantes a eles, os moradores de Sodoma e Gomorra, cidades que experimentaram a intervenção divina, também eram promíscuas e por isso Deus as destruiu. E o novo testamento nos informa que os efeminados não herdarão a vida eterna, não farão parte do eterno reino de Cristo e que próximo de seu segundo retorno à terra a barbárie sexual seria semelhante aos antediluvianos e os de Sodoma e Gomorra. Alguns estudantes da escola mencionada concordam com a posição bíblica, e outros protestaram: “Deus não faz acepção entre pessoas, todas são iguais e criaturas do mesmo Deus”. Estão corretos, Porém, não devemos esquecer que os juízos divinos não são imediatos, há o momento certo, preestabelecido para o juízo final, onde passaremos pelo julgamento o qual estará baseado na lei divina e nas revelações dadas através de seus eleitos, os profetas. Enquanto isso, todos nós podemos viver segundo a nossa vontade, mas diante do juiz a nossa vontade não está em questão, mas esta estará submetida à vontade de Deus e à sua eterna lei universal. Portanto, fora do tribunal, todos, independentemente de opções sexuais, cor, raça e outras opções quaisquer estão e são livres para demonstrar o que são e o que querem, pois somente assim o julgamento final será justo.
O supremo Tribunal Federal brasileiro a exemplo de outros tribunais de diferentes países aprovou a legalidade da união homossexual no Brasil, dando-lhes todos os direitos civis matrimoniais, e retroativos se comprovada tal união.
Então, do exposto podemos inferir que, o homossexualismo é uma prática inútil à perpetuação da espécie humana, e tal prática não tem fundamentação filosófica, bíblica e biológica, é apenas uma prática promíscua sustentada pelo interesse capital, um modismo enaltecido pelo sensacionalismo das artes cênicas teatrais, telenovelas e cinematográficas.
Finalizando, o termo preconceito significa ignorância, aquele que não sabe, não conhece. Isto é, esse sujeito quer ofender ou destruir o outro por meio de ações ou palavras ofensivas. Então, da ignorância nascem os diversos tipos de conflitos, guerras local e mundial. Agora, posições contrárias todos nós as temos, ignorantes ou letrados, e precisamos tê-las, pois este é o fundamento do crescimento cognitivo. O que está em questão é: qual o modo correto de expor as posições contrárias? Até então entendemos que as agressões físicas são para os ignorantes e enquanto houver ignorantes essas irão continuar existindo. Mas as posições contrárias dos doutos, daqueles que sabem, precisam e fazem-se necessárias, pois somente assim a ignorância generalizada como pretendem o capitalismo e os capitalistas diminuirá. Quando o mundo aprender que o desenvolvimento cognitivo geral só será possível por ouvir o outro, e respeitá-lo a pretensa paz mundial poderá ser uma possibilidade. Mas enquanto grupos poderosos buscam eliminar as posições contrarias pela força bélica e influência da mídia, os conflitos continuarão crescendo em escala geométrica e a paz mundial será apenas uma utopia.


Isaías Correia Ribas, filósofo e professor de filosofia

sábado, 14 de maio de 2011

PROGRESSÃO CONTINUADA OU APROVAÇÃO AUTOMÁTICA

Progressão continuada é um modelo aplicado nas universidades públicas e privadas. Isto é, quando o estudante não consegue ser aprovado em todas as matérias fica em DP (dependência pedagógica). O graduando passa, mas fica em débito, tendo que procurar em outro horário um professor que esteja ministrando as disciplinas em que ficou em débito. Caso não consiga eliminá-las enquanto cursa não poderá receber a graduação, o que ocorrerá quando todos os seus débitos acabarem.
Os educadores, pedagogos a serviço da educação pública, ou melhor, a serviço dos políticos, aplicaram esse modelo universitário aos ciclos I e II (Fundamental e Médio). Dizem eles que com esse modelo melhorariam a educação dos jovens brasileiros. É claro que eles sabiam que esse sistema é inaplicável a esses estudantes, pois crianças não têm responsabilidade para correr atrás de DP alguma e mesmo que alguns a buscassem, a estrutura e o formato das escolas não propicia essa possibilidade. Portanto, esse modelo é falacioso para as escolas públicas e privadas tanto municipais quanto estaduais. Logo, a progressão continuada só poderia cair na aprovação automática.
Penso que toda essa manobra pedagógica política é apenas mais uma ideologia para manter o Brasil Colônia, brasileiros preparados pra servir, operários capacitados para o labor, mão de obra barata a serviço das elites brasileiras e estrangeiras.
O Brasil é o país cobiçado pela maioria dos líderes mundiais, a partir da primeira invasão por Pedro Alves Cabral e posteriormente por outras nações, esse país, por sua extensão geográfica, riquezas naturais e terra que tudo dá, continua, mais que antes, o alvo de interesses estrangeiros que buscam a qualquer custo a manutenção do status quo colonial. Isto é, a manutenção de uma população alienada do conhecimento, capacitada apenas pra fazer e não pra saber, conhecer, despreparada para administrar o seu próprio país.
Os políticos brasileiros, em grande número, descendem de famílias estrangeiras que vieram para administrar a exploração das riquezas naturais e de seu povo. Como sabemos, essas famílias, buscando manter seus interesses adotaram a mão de obra escrava estrangeira e dos índios naturais. Estou convencido de que essa ideologia da deseducação dos jovens brasileiros, através da aprovação continuada é uma estratégia política para direcionar os jovens para as ETECs e FATECs dos governos estaduais e o PRONATEC do governo federal. Pois pobres, como disse a presidenta Dilma Rousseff, precisa trabalhar para comprar seu celular e o seu carrinho. Trabalhar, senhores políticos é dever de todos nós. Mas também, senhores políticos, temos o direito de conhecer, mais que isso, os atuais jovens pobres que vivem num país “democrático”, não podem ser vítimas dessa política criminosa. O povo já sente saudade do verdadeiro político brasileiro, o brasileiríssimo senhor Luiz Inácio Lula da Silva que, como querem desqualificá-lo os políticos da oposição, sem curso superior, foi o brasileiro que até hoje pensou em melhorar a educação para os nossos jovens construindo várias Universidades federais e programas de Universidades para todos, PROUNI, onde o estudante tinha o direito de escolher qualquer curso superior de ciências humanas ou não, sem forçá-lo às escolas técnicas federais ou estaduais. Diante dessa barbárie sou forçado a concluir que políticos de descendência estrangeira amam o Brasil e detestam os brasileiros descendentes de trabalhadores braçais.

COMO INDENTIFICAR O LEGÍTIMO BRASILEIRO

O nome, geralmente, diz quem sou e de quem descendo, se sou dominador ou dominado, senhor ou escravo. Ex: José João da Silva, a preposição ‘d’ está informando que esse cidadão pertencia à família Silva. Isto é, o Silva é o nome de alguma família européia que veio para o Brasil Colônia e comprou um escravo e esse passou a pertencer-lhe, por isso da Silva. A mulher brasileira descendente de escravo que casou com um estrangeiro, seus filhos possivelmente perdeu a preposição, nesses casos, é só montar uma pequena árvore genealógica (verificar os nomes dos avos ou descendentes mais distantes) e facilmente encontrarás a verdadeira descendência, se és um verdadeiro brasileiro ou de um dominador que quer a manutenção do Brasil Colônia.

ISAÍAS CORREIA RIBAS, FILÓSOFO E PROFESSOR DE FILOSOFIA