Pesquisar este blog

quarta-feira, 13 de julho de 2011

EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Olá pessoal do CQC, parabéns pelo programa que está alavancando a conscientização dos brasileiros referente às picaretagens que há nos seguimentos sociais. O programa está ótimo, vocês não são sensacionalistas, são questionadores que querem um Brasil melhor, com cidadãos conscientes, capaz de por si só, por meio do voto na festa das eleições, ou na compra de um bem, acabar com as picaretagens política e comercial brasileira.
O que tenho a dizer é referente à educação: O senador Buarque é sim um demagogo como disse os seus colegas, pois todos eles, os políticos, sabem que o problema é ideológico. A educação não vai melhorar pelo fato de seus filhos irem estudar nas escolas públicas; nem por melhor capacitação dos professores, pois as escolas privadas quando querem professores elas os contratam do estado, logo, os professores são os mesmos; nossos salários são baixos e os direitos trabalhistas são tirados todos os meses de nossos contra cheques, mas o idealista professor continua acreditando. A verdade meus caros é que, nem mesmo os professores perceberam que fazem parte da estratégia ideológica para a manutenção do Brasil Colônia, do medievalismo, em pleno período Pós-Moderno.
Esta ideologia está disfarçada no programa progressão continuada, que cai na aprovação automática. A maioria dos jovens graduado no ensino médio saem pior do que um graduado na quarta série dos anos setenta. Sou professor de filosofia do estado e sei o que estou dizendo, há jovens no segundo ano do E. M. que não sabem ler e não têm atestado de portador de cuidados especiais, eles se divertem com essa situação: se o governo prefere assim o que podemos fazer? ironizam. No período noturno é pior, o estudante fala na cara do professor, não vou estudar, não vou fazer prova e nem trabalho e quero a minha nota azul, Pra que estudar? Ladrão de carros e vendedor de drogas não precisa saber, o governo sabe que funciona assim e a escola vai me dar o diploma, e se os professores não atender os alunos a administração é clara, nota vermelha, no conselho vira azul, e se assim não for o que será que poderá acontecer? A progressão continuada é o programa de deseducação dos brasileiros de baixa renda, esta situação é útil para a manutenção dos políticos corruptos, de empresas que agem de má fé e das religiões que precisam de pessoas “inconscientes”, com pouca escolaridade para manter a exploração generalizada.
Mas como mudar esse status quo implantado logo após a queda da ditadura? Perceba meu caro, caiu ditadura militar e entrou a do não conhecimento que indubitavelmente é pior que a anterior. Todas as mudanças num Estado democrático elas só ocorrem por meio da pressão popular, isto é, os cidadãos por meio do voto podem trocar todos os políticos por outros com propostas melhores. Porém, os políticos sabem que a população brasileira é descendente do Brasil Colônia, da escravidão, contentam-se com promessas e esmolas, e os mesmos estão sempre gratos por terem um senhor que lhes explora, mas lhe dá ração suficiente para o labor do próximo dia. Quanto à educação, os pais dessa atual juventude acham que é vantajoso para o filho não saber e possuir um diploma, ou diplomas. Pais, diplomas sem conhecimento é diploma para a escravidão, para jovens sem perspectivas, obrigados a encontrarem nos furtos e nas drogas alguma perspectiva de futuro para se alto afirmarem. Se a população não se posicionar frente a essa barbaridade, achando que a elite política vai fazer alguma coisa para melhorar nossa situação, pode deitar, porque isso nunca aconteceu e jamais acontecerá, a elite só muda suas estratégias quando for para o bem deles, um exemplo? “A Progressão Continuada”. Já é passada hora dos brasileiros refletirem e olharem para as Câmaras dos vereadores, dos deputados, do Senado e do poder executivo, Geralmente, essas estâncias estão ocupadas por famílias donas das Capitanias hereditárias que o governo português lhes deu para explorarem as terras brasileiras, por isso eles só governam para eles, fazendo política de anulação da grande massa populacional. Quanto mais ignorantes formos, mais trabalhadores eles terão para seu próprio bem. A elite política brasileira continua sendo ocupada por descendentes de estrangeiros que para cá vieram e vem para a exploração. A presidenta brasileira assinou com o presidente dos Estados Unidos o intercâmbio de cem mil jovens para estudos e trabalhos, quem será que está na vantagem, e quais jovens brasileiros estão aptos a irem estudar e trabalhar na América do Norte?

Isaías Correia Ribas, filósofo e professor de filosofia.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

ACASO, NIILISMO, SOBRENATURAL, OU LIMITAÇÃO RACIONAL?

Segundo o racionalismo filosófico e científico nada pode vir do nada, há milênios esta máxima foi ensinada nos meios acadêmicos. Hoje, pensar assim é senso comum. Logo, crer nessa máxima é a forma mais simples de negar a existência de um Deus criador e mantenedor do universo e em seu plano de salvação. A lógica que há neste pensamento é humana, por isso é limitada e sendo assim, todos os limitados que preferem viver dentro das limitações antropocêntricas, preferem crer nos seus pares que expandir seus conhecimentos além do homem, na revelação bíblica. Esta não está fundamentada no acaso e não cai no niilismo filosófico Pré-Socrático, contemporâneo e em seus meandros. Viver segundo as revelações bíblicas dá sentido à vida e quem vive pela fé em seus ensinamentos não se deprime. Trocar a fé pelo racionalismo é caminhar em direção à depressão existencial. A lógica sobrenatural, como o próprio nome diz, está sobre, acima da natureza. A lógica divina está fundamentada na fé e aqui não há espaço para o antropocentrismo, mas Há sim espaço para a racionalidade, para a compreensão, a apreensão, para um viver de esperança fundamentada na concretude da pessoa de Jesus Cristo e em outros eventos históricos, pois tudo o que fora prometido no velho testamento, cumpriu-se na pessoa de Jesus. Então, por que razão não crer nas revelações apocalípticas? O mundo cristão sempre esteve em decadência porque preferiram o racionalismo filosófico que a fé nas revelações bíblicas. Atualmente, a partir das revelações dadas à Ellen G. White (1844-1915), as pessoas de fé têm um adicional bíblico, mas não superior, para fazer frente ao racionalismo filosófico e científico, dando àqueles que crêem e que querem a vida eterna, uma luz mais simples que o racionalismo teológico, pois este, a partir de Santo Agostinho (354-430 d.C.), já fora contaminado por sua filosofia. Os Adventistas do Sétimo Dia é a igreja detentora dos escritos de Ellen G. White. O que me surpreende é que eles não aceitam Ellen G. White como profetiza e sim como uma escritora comum, dando-lhe um status teológico. Isto é descrença, falta de fé, preferência ao racionalismo que à revelação. E pior é a contradição dos pastores e de seus pregadores em geral que, quando querem convencer seus ouvintes fundamentam suas falas na revelação dada a profetiza White.
Ellen G White é a profetiza escolhida por Deus para lançar mais luz ao plano de salvação antes da segunda volta de Jesus Cristo, e para contrapor o racionalismo iluminista que lançava naqueles dias a fé em Deus por terra. O que os Pré-Socráticos não conseguiram o racionalismo contemprâneo conseguira: eleger a deusa da razão. Não há saída, quem quer a salvação precisa crer no plano divino e segui-lo, caso contrário, mesmo pertencendo a qualquer instituição religiosa a perdição eterna será seu galardão. O aparente silêncio divino é o espaço para a fé e não a prova que Deus não existe, sem esse aparente niilismo não há como provar aqueles que herdarão o reino eterno que Deus preparou aos seus fiéis.


Isaías Correia Ribas, filósofo e professor de filosofia.

sábado, 2 de julho de 2011

PROBLEMAS DA CONCEITUAÇÃO FILOSÓFICA

Para entender a finalidade da filosofia é preciso ter em mente que a sua proposta cognitiva é conclusiva a partir da visão do todo, pois segundo ela, o olhar somente à fração, ao particular, tende à miopia cognitiva e às falácias, ao erro. Então, se os investigadores que estão em busca de verdades fixarem seu olhar a partir dos gregos, ignorando o passado, indubitavelmente suas conclusões são passíveis de dúvidas. A filosofia ocidental surgiu no (século VII a. c.), então, não devemos nos esquecer que segundo o calendário bíblico já havia passado aproximadamente três mil anos, logo, todas as culturas passadas têm que ser consideradas e se assim não for, as conclusões filosóficas, teológicas e alegóricas estarão erradas. A filosofia grega nasceu para questionar o criacionismo bíblico e a mitologia. Antes do antropocentrismo filosófico as explicações quanto ao conhecimento e o modo como se conhecia eram fundamentados na revelação e nas alegorias míticas, estórias criadas pelos místicos gregos. As alegorias já eram o resultado da precariedade antropocêntrica proposta contra o criacionismo bíblico. A mitologia é extensão modificada do politeísmo bíblico. O politeísmo já era a forma de questionar os adeptos do monoteísmo que tinha como representante maior Adão e sua fiel descendência, tais deuses não eram antropomórficos, eram imagens compostas de elementos naturais que eram expostas nos bosques ou em elevadas topografias, e o Olimpo, o mais alto monte da Grécia antiga fora dedicado aos seus deuses. Com a mitologia grega, ao politeísmo foi dada a forma humana e suntuosos templos foram lhes dedicados. A mística grega era formada por uma elite sacerdotal e esta ensinava a população que as grandes conquistas bélicas, desportivas e catástrofes naturais eram conseqüência direta da intervenção de seus deuses mitológicos.
Os primeiros filósofos eram pessoas transparentes, explícitas e a proposta deles era provar por meio do empirismo sensível, que tanto a teoria do criacionismo quanto as explicações mitológicas não tinham fundamentos, e que tudo o que havia no Cosmo havia surgido espontaneamente, e Deus o Criador não era nada mais que um conceito.
O primeiro período filosófico é o da Physis (natureza), ou Pré-Socráticos. Começou no séc. VII a.C. e findou no V, por duzentos anos esses desafiadores buscaram provar suas hipóteses, porém, foram incapazes diante de tamanha pretensão. Algumas das questões de seus compatriotas eram: Como é possível o mármore e os diversos metais surgirem da água? E o animal racional, por que somente o homem evoluiu em meio a tantos outros irracionais? Logo, deduz-se que a proposta filosófica dos naturalistas morreu com aqueles gregos, eles não foram capazes de eliminar a influência e o propósito do Deus criador e da mitologia ou o politeísmo do imaginário humano.
O conceito ‘alma’ no hebraico é pessoa. Porém, a conceituação filosófica busca descaracterizá-lo. O ‘logos’ bíblico é palavra, mas, a filosofia interpreta o logos como sendo Deus, o ‘logos’ é a palavra de Deus, não o ser que tudo cria como querem os racionalistas. A jogada é a seguinte: dar Status à palavra e eliminar o Deus da palavra que é extensão do poder do próprio Deusa. “E disse Deus”... (Gênesis: 1). E ainda, a filosofia valoriza a alma em detrimento do corpo.
Alguns filósofos Pré-Socráticos: Tales de Mileto (séc. VII – VI a. C) foi o primeiro filósofo desse período, ele trabalhou com a hipótese de ser a água ou a umidade a origem da vida no Cosmo. Seus contemporâneos Anaximandro e Anaxímenes compunham o trio da escola de Mileto. Pitágoras de Samos (580-497 a. C.), pai da matemática foi o principal adepto da religiosidade órfica, de Orfeu, que cultuava Dionísio, originário da Trácia. Os órficos acreditavam na imortalidade da alma e na transmigração através de vários corpos, a fim de efetivar sua purificação. Pitágoras tornou-se figura legendária na própria antiguidade. No lugar de Dionísio colocou a matemática. “A grande novidade introduzida, certamente pelo próprio Pitágoras, na religiosidade órfica foi a transformação do processo de libertação da alma num esforço inteiramente subjetivo e puramente humano. A purificação resultaria do trabalho intelectual, que descobre a estrutura numérica das coisas e torna, assim, a alma semelhante ao cosmo, em harmonia, proporção e beleza. Pitágoras teria chegado a concepção de que todas as coisas são números através, inclusive, de uma observação no campo musical” (Os Pensadores. Pré-Socráticos. Tradução: Prof. José Cavalcante de Souza. Pág. 17e18, Ed. Nova Cultural Ltda. SP.
“O orfismo ensina a divindade da alma e a impureza do corpo. A morte é uma libertação. O centro de suas preocupações é a vida futura” (Dicionário Básico de Filosofia. Hilton Japiassú/Danilo Marcondes. Ed. Zahar. RJ)
Heráclito de Éfeso, filósofo obscuro, para ele todo o Cosmo está em movimento constante em ser e não ser, e esse movimento é a causa de toda ordem inorgânica e orgânica, sendo esta conseqüência das forças inorgânicas, e a morte é o simples retorno ao inorgânico. Heráclito foi quem afirmou primeiro: tudo é apenas uma construção conceitual e que o Deus criador pregado pelos hebreus não passa de um conceito, e esse conceito divino é o ‘logos’. Nietzsche, Friedrich (1844-1900) é o filósofo Contemporâneo defensor da filosofia de Heráclito. Parmênides de Eléia (final do séc. VI e início do V), contestou Heráclito afirmando que o ser é, e o não ser, não é. Nada pode ser e não ser ao mesmo tempo, logo, Parmênides é o pai da Ontologia (estudo do ser). Da filosofia Pré-Socrática saiu os atuais quatro elementos da natureza: Água, ar, fogo e terra, porém, Deus o criador e a mitologia continuam desafiando aqueles que querem eliminá-los do consciente humano. Da Physis restou apenas ciência, herdeira da proposta filosófica Pré-Socrática que continuam insistindo na não existência do Deus criador, mantenedor e possuidor do plano de salvação no qual, Jesus Cristo é o principal responsável, junto com o pai e o Espírito Santo. A ciência gaba-se de sua exatidão porque trabalha com as frações e estas estão limitadas aos conceitos e metodologias puramente humanas, mas as mesmas, se aplicadas à natureza não são precisas. Logo, os cientistas trabalham com o limitado e a teologia pensa e tem fé a partir do ilimitado, sobrenatural.
Após a filosofia da natureza surgiu os clássicos que tem como seus principais representantes Sócrates, Platão e Aristóteles. Foram esses os responsáveis por toda cultura ocidental. Esses, despreocupados em filosofar a natureza, voltam-se à psique, buscam compreender o universo a partir da razão e dessa premissa desenvolve-se a política, a ética (código morais), a metafísica, o idealismo, em fim, uma nova filosofia construída a partir de diversas formas de pensar, uma confusão racional, mística, mítica e metafísica disfarçada de sobrenatural. Deus, a partir desse período não é mais uma referência ao criador bíblico, mas sim, ao deus racionalizado, pensado pelos diferentes filósofos. Sócrates cria em uma inteligência superior ordenadora do cosmo; O deus de Platão era o demiurgo, deus plasmador, aquele que cria a partir da matéria; e o deus de Aristóteles era o motor imóvel que move todas as coisas sem se mover.

Isaías Correia Ribas, filósofo e professor de filosofia

terça-feira, 24 de maio de 2011

PRECONCEITO E O HOMOSSEXUALISMO

Preconceito: Conceito antecipado; Opinião formada sem reflexão; discriminação racial. (minidicionário da língua portuguesa. Severino Bueno. Ed. FTB S.A. 1996)
Preconceito: Conceito formado antecipadamente e sem fundamento razoável; Opinião formada sem reflexão; convencionalismo; superstição. (Dicionário Moderno da Língua Portuguesa. A-Z. Ed. Rideel Ltda, São Paulo. Seg. edição, 1978).
Preconceito: “Opinião ou crença admitida sem ser discutida ou examinada, internalizada pelos indivíduos sem se darem conta disso, e influenciando seu modo de agir e de considerar as coisas. O preconceito é constituído assim por uma visão de mundo ingênua que se transmite culturalmente e reflete crenças, valores e interesses de uma sociedade ou grupo social. O termo possui um sentido eminentemente pejorativo, designando o caráter irrefletido e frequentemente dogmático dessas crenças, que se revestem de uma certeza injustificada. Ex.: “o preconceito racial”. Entretanto, é preciso admitir que nosso pensamento inevitavelmente inclui sempre preconceitos, originários de sua própria formação, sendo tarefa da reflexão crítica precisamente desmascarar os preconceitos e revelar sua falsidade”. (Dicionário Básico de Filosofia. Hilton Japiassú/Danilo Marcondes. Ed. Zahar. Rio de Janeiro, 2008. Quinta edição).
Quando não conhecemos e não sabemos fazer uma reflexão crítica agimos fundamentados em crenças, com uma postura baseada na ignorância. Isto é, queremos eliminar o diferente, o outro, pela força (batendo, e se não houvesse leis inibindo posturas ignorantes muitos outros morreriam). E acrescentou alguns dos estudantes do terceiro ano do Ensino Médio da E. E. Ana Siqueira da Silva S P (2011): “Todos os dias morrem de dois a três homossexuais vítimas de agressões físicas”.
O homossexualismo ou movimento gay são fenômenos mundiais crescentes e gerador de altas receitas a diversos seguimentos comerciais. Logo, é um bem para o capitalismo. Observaram os estudantes da escola referida: “As paradas Gays geram mais receitas que o carnaval”. Logo, justifica-se a força da mídia local e mundial se impondo acima de tudo e todos pretendendo crescer sem ouvir críticas de seguimento algum da sociedade. Mas esse seguimento é apenas mais um que busca se afirmar, é direito deles, e democracia é isso mesmo, mas não se esqueçam de que é direito daqueles que sabem fazer a devida crítica, fazê-la. Então, fazendo uso do meu direito e dever, darei minha opinião sobre o assunto fundamentado na filosofia, na bíblia e na biologia.
O relato que segue não é minha invenção e nem imaginação, é o resultado de pesquisas feitas por estudantes de psicologia que entrevistaram vários indivíduos de programas homossexuais. As questões feitas foram: vocês gostam de homens ou são profissionais do sexo? Resposta: Somos profissionais do sexo, passivos e ativos. Então, quem é o gay nesse lance? Resposta: Os gays são aqueles que nos procuram na calada da noite ou por telefone, aparentemente são homens, mas são esses quem querem o relacionamento homo, que querem ser penetrados, geralmente são casados, pais de famílias etc. Nós somos o profissional para qualquer obra, somos promíscuos, uma falsa mulher para satisfazer as fantasias masculinas. Assim como há a mulher profissional do sexo, a promíscua que satisfaz as vis imaginações masculinas com uma mulher, nós “homens” criamos também a promiscuidade masculina para completar a promiscuidade geral, onde homossexuais gostam de se relacionar com outro “homem”. Só estamos falando das relações promíscuas mais simples, vocês nem queiram saber dos relacionamentos mais vis, da prática sexual em grupo etc.
Filosoficamente e biologicamente falando: Se todos os homens e mulheres optassem pelo homossexualismo seria o fim da humanidade, o fim da espécie, pois, a sexualidade humana foi criada ou evoluiu para a perpetuação da raça. O que só é possível entre diferentes gêneros. Mas protestou o jovem estudante: A humanidade não acabaria porque o homossexual pode muito bem se relacionar com uma mulher somente para a perpetuação da espécie, então, respondeu o professor de filosofia: Se assim for, está comprovado que o homossexualismo não é uma herança genética e sim uma perversão sexual, pois se fosse herança genética o efeminado não teria ereção. Porém, é preciso admitir a possibilidade pela opção homossexual por outros fatores sociais, e sendo fatores sociais, psíquicos, é possível a reeducação, isso se for do interesse e força de vontade da pessoa.
Reflexão bíblica: Na luta entre o bem, Deus e o mal, Satanás, ente criado que queria ser semelhante ao criador, continua sendo ponto de honra para ele destruir a imagem de Deus refletida no homem e o meio preferido por ele é a promiscuidade, se possível fosse ele acabaria com a humanidade. Segundo os relatos bíblicos, os antediluvianos se distanciaram tanto da orientação divina que preferiram viver voluntariosamente e a promiscuidade sensual era a paixão preferida. Semelhantes a eles, os moradores de Sodoma e Gomorra, cidades que experimentaram a intervenção divina, também eram promíscuas e por isso Deus as destruiu. E o novo testamento nos informa que os efeminados não herdarão a vida eterna, não farão parte do eterno reino de Cristo e que próximo de seu segundo retorno à terra a barbárie sexual seria semelhante aos antediluvianos e os de Sodoma e Gomorra. Alguns estudantes da escola mencionada concordam com a posição bíblica, e outros protestaram: “Deus não faz acepção entre pessoas, todas são iguais e criaturas do mesmo Deus”. Estão corretos, Porém, não devemos esquecer que os juízos divinos não são imediatos, há o momento certo, preestabelecido para o juízo final, onde passaremos pelo julgamento o qual estará baseado na lei divina e nas revelações dadas através de seus eleitos, os profetas. Enquanto isso, todos nós podemos viver segundo a nossa vontade, mas diante do juiz a nossa vontade não está em questão, mas esta estará submetida à vontade de Deus e à sua eterna lei universal. Portanto, fora do tribunal, todos, independentemente de opções sexuais, cor, raça e outras opções quaisquer estão e são livres para demonstrar o que são e o que querem, pois somente assim o julgamento final será justo.
O supremo Tribunal Federal brasileiro a exemplo de outros tribunais de diferentes países aprovou a legalidade da união homossexual no Brasil, dando-lhes todos os direitos civis matrimoniais, e retroativos se comprovada tal união.
Então, do exposto podemos inferir que, o homossexualismo é uma prática inútil à perpetuação da espécie humana, e tal prática não tem fundamentação filosófica, bíblica e biológica, é apenas uma prática promíscua sustentada pelo interesse capital, um modismo enaltecido pelo sensacionalismo das artes cênicas teatrais, telenovelas e cinematográficas.
Finalizando, o termo preconceito significa ignorância, aquele que não sabe, não conhece. Isto é, esse sujeito quer ofender ou destruir o outro por meio de ações ou palavras ofensivas. Então, da ignorância nascem os diversos tipos de conflitos, guerras local e mundial. Agora, posições contrárias todos nós as temos, ignorantes ou letrados, e precisamos tê-las, pois este é o fundamento do crescimento cognitivo. O que está em questão é: qual o modo correto de expor as posições contrárias? Até então entendemos que as agressões físicas são para os ignorantes e enquanto houver ignorantes essas irão continuar existindo. Mas as posições contrárias dos doutos, daqueles que sabem, precisam e fazem-se necessárias, pois somente assim a ignorância generalizada como pretendem o capitalismo e os capitalistas diminuirá. Quando o mundo aprender que o desenvolvimento cognitivo geral só será possível por ouvir o outro, e respeitá-lo a pretensa paz mundial poderá ser uma possibilidade. Mas enquanto grupos poderosos buscam eliminar as posições contrarias pela força bélica e influência da mídia, os conflitos continuarão crescendo em escala geométrica e a paz mundial será apenas uma utopia.


Isaías Correia Ribas, filósofo e professor de filosofia

sábado, 14 de maio de 2011

PROGRESSÃO CONTINUADA OU APROVAÇÃO AUTOMÁTICA

Progressão continuada é um modelo aplicado nas universidades públicas e privadas. Isto é, quando o estudante não consegue ser aprovado em todas as matérias fica em DP (dependência pedagógica). O graduando passa, mas fica em débito, tendo que procurar em outro horário um professor que esteja ministrando as disciplinas em que ficou em débito. Caso não consiga eliminá-las enquanto cursa não poderá receber a graduação, o que ocorrerá quando todos os seus débitos acabarem.
Os educadores, pedagogos a serviço da educação pública, ou melhor, a serviço dos políticos, aplicaram esse modelo universitário aos ciclos I e II (Fundamental e Médio). Dizem eles que com esse modelo melhorariam a educação dos jovens brasileiros. É claro que eles sabiam que esse sistema é inaplicável a esses estudantes, pois crianças não têm responsabilidade para correr atrás de DP alguma e mesmo que alguns a buscassem, a estrutura e o formato das escolas não propicia essa possibilidade. Portanto, esse modelo é falacioso para as escolas públicas e privadas tanto municipais quanto estaduais. Logo, a progressão continuada só poderia cair na aprovação automática.
Penso que toda essa manobra pedagógica política é apenas mais uma ideologia para manter o Brasil Colônia, brasileiros preparados pra servir, operários capacitados para o labor, mão de obra barata a serviço das elites brasileiras e estrangeiras.
O Brasil é o país cobiçado pela maioria dos líderes mundiais, a partir da primeira invasão por Pedro Alves Cabral e posteriormente por outras nações, esse país, por sua extensão geográfica, riquezas naturais e terra que tudo dá, continua, mais que antes, o alvo de interesses estrangeiros que buscam a qualquer custo a manutenção do status quo colonial. Isto é, a manutenção de uma população alienada do conhecimento, capacitada apenas pra fazer e não pra saber, conhecer, despreparada para administrar o seu próprio país.
Os políticos brasileiros, em grande número, descendem de famílias estrangeiras que vieram para administrar a exploração das riquezas naturais e de seu povo. Como sabemos, essas famílias, buscando manter seus interesses adotaram a mão de obra escrava estrangeira e dos índios naturais. Estou convencido de que essa ideologia da deseducação dos jovens brasileiros, através da aprovação continuada é uma estratégia política para direcionar os jovens para as ETECs e FATECs dos governos estaduais e o PRONATEC do governo federal. Pois pobres, como disse a presidenta Dilma Rousseff, precisa trabalhar para comprar seu celular e o seu carrinho. Trabalhar, senhores políticos é dever de todos nós. Mas também, senhores políticos, temos o direito de conhecer, mais que isso, os atuais jovens pobres que vivem num país “democrático”, não podem ser vítimas dessa política criminosa. O povo já sente saudade do verdadeiro político brasileiro, o brasileiríssimo senhor Luiz Inácio Lula da Silva que, como querem desqualificá-lo os políticos da oposição, sem curso superior, foi o brasileiro que até hoje pensou em melhorar a educação para os nossos jovens construindo várias Universidades federais e programas de Universidades para todos, PROUNI, onde o estudante tinha o direito de escolher qualquer curso superior de ciências humanas ou não, sem forçá-lo às escolas técnicas federais ou estaduais. Diante dessa barbárie sou forçado a concluir que políticos de descendência estrangeira amam o Brasil e detestam os brasileiros descendentes de trabalhadores braçais.

COMO INDENTIFICAR O LEGÍTIMO BRASILEIRO

O nome, geralmente, diz quem sou e de quem descendo, se sou dominador ou dominado, senhor ou escravo. Ex: José João da Silva, a preposição ‘d’ está informando que esse cidadão pertencia à família Silva. Isto é, o Silva é o nome de alguma família européia que veio para o Brasil Colônia e comprou um escravo e esse passou a pertencer-lhe, por isso da Silva. A mulher brasileira descendente de escravo que casou com um estrangeiro, seus filhos possivelmente perdeu a preposição, nesses casos, é só montar uma pequena árvore genealógica (verificar os nomes dos avos ou descendentes mais distantes) e facilmente encontrarás a verdadeira descendência, se és um verdadeiro brasileiro ou de um dominador que quer a manutenção do Brasil Colônia.

ISAÍAS CORREIA RIBAS, FILÓSOFO E PROFESSOR DE FILOSOFIA

domingo, 24 de abril de 2011

PLATÃO E ARISTÓTELES, BASES DA PSEUDO-TEOLOGIA

Aristóteles (384-322 a.C.) discípulo de Platão e professor de Alexandre o grande, provavelmente foi o filósofo mais universal dos gregos. Todos os filósofos são unanimes em defender a necessidade de um deus para poderem elaborar suas filosofias, logo, deus ou deuses são seres necessários, sem eles, pensador algum consegue formular hipóteses quanto mais argumentar. O deus que Aristóteles criou foi o motor imóvel que move todas as coisas sem se mover, causador de todas as causas sem ser causado. Logo, o mundo não teve um começo, o universo sempre deve ter sido tal como é. Conclui-se então, que Aristóteles, tal qual Heráclito, deduz que o movimento, uma vez movido subsiste, e por si só o movimento é a causa das evoluções das diferentes formas. Aristóteles construiu a doutrina das quatro causas necessárias à compreensão de uma coisa qualquer. São elas: causa material; causa eficiente; causa formal; e causa final. Ele busca ilustrar o poder da natureza à habilidade do homem em construir algo, isto é, toda forma precisa de uma matéria, de um artífice e de um objetivo final.
Aristóteles não concordou com o mundo das idéias de Platão, para ele é possível compreendermos a nossa realidade sem precisar construir utopias, o nosso mundo não é feito de ilusões, pelo contrário, são as nossas limitações ou outro propósito que nos leva a construir utopias. Provavelmente para não discordar totalmente de seu mestre, valorizou e trabalhou melhor o conceito de alma, tirou-a do mundo das idéias e distribuiu-a entre os diversos entes mundanos.
Aristóteles observa: “os corpos vivos têm vida, mas não são vida. Os seres animados se diferenciam dos seres inanimados porque possuem um princípio que lhes dá a vida. E esse princípio é a alma. É necessário que a alma seja substância como forma de um corpo físico que tem vida em potência; mas a substância como forma é enteléquia (ato); a alma, portanto, é enteléquia de um corpo assim. (...) Portanto, a alma é enteléquia primeira de um corpo físico que tem a vida em potência. (...) A alma, que é princípio de vida, deve ter capacidades, funções ou partes que presidem essas operações e as regulam”. Ora, os fenômenos e funções fundamentais da vida são: a) de caráter vegetativo, como nascimento, nutrição e crescimento; b) de caráter sensitivo-motor, como sensação e movimento; c) de caráter intelectivo, como conhecimento, deliberação e escolha. Assim sendo, por essas razões, Aristóteles introduz a distinção entre: a) “alma vegetativa”, b) “alma sensitiva” e c) “alma intelectiva ou racional”.
As plantas possuem só a alma vegetativa, os animais a vegetativa e a sensitiva, ao passo que os homens a vegetativa, a sensitiva e a racional. Para possuir a racional, o homem deve possuir as outras duas; da mesma forma, para possuir a alma sensitiva, o animal deve possuir a vegetativa; no entanto, é possível possuir alma vegetativa sem possuir as almas sucessivas.
Platão e Aristóteles com a teoria das almas são os filósofos que influenciam até os dias atuais tanto as teologias quanto as filosofias panteístas e outras. Sem eles e suas utopias a humanidade estaria livre de muitos enganos teológicos e filosóficos e os espiritualistas ocidentais não se sustentariam com suas teorias da reencarnação das almas e seus deuses criados pela necessidade de anular o Deus criador bíblico que tem o plano de levar o homem novamente à eternidade.
DEUS, UM SER NECESSÁRIO
Há na bíblia a história de um Deus criador e mantenedor do cosmos, esse mesmo Deus deu leis eternas àqueles que O reconhecem como tal. Aceitar esse Deus como o orientador de nossa conduta significa reconhecer a vigência atual de sua legislação, pois ela é eterna e imutável. Como as condições do Criador são imutáveis, os homens criaram outros deuses, pois esses, criaturas dos próprios homens, seriam segundo a visão, vontade e caráter de seus criadores.
A) Os adeptos do politeísmo bíblico criaram representações divinas, deuses de paus, pedras e barros para preencher o vazio, a crise existencial causada pela rejeição das leis do criador.
B) Os gregos criaram deuses antropomorficos, divindades com a forma humana, e para cada deus forjaram uma alegoria, pois tudo o que acontecia aos gregos acontecia pela “vontade” desses deuses.
C) O deus dos filósofos pré-socráticos é o ‘devir’ (movimento), pois este se auto-originou e se auto-sustenta.
D) Os filósofos da Grécia clássica, Sócrates, Platão e Aristóteles criaram deuses racionais, pois segundo o pensamento filosófico, é impossível a ordem cosmológica e a vida terrestre sem a existência de um ser superior que a organizasse. O deus de Sócrates era uma inteligência superior; o deus de Platão era o demiurgo, deus que plasma, que dá forma a partir da matéria existente e o deus Aristóteles é o motor imóvel.
E) A maçonaria, organização mística da atualidade, segue a mesma lógica filosófica: deus é o arquiteto universal.
F) O cristianismo segue o princípio do ecletismo, isto é, adaptou-se às diferentes formas de deuses e santos.
G) Os espíritas e espiritualistas em geral se sustentam graças às idéias panteístas de Aristóteles e Spinoza (1632-1677).
H) Os ateus seguem a doutrina dos filósofos pré-socráticos que está sintetizada na filosofia de Heráclito (séc. VI e V a.C), que tem como principal expoente o filósofo Contemporâneo Friedrich W. Nietzsche (1844-1900).
I) Os Protestantes cristãos, embora rejeitem algumas práticas do catolicismo, na essência, negam e rejeitam os dez Mandamentos da lei do Deus criador, como fazem os seguimentos que criaram deuses particulares. Se Platão e Aristóteles não houvessem criado e trabalhado o conceito de alma como fizeram, possivelmente a falsa teologia não teria tanta força na arte de enganar.
Diz René Descartes (1596-1650): “Caindo os princípios, as conseqüências não poderão mais se manter. Posso supor, portanto, que exista não um verdadeiro Deus, que é fonte soberana de verdade, mas certo gênio maligno, não menos astuto e enganador do que poderoso, que tenha empregado todos os seus recursos em me enganar”. Descartes foi excelente matemático e mecânico, porém, péssimo teólogo. Desconstruiu brilhantemente a teoria das almas de Platão e Aristóteles, mas não conseguiu eliminá-la da composição do homem, pelo contrário, criou a glândula ‘pineal’, alojada ao cérebro como o habitat da alma. Na minha concepção a teoria da glândula foi criada por pressão da igreja, com a intenção de continuar válida a filosofia de Santo Agostinho de que o mal é a ausência do bem e o cristianismo platônico. Diante da indagação do teólogo Henry More: onde se encontra Deus? Que nullibi, isto é, em lugar nenhum. René Descartes concluiu seu filosofar como ateu, onde Deus era apenas um ser necessário, pano de fundo para suas pesquisas. A idéia de Deus não é inata ao homem como afirma Descartes, Deus faz parte de nosso imaginário porque há uma cultura milenar de um povo e de um livro que nos ensina que houve um Deus criador e que é mantenedor de todo o Cosmos até os dias atuais e de que há um plano divino por trás dessa cultura.As Mônodas de Wilhelm leibniz (1646-1716), força mística de partículas metafísicas, representa o desespero filosófico moderno de continuar viva a vida da alma platônica-aristotélica. Isto é, o cristianismo católico procurando manter a validade racional da teoria das almas fundamentada no racionalismo antropocêntrico filosófico.
Referências bibliográficas
Bíblia
História da Filosofia. Giovanni Reale/Dario Antiseri. Ed. Paulus. Vol. I.2003 e II 2007.

terça-feira, 5 de abril de 2011

LIBERDADE FILOSÓFICA E RELIGIOSA

O pensamento filosófico surgiu como mais uma forma de pensar e explicar o universo a partir de uma visão exclusivamente antropocêntrica. À aproximadamente Três mil anos, o racionalismo filosófico e posteriormente o científico, questionam a origem do universo segundo as revelações bíblicas. E assim, esse embate travado durante esse período trouxe mais confusão que esclarecimentos às pessoas. Por isso, já é passada hora de pensarmos o universo a partir da visão do todo, de Buscar compreender as causas de tantas angústias e do crescimento de tantas catástrofes naturais. Nós, habitantes desse planeta precisamos entender e compreender nosso habitat, analisando-o a partir de um olhar ao sobrenatural e ao natural. Penso eu que a partir da compreensão dos conceitos liberdade, livre-arbítrio e contingência, teremos dado um passo fundamental para a evolução cognitiva filosófica e teológica.
A liberdade na eternidade relaciona-se ao atemporal, quando as escolhas estavam dentro de um contexto de escolher somente entre o que é bom. Quando a mente Criadora ou o Deus criador, criou entes à sua semelhança, criou-os livres para o bem, o bom, o belo, o sublime, etc. A liberdade é o fundamento do Criador universal, e ela não está imposta, determinada. Se assim fosse, não seria liberdade. Como também não estava determinado que um ente celestial tivesse a pretensão de igualdade com o seu criador. Os anjos, criaturas celestiais, dotadas de razão, eram semelhantes ao criador, estavam envoltos do bom, do belo, do sublime e do bem divino. Na eternidade, não havia o lícito e o ilícito, o bem e o mal, o antagonismo não estava presente. Logo, somos livres quando não temos nenhum perigo a evitar. O egoísmo surgiu na mente de um ente que queria ser mais que semelhante, não se contentou em ser ente criado, não estava contente em desfrutar da harmonia que envolvia o universo, ele queria ser igual ao criador. Isto é, ter a vida em si, ser capaz de criar como fizera Deus. Esse ente, a bíblia denomina-o, Lúcifer (anjo de luz), após suas ambições egocêntricas e a perda de seu posto no céu, vários nomes são lhes dado: Satanás, Serpente, Diabo, etc. Logo após decidir que queria ser igual a Deus, começou a espalhar a dúvida entre os anjos, dizendo que Deus era um ditador, egocêntrico, enfim, aquilo que ele queria ser, dissera ser Deus. E assim surgiu o antagonismo, o egoísmo, a dúvida, o mal, o pecado e tudo o que possa ser contrário à harmonia universal. Deus em sua misericórdia mostrou a Lúcifer quais seriam as conseqüências de seus ideais, mas lúcifer rejeitou tais apelos e decidido a conquistar o posto de igualdade a Deus seguiu em sua voluntariosidade. Segundo a bíblia ele conquistou a terça parte dos anjos e levou-os à rebelião, e assim, juntos foram lançados ao planeta Terra.
Nosso planeta foi adaptado à vida após essa intriga celestial e o primeiro casal, Adão e Eva veio à existência dentro do contexto da eternidade, eram entes perfeitos, à semelhança do divino. Porém, como o Cosmos já havia sido contaminado pela dúvida e a ambição de Lúcifer, nem tudo neste planeta, ao ser criado, poderia ser perfeito, por isso, entre todas as coisas boas o símbolo da imperfeição, do antagonismo, da mentira, teria que estar presente e lá estava representada pela árvore do conhecimento do bem e do mal. Com a mesma astúcia que usara no céu, Satanás usou para enganar Adão e Eva. Disse à Eva que eles poderiam ser iguais a Deus e assim, dialogando implantou a dúvida, e ambos, a semelhança da terça parte dos anjos, também duvidaram e conseqüentemente pecaram. Após a entrada do pecado, a eternidade para os terrestres foi interrompida dando lugar à mortalidade. Dentro desse contexto foi possível criar o conceito de livre-arbítrio, isto é, o homem escolhe entre o bem e o mal, o justo e o injusto, o bom e o ruim, o que fazer e o não fazer, surgindo assim o mundo das contingências, e o mais dramático é que ninguém pode escolher pelo outro, por isso, Kierkegaard (1813-1855), teólogo e filósofo diz: “fazer escolhas é angustiante”. Queiramos ou não, somos escravos de nossas escolhas. O que há de bom dentro desse contexto das contingências é que estamos ainda vivendo sob o período da graça, isto é, ainda podemos escolher ao lado de quem estaremos na eternidade, do criador que quer dar-nos o bem eterno ou ao lado de Satanás, recebendo com ele a morte eterna. Somos livres, ou melhor, precisamos escolher, pois as escolhas refletirão na eternidade.
Com a consolidação do pecado, o planeta Terra tornou-se o mundo das contingências. O bem e o mal passaram a fazer parte da natureza humana, distanciando-a da plena paz. Doravante a angústia é a nossa companheira e a paz é o nosso ideal. Nesse contexto dual o homem é paixão e razão, mas há uma força imanente que move o indivíduo a realizar os apelos das paixões e da razão, essa força chama-se vontade. Artur Schopenhauer (1788-1860), filósofo alemão, defende a tese de que o homem é apenas vontade, pois esse é um sentimento que nunca se esgota e não se cansa. Friedrich Nietzsche (1844-1900), também filósofo alemão, defende a tese de que a vontade é a força em potência que movimenta todo o devir do Cosmos. Nietzsche é o filósofo contemporâneo que procura eternizar a filosofia natural dos pré-socráticos. Ellen G. White (1827-1915) profetiza cristã, fala sobre esse domínio volitivo, mas soma às paixões e à razão, o poder do Espírito Santo, força divina à disposição do homem que atua na vontade para levá-lo a desejar o bem supremo, a paz e a liberdade em meio às contingências mundanas. Todo indivíduo consciente entende que há no homem a atuação dessas duas forças porfiando pelo controle da vontade, e ela não respeita faixas etárias e nem os gêneros. Mas há muitos indivíduos sábios que conseguem fazer com que a sua vontade seja racionalizada e dê equilíbrio às suas ações, não permitindo ser controlados pelas paixões. Esse domínio racional é possível a qualquer pessoa. A obra do Espírito Santo está para além do racional. Se permitirmos, Ele qualificar-nos para a eternidade, onde voltaremos possuir à semelhança divina.
A liberdade em Cristo está inserido no contexto de compreensão do plano de salvação que Deus disponibilizou-nos desde a queda de Adão e Eva. É impossível alguém ser salvo sem compreendê-lo. Pois o amor de Deus não pode ser desculpa para a ignorância proposital. Os teólogos da atualidade e pregadores cristãos banalizam o plano de salvação, tornando-o simplista e mercadológico. Só será possível o retorno à eternidade se entendermos o processo, é de graça, porém, envolve um retorno de cento e oitenta graus no nosso modo de vida. Qual modo de vida? O de antes e o depois de compreender o plano divino. Compreendido, nossa vontade começa a desejar o bom que Deus quer nos dar, só que nossa vontade é mundana, e ela tende a atender naturalmente aos apelos das paixões, e assim, trava-se o conflito espiritual. Não é mais paixão e razão e sim a quem desejamos atender, aos apelos mundanos ou aos divinos. Agora, esse novo indivíduo deve pedir que Deus opere mudanças em sua vontade, e assim, inicia-se o processo de santificação, isto é, quanto mais se aprofunda na compreensão da graça salvadora, mais nossa vontade busca um caráter semelhante ao de Cristo, nossa natureza mundana encontra outro sentido para a vida, a vontade tende ao divino e fica mais fácil para vencer aos apelos carnais das paixões. É assim que se processa a liberdade em Cristo, quando permitimos a sua intervenção em nossa vontade, o nosso desejo mais profundo é fazer a Sua vontade e fazendo-a, verdadeiramente seremos livres.
Nota: para a maioria dos cristãos o ente satanás não existe, o que existe é o mal e este é, segundo santo Agostinho (354-430), a ausência do bem. Agostinho, Padre da igreja Católica, errou filosoficamente e teologicamente ao admitir o bem como Deus e o mal como a ausência do bem. Biblicamente, ambos, bem e mal possuem personalidade.

Isaías Correia Ribas, filósofo e professor de filosofia


Referências bibliográficas:

Bíblia.
Confissões. Santo Agostinho. Nova Cultural. Coleção os Pensadores. 2000.
História da Redenção. Ellen G. White. Ed. Casa Publicadora Brasileira. 2008.
História da Filosofia. Giovanni Reale/Dario Antiseri. Paulus. 2003.
Kierkegaard. Coleção os Pensadores.
Mente Caráter e Personalidade. White. Ed. Casa P. Brasileira. 1989.